4158: Os misteriosos pontos brilhantes de Ceres escondem oceanos de água salgada

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

O planeta anão Ceres, que se localiza no Cinturão de Asteróides entre Marte e Júpiter, é o maior asteróide do Sistema Solar e o único planeta anão mais próximo do que Neptuno. Acreditava-se que era rochoso, mas novos estudos revelaram que é um mundo oceânico.

Uma equipa de cientistas dos Estados Unidos e da Europa analisou imagens transmitidas pela missão Dawn, da NASA, capturadas a 35 quilómetros de distância de Ceres.

Os astrónomos focaram-se na numa cratera com 20 milhões de anos chamada Occator e determinaram que há um “extenso reservatório” de salmoura – uma solução de água saturada de sal – abaixo da sua superfície.

Vários estudos publicados na segunda-feira nas revistas científicas Nature Astronomy, Nature Geoscience e Nature Communications lançam luz sobre o planeta anão, que foi descoberto pelo polímata italiano Giuseppe Piazzi em 1801.

Usando imagens infravermelhas, uma equipa de cientistas descobriu a presença do composto hidrohalita – um material comum no gelo marinho, mas que até agora nunca tinha sido observado fora da Terra.

Maria Cristina De Sanctis, do Instituto Nacional de Astrofísica de Roma, disse, em declarações à AFP, que a hidrohalita era um sinal claro que Ceres costumava ter água salgada. “Agora podemos dizer que Ceres é uma espécie de mundo oceânico, assim como algumas das luas de Saturno e Júpiter”.

A equipa disse que os depósitos de sal pareciam ter-se acumulado nos últimos dois milhões de anos. Isso sugere que a salmoura ainda pode estar a subir do interior do planeta, algo que De Sanctis disse que pode ter implicações profundas em estudos futuros.

“O material encontrado em Ceres é extremamente importante em termos de astrobiologia”, disse. “Sabemos que todos esses minerais são essenciais para o surgimento da vida.”

Julie Castillo-Rogez, do Laboratório de Propulsão a Jacto do Instituto de Tecnologia da Califórnia, disse que a descoberta da hidrohalita foi uma “prova concreta” para a actividade contínua da água.

Num outro artigo, investigadores dos Estados Unidos analisaram imagens da cratera Occator e descobriram que os seus montes e colinas podem ter-se formado quando a água ejectada pelo impacto de um meteoro congelou na superfície.

Encontrado o mais pequeno planeta anão do Sistema Solar. Estava escondido no Cinturão de Asteróides

Um novo estudo sobre Hígia, o quarto maior objeto no Cinturão de Asteróides, sugere que, afinal, será um planeta anão,…

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Segundo os autores, estas descobertas mostraram que estes processos de congelamento de água “se estendem além da Terra e Marte e têm estado activos em Ceres no passado geologicamente recente”.

ZAP //

Por ZAP
13 Agosto, 2020

 

 

2922: Encontrado o mais pequeno planeta anão do Sistema Solar. Estava escondido no Cinturão de Asteróides

CIÊNCIA

ESO

Um novo estudo sobre Hígia, o quarto maior objecto no Cinturão de Asteróides, sugere que, afinal, será um planeta anão, devido ao seu formato esférico.

Descoberto em 1849 pelo astrónomo italiano Annibale de Gasparis, Hígia está localizado no Cinturão de Asteróides entre Marte e Júpiter. É o quarto maior objecto naquele lugar, estando atrás apenas de Ceres, Vesta e Pallas. Destes, apenas Ceres é um planeta anão. Pouco estudado, Hígia é o objecto mais misterioso dos quatro.

Agora, um novo estudo publicado esta segunda-feira na revista especializada Nature Astronomy, revê muito do que se sabe sobre Hígia, incluindo a sua forma, tamanho, rotação e história de origem. O estudo, liderado pelo astrónomo Pierre Vernazza, do Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, na França, foi possível graças a observações recentes feitas pelo instrumento SPHERE da Agência Espacial Europeia no Very Large Telescope (VLT) no deserto de Atacama, no Chile.

Além disso, a nova investigação sugere que o estatuto de Hígia deve ser actualizado de planeta asteróide para planeta anão. Caso isso aconteça, Hígia substituirá Ceres como o mais pequeno planeta anão no Sistema Solar.

