4968: O que acontece aos buracos negros após a colisão de três galáxias?

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Apesar do muito que se sabe e vai sabendo sobre o universo, a verdade é que ainda existe muito por desbravar. Por exemplo, após uma colisão de três galáxias, é uma incógnita aquilo que acontece aos buracos negros que lhes pertencem.

Então, um estudo recente revela novas informações sobre os buracos negros que estão a crescer após a colisão de três galáxias.

Buracos negros após colisão de três galáxias

Está a ser elaborado um novo estudo a partir de informações recolhidas pelo Chandra X-ray Observatory da NASA e vários outros telescópios. Conforme se sabe, dá conta de novas informações sobre os buracos negros que estão a crescer após a colisão de três galáxias.

Aliás, os astrónomos pretendem aprender mais sobre colisões galácticas. Isto, porque as fusões subsequentes são uma forma de as galáxias e os seus buracos crescerem ao longo do período cósmico.

Tem havido muitos estudos sobre o que acontece aos buracos negros super-massivos quando duas galáxias se fundem. O nosso é um dos primeiros a olhar sistematicamente para o que acontece aos buracos negros quando três galáxias se juntam.

Disse Adi Foord, da Universidade de Stanford e líder do estudo.

Então, cruzando arquivos da missão WISE da NASA e da Sloan Digital Sky Survey com o Chandra X-ray Observatory, ela e os colegas conseguiram identificar sistemas de fusões triplas de galáxias. Aliás, através deste recurso, encontraram sete fusões triplas de galáxias localizadas entre 370 milhões e mil milhões de anos-luz da Terra.

Software para localizar buracos negros

Recorrendo a software especializado que Adi Foord desenvolveu, a equipa analisou os dados do Chandra X-ray Observatory, incidindo nestes sistemas de fusões triplas de galáxias, de forma a detectar fontes de raios-X que marcam a localização de crescentes buracos super-massivos.

Ou seja, à medida que o material se dirige para um, aquele é aquecido a milhões de graus, originando raios-X.

Então, é exactamente por esta razão que o Chandra X-ray Observatory e o software são o trunfo do estudo: a visão muito nítida do primeiro é capaz de localizar buracos negros crescentes em fusões. De outra forma, essas fontes de raios-X tornam-se difíceis de detectar, pois, de tão juntas, tornam as imagens fracas. Além do software de Foord que consegue, então, detectar correctamente essas fontes.

Estudos que ajudam a perceber fenómeno das fusões de três galáxias

Das sete fusões triplas de galáxias em estudo, os resultados apresentados pela equipa mostram que uma possui um buraco negro super-massivo em crescimento, quatro possuem buracos negros super-massivos em crescimento duplo e uma possui um tríplice. Enquanto isso, a sétima parece ter sido concluída sem nenhuma emissão de raios-X detectada a partir dos buracos super-massivos.

Por que nos preocupamos com a percentagem de impacto destes buracos negros? Porque estas estatísticas podem dizer-nos mais sobre como crescem os buracos negros e as galáxias onde eles habitam.

Garantiu Jessie Runnoe da Universidade de Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, e co-autora do estudo.

Nos dados do Chandra, os investigadores encontraram evidências de fontes de raios-X brilhantes como candidatas ao crescimento de buracos negros super-massivos. Portanto, completaram-nos com dados de outros telescópios e confirmaram a existência de múltiplos buracos nas galáxias que se fundiram.

Aliás, os dados recolhidos pelo Chandra e pelo WISE mostram que o sistema com crescentes buracos negros super-massivos tem a maior quantidade de pó e gás. Isto, tendo em conta simulações teóricas de fusões feitas a partir de computador que sugerem que níveis mais elevados de gás perto de buracos são mais susceptíveis a desencadear um rápido crescimento.

Estudos de fusões triplas podem ajudar os cientistas a compreender se pares de buracos negros super-massivos se podem aproximar de tal forma que provocam ondulações chamadas ondas gravitacionais. Posteriormente, a energia perdida por essas ondas poderá causar uma fusão inevitável.

Porém, apesar dos buracos de massa estelar criarem ondas gravitacionais e se fundirem, não há certezas quanto ao processo dos super-massivos.

Evitar o “pesadelo”

Existe um cenário apelidado de “pesadelo”, onde os buracos negros super-massivos não podem perder energia para se aproximarem e criarem as ditas ondas gravitacionais. Porém, as interacções gravitacionais de um terceiro buraco negro super-massivo poderão impedir este processo.

Então, para os investigadores, os estudos que abordam os buracos negros super-massivos localizados na fusão de três galáxias são muito importantes para compreender todo o cenário.

Estrela mais rápida da Via Láctea move-se a 8% da velocidade da luz

De algo tão extenso como o Universo onde estamos inseridos, esperam-se muitas novidades, muitas descobertas. A par de umas quantas recentes, foi agora encontrada a estrela mais rápida conhecida até hoje da nossa galáxia. … Continue a ler

Autor: Ana Sofia
18 Jan 2021


4880: Cientistas criam tecnologia para evitar que um asteróide colida com a Terra

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

JPL-Caltech / NASA

Uma equipa de cientistas está a construir uma tecnologia para ajudar a evitar o cenário catastrófico em que um asteróide penetra a superfície da Terra e coloca em risco a Humanidade.

A tecnologia, que está a ser construída por uma equipa da Universidade Técnica de Riga, na Letónia, poderá um dia impedir que os asteróides colidam com o nosso planeta. Segundo o Interesting Engineering, os temporizadores de alta precisão, que já estão a rastrear satélites, são feitos à mão no laboratório da startup Eventec.

Este ano, a empresa assinou um contrato com a Agência Espacial Europeia (ESA) para desenvolver cronómetros capazes de estudar a possibilidade de redireccionar um asteróide antes que se aproxime demasiado da Terra.

A ESA irá, assim, colaborar na operação DART (Double Asteroid Redirection Test), também chamada AIDA (Asteroid Impact and Deflection Assessment), da NASA.

A agência espacial norte-americana vai enviar, no dia 22 de Julho de 2021, uma missão lançada por um foguete Falcon 9, da SpaceX, com destino ao asteróide duplo Didymos, com o objectivo de atingir o mais pequeno, de 150 metros de diâmetro, de forma a desviá-lo do seu curso actual.

Os cronómetros da Eventech estão a ser desenvolvidos para a missão de acompanhamento HERA, programada para um lançamento cinco anos após a missão de colisão cósmica da NASA. O objectivo é determinar se o impacto desviou o asteróide da sua trajectória.

A tecnologia faz parte da tradição espacial desta nação báltica – uma ex-república da URSS que liderou o início da corrida espacial -, que remonta aos tempos em que o satélite Sputnik foi lançado em 1957.

Os dispositivos da Eventech medem o tempo necessário para que um pulso de luz alcance um objecto e retorne. O instrumento consegue registar medidas de tempo de um picos-segundo, o que permite que sejam convertidas em medidas de distância com uma precisão que não excede os dois milímetros.

Pavels Razmajes, director de operações da Eventech, informou à AFP que o laboratório produz cerca de um dúzia destes cronómetros por ano. Os instrumentos são depois vendidos a observatórios de todo o mundo.

Apesar de serem usados a partir da Terra, a empresa está a trabalhar num dispositivo de medição para missões no Espaço profundo, que permitirá que diferentes objectos interplanetários sejam seguidos de uma sonda espacial em movimento.

Por Liliana Malainho
28 Dezembro, 2020


4456: A colisão que originou a Lua pode ter tirado à Terra metade da atmosfera

CIÊNCIA/ASTRONOMIA


– vídeo editado por captura de écran dado que não foi disponibilizado o endereço original.

A Terra poderia ter perdido entre 10 e 60% da sua atmosfera na colisão que se acredita ter formado a Lua, sugere uma nova investigação.

Um novo estudo, publicado no Astrophysical Journal Letters e levado a cabo por cientistas da Universidade de Durham, no Reino Unido, mostra que a Terra pode ter perdido entre 10% e 60% da sua atmosfera na colisão que terá dado origem à Lua.

A equipa realizou mais de 300 simulações em supercomputadores para chegar a esta hipótese. As simulações mostram também as consequências dos diferentes impactos entre corpos rochosos nas suas camadas de gases.

Segundo o EurekAlert, dependendo do tipo de choque, também é possível que um dos objectos espaciais acabe por ganhar atmosfera em vez de perder, principalmente se o encontro for lento e envolver planetas jovens.

As simulações sugerem que um impacto “de raspão” em baixa velocidade causa menor perda de atmosfera do que uma colisão directa e em alta velocidade. No fundo, o modelo dos cientistas britânicos tem o potencial de dar pistas sobre o surgimento do nosso satélite natural, além de auxiliar análises relacionadas com outros eventos astronómicos.

“Elaboramos centenas de cenários para muitos planetas em choque, mostrando os impactos e efeitos variáveis na atmosfera de um planeta dependendo de uma série de factores, como o ângulo, a velocidade e o tamanho dos objectos”, explicou Jacob Kegerreis, do Instituto de Cosmologia Computacional.

