1543: Iminente catástrofe global? Concentração de CO2 atinge recorde este ano

(CC0/PD) Myriams-Fotos / Pixabay

Cientistas da Universidade de Exeter, na Inglaterra, descobriram que em 2019 a concentração de dióxido de carbono na atmosfera do planeta será uma das mais altas em todo o histórico de observações.

Tanto o aumento das emissões antropogénicas como a redução da eficácia da absorção do dióxido de carbono pelos ecossistemas são causas que irão contribuir para o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera do nosso planeta. O resultado das projecções é relatado no portal Phys.org.

De acordo com os investigadores, o controlo atmosférico realizado no Observatório Mauna Loa, no Havai, mostrou que desde 1958 a concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumentou 30%. Este aumento é causado em grande parte pelas emissões resultantes da queima de combustíveis fósseis e produção de cimento.

Grande parte dos gases de efeito de estufa são capturados por plantas – o que clarifica que, sem plantas, o aumento da concentração de dióxido de carbono seria ainda maior. Segundo a previsão, a absorção destes gases será menos eficaz este ano, o que levará a um aumento recorde de CO2 na atmosfera da Terra.

As flutuações anuais da temperatura da água no oceano Pacífico são também um factor determinante neste processo. Segundo a Sputnik News, durante os anos quentes, muitas regiões da Terra tornam-se secas e a falta de humidade afecta a capacidade das plantas de absorverem carbono da atmosfera.

No ano passado, o oceano Pacífico era mais frio. Agora em 2019, o aquecimento aumentará o teor de dióxido de carbono em cerca de 2,75 partes por milhão (ppm). Assim, a concentração média será de 411,3 ppm com um máximo de 414,7 ppm.

Todos os anos a concentração total de dióxido de carbono está a aumentar – e isso é verdadeiramente preocupante. Quanto maior é o teor de dióxido de carbono no sistema atmosfera-oceano, tanto maior é o aumento na temperatura média da Terra.

Devido ao crescente acréscimo na quantidade de energia térmica na atmosfera da Terra, até 2100 a tendência é de que haverá cada vez mais e intensos desastres naturais, erosão do solo, aumento do nível do mar e perdas significativas de produtos agrícolas.

ZAP //

Por ZAP
1 Fevereiro, 2019

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1434: Há uma gigantesca fonte de CO2 por toda a parte (responsável por 8% das emissões globais)

CIÊNCIA

(CC0/PD) skeeze / Pixabay

O cimento é o material feito pelo Homem mais usado que existe. O seu processo de produção é encarado como uma gigantesca fonte de dióxido de carbono (CO2).

De acordo com o instituto de pesquisa britânico Chatham House, o cimento é fonte de aproximadamente 8% das emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2). Se esta indústria fosse um país, seria o terceiro maior emissor desse gás do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos.

A BBC faz ainda outra comparação: as emissões do cimento superam as do combustível de aviação (2,5%) e não ficam muito atrás das geradas pelo agro-negócio global (12%), por exemplo.

Com emissões nesta produção, o cimento esteve em cima da mesa durante a conferência da ONU sobre as mudanças climáticas – a COP24. Durante o evento, representantes do sector debateram algumas formas de atender aos requisitos do Acordo de Paris, um compromisso mundial para reduzir a emissão de gases na atmosfera.

Desta forma, para que o acordo seja cumprido, as emissões anuais de cimento deverão ser reduzidas em, pelo menos, 16% até 2030. Mas esta não é uma tarefa fácil.

A produção de cimento envolve a extracção e o esmagamento de matérias-primas, principalmente calcário e argila, que são trituradas e misturadas com outros materiais – como minério de ferro ou cinzas – e, na etapa seguinte do processo, introduzidas em grandes fornos cilíndricos e aquecidas a cerca de 1.450°C.

O processo de calcinação – como é conhecida a reacção química da decomposição térmica usada para transformar calcário em cal virgem – divide o material em óxido de cálcio e dióxido de carbono. Este processo dá origem a uma nova substância, chamada clínquer. Trata-se não só do principal componente do cimento, mas do material cuja produção emite a maior quantidade de CO2 nesta indústria.

No formato de pequenos grãos com uma tonalidade acinzentada, o clínquer é arrefecido, moído e misturado com gesso e calcário. Em seguida, está pronto para ser transportado para os fabricantes.

Em 2016, a produção mundial de cimento gerou cerca de 2,2 mil milhões de toneladas de CO2o equivalente a 8% do total mundial. Mais da metade teve origem no processo de calcinação. Juntamente com a combustão térmica, 90% das emissões deste sector poderiam ser atribuídas à produção de clínquer.

