2767: Andrómeda tem estado a devorar outras galáxias desde bebé (e a Via Láctea pode ser a próxima)

CIÊNCIA

NASA
Andrómeda, ou M31, é uma galáxia espiral parecida com a Via Láctea.

A Andrómeda (M31), que tem cerca de 10.000 milhões de anos de antiguidade, tem estado a devorar outras galáxias desde bebé e a Via Láctea pode ser a sua próxima vítima, revelou uma nova investigação.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta quarta-feira publicados na revista Nature, a Andrómeda devorou pelo menos outras duas galáxias ao incorporar as suas estrelas no seu halo galáctico há mil milhões de anos.

Na mesma publicação, os cientistas alerta que o mesmo pode acontecer com a nossa galáxia: a Via Láctea pode ser devorada pela “canibal” Andrómeda.

A Via Láctea, recorde-se, está em rota de colisão com a Andrómeda, que é a maior galáxia próxima de nós. O evento de colisão deverá ocorrer dentro de 4,5 mil milhões de anos.

“A Andrómeda tem um halo estelar muito maior e muito mais complexo do que a Via Láctea, o que indica que canibalizou muito mais galáxias, possivelmente maiores”, explicou o autor do estudo, Dougal Mackey, em comunicado citado pelo portal Space.com.

“Saber que tipo de monstro a nossa galáxia enfrenta é útil para descobrirmos o destino final da Via Láctea”, afirmou o especialista.

Para rastrear as últimas “vítimas” da Andrómeda, os cientistas analisaram restos de grupos de estrelas – aglomerados globulares – recorrendo a cinco telescópios e ficaram surpresos ao descobrir que os vestígios eram oriundos de duas galáxias que vinham de direcções completamente diferentes.

Partindo destes “arqueológicos cósmicos”, os cientistas pretendem agora continuar com as suas investigações, uma vez que estudar a Andrómeda permitirá melhor perceber a evolução da Via Láctea.

Somos arqueólogos cósmicos, a única diferença é que estamos a escavar fósseis de galáxias mortas há muito tempo, e não a História humano”, rematou o cientista Geraint Lewis, professor da Universidade de Sidney, na Austrália, e co-autor do estudo.

ZAP //Por ZAP
4 Outubro, 2019

 

2690: Colisão gigante de asteróides no Espaço provocou um boom de vida na Terra

CIÊNCIA

JPL-Caltech / NASA

Os asteróides desempenharam um “papel divino” na história da vida na Terra. Um novo estudo sugere que um gigantesco boom de biodiversidade na Terra, há cerca de 470 milhões de anos, poderá ter acontecido devido a uma colisão cataclísmica no cinturão de asteróides.

Há cerca de 466 milhões de anos, a Terra embarcou numa das explosões mais monumentais da biodiversidade de sua história, no que é agora chamado de Great Ordovician Biodiversification Event (GOBE).

Durante esse evento, a biodiversidade marinha teve um aumento espectacular, principalmente dentro dos filos estabelecidos durante a Explosão dos Cambrianos, período em que os principais filos animais surgiram no registo fóssil há cerca de 541 milhões de anos. O GOBE abriu o caminho para a evolução de algas verdes, peixes primitivos, cefalópodes, corais e um monte de outras criaturas que reconheceríamos hoje.

De acordo com o novo estudo, publicado este mês na revista especializada Science Advances, cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, argumentam que este evento foi desencadeado por uma colisão no cinturão de asteróides em algum lugar entre Marte e Júpiter, envolvendo um asteróide de 150 quilómetros de largura.

De acordo com a sua hipótese, a poeira lançada pelo acidente impediu que uma quantidade significativa de luz solar chegasse à Terra, causando a queda das temperaturas e o surgimento de uma mini era glacial. No processo de adaptação ao novo clima – mais frio, mas mais adequado para a vida -, surgiu uma grande diversidade de invertebrados.

“Os nossos resultados mostram pela primeira vez que este pó arrefeceu drasticamente a Terra. Os nossos estudos podem fornecer uma compreensão empírica mais detalhada de como isto funciona, e isso, por sua vez, pode ser usado para avaliar se simulações de modelos são realistas”, explicou Birger Schmitz, professor de geologia da Universidade de Lund e líder do estudo, em comunicado.

A equipa chegou a essa conclusão ao estudar a composição de sedimentos petrificados no fundo do mar em Kinnekulle, no sul da Suécia. A presença de um isótopo de hélio e outras substâncias aprisionadas nos sedimentos só pode ser explicada pelo vento solar, que terá bombardeado a poeira, enriquecendo-a com estes elementos antes de cair na Terra.

“Este resultado foi completamente inesperado. Nos últimos 25 anos, inclinamo-nos para hipóteses muito diferentes em termos do que aconteceu. Só nas últimas medições de hélio é que tudo foi resolvido”, rematou Schmitz.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2019

 

2621: Mais de 800 asteróides podem colidir com Terra nos próximos 100 anos

CIÊNCIA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

A Agência Espacial Europeia (ESA) estima que existam, anualmente, 878 asteróides na lista dos potencialmente perigosos que podem colidir com o nosso planeta.

A ideia de um enorme asteróide colidir com o planeta Terra pode parecer um enredo de ficção científica, mas, de acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), pode-se tornar realidade.

Segundo o britânico Mirror, a ESA estima que há 878 rochas espaciais que podem esbarrar contra o nosso planeta. “A lista da ESA junta todos os asteróides dos quais temos conhecimento e que têm hipóteses ‘não nulas’ de colidir com a Terra nos próximos 100 anos – destacando que o impacto, sendo bastante improvável, não pode ser excluído.”

Além disso, a ESA adianta que mesmo uma colisão com um asteróide de pequenas dimensões poderia causar “destruições graves”.

Para reduzir o risco de que algo aconteça do futuro, a Agência Espacial Europeia uniu esforços com outros parceiros internacionais, nomeadamente a NASA, em missões de busca destes corpos celestes e no desenvolvimento de tecnologias para desviá-los do seu percurso.

Nos próximos dias, especialistas em defesa planetária vão encontrar-se em várias cidades europeias para coordenar os esforços conjuntos. O primeiro encontro terá lugar em Roma, na Itália, onde os cientistas irão discutir os planos do projecto da NASA – Teste de Redireccionamento de Asteróide Duplo (DART) -, que consiste num impacto cinético no asteróide duplo Didymos B.

Nos dias 12 e 13 de Setembro, os especialistas discutirão em Munique, na Alemanha, a recente passagem de raspão pela Terra, no dia 9 deste mês, do asteróide 2006 QV89 que não tinha sido detectado.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
12 Setembro, 2019

 

2573: Space X recusou mover satélite da Starlink que ia colidir com um outro da ESA

CIÊNCIA

ESA

A Agência Espacial Europeia (ESA) teve que desviar um dos seus satélites meteorológicos para impedir que este colidisse com um outro satélite da Space X. A empresa do multimilionário Elon Musk recusou fazê-lo.

Através do Twitter, a ESA dá conta que o desvio ocorreu na segunda-feira. Em causa estava uma eventual a colisão entre um dos seus satélites e um outro da Space X, que faz parte da “mega-constelação” Starlink, também conhecida como “comboio de satélites”.

“Pela primeira vez, a ESA fez uma manobra para evitar a colisão de um dos nossos satélites com uma ‘mega-constelação’” de satélites da SpaceX, escreveu a ESA.

A agência precisou que a sua equipa de cientistas considerou necessário disparar as hélices do satélite de observação terrestre Aeolus para aumentar a sua altitude, evitando assim a colisão com um dos satélites da empresa de Elon Musk.

Depois de “passar por cima” da Starlink, o satélite voltou à sua trajectória habitual.

Segundo a ESA, citada pelo Público, a SpaceX recusou-se a mover o seu satélite. O jornal tentou, sem sucesso, contactar a ESA e a empresa para obter mais informações.

A ESA recordou que “é muito raro” realizar este tipo de manobras, uma vez que estas são normalmente levadas a cabo para desviar satélites que não estão mais operacionais ou para desviar fragmentos de colisões anteriores. Em 2018, a ESA fez 28 destas manobras manuais para evitar colisões com a sua própria frota de satélites.

The manoeuvre took place about 1/2 an orbit before the potential collision. Not long after the collision was expected, #Aeolus called home as usual to send back its science data – proving the manoeuvre was successful and a collision was indeed avoided

ESA Operations

@esaoperations

It is very rare to perform collision avoidance manoeuvres with active satellites. The vast majority of ESA avoidance manoeuvres are the result of dead satellites or fragments from previous collisions#SpaceDebris

A organização espacial revelou ainda que está a preparar um mecanismo para prevenir estas situações recorrendo a Inteligência Artificial. O objectivo passa por proteger a “sua infra-estrutura espacial” que enfrenta agora mais perigos devido ao aumento do número de satélites em órbita da Starlink.

A “constelação” de Musk foi lançada em maio passado, quando o satélite da ESA já estava em órbita há meses. Contudo, recorda o responsável pelo departamento de resíduos espaciais da ESA, Holger Krag, “não há regras no Espaço”.