“Apesar de estas simulações não nos dizerem exactamente como surgiu a Lua, os efeitos na atmosfera terrestre podem ser usados para delimitar as diferentes maneiras como o satélite teria sido formado, deixando-nos mais perto de compreender a origem do nosso vizinho celestial mais próximo”, acrescentou.

Os cientistas acreditam que a Lua nasceu há 4,5 mil milhões de anos, após um choque entre a Terra primitiva e um gigante chamado Theia, do tamanho de Marte.

As novas simulações permitiram descobrir que os efeitos sobre a atmosfera dos corpos espaciais dependem directamente dos detalhes considerados, assim como as mudanças dos objectos em si, que podem ser completamente destruídos no processo.

“Este grande conjunto de simulações planetárias também lança luz sobre o papel dos impactos na evolução de exoplanetas semelhantes à Terra”, acrescentou Luís Teodoro, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Glasgow.

ZAP //

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8 Outubro, 2020

 

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4380: A Estação Espacial Internacional moveu-se para evitar uma colisão

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/EEI

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Esta terça-feira, a Estação Espacial Internacional realizou uma “manobra de evasão” para evitar ser atingida por um pedaço de lixo espacial.

Controladores de voo russos e norte-americanos terão trabalhado em conjunto para mover a Estação Espacial para outra órbita e evitar a colisão. Para isso, usaram os propulsores de uma nave de carga russa, Progress, que está ancorada à estação, anunciou a NASA.

Durante a manobra, a equipa de astronautas da Expedition 63 abrigou-se perto da nave Soyuz MS-16 – que a trará de volta à Terra no próximo mês – para facilitar a evacuação, caso fosse necessário.

“Por causa da tardia notificação, os três membros da Expedition 63 foram direccionados para um segmento russo da estação, com o objectivo de ficarem mais próximos da nave Soyuz MS-16, por caução abundante. A equipa nunca esteve em perigo”, podia ler-se no anúncio partilhado pela agência espacial.

A Estação Espacial Internacional encontra-se a cerca de 400 quilómetros de altitude, o que significa que os materiais se deslocam a cerca de 28 mil quilómetros por hora, dez vezes mais rápido do que uma bala – a esta velocidade, uma colisão com um pedaço pequeno de lixo espacial pode causar estragos graves na estação.

Daí a manobra executada esta terça-feira. Durante 150 segundos, os propulsores foram activados e subiram a Estação Espacial para outra órbita, evitando a trajectória prevista do pedaço de lixo espacial – que passaria a cerca de 1,39 quilómetros -, reporta o Space.com.

Manobra completa. Os astronautas estão a sair do local de refúgio”, partilhou na rede social Twitter Jim Bridenstine, administrador da NASA.

Foto do perfil, abre a página do perfil no Twitter em uma nova aba

Jim Bridenstine
@JimBridenstine
Maneuver Burn complete. The astronauts are coming out of safe haven.

As manobras efectuadas para evitar a colisão com lixo espacial são bastante comuns, sendo esta a terceira realizada este ano, afirmou ainda Bridenstine, que alerta para o facto de o lixo espacial ser cada vez mais.

De acordo com a Agência Espacial Europeia, o lixo espacial é um problema crescente na órbita da Terra, com quase 129 milhões de detritos no espaço, dos quais 34 mil têm mais de dez centímetros.

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24 Setembro, 2020

 

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4283: Detectada a mais poderosa colisão de buracos negros. Criou um “tsunami” gravitacional

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

Maxwell Hamilton / Flickr

O LIGO e a Virgo Scientific Collaboration detectaram ondas gravitacionais provenientes da mais massiva colisão de buracos negros já registada. O resultado final criou um buraco negro gigantesco que pertence a uma nova classe.

Um enigma com um século instigado por Albert Einstein chegou ao fim em 2015, quando o LIGO detectou ondas gravitacionais pela primeira vez. Essas ondulações na própria estrutura do espaço-tempo são criadas por alguns dos cataclismos mais poderosos do cosmos, geralmente quando buracos negros ou estrelas de neutrões colidem.

Desde então, nos últimos cinco anos, o LIGO e outras instalações como a Virgo detectaram dezenas de sinais de ondas gravitacionais.

Agora, a Colaboração captou uma onda gravitacional gigante – como se fosse um “tsunami” gravitacional” que sinalizava a presença de uma colisão gigantesca que criou um novo buraco negro com mais de duas vezes a massa de qualquer outro já detectado por ondas gravitacionais.

O sinal, conhecido como GW190521, foi detectado a 21 de Maio de 2019, assumindo a forma de quatro meneios curtos que duraram menos de um décimo de segundo. Parece terem sido as ondas de choque de uma colisão que ocorreu há cerca de seis mil milhões de anos, entre dois buracos negros com massas de cerca de 65 a 85 vezes a massa do Sol.

O buraco negro remanescente que se formou como resultado tem uma massa de 142 vezes a massa do Sol – e as oito massas solares restantes foram convertidas em energia e levadas como ondas gravitacionais.

Isso significa que todos os três buracos negros envolvidos – os dois progenitores e o resultado da fusão – eram muito mais massivos do que quaisquer outros detectados por ondas gravitacionais até agora.

O registo anterior foi um evento chamado GW170729, que viu buracos negros de 50 e 34 massas solares colidirem para criar um buraco negro remanescente de 80 massas solares.

No entanto, esta colisão massiva não é apenas um novo número. Na verdade, levanta várias questões fundamentais sobre os buracos negros. Especificamente, o remanescente cai numa “lacuna de massa” onde buracos negros normalmente não são encontrados.

Os buracos negros como os conhecemos geralmente enquadram-se em duas categorias: existem buracos negros de massa estelar, que têm massas entre cerca de cinco e várias dezenas de massas solares, e existem buracos negros super-massivos, com massas de milhões ou mesmo bilhões de sóis. Isso deixa uma grande lacuna no meio.

Os astrónomos levantaram a hipótese de que pode haver buracos negros de massa intermediária (IMBHs), com massas entre cerca de 100 e 10 mil massas solares. Embora algumas evidências tenham sido encontradas no passado, a sua existência ainda não foi confirmada.

Além disso, com 85 massas solares, o maior dos dois buracos negros que colidiram também era demasiado grande para se formar a partir de uma estrela que se transforma em super-nova. Em vez disso, os cientistas sugerem que engoliu vários buracos negros mais pequenos no passado.

“Esses buracos negros ‘impossivelmente’ massivos podem ser feitos de dois buracos negros mais pequenos que anteriormente se fundiram”, disse Simon Stevenson, um investigador da equipa, em comunicado. “Se for verdade, temos um grande buraco negro feito de buracos negros mais pequenos, com buracos negros ainda mais pequenos dentro deles – como bonecas russas.”

Este cenário sugere um possível mecanismo para a forma como os buracos negros super-massivos se formam. Os buracos negros de massa estelar podem continuar a colidir ao longo de milhões e milhares de milhões de anos, crescendo cada vez mais até que tenham massa suficiente para manter galáxias inteiras juntas.

“Este é um grande passo para entender a ligação entre os buracos negros mais pequenos que foram vistos por detectores de ondas gravitacionais e os buracos negros massivos que são encontrados no centro das galáxias”, disse David Ottaway, co-autor do estudo.

Dois estudos sobre as descobertas foram publicados nas revistas científicas Physical Review Letters e Astrophysical Journal Letters.

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5 Setembro, 2020

 

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4188: Um asteróide do tamanho de um carro “quase acertou” na Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Provavelmente desvalorizamos o facto de existirem muitos asteróides “por perto” e podermos um dia destes estar na rota de colisão com um dos “monstros”. Temos confiança nos sistemas que vigiam os espaço e entendemos que estes controlam realmente as trajectórias destas rochas. Contudo, no passado dia 16 de Agosto, um asteroide passou perto da Terra, a 2.950 km, e só foi detectado seis horas depois.

Era pequeno, do tamanho de um carro, mas poderia causar problemas. Sobrevoou o planeta e seguiu a sua rota.

Asteróide chegou, entrou, partiu e ninguém deu por ela

Asteróides que penetram na Terra são algo que esperamos evitar. Imagine se tal impacto acontecesse numa das nossas principais cidades, os efeitos seriam catastróficos. É por isso que existem invenções como o motor iónico da NASA, por exemplo.

Então, quando um asteroide quase do tamanho de um carro passou perto do nosso planeta no domingo e ninguém percebeu até depois do fato, as notícias são bastante preocupantes.

Percorreu apenas 1.830 milhas (2.950 km) pela Terra, de acordo com o Business Insider.

O quase acidente

Tanto quanto foi registado, o voo do asteróide foi o mais próximo de voar pela Terra de todos os tempos. Foi captado por um programa financiado pela NASA, que chamou o asteroide 2020 de QG.

Mesmo que o asteróide tivesse colidido com a Terra, devido ao seu tamanho, não teria causado nenhum dano enorme. O que é preocupante é que ninguém o viu a chegar até que já tivesse passado.

O asteróide aproximou-se sem ser detectado da direcção do Sol. Nós não previmos isso.

Explicou Paul Chodas, director do Centro de Estudos de Objectos Perto da Terra da NASA.

Foi o Observatório Palomar quem primeiro notou o caminho do asteróide.