Apesar disso, é de notar que este sector fez progressos: melhorias na eficiência energética nas fábricas, nomeadamente na queima de materiais residuais em vez de combustíveis fósseis. Este avanço levou a uma redução de 18% nas emissões médias de CO2 por tonelada de produto nas últimas décadas, adianta a Chatham House.

Ainda assim, são precisos esforços adicionais, já que a substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas e captura e armazenamento do carbono não são suficientes. A indústria precisa de desenvolver esforços para produzir novos tipos de cimento, argumentam os especialistas.

Cimentos de baixo carbono poderiam eliminar completamente a necessidade de clínquer. A empresa BioMason, na Carolina do norte, é uma das mais concentradas nos cimentos alternativos.

A BioManson usa bilhões de bactérias para cultivar tijolos de “bio-concreto”, uma técnica que envolve colocar areia em moldes e injectar nela microrganismos, desencadeando um processo muito semelhante ao que cria o coral. O processo acontece à temperatura ambiente, sem a necessidade de combustíveis fósseis ou calcinação – duas das principais fontes de emissão de CO2 da indústria cimenteira.

Muitos especialistas acreditam que os “cimentos verdes” e tecnologias como a da BioManson podem oferecer uma solução eficaz para a problemática das emissões do sector.

LM, ZAP // BBC

Por LM
21 Dezembro, 2018

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96: Os níveis de CO2 na atmosfera são os piores dos últimos 3 milhões de anos

Guy Gorek / Flickr

A concentração de dióxido de carbono na atmosfera terrestre aumentou em velocidade recorde em 2016 e atingiu um nível que nunca tinha sido atingido nos últimos três milhões de anos, alertou a Organização das Nações Unidas.

O novo relatório é uma chamada de atenção a cientistas e governantes, e pede às nações que considerarem reduções drásticas na quantidade de CO2 que emitem nas negociações da próxima reunião climática em Bona, na Alemanha.

“As concentrações globais de CO2 atingiram 403,3 partes por milhão em 2016 contra 400 ppm em 2015, devido à combinação de actividade humana com o forte El Niño” de 2016, de acordo com o Boletim de Gases do Efeito Estufa, publicado anualmente pela agência meteorológica da ONU.

“Os números não mentem”, disse o director do Gabinete de Meio Ambiente da ONU, Erik Solheim. “Ainda estamos a emitir muito CO2 e precisamos de reverter essa tendência. Temos que redobrar os nossos esforços para garantir que novas tecnologias com baixa emissão de carbono possam prosperar”.

O aumento de 3,3 ppm é consideravelmente maior do que o aumento anual médio de 2,08 ppm da última década, e encontra-se bastante acima do registado no ano do último grande El Niño, em 1998, quando o aumento foi de 2,7 ppm.

O estudo, que usa dados de monitorização de navios, aeronaves e estações terrestres para acompanhar as tendências das emissões de CO2 desde 1750, afirma que o dióxido de carbono na atmosfera está a aumentar 100 vezes mais rapidamente do que na última Era Glacial, devido ao crescimento populacional, agricultura intensiva, desmatamento e industrialização.

Não é possível saber quanto desse aumento é devido ao El Niño, que desencadeia secas que reduzem a capacidade dos “recicladores” naturais de carbono, como as florestas, de absorver o gás.

No início deste ano, cientistas do Met Office, do Reino Unido, emitiram a sua primeira previsão, tendo projectado que o CO2 poderia chegar às 410 ppm em Março – e que quase certamente chegaria a esse nível em Abril. A sua previsão foi confirmada com o registo diário do dia 18 de Abril.

A animação acima, feita pela NASA, mostra como o dióxido de carbono se move à volta do planeta. De acordo com os cientistas, a média mensal de dióxido de carbono na atmosfera chegou a um pico próximo de 407 ppm em maio, estabelecendo um novo recorde do valor de média mensal de CO2 na atmosfera.

Felizmente, muitos países estão já a adoptar medidas importantes para tentar diminuir drasticamente a quantidade de CO2 na atmosfera. Na China, por exemplo, o governo ordenou o encerramento de 40% das fábricas para reduzir a poluição, enquanto a Holanda está se prepara para acabar com todo o uso de carvão na sua indústria até 2030.

Por outro lado, Oxford, no Reino Unido, quer tornar-se a primeira cidade livre de emissões de carbono no mundo até 2035, enquanto a Austrália está a construir o que será em breve a maior central de energia solar concentrada do mundo.

ZAP // The Greenest Post / HypeScience

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