2238: Cientistas sugerem colonização em Marte através de banco de espermatozóides

CIÊNCIA

Equipa de investigadores considera que se os espermatozóides congelados poderiam permitir uma colonização mais rápida deste planeta… em missões com astronautas mulheres.

Uma imagem do planeta vermelho captada em 2014 no âmbito da missão Mars Exploration Rover
© NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU

Já há muito que se discute a possibilidade de haver vida em Marte. Mas e que tal colonizar o planeta a partir de um pequeno grupo de mulheres? Uma investigação levada a cabo pela NASA vem mostrar que a ideia é teoricamente exequível. De acordo com o The Guardian, este trabalho sugere que se poderia levar para o Planeta Vermelho um banco de espermatozóides, congelados, que segundo os últimos estudos não se danificam mesmo quando expostos a ambientes de “gravidade zero”. O banco de esperma seria levado por equipas de astronautas mulheres, que assim poderiam gerar “marcianos” sem precisar de parceiros masculinos.

Já em 2017 aquela que foi a primeira astronauta britânica, Helen Sharman (visitou a estação espacial Mir em 1991), falava da existência deste estudo, não aprofundando as conclusões. Mas este relatório só viria a ser conhecido este domingo, durante o encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Viena, Áustria.

O investigador Montserrat Boada, do Instituto de Saúde Feminina de Barcelona, quem apresentou o estudo, explicou que o trabalho envolveu dez dadores de esperma saudáveis, colocados em contacto com a micro-gravidade, com a ajuda de uma pequena aeronave. Os resultados foram claros: “Nada foi relatado sobre os possíveis efeitos das diferenças gravitacionais sobre os gâmetas humanos congelados, que poderiam ser transportados da Terra para o espaço”, explicou. Por isso, pode concluir-se que existe mesmo “a possibilidade de criar um banco de esperma humano fora da Terra”.

Contudo, os cientistas alertam que é preciso dar continuidade à investigação, para melhor entender o impacto das características espaciais na criação de vida humana. Além disso, é preciso testar os espermatozóides em Marte por um maior período de tempo.

Diário de Notícias
26 Junho 2019 — 19:18

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2046: Os futuros colonos de Marte poderão ter miopia, ossos mais densos e até outra cor de pele

CIÊNCIA

Caso os seres humanos consigam colonizar Marte, os novos colonos do Planeta Vermelho vão sofrer uma série de mutações que os distanciará dos humanos da Terra. Estas alterações serão tão drásticas que os habitantes de Marte não poderão ter filhos com os habitantes da Terra.

Esta é a conclusão de Scott Solomon, professor da Rice University, nos Estados Unidos. Num artigo na Inverse, o investigador explica que Marte tem difíceis condições de vida, o que levará a uma alta taxa de mortalidade entre os primeiros colonos.

Para inverter a mortalidade, e tendo em conta o elevado nível de radiação, os colonos vão sofrer uma série de mutações genéticas que os ajudará na adaptação ao planeta.

“Se uma mutação aparece em pessoas que vivem em Marte e lhes dá uma vantagem de sobrevivência de 50%, é uma grande vantagem, certo? E isso significa que os indivíduos vão transmitir estes genes a uma taxa muito mais rápida do que noutros casos”, sustenta.

Segundo o biólogo, o aumento da densidade óssea, o aparecimento da miopia como característica congénita, a mudança da cor de pele e a capacidade de usar oxigénio de uma forma mais eficiente são algumas das adaptações mais prováveis entre os colonos.

Contudo, explicou o biólogo, a maior e mais rápida mudança seria a perda do sistema imunológico, já que este será desnecessário no ambiente estéril da novas colónias. Neste ambiente, sem microrganismos, os residentes não necessitarão de ter um corpo capaz de combater germes ou bactérias. Solomon acredita que este ambiente poderia até fornecer uma oportunidade para erradicar doenças.

É também a ausência de sistema imunitário que impedirá que marcianos e terráqueos possam ter filhos. Poderia ser letal. No entender do biólogo, esta questão pode forçar humanos e futuros marcianos a separarem-se irreversivelmente.