Segundo Chodas, a aproximação deste asteróide é a mais próxima registada, se não contarmos alguns asteróides conhecidos que realmente chocaram com o nosso planeta. O 2020 QG sobrevoou o hemisfério sul, e Tony Dunn no Twitter criou uma simulação para mostrar a sua velocidade – 12,4 km por segundo. As imagens mostram o voo impressionantemente perto da Terra.

Foto do perfil, abre a página do perfil no Twitter em uma nova aba
Tony Dunn
@tony873004
Newly-discovered asteroid ZTF0DxQ passed less than 1/4 Earth diameter yesterday, making it the closest-known flyby that didn’t hit our planet. @renerpho Simulation: orbitsimulator.com/gravitySimulat

Uma vez que as leituras do telescópio mostraram que o asteróide era do tamanho de um carro, este deveria ter entre dois e 5,5 metros de largura. Assim, se este asteróide tivesse causado impacto na Terra, provavelmente teria explodido na atmosfera e não teria um efeito maior nas pessoas do que o sentir de alguns sons distantes.

O problema do Sol

O problema com este asteróide era que ele vinha da direcção do Sol e, como tal “não há muito que possamos fazer sobre a detecção de asteróides vindos da direcção do Sol, já que os asteróides são detectados a usar apenas telescópios ópticos (como ZTF), e só podemos procurá-los no céu nocturno.” referiu Chodas.

A ideia é que os descubramos numa das suas passagens anteriores pelo nosso planeta, e então façamos previsões com anos e décadas de antecedência para ver se eles têm alguma possibilidade de impacto.

Concluiu o investigador da NASA.

NASA afirma que nenhum asteróide registado vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

Há hoje uma preocupação maior relacionada com os asteróides. Ameaças do asteróide do Apocalipse ou do Deus do Caos estão a ser vigiadas pela NASA que desdramatiza os possíveis casos de colisão com a … Continue a ler NASA afirma que nenhum asteroide registado vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

18 Ago 2020

 

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4023: A maioria das colisões entre buracos negros permanece oculta dos telescópios

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

LIGO
Concepção artística da colisão de dois buracos negros por Aurore Simonnet

A maioria das colisões entre buracos negros permanece escondida dos telescópios convencionais, de acordo com uma campanha de observação sobre colisões de objectos compactos no Universo.

A busca por colisões entre buracos negros baseia-se na análise de fontes de ondas gravitacionais detectadas pelo maior observatório de ondas gravitacionais do mundo, o Laser Interferometric Observatory (LIGO) e revela que todas as fontes são opticamente “escuras”.

A Universidade da Austrália Ocidental (UWA) e a Universidade de Paris coordenaram uma abordagem para controlar várias instalações e observatórios em todo o mundo que publicariam os resultados em publicações mensais da Royal Astronomical Society.

A colaboração, denominada GRANDMA, é uma rede multinacional de 25 telescópios robóticos de 12 países com a capacidade electromagnética de acompanhar ondas gravitacionais.

Segundo o Europa Press, a capacidade de detectar fontes de ondas gravitacionais é relativamente nova. Até agora, apesar de terem sido detectadas várias, só uma foi observada através de um telescópio óptico.

Os especialistas argumentam que a indescritibilidade destes objectos se deve à incerteza da sua localização exacta, que pode diferir de milhares de quadrados graduados no Espaço – o mesmo que encontrar uma agulha num palheiro.

Bruce Gendre, investigador da UWA, realça que esta iniciativa destaca a importância de ter uma rede dedicada de telescópios que possam contribuir para o conhecimento global.

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21 Julho, 2020

 

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3403: 2 satellites will — hopefully — narrowly avoid colliding at 32,800 mph over Pittsburgh on Wednesday

SCIENCE/TECHNOLOGIE

A collision would create a debris belt that would endanger spacecraft worldwide.

The The Infrared Astronomical Satellite (IRAS) orbits the Earth in this illustration.
(Image: © NASA)

Editor’s note: This story was updated 12:20 p.m. E.S.T. on Jan. 29 to reflect new information from LeoLabs about the satellites and their collision risk.

Two defunct satellites will — hopefully — zip past each other at 32,800 mph (14.7 kilometers per second) in the sky over Pittsburgh on Wednesday evening (Jan. 29).

When this article was first written Tuesday morning (Jan. 28) the odds of a collision were 1 in 100. A crash has since become five times more likely, with 1 in 20 odds. If the two satellites were to collide, the debris could endanger spacecraft around the planet.

If the satellites miss as expected, it will be a near miss: LeoLabs, the satellite-tracking company that made the prediction, said they should pass about 40 feet apart (12 meters) at 6:39:35 p.m. local time. The odds of a collision went up in large part based on the information that one of the two satellites, the Gravity Gradient Stabilization Experiment (GGSE-4), had a 60 foot (18 m) boom trailing from it, according to LeoLabs. No one knows which way the boom is facing, which complicates the calculation.

One of the satellites is called the Infrared Astronomical Satellite (IRAS). Launched in 1983, it was the first infrared space telescope and operated for less than a year, according to the Jet Propulsion Laboratory. GGSE-4 was a U.S. Air Force experiment launched in 1967 to test spacecraft design principles, according to NASA. The two satellites are unlikely to actually slam into each other, said LeoLabs CEO Dan Ceperley. But predictions of the precise movements of fairly small, fast objects over vast distances is a challenge, Ceperley told Live Science. (LeoLabs’ business model is selling improvements on those predictions.)

If they did collide, “there would be thousands of pieces of new debris that would stay in orbit for decades. Those new clouds of debris would threaten any satellites operating near the collision altitude and any spacecraft transiting through on its way to other destinations. The new debris [would] spread out and form a debris belt around the Earth,” Ceperley said.

LeoLabs uses its own network of ground-based radar to track orbiting objects. Still, Jonathan McDowell, a Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics astronomer who tracks satellites using public data, said the near-miss prediction was plausible.

“I confirm there is a close approach of these two satellites around 2339 UTC Jan 29. How close isn’t clear from the data I have, but it’s reasonable that LEOLabs data is better,” McDowell told Live Science.

(When it’s 23:39 UTC it’s 6:39 p.m. Eastern time, which is the time zone in Pittsburgh.)

“What’s different here is that this isn’t debris-on-payload but payload-on-payload,” McDowell said. In other words, in this case two satellites, rather than debris and a satellite, are coming close to one another.

It’s pretty common for bits of orbital debris to have near misses in orbit, Ceperley said, which usually go untracked. It’s more unusual, though, for two full-size satellites to come this close in space. IRAS in particular is the size of a truck, at 11.8 feet by 10.6 feet by 6.7 feet (3.6 by 3.2 by 2.1 m).

“Events like this highlight the need for responsible, timely deorbiting of satellites for space sustainability moving forward. We will continue to monitor this event through the coming days and provide updates as available,” LeoLabs said on Twitter.

It’s still unlikely the two satellites will collide, and the odds are subject to change based on new information. When this article was first written, LeoLabs calculated 1 in 100 odds of a collision. They’ve since been revised down to 1 in 1,000, and then up to 1 in 20.

Editor’s note: This story was corrected on January 28. The date Jan. 29 is a Wednesday, not a Thursday.

Originally published on Live Science.
By Rafi Letzter – Staff Writer

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3383: TESS determina idade de antiga colisão com a Via Láctea

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Impressão de artista do TESS.
Crédito: NASA

Uma única estrela brilhante na constelação de Índio, visível no hemisfério sul, revelou novas informações sobre uma antiga colisão que a nossa Via Láctea sofreu com outra galáxia mais pequena chamada Gaia-Encélado, no início da sua história.

Uma equipa internacional de cientistas liderada pela Universidade de Birmingham adoptou a nova abordagem de aplicar a caracterização forense de uma única estrela antiga e brilhante chamada v Indi como uma sonda da história da Via Láctea. As estrelas contêm “registos fósseis” das suas histórias e, portanto, dos ambientes em que se formam. A equipa usou dados de satélites e de telescópios terrestres para desbloquear estas informações de v Indi. Os seus resultados foram publicados na revista Nature Astronomy.

Foi determinada a idade da estrela – cerca de 11 mil milhões de anos – usando as suas oscilações naturais (sismologia estelar), detectadas em dados recolhidos pelo TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. Lançado em 2018, o TESS está a estudar estrelas por todo o céu e a procurar planetas em órbita. Quando combinados com dados da missão Gaia da ESA, a história de detective revelou que esta estrela antiga nasceu cedo na vida da Via Láctea, mas a colisão Gaia-Encélado alterou o seu movimento pela Galáxia.

Bill Chaplin, professor de astrofísica na Universidade de Birmingham e autor principal do estudo, disse: “Tendo em conta que o movimento de v Indi foi afectado pela colisão de Gaia-Encélado, esta deve ter ocorrido depois da formação da estrela. Foi assim que conseguimos usar a idade determinada asteros-sismicamente para estabelecer novos limites de quando o evento Gaia-Encélado ocorreu.”

Se dermos “tempo ao tempo” para a fusão se propagar pela Galáxia, isto significa que a colisão deverá ter tido início há 11,6-13,2 mil milhões de anos (68% e 95% de confiança, respectivamente).