“Ninguém fez nada de mal. Não há uma regra que diz que alguém aqui estava primeiro. O espaço não está organizado e acreditamos que precisamos de tecnologia para monitorizar este tráfego”, disse, citado pela Forbes.

A Starlink, que é composta por 60 satélites, foi contestada por vários cientistas na altura em que foi lançada. O astrónomo Alex Parker, que mostrou o seu descontentamento através da sua conta pessoal no Twitter, acredita que, a longo prazo, podem ser vistos mais satélites Starlink a olho nu no céu do que estrelas.

ZAP //

Por ZAP
3 Setembro, 2019

 

2460: NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

Chama-se 1998 OR2 e é um enorme asteróide que está actualmente numa trajectória para passar pelo nosso planeta. Contudo, este não é um asteróide qualquer. O astro tem órbita excêntrica, é classificado como objecto próximo da Terra e como asteróide potencialmente perigoso do grupo Apollo.

O 1998 OR2 foi descoberto no dia 24 de Julho de 1998. Quem o detectou foram astrónomos do programa NEAT no Observatório de Haleakala, no Havai. Contudo, este é um dos asteróides mais brilhantes e um dos mais perigosos que existe.

Asteróide  de 1998 OR2 é da classe dos mais perigosos que passam pela Terra

Os asteróides – corpos rochosos que vagueiam pelo no espaço – não evocam uma sensação particularmente positiva. Na verdade, cada vez se tem falado mais, após sabermos que não estamos a salvo dos impactos.

Assim, há cada vez mais olhos a vigiar o espaço e, segundo informações recentes, parece que há uma grande rocha prestes a passar por cá. Se entrar na nossa atmosfera, seguramente vai fazer muitos estragos.

Chama-se 1998 OR2, esta rocha está desde há muitos anos na mira da NASA. A agência projectou a sua órbita até ao ano 2197. Pela estimativa da rota, este astro nunca irá colidir com a Terra, a não ser que algo perturbe a sua rota.

NASA classifica como muito grande

O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA revelou que o asteróide 1998 OR2 tem um diâmetro estimado de 4 quilómetros e espera-se que passe pela Terra no dia 29 de Abril de 2020, às 15:26 horas de Portugal Continental.

No seu ponto mais próximo, o asteróide estará a uma distância de aproximadamente 0,04205 unidades astronómicas ou cerca de 6,3 milhões de quilómetros do centro do nosso planeta. Parece seguro, certo? Bem, o curso do asteróide pode ser alterado devido a alguns fenómenos e pode eventualmente colidir com a Terra.

Mas que fenómenos serão esses?

Em primeiro lugar existe o efeito Yarkovsky, que é conhecido por afectar o semieixo maior dos asteróides. Este fenómeno pode ser definido como a força consequente exercida sobre um corpo celeste devido a mudanças na temperatura. Entre as várias razões para esta alteração da temperatura, está a influência da radiação externa ou a gerada internamente.

Dessa forma, este tipo de alteração pode afectar a rotação do asteróide 1998 OR2 e, eventualmente, a sua órbita, fazendo com que este se vire para a Terra.

O segundo factor que poderia levar ao evento catastrófico de colisão de asteróides seria a perturbação da trajectória causada pela Fenda de ressonância gravitacional. Este último pode ser descrito como uma pequena região no espaço em torno de um planeta onde a gravidade do planeta pode alterar a órbita de um corpo celeste que transita por perto. Dessa forma, no caso de um asteróide, a gravidade poderá atrair para dentro da órbita do planeta, levando a uma colisão.

Que consequências resultariam de um impacto deste asteróide o planeta?

Há muitos dados apenas avançados com base em previsões, felizmente não temos registos que atestem a certeza dos factos. Contudo, além do dano tectónico causado pelo asteróide, o impacto também alteraria severamente as condições meteorológicas e atmosféricas do planeta.

17/08/2019

 

2306: Cientistas identificam dois buracos negros super-massivos em rota de colisão

Par titânico: uma equipa de astrofísicos avistou um par de buracos negros super-massivos, mais ou menos a 2,5 mil milhões de anos-luz, em rota de colisão (inserção). O par pode ser usado para estimar quantas fusões detectáveis de buracos negros super-massivos existem no Universo actual e para prever quando terá lugar a primeira detecção histórica do “ruído” de fundo de ondas gravitacionais.
Crédito: Andy Goulding et al./The Astrophysical Journal Letters 2019

Astrónomos descobriram um par distante de buracos negros titânicos em rota de colisão. A massa de cada buraco negro é superior a 800 milhões de vezes a do nosso Sol. À medida que os dois se aproximam gradualmente numa espiral da morte, vão começar a libertar ondas gravitacionais que ondulam através do espaço-tempo. Estas ondulações cósmicas vão juntar-se ao ruído de fundo, ainda não detectado, das ondas gravitacionais de outros buracos negros super-massivos. Mesmo antes da colisão, as ondas gravitacionais que emanam do par de buracos negros super-massivos superam aquelas anteriormente detectadas pelas fusões de buracos negros e estrelas de neutrões muito menores.

“As colisões entre galáxias gigantes criam alguns dos ambientes mais extremos que conhecemos e devem, teoricamente, culminar no encontro de dois buracos negros super-massivos, de modo que foi incrivelmente excitante encontrar um par de buracos negros imensamente energéticos, tão próximos um do outro, nas nossas imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble,” disse Andy Goudling, investigador de ciências astrofísicas da Universidade de Princeton, autor principal do artigo publicado no dia 10 de Julho na revista The Astrophysical Journal Letters.

“Os binários compostos por buracos negros super-massivos produzem as ondas gravitacionais mais ‘barulhentas’ do Universo,” disse a co-descobridora e co-autora, Chiara Mingarelli, cientista do Centro de Astrofísica Computacional do Instituto Flatiron em Nova Iorque, EUA. As ondas gravitacionais de pares de buracos negros super-massivos “são um milhão de vezes mais fortes do que as detectadas pelo LIGO.”

“Quando estes buracos negros super-massivos se fundem, criam um buraco negro centenas de vezes maior do que o que se encontra no centro da nossa própria Galáxia,” comentou o estudante de Princeton, Kris Pardo, co-autor do artigo.

Os dois buracos negros super-massivos são especialmente interessantes porque estão a cerca de 2,5 mil milhões de anos-luz da Terra. Dado que observar objectos distantes, em astronomia, é como olhar para trás no tempo, o par pertence a um Universo 2,5 mil milhões de anos mais jovem do que o nosso. Coincidentemente, é aproximadamente o mesmo tempo que os astrónomos estimam que os buracos negros devem levar para começar a produzir as poderosas ondas gravitacionais.

No Universo actual, os buracos negros já estão a emitir essas ondas gravitacionais, mas, mesmo à velocidade da luz, as ondas só cá chegarão daqui a milhares de milhões de anos. No entanto, o par ainda tem utilidade. A sua descoberta pode ajudar os cientistas a estimar quantos buracos negros super-massivos próximos estão a emitir ondas gravitacionais que podemos detectar agora.

A detecção do fundo de ondas gravitacionais ajudaria a responder algumas das maiores incógnitas da astronomia, como a frequência com que as galáxias se fundem e se os pares de buracos negros super-massivos sequer se fundem ou se ficam presos numa valsa quase infinita em torno um do outro.

“É um grande embaraço para astronomia, não sabermos se os buracos negros super-massivos se fundem,” salientou Jenny Greene, professora de ciências astrofísicas em Princeton e co-autora do artigo. “Para todos os que trabalham na física de buracos negros, observacionalmente, este é um enigma de longa data que precisamos de resolver.”

Os buracos negros super-massivos podem conter milhões ou até milhares de milhões de vezes a massa do nosso Sol. Quase todas as galáxias, incluindo a nossa própria Via Láctea, contêm pelo menos um destes gigantes no seu núcleo. Quando as galáxias se fundem, os seus buracos negros super-massivos encontram-se e começam a orbitar-se um ao outro. Com o tempo, esta órbita fica mais pequena enquanto o gás e as estrelas passam entre os buracos negros e roubam energia.

No entanto, assim que os buracos negros super-massivos se aproximam demais, este roubo energético praticamente pára. Algumas teorias sugerem que ficam a mais ou menos 1 parsec (aproximadamente 3,2 anos-luz). Esta desaceleração dura quase indefinidamente e é conhecida como o “problema do parsec final”. Neste cenário, apenas grupos muito raros de três ou mais buracos negros super-massivos resultam em fusões.

Os astrónomos não podem apenas procurar pares estagnados, porque muito antes dos buracos negros ficarem separados por 1 parsec, já estão demasiado perto um do outro para os distinguirmos como dois objectos separados. Além disso, só produzem ondas gravitacionais fortes quando superarem o obstáculo final do último parsec e ficarem ainda mais íntimos (observados como eram há 2,5 mil milhões de anos, os recém-descobertos buracos negros super-massivos estão separados por cerca de 430 parsecs).