As adaptações mais vantajosas poderiam ser aceleradas através da edição de genes, acredita o cientista. “Por que esperar que esta mutação ocorra se pudermos fazê-la acontecer por nos próprios?, questiona o cientista.

Contudo, importa frisar, a trajectória evolutiva da população marciana dependeria da diversidade genética. Ou seja, para obter o melhor resultado possível, a colónia deveria ter centenas de milhares de pessoas de todas as populações genéticas da Terra.

ZAP //

Por ZAP
25 Maio, 2019

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1503: O país que inventou o vinho quer ser o primeiro a plantar uvas em Marte

Youtube / MarsOneProject

Os primeiros colonizadores humanos em Marte terão de abandonar diversos confortos comuns da vida na Terra, mas pelo menos um hábito poderão manter: beber um copo de vinho.

Essa será a missão do projecto IX Millennium, que envolverá diversos estudos para a construção de uma infra-estrutura para a plantação de uvas em Marte, que incluirá a identificação de quais variedades de uvas têm maior probabilidade de sobreviver à alta radiação, às mudanças bruscas de temperatura e às tempestades de areia.

A investigação tem o intuito de desenvolver toda a infra-estrutura necessária para o cultivo de uvas em Marte até 2024 — ano em que a Space X planeia lançar a sua primeira missão de colonização ao planeta.

O projecto está a ser desenvolvido pela Geórgia, país que se auto-intitula “criador do vinho” e que possui uma tradição vinícola que remonta a 6.000 a.C. De acordo com Nikoloz Doborjginidze, fundador da Agência de Pesquisa Espacial da Geórgia, é uma obrigação do país serem os primeiros a levarem vinho a Marte.

Os estudos começarão ainda este ano com a instalação de uma “estufa vertical” dentro de um hotel em Tbilisi, capital do país. Nessa estufa, serão colocados recipientes com solo e sementes de uvas, morangos e rúcula que se irão desenvolver num sistema hidropónico com luzes e mínima interferência humana, simulando as prováveis condições que as culturas enfrentariam em Marte.

Enquanto isso, especialistas em vinho do país vão estudar quais são as variedades de uva que possuem maiores condições de sobreviver no inóspito planeta.

Dentro dos próximos anos, investigadores da Universidade de Tecnologia e Negócios de Tbilisi irão criar em laboratório um ambiente que simula as condições marcianas, expondo as plantas a temperaturas abaixo de zero, altos níveis de dióxido de carbono na atmosfera e uma pressão atmosférica equivalente à de Marte.

Ainda que se espere que estas experiências gerem os primeiros frutos apenas em 2022, os cientistas já apostam que as uvas utilizadas para a criação de vinho branco serão as que melhor se adaptarão às condições do Planeta Vermelho, já que possuem uma casca reforçada que as tornam resistentes a vírus. Acredita-se que a casca possa reflectir a radiação e torná-las uma forte candidata a ser umas das primeiras culturas de Marte.

Apesar da inovação, os estudos da Geórgia não são as primeiras voltadas para o desenvolvimento de uma cultura agrícola fora da Terra. Os astronautas da ISS (Estação Espacial Internacional) já cultivam a sua própria salada em ambientes de micro-gravidade. A sonda Chang’e 4, enviada recentemente à Lua pela China, também plantou algodão no nosso satélite natural.

A iniciativa também não é a primeira que envolve bebidas alcoólicas. A Budweiser já enviou sementes de cevada ao espaço com o objectivo de se tornar “a primeira cerveja de Marte”.

A destilaria de whisky escocesa Ardmore enviou para a ISS em 2011 uma grade do melhor uísque da marca para testar os efeitos da micro-gravidade no envelhecimento de bebidas. Nos três anos que ficou na Estação, o whisky deixou de ser um dos mais saborosos do mundo para ficar com sabor a borracha queimada.