O co-autor Ted Mackereth, também de Birmingham, salientou: “Dado que vemos tantas estrelas de Gaia-Encélado, pensamos que deve ter tido um grande impacto na evolução da nossa Galáxia. Compreender isso é agora um tópico muito relevante na astronomia e este estudo é um passo importante para entender quando essa colisão ocorreu.”

Bill Chaplin acrescentou: “Este estudo demonstra o potencial da asteros-sismologia com o TESS e o que é possível quando temos uma variedade de dados de ponta disponíveis para uma única estrela brilhante.”

A investigação mostra claramente o forte potencial do programa TESS para reunir novas e ricas ideias sobre as estrelas mais próximas do Sol na Via Láctea.

Astronomia On-line
21 de Janeiro de 2020

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3363: Colisão iminente da Via Láctea já está a produzir novas estrelas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Um enxame recém-descoberto de estrelas jovens (estrela azul) está situado na periferia da Via Láctea. Estas estrelas foram provavelmente formadas de material originário de galáxias anãs vizinhas chamadas Nuvens de Magalhães.
Crédito: D. Nidever; NASA

Os arredores da Via Láctea abrigam as estrelas mais antigas da Galáxia. Mas os astrónomos descobriram algo inesperado neste “lar de idosos” celeste: um bando de estrelas jovens.

Ainda mais surpreendente, a análise espectral sugere que as estrelas jovens têm uma origem extra-galáctica. As estrelas aparentemente formaram-se não a partir de material da Via Láctea, mas de duas galáxias anãs próximas conhecidas como Nuvens de Magalhães. Essas galáxias estão numa rota de colisão com a nossa. A descoberta sugere que um fluxo de gás que se estende a partir das galáxias está a cerca de metade da distância que se pensava ser necessária para colidir com a Via Láctea.

“É um grupo insignificante de estrelas – no total, inferior a alguns milhares de estrelas – mas tem grandes implicações além da área local da Via Láctea,” diz o investigador principal Adrian Price-Whelan, cientista do Centro de Astrofísica Computacional do Instituto Flatiron em Nova Iorque (o enxame também tem o seu nome: Price-Whelan 1).

As estrelas recém-descobertas podem revelar novas informações sobre a história da Via Láctea; podem, por exemplo, dizer se as Nuvens de Magalhães colidiram com a nossa Galáxia no passado.

Price-Whelan e colegas apresentaram os seus achados no passado dia 8 de Janeiro na reunião da Sociedade Astronómica Americana em Honolulu, Hawaii. Já tinham relatado anteriormente a descoberta de Price-Whelan 1 no dia 5 de Dezembro na revista The Astrophysical Journal e a sua subsequente análise espectroscópica das estrelas no dia 16 de Dezembro, também na revista The Astrophysical Journal.

A identificação de enxames estelares é complicada porque a nossa Galáxia está repleta de objectos deste tipo. Algumas estrelas podem parecer próximas umas das outras no céu, mas na verdade ficam a distâncias drasticamente diferentes da Terra. Outras podem aproximar-se temporariamente, mas seguir em direcções opostas. A determinação de quais as estrelas realmente agrupadas requer muitas medições precisas ao longo do tempo.

Price-Whelan começou com os dados mais recentes recolhidos pelo observatório espacial Gaia, que mediu e catalogou as distâncias e movimentos de 1,7 mil milhões de estrelas. Ele analisou o conjunto de dados do Gaia em busca de estrelas muito azuis, raras no Universo, e identificou grupos estelares que se movem ao seu lado. Após a correspondência cruzada e a eliminação de enxames conhecidos, permaneceu apenas um.

O enxame recém-descoberto é relativamente jovem, com 117 milhões de anos, e fica nos arredores longínquos da Via Láctea. “Está mesmo, mesmo distante,” diz Price-Whelan. “Mais do que quaisquer outras estrelas jovens conhecidas na Via Láctea, que normalmente estão no disco. Então, imediatamente perguntei: ‘Caramba, o que é isto?'”

O enxame habita uma região próxima de um “rio” de gás, denominado Corrente de Magalhães, que forma a extremidade mais distante da Grande e da Pequena Nuvem de Magalhães e alcança a Via Láctea. O gás neste fluxo não contém muitos metais, ao contrário dos gases nos confins da Via Láctea. David Nidever, professor assistente de física na Universidade Estatal de Montana em Bozeman, EUA, liderou uma análise do conteúdo metálico das 27 estrelas mais brilhantes do enxame. Assim como a Corrente de Magalhães, as estrelas contêm níveis escassos de metais.

Os investigadores propõem que o enxame se formou à medida que o gás da Corrente de Magalhães passava pelos gases em redor da Via Láctea. Este cruzamento criou uma força de arrasto que comprimiu o gás da Corrente de Magalhães. Este arrasto, juntamente com as forças de maré do reboque gravitacional da Via Láctea, condensou o gás o suficiente para desencadear a formação estelar. Com o tempo, as estrelas aproximaram-se do gás circundante e juntaram-se à Via Láctea.

A presença das estrelas fornece uma oportunidade única. A medição da distância do gás à Terra é complexa e imprecisa, de modo que os astrónomos não tinham certeza de quão longe a Corrente de Magalhães estava de alcançar a Via Láctea. A distância das estrelas, por outro lado, é comparativamente trivial. Usando as posições e movimentos actuais das estrelas no enxame, os cientistas preveem que a orla da Corrente de Magalhães está a 90.000 anos-luz da Via Láctea. Este valor é aproximadamente metade da distância prevista anteriormente.

“Se a Corrente de Magalhães estiver mais próxima, especialmente o braço principal mais próximo da nossa Galáxia, então é provável que seja incorporada à Via Láctea antes do previsto pelo modelo actual,” explicou Nidever. “Eventualmente, esse gás transformar-se-á em novas estrelas no disco da Via Láctea. De momento, a nossa Galáxia está a consumir gás mais depressa do que está a ser reabastecido. Este gás extra que está a entrar ajudará a reabastecer esse reservatório e a garantir que a nossa Galáxia continua a prosperar e a formar novas estrelas.”

A distância actualizada da Corrente de Magalhães melhorará os modelos de onde as Nuvens de Magalhães estiveram e para onde estão a ir, diz Price-Whelan. Os números aprimorados podem até resolver um debate sobre se as Nuvens de Magalhães já atravessaram antes a Via Láctea. Encontrar uma resposta a essa pergunta ajudará os astrónomos a entender melhor a história e as propriedades da nossa Galáxia.

Astronomia On-line
14 de Janeiro de 2020

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3285: Cientistas detalham cenário horrendo caso asteróide gigante colida com a Terra

CIÊNCIA

ESA

Os investigadores apresentaram a descrição detalhada do que pode acontecer se uma das rochas espaciais colidir realmente com a superfície da Terra.

De acordo com o tablóide Daily Express, os meteorologistas Simon King e Clare Nasir explicaram, num livro chamado “What Does Rain Smell Like?”, que a colisão de um asteróide de diâmetro entre 25 e 1.000 metros com a Terra causaria “danos a nível local”, enquanto a colisão com uma rocha maior pode mesmo levar à destruição “a nível global”.

“As consequências mais letais da colisão com um grande asteróide serão rajadas de vento e ondas de choque. O pico da pressão do ar poderia romper os órgãos internos e as rajadas de vento atirariam corpos pelo ar e esmagariam as construções e florestas”, explicam os meteorologistas.

Os especialistas acrescentam ainda que as outras consequências devastadoras incluiriam “calor intenso, destroços voadores, tsunamis, sismos e destruições devido ao impacto directo e à formação de crateras”.

No entanto, os autores sublinham que os asteróides, tal como os outros objectos do espaço, são sujeitos às forças gravitacionais e, portanto, têm as suas próprias órbitas, o que torna as suas trajectórias “relativamente previsíveis”.

“A catalogação dos Near Earth Objects (NEO) é uma tarefa titânica, o espaço está muito lotado e parece ficar até mais lotado a cada década que passa. O mapeamento dos NEOs contra o fundo de outros destroços a orbitar no espaço poderia ser descrito como procurar uma agulha num palheiro, mas os astrofísicos fizeram grandes progressos nesta questão”, explicam os cientistas.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
29 Dezembro, 2019

 

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2956: Cientistas acreditam ter detectado a primeira colisão entre dois exoplanetas

CIÊNCIA

NASA/SOFIA/Lynette Cook

Uma equipa de cientistas norte-americanos acredita ter detectado a primeira colisão entre dois exoplanetas, avançou a NASA esta semana. Massas de ar quente e um aumento da radiação infravermelha podem ser indícios do fenómeno.

Num novo artigo, publicado esta semana na revista científica especializada Astrophysical Journal, os especialistas detalham aquelas que podem ser as consequências de uma eventual colisão entre estes mundos que não orbitam o Sol.

A descoberta terá sido detectada no sistema BD +20 307, que tem duas estrelas e se localiza a mais de 300 anos-luz da Terra, explica a agência espacial norte-americana numa nota publicada esta semana na sua página oficial.

