1627: Há três datas prováveis para o Apocalipse. Duas das quais ainda este século

(CC0/PD) photoshopper24 / pixabay

A humanidade corre o risco de ser extinta devido à colisão da Terra com um corpo celeste, a uma catástrofe natural ou até tecnológica. Este cenário não é uma fantasia saída dos filmes de Hollywood, mas antes fruto das previsões de vários cientistas.

Apesar de existirem várias e diferentes opiniões sobre a data do fim do mundo, não é ainda certo quando vai acontecer. Ainda assim, o cientistas estão certos de uma coisa: vai ocorrer ainda este século. Tendo em conta as várias correntes sobre o fenómeno, a Sputnik News compilou três previsões científicas próximas sobre o evento apocalíptico.

2036

Entre os possíveis eventos que poderiam levar ao fim do mundo um dos mais populares é a colisão da Terra com um asteróide. É a velha máxima: A questão não é se um asteróide vai colidir com a Terra, é quando.

De momento, o asteróide mais preocupante para os cientistas é o Apophis, que em 13 de Abril de 2029 se aproximará do nosso planeta a uma distância de 38 mil quilómetros (uma distância dez vezes menor do que a existente entre a Terra e a Lua).

Há uma pequena possibilidade de o asteróide entrar numa zona perigosa de 600 metros, onde o campo gravitacional da Terra mudará a sua trajectória de voo. Se isso acontecer, o Apophis colidirá com a Terra em 2036.

Segundo os cientistas da Universidade Técnica Estatal Bauman de Moscovo, na Rússia, na zona de risco, e caso se dê a colisão do Apophis com a Terra em 2036, encontra-se o Extremo Oriente russo, os países da América Central e África Ocidental.

2026

Há mais de 50 anos, o cientista americano Heinz von Foerster publicou com os seus colegas um artigo na revista científica Science, no qual revelou a data exacta do Dia do Juízo Final – 13 de Novembro de 2026. Nesse dia, a população da Terra deixará de crescer exponencialmente e tenderá ao infinito, escreveram os especialistas.

Para fazer os cálculos, Foerster usou dois parâmetros que determinam o destino de qualquer forma de vida: fertilidade e esperança de vida. Em 1975, o astrofísico alemão Sebastian von Hoerner teve em contra outros parâmetros ligados à actividade humana e estabeleceu que o Apocalipse chegará entre 2020 e 2050, quando a população da Terra aumentará a tal ponto que não será capaz de se alimentar.

Os cientistas americanos, por sua vez, usaram números actuais nas fórmulas produzidas de von Hoerner e revelaram que o fim do mundo não deverá acontecer antes de 2300 e 2400 devido ao aquecimento global provocado pelas actividades humanas.

Século XXI

Em 1972 o Clube de Roma, organização informal que reúne intelectuais, cientistas e futurólogos, apresentou um relatório sobre os limites de desenvolvimento da civilização. Os autores analisaram o crescimento da população, a indústria e o consumo dos recursos não renováveis, a deterioração do ambiente e revelaram que existe uma grande possibilidade de o colapso acontecer já no século XXI, se a humanidade não mudar seu comportamento, política e desenvolvimento tecnológico.

Nos anos 1980, diversos matemáticos estabeleceram que, conhecendo o início e duração da humanidade, é possível prever quando esta termina. Esta hipótese chama-se “argumento do Dia do Juízo Final”. Segundo os matemáticos, se quisermos analisar um qualquer processo, o mais possível é que o façamos em meados desse processo, mas não no seu início ou no fim, ou seja, a nossa civilização está a metade do caminho e ainda teremos pela frente alguns séculos ou milénios.

Entretanto, há quem que acredite que colapso da humanidade ocorrerá já em breve. Por exemplo, o futurologista Aleksei Turchin, no livro “Estrutura da Catástrofe Global”, analisa diferentes métodos de cálculo da data exacta do Apocalipse e a maioria aponta que o Dia do Juízo final chegará no século XXI.

Estas previsões vão ao encontro do Relógio do Apocalipse que, no passado mês de Janeiro, actualizou os seus ponteiros, dando conta que estamos a dois minutos do fim – no ano passado, os ponteiros marcavam já esta posição, assinalando, pela terceira vez desde que o relógio existe, a maior aproximação à meia noite.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
23 Fevereiro, 2019

 

1586: A Via Láctea vai mesmo colidir com a Andrómeda (e já tem data marcada)

NASA Andrómeda

A Via Láctea vai sobreviver na sua forma actual durante mais tempo do que os astrónomos pensavam, sugere um novo estudo. Porém, a colisão entre a nossa galáxia e a Andrómeda, não só vai acontecer, como também tem data marcada.

A monstruosa colisão entre a Via Láctea e a Andrómeda vai acontecer daqui a 4,5 mil milhões de anos, de acordo com um novo estudo, baseado em observações feitas pelo telescópio Gaia da Agência Espacial Europeia.

Anteriormente, os cientistas acreditavam que isso aconteceria em 3,9 mil milhões de anos, mas os autores da investigação, publicada no Astrophysical Journal, determinaram uma data diferente, que dá mais alguns anos à nossa galáxia.

“Esta descoberta é crucial para a nossa compreensão sobre como as galáxias evoluem e interagem”, disse Timo Prusti, que não esteve envolvido no estudo, em comunicado.