Se o problema do parsec final não for, na realidade, um problema, então os astrónomos esperam que o Universo esteja repleto com o clamor de ondas gravitacionais de pares de buracos negros super-massivos no processo de fusão. “Este ruído é chamado de fundo de ondas gravitacionais e é um pouco como um coro caótico de grilos que cantam à noite,” comentou Goulding. “Não conseguimos discernir um grilo do outro, mas o volume do barulho ajuda a estimar quantos grilos existem.”

Se dois buracos negros super-massivos colidirem e se combinarem, o evento enviará um trovão estrondoso que diminuirá o coro de fundo – mas “ouvi-lo” não será tarefa fácil.

As ondas gravitacionais reveladoras geradas pela fusão de buracos negros super-massivos estão fora das frequências observáveis actualmente por experiências como o LIGO e Virgo, que já detectaram as fusões muito mais pequenas entre buracos negros e estrelas de neutrões. Os cientistas que caçam ondas gravitacionais maiores, como originárias de colisões entre buracos negros super-massivos, dependem de conjuntos de estrelas especiais chamadas pulsares que agem como metrónomos, enviando ondas de rádio num ritmo constante. Se uma onda gravitacional passageira esticar ou comprimir o espaço entre a Terra e o pulsar, o ritmo ficará ligeiramente diferente.

A detecção do fundo de ondas gravitacionais, usando um destes pulsares, requer paciência e uma abundância de estrelas monitorizadas. O ritmo de um único pulsar pode ser perturbado por apenas algumas centenas de nanos-segundos ao longo de uma década. Quanto mais alto for o ruído de fundo, maiores serão as perturbações de temporização e mais rápida será a detecção.

Goulding, Greene e os outros astrónomos observacionais da equipa detectaram os dois titãs com o Telescópio Espacial Hubble. Embora os buracos negros super-massivos não sejam directamente visíveis através de um telescópio óptico como o Hubble, são rodeados por aglomerados brilhantes de estrelas luminosas e gás quente atraídos pelo poderoso puxão gravitacional. Para o seu tempo na história, a galáxia que abriga o recém-descoberto par de buracos negros super-massivos “é basicamente a galáxia mais luminosa do Universo”, realçou Goulding. Além disso, o núcleo da galáxia está a lançar duas plumas de gás extraordinariamente colossais. Quando apontaram o Hubble a fim de descobrir as origens das suas espectaculares nuvens de gás, os investigadores descobriram que o sistema não continha um, mas dois buracos negros massivos.

Os astrónomos observacionais juntaram-se aos físicos de ondas gravitacionais, Mingarelli e Pardo, para interpretar a descoberta no contexto do fundo de ondas gravitacionais. A descoberta fornece um ponto de ancoragem para estimar quantas fusões de buracos negros super-massivos estão dentro da distância de detecção da Terra. As estimativas anteriores basearam-se em modelos computacionais da frequência de fusões galácticas, em vez de observações reais de pares de buracos negros super-massivos.

Com base nos dados, Pardo e Mingarelli previram que, num cenário optimista, existem cerca de 112 buracos negros super-massivos próximos a emitir ondas gravitacionais. A primeira detecção do fundo de ondas gravitacionais de fusões de buracos negros super-massivos deve, portanto, surgir dentro de cinco anos. Se essa detecção não for feita, poderá ser evidência de que o problema do parsec final é intransponível. A equipa está actualmente a analisar outras galáxias parecidas àquela que abriga o novo binário composto por dois buracos negros super-massivos. A descoberta de pares adicionais ajudará os cientistas a aprimorar as suas previsões.

“Este é o primeiro exemplo encontrado de um par tão íntimo de buracos negros massivos, mas podem muito bem existir mais buracos negros super-massivos binários à espera de serem descobertos,” comentou o co-autor e professor Michael Strauss, vice-presidente do Departamento de Ciências Astrofísicas de Princeton. “Quanto mais pudermos aprender sobre a população de buracos negros em fusão, melhor podemos entender o processo de formação das galáxias e a natureza do fundo de ondas gravitacionais.”

Astronomia On-line
12 de Julho de 2019

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2189: Astrónomos descobrem uma misteriosa “ponte intergaláctica” gigante

INAF

Uma equipa internacional de astrónomos descobriu uma “ponte intergaláctica”, uma misteriosa corrente de ondas de rádio que abrange dez milhões de anos-luz e conecta dois aglomerados de galáxias que estão em processo de colisão lenta.

No Universo, a matéria é distribuída na forma de uma “teia cósmica”, que consiste de estruturas filamentosas cujas intersecções formam concentrações colossais de milhares de galáxias chamadas aglomerados.

Os investigadores, liderados por Federica Govoni, do Instituto Nacional de Astrofísica de Cagliari, em Itália, estudaram dois grupos denominados Abell 0399 e Abell 0401, usando a rede de radiotelescópios LoFar.

Os aglomerados de galáxias são os maiores objectos ligados gravitacionalmente no universo. Estes aumentam lentamente em massa, capturando gás nas proximidades e fundindo-se com outros aglomerados. Estão em pontos cruciais da distribuição de matéria no universo.

Observações anteriores descobriram um filamento que ligava as enormes concentrações de galáxias. O novo estudo, publicado na revista Science, determinou pela primeira vez que este filamento tem um campo magnético.

Os dois aglomerados localizam-se a cerca de 330 milhões de anos-luz da Terra. Um filamento de gás que conecta os dois aglomerados contém partículas carregadas electricamente aceleradas, emitindo radiação sincrotrão e produzindo um sinal de rádio caracteristicamente difuso (muitas vezes chamado de halo). Os próprios aglomerados de galáxias possuem esses halos.

“Normalmente observamos esse mecanismo de emissão em acção em galáxias individuais e até mesmo em aglomerados de galáxias, mas nunca antes foi observada uma emissão de rádio a conectar dois desses sistemas”, explicou Matteo Murgia, do Instituto Nacional de Astrofísica, em comunicado.

“A presença desse filamento despertou a nossa curiosidade e levou-nos a investigar se o campo magnético poderia estender-se além do centro dos aglomerados, permeando o filamento da matéria que os conecta. Com grande satisfação, a imagem obtida com o radiotelescópio LOFAR confirmou a nossa intuição, mostrando o que pode ser definido como uma espécie de “aurora” em escalas cósmicas”, continuou Govoni.

Agora, o objectivo é entender “se esse filamento magnetizador é um fenómeno comum na rede cósmica”.

ZAP //

Por ZAP
18 Junho, 2019

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2165: Asteróide do tamanho de um campo de futebol pode atingir a Terra em Setembro

CIÊNCIA

(dr) Detlev van Ravenswaay

Em Setembro, a Terra tem uma probabilidade de 1 em 7.000 de ser visitada pelo asteróide 2006 QV89. Aliás, há menos probabilidade de ganhar a lotaria do que sermos atingidos pelo objecto celeste – 1 em 100.000.

De acordo com a lista de objectos espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA) que poderia colidir com a Terra, a rocha espacial deve visitar-nos em 9 de Setembro de 2019. A lista actualizada em 6 de Junho e, entre os 10 objectos incluídos, o asteróide 2006 QV89 ficou em quarto lugar.

Comparado com o asteróide de dez quilómetros que aniquilou os dinossauros há cerca de 66 milhões de anos, o 2006 QV89 é muito menor, medindo apenas 40 metros de diâmetro. Apesar disso, este asteróide tem o tamanho de um campo de futebol.

A ESA está actualmente a monitorizar o caminho do asteróide, embora ainda seja improvável que a rocha vá realmente atingir a Terra. De acordo com o modelo da agência, o 2006 QV89 está provavelmente a 6,7 ​​milhões de quilómetros do planeta – a Lua está a 384.400 quilómetros de distância.

Este asteróide foi descoberto em 29 de Agosto de 2006 através do Catalina Sky Survey, uma organização sediada num observatório perto de Tucson, no Arizona, quando estava a três mil milhões de quilómetros do nosso planeta. Na realidade, este asteróide até é um visitante frequente da Terra. Após o seu sobrevoo previsto para 2019, espera-se que o objecto volte a passar pelo Planeta Azul em 2032, 2045 e 2062.

A NASA, que rastreia objectos próximos da Terra, emparelhou-se com a ESA no mês passado para publicar informações sobre como o governo e os cientistas deveriam lidar com um ataque real de asteróides.

Um estudo publicado em Março na revista Icarus descobriu que quanto maior o asteróide, mais difícil será explodi-lo. De acordo com um relatório de 2018, há mais de 18 mil objectos próximos da Terra – ou Near Earth Objects (NEO).

Casos de colisão de asteróides com a Terra são raros, mas é conhecido o incidente do ano 1908, o Evento de Tunguska, quando a queda de um meteorito na Rússia provocou uma grande explosão e destruiu 2.000 quilómetros quadrados de floresta.

No ano de 2013, um asteróide destruiu-se, entrando na atmosfera da Terra e os estilhaços do meteorito que caíram provocaram cerca de 2.000 feridos e causaram vários danos na região russa de Chelyabinsk.

ZAP //

Por ZAP
13 Junho, 2019

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2156: A Terra pode mesmo ser engolida por um buraco negro

CIÊNCIA

ESA/Hubble, ESO, M. Kornmesse

Um físico da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, afirmou recentemente que há possibilidade de o planeta Terra ser engolido por um buraco negro.