Há uma década, massas de poeira quente foram vistas no sistema. No ano passado, o Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha da NASA (SOFIA) acompanhou o objecto e detectou um aumento de mais de 10% na radiação infravermelha, o tipo de radiação emitida por objectos quentes.

O aparecimento de mudanças tão claras num período de tempo tão curto não pode ser explicado por mecanismos conhecidos. Por isso, os cientistas assumem que estas variações são indicativas de um choque relativamente recente entre dois planetas.

“Esta é uma rara oportunidade de estudar colisões catastróficas que ocorrem tarde na história de um sistema planetário (…) As observações do SOFIA mostram mudanças no disco empoeirado numa escala de tempo de apenas poucos anos”, afirmou na nota de imprensa uma das autora dos estudo, Alycia Weinberger, do Instituto Carnegie de Ciência, em Washington, nos Estados Unidos.

Por sua vez, a líder do estudo, Maggie Thompson, da Universidade da Califórnia, frisa que esta colisão é semelhante ao choque entre a Terra e o planeta Tea que terá dado à luz a Lua – esta é uma das hipóteses mais aceites para a formação do nosso satélite natural.

“A poeira quente em torno do BD +20 307 dá-nos uma ideia de como é que podem ser os impactos catastróficos entre exoplanetas rochosos. Queremos saber como é que esse sistema evolui após um impacto extremo”, afirmou.

Os astrónomos não descartam a possibilidade de a acumulação incomum de poeira em torno das duas estrelas do sistema ter uma outra origem ainda desconhecida.

“Uma colisão catastrófica entre corpos em escala planetária continua a ser a fonte mais provável para o excesso de poeira no sistema; no entanto, a causa da sua variação recente exige uma investigação mais aprofundada”, pode ler-se no estudo.

A Lua é mesmo fruto de um evento catastrófico (e compartilha do “ADN” da Terra)

Os cientistas não têm dúvidas: a Lua nasceu de um evento catastrófico. Uma equipa de especialista afirma ter novas e…

ZAP //

Por ZAP
4 Novembro, 2019

 

2940: Quando os exoplanetas colidem

CIÊNCIA

Impressão de artista que ilustra uma colisão catastrófica entre dois exoplanetas rochosos no sistema planetário BD +20 307, tornando os dois em detritos empoeirados. Há dez anos, os cientistas especularam que a poeira quente neste sistema era o resultado de uma colisão entre dois planetas. Agora, o SOFIA descobriu ainda mais poeira quente, dando ainda mais suporte ao cenário de colisão exoplanetária. Isto ajuda a construir uma imagem mais robusta da história do nosso próprio Sistema Solar. Pensa-se que uma colisão parecida a esta criou, em última análise, a nossa Lua.
Crédito: NASA/SOFIA/Lynette Cook

Um vislumbre dramático das consequências de uma colisão entre dois exoplanetas está a dar aos cientistas uma visão do que pode acontecer quando os planetas colidem. Um evento similar, no nosso próprio Sistema Solar, pode ter formado a Lua.

Conhecido como BD +20 307, este sistema binário fica a mais de 300 anos-luz da Terra e as suas estrelas têm pelo menos mil milhões de anos. No entanto, este sistema maduro mostrou sinais de detritos empoeirados em turbilhão que não são frios, como seria de esperar para estrelas com esta idade. Ao invés, os detritos são quentes, reforçando que foram produzidos há relativamente pouco tempo pelo impacto de dois corpos planetários.

Há uma década, observações deste sistema por observatórios terrestres e pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA forneceram as primeiras pistas desta colisão aquando da descoberta destes os detritos quentes. Agora, o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) revelou que o brilho infravermelho dos detritos aumentou mais de 10% – um sinal de que existe actualmente ainda mais poeira quente.

Publicados na revista The Astrophysical Journal, os resultados confirmam ainda que uma colisão extrema entre exoplanetas rochosos poderá ter ocorrido há relativamente pouco tempo. Colisões como estas podem mudar os sistemas planetários. Pensa-se que uma colisão entre um corpo do tamanho de Marte e a Terra, há 4,5 mil milhões de anos, tenha criado detritos que eventualmente formaram a Lua.

“A poeira quente em torno de BD +20 307 dá-nos uma ideia do aspecto dos impactos catastróficos entre exoplanetas rochosos,” disse Maggie Thompson, estudante da Universidade da Califórnia em Santa Cruz e autora principal do artigo. “Nós queremos saber como este sistema evolui após o impacto extremo.”

Os planetas formam-se quando partículas de poeira em redor de uma estrela jovem se unem e crescem com o tempo. Os detritos remanescentes permanecem após a formação de um sistema planetário, geralmente em regiões frias e distantes, como a Cintura de Kuiper, localizada para lá de Neptuno no nosso próprio Sistema Solar. Os astrónomos esperam encontrar poeira quente em torno de jovens sistemas solares. À medida que evoluem, as partículas de poeira continuam a colidir e eventualmente tornam-se pequenas o suficiente para serem sopradas do sistema ou puxadas para a estrela. A poeira quente em torno de estrelas mais velhas, como o nosso Sol e as duas do sistema BD +20 307, há muito que devia ter desaparecido. O estudo dos detritos empoeirados em torno de estrelas ajuda os astrónomos não apenas a aprender como os sistemas exoplanetários evoluem, mas também a construir uma imagem mais completa da história do nosso próprio Sistema Solar.

“Esta é uma rara oportunidade para estudar colisões catastróficas que ocorrem no final da história de um sistema planetário,” disse Alycia Weinberger, cientista do Departamento de Magnetismo Terrestre do Instituto Carnegie para Ciência em Washington, EUA, e investigadora principal do projecto. “As observações do SOFIA mostram mudanças no disco empoeirado numa escala de tempo de apenas alguns anos.”

As observações no infravermelho, como aquelas da câmara FORCAST (Faint Object Infrared Camera for the SOFIA Telescope) acoplada ao SOFIA, são cruciais para descobrir pistas escondidas na poeira cósmica. Quando observado no infravermelho, este sistema é muito mais brilhante do que o esperado tendo em conta apenas as estrelas. A energia extra vem do brilho dos detritos de poeira, que não podem ser observados noutros comprimentos de onda.

Embora existam vários mecanismos que podem fazer com que a poeira brilhe com mais intensidade – pode estar a absorver mais calor estelar ou a aproximar-se das estrelas -, é improvável que tal aconteça em apenas 10 anos, o que é extremamente rápido para mudanças cósmicas. Uma colisão planetária, no entanto, injectaria facilmente e rapidamente uma grande quantidade de poeira. Isto fornece mais evidências de que dois exoplanetas colidiram um com o outro. A equipa está a analisar dados das observações de acompanhamento para verificar se existem outras alterações no sistema.

Astronomia On-line
1 de Novembro de 2019

 

2766: Andrómeda tem estado a devorar outras galáxias desde bebé (e a Via Láctea pode ser a próxima)

CIÊNCIA

NASA
Andrómeda, ou M31, é uma galáxia espiral parecida com a Via Láctea.

A Andrómeda (M31), que tem cerca de 10.000 milhões de anos de antiguidade, tem estado a devorar outras galáxias desde bebé e a Via Láctea pode ser a sua próxima vítima, revelou uma nova investigação.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta quarta-feira publicados na revista Nature, a Andrómeda devorou pelo menos outras duas galáxias ao incorporar as suas estrelas no seu halo galáctico há mil milhões de anos.

Na mesma publicação, os cientistas alerta que o mesmo pode acontecer com a nossa galáxia: a Via Láctea pode ser devorada pela “canibal” Andrómeda.

A Via Láctea, recorde-se, está em rota de colisão com a Andrómeda, que é a maior galáxia próxima de nós. O evento de colisão deverá ocorrer dentro de 4,5 mil milhões de anos.

“A Andrómeda tem um halo estelar muito maior e muito mais complexo do que a Via Láctea, o que indica que canibalizou muito mais galáxias, possivelmente maiores”, explicou o autor do estudo, Dougal Mackey, em comunicado citado pelo portal Space.com.

“Saber que tipo de monstro a nossa galáxia enfrenta é útil para descobrirmos o destino final da Via Láctea”, afirmou o especialista.

Para rastrear as últimas “vítimas” da Andrómeda, os cientistas analisaram restos de grupos de estrelas – aglomerados globulares – recorrendo a cinco telescópios e ficaram surpresos ao descobrir que os vestígios eram oriundos de duas galáxias que vinham de direcções completamente diferentes.

Partindo destes “arqueológicos cósmicos”, os cientistas pretendem agora continuar com as suas investigações, uma vez que estudar a Andrómeda permitirá melhor perceber a evolução da Via Láctea.

Somos arqueólogos cósmicos, a única diferença é que estamos a escavar fósseis de galáxias mortas há muito tempo, e não a História humano”, rematou o cientista Geraint Lewis, professor da Universidade de Sidney, na Austrália, e co-autor do estudo.

ZAP //Por ZAP
4 Outubro, 2019

 

2690: Colisão gigante de asteróides no Espaço provocou um boom de vida na Terra

CIÊNCIA

JPL-Caltech / NASA

Os asteróides desempenharam um “papel divino” na história da vida na Terra. Um novo estudo sugere que um gigantesco boom de biodiversidade na Terra, há cerca de 470 milhões de anos, poderá ter acontecido devido a uma colisão cataclísmica no cinturão de asteróides.