O telescópio Gaia foi lançado em Dezembro de 2013 para ajudar os investigadores a criar o melhor mapa 3D da Via Láctea já construído. A espaço-nave tem monitorizado com precisão as posições e movimentos de um grande número de estrelas e outros objectos cósmicos. A equipa tem como objectivo rastrear mais de mil milhões de estrelas.

A maioria das estrelas que Gaia está de olho está na Via Láctea, mas algumas estão em galáxias próximas. No novo estudo, os investigadores rastrearam um número de estrelas na nossa galáxia, na Andrómeda e na espiral Triangulum. Estas galáxias vizinhas estão entre 2,5 milhões e três milhões de anos-luz da Via Láctea e podem estar a interagir umas com as outras.

“Precisávamos explorar os movimentos das galáxias em 3D para descobrir como cresceram e evoluíram e o que cria e influencia as suas características e comportamento”, disse o principal autor do estudo, Roeland van der Marel, do Space Telescope Science Institute.

Este trabalho permitiu que a equipa determinasse as taxas de rotação da Andrómeda e da Triangulum – algo que nunca tinha sido feito antes. Usando as descobertas e análises derivadas de Gaia sobre as informações arquivadas, a equipa mapeou como as galáxias se moviam pelo espaço no passado e onde passarão os próximos milhões de anos.

Os autores preveem que não será uma colisão frontal, mas um “golpe lateral”, que não será demasiado devastador. Como a distância entre as estrelas e as galáxias ainda é astronomicamente grande, o nosso Sistema Solar tem bastante probabilidade de sair intacto do evento.

No entanto, antes da colisão com Andrómeda, a Via Láctea terá de suportar algo semelhante com a Grande Nuvem de Magalhães  e que deverá acontecer em 2,5 mil milhões de anos. Enquanto a Andrómeda é um pouco maior que a nossa galáxia, a Grande Nuvem de Magalhães tem apenas 1/80 da massa da Via Láctea.

Ainda assim, a colisão com a Grande Nuvem de Magalhães afectará a nossa galáxia, supostamente ao aumentar a massa do buraco negro super-massivo no seu centro e ao remodelar a Via Láctea numa galáxia espiral padrão.

ZAP // Live Science

Por ZAP
13 Fevereiro, 2019

 

1585: NASA alerta que “Asteróide do Apocalipse” surgirá no Dia de São Valentim

As rotas dos asteróides são calculadas tendo em vista possíveis colisões com o nosso planeta nos anos futuros. No caso do chamado “asteróide do Apocalipse” há a probabilidade de que entre em colisão com a Terra daqui a 100 anos, segundo a NASA.

Este ano iremos ver a passagem deste objeto no próximo dia 14 de Fevereiro e surgirá então a partir do lado direito de Marte.

Chama-se tecnicamente Bennu ou, como foi já apelidado, o “asteróide do Apocalipse”. Este viajante do espaço poderá ser visto a olho nu no céu durante a noite do Dia de São Valentim. Virá assim brindar o Dia dos Namorados, já no próximo dia 14 deste mês.

A NASA tem este asteróide debaixo de olho. Em 2016, a agência espacial norte-americana iniciou uma missão com a nave OSIRIS-REx para estudar e recolher amostras deste asteróide.

Mas haverá probabilidade deste asteróide colidir com a Terra?

Segundo alguns cálculos, essa possibilidade existe. Aliás, o asteróide possui um grande potencial de atingir a Terra e está listado na Tabela de Risco Sentry.

Em caso de colisão com a Terra, o asteróide lançaria 80 000 vezes mais energia do que a bomba atómica de Hiroxima, sendo assim, é um dos asteróides mais perigosos nas proximidades da Terra.

Conforme podemos ler via jornal Express.

Formação desta rocha espacial

Segundo as informações derivadas do estudo deste objeto, provavelmente foi formado no principal cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. Contudo, situa-se agora mais perto do que nunca da Terra.

101955 Bennu pode conter moléculas orgânicas similares àquelas que deram origem à vida na Terra, pois, a sua matéria não sofreu mudanças durante milhões de anos.

Missão revolucionária para chegar a Bennu

A Osiris-Rex é a primeira nave espacial lançada a partir da Terra a conseguir circular nas proximidades de um objeto celeste tão pequeno com gravidade suficiente apenas para manter o veículo numa órbita estável.

Curiosamente, o acrónimo OSIRIS foi escolhido em referência ao antigo e mitológico deus egípcio Osíris, o senhor da morte no submundo. Além disso, o seu nome foi escolhido para essa missão, pois o asteróide Bennu pode, possivelmente, atingir a Terra causando destruição e morte.

O asteróide do fim do mundo

O corpo celeste, denominado “asteróide do Apocalipse”, está localizado entre a Terra e Marte, pesa 87 milhões de toneladas e orbita o Sol.

A NASA ainda acredita que haja a presença de água ou moléculas similares à água que podem ajudar a revelar como o Sistema Solar foi formado e a história dos seus planetas.