Não é uma hipótese tão remota quanto imaginávamos. A Via Láctea tem um buraco negro super-massivo no seu centro que, um dia, colidirá com o buraco negro super-massivo que vive na nossa vizinha Andrómeda. Desta colisão catastrófica, a Terra pode não sair ilesa.

Ao Daily Star, o físico Fabio Pacucci, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, explicou que há dois tipos principais de buracos negros. Os menores, chamados buracos negros de massa estelar, que têm uma massa de até 100 vezes maior que a do nosso Sol, e os maiores, que são mil milhões de vezes maiores. Ambos podem destruir o nosso planeta, ou mesmo toda a galáxia, revelou.

O especialista acrescentou ainda que vários objectos destes género estão em movimento, “tão próximos quanto 3.000 anos-luz de distância”. Aliás, na nossa Via Láctea, pode mesmo haver “até 100 milhões de pequenos buracos negros“.

Estes buracos negros menores, completamente “vazios no Espaço”, representam um verdadeiro perigo, na medida em que são incertos. A probabilidade de colisão é muito pequena, mas basta uma “passagem rasante” entre buracos negros para empurrar o nosso planeta para o forno nuclear e, assim, engolir a Terra.

“Apesar da sua grande massa, os buracos negros estelares têm apenas um raio de cerca de 300 quilómetros ou menos, tornando minúsculas as hipóteses de um impacto directo com a Terra. Apesar de os seus campos gravitacionais poderem afectar um planeta a grande distância, eles podem ser perigosos mesmo sem uma colisão directa”, disse o especialista.

Pacucci ressaltou ainda que “se um típico buraco negro de massa estelar passasse na região de Neptuno, a órbita da Terra seria consideravelmente modificada, com resultados terríveis”.

Quanto aos buracos negros super-massivos, o físico alertou que “estes gigantes podem atingir proporções imensas, engolindo matéria e fundindo-se com outros buracos negros”. “Ao contrário dos seus primos estelares, os buracos negros super-massivos não estão a vaguear pelo Espaço. O nosso Sistema Solar está numa órbita estável em torno de um buraco negro super-massivo no centro da Via Láctea, a uma distância segura de 25.000 anos-luz”, esclarece o cientista, avisando no entanto que “isso pode mudar“.

“Se a nossa galáxia colidir com outra, a Terra pode ser lançada para o centro galáctico, suficientemente perto do buraco negro super-massivo para ser eventualmente engolida. Prevê-se que uma colisão com a galáxia Andrómeda aconteça daqui a quatro mil milhões de anos”, rematou.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
12 Junho, 2019

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2140: This Asteroid Has a 1-in-7,000 Chance of Hitting Earth This Fall

Credit: Shutterstock

This fall, Earth has about a 1-in-7,000 chance of getting an uninvited extraterrestrial visitor: asteroid 2006 QV89.

The space rock is expected to whiz by our planet on Sept. 9, 2019, according to European Space Agency’s (ESA) list of space objects that could collide with Earth. That list was updated online June 6. Out of 10 objects on the list, 2006 QV89 ranked fourth.

Compared to the 6-mile-long (10 kilometers) asteroid that killed the nonavian dinosaurs about 66 million years ago, 2006 QV89 is pretty dinky, measuring just 130 feet (40 meters) in diameter, or about the length of two bowling alleys placed end to end. [Images: Russian Meteor Explosion]

The ESA is monitoring the asteroid’s route, but the space rock is unlikely to careen into Earth. According to the ESA’s modeling, 2006 QV89 will likely get as close as about 4.2 million miles (6.7 million km) to the planet. To put that in perspective, the moon is 238,900 miles (384,400 km) away.

That said, there is a 1-in-7,299 chance that 2006 QV89 will hit the planet, the ESA said.

As its name suggests, asteroid 2006 QV89 was discovered on Aug. 29, 2006; it was spotted by the Catalina Sky Survey, an organization based at an observatory near Tucson, Arizona. The asteroid is actually quite a frequent visitor to our planet. After its 2019 flyby, the object is expected to swoop by Earth in 2032, 2045 and 2062, the ESA reported.

NASA, which also tracks near-Earth objects, paired up with the ESA last month to live-tweet information about how the government and scientists should handle an actual asteroid strike. However, fans of the movie “Armageddon” should forget about blowing up big asteroids with bombs. A study that came out in March in the journal Icarus found that the larger the asteroid, the harder it will be to blow up.

Originally published on Live Science.
By Laura Geggel, Associate Editor

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2058: Estrela zombie nasce após rara colisão entre anãs brancas

(dr) Gvaramadze et al / Nature 2019

Cientistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, e da Academia de Ciências da Rússia encontraram uma rara estrela entre as nuvens de gás a 10.000 anos-luz da Terra.

A estrela incomum, conhecida como J005311, surgiu muito provavelmente a partir do seu cataclismo cósmico depois da colisão de duas estrelas mortas na constelação de Cassiopeia. A descoberta, publicada recentemente na revista Nature, revela a natureza da exótica estrela zombie e as suas propriedades incomuns.

Para fazer a observação, a equipa utilizou o telescópio espacial Wide-field Survey Explorer, da NASA, e um telescópio terrestre do Observatório Astrofísico Especial da Rússia.

Quando uma estrela pequena esgota o seu combustível, transforma-se numa “anã branca”, ou seja, uma pequena e densa estrela morta. No entanto, os cientistas analisaram a radiação emitida pela estranha estrela e descobriram que não possuía hidrogénio nem hélio, elementos geralmente presentes numa anã branca.

Graças a um sinal emitido pela J005311, os astrónomos suspeitam ter detectado o resultado daquilo que pensam ter sido uma fusão cósmica entre duas anãs brancas que circulavam entre si há milhares de milhões de anos.

“Este é um evento extremamente raro”, explicou Gotz Grafener, co-autor do artigo científico, num relatório divulgado recentemente, no qual adianta ainda que há menos de meia dúzia de objectos como este na Via Láctea.

Habitualmente, colisões entre anãs brancas terminam em grandes explosões estelares, chamadas de super-novas. O curioso é que a J005311 não explodiu – pelo contrário, foi reanimada e começou a queimar novamente.

Este evento, que deixou os cientistas muito surpreendidos, atrasou apenas a morte da estrela alguns milhares de anos, já que o seu destino não pode ser outro: ela irá, eventualmente, morrer. Assim como da primeira vez, a sua vida chegará ao fim no exacto momento em que esgotar todo o seu combustível.

ZAP //

Por ZAP
27 Maio, 2019


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1946: Asteróide destruiu a cidade de Nova Iorque numa simulação

CIÊNCIA

Andrew Rowe / Flickr

Na semana passada, a NASA e várias agências federais, juntamente com várias organizações internacionais, planearam um exercício que pode, no futuro, salvar milhões de vidas: simularam o que aconteceria se um asteróide fosse descoberto em rota de colisão com a Terra.

O exercício, parte da Conferência de Defesa Planetária, permite que os investigadores resolvam os desafios científicos, técnicos e políticos que terão que ser superados para proteger com sucesso o nosso planeta do impacto de um asteróide.

A simulação condensa oito anos de ficção em cinco dias. Graças a observações terrestres, descobriu-se que o asteróide fictício 2019 PDC tem uma probabilidade de 1 em 100 de atingir a Terra. No Dia 2, calcula-se que o risco é agora de 1 em 10 e provavelmente atingirá Denver, Colorado, em 29 de Abril de 2027.

As fases de planeamento das missões de reconhecimento e de defesa aumentam um pouco. No dia 3, no final de Dezembro de 2021, a primeira nave de reconhecimento chegou ao asteróide. Na missão de deflexão, várias naves devem entrar no asteróide em Agosto de 2024 para retirá-lo da órbita.

O dia 4 começou alguns dias depois da deflexão e trouxe boas notícias e algumas más. O corpo principal do asteróide foi desviado com sucesso, mas um fragmento com entre 50 e 80 metros de tamanho ainda estava em rota de colisão com a Terra – mais especificamente a cidade de Nova Iorque. Além disso, os detritos libertados pelo impacto destruíram a nave de reconhecimento, tornando muito mais difícil saber o que estava a acontecer.

“Precisamos nos desafiar e fazer as perguntas difíceis. Não se aprende nada se não se estudar o pior caso possível a cada dia”, explicou Paul Chodas, director do Centro de Estudos de Objectos da Terra no JPL da NASA, e criador do cenário, em comunicado.

Tendo ficado sem opções, a equipa reformulou a opção nuclear que foi discutida no segundo dia, mas foi arquivada devido a controvérsias e riscos generalizados. Os investigadores analisaram o envio de um dispositivo nuclear de 300 quilotonatos para explodir a menos de 145 metros do fragmento de asteróide, o que poderia desviá-lo ou fragmentá-lo, mostraram os cálculos.

Mas mesmo com a confiança nos números – a mesma estratégia conseguiu salvar Tóquio na simulação do ano passado – a missão não pôde ser implementada devido a divergências políticas e o asteróide não pôde ser parado. Tudo o que restava era preparar Nova Iorque para o impacto.