Há cerca de 466 milhões de anos, a Terra embarcou numa das explosões mais monumentais da biodiversidade de sua história, no que é agora chamado de Great Ordovician Biodiversification Event (GOBE).

Durante esse evento, a biodiversidade marinha teve um aumento espectacular, principalmente dentro dos filos estabelecidos durante a Explosão dos Cambrianos, período em que os principais filos animais surgiram no registo fóssil há cerca de 541 milhões de anos. O GOBE abriu o caminho para a evolução de algas verdes, peixes primitivos, cefalópodes, corais e um monte de outras criaturas que reconheceríamos hoje.

De acordo com o novo estudo, publicado este mês na revista especializada Science Advances, cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, argumentam que este evento foi desencadeado por uma colisão no cinturão de asteróides em algum lugar entre Marte e Júpiter, envolvendo um asteróide de 150 quilómetros de largura.

De acordo com a sua hipótese, a poeira lançada pelo acidente impediu que uma quantidade significativa de luz solar chegasse à Terra, causando a queda das temperaturas e o surgimento de uma mini era glacial. No processo de adaptação ao novo clima – mais frio, mas mais adequado para a vida -, surgiu uma grande diversidade de invertebrados.

“Os nossos resultados mostram pela primeira vez que este pó arrefeceu drasticamente a Terra. Os nossos estudos podem fornecer uma compreensão empírica mais detalhada de como isto funciona, e isso, por sua vez, pode ser usado para avaliar se simulações de modelos são realistas”, explicou Birger Schmitz, professor de geologia da Universidade de Lund e líder do estudo, em comunicado.

A equipa chegou a essa conclusão ao estudar a composição de sedimentos petrificados no fundo do mar em Kinnekulle, no sul da Suécia. A presença de um isótopo de hélio e outras substâncias aprisionadas nos sedimentos só pode ser explicada pelo vento solar, que terá bombardeado a poeira, enriquecendo-a com estes elementos antes de cair na Terra.

“Este resultado foi completamente inesperado. Nos últimos 25 anos, inclinamo-nos para hipóteses muito diferentes em termos do que aconteceu. Só nas últimas medições de hélio é que tudo foi resolvido”, rematou Schmitz.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2019

 

2621: Mais de 800 asteróides podem colidir com Terra nos próximos 100 anos

CIÊNCIA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

A Agência Espacial Europeia (ESA) estima que existam, anualmente, 878 asteróides na lista dos potencialmente perigosos que podem colidir com o nosso planeta.

A ideia de um enorme asteróide colidir com o planeta Terra pode parecer um enredo de ficção científica, mas, de acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), pode-se tornar realidade.

Segundo o britânico Mirror, a ESA estima que há 878 rochas espaciais que podem esbarrar contra o nosso planeta. “A lista da ESA junta todos os asteróides dos quais temos conhecimento e que têm hipóteses ‘não nulas’ de colidir com a Terra nos próximos 100 anos – destacando que o impacto, sendo bastante improvável, não pode ser excluído.”

Além disso, a ESA adianta que mesmo uma colisão com um asteróide de pequenas dimensões poderia causar “destruições graves”.

Para reduzir o risco de que algo aconteça do futuro, a Agência Espacial Europeia uniu esforços com outros parceiros internacionais, nomeadamente a NASA, em missões de busca destes corpos celestes e no desenvolvimento de tecnologias para desviá-los do seu percurso.

Nos próximos dias, especialistas em defesa planetária vão encontrar-se em várias cidades europeias para coordenar os esforços conjuntos. O primeiro encontro terá lugar em Roma, na Itália, onde os cientistas irão discutir os planos do projecto da NASA – Teste de Redireccionamento de Asteróide Duplo (DART) -, que consiste num impacto cinético no asteróide duplo Didymos B.

Nos dias 12 e 13 de Setembro, os especialistas discutirão em Munique, na Alemanha, a recente passagem de raspão pela Terra, no dia 9 deste mês, do asteróide 2006 QV89 que não tinha sido detectado.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
12 Setembro, 2019

 

2573: Space X recusou mover satélite da Starlink que ia colidir com um outro da ESA

CIÊNCIA

ESA

A Agência Espacial Europeia (ESA) teve que desviar um dos seus satélites meteorológicos para impedir que este colidisse com um outro satélite da Space X. A empresa do multimilionário Elon Musk recusou fazê-lo.

Através do Twitter, a ESA dá conta que o desvio ocorreu na segunda-feira. Em causa estava uma eventual a colisão entre um dos seus satélites e um outro da Space X, que faz parte da “mega-constelação” Starlink, também conhecida como “comboio de satélites”.

“Pela primeira vez, a ESA fez uma manobra para evitar a colisão de um dos nossos satélites com uma ‘mega-constelação’” de satélites da SpaceX, escreveu a ESA.

A agência precisou que a sua equipa de cientistas considerou necessário disparar as hélices do satélite de observação terrestre Aeolus para aumentar a sua altitude, evitando assim a colisão com um dos satélites da empresa de Elon Musk.

Depois de “passar por cima” da Starlink, o satélite voltou à sua trajectória habitual.

Segundo a ESA, citada pelo Público, a SpaceX recusou-se a mover o seu satélite. O jornal tentou, sem sucesso, contactar a ESA e a empresa para obter mais informações.

A ESA recordou que “é muito raro” realizar este tipo de manobras, uma vez que estas são normalmente levadas a cabo para desviar satélites que não estão mais operacionais ou para desviar fragmentos de colisões anteriores. Em 2018, a ESA fez 28 destas manobras manuais para evitar colisões com a sua própria frota de satélites.

The manoeuvre took place about 1/2 an orbit before the potential collision. Not long after the collision was expected, #Aeolus called home as usual to send back its science data – proving the manoeuvre was successful and a collision was indeed avoided

ESA Operations

@esaoperations

It is very rare to perform collision avoidance manoeuvres with active satellites. The vast majority of ESA avoidance manoeuvres are the result of dead satellites or fragments from previous collisions#SpaceDebris

A organização espacial revelou ainda que está a preparar um mecanismo para prevenir estas situações recorrendo a Inteligência Artificial. O objectivo passa por proteger a “sua infra-estrutura espacial” que enfrenta agora mais perigos devido ao aumento do número de satélites em órbita da Starlink.

A “constelação” de Musk foi lançada em maio passado, quando o satélite da ESA já estava em órbita há meses. Contudo, recorda o responsável pelo departamento de resíduos espaciais da ESA, Holger Krag, “não há regras no Espaço”.

“Ninguém fez nada de mal. Não há uma regra que diz que alguém aqui estava primeiro. O espaço não está organizado e acreditamos que precisamos de tecnologia para monitorizar este tráfego”, disse, citado pela Forbes.

A Starlink, que é composta por 60 satélites, foi contestada por vários cientistas na altura em que foi lançada. O astrónomo Alex Parker, que mostrou o seu descontentamento através da sua conta pessoal no Twitter, acredita que, a longo prazo, podem ser vistos mais satélites Starlink a olho nu no céu do que estrelas.

ZAP //

Por ZAP
3 Setembro, 2019

 

2460: NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

Chama-se 1998 OR2 e é um enorme asteróide que está actualmente numa trajectória para passar pelo nosso planeta. Contudo, este não é um asteróide qualquer. O astro tem órbita excêntrica, é classificado como objecto próximo da Terra e como asteróide potencialmente perigoso do grupo Apollo.

O 1998 OR2 foi descoberto no dia 24 de Julho de 1998. Quem o detectou foram astrónomos do programa NEAT no Observatório de Haleakala, no Havai. Contudo, este é um dos asteróides mais brilhantes e um dos mais perigosos que existe.

Asteróide  de 1998 OR2 é da classe dos mais perigosos que passam pela Terra

Os asteróides – corpos rochosos que vagueiam pelo no espaço – não evocam uma sensação particularmente positiva. Na verdade, cada vez se tem falado mais, após sabermos que não estamos a salvo dos impactos.

Assim, há cada vez mais olhos a vigiar o espaço e, segundo informações recentes, parece que há uma grande rocha prestes a passar por cá. Se entrar na nossa atmosfera, seguramente vai fazer muitos estragos.

Chama-se 1998 OR2, esta rocha está desde há muitos anos na mira da NASA. A agência projectou a sua órbita até ao ano 2197. Pela estimativa da rota, este astro nunca irá colidir com a Terra, a não ser que algo perturbe a sua rota.

NASA classifica como muito grande

O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA revelou que o asteróide 1998 OR2 tem um diâmetro estimado de 4 quilómetros e espera-se que passe pela Terra no dia 29 de Abril de 2020, às 15:26 horas de Portugal Continental.

No seu ponto mais próximo, o asteróide estará a uma distância de aproximadamente 0,04205 unidades astronómicas ou cerca de 6,3 milhões de quilómetros do centro do nosso planeta. Parece seguro, certo? Bem, o curso do asteróide pode ser alterado devido a alguns fenómenos e pode eventualmente colidir com a Terra.

Mas que fenómenos serão esses?