Actualmente, a Osiris-REx está na órbita de Bennu, avaliando possíveis locais de pouso a fim de recolher amostras, devendo voltar à Terra em 2023.

pplware
12 FEV 2019

Via: Express

Fonte: Nasa

 

1569: Colisão massiva no sistema planetário Kepler-107

A imagem mostra uma “frame” do meio de uma simulação hidrodinâmica de uma colisão frontal a alta velocidade entre dois planetas com 10 vezes a massa da Terra. A gama de temperaturas do material está representada pelas quatro cores – cinzento, laranja, amarelo e vermelho, onde o cinzento é a temperatura mais baixa e o vermelho a mais quente. Estas colisões expelem grandes quantidades de materiais do manto, deixando para trás um planeta remanescente com uma alta densidade e um alto teor de ferro, com características parecidas às observadas em Kepler-107c.
Crédito: Z. M. Leinhardt e T. Denman (Universidade de Bristol)

Dois dos planetas que orbitam a estrela Kepler-107 podem ser o resultado de um impacto semelhante ao que afectou a Terra e formou a Lua. Uma equipa internacional de investigadores do Instituto de Astrofísica das Canárias, da Universidade de La Laguna, da Universidade de Bristol (Reino Unido) e do INAF (Instituto Nacional de Astrofísica, Itália), publicou os resultados deste trabalho na revista Nature Astronomy.

Desde que, em 1995, foi descoberto o primeiro exoplaneta, foram já encontrados quase 4000 planetas em redor de outras estrelas. Isto permite-nos estudar uma grande variedade de configurações de sistemas planetários. A evolução dos planetas em órbita de outras estrelas pode ser afectada, principalmente, por dois fenómenos: a evaporação das camadas superiores do planeta devido aos efeitos dos raios-X e raios UV emitidos pela estrela central, e pelos impactos de outros corpos celestes do tamanho de um planeta.

Este último foi observado várias vezes em sistemas extras-solares, mas, até agora, não havia provas da existência de grandes impactos, como aparentemente ocorreu no sistema Kepler-107.

A estrela central, Kepler-107, é um pouco maior que o Sol e tem quatro planetas em órbita; foram os dois planetas mais interiores que atraíram o interesse dos astrofísicos. Usando dados do satélite Kepler da NASA e do TNG (Telescópio Nacional Galileu) no Observatório Roque de los Muchachos (Garafía, La Palma, Ilhas Canárias), a equipa determinou os parâmetros da estrela e mediu o raio e a massa destes planetas. Embora os planetas mais interiores tenham raios semelhantes, as suas massas são muito diferentes. De facto, o segundo é mais de duas vezes mais denso que o primeiro.

A extraordinariamente alta densidade do planeta Kepler-107c equivale a mais do dobro da densidade da Terra. Esta densidade, excepcional para um planeta, tem intrigado os cientistas, e sugere que o seu núcleo metálico, a sua parte mais densa, é anormalmente grande para um planeta.

Tal seria ainda considerado normal não fosse pela previsão de que a foto-evaporação faz com que o planeta mais denso num sistema seja o mais próximo da sua estrela. Para explicar como é possível que, neste caso, o exoplaneta mais próximo tenha menos de metade da densidade do segundo, foi proposta a hipótese de que o planeta Kepler-107c foi formado como resultado de um grande impacto. Este impacto deve ter arrancado as suas camadas exteriores, deixando o núcleo central como uma fracção muito maior do que anteriormente. Após testes realizados por meio de simulações, esta hipótese parece ser a mais provável.

Este estudo permitirá compreender melhor a formação e evolução dos exoplanetas. Especificamente, destaca a importância da relação entre a física estelar e a investigação exoplanetária. “Precisamos de conhecer a estrela para entender melhor os planetas que orbitam em seu redor,” realça Savita Mathur, investigadora do Instituto de Astrofísica das Canárias em Tenerife, co-autora do artigo. “Neste estudo fizemos uma análise sistemática para estimar os parâmetros da estrela hospedeira. A sismologia estelar está a desempenhar um papel fundamental no campo exoplanetário, porque demonstrou que é um dos melhores métodos para fazer uma caracterização precisa das estrelas”. É por isso que, durante a última década, se tornou um dos principais métodos de caracterização estelar e assim continuará nos próximos anos, graças às missões espaciais de descoberta exoplanetária: TESS (NASA) e PLATO (ESA).

Astronomia On-line
8 de Fevereiro de 2019

 

1551: Colisões catastróficas podem explicar as diferenças nos grandes planetas rochosos

Robin Canup / Southwest Research Institute

Colisões catastróficas podem explicar diferenças em planetas rochosos gigantes em torno de outras estrelas, de acordo com um novo estudo.

O estudo sugere que o calor gerado pelo material que colide num planeta desempenha um papel importante na remoção de toda ou parte da atmosfera do planeta. Uma ampla variedade de tamanhos para os asteróides mortais explicaria as diferenças observadas nos mundos rochosos mais maciços.

O telescópio espacial Kepler, da NASA, revelou um número surpreendente de mundos com tamanhos que se situam entre a Terra e Neptuno em órbitas relativamente curtas. Calculando as densidades dos planetas, os astrónomos perceberam que muitos deles parecem ter enormes atmosferas de hidrogénio-hélio.

No entanto, estas atmosferas apresentam variações, sugerindo que algo tenha acontecido nos mundos após a formação planetária.

“Grandes impactos são muito efectivos para reduzir ou remover o hidrogénio ou hélio”, afirmou John Biersteker, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que estudou como os impactos dos destroços rochosos afectaram a atmosfera de planetas jovens.

Após o nascimento de uma estrela, o anel de poeira e gás libertado inicia o processo de formação planetária.

