1618: Astrónomos determinam de onde vêm os meteoritos que caem com mais frequência na Terra

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Um estudo conduzido pelo astrónomo Peter Jenniskens, identificou a fonte dos meteoritos mais comuns, conhecidos como condritos L.

É possível classificar os meteoritos em várias categorias pela textura e composições química e mineralógica, sendo os condritos os mais comuns de todos eles, representando 82% dos meteoritos.

Através do estudo, publicado na revista Meteoritics & Planetary Science, os cientistas conseguiram determinar que este tipo de meteorito vem de pelo menos dois campos de detritos no cinturão de asteróides – região circular do Sistema Solar formada por múltiplos objectos irregulares denominados asteróides – , originários de planetas outrora anões que colidiram há muito tempo. A colisão constante desses fragmentos produzem os meteoritos que caem na Terra.

Meteoritos que caíram em 2012 na cidade norte-americana de Novato, no estado da Califórnia, e em 2015 perto da cidade de Creston, também situada no mesmo estado, foram comparados e identificados como condritos L.

A princípio, os 33 investigadores envolvidos no estudo acharam que os meteoritos poderiam ter vindo do mesmo campo de detritos, mas foi determinado que o meteorito de Novato demorou três anos a contornar o Sol, enquanto o outro demorou um ano e meio para fazer o mesmo movimento.

Isso sugere que o primeiro meteorito caído foi enviado por uma ressonância mais distante do Sol e mais profunda no cinturão de asteróides.

Durante a grande colisão há 470 milhões de anos, o meteorito de Novato perdeu a maior parte dos seus gases nobres ou inertes, como o argónio, enquanto que o de Creston “não perdeu o argónio dos minerais nos últimos 4,3 mil milhões de anos”, afirmou o geoquímico Matthias Meier.

“Isso provavelmente significa que o asteróide do qual o meteorito de Creston se originou não sofreu a colisão que afectou o de Novato há 470 milhões de anos”, acrescentou Meier.

Embora estes meteoritos provenham de diferentes colisões em diferentes partes do cinturão de asteróides, têm muito em comum e parecem estar relacionados entre si, sugerem os autores do estudo.

Por exemplo, ter-se-iam tornado matéria sólida no mesmo corpo paternal, que poderia ter sido quebrado e as suas partes poderiam acabar em lugares diferentes no cinturão de asteróides.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
21 Fevereiro, 2019