4223: Hubble fotografa o Cometa NEOWISE

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA capturou as imagens mais detalhadas até agora do mais recente visitante astronómico a chegar às manchetes dos jornais, o Cometa C/2020 F3 NEOWISE, depois de passar pelo Sol. Esta imagem a cores do cometa foi obtida no dia 8 de Agosto de 2020.
As duas estruturas que aparecem nos lados esquerdo e direito do centro do cometa são jactos de gelo sublimado por baixo da superfície do núcleo, com a poeira e gás resultantes libertados a alta velocidade. Os jactos emergem como estruturas cónicas e depois distorcem-se como uma ventoinha devido à rotação do núcleo do cometa.
Crédito: NASA, ESA, Q. Zhang (Instituto de Tecnologia da Califórnia), A. Pagan (STScI)

O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA capturou as imagens mais detalhadas até agora do mais recente visitante astronómico a chegar às manchetes dos jornais, o Cometa C/2020 F3 NEOWISE, depois de passar pelo Sol. As novas imagens foram obtidas no dia 8 de Agosto e mostram a cabeleira do visitante, a fina concha que envolve o seu núcleo, e o seu fluxo empoeirado.

O Cometa NEOWISE é o cometa mais brilhante visível a partir do hemisfério norte desde o Cometa Hale-Bopp de 1997. Estima-se que esteja a viajar a mais de 60 km/s. A maior aproximação do cometa ao Sol teve lugar no dia 3 de Julho e agora está a voltar para os confins do Sistema Solar, só passando novamente pela nossa vizinhança planetária daqui a 7000 anos.

A observação do NEOWISE é a primeira vez que um cometa com este brilho foi fotografado em alta resolução após a sua passagem pelo Sol. Tentativas anteriores de fotografar outros cometas brilhantes (como o cometa ATLAS) não tiveram sucesso, pois desintegraram-se devido ao calor escaldante do Sol.

Os cometas frequentemente quebram-se devido aos stresses térmicos e gravitacionais destes encontros próximos, mas a visão do Hubble sugere que o núcleo sólido do NEOWISE permaneceu intacto. Este coração do cometa é demasiado pequeno para ser visto directamente pelo Hubble. A bola de gelo pode não ter mais do que 4,8 km de diâmetro. Mas a imagem do Hubble captura uma parte da vasta nuvem de gás e poeira que envolve o núcleo, que mede cerca de 18.000 quilómetros nesta imagem.

A observação do Hubble também resolve um par de jactos do núcleo disparados em direcções opostas. Emergem do núcleo do cometa como cones de poeira e gás e, em seguida, são curvados em estruturas semelhantes a uma ventoinha pela rotação do núcleo. Os jactos são o resultado da sublimação do gelo por baixo da superfície com a poeira/gás resultante sendo expelidos a alta velocidade.

As fotos do Hubble também podem ajudar a revelar a cor da poeira do cometa e como essa cor muda à medida que o objecto se afasta do Sol. Isto, por sua vez, pode explicar como o calor do Sol afecta o conteúdo e a estrutura dessa poeira da cabeleira do cometa. O objectivo final aqui seria a determinação das propriedades originais da poeira. Os investigadores que usaram o Hubble para observar o cometa estão a investigar ainda mais os dados para ver o que conseguem encontrar.

O Hubble capturou outros visitantes cometários conhecidos durante o último ano. Isto inclui fotografar a fragmentação do cometa ATLAS em Abril de 2020 e imagens impressionantes do cometa interestelar 2I BORISOV em Outubro de 2019 e Dezembro de 2019.

Astronomia On-line
25 de Agosto de 2020

 

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4006: Cometa Neowise pode ser visto a olho nu este mês (e só volta daqui a 7000 anos

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(dr) NASA
Cometa C/2020 F3, também conhecido pelo nome Neowise

Descoberto no final de Março por um telescópio espacial da NASA, o cometa conhecido como Neowise é o primeiro a ser visível a partir da Terra este ano.