Quando a gravidade é impulsionada, juntamente com os pedaços para criar um núcleo, o recém-nascido planetesimal recolher hidrogénio e hélio a partir dos restos de gás, construindo uma atmosfera primordial.

Porém, os plantas que estiverem nas proximidades de estrelas podem sofrer com a radiação estelar, que causaria um aquecimento nas camadas gasosas, consequentemente escapando para o espaço e deixando a atmosfera mais fina.

Além disso, quando grandes objectos atingem os planetas, a colisão pode golpear a atmosfera do planeta para o espaço – uma colisão assim ajudou a criar a Lua da Terra.Este estudo mostra que não é preciso um grande núcleo para remover completamente a atmosfera de um planeta.

Para Biersteker, a energia criada pelo impacto foi mais importante do que a grande colisão, mostrando que um pequeno e rápido movimento do asteróide poderia tirar mais hidrogénio e hélio do que um objeto médio e mais lento. Além disso, o ângulo também pode afectar a energia do impacto.

Tendo em conta que cada impacto remove uma percentagem diferente da atmosfera, colisões podem criar uma grande variedade de densidades de exoplanetas. O material com apenas um décimo da massa de um planeta pode remover metade do hidrogénio e hélio – ou até tudo.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
3 Fevereiro, 2019

 

1529: A colisão que formou a Lua pode ter dado origem à vida na Terra

Universidade Rice

Os ingredientes que criaram as condições para a vida na Terra podem não ser nativos do nosso planeta. Os elementos essenciais para a vida podem ter sido transportados num planeta que colidiu com a Terra há 4,5 mil milhões de anos.

Este planeta hipotético, do tamanho de Marte, é chamado Theia e acredita-se que seja responsável por quebrar um pedaço da Terra, que foi enviado para o Espaço, formando a nossa Lua.

Mas também, de acordo com um novo estudo de investigadores da Rice University, publicado na revista Science Advances, trouxe consigo os elementos voláteis, como carbono, nitrogénio, hidrogénio e enxofre, permitindo que a Terra ganhasse vida.

Com base no que se sabe, é improvável que a Terra tenha produzido os voláteis que alimentaram a atmosfera, a hidrosfera e a biosfera por conta própria.

Há muito se pensava que os voláteis da Terra talvez tivessem sido transportados em meteoritos, chamados de condritos carbonosos. Os meteoritos primitivos que bombardearam o nosso planeta são muito mais ricos em voláteis do que a Terra primitiva – também conhecida como Gaia – e outros corpos rochosos internos do Sistema Solar.

Mas, de acordo com os investigadores, a proporção dos voláteis nos condritos é baixa, particularmente para um par de elementos. A relação carbono-nitrogénio é mais de 20 vezes a razão observada nos condritos carbonáceos. A equipa embarcou numa missão para descobrir se os voláteis poderiam ter chegado através de outro método – como Theia.

Numa série de experiências práticos, usando cápsulas carregadas de misturas de silicato e ligas, a equipa recriou as condições de alta temperatura e alta pressão sob as quais o núcleo de Theia se poderia ter formado. Isto ajudou a determinar que percentagem de enxofre o núcleo poderia ter excluído carbono e nitrogénio.

“O que descobrimos é que todas as evidências – marcas isotópicas, a relação carbono-nitrogénio e as quantidades totais de carbono, nitrogénio e enxofre – são consistentes com um impacto de formação da Lua envolvendo um planeta com um núcleo rico em enxofre “, disse Damanveer Grewal, em comunicado.

Isto não significa que os condritos carbonáceos não contribuíram de alguma forma, mas indica que Theia pode ter contribuído com a maioria – uma descoberta que sugere que um planeta pode ter uma melhor probabilidade de originar vida se sofrer colisões violentas.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
28 Janeiro, 2019

 

1516: Existência de vida na Terra só foi possível graças a colisão que formou a Lua

© TVI24 PIXABAY

A existência de vida na Terra só foi possível porque, há cerca de quatro mil milhões de anos, houve uma colisão entre o planeta azul e um outro planeta com um tamanho semelhante ao de Marte que coincidiu com a formação da Lua. Esta é a conclusão de um novo estudo divulgado esta quarta-feira pela publicação científica Science Advances.

De acordo com esta investigação, foi graças a esta colisão que foram introduzidos na Terra elementos voláteis como o carbono, o nitrogénio ou enxofre nas quantidades suficientes para que o planeta azul pudesse ser habitável. É que os planetas rochosos como é o caso da Terra não são ricos estes elementos

O fenómeno aconteceu há 4,4 mil milhões de anos.

Os cientistas já sabiam que os elementos voláteis foram, de alguma forma, introduzidos na Terra. Mas o timing e o mecanismo através do qual isto aconteceu têm suscitado grande debate na comunidade científica.

Ora, os investigadores acreditam que o estudo agora publicado apresenta o cenário que melhor explica o timing e o sistema através do qual ocorreu a introdução dos elementos voláteis na Terra. Os autores frisam que o estudo é consistente com as provas geoquímicas encontradas.

O que descobrimos é que todas as provas são consistentes com um impacto que formou uma lua e que envolveu um planeta do tamanho de Marte, volátil, com um núcleo rico em enxofre”, sublinhou Damanveer Grewal, que liderou o estudo.

msn notícias
Redacção TVI24
24/01/2019

 

1514: Lua foi atingida por um meteorito durante a Super Lua de Sangue

A Super Lua de Sangue de segunda-feira permitiu filmar, pela primeira vez, um impacto lunar durante um eclipse. Há 22 anos que os cientistas tentavam fazê-lo.