O dia 5 começou apenas 10 dias antes do impacto. O asteróide entraria na atmosfera a 19 quilómetros por segundo e libertaria o equivalente a 5-20 megatons de energia na explosão. Explodiria a cerca de 15 quilómetros acima do Central Park, destruindo a cidade e criando um raio “não-seguro” de 15 quilómetros.

Nesse cenário, é o trabalho da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) de evacuar e realojar dez milhões de pessoas, os seus animais de estimação e pertences, proteger instalações nucleares e químicas na área e transferir obras de arte. O tom da conversa mudou do técnico e científico, para o sociológico, legal e político.

“Este exercício é valioso na medida em que continua o trabalho actualmente em andamento para identificar as principais questões para este cenário de baixa probabilidade, mas de altas consequências”, disse Leviticus Lewis, da FEMA.

Tóquio salvou-se no exercício do ano passado, mas outras vítimas fictícias de asteróides incluem a Riviera Francesa, Daca e Los Angeles. No entanto, a probabilidade de um asteróide impactar a Terra permanece altamente improvável e os exercícios são planeados para ser o pior caso dentro do campo de possibilidades. O próximo exercício acontecerá em Viena em 2021.

ZAP // IFL Science

Por ZAP
9 Maio, 2019

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1933: Cataclismo cósmico na vizinhança do Sistema Solar pode ter brindado a Terra com metais preciosos

NASA Goddard

Uma nova investigação, levada a a cabo por cientistas norte-americanos, sugere que uma violenta colisão entre duas estrelas de neutrões há 4,6 milhões de anos brindou a Terra com metais preciosos. O novo estudo pode abrir portas para melhor compreender a formação e composição do Sistema Solar.

De acordo com a publicação, cujos resultados foram na passada semana publicados na revista científica especializada Nature, este evento cósmico único, que ocorreu na vizinhança do Sistema Solar, deu origem a 0,3% dos elementos mais pesados da Terra, que incluem outro, platina e urânio.

“Os resultados significam que cada um de nós encontrou o valor de uma pestana destes elementos, principalmente na forma de iodo, que é essencial para a vida”, explicou o astrofísico Imre Bartos, da Universidade da Florida, nos Estados Unidos, que liderou o estudo em parceria com o especialista Szabolcs Marka, da Universidade de Columbia.

“Um anel de casamento, que expressa uma conexão humana profunda, é também uma conexão com o nosso passado cósmico ainda antes da Humanidade e da formação da Terra, com cerca de 10 miligramas daqueles que, provavelmente, se formaram há 4,6 mil milhões de anos”, acrescentou o cientista, citado em comunicado.

Bartos frisou que os “meteoritos formados no início do Sistema Solar carregam traços de isótopos radioactivos” e, por isso, completou Marka, são importantes para rastrear o momento em que foram criados, uma vez que “à medida que estes isótopos se vão partindo, agem como relógios” que podem apontar para o momento da sua génese.

Para chegar a esta conclusão, Bartos e Marka compararam a composição dos meteoritos com as simulações numéricas da Via Láctea. Os astrofísicos descobriram que uma única colisão de estrelas de neutrões poderia ter ocorrido 100 milhões de anos antes da formação da Terra, na vizinhança do Sistema Solar, a cerca de 1.000 anos-luz da nuvem de gás que eventualmente formou o Sistema Solar.

A Via Láctea tem um diâmetro de 100.000 anos luz – 100 vezes a distância deste evento cósmico que ocorreu no berço da Terra. “Se um evento semelhante ocorresse hoje em dia a uma distância semelhante do Sistema Solar, a radiação resultante poderia eclipsar todo o céu nocturno”, referiu Marka, ilustrando a dimensão do evento cósmico.

Os astrofísicos acreditam que a sua investigação traz novas e importantes formações sobre um fenómeno singular e importante para a história da Humanidade. “[A investigação] lança luz sobre os processos envolvidos na origem e composição do nosso Sistema Solar e irá um novo tipo de investigação em várias disciplinas, como Química, Biologia e Geologia, para resolver o quebra-cabeça cósmico”, rematou Bartos.

Apesar de a investigação fornecer novas evidências sobre o berço da Terra, ficam ainda por responder várias questões antigas. “Os nosso resultados abordam a procura fundamental da Humanidade: de onde viemos e para onde vamos? É muito difícil descrever as tremendas emoções que sentimos quando percebemos o que tínhamos encontrado e o que significa para o futuro enquanto continuámos a procurar uma explicação para o nosso lugar no Universo”, completou Marka.

Pensar num evento cósmico catastrófico como a origem de uma aliança de casamento pode parecer estranho, mas estes elementos pesados – onde se incluem, para além do ouro, o plutónio e outros elementos mais pesados do que o ferro – só podem ser fruto de um evento extremo do Cosmos.

Tal como explica o portal Live Sicence, estes elementos pesados são resultado de um processo de captura rápida de neutrões – também conhecido como processo r -, no qual um núcleo atómico aglomera-se rapidamente num grupo de neutrões livres antes que o seu núcleo tenha tempo decair radio-activamente.

O fenómeno pode ocorrer durante dois tipos de eventos: explosões de super-novas ou colisão entre estrelas de neutrões. Apesar de os “pais” dos metais preciosos estarem há anos identificados, os cientistas continuam a dividir-se sobre qual dos dois processos é o responsável pela produção de elementos pesados no Universo.

Para já, a culpa ficará solteira.

SA, ZAP //

Por SA
7 Maio, 2019

artigo relacionado: Livescience

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1906: NASA realiza exercícios “apocalípticos” para preparar um possível impacto na Terra

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

A NASA está a levar a cabo uma série de “exercícios de mesa” durante a Conferência de Defesa Planetária, que está a decorrer desde esta segunda-feira e que se estende até 3 de maio no estado norte-americano de Maryland.

O encontro, que conta com a participação de agências federais dos Estados Unidos, organizações internacionais e vários especialistas, visa traçar um plano de defesa face a um possível impacto de asteróides ou cometas na Terra.

Tal como explicou a agência espacial norte-americana, os trabalhos realizados durante a conferência vão lidar com um cenário fictício de um impacto de um Near Earth Objects (NEO), desenvolvido pelo NEO Study Center do Laboratório de Propulsão (JPL) da NASA.

Os cientistas trabalham com a hipótese de um suposto asteróide, (falsamente) descoberto a 26 de Março, qualificado como potencialmente perigoso para a Terra.

“Os participantes discutirão missões de reconhecimento e possível deflexão, bem como formas de mitigar os efeitos do impacto caso o plano de deflexão não seja capaz de evitar a crise”, explicou Lindley Johnson, do departamento de Defesa Planetária da NASA, citada em comunicado. “Este exercício vai ajudar-nos a desenvolver comunicações mais efectivas entre nós e com os nossos Governos”, completou.

Num tweet publicado nesta segunda-feira, a NASA recorda que, à semelhança dos treinamentos e dos simulacros estudados para terramotos, incêndios e tornados, este é momento para saber o que fazer face a uma hipotética queda de um asteróide na Terra.

“Gostaríamos de estar preparados. Enquanto a Terra está a salvo de todos os asteróides conhecidos, esta semana estamos a reunir os nosso parceiros para praticar o que teremos que fazer numa situação diferente”, pode ler-se na mesma publicação.

✅Fire drill

✅Earthquake drill

✅Tornado drill

🔲Asteroid drill We like to be prepared. While Earth is safe from all known asteroids, this week we’re joining our partners to practice what to do if in a different situation. Follow this :

NASA @NASA

We like to be prepared. While Earth is safe from all known asteroids, this week we’re joining our partners to practice what to do if in a different situation. Follow this #ExerciseOnly: https://go.nasa.gov/2GHURIe 

Outro dos cenários que será analisado pelos especialistas que participam no encontro é a possível ameaça de um cometa, detectado a 4 de Abril, que poderia impactar a Terra a 28 de Fevereiro de 2021. À semelhança do asteróide, importa frisar, também este cometa foi “inventado” como o propósito de servir de mote para os exercícios de preparação.

Este tipo de exercícios, que fazem parte de um plano desenvolvido já há seis anos e que em 2018 foi publicado pela Casa Branca, é frequentemente utilizado para planear a gestão de possíveis desastres, bem como para ajudar a informar as partes envolvidas. No fundo, o projecto visa antecipar um potencial evento “apocalíptico”, tendo como principal objectivo accionar uma resposta planeada de forma a mitigá-lo ou minimizá-lo.

Além da NASA e do Departamento de Coordenação de Defesa Planetária, participam também neste evento representantes dos Departamentos de Estado e Defesa dos Estados Unidos, a Rede Internacional de Alerta de Asteróides, entre outros organismos como a Agência Federal de Gestão de Emergências nos Estados Unidos (FEMA).

“A NASA e a FEMA vão continuar a realizar exercícios periódicos com uma comunidade cada vez maior de agências do Governo dos Estados Unidos e parceiros internacionais”, apontou Johnson. Estes exercícios “são uma óptima forma de aprendermos a trabalhar juntos e atender às necessidades de todos, bem como aos objectivos estabelecidos no Plano de Acção Nacional de Preparação para possíveis NEOs da Casa Branca, rematou.

