2515: Asteróide quase do tamanho do Burj Khalifa passa pela Terra em Setembro

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

De acordo com a NASA, um asteróide que quase rivaliza com a altura do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, em Abu Dhabi, vai passar pela Terra em Setembro.

Segundo o Live Science, o asteróide 2000 QW7 é incrivelmente volumoso: mede entre 290 e 650 metros de diâmetro, quase podendo rivalizar com o Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, em Abu Dhabi (828 metros).

De acordo com o Center for Near Earth Object Studies (CNEOS) da NASA, o asteróide é tão gigantesco que tem quase o dobro da altura do Empire State Building, famoso edifício em Nova Iorque, nos Estados Unidos, com 381 metros de altura (embora possa chegar aos 443 metros, se incluirmos a sua torre de antena).

O CNEOS diz que o asteróide vai passar pela Terra a 14 de Setembro e, além disso, extremamente depressa, mais concretamente a cerca de 23 mil quilómetros por hora.

No entanto, como seria de esperar, não há motivos para preocupação porque, embora seja considerado um objecto próximo da Terra, vai estar bastante longe. O 2000 QW7 vai passar a 0,03564 unidades astronómicas, o equivalente a 5,3 milhões de quilómetros.

Tal como a Terra, este asteróide orbita o Sol, porém, só atravessa o seu caminho com o do nosso planeta de forma esporádica. A última vez que isso aconteceu foi a 1 de Setembro de 2000. Segundo o Jet Propulsion Laboratory, depois de 14 de Setembro, só voltará a passar a 19 de Outubro de 2038, ou seja, quase vinte anos depois.

No início de Agosto, o asteróide 2006 QQ23, maior do que o já referido Empire State Building, passou pelo nosso planeta a 0,049 unidades astronómicas, a cerca de 16.740 quilómetros por hora.

Os asteróides e outros materiais espaciais são considerados objectos próximos da Terra se passarem dentro de 1,3 unidades astronómicas do nosso planeta. Uma unidade astronómica equivale à distância entre a Terra e o Sol, ou seja, 149,6 milhões de quilómetros.

ZAP //

Por ZAP
26 Agosto, 2019

[posr-views]

 

2252: Asteróide explodiu na atmosfera perto de Porto Rico horas após ser detectado pela primeira vez

Astrónomos descobriram um asteróide de um tamanho de um carro horas antes de atingir a Terra e queimar na atmosfera no fim de semana passado.

Cientistas no Hawai viram o asteróide, chamado 2019 MO, no sábado, dia 22 de Junho. Pouco depois, o objecto explodiu numa grande bola de fogo à medida que atingiu a atmosfera a cerca de 380 quilómetros a sul de San Juan, em Porto Rico, de acordo com a Universidade do Hawai.

Esta é a quarta vez na História que os astrónomos detectam um asteróide tão perto do impacto. As outras três identificações ocorreram nos últimos 11 anos – 2008 TC3, 2014 AA e 2018 LA, que aterrou como meteorito na África do Sul sete horas depois de ser identificado pelos cientistas.

Ao contrário do 2018 LA, o último visitante da Terra foi inofensivo e não chegou ao chão. Mas o asteróide, de quatro metros de comprimento, ainda fez uma bola de fogo que equivaleu a cerca de seis mil toneladas de explosivos TNT, segundo o Centro de Estudos de Objetos da Terra Próxima (CNEOS), dirigido pelo Jet Propulsion Lab Pasadena, Califórnia.

O impacto do asteróide foi tão poderoso que até os satélites em órbita o avistaram. Satélites operados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) registaram o seu impacto e destruição às 21h25.

No momento do impacto, 2019 MO viajava a cerca de 14,9 quilómetros por segundo. O Geostationary Lightning Mapper da NOAA a bordo do satélite GOES-East também mapeou o asteróide, de acordo com o The Weather Channel.

O facto de os cientistas terem detectado o asteróide antes da sua aniquilação é motivo de comemoração. Esta é a primeira vez que dois telescópios – o ATLAS da Universidade do Hawai e o Pan-STARRS mostraram que podem “fornecer suficiente advertência para afastar as pessoas” do local de impacto de um asteróide.

Usando estes telescópios, os astrónomos observaram 2019 MO quatro vezes em apenas 30 minutos, quando o asteróide estava a apenas 500 mil quilómetros da Terra – 1,3 vezes a distância da Terra à Lua.

No início, os cientistas deram uma classificação de dois em quatro, o que significa que parecia improvável que atingisse a Terra. Mas à medida que mais dados chegavam, actualizaram 2019 MO para quatro. A rede climática Nexrad, em Porto Rico, que é operada pelo Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA, também localizou o asteróide, identificando o seu local de entrada, de acordo com a Cnet.

2019 MO foi muito menor que o meteoro de 20 metros que explodiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. A energia liberta por esse meteoro foi equivalente a cerca de 440 mil toneladas de TNT.

Agora que o ATLAS está instalado e a funcionar, detectará todos os tipos de asteróides, grandes e pequenos. Os dois telescópios do sistema, situados a 160 quilómetros de distância, analisam o céu nocturno em busca de asteróides a cada duas noites. Desde então, descobriram cerca de 100 asteróides com mais de 30 metros de diâmetro por ano.

Em teoria, o ATLAS deverá conseguir encontrar asteróides menores, como 2019 MO, cerca de meio dia antes de chegar e objectos maiores, como o meteoro de Chelyabinsk, alguns dias antes de chegarem.

ZAP //

Por ZAP
30 Junho, 2019

[vasaioqrcode]