Um meteorito caiu na Lua durante o eclipse de domingo para segunda-feira, quando o astro já estava vermelho, confirmou o astrónomo espanhol Jose Maria Madiedo, da Universidade de Huelva, em Espanha.

É a primeira vez que se filma o impacto de um meteorito na Lua durante um eclipse. O momento pode ser visto em vídeos que mostram um ponto luminoso na superfície lunar. Esse ponto é o impacto de uma Geminida, um meteoroide que resulta da passagem do asteróide 3200 Faetonte perto da Terra.

De acordo com as explicações de Madiedo, o corpo celeste colidiu com a superfície da Lua às 4 horas, 41 minutos e 38 segundos de segunda-feira, quando o nosso satélite natural já estava dentro da zona mais escura da sombra da Terra – umbra – e tinha assumido a cor vermelha que baptiza o fenómeno astronómico.

Apontados à Lua estavam oito telescópios do projecto MIDAS – Moon Impacts Detection and Analysis System – que tem como objectivo estudar os impactos na superfície lunar.

O próximo passo, explica Madiedo, é tentar determinar a origem e as características do meteoroide que atingiu a Lua no dia do eclipse. Sabe-se que é o resultado de uma chuva de estrelas chamada Geminidas e que faz parte do rasto deixado pela órbita do asteróide 3200 Faetonte.

Esse asteróide tem uma órbita semelhante ao de um cometa e cruza as trajectórias de Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. As Geminidas são uma das principais chuvas de estrelas causadas por um corpo celeste que não um cometa. O corpo que caiu na Lua deve ter entre dois e dez quilogramas de massa.

Os cientistas esperam que os dados do projecto MIDAS possam revelar a frequência com que os impactos lunares acontecem. Conhecer essa realidade lunar vai ajudar a perceber com que frequência é que a Terra é atingida por corpos celestes vindos do espaço.

Como a atmosfera costuma destruir esses astros antes de chegarem à superfície terrestre, esse número é desconhecido dos cientistas. Mas os cientistas desconfiam que o número deve ser semelhante ao da Lua.

ZAP // Canal Tech / Gizmodo

Por ZAP
23 Janeiro, 2019

 

1509: DADOS LUNARES LANÇAM LUZ SOBRE A HISTÓRIA DO IMPACTO DE ASTERÓIDES NA TERRA

Lua Minguante. No lado nocturno está representado o mapa de abundâncias rochosas do Diviner da sonda LRO. As crateras mais proeminentes visíveis no mapa são Tycho (85 milhões de anos), Copérnico (797 milhões de anos) e Aristarco (164 milhões de anos). O terminador passa pelo planalto Aristarco, dividindo Aristarco da sua cratera irmã, Heródoto.
Crédito: Ernie Wright/NASA Goddard

A Lua é a crónica mais completa e acessível das colisões de asteróides que esculpiram o nosso jovem Sistema Solar, e um grupo de cientistas está a desafiar a nossa compreensão de uma parte da história da Terra.

O número de impactos de asteróides na Lua e na Terra aumentou duas a três vezes desde há cerca de 290 milhões de anos, relataram os investigadores num artigo científico publicado dia 18 de Janeiro na revista Science.

A sua conclusão tem por base a primeira linha temporal compreensiva de grandes crateras na Lua formadas nos últimos mil milhões de anos, usando imagens e dados térmicos recolhidos pela sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA. Quando os cientistas compararam a linha temporal da Lua com a linha temporal das crateras cá na Terra, descobriram que os dois corpos registaram a mesma história de bombardeamento de asteróides – uma que contradiz as teorias sobre a taxa de impacto da Terra.

Durante décadas os cientistas tentaram entender o ritmo a que os asteróides atingem a Terra estudando cuidadosamente as crateras de impacto nos continentes e usando datação radiométrica das rochas em seu redor para determinar as idades das maiores e, portanto, das mais intactas. O problema é que muitos especialistas assumiram que as primeiras crateras da Terra foram desgastadas pelo vento, pelas tempestades e por outros processos geológicos. Esta ideia explicava por que a Terra tem menos crateras mais antigas do que o esperado em comparação com outros corpos no Sistema Solar, mas tornou difícil a determinação de uma taxa de impacto precisa e determinar se havia mudado com o tempo.

Uma maneira de contornar este problema é através do estudo da Lua. A Terra e a Lua são atingidas nas mesmas proporções ao longo do tempo. Em geral, devido ao seu tamanho maior e gravidade mais alta, cerca de vinte asteróides atingem a Terra por cada um que atinge a Lua, embora os grandes impactos em ambos os corpos sejam raros. Mas apesar das grandes crateras lunares terem sofrido pouca erosão ao longo de milhares de milhões de anos, e assim fornecerem aos cientistas um registo valioso, não havia como determinar as suas idades até que a LRO começou a orbitar a Lua há uma década.

“Sabemos, desde a exploração da Lua pelas Apollo há 50 anos, que a compreensão da superfície lunar é fundamental para revelar a história do Sistema Solar,” disse Noah Petro, cientista do projecto LRO no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. A LRO, juntamente com novos “landers” robóticos comerciais em parceria com a NASA, realçou Petro, vai informar o desenvolvimento e implantação de projectos de exploração lunar necessários para o regresso dos humanos à superfície da Lua e ajudar a preparar a agência para enviar astronautas a Marte.

