2447: Já temos uma maneira para saber se extraterrestres estão a tentar comunicar connosco

CIÊNCIA

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Caso extraterrestres estejam a usar raios laser para tentar comunicar connosco, já temos uma maneira de os detectar. O VERITAS consegue captar flashes de luz de nanos-segundos.

Há muitos anos que a ciência se dedica a analisar milhares de exoplanetas para tentar perceber se poderá haver indícios de vida semelhante à Terra. Há teorias que sugerem que os extraterrestres tentam comunicar connosco, mas simplesmente ainda não percebemos como interpretar esses sinais — pelo menos até agora.

Caso os extraterrestres estejam a usar raios laser para nos enviar sinais, os cientistas já descobriram uma forma de os detectar. O Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI) é um projecto que tem por objectivo a constante procura por vida inteligente no espaço e anunciou recentemente que vai começar a procurar por sinais de tecnologia extraterrestre através do Very Energetic Radiation Imaging Telescope Array System, mais conhecido por VERITAS.

Com este conjunto de telescópios, os cientistas vão conseguir analisar o céu à procura de flashes de luz de nanos-segundos. “Quando se trata de vida inteligente além da Terra, não sabemos onde ela existe ou como comunica”, explicou Yuri Milner, físico de partículas criador do programa Listen do SETI.

Como tal, os cientistas tentam procurar no máximo de sítios possível. “O VERITAS expande ainda mais o nosso alcance de observação”, acrescentou Yuri.

“Com o VERITAS, somos sensíveis a uma importante nova classe de sinais: pulsos óticos rápidos”, disse Andrew Siemion, director do centro investigação do SETI. Esta tecnologia já é usada pela NASA para transmitir imagens de alta definição directamente da Lua para a Terra.

O VERITAS permite ainda captar sinais a uma distância muito maior do que antes, aumentando assim a probabilidade de os cientistas captarem sinais mais fracos, que antes passariam despercebidos.

Composto por quatro telescópios com 12 metros de altura, “é impressionante como o VERITAS encaixa tão bem neste projecto”, conta David Williams, professor de física na Universidade da Califórnia, citado pela Live Science.

“Algures no cosmos, talvez vida inteligente esteja a observar as nossas luzes, conscientes do que elas significam”, disse o icónico Stephen Hawking no lançamento do programa Listen, em 2015. Esta iniciativa, que contou com um financiamento de 100 milhões de dólares, já analisou mais de mil estrelas à procura de sinais extraterrestres, mas sem o sucesso desejado.

ZAP //

Por ZAP
14 Agosto, 2019

 

2061: Civilizações avançadas podem estar a comunicar através de feixes de neutrinos

CIÊNCIA

Uma nova investigação, liderada pelo cientista Albert Jackson, sugere que civilizações avançadas no Universo podem ser capazes de se comunicar através de feixes de neutrinos que seriam transmitidos por constelações de satélites localizadas em torno de estrelas de neutrões ou buracos negros. 

A ideia da existência de “mega-estruturas” extraterrestres do tipo esfera de Dyson (estruturas hipotéticas que orbitariam uma estrela, capturando toda ou a maior parte da energia por ela emitida), colocadas como “faróis cósmicos“, depende de onde a civilização extraterrestre avançada em causa se encaixa na Escala de Kardashev.

Esta escala mede o grau de desenvolvimento tecnológico de uma civilização, isto é, se se trata de uma civilização planetária (tipo I), estelar (tipo II) ou galáctica (tipo III).

Numa nova investigação, cujos resultados foram esta semana disponibilizados no arXiv, Albert Jackson, investigador da Triton Systems, sugere que uma civilização Tipo II seria capaz de englobar uma estrela de neutrões ou um buraco negro através da criação de uma constelação de satélites de transmissão neutrinos.

Jackson cita no início da publicação um ensaio de Freeman Dyson, o “pai” destas “mega-estruturas”. Datado de 1966, o documento sob o título A procura pela tecnologia extraterrestre resume as suas metas na investigação: “A primeira regra do meu jogo é: pensar sobre as maiores actividades artificiais possíveis [no Universo] com limites apenas estabelecidos pelas leis das Física e procurá-las”.

Num estudo anterior, o cientista sugeriu que as civilizações avançadas poderia usar pequenos buracos negros como lentes gravitacionais para enviar sinais de ondas pela galáxia, visando assim transmitir informações.

Um outro estudo de Jackson defende que uma civilização suficientemente avançada poderia usar o mesmo tipo de lente gravitacional para criar um farol laser.

Em ambos os casos, observa a agência Europa Press, os requisitos tecnológicos seriam surpreendentes e exigiriam infra-estruturas de escala estelar. Ultrapassando estas condições, Jackson explora no novo estudo a possibilidade de neutrinos serem usados para transmitir informação, uma vez que estes – à semelhança das ondas gravitacionais – viajam bastante bem pelo meio interestelar.

Comparativamente com os feixes focalizados de fotões (também conhecidos como lasers), os neutrinos apresentam várias vantagens no que respeita aos faróis cósmicos, tal como explicou o especialista ao Universe Today.

“Os neutrinos chegam quase sem atenuação desde qualquer direcção de origem, o que seria [uma] vantagem no plano galáctico. Os fotões em comprimentos de onda – tal como os infravermelhos – também são bons, mas com o gás e o pó ainda há alguma absorção. Os neutrinos podem viajar pelo Universo quase sem absorção”, sustentou.