Em primeiro lugar existe o efeito Yarkovsky, que é conhecido por afectar o semieixo maior dos asteróides. Este fenómeno pode ser definido como a força consequente exercida sobre um corpo celeste devido a mudanças na temperatura. Entre as várias razões para esta alteração da temperatura, está a influência da radiação externa ou a gerada internamente.

Dessa forma, este tipo de alteração pode afectar a rotação do asteróide 1998 OR2 e, eventualmente, a sua órbita, fazendo com que este se vire para a Terra.

O segundo factor que poderia levar ao evento catastrófico de colisão de asteróides seria a perturbação da trajectória causada pela Fenda de ressonância gravitacional. Este último pode ser descrito como uma pequena região no espaço em torno de um planeta onde a gravidade do planeta pode alterar a órbita de um corpo celeste que transita por perto. Dessa forma, no caso de um asteróide, a gravidade poderá atrair para dentro da órbita do planeta, levando a uma colisão.

Que consequências resultariam de um impacto deste asteróide o planeta?

Há muitos dados apenas avançados com base em previsões, felizmente não temos registos que atestem a certeza dos factos. Contudo, além do dano tectónico causado pelo asteróide, o impacto também alteraria severamente as condições meteorológicas e atmosféricas do planeta.

17/08/2019

 

2306: Cientistas identificam dois buracos negros super-massivos em rota de colisão

Par titânico: uma equipa de astrofísicos avistou um par de buracos negros super-massivos, mais ou menos a 2,5 mil milhões de anos-luz, em rota de colisão (inserção). O par pode ser usado para estimar quantas fusões detectáveis de buracos negros super-massivos existem no Universo actual e para prever quando terá lugar a primeira detecção histórica do “ruído” de fundo de ondas gravitacionais.
Crédito: Andy Goulding et al./The Astrophysical Journal Letters 2019

Astrónomos descobriram um par distante de buracos negros titânicos em rota de colisão. A massa de cada buraco negro é superior a 800 milhões de vezes a do nosso Sol. À medida que os dois se aproximam gradualmente numa espiral da morte, vão começar a libertar ondas gravitacionais que ondulam através do espaço-tempo. Estas ondulações cósmicas vão juntar-se ao ruído de fundo, ainda não detectado, das ondas gravitacionais de outros buracos negros super-massivos. Mesmo antes da colisão, as ondas gravitacionais que emanam do par de buracos negros super-massivos superam aquelas anteriormente detectadas pelas fusões de buracos negros e estrelas de neutrões muito menores.

“As colisões entre galáxias gigantes criam alguns dos ambientes mais extremos que conhecemos e devem, teoricamente, culminar no encontro de dois buracos negros super-massivos, de modo que foi incrivelmente excitante encontrar um par de buracos negros imensamente energéticos, tão próximos um do outro, nas nossas imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble,” disse Andy Goudling, investigador de ciências astrofísicas da Universidade de Princeton, autor principal do artigo publicado no dia 10 de Julho na revista The Astrophysical Journal Letters.

“Os binários compostos por buracos negros super-massivos produzem as ondas gravitacionais mais ‘barulhentas’ do Universo,” disse a co-descobridora e co-autora, Chiara Mingarelli, cientista do Centro de Astrofísica Computacional do Instituto Flatiron em Nova Iorque, EUA. As ondas gravitacionais de pares de buracos negros super-massivos “são um milhão de vezes mais fortes do que as detectadas pelo LIGO.”

“Quando estes buracos negros super-massivos se fundem, criam um buraco negro centenas de vezes maior do que o que se encontra no centro da nossa própria Galáxia,” comentou o estudante de Princeton, Kris Pardo, co-autor do artigo.

Os dois buracos negros super-massivos são especialmente interessantes porque estão a cerca de 2,5 mil milhões de anos-luz da Terra. Dado que observar objectos distantes, em astronomia, é como olhar para trás no tempo, o par pertence a um Universo 2,5 mil milhões de anos mais jovem do que o nosso. Coincidentemente, é aproximadamente o mesmo tempo que os astrónomos estimam que os buracos negros devem levar para começar a produzir as poderosas ondas gravitacionais.

No Universo actual, os buracos negros já estão a emitir essas ondas gravitacionais, mas, mesmo à velocidade da luz, as ondas só cá chegarão daqui a milhares de milhões de anos. No entanto, o par ainda tem utilidade. A sua descoberta pode ajudar os cientistas a estimar quantos buracos negros super-massivos próximos estão a emitir ondas gravitacionais que podemos detectar agora.

A detecção do fundo de ondas gravitacionais ajudaria a responder algumas das maiores incógnitas da astronomia, como a frequência com que as galáxias se fundem e se os pares de buracos negros super-massivos sequer se fundem ou se ficam presos numa valsa quase infinita em torno um do outro.

“É um grande embaraço para astronomia, não sabermos se os buracos negros super-massivos se fundem,” salientou Jenny Greene, professora de ciências astrofísicas em Princeton e co-autora do artigo. “Para todos os que trabalham na física de buracos negros, observacionalmente, este é um enigma de longa data que precisamos de resolver.”

Os buracos negros super-massivos podem conter milhões ou até milhares de milhões de vezes a massa do nosso Sol. Quase todas as galáxias, incluindo a nossa própria Via Láctea, contêm pelo menos um destes gigantes no seu núcleo. Quando as galáxias se fundem, os seus buracos negros super-massivos encontram-se e começam a orbitar-se um ao outro. Com o tempo, esta órbita fica mais pequena enquanto o gás e as estrelas passam entre os buracos negros e roubam energia.

No entanto, assim que os buracos negros super-massivos se aproximam demais, este roubo energético praticamente pára. Algumas teorias sugerem que ficam a mais ou menos 1 parsec (aproximadamente 3,2 anos-luz). Esta desaceleração dura quase indefinidamente e é conhecida como o “problema do parsec final”. Neste cenário, apenas grupos muito raros de três ou mais buracos negros super-massivos resultam em fusões.

Os astrónomos não podem apenas procurar pares estagnados, porque muito antes dos buracos negros ficarem separados por 1 parsec, já estão demasiado perto um do outro para os distinguirmos como dois objectos separados. Além disso, só produzem ondas gravitacionais fortes quando superarem o obstáculo final do último parsec e ficarem ainda mais íntimos (observados como eram há 2,5 mil milhões de anos, os recém-descobertos buracos negros super-massivos estão separados por cerca de 430 parsecs).

Se o problema do parsec final não for, na realidade, um problema, então os astrónomos esperam que o Universo esteja repleto com o clamor de ondas gravitacionais de pares de buracos negros super-massivos no processo de fusão. “Este ruído é chamado de fundo de ondas gravitacionais e é um pouco como um coro caótico de grilos que cantam à noite,” comentou Goulding. “Não conseguimos discernir um grilo do outro, mas o volume do barulho ajuda a estimar quantos grilos existem.”

Se dois buracos negros super-massivos colidirem e se combinarem, o evento enviará um trovão estrondoso que diminuirá o coro de fundo – mas “ouvi-lo” não será tarefa fácil.

As ondas gravitacionais reveladoras geradas pela fusão de buracos negros super-massivos estão fora das frequências observáveis actualmente por experiências como o LIGO e Virgo, que já detectaram as fusões muito mais pequenas entre buracos negros e estrelas de neutrões. Os cientistas que caçam ondas gravitacionais maiores, como originárias de colisões entre buracos negros super-massivos, dependem de conjuntos de estrelas especiais chamadas pulsares que agem como metrónomos, enviando ondas de rádio num ritmo constante. Se uma onda gravitacional passageira esticar ou comprimir o espaço entre a Terra e o pulsar, o ritmo ficará ligeiramente diferente.

A detecção do fundo de ondas gravitacionais, usando um destes pulsares, requer paciência e uma abundância de estrelas monitorizadas. O ritmo de um único pulsar pode ser perturbado por apenas algumas centenas de nanos-segundos ao longo de uma década. Quanto mais alto for o ruído de fundo, maiores serão as perturbações de temporização e mais rápida será a detecção.

Goulding, Greene e os outros astrónomos observacionais da equipa detectaram os dois titãs com o Telescópio Espacial Hubble. Embora os buracos negros super-massivos não sejam directamente visíveis através de um telescópio óptico como o Hubble, são rodeados por aglomerados brilhantes de estrelas luminosas e gás quente atraídos pelo poderoso puxão gravitacional. Para o seu tempo na história, a galáxia que abriga o recém-descoberto par de buracos negros super-massivos “é basicamente a galáxia mais luminosa do Universo”, realçou Goulding. Além disso, o núcleo da galáxia está a lançar duas plumas de gás extraordinariamente colossais. Quando apontaram o Hubble a fim de descobrir as origens das suas espectaculares nuvens de gás, os investigadores descobriram que o sistema não continha um, mas dois buracos negros massivos.

Os astrónomos observacionais juntaram-se aos físicos de ondas gravitacionais, Mingarelli e Pardo, para interpretar a descoberta no contexto do fundo de ondas gravitacionais. A descoberta fornece um ponto de ancoragem para estimar quantas fusões de buracos negros super-massivos estão dentro da distância de detecção da Terra. As estimativas anteriores basearam-se em modelos computacionais da frequência de fusões galácticas, em vez de observações reais de pares de buracos negros super-massivos.