“A LRO provou ser uma ferramenta científica inestimável,” disse Petro. “Os seus instrumentos permitiram-nos retroceder no tempo, até às forças que moldaram a Lua; como podemos ver, a revelação dos impactos de asteróides levou a descobertas inovadoras que mudaram a nossa visão da Terra.”

DADOS LUNARES LANÇAM LUZ SOBRE A HISTÓRIA DO IMPACTO DE ASTERÓIDES NA TERRA
22 de Janeiro de 2019

Lua Minguante. No lado nocturno está representado o mapa de abundâncias rochosas do Diviner da sonda LRO. As crateras mais proeminentes visíveis no mapa são Tycho (85 milhões de anos), Copérnico (797 milhões de anos) e Aristarco (164 milhões de anos). O terminador passa pelo planalto Aristarco, dividindo Aristarco da sua cratera irmã, Heródoto.
Crédito: Ernie Wright/NASA Goddard
(clique na imagem para ver versão maior)

A Lua é a crónica mais completa e acessível das colisões de asteróides que esculpiram o nosso jovem Sistema Solar, e um grupo de cientistas está a desafiar a nossa compreensão de uma parte da história da Terra.

O número de impactos de asteróides na Lua e na Terra aumentou duas a três vezes desde há cerca de 290 milhões de anos, relataram os investigadores num artigo científico publicado dia 18 de Janeiro na revista Science.

A sua conclusão tem por base a primeira linha temporal compreensiva de grandes crateras na Lua formadas nos últimos mil milhões de anos, usando imagens e dados térmicos recolhidos pela sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA. Quando os cientistas compararam a linha temporal da Lua com a linha temporal das crateras cá na Terra, descobriram que os dois corpos registaram a mesma história de bombardeamento de asteróides – uma que contradiz as teorias sobre a taxa de impacto da Terra.

Durante décadas os cientistas tentaram entender o ritmo a que os asteróides atingem a Terra estudando cuidadosamente as crateras de impacto nos continentes e usando datação radiométrica das rochas em seu redor para determinar as idades das maiores e, portanto, das mais intactas. O problema é que muitos especialistas assumiram que as primeiras crateras da Terra foram desgastadas pelo vento, pelas tempestades e por outros processos geológicos. Esta ideia explicava por que a Terra tem menos crateras mais antigas do que o esperado em comparação com outros corpos no Sistema Solar, mas tornou difícil a determinação de uma taxa de impacto precisa e determinar se havia mudado com o tempo.

Uma maneira de contornar este problema é através do estudo da Lua. A Terra e a Lua são atingidas nas mesmas proporções ao longo do tempo. Em geral, devido ao seu tamanho maior e gravidade mais alta, cerca de vinte asteróides atingem a Terra por cada um que atinge a Lua, embora os grandes impactos em ambos os corpos sejam raros. Mas apesar das grandes crateras lunares terem sofrido pouca erosão ao longo de milhares de milhões de anos, e assim fornecerem aos cientistas um registo valioso, não havia como determinar as suas idades até que a LRO começou a orbitar a Lua há uma década.

“Sabemos, desde a exploração da Lua pelas Apollo há 50 anos, que a compreensão da superfície lunar é fundamental para revelar a história do Sistema Solar,” disse Noah Petro, cientista do projecto LRO no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. A LRO, juntamente com novos “landers” robóticos comerciais em parceria com a NASA, realçou Petro, vai informar o desenvolvimento e implantação de projectos de exploração lunar necessários para o regresso dos humanos à superfície da Lua e ajudar a preparar a agência para enviar astronautas a Marte.

“A LRO provou ser uma ferramenta científica inestimável,” disse Petro. “Os seus instrumentos permitiram-nos retroceder no tempo, até às forças que moldaram a Lua; como podemos ver, a revelação dos impactos de asteróides levou a descobertas inovadoras que mudaram a nossa visão da Terra.”

A Lua como o espelho da Terra

O radiómetro térmico da LRO, chamado Diviner, disse aos cientistas quanto calor é irradiado da superfície da Lua, um factor crítico na determinação das idades das crateras. Ao observar esse calor irradiado durante a noite lunar, os cientistas podem calcular quanta superfície é coberta por rochas grandes e quentes, em comparação com o rególito mais frio e mais fino, também conhecido como solo lunar.

As grandes crateras formadas por impactos de asteróides nos últimos mil milhões de anos são cobertas por pedras e rochas, enquanto crateras mais antigas têm poucas rochas, mostram os dados do Diviner. Isto acontece porque os impactos escavam pedregulhos lunares que são “moídos” ao longo de dezenas de milhões de anos por uma chuva constante de meteoritos minúsculos.

Rebecca Ghent, co-autora do artigo e cientista planetária na Universidade de Toronto e do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, Arizona, EUA, calculou em 2014 a velocidade a que as rochas da Lua se decompõem em solo. O seu trabalho revelou uma relação entre a abundância de rochas grandes perto de uma cratera e a sua idade. Usando a técnica de Ghent, a equipa reuniu uma lista de idades de todas as crateras lunares com menos de mil milhões de anos.