Mil milhões: o número de estrelas da Via Láctea

Simplificando: o novo conceito parte do fenómeno da lente gravitacional, onde os cientistas confiam a existência de objecto interveniente maciço para focalizar e ampliar a luz oriunda de um objecto mais distante. Neste estudo em particular, a fonte da luz seriam os neutrinos e o efeito de focá-los daria ao “farol cósmico” um sinal mais forte.

Ou seja, um buraco negro ou uma estrela de neutrões são as lentes gravitacionais, lente esta que foca os neutrinos num feixe intenso que, por sua vez, quando é visto à distância é tão “ajustado” que é necessário colocar uma constelações de transmissores de neutrinos na lente gravitacional para obter um transmissor isotrópico aproximado.

“Neste caso, o número de” transmissores” é cerca de 10 elevado para 18, ou seja, cerca de mil milhões de vezes o número das estrelas na Via Láctea”, estimou Jackson.

Tal como a construção de uma Esfera de Dyson, este tipo de estrutura só seria possível de ser alcançado por uma civilização de Tipo II. Noutras palavras, seria necessária uma civilização capaz de aproveitar e canalizar a energia irradiada pela sua própria estrela, que equivale a aproximadamente 4×1026 watts de energia – mil milhões de vezes maior do que a energia consumida anualmente por toda a Humanidade.

ZAP //

Por ZAP
27 Maio, 2019


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2006: Os extraterrestres podem estar a comunicar através de ondas gravitacionais

CIÊNCIA

Maxwell Hamilton / Flickr
Buracos negros em colisão e as ondas gravitacionais que se formam

Uma equipa de cientistas defende que os extraterrestres podem ser dotados de uma tecnologia avançada capaz de gerar ondas gravitacionais. Através destas ferramentas, sustentam os cientistas, poderá ser possível encontrar uma civilização avançada no interior da Via Láctea.

O Universo é demasiado vasto e pouco explorado para que a comunidade científica possa descartar totalmente a existência de outras formas de vida para lá do Sistema Solar. Além disso, vários cientistas defendem a existência de outras formas de vida, alicerçados no número cada vez maior de exoplanetas descobertos.

Estas formas de vida – que podem habitar Marte, a exótica Titã (Lua de Saturno) ou até o tórrido Vénus – não foram ainda encontradas. A procura têm sido em vão, mas os cientistas não desistem e vão procurando novas teorias para o silêncio destes seres.

Um dos principais problemas apontados pelos cientistas para justificar este silêncio é a falta de conhecimento e ou tecnologia humana para reconhecer e rastrear os sinais dos seres alienígenas, muitas vezes chamadas de bio-assinaturas.

Num novo esforço para encontrar vida extraterrestre, uma equipa de cientistas, liderada por Marek Abramowicz, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, sugere que estes seres podem ser dotados de uma tecnologia capaz de gerar ondas gravitacionais.

Estas ondas, previstas pela primeira vez por Albert Einstein, são ondulações fracas que se propagam no tecido espaço-tempo, podendo ser formadas por fenómenos violentos como colisões de estrelas ou buracos negros. No fundo, e tal como observa o diário ABC, estas ondulações são como as ondas geradas por uma pedra que cai num lago.

Apesar de estas ondas terem sido já teorizadas durante o século XX, a sua observação directa na Terra ocorreu só em 2015. Actualmente, estes fenómenos continuam a ser estudados, sendo encarados como uma janela científica para o Universo.

Baseado neste fenómeno, Abramowicz e a sua equipa defendem que uma pequena mudança operacional na antena da missão LISA – detector espacial de ondas gravitacionais projectado pela Agência Espacial Europeia (ESA) programado para ser lançado em 2034 – seria suficiente para permitir que esta missão procure também eventuais sinais de civilizações extraterrestres avançadas.

Segundo escreveram os cientistas, esta pequena mudança neste mega-detector poderá também permitir a descoberta de uma civilização avançada dentro da Via Láctea.

“A nossa existência no Universo é o resultado de uma rara combinação de circunstâncias. E o mesmo deve ser certo para qualquer civilização extraterrestre avançada”, pode ler-se no estudo, cujos resultados foram disponibilizados para pré-visualização no Arxiv.org.

“Se houver alguns [seres alienígenas] na Via Láctea, é provável que estejam espalhados por grandes distâncias no espaço e no tempo. No entanto, [os extraterrestres] sabem certamente da propriedade única do nosso centro galáctico: aloja um buraco negro massivo mais perto e acessível para nós”.

No entender da equipa de cientistas, “uma civilização suficientemente avançada pode ter colocado uma tecnologia na órbita deste buraco negro, visando estudá-lo, extrair energia ou até para fins de comunicação. Em qualquer das opções, o seu movimento orbital será necessariamente uma fonte de ondas gravitacionais”, escreveram.

Simplificando: os especialistas acreditam que o centro da Via Láctea seria um local ideal para colocar um “farol” que transmite mensagens para o resto da galáxia. Um dispositivo deste género, sustentou Abramowicz, enviaria as mensagens destes seres através das ondas gravitacionais porque “uma vez emitidas, estas ondas viajam pelo espaço sem serem praticamente perturbadas”.

Este farol, que os cientistas baptizaram de “O Mensageiro”, deveria ter o tamanho e a massa de Júpiter para conter energia suficiente para efectuar as comunicações. Nestas condições, argumentam os cientistas, a ferramenta “poderia sustentar-se por alguns mil milhões de anos e emitir de forma contínua um sinal inconfundível de ondas gravitacionais que seria observável com detectores do tipo LISA”, remataram.

ZAP //

Por ZAP
18 Maio, 2019



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