ZAP // Live Science

Por ZAP
20 Janeiro, 2019

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859: Musk teve um encontro secreto com cientistas para discutir colonização de Marte

oninnovation / Flickr
Elon Musk, o bilionário visionário fundador do PayPal, Tesla e SpaceX

Esta semana, Elon Musk teve uma reunião clandestina com cientistas planetários na qual discutiram os planos do empresário sobre a colonização do Planeta Vermelho.

Em 2016, Elon Musk abriu o seu livro e contou abertamente os seus planos de grande envergadura de colonização de Marte, no âmbito dos quais planeava construir um foguetão bastante pesado e uma frota de milhares de aeronaves interplanetárias que seriam usadas mais do que uma vez, devendo transportar cerca de um milhão de pessoas para o Planeta Vermelho até ao final do século.

O objectivo principal do seu ambicioso plano é a criação de uma cidade completamente autónoma, independente da Terra, com uma população de mais de um milhão de pessoas, capaz de se abastecer com tudo o que é necessário à vida. No fundo, o desejo do fundador da SpaceX é criar uma sociedade como a que existe na Terra, mas em Marte.

Esta semana, Elon Musk e outros representantes da SpaceX encontraram-se com vários cientistas, desde geólogos, astro-biólogos, engenheiros espaciais e representantes da NASA, numa reunião secreta que teve como principal objectivo a discussão dos planos de colonização de Marte. Sob o nome Mars Workshop, a reunião aconteceu nos dias 7 e 8 de Agosto, na Universidade do Colorado, em Boulder, Estados Unidos.

Os pontos-chave da agenda relacionavam-se com as possíveis formas de manter humanos em Marte, nomeadamente com o acesso aos recursos naturais. Além disso, foram ainda abordadas as capacidades de voo do Big Falcon Rocket (BFR), o foguetão que transportaria os colonos do Planeta Vermelho.

Todos os participantes foram solicitados a não tornar pública a conduta da reunião ou a sua participação na mesma. No entanto, um representante da SpaceX confirmou o evento clandestino e disse à imprensa que a empresa se reúne regularmente com diferentes especialistas para tratar das futuras missões a Marte.

ZAP // RT

Por ZAP
9 Agosto, 2018

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765: Podíamos já ter ido a Marte nos anos 60


O popular astronauta Chris Hadfield diz que a tecnologia que nos levou à lua e nos trouxe de volta na década de 60 poderia ter-nos enviado também a Marte.

O canadiano Chris Hadfield foi astronauta durante 18 anos da sua vida. De 1995 a 2013, Hadfield voou em dois space shuttles da NASA e numa nave russa Soyuz, além de ter vivido a bordo da Estação Espacial Internacional.

Ao todo, Hadfield passou 166 dias em órbita. Recentemente, ficou conhecido por ter gravado a música “Space Oddity”, de David Bowie, em gravidade zero.

Hadfield reformou-se entretanto, e desde então passou a partilhar o seu conhecimento como astronauta num novo curso online na plataforma de ensino MasterClass.

Num artigo publicado na semana passada, o Business Insider perguntou a Hadfield se tem esperança de que a NASA, a SpaceX, a Blue Origin ou outra empresa ou governo que fazem parte da nova corrida espacial possam mandar pessoas para Marte e começar a colonizar o planeta vermelho na próxima década.

E a resposta de Hadfield foi surpreendente.

Poderíamos ter mandado pessoas para Marte há décadas atrás”, disse Hadfield ao Business Insider. “A tecnologia que nos levou à Lua e nos trouxe de volta quando eu era apenas uma criança, essa tecnologia poderia ter-nos levado a Marte”, afirmou o antigo astronauta.

Segundo o Business Insider, cientistas como Wernher von Braun, engenheiro-chefe do foguete Saturno V, da NASA, estiveram a planear uma missão tripulada a Marte já em 1952 – mais de 15 anos antes da primeira missão Apollo. Mas então, se já tínhamos a tecnologia, porque não estamos agora mesmo a andar sobre o solo de Marte?

Porque a tecnologia para a viagem não chega.

Hadfield realça que ter a capacidade de ir não significa que seja fácil, seguro ou que valeria o risco das vidas humanas em jogo, mesmo considerando novas naves espaciais. “A maioria dos astronautas que enviássemos nessas missões não sobreviveria”, aponta.