“Foi uma tarefa meticulosa, ao início, estudar todos estes dados e mapear as crateras sem saber se chegaríamos a alguma conclusão ou não,” acrescentou Sara Mazrouei, autora principal do artigo da Science que recolheu e analisou todos os dados para este projecto enquanto estudante de doutoramento na Universidade de Toronto.

O trabalho compensou, retornando várias descobertas inesperadas. Primeiro, a equipa descobriu que o ritmo de formação de crateras grandes na Lua foi duas a três vezes maior ao longo dos últimos 290 milhões de anos do que nos últimos 700 milhões de anos. A razão para este salto na taxa de impacto é desconhecida. Pode estar relacionado com grandes colisões que ocorreram há mais de 300 milhões de anos na cintura principal de asteróides entre Marte e Júpiter, destacaram os cientistas. Tais eventos podem criar detritos que podem atingir o Sistema Solar interior.

A segunda surpresa veio da comparação das idades das crateras grandes na Lua com as da Terra. O seu número e idades similares desafiam a teoria de que a Terra perdeu tantas crateras através da erosão que uma taxa de impacto não pode ser calculada.

“A Terra tem menos crateras antigas nas suas regiões mais estáveis não por causa da erosão, mas porque a taxa de impacto foi menor há cerca de 290 milhões de anos,” comenta William Bottke, especialista em asteróides do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado norte-americano do Colorado, co-autor do artigo científico.

Provar que menos crateras significa menos impactos – e não perda por erosão – representou um desafio formidável. No entanto, os cientistas encontraram fortes evidências que apoiam as suas descobertas através de uma colaboração com Thomas Gernon, cientista da Terra da Universidade de Southampton, Inglaterra, que trabalha com uma característica terrestre chamada tubos de kimberlito.

Estes tubos subterrâneos são vulcões há muito extintos que se estendem, em forma de cenoura, até alguns quilómetros abaixo da superfície. Os cientistas sabem muito sobre a idade e sobre a taxa de erosão dos tubos de kimberlito porque são amplamente minados à procura de diamantes. Estão também localizados em algumas das regiões com menos erosão da Terra, os mesmos locais onde encontramos crateras de impacto preservadas.

Gernon mostrou que os tubos de kimberlito formados desde há aproximadamente 650 milhões de anos não sofreram muita erosão, indicando que as grandes crateras de impacto mais jovens do que 650 milhões de anos, em terrenos estáveis, também devem estar intactas. “É assim que sabemos que essas crateras representam um registo quase completo,” disse Ghent.

A equipa de Ghent, da qual também fez parte o astrónomo Alex Parker do SwRI, não foi a primeira a propor que a taxa de impacto de asteróides na Terra tinha flutuado ao longo dos últimos mil milhões de anos. Mas foi a primeira a mostrá-lo estatisticamente e a quantificar a taxa. Agora, a técnica da equipa pode ser usada para estudar as superfícies de outros planetas e para descobrir se também podem mostrar mais impactos.

Os achados da equipa relacionados com a Terra, entretanto, podem ter implicações para a história da vida, que é pontuada por eventos de extinção e por uma rápida evolução de novas espécies. Embora as forças que impulsionaram estes eventos sejam complicadas e possam incluir outras causas geológicas, como grandes erupções vulcânicas, combinadas com outros factores biológicos, a equipa realça que os impactos de asteróides certamente desempenharam um papel nesta saga. A questão é saber se a mudança prevista nos impactos de asteróides está directamente ligada a eventos que ocorreram há muito tempo na Terra.

Astronomia On-line
22 de Janeiro de 2019

 

1508: Apophis, o asteróide do caos, poderá colidir com a Terra em 2068

(CC0) RafaelMousob / Pixabay

Em 2004, os astrónomos descobriram o Apophis 99942. Em 2068, este asteróide poderá vir a colidir com o nosso planeta.

O asteróide Apophis 99942, descoberto em 2004, poderá atingir a Terra em 2068. Mas, antes disso, este corpo celeste deverá aproximar-se do nosso planeta em 2029, a uma distância dez vezes menor do que a existente entre a Terra e a Lua. A informação é avançada por cientistas da Universidade Estatal de São Petersburgo, na Rússia.

Baptizado em homenagem ao antigo Deus egípcio do mal, da escuridão e da destruição, Apophis 99942 deverá ficar a apenas 37.800 quilómetros da Terra, ou seja, cerca de um décimo da distância entre o nosso planeta e a Lua – que é de 384 mil quilómetros.

Os cientistas alertaram que esta rocha espacial, que tem um diâmetro de 325 metros, poderá atingir o nosso planeta em 2068 a uma velocidade de 7,43 quilómetros por segundo.

“A aproximação do Apophis 99942 com a Terra causa um aumento significativo de trajectórias possíveis, entre elas as que preveem uma aproximação maior em 2051”, informam os astrónomos no relatório citado pela SputnikNews. Os dados científicos referentes ao asteróide revelam ainda cerca de 100 “possíveis colisões do Apophis com a Terra, sendo a mais perigosa em 2068“, adianta o documento recém divulgado.

Antes da aproximação em 2068, o asteróide aproximar-se-á da Terra em 2044 a uma distância de 16 milhões de quilómetros e, em 2051 e 2060, a uma distância de 760 mil quilómetros e de cinco milhões de quilómetros, respectivamente.

Cientistas da NASA já tinham alertado para a possível colisão entre o Apophis e a Terra, mas adiantaram que a probabilidade de colisão seria extremamente pequena.

