3742: Telescópio capta, pela primeira vez, sinais do nascimento de um planeta

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Observações feitas com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), capturaram sinais do nascimento de um sistema estelar.

Em torno da jovem estrela AB Aurigae, há um disco denso de gás e poeira no qual os astrónomos detectaram uma estrutura espiral com uma torção que marca o local onde pode estar a formar-se um planeta. Esta pode ser a primeira evidência directa de um planeta recém-nascido.

Os astrónomos sabem que os planetas nascem em disco empoeirados que cercam estrelas jovens, à medida que a poeira e o gás frio se acumulam. No entanto, como explica Anthony Boccaletti, da Universidade PSL, em França, este estudo fornece pistas cruciais que para os investigadores entendam melhor este processo.

O artigo científico, publicado recentemente na Astronomy & Astrophysics, salienta que estas novas imagens apresentam uma espiral de gás e poeira ao redor da AB Aurigae, a cerca de 520 anos-luz da Terra, na constelação Auriga. Este tipo de espirais indicam a presença de planetas recém-nascidos.

As espirais criam perturbações no disco em forma de onda. À medida que o planeta gira em torno da estrela, essa onda assume a forma de um braço espiral. Na imagem obtida, a região espiral amarela é um desses pontos de perturbação, e os cientistas acreditam que está a formar-se um planeta naquele lugar, explica o Europa Press.

Há alguns anos, observações do sistema AB Aurigae feitas com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), do qual o ESO é parceiro, forneceram as primeiras pistas de que estavam a formar-se planetas em torno da estrela.

Nas imagens do ALMA, os cientistas viram dois braços espirais de gás perto da estrela, que ficam dentro da região interna do disco.

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Por ZAP
25 Maio, 2020

 

spacenews

 

3089: NASA revela detalhes do exoplaneta “Frankenstein”

CIÊNCIA

NASA. NASA/ ESA/ G. Bacon (STScI)

O Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA acaba de revelar novos detalhes do exoplaneta WASP-12b, que orbita a estrela WASP-12.  

Este mundo encontra-se a 1.400 anos-luz do nosso Sistema Solar na constelação de Auriga e, segundo indica a agência espacial norte-americana, trata-se de um “Júpiter quente”, isto é, um planeta com uma massa semelhante à de Júpiter perto de uma estrela.

“Uma estrela monstruosa está a roubar pedaços dos seus planetas vizinhos, o o WASP-12b, para se transformar definitivamente num Frankenstein“, escreveu a NASA.

“A gravidade extrema está a esticar o gigante de gás quente na forma de um ovo, enquanto canibaliza lentamente o planeta (…) Em breve [10 milhões de anos], este planeta será completamente devorado pela sua estrela faminta”.

A agência espacial norte-americana destaca ainda um outro exoplaneta, o TrEs-2b. Trata-se de um mundo escuro que reflete menos de um por cento de qualquer luz que o atinja e, por este motivo, foi rotulado pela NASA como planeta da Noite Eterna.

Este é “o planeta mais sombrio já descoberto a orbitar uma estrela. Este mundo alienígena é menos reflexivo do que o carvão (…) Dentro da sua atmosfera, voaríamos às cegas no escuro (…) O ar deste planeta é tão quente quanto lava”.

Nos últimos anos, o número de exoplanetas descobertos têm aumentado significativamente. Actualmente, são conhecidos 4000 planetas para lá do Sistema Solar.

Descoberto exoplaneta gigante que não devia existir

Uma equipa internacional de cientistas descobriu um exoplaneta gasoso gigante (o GJ 3512 b), semelhante a Júpiter, a orbitar uma

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Por ZAP
24 Novembro, 2019