Riscos elevados

O maior risco de uma missão tripulada para Marte é a distância. “Marte está mais longe do que a maioria das pessoas pensa”, aponta Hadfield. E é verdade: há uma imensa distância entre a Terra e Marte. O planeta vermelho está cerca de 660 vezes mais longe de nós do que a Lua. Uma viagem de ida e volta pode demorar 500 dias ou mais.

À medida que os dois planetas giram à volta do Sol, essa distância é, ainda por cima, variável. O mais próximo que a Terra e Marte podem estar é à distância de 54,5 milhões de quilómetros.

O lançamento de veículos para Marte até agora levou 128 a 333 dias. Esse é um período de tempo muito grande para se estar a bordo de uma nave espacial. E tão longe da Terra, a oportunidade de lançar missões de resgate seria quase impossível.

Além disso, há riscos de longo prazo. Por exemplo, os astronautas teriam problemas de saúde decorrentes da exposição à radiação do espaço profundo. De acordo com um estudo de 2016 publicado na revista Nature, voos para a lua expuseram 24 astronautas que fizeram a viagem a um risco muito maior de doença cardíaca.

Os riscos mais directos das viagens espaciais também são numerosos, e não muito diferentes daqueles enfrentados pelos tripulantes das missões Apollo na década de 60.

Além do incêndio da Apollo 1, que matou três astronautas no solo durante um exercício de treinamento, a NASA quase perdeu a tripulação da Apollo 13. Também a Apollo 11 quase ficou sem combustível antes de aterrissar na superfície lunar.

Tudo isso aconteceu quando a NASA estava apenas a tentar enviar pessoas a 384 mil quilómetros de distância da Terra, durante cerca de uma semana.

Tecnologias que poderiam diminuir os problemas de uma viagem deste tipo, que, além da radiação e dos riscos de explosões, incluem outros problemas, ainda não existem. E naves com protecção leve, mas eficaz, cápsulas de hibernação e sistemas de suporte à vida bio-regenerativos fazem parte apenas da imaginação ou dos filmes, por enquanto.

Navegadores

Hadfield compara os últimos planos de exploração de Marte às primeiras viagens nas naus do século 15. “Fernão de Magalhães, quando zarpou em 1519, tinha cinco navios e 250 pessoas para tentar fazer a sua viagem à volta do mundo, e quase todos morreram”, realça Hadfield. “Só regressaram umas 15 ou 18 pessoas e um dos cinco navios”.

Segundo Hadfield, os foguetes de hoje são comparáveis às velas dos veleiros usados nas viagens do século 15, por ainda queimarem combustíveis químicos (além de oxigénio) para partir da Terra e viajar pelo espaço. “A queima de foguetes químicos é o equivalente a usar um veleiro ou um pedalzinho para tentar viajar pelo mundo”, compara Hadfield.

Ao projectar uma nave espacial, os engenheiros precisam de sacrificar a protecção contra radiação, suprimentos, ferramentas e espaço vital para garantir que haja combustível suficiente para a viagem.

É por isso que Hadfield acredita que o Sistema de Lançamento Espacial da NASA, o Big Falcon Rocket da SpaceX, ou o foguete New Glenn da Blue Origin, não irão revolucionar as viagens espaciais, como os seus criadores gostam de sugerir.

Todos estes projectos planeiam queimar combustível como propulsão. Ou seja, são todos veleiros a tentar viajar por um mundo muito grande.

“O meu palpite é que nunca iremos a Marte com os motores que existem em qualquer um desses três foguetes”, dia Hadfield ao Business Insider. “Não acho que seja uma forma prática de enviar pessoas a Marte, porque é são perigosa e demora demasiado tempo, e isso expõe-nos a um risco maior, durante um longo tempo”.

Não é que Hadfield esteja contra que a humanidade tente chegar a Marte, ou até colonizar o planeta. Pelo contrário, se não tivermos objectivos grandiosos, jamais conseguiremos avançar na exploração espacial.