ZAP //

Por ZAP
30 Abril, 2019

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1874: Cientistas têm nova estratégia para detectar asteróides em rota de colisão com a Terra

ESA

Uma equipa de astrónomos da NASA propôs uma nova estratégia para a detecção precoce de rochas espaciais em rota de colisão com a Terra, que consiste no rastreamento do calor que estes corpos rochosos emitem durante a sua trajectória.

“Se encontrarmos um objeto apenas alguns dias dias antes do impacto, as nossas opções são limitadas”, começou por explicar a cientista do Laboratório de Propulsão a Jacto da agência espacial norte-americana, Amy Mainzer.

“Por isso, concentramos os nossos esforços para encontrar NEOs (Near-Earth Object), quando estes se encontram ainda muito longe do planeta, fornecendo o máximo tempo possível e abrindo uma gama mais ampla de possibilidade para a mitigação” do objeto”.

Contudo, a identificação não é fácil. De acordo com Mainzer, detectar um asteróide é como identificar um pedaço de carvão no céu nocturno. “Os NEOs são intrinsecamente fracos porque são, na sua grande maioria, muito pequenos e distantes de nós no Espaço. Alguns destes objectos são tão escuros como o tinteiro de uma impressora. Tentar detectá-los no preto do Espaço é realmente muito difícil”.

Tentando fintar esta dificuldade, a cientista pretende utilizar o calor dos NEOs em vez da luz visível para os detectar. e cometas são aquecidos pelo Sol e, por isso, brilham intensamente nos comprimentos de onda térmicos (infravermelho), tornando-os mais fáceis de detectar com o telescópio de exploração infravermelho de campo amplo de objectos próximos da Terra (NEOWISE).

“Com a missão NEOWISE, podemos detectar objectos independentemente da cor da sua superfície e usá-los para medir as suas dimensões e outras propriedades da sua superfície,  disse Mainzer, explicando que conhecer estas propriedade é crucial para que os cientistas possam definir uma estratégia defensiva contra um eventual impacto.

“Esses objectos são intrinsecamente interessantes, uma vez que se acredita que alguns [destes corpos] são tão antigos quanto o material original que formou o Sistema Solar”.

“Estamos a propor à NASA a criação de um novo telescópio, o NEOCam (Near Earth Object Camera), para fazer um trabalho muito mais completo de mapeamento quer nas trajectórias dos objectos, quer nas suas dimensões”, concluiu.

Na apresentação dos resultados, que foram esta semana publicados na revista científica, Bulletin of the American Physical Society, Mainzer explica como é que a NASA trabalha com a comunidade espacial global visando atingir um esforço o internacional para defender a Terra de um eventual impacto. Além da agência espacial norte-americana, também a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) está focada em estudar estes objectos, tendo em desenvolvimento uma missão que visa recolher amostras de um asteróide.

ZAP //

Por ZAP
22 Abril, 2019

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1782: Colisões de asteróides em Marte podem ter produzido “ingredientes-chave” para a vida

JPL-Caltech / NASA
Curiosity / Mars Science Laboratory aproximando-se de Marte, conceito de artista

Um novo estudo revela que os impactos de asteróides no passado de Marte podem ter produzido ingredientes essenciais para a vida caso a atmosfera marciana tenha sido rica em hidrogénio.

Uma atmosfera inicial rica em hidrogénio também explicaria como o planeta permaneceu habitável depois da sua atmosfera ter ficado mais fina. O estudo usou dados do rover Curiosity da NASA e foi realizado por investigadores da equipa do instrumento SAM (Sample Anaylsis at Mars) do Curiosity e por colegas internacionais.

Estes ingredientes-chave são nitritos (NO2-) e nitratos (NO3-), formas fixas de azoto que são importantes para o estabelecimento e sustentabilidade da vida como a conhecemos. O Curiosity descobriu estes elementos em amostras de solo e rocha ao atravessar a Cratera Gale, local de antigos lagos e sistemas de águas subterrâneas em Marte.

Para compreender como o azoto fixado pode ter sido depositado na cratera, os cientistas precisaram de recriar a atmosfera primitiva de Marte aqui na Terra.

O estudo, liderado pelo Dr. Rafael Navarro-González e pela sua equipa de cientistas do Instituto de Ciências Nucleares da Universidade Nacional Autónoma do México, na Cidade do México, usou uma combinação de modelos teóricos e dados experimentais para investigar o papel do hidrogénio na alteração de azoto em nitritos e nitratos usando a energia de impactos de asteróide. O artigo foi publicado na edição de Janeiro da revista Journal of Geophysical Research: Planets.

No laboratório, o grupo usou pulsos laser para simular as ondas de choque altamente energéticas criadas por asteróides que colidem com a atmosfera. Os pulsos foram focados num frasco contendo misturas dos gases hidrogénio, azoto e dióxido de carbono, representando a atmosfera primitiva de Marte.

Após os pulsos laser, a mistura resultante foi analisada para determinar a quantidade de nitratos formados. Os resultados foram, no mínimo, surpreendentes.

“A grande surpresa foi que a quantidade de nitrato aumentou quando o hidrogénio foi incluído nas experiências que simularam os impactos de asteróides,” disse Navarro-González. “Isto foi contra-intuitivo, já que o hidrogénio leva a um ambiente pobre em oxigénio, enquanto a formação de nitratos requer oxigénio.

No entanto, a presença de hidrogénio levou a um arrefecimento mais rápido do gás aquecido pelo choque, prendendo óxido nítrico, o percursor do nitrato, a temperaturas elevadas onde a sua quantidade produzida era maior.”

Embora estas experiências tenham sido realizadas num ambiente controlado de laboratório, a milhões de quilómetros do Planeta Vermelho, os cientistas queriam simular os resultados obtidos com o Curiosity usando o instrumento SAM. O SAM recolhe amostras perfuradas de rochas ou tiradas da superfície pelo braço mecânico do rover e “cozinha-as” para examinar as impressões digitais químicas dos gases libertados.

“O SAM, a bordo do Curiosity, foi o primeiro instrumento a detectar nitrato em Marte,” disse Christopher McKay, co-autor do artigo do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Silicon Valley, no estado norte-americano da Califórnia. “Devido aos baixos níveis de azoto gasoso na atmosfera, o nitrato é a única forma biologicamente útil de azoto em Marte. Assim, a sua presença no solo é de grande importância astrobiológica. Este artigo científico ajuda-nos a entender as possíveis fontes desse nitrato.”

Porque é que os efeitos do hidrogénio são tão fascinantes? Embora a superfície de Marte seja hoje fria e inóspita, os cientistas pensam que uma atmosfera mais espessa, enriquecida com gases de efeito estufa, como dióxido de carbono e vapor de água, pode ter aquecido o planeta no passado. Alguns modelos climáticos mostram que pode ter sido necessária a adição de hidrogénio na atmosfera a fim de elevar a temperatura o suficiente para ter água líquida à superfície.

“Ter mais hidrogénio como gás de efeito estufa na atmosfera é interessante tanto para a história climática de Marte quanto para a sua habitabilidade,” acrescentou Jennifer Stern, geoquímica planetária do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA, co-investigadora do estudo.

“Se temos uma ligação entre duas coisas boas para a habitabilidade – um clima potencialmente mais quente com água líquida à superfície e um aumento na produção de nitratos, que são necessários para a vida – é muito emocionante. Os resultados deste estudo sugerem que estes dois itens, que são importantes para a vida, encaixam juntos e melhoram a presença um do outro.”

Mesmo que a composição da atmosfera primitiva de Marte continue a ser um mistério, estes resultados podem fornecer mais peças para resolver este enigma climático.

1627: Há três datas prováveis para o Apocalipse. Duas das quais ainda este século

(CC0/PD) photoshopper24 / pixabay

A humanidade corre o risco de ser extinta devido à colisão da Terra com um corpo celeste, a uma catástrofe natural ou até tecnológica. Este cenário não é uma fantasia saída dos filmes de Hollywood, mas antes fruto das previsões de vários cientistas.

Apesar de existirem várias e diferentes opiniões sobre a data do fim do mundo, não é ainda certo quando vai acontecer. Ainda assim, o cientistas estão certos de uma coisa: vai ocorrer ainda este século. Tendo em conta as várias correntes sobre o fenómeno, a Sputnik News compilou três previsões científicas próximas sobre o evento apocalíptico.

2036

Entre os possíveis eventos que poderiam levar ao fim do mundo um dos mais populares é a colisão da Terra com um asteróide. É a velha máxima: A questão não é se um asteróide vai colidir com a Terra, é quando.

De momento, o asteróide mais preocupante para os cientistas é o Apophis, que em 13 de Abril de 2029 se aproximará do nosso planeta a uma distância de 38 mil quilómetros (uma distância dez vezes menor do que a existente entre a Terra e a Lua).

Há uma pequena possibilidade de o asteróide entrar numa zona perigosa de 600 metros, onde o campo gravitacional da Terra mudará a sua trajectória de voo. Se isso acontecer, o Apophis colidirá com a Terra em 2036.