Os cientistas estimaram também que havia uma probabilidade de 2,7% de este corpo celeste vir a atingir a Terra em 2029. No entanto, os analistas excluíram esta ameaça, estimando que, a 13 de Abril de 2029, o Apophis irá aproximar-se do nosso planeta a uma distância de 37.800 quilómetros do centro da Terra.

Segundo a RT, as descobertas da equipa russa serão apresentadas no Korolev Readings on Cosmonautics, um evento que se realizará em Moscovo no final deste mês.

Os cientistas admitem que não conseguem calcular com precisão o comportamento do asteróide devido à sua órbita irregular que mudará de forma no futuro.

Boris Shushtov, director do Instituto de Astronomia da Academia Russa de Ciências, assegura que Apophis 99942 não está entre os corpos mais ameaçadores para o Sistema Solar e acrescenta que sua probabilidade de colisão com nosso planeta é muito baixa.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
22 Janeiro, 2019

 

1452: Catastrófica colisão cósmica pode expulsar o Sistema Solar da Via Láctea

V. Belokurov based on the images by Marcus and Gail Davies and Robert Gendler
Da esquerda para a direita: Grande nuvem de Magalhães, Via Láctea, Antlia 2

Uma equipa de astrofísicos na Universidade de Durham, no Reino Unido, acredita que Grande Nuvem de Magalhães (LMC) vai colidir com a Via Láctea dentro de 2.000 milhões anos, podendo este evento expulsar o Sistema Solar da galáxia, empurrando-nos para o espaço intergaláctico.

Em comunicado, os cientistas afirmam que a Via Láctea está em rota de colisão com a sua galáxia “vizinha”, frisando que esta colisão pode ocorrer muito antes do impacto que era já expectável entre a Via Láctea e a sua outra “vizinha”, a Andrómeda, que os investigadores acreditam que a atingirá dentro de 8 mil milhões de anos.

A união da Via Láctea com a Grande Nuvem de Magalhães “poderia despertar o buraco negro inactivo da nossa galáxia, que começaria a devorar o gás circundante e a aumentar o seu tamanho até dez vezes”, pode ler-se na mesma nota.

Enquanto se alimenta, o buraco negro agora activo lançaria radiação de alta energia e, apesar destes “fogos-de-artificio cósmicos” não serem capazes de afectar a vida na Terra, há uma pequena hipótese desta colisão ejectar rapidamente o Sistema Solar para o espaço, explicam os cientistas num artigo esta semana publicado na revista especializada Monthly Notices de la Royal Astronomical Society.

Galáxias semelhantes à Via Láctea são rodeadas por um grupo de galáxias satélites menores que as orbitam. Por norma, as galáxias satélite têm uma vida cósmica tranquila, orbitando as suas galáxias hospedeiras durante mil milhões de ano. Contudo, e de vez em quando, as galáxias satélite afundam-se no seu centro, colidem e acabam por ser devoradas pela sua galáxia anfitriã.

A Grande Nuvem de Magalhães é a mais brilhante galáxia satélite da Via Láctea, localizando-se a 163.000 anos-luz da nossa galáxia. A Grande Nuvem é também um vizinho relativamente recente: chegou ao nosso “bairro” há cerca de 1500 milhões de anos.

Até há pouco tempo, os astrónomos acreditavam que a Grande Nuvem de Magalhães orbitaria a Via Láctea durante muitos mil milhões de anos ou, e tendo em conta que se move rapidamente, acabaria por escapar da força gravitacional da nossa galáxia.

Contudo, e de acordo com medição realizadas recentemente, a Grande Nuvem de Magalhães tem quase o dobro da matéria escura do que se pensava até então. Por ter mais massa do que se esperava, acreditam os cientistas, a Grande Nuvem de Magalhães está a perder energia rapidamente, ficando assim condenada a colidir com a Vida Láctea.

Para prever esta colisão, a equipa de investigação recorreu a simulações conduzidas através do supercomputador de formação de galáxias EAGLE (Evolution and Assembly of GaLaxies and their Environments).

Na escala cósmica, o tempo é curto

“Se dois mil milhões de anos é um tempo extremamente longo comparativamente com a vida humana, é um tempo muito curto nas escalas do tempo cósmico”, sublinhou o autor principal do estudo, Marius Cautun, da Universidade de Durham, citado na nota.

“A destruição da Grande Nuvem de Magalhães causará estragos na nossa galáxia, acordando o buraco negro que está no seu centro e convertendo a nossa galáxia num ‘núcleo galáctico activo’, um quasar”, sustentou.

Apesar de notar que as hipóteses são baixas, o autor nota que esta colisão poderia ter consequências mais grava. “Embora não deva afectar o nosso Sistema Solar, há uma pequena possibilidade de que não possamos sair ilesos da colisão de duas galáxias que nos poderiam expulsar da Via Láctea, atirando-nos para o espaço intergaláctico”, disse.

A equipa de investigação, que foi liderada por cientistas do Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durham e que contou com a colaboração da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, acredita que esta colisão poderia ser – além de catastrófica – espectacular.

“Por mais bonito que seja, o nosso Universo está em constante evolução e, muita das vezes, esta evolução dá-se através de eventos violentos como a próxima colisão com a Grande Nuvem de Magalhães”, conclui o instigador e co-autor do estudo Carlos Frenk.

SA, ZAP //

Por SA
5 Janeiro, 2019