Mas, diz o antigo astronauta canadiano, devemos estar atentos aos graves riscos envolvidos em qualquer tentativa de chegar ao planeta vermelho usando as tecnologias de que dispomos nos dias de hoje.

O ex-astronauta acredita que os cientistas irão eventualmente encontrar uma forma de chegar a Marte com segurança, e confia nisso devido aos avanços nas tecnologias de viagem espacial que tem visto.

O voo espacial era impossível quando nasci. E ainda estou vivo. Não passou muito tempo, e passámos do impossível para Peggy Whitson – que passou 665 dias no espaço – e para seis pessoas a viver numa nave espacial nos últimos 17 anos e meio, em contínuo. Deixámos a Terra, estabelecemo-nos no espaço apenas ao virar do século. Portanto, fizemos avanços extremamente rápidos”.

Mas, diz Hadfield, se a NASA ou empresas privadas estiverem interessadas em visitar e eventualmente colonizar Marte, como espera o fundador da SpaceX, Elon Musk, deveriam investir ainda mais em investigação científica básica.

Alguém tem que inventar algo em que ainda não pensámos”, diz Hadfield. “Parece estranho, mas descobrimos como aproveitar a electricidade e o que os electrões fazem, e isso parecia uma loucura, e revolucionou a nossa vida e as viagens”, conclui.

ZAP // Ciberia // HypeScience / Business Inside

Por ZAP
15 Julho, 2018

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675: Nova descoberta pode ajudar humanos a colonizar Marte (e a encontrar extraterrestres)

Goddard Space Center / NASA

Cientistas conseguiram descobrir uma bactéria que será capaz de sobreviver em Marte, e potencialmente também noutros planetas. A descoberta abre a porta à colonização de Marte e até pode facilitar a busca por sinais de vida extraterrestre.

Uma equipa internacional de investigadores, composta por elementos da Universidade Nacional Australiana (ANU na sigla original em Inglês) e do Imperial College de Londres, e por cientistas de Itália e França, centrou-se no estudo das cianobactérias.

Estes pequenos organismos foram os grandes responsáveis pelo chamado “Grande Evento de Oxidação” que ocorreu há biliões de anos, provocando um aumento considerável do oxigénio na Terra, o que permitiu o desenvolvimento de formas de vida mais complexas.

As cianobactérias conseguiram despoletar aquele evento recorrendo a um tipo especial de fotossíntese que é capaz de converter a luz do sol em energia e de criar oxigénio como um produto de desperdício.

Ora a nova pesquisa descobriu que as cianobactérias podem reproduzir esse processo com menos luz do sol e, possivelmente, também noutros planetas, como se refere no artigo científico publicado na revista Science.

Em causa está especificamente a Chroococcidiopsis thermalis, um tipo de cianobactéria que sobrevive em condições extremas e que consegue absorver luz mais vermelha e de menor energia. Isto permite-lhe sobreviver em ambientes com muito pouca luz, como em águas profundas.

“Organismos adaptados a pouca luz, tal como as cianobactérias que temos estudado, podem crescer debaixo de rochas e, potencialmente, sobreviver nas difíceis condições do planeta vermelho”, aponta o professor Elmars Krausz, citado no comunicado sobre o estudo.

“Se importada para Marte, teoricamente a Chroococcidiopsis thermalis pode mudar a face do Planeta Vermelho, ou potencialmente fornecer as bases para um bio-reactor que cria oxigénio para ambientes humanos“, constata ainda Krausz, notando que isto abre a porta para a colonização de Marte e de outros planetas.

“Isto pode parecer ficção científica, mas as agências espaciais e as empresas privadas pelo mundo estão activamente a tentar transformar esta aspiração em realidade num não muito distante futuro”, acrescenta Krausz, concluindo que “a fotossíntese pode, teoricamente, ser aproveitada por este tipo de organismos para criar ar para os humanos respirarem em Marte”.

“Algumas cianobactérias, tal como as do tipo encontrado a crescer em ambientes como a Antárctida e o Deserto de Mojave, até sobreviveram no exterior da Agência Espacial Internacional”, refere o comunicado sobre a investigação.

