3516: Cometa interestelar Borisov está a desfazer-se

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Os astrónomos detectaram o cometa em Agosto de 2019 e estão a verificar agora que há evidências de que este se está a desfazer

As várias observações feitas pelos astrónomos ao cometa Borisov permitiram concluir que se tratava de um objecto vindo de fora do Sistema Solar e que estaria apenas de passagem. Agora, uma equipa de investigadores polacos fez duas observações e concluiu que o comportamento do cometa indicia que tem estado a ocorrer uma “fragmentação do núcleo”, descreve a publicação Space.com.

Ainda não foi confirmada qual a razão, mas está a ser equacionada a opção de que o fenómeno se deve a uma aproximação ao Sol. Já em Dezembro, os especialistas consideravam que as ‘razias’ ao Sol poderiam ter consequências semelhantes. O cometa interestelar é constituído por gelo e rochas, e as passagens próximas do astro-rei podem resultar nesta fragmentação que, ao que tudo indica, estará mesmo a acontecer.

A novidade da descoberta do Borisov prende-se com a antecedência com que este foi identificado. Durante mais de um ano, os astrónomos puderam acompanhar e estudar a sua viagem pelo nosso Sistema Solar.

Exame Informática
25.03.2020 às 14h12

 

spacenews

 

3314: O Sistema Solar pode ter capturado cometas extraterrestres (e agora estão escondidos)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(dr) Danielle Futselaar

De acordo com uma nova teoria, existirão cometas interestelares escondidos no nossos Sistema Solar depois de fazer uma jornada de vários anos-luz. 

A teoria mais popular, proposta pelo astrónomo holandês Jan Oort, durante uma fase muito inicial da formação do Sistema Solar, os planetas gigantes espalhavam objectos nas regiões externas e longe do Sol. Lá, as rochas geladas e as partículas de poeira formavam uma espécie de nuvem.

Estrelas que passam podem, depois, enviar esses objectos de volta para o Sistema Solar interno, onde os observamos como cometas. Vindos da nuvem de Oort, os cometas de longo período geralmente demoram mais de 200 anos para orbitar o Sol.

Mas há uma nova teoria, proposta por Tom Hands, investigador no Instituto de Ciência Computacional da Universidade de Zurique, na Suíça. “Apresentamos uma segunda potencial origem para estes cometas. Podem ser capturados do espaço interestelar num passado relativamente recente”, explicou Hands, em comunicado.

Em Outubro de 2017, foi descoberto o primeiro objecto interestelar – Oumuamua – por astrónomos da Universidade do Hawai. Recentemente, o astrónomo amador Guennadi Borísov, residente na Crimeia, detectou o cometa em 30 de Agosto usando um telescópio de 0,65 metros de diâmetro fabricado por ele próprio. Este cometa é o segundo objecto interestelar descoberto na história.

Ambos os objectos são, de acordo com o Futurity, as sobras da formação de planetas noutros sistemas solares, da mesma forma que os nossos cometas e asteróides são considerados as sobras da formação do planeta no nosso sistema solar.

Tom Hands e Walter Dehnen, da Universidade de Munique, usaram simulações em computador para estudar a forma como os objectos interestelares poderiam ser capturados pelo nosso Sistema Solar. “Estes clandestinos formam-se em torno de estrelas distantes antes de serem lançadas na nossa direcção, fazendo uma jornada de muitos anos-luz antes de encontrar Júpiter e serem capturadas no Sistema Solar“, explicou Hands. “Simulamos 400 milhões de corpos quando se aproximaram do Sol e de Júpiter.”

Os resultados das simulações, que foram publicados em Dezembro na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, revelam que, numa pequena minoria de casos, Júpiter altera as trajectórias dos objectos para que se liguem ao Sistema Solar.

Objectos capturados normalmente estão em órbitas muito semelhantes às dos cometas de longo período que a Humanidade já observa há séculos, sugerindo que estão escondidos à vista de todos.

ZAP //

Por ZAP
4 Janeiro, 2020

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