De acordo com a BBC, o nome oficial deste cometa é C/2020 F3 e trata-se do terceiro a ser descoberto este ano. Segundo o cosmonauta Ivan Vagner, que o observou a partir da Estação Espacial Internacional (EEI), é também o “mais brilhante dos últimos sete anos”.

O cometa foi detectado, pela primeira vez, no dia 27 de Março, pelo telescópio espacial da NASA chamado Neowise, daí ter ficado também conhecido por este nome. Vai alcançar o ponto mais próximo da Terra no próximo dia 23 de Julho, quando estará a 103 milhões de quilómetros de distância.

Segundo a emissora britânica, apesar de estar mais de 400 vezes mais distante da Terra do que a Lua, será possível observá-lo sem a ajuda de telescópios ou binóculos no hemisfério Norte durante grande parte deste mês.

De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), em Portugal, existem duas boas ocasiões para o poder ver: ao amanhecer e ao anoitecer.

“Ao amanhecer o cometa será visível na direcção nordeste até somente o dia 21 de Julho, quando não poderá ser observado por se encontrar abaixo do horizonte. Ao anoitecer, a melhor ocasião para a sua observação ocorrerá pelas 22 horas na direcção noroeste”.

A BBC destaca que é necessário estar num local com vista directa para o horizonte, com poucas construções e objectos pelo caminho. Também se recomenda um lugar que tenha pouca poluição luminosa.

O C/2020 F3 é um dos poucos cometas visíveis a olho nu deste século e já foi fotografado de diferentes pontos à volta do mundo. De acordo com o jornal Público, só voltará a ser visível a partir da Terra daqui a quase sete mil anos.

ZAP //

Por ZAP
16 Julho, 2020

 

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3992: As várias faces do cometa NEOWISE

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O cometa NEOWISE no Observatório do Lago do Alqueva Observatório do Lago do Alqueva: Nelson Nunes

Aproveite até ao final da semana para tentar apanhar o cometa NEOWISE. A próxima oportunidade será daqui a 6800 anos

As noites têm sido curtas para o astrónomo e investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço Nelson Nunes. O despertador está acertado para as quatro da manhã, hora a que o cometa NEOWISE começa a dar o ar da sua graça. Descoberto muito recentemente, em Março deste ano graças a observações do telescópio espacial que lhe dá o nome, o cometa tem brindado os madrugadores com uma visão imaculada deste tipo de objectos celestes. É claro que a qualidade da observação depende do local onde nos encontramos. E Nelson Nunes está num dos melhores locais do país para ver estrelas, cometas e afins. No Observatório do Lago do Alqueva (OLA), que fundou com dois sócios, estão reunidas todas as condições para uma visão do céu sem interferências. Raramente há nuvens, a humidade do ar é baixa, não há edifícios à volta e a iluminação pública é praticamente inexistente. “Mesmo a olho nu consegue-se ver a causa do cometa. É lindíssimo!”

Pelas lentes do telescópio o encantamento é ainda maior, relata o astrónomo. A cada noite, o cometa desperta uns minutos mais tarde pelo que vai sendo cada vez mais curta a janela de oportunidade entre o aparecimento do objecto celeste no horizonte e o nascer do do sol. “Se não fosse a Lua, a observação seria ainda mais fenomenal”, admite. É possível que o cometa seja visível também cerca de uma hora depois do pôr do sol, pelas 21h30-22h00, a partir de amanhã. Mas estará muito baixinho logo abaixo da Ursa Maior.

Quem tiver equipamento de observação e quiser o apoio de Nelson Nunes, pode aparecer no OLA. Mas convém despachar-se, porque depois do fim-de-semana já não deverá ser possível ver o NEOWISE. E a próxima oportunidade só chegará daqui a quase 6800 anos.

Veja na foto-galeria, o cometa em várias ‘poses’.

Exame Informática

 

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