Por outro lado, estudar as cianobactérias, através das clorofilas vermelhas, também pode dar pistas aos cientistas quanto ao que procurar na busca por vida extraterrestre,  explica a cientista Jennifer Norton da ANU.

“Procurar a fluorescência da assinatura destes pigmentos pode ajudar a identificar vida extraterrestre”, conclui Norton.

SV, ZAP //

Por SV
21 Junho, 2018

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417: Elon Musk tem plano para colonizar Marte e pagar por isso

Bret Hartman, TED / Flickr
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

Elon Musk é conhecido, entre muitas, muitas outras coisas, pelo seu desejo de colonizar Marte. Agora, o homem que pôs um Tesla Roadster em órbita no espaço publicou um artigo sobre o assunto.

Num artigo intitulado “Making Life Multi-Planetary” (“Tornando a vida multi-planetária”), publicado este mês na revista New Space, Elon Musk, o CEO da Tesla e da SpaceX, estabelece planos para construir um foguete e transportar cerca de 100 pessoas para o Planeta Vermelho.

Além disso, dá-nos ainda informações sobre como pretende pagar por isso. Musk explica no artigo que actualizou o design do Big Falcon Rocket (BFR) para o tornar mais pequeno do que o projecto original, e também potencialmente menos caro.

O novo design incorpora uma nave e um impulsionador de foguete num só sistema. Isso significa que pode substituir os actuais foguetes Falcon Heavy e Falcon 9, bem como a nave espacial Dragon, aplicando todos os recursos já utilizados nessas tecnologias.

Musk também descreveu o mecanismo Raptor, motor que já foi testado há algum tempo. “Temos que ter um motor extremamente eficiente. O Raptor será o motor de impulso-peso mais eficiente, acreditamos, de qualquer motor de qualquer tipo já fabricado. Já temos 1200 segundos de disparo em 42 testes principais do motor”, notou o CEO.

O CEO ilustrou como é possível pagar pelo BFR “canibalizando” a técnica actual da SpaceX. Elon Musk disse que o seu objectivo é ter “um stock de veículos Falcon 9 e Dragon” disponíveis para os clientes que desejem continuar a utilizá-los, apesar do desenvolvimento do novo sistema BFR.

Musk acredita que será possível construir o BFR através das receitas recolhidas em lançamentos de satélites e serviços para a Estação Espacial Internacional.

Elon Musk observou que uma parte essencial da tentativa de colonizar Marte é a capacidade de produzir propelentes localmente. Como a atmosfera do planeta tem dióxido de carbono e muita água, o bilionário sugere o uso do processo de Sabatier para fabricar metano e oxigénio molecular em Marte.

Depois de o propelente ter sido fabricado, o foguete BFR pode ser reabastecido para uma viagem de volta à Terra. O bilionário explicou que nenhum reforço é necessário para fazer lançamentos a partir de Marte, porque o planeta tem menos gravidade.

De acordo com o plano actual, a SpaceX planeia lançar as primeiras missões de carga para Marte em 2022, embora Musk tenha considerado esta uma meta “aspiracional”, o que significa que é a data desejada, mas pode ser difícil alcançá-la.

“Já começamos a construir o sistema – as ferramentas para os tanques principais foram encomendadas, a instalação está a ser construída e começaremos a construção da primeira nave por volta do segundo trimestre do próximo ano”, escreveu no artigo.

É interessante que Musk tenha definido uma linha do tempo para 2022, já que outros comentários feitos este ano sugeriam que uma missão já poderia ser lançada em 2019.

Em seguida, em 2024, a empresa quer realizar duas missões de carga e duas missões de tripulação à Marte. O objectivo da primeira é encontrar a melhor fonte de água no planeta, e o da segunda é construir a instalação para fabricar propelente localmente.

No final do artigo, Musk ainda pontuou alguns detalhes do seu plano para construir uma base marciana, começando com uma única nave e acrescentando outras antes de começar a estruturar uma cidade, “ao longo do tempo vamos transformar Marte num lugar realmente agradável para se estar“.

ZAP // HypeScience
Por HS
30 Março, 2018

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