3289: Estrela gigante está a “desaparecer” (e pode explodir)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

ALMA (ESO/NAOJ/ NRAO) / E. O’Gorman / P. Kervella

A super-gigante vermelha Betelgeuse, localizada na constelação de Orión, a 600 anos-luz da Terra, é famosa por ser uma das estrelas mais brilhantes no céu nocturno. Porém, o corpo celeste pode estar a chegar ao fim da sua vida.

A Betelgeuse é verdadeiramente gigante: comparada com o nosso Sol, é aproximadamente 1.400 vezes maior em diâmetro e 1.000 milhões de vezes maior em volume.

A estrela é famosa porque, no dia em que explodir e se tornar uma super-nova, ficará visível durante o dia e, possivelmente, eclipsará a Lua à noite. A última super-nova que foi visível da Terra aconteceu em 1604 — a Super-nova de Kepler —, e foi vista dia e noite durante mais de três semanas.

Nas últimas semanas, Betelgeuse têm-se atenuado significativamente. A actividade incomum da estrela, notável a olho nu, causou uma onda de especulação entre a comunidade astronómica, amadores e profissionais.

Dr David Boyce @DrDavidBoyce

Is #betelgeuse about to go supernova? It has suddenly and rapidly decreased in brightness by a factor of 2 – noticeable to the naked eye.

Observadores de todo o mundo apressaram-se a partilhar as suas opiniões sobre o que poderia estar a acontecer. Algumas pessoas concluíram que poderia ser um sinal de uma explosão iminente e o eventual aparecimento de uma super-nova.

O director do Departamento de Física da Uppingham School, no Reino Unid), David Boyce, escreveu na sua conta no Twitter que a súbita diminuição no brilho da estrela ficou evidente até mesmo para os olhos de um observador geral. O investigador sugeriu que, se estiver prestes a tornar-se uma super-nova, a explosão produzirá “mais energia em apenas algumas horas do que durante os seus milhões de anos de existência”.

O facto de a super-gigante vermelha estar agora mais escuro do que no passado é o que causou especulações de que possa estar prestes a tornar-se uma super-nova. No entanto, nem todos os especialistas concordaram com estas conclusões, de acordo com o EarthSky.

Betelgeuse é uma estrela variável conhecida, cujos aumentos e diminuições no brilho são rastreados há anos por astrónomos amadores e profissionais que trabalham com a Associação Americana de Observadores de Estrelas Variáveis (AAVSO). Estas medidas demonstram que o brilho de Betelgeuse possui diferentes ciclos, ascendente e descendente. Quando os mínimos de cada ciclo se juntam, a estrela pode parecer excepcionalmente fraca, como agora – mas voltar-se-á a acender.

Por essa razão, alguns especialistas enfatizam que é improvável que Betelgeuse tenha a sua grande explosão nos próximos 100 mil anos. Além disso, sugerem que a mudança no brilho da estrela pode ter sido provocado por algum tipo de erupção de gás ou poeira.

Também para Eric Mamajek, da NASA, as probabilidade de tal evento acontecer nas próximas décadas é de apenas 0,1%.

ZAP //

Por ZAP
30 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

1600: Astrónomos registam “explosão mortífera” em estrela recém-nascida

NASA

Um grupo de investigadores registou uma explosão fortíssima na superfície de uma jovem estrela localizada na constelação de Órion, cuja força supera em dez milhões de vezes fenómenos parecidos no Sol.

“Nós examinamos as estrelas vizinhas, tentando entender como surgiu o Sistema Solar. Anteriormente, não tínhamos observado explosões tão fortes nos astros jovens. A sua descoberta permitiu pela primeira vez investigar detalhadamente as características físicas de tais objectos”, declarou Steve Mairs, do Observatório em Hawai, EUA, no estudo publicado na revista The Astrophysical Journal.

No Sol, acontecem periodicamente erupções solares, lançando energia em forma de luz, calor e radiação, bem como perturbando o funcionamento das telecomunicações, satélites e ameaçando a saúde de cosmonautas.

A tempestade solar de 1859, também conhecida como Evento Carrington, é considerada a explosão mais poderosa. O fenómeno produziu 20 vezes mais energia do que a queda do meteorito que destruiu os dinossauros e os grandes répteis marinhos.

Em 2012, os planetólogos da missão Kepler encontraram centenas de astros da classe do Sol, na superfície dos quais aconteceram explosões mais poderosos de que o Evento Carrington. Isto levou os cientistas a supor que o Sol pode originar estes cataclismos um dia, mas a sua potência máxima não foi determinada com precisão devido à diferença de idade, composição química e histórias de evolução das várias estrelas.

Mairs e os seus colegas descobriram que explosões ainda mais fortes podem ocorrer em astros não muito grandes, examinando vários aglomerados estelares na nebulosa de Órion.

Em 2016, os cientistas detectaram uma explosão extremamente potente nos arredores da estrela recém-nascida JW 566, afastada da Terra a uns 1.500 anos-luz. Os astrónomos examinaram-na com ajuda dos telescópios ópticos do Observatório do Hawai, bem como dos observatórios de raios X e de radioastronomia, tendo conseguido calcular a potência desse acontecimento.

A explosão teria sido muito mais forte que as explosões mais brilhantes de outras estrelas recém-nascidas e dez mil milhões de vezes mais potente que o Evento Carrington.

Ainda não foi descoberta a frequência destes cataclismos na JW 566 e outras estrelas recém-nascidas, não se conhecendo os processos magnéticos na sua atmosfera que levam a essas emissões de energia.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
17 Fevereiro, 2019

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