De acordo com os critérios elaborados pela União Astronómica Internacional (IAU) em 2006, um objecto celeste precisa de satisfazer quatro requisitos para obter a designação de planeta anão: estar na sua própria órbita ao redor do Sol, não ser uma lua, ter aspirado outro material na vizinhança imediata e alcançar o “equilíbrio hidrostático”. O novo estudo sugere que Hígia cumpre todos os requisitos.

“Ao comparar a esfericidade de Hygiea com a de outros objectos do Sistema Solar, parece que Hígia é quase tão esférica como Ceres, abrindo a possibilidade de ser reclassificado como planeta anão”, declararam os autores, citados pelo Gizmodo.

Uma estimativa aprimorada do diâmetro da Hígia coloca a sua largura em 430 quilómetros. Em comparação, Plutão e Ceres apresentam diâmetros de 2.400 quilómetros  e 950 quilómetros, respectivamente. Uma estimativa do período de rotação do objecto mostra que um dia em Hígia dura 13,8 horas, aproximadamente metade da estimativa anterior.

Duas crateras relativamente pequenas foram vistas na superfície, uma com cerca de 180 quilómetros de largura e a outra com 97 quilómetros de largura.

Os astrónomos esperavam encontrar uma enorme cratera associada à origem do objecto. Hígia é o maior membro da família de asteróides Hígia – uma colecção de quase sete mil objectos amarrados ao mesmo corpo parental. Consequentemente, os cientistas esperavam ver uma grande bacia de impacto em Hygiea semelhante à encontrada em Vesta com aproximadamente 500 quilómetros de diâmetro.

“Nenhuma das duas crateras poderia ter sido causada pelo impacto que originou a família asteróides Hígia, cujo volume é comparável ao de um objecto de 100 quilómetros de tamanho. São demasiado pequenas”, disse Miroslav Brož, co-autor do artigo e investigador no Instituto Astronómico da Universidade Charles, na República Checa, em um comunicado.

Usando simulações em computador, os investigadores mostraram que a família de asteróides Hígia poderia ter sido gerada por uma colisão frontal com um objecto com entre 75 a 150 quilómetros. A colisão resultante obliterou o corpo do pai de Hígia. Mas, ao longo das eras, muitos dos detritos que se seguiram foram reunidos para formar o objecto em forma de esfera que vemos hoje. Estima-se que a colisão tenha acontecido há mais de dois mil milhões de anos.

Agora, o IAU terá de decidir se Hígia deverá receber o estatuto de planeta anão.

ZAP //

Por ZAP
29 Outubro, 2019

 

1241: NASA perdeu sonda espacial no Cinturão de Asteróides

A NASA comunicou nesta quinta-feira que a sonda espacial Dawn deixou de estar em contacto com a Terra, interrompendo a sua missão histórica destinada a estudar o asteróide Vesta e o planeta-anão Ceres.

De acordo com o site da agência espacial norte-americana, depois de eliminar outras hipóteses que justificassem a perda de contacto, a equipa da missão concluiu que a sonda terá ficado sem hidrazina – usada como combustível para as antenas que controlam a direcção -, tendo depois a sonda se perdido entre os asteróides.

Segundos os cientistas, a sonda Dawn ficou presa na órbita do planeta-anão Ceres, devendo manter-se lá nas próximas décadas.

“Hoje celebramos o fim da missão Dawn, das suas incríveis conquistas técnicas e conhecimentos vitais que nos proporcionou e parabenizamos toda a equipa que permitiu que a nave fizesse tais descobertas”, disse o administrador da NASA, Thomas Zurbuchen,

Zurbuchen acrescentou ainda que as imagens e os dados surpreendentes obtidos pela Dawn são cruciais para entender a história e evolução do nosso Sistema Solar.

A sonda espacial norte-americana Dawn foi lançada pela NASA há onze anos, em 2007, com o objectivo de estudar o planeta-anão Ceres e o asteróide Vesta. Estes corpos celestes pertencem ao Cinturão de Asteróides situado entre Marte e Júpiter. Esta foi a primeira missão destinada a estudar mais que um corpo celeste.

ZAP // SputnikNews

Por SN
4 Novembro, 2018

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