Com base nos dados, Pardo e Mingarelli previram que, num cenário optimista, existem cerca de 112 buracos negros super-massivos próximos a emitir ondas gravitacionais. A primeira detecção do fundo de ondas gravitacionais de fusões de buracos negros super-massivos deve, portanto, surgir dentro de cinco anos. Se essa detecção não for feita, poderá ser evidência de que o problema do parsec final é intransponível. A equipa está actualmente a analisar outras galáxias parecidas àquela que abriga o novo binário composto por dois buracos negros super-massivos. A descoberta de pares adicionais ajudará os cientistas a aprimorar as suas previsões.

“Este é o primeiro exemplo encontrado de um par tão íntimo de buracos negros massivos, mas podem muito bem existir mais buracos negros super-massivos binários à espera de serem descobertos,” comentou o co-autor e professor Michael Strauss, vice-presidente do Departamento de Ciências Astrofísicas de Princeton. “Quanto mais pudermos aprender sobre a população de buracos negros em fusão, melhor podemos entender o processo de formação das galáxias e a natureza do fundo de ondas gravitacionais.”

Astronomia On-line
12 de Julho de 2019

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2189: Astrónomos descobrem uma misteriosa “ponte intergaláctica” gigante

INAF

Uma equipa internacional de astrónomos descobriu uma “ponte intergaláctica”, uma misteriosa corrente de ondas de rádio que abrange dez milhões de anos-luz e conecta dois aglomerados de galáxias que estão em processo de colisão lenta.

No Universo, a matéria é distribuída na forma de uma “teia cósmica”, que consiste de estruturas filamentosas cujas intersecções formam concentrações colossais de milhares de galáxias chamadas aglomerados.

Os investigadores, liderados por Federica Govoni, do Instituto Nacional de Astrofísica de Cagliari, em Itália, estudaram dois grupos denominados Abell 0399 e Abell 0401, usando a rede de radiotelescópios LoFar.

Os aglomerados de galáxias são os maiores objectos ligados gravitacionalmente no universo. Estes aumentam lentamente em massa, capturando gás nas proximidades e fundindo-se com outros aglomerados. Estão em pontos cruciais da distribuição de matéria no universo.

Observações anteriores descobriram um filamento que ligava as enormes concentrações de galáxias. O novo estudo, publicado na revista Science, determinou pela primeira vez que este filamento tem um campo magnético.

Os dois aglomerados localizam-se a cerca de 330 milhões de anos-luz da Terra. Um filamento de gás que conecta os dois aglomerados contém partículas carregadas electricamente aceleradas, emitindo radiação sincrotrão e produzindo um sinal de rádio caracteristicamente difuso (muitas vezes chamado de halo). Os próprios aglomerados de galáxias possuem esses halos.

“Normalmente observamos esse mecanismo de emissão em acção em galáxias individuais e até mesmo em aglomerados de galáxias, mas nunca antes foi observada uma emissão de rádio a conectar dois desses sistemas”, explicou Matteo Murgia, do Instituto Nacional de Astrofísica, em comunicado.

“A presença desse filamento despertou a nossa curiosidade e levou-nos a investigar se o campo magnético poderia estender-se além do centro dos aglomerados, permeando o filamento da matéria que os conecta. Com grande satisfação, a imagem obtida com o radiotelescópio LOFAR confirmou a nossa intuição, mostrando o que pode ser definido como uma espécie de “aurora” em escalas cósmicas”, continuou Govoni.

Agora, o objectivo é entender “se esse filamento magnetizador é um fenómeno comum na rede cósmica”.

ZAP //

Por ZAP
18 Junho, 2019

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2165: Asteróide do tamanho de um campo de futebol pode atingir a Terra em Setembro

CIÊNCIA

(dr) Detlev van Ravenswaay

Em Setembro, a Terra tem uma probabilidade de 1 em 7.000 de ser visitada pelo asteróide 2006 QV89. Aliás, há menos probabilidade de ganhar a lotaria do que sermos atingidos pelo objecto celeste – 1 em 100.000.

De acordo com a lista de objectos espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA) que poderia colidir com a Terra, a rocha espacial deve visitar-nos em 9 de Setembro de 2019. A lista actualizada em 6 de Junho e, entre os 10 objectos incluídos, o asteróide 2006 QV89 ficou em quarto lugar.

Comparado com o asteróide de dez quilómetros que aniquilou os dinossauros há cerca de 66 milhões de anos, o 2006 QV89 é muito menor, medindo apenas 40 metros de diâmetro. Apesar disso, este asteróide tem o tamanho de um campo de futebol.

A ESA está actualmente a monitorizar o caminho do asteróide, embora ainda seja improvável que a rocha vá realmente atingir a Terra. De acordo com o modelo da agência, o 2006 QV89 está provavelmente a 6,7 ​​milhões de quilómetros do planeta – a Lua está a 384.400 quilómetros de distância.

Este asteróide foi descoberto em 29 de Agosto de 2006 através do Catalina Sky Survey, uma organização sediada num observatório perto de Tucson, no Arizona, quando estava a três mil milhões de quilómetros do nosso planeta. Na realidade, este asteróide até é um visitante frequente da Terra. Após o seu sobrevoo previsto para 2019, espera-se que o objecto volte a passar pelo Planeta Azul em 2032, 2045 e 2062.

A NASA, que rastreia objectos próximos da Terra, emparelhou-se com a ESA no mês passado para publicar informações sobre como o governo e os cientistas deveriam lidar com um ataque real de asteróides.

Um estudo publicado em Março na revista Icarus descobriu que quanto maior o asteróide, mais difícil será explodi-lo. De acordo com um relatório de 2018, há mais de 18 mil objectos próximos da Terra – ou Near Earth Objects (NEO).

Casos de colisão de asteróides com a Terra são raros, mas é conhecido o incidente do ano 1908, o Evento de Tunguska, quando a queda de um meteorito na Rússia provocou uma grande explosão e destruiu 2.000 quilómetros quadrados de floresta.

No ano de 2013, um asteróide destruiu-se, entrando na atmosfera da Terra e os estilhaços do meteorito que caíram provocaram cerca de 2.000 feridos e causaram vários danos na região russa de Chelyabinsk.

ZAP //

Por ZAP
13 Junho, 2019

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2156: A Terra pode mesmo ser engolida por um buraco negro

CIÊNCIA

ESA/Hubble, ESO, M. Kornmesse

Um físico da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, afirmou recentemente que há possibilidade de o planeta Terra ser engolido por um buraco negro.

Não é uma hipótese tão remota quanto imaginávamos. A Via Láctea tem um buraco negro super-massivo no seu centro que, um dia, colidirá com o buraco negro super-massivo que vive na nossa vizinha Andrómeda. Desta colisão catastrófica, a Terra pode não sair ilesa.

Ao Daily Star, o físico Fabio Pacucci, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, explicou que há dois tipos principais de buracos negros. Os menores, chamados buracos negros de massa estelar, que têm uma massa de até 100 vezes maior que a do nosso Sol, e os maiores, que são mil milhões de vezes maiores. Ambos podem destruir o nosso planeta, ou mesmo toda a galáxia, revelou.

O especialista acrescentou ainda que vários objectos destes género estão em movimento, “tão próximos quanto 3.000 anos-luz de distância”. Aliás, na nossa Via Láctea, pode mesmo haver “até 100 milhões de pequenos buracos negros“.

Estes buracos negros menores, completamente “vazios no Espaço”, representam um verdadeiro perigo, na medida em que são incertos. A probabilidade de colisão é muito pequena, mas basta uma “passagem rasante” entre buracos negros para empurrar o nosso planeta para o forno nuclear e, assim, engolir a Terra.

“Apesar da sua grande massa, os buracos negros estelares têm apenas um raio de cerca de 300 quilómetros ou menos, tornando minúsculas as hipóteses de um impacto directo com a Terra. Apesar de os seus campos gravitacionais poderem afectar um planeta a grande distância, eles podem ser perigosos mesmo sem uma colisão directa”, disse o especialista.

Pacucci ressaltou ainda que “se um típico buraco negro de massa estelar passasse na região de Neptuno, a órbita da Terra seria consideravelmente modificada, com resultados terríveis”.

Quanto aos buracos negros super-massivos, o físico alertou que “estes gigantes podem atingir proporções imensas, engolindo matéria e fundindo-se com outros buracos negros”. “Ao contrário dos seus primos estelares, os buracos negros super-massivos não estão a vaguear pelo Espaço. O nosso Sistema Solar está numa órbita estável em torno de um buraco negro super-massivo no centro da Via Láctea, a uma distância segura de 25.000 anos-luz”, esclarece o cientista, avisando no entanto que “isso pode mudar“.

“Se a nossa galáxia colidir com outra, a Terra pode ser lançada para o centro galáctico, suficientemente perto do buraco negro super-massivo para ser eventualmente engolida. Prevê-se que uma colisão com a galáxia Andrómeda aconteça daqui a quatro mil milhões de anos”, rematou.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
12 Junho, 2019

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