Segundo os cientistas da Universidade Técnica Estatal Bauman de Moscovo, na Rússia, na zona de risco, e caso se dê a colisão do Apophis com a Terra em 2036, encontra-se o Extremo Oriente russo, os países da América Central e África Ocidental.

2026

Há mais de 50 anos, o cientista americano Heinz von Foerster publicou com os seus colegas um artigo na revista científica Science, no qual revelou a data exacta do Dia do Juízo Final – 13 de Novembro de 2026. Nesse dia, a população da Terra deixará de crescer exponencialmente e tenderá ao infinito, escreveram os especialistas.

Para fazer os cálculos, Foerster usou dois parâmetros que determinam o destino de qualquer forma de vida: fertilidade e esperança de vida. Em 1975, o astrofísico alemão Sebastian von Hoerner teve em contra outros parâmetros ligados à actividade humana e estabeleceu que o Apocalipse chegará entre 2020 e 2050, quando a população da Terra aumentará a tal ponto que não será capaz de se alimentar.

Os cientistas americanos, por sua vez, usaram números actuais nas fórmulas produzidas de von Hoerner e revelaram que o fim do mundo não deverá acontecer antes de 2300 e 2400 devido ao aquecimento global provocado pelas actividades humanas.

Século XXI

Em 1972 o Clube de Roma, organização informal que reúne intelectuais, cientistas e futurólogos, apresentou um relatório sobre os limites de desenvolvimento da civilização. Os autores analisaram o crescimento da população, a indústria e o consumo dos recursos não renováveis, a deterioração do ambiente e revelaram que existe uma grande possibilidade de o colapso acontecer já no século XXI, se a humanidade não mudar seu comportamento, política e desenvolvimento tecnológico.

Nos anos 1980, diversos matemáticos estabeleceram que, conhecendo o início e duração da humanidade, é possível prever quando esta termina. Esta hipótese chama-se “argumento do Dia do Juízo Final”. Segundo os matemáticos, se quisermos analisar um qualquer processo, o mais possível é que o façamos em meados desse processo, mas não no seu início ou no fim, ou seja, a nossa civilização está a metade do caminho e ainda teremos pela frente alguns séculos ou milénios.

Entretanto, há quem que acredite que colapso da humanidade ocorrerá já em breve. Por exemplo, o futurologista Aleksei Turchin, no livro “Estrutura da Catástrofe Global”, analisa diferentes métodos de cálculo da data exacta do Apocalipse e a maioria aponta que o Dia do Juízo final chegará no século XXI.

Estas previsões vão ao encontro do Relógio do Apocalipse que, no passado mês de Janeiro, actualizou os seus ponteiros, dando conta que estamos a dois minutos do fim – no ano passado, os ponteiros marcavam já esta posição, assinalando, pela terceira vez desde que o relógio existe, a maior aproximação à meia noite.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
23 Fevereiro, 2019

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1586: A Via Láctea vai mesmo colidir com a Andrómeda (e já tem data marcada)

NASA Andrómeda

A Via Láctea vai sobreviver na sua forma actual durante mais tempo do que os astrónomos pensavam, sugere um novo estudo. Porém, a colisão entre a nossa galáxia e a Andrómeda, não só vai acontecer, como também tem data marcada.

A monstruosa colisão entre a Via Láctea e a Andrómeda vai acontecer daqui a 4,5 mil milhões de anos, de acordo com um novo estudo, baseado em observações feitas pelo telescópio Gaia da Agência Espacial Europeia.

Anteriormente, os cientistas acreditavam que isso aconteceria em 3,9 mil milhões de anos, mas os autores da investigação, publicada no Astrophysical Journal, determinaram uma data diferente, que dá mais alguns anos à nossa galáxia.

“Esta descoberta é crucial para a nossa compreensão sobre como as galáxias evoluem e interagem”, disse Timo Prusti, que não esteve envolvido no estudo, em comunicado.

O telescópio Gaia foi lançado em Dezembro de 2013 para ajudar os investigadores a criar o melhor mapa 3D da Via Láctea já construído. A espaço-nave tem monitorizado com precisão as posições e movimentos de um grande número de estrelas e outros objectos cósmicos. A equipa tem como objectivo rastrear mais de mil milhões de estrelas.

A maioria das estrelas que Gaia está de olho está na Via Láctea, mas algumas estão em galáxias próximas. No novo estudo, os investigadores rastrearam um número de estrelas na nossa galáxia, na Andrómeda e na espiral Triangulum. Estas galáxias vizinhas estão entre 2,5 milhões e três milhões de anos-luz da Via Láctea e podem estar a interagir umas com as outras.

“Precisávamos explorar os movimentos das galáxias em 3D para descobrir como cresceram e evoluíram e o que cria e influencia as suas características e comportamento”, disse o principal autor do estudo, Roeland van der Marel, do Space Telescope Science Institute.

Este trabalho permitiu que a equipa determinasse as taxas de rotação da Andrómeda e da Triangulum – algo que nunca tinha sido feito antes. Usando as descobertas e análises derivadas de Gaia sobre as informações arquivadas, a equipa mapeou como as galáxias se moviam pelo espaço no passado e onde passarão os próximos milhões de anos.

Os autores preveem que não será uma colisão frontal, mas um “golpe lateral”, que não será demasiado devastador. Como a distância entre as estrelas e as galáxias ainda é astronomicamente grande, o nosso Sistema Solar tem bastante probabilidade de sair intacto do evento.

No entanto, antes da colisão com Andrómeda, a Via Láctea terá de suportar algo semelhante com a Grande Nuvem de Magalhães  e que deverá acontecer em 2,5 mil milhões de anos. Enquanto a Andrómeda é um pouco maior que a nossa galáxia, a Grande Nuvem de Magalhães tem apenas 1/80 da massa da Via Láctea.

Ainda assim, a colisão com a Grande Nuvem de Magalhães afectará a nossa galáxia, supostamente ao aumentar a massa do buraco negro super-massivo no seu centro e ao remodelar a Via Láctea numa galáxia espiral padrão.

ZAP // Live Science

Por ZAP
13 Fevereiro, 2019

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1585: NASA alerta que “Asteróide do Apocalipse” surgirá no Dia de São Valentim

As rotas dos asteróides são calculadas tendo em vista possíveis colisões com o nosso planeta nos anos futuros. No caso do chamado “asteróide do Apocalipse” há a probabilidade de que entre em colisão com a Terra daqui a 100 anos, segundo a NASA.

Este ano iremos ver a passagem deste objeto no próximo dia 14 de Fevereiro e surgirá então a partir do lado direito de Marte.

Chama-se tecnicamente Bennu ou, como foi já apelidado, o “asteróide do Apocalipse”. Este viajante do espaço poderá ser visto a olho nu no céu durante a noite do Dia de São Valentim. Virá assim brindar o Dia dos Namorados, já no próximo dia 14 deste mês.

A NASA tem este asteróide debaixo de olho. Em 2016, a agência espacial norte-americana iniciou uma missão com a nave OSIRIS-REx para estudar e recolher amostras deste asteróide.

Mas haverá probabilidade deste asteróide colidir com a Terra?

Segundo alguns cálculos, essa possibilidade existe. Aliás, o asteróide possui um grande potencial de atingir a Terra e está listado na Tabela de Risco Sentry.

Em caso de colisão com a Terra, o asteróide lançaria 80 000 vezes mais energia do que a bomba atómica de Hiroxima, sendo assim, é um dos asteróides mais perigosos nas proximidades da Terra.

Conforme podemos ler via jornal Express.

Formação desta rocha espacial

Segundo as informações derivadas do estudo deste objeto, provavelmente foi formado no principal cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. Contudo, situa-se agora mais perto do que nunca da Terra.

101955 Bennu pode conter moléculas orgânicas similares àquelas que deram origem à vida na Terra, pois, a sua matéria não sofreu mudanças durante milhões de anos.

Missão revolucionária para chegar a Bennu

A Osiris-Rex é a primeira nave espacial lançada a partir da Terra a conseguir circular nas proximidades de um objeto celeste tão pequeno com gravidade suficiente apenas para manter o veículo numa órbita estável.

Curiosamente, o acrónimo OSIRIS foi escolhido em referência ao antigo e mitológico deus egípcio Osíris, o senhor da morte no submundo. Além disso, o seu nome foi escolhido para essa missão, pois o asteróide Bennu pode, possivelmente, atingir a Terra causando destruição e morte.

O asteróide do fim do mundo

O corpo celeste, denominado “asteróide do Apocalipse”, está localizado entre a Terra e Marte, pesa 87 milhões de toneladas e orbita o Sol.

A NASA ainda acredita que haja a presença de água ou moléculas similares à água que podem ajudar a revelar como o Sistema Solar foi formado e a história dos seus planetas.

Actualmente, a Osiris-REx está na órbita de Bennu, avaliando possíveis locais de pouso a fim de recolher amostras, devendo voltar à Terra em 2023.

pplware
12 FEV 2019

Via: Express

Fonte: Nasa

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1569: Colisão massiva no sistema planetário Kepler-107

A imagem mostra uma “frame” do meio de uma simulação hidrodinâmica de uma colisão frontal a alta velocidade entre dois planetas com 10 vezes a massa da Terra. A gama de temperaturas do material está representada pelas quatro cores – cinzento, laranja, amarelo e vermelho, onde o cinzento é a temperatura mais baixa e o vermelho a mais quente. Estas colisões expelem grandes quantidades de materiais do manto, deixando para trás um planeta remanescente com uma alta densidade e um alto teor de ferro, com características parecidas às observadas em Kepler-107c.
Crédito: Z. M. Leinhardt e T. Denman (Universidade de Bristol)

Dois dos planetas que orbitam a estrela Kepler-107 podem ser o resultado de um impacto semelhante ao que afectou a Terra e formou a Lua. Uma equipa internacional de investigadores do Instituto de Astrofísica das Canárias, da Universidade de La Laguna, da Universidade de Bristol (Reino Unido) e do INAF (Instituto Nacional de Astrofísica, Itália), publicou os resultados deste trabalho na revista Nature Astronomy.

Desde que, em 1995, foi descoberto o primeiro exoplaneta, foram já encontrados quase 4000 planetas em redor de outras estrelas. Isto permite-nos estudar uma grande variedade de configurações de sistemas planetários. A evolução dos planetas em órbita de outras estrelas pode ser afectada, principalmente, por dois fenómenos: a evaporação das camadas superiores do planeta devido aos efeitos dos raios-X e raios UV emitidos pela estrela central, e pelos impactos de outros corpos celestes do tamanho de um planeta.

Este último foi observado várias vezes em sistemas extras-solares, mas, até agora, não havia provas da existência de grandes impactos, como aparentemente ocorreu no sistema Kepler-107.

A estrela central, Kepler-107, é um pouco maior que o Sol e tem quatro planetas em órbita; foram os dois planetas mais interiores que atraíram o interesse dos astrofísicos. Usando dados do satélite Kepler da NASA e do TNG (Telescópio Nacional Galileu) no Observatório Roque de los Muchachos (Garafía, La Palma, Ilhas Canárias), a equipa determinou os parâmetros da estrela e mediu o raio e a massa destes planetas. Embora os planetas mais interiores tenham raios semelhantes, as suas massas são muito diferentes. De facto, o segundo é mais de duas vezes mais denso que o primeiro.

A extraordinariamente alta densidade do planeta Kepler-107c equivale a mais do dobro da densidade da Terra. Esta densidade, excepcional para um planeta, tem intrigado os cientistas, e sugere que o seu núcleo metálico, a sua parte mais densa, é anormalmente grande para um planeta.

Tal seria ainda considerado normal não fosse pela previsão de que a foto-evaporação faz com que o planeta mais denso num sistema seja o mais próximo da sua estrela. Para explicar como é possível que, neste caso, o exoplaneta mais próximo tenha menos de metade da densidade do segundo, foi proposta a hipótese de que o planeta Kepler-107c foi formado como resultado de um grande impacto. Este impacto deve ter arrancado as suas camadas exteriores, deixando o núcleo central como uma fracção muito maior do que anteriormente. Após testes realizados por meio de simulações, esta hipótese parece ser a mais provável.

Este estudo permitirá compreender melhor a formação e evolução dos exoplanetas. Especificamente, destaca a importância da relação entre a física estelar e a investigação exoplanetária. “Precisamos de conhecer a estrela para entender melhor os planetas que orbitam em seu redor,” realça Savita Mathur, investigadora do Instituto de Astrofísica das Canárias em Tenerife, co-autora do artigo. “Neste estudo fizemos uma análise sistemática para estimar os parâmetros da estrela hospedeira. A sismologia estelar está a desempenhar um papel fundamental no campo exoplanetário, porque demonstrou que é um dos melhores métodos para fazer uma caracterização precisa das estrelas”. É por isso que, durante a última década, se tornou um dos principais métodos de caracterização estelar e assim continuará nos próximos anos, graças às missões espaciais de descoberta exoplanetária: TESS (NASA) e PLATO (ESA).

Astronomia On-line
8 de Fevereiro de 2019

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1551: Colisões catastróficas podem explicar as diferenças nos grandes planetas rochosos

Robin Canup / Southwest Research Institute

Colisões catastróficas podem explicar diferenças em planetas rochosos gigantes em torno de outras estrelas, de acordo com um novo estudo.

O estudo sugere que o calor gerado pelo material que colide num planeta desempenha um papel importante na remoção de toda ou parte da atmosfera do planeta. Uma ampla variedade de tamanhos para os asteróides mortais explicaria as diferenças observadas nos mundos rochosos mais maciços.

O telescópio espacial Kepler, da NASA, revelou um número surpreendente de mundos com tamanhos que se situam entre a Terra e Neptuno em órbitas relativamente curtas. Calculando as densidades dos planetas, os astrónomos perceberam que muitos deles parecem ter enormes atmosferas de hidrogénio-hélio.

No entanto, estas atmosferas apresentam variações, sugerindo que algo tenha acontecido nos mundos após a formação planetária.

“Grandes impactos são muito efectivos para reduzir ou remover o hidrogénio ou hélio”, afirmou John Biersteker, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que estudou como os impactos dos destroços rochosos afectaram a atmosfera de planetas jovens.

Após o nascimento de uma estrela, o anel de poeira e gás libertado inicia o processo de formação planetária.

Quando a gravidade é impulsionada, juntamente com os pedaços para criar um núcleo, o recém-nascido planetesimal recolher hidrogénio e hélio a partir dos restos de gás, construindo uma atmosfera primordial.

Porém, os plantas que estiverem nas proximidades de estrelas podem sofrer com a radiação estelar, que causaria um aquecimento nas camadas gasosas, consequentemente escapando para o espaço e deixando a atmosfera mais fina.

Além disso, quando grandes objectos atingem os planetas, a colisão pode golpear a atmosfera do planeta para o espaço – uma colisão assim ajudou a criar a Lua da Terra.Este estudo mostra que não é preciso um grande núcleo para remover completamente a atmosfera de um planeta.

Para Biersteker, a energia criada pelo impacto foi mais importante do que a grande colisão, mostrando que um pequeno e rápido movimento do asteróide poderia tirar mais hidrogénio e hélio do que um objeto médio e mais lento. Além disso, o ângulo também pode afectar a energia do impacto.

Tendo em conta que cada impacto remove uma percentagem diferente da atmosfera, colisões podem criar uma grande variedade de densidades de exoplanetas. O material com apenas um décimo da massa de um planeta pode remover metade do hidrogénio e hélio – ou até tudo.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
3 Fevereiro, 2019

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1529: A colisão que formou a Lua pode ter dado origem à vida na Terra

Universidade Rice

Os ingredientes que criaram as condições para a vida na Terra podem não ser nativos do nosso planeta. Os elementos essenciais para a vida podem ter sido transportados num planeta que colidiu com a Terra há 4,5 mil milhões de anos.

Este planeta hipotético, do tamanho de Marte, é chamado Theia e acredita-se que seja responsável por quebrar um pedaço da Terra, que foi enviado para o Espaço, formando a nossa Lua.

Mas também, de acordo com um novo estudo de investigadores da Rice University, publicado na revista Science Advances, trouxe consigo os elementos voláteis, como carbono, nitrogénio, hidrogénio e enxofre, permitindo que a Terra ganhasse vida.

Com base no que se sabe, é improvável que a Terra tenha produzido os voláteis que alimentaram a atmosfera, a hidrosfera e a biosfera por conta própria.

Há muito se pensava que os voláteis da Terra talvez tivessem sido transportados em meteoritos, chamados de condritos carbonosos. Os meteoritos primitivos que bombardearam o nosso planeta são muito mais ricos em voláteis do que a Terra primitiva – também conhecida como Gaia – e outros corpos rochosos internos do Sistema Solar.

Mas, de acordo com os investigadores, a proporção dos voláteis nos condritos é baixa, particularmente para um par de elementos. A relação carbono-nitrogénio é mais de 20 vezes a razão observada nos condritos carbonáceos. A equipa embarcou numa missão para descobrir se os voláteis poderiam ter chegado através de outro método – como Theia.

Numa série de experiências práticos, usando cápsulas carregadas de misturas de silicato e ligas, a equipa recriou as condições de alta temperatura e alta pressão sob as quais o núcleo de Theia se poderia ter formado. Isto ajudou a determinar que percentagem de enxofre o núcleo poderia ter excluído carbono e nitrogénio.

“O que descobrimos é que todas as evidências – marcas isotópicas, a relação carbono-nitrogénio e as quantidades totais de carbono, nitrogénio e enxofre – são consistentes com um impacto de formação da Lua envolvendo um planeta com um núcleo rico em enxofre “, disse Damanveer Grewal, em comunicado.

Isto não significa que os condritos carbonáceos não contribuíram de alguma forma, mas indica que Theia pode ter contribuído com a maioria – uma descoberta que sugere que um planeta pode ter uma melhor probabilidade de originar vida se sofrer colisões violentas.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
28 Janeiro, 2019

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