734: Robô CIMON vai dar uma mãozinha aos astronautas da Estação Espacial Internacional

Parece uma bola que flutua, mas não é. O robô CIMON foi criado de raiz para ajudar os astronautas da Estação Espacial Internacional a completar tarefas.

A 15ª missão de entrega de mantimentos com destino à Estação Espacial Internacional pela SpaceX levou consigo uma carga especial: uma bola com feições de desenho animado estampada numa tela de computador.

À primeira vista, parece inútil, mas o robô desenvolvido pela Airbus é mais necessário do que parece. Baptizado CIMON – abreviatura de Crew Interactive Mobile Companion ou Companheiro de Tripulação Móvel Interactivo – este robô foi especialmente desenhado para ajudar os astronautas na Estação Espacial Internacional (EEI).

Segundo o Público, a inspiração surgiu da ficção científica e partiu de uma banda desenhada, a Captain Future, lançada nos anos 40 que conta a história de um robô senciente em forma de cérebro humano, apelidado Professor Simon, que serve de mentor a um astronauta chamado Capitão Futuro.

Anteriormente testado em voos terrestres parabólicos (capazes de simular gravidade zero), o CIMON é o primeiro companheiro pessoal para astronautas, capaz de responder de viva voz com recurso à inteligência artificial – mas só em inglês.

Esta ajuda precisa pesa cinco quilogramas e flutua graças às 14 ventoinhas internas que possui. Tem microfones e câmaras para reconhecer quando os astronautas precisam de ajuda e uma cara sorridente 24 horas por dia.

CIMON deverá ajudar os astronautas na condução de várias experiências, podendo responder a várias questões ou exibir dados na sua tela embutida.

Enquanto que a Airbus tratou do hardware, o software e a componente de inteligência artificial ficou a cargo da IBM. Mas, entre tantas funcionalidades, há uma que se destaca: o aparelho vai ajudar o astronauta alemão Alexander Gerst a levar a cabo algumas experiências na EEI.

Embora tenha sido programado para reconhecer instantaneamente a voz e o rosto de Gerst, CIMON será também capaz de interagir com qualquer membro da tripulação. No fundo, CIMON vai ajudar a “aumentar a eficiência do astronauta“, explicou Matthias Biniok, engenheiro da IBM, à Reuters.

Actualmente, os astronautas têm de ler as instruções das tarefas a partir de um portátil, um processo difícil segundo Biniok. Um companheiro como CIMON, capaz de responder e sem fios, poderá ser uma ajuda preciosa.

“A nossa missão principal é apoiar os astronautas com as suas tarefas diárias para poupar tempo, porque o tempo é a coisa mais cara na Estação Espacial Internacional”, conclui.

Ainda assim, este robô pode ir mais além. No futuro, avança a Wired, espera-se que o CIMON evolua o suficiente de forma a conseguir interpretar a forma como a tripulação interage entre si e as dinâmicas sociais que surgem (que podem escapar a quem está em terra).

ZAP // CanalTech

Por ZAP
5 Julho, 2018

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340: Um “cérebro” voador vai ajudar os astronautas da Estação Espacial

Airbus

A equipa da Estação Espacial Internacional vai ganhar brevemente um novo membro – que chega para ajudar e animar os astronautas e cientistas que ali vivem e trabalham.

Chama-se CIMON, Crew Interactive Mobile Companion, e é uma impressão em 3D de metal e plástico descrito pelos seus criadores como um “cérebro voador”.

O CIMON é fruto dos esforços conjuntos da Airbus e IBM, e funciona com inteligência artificial. O seu corpo esférico é autónomo e pode “flutuar” no ambiente de micro-gravidade da estação espacial. Tem um ecrã que pode mostrar dados necessários ao trabalho dos astronautas, ou simplesmente um rosto simpático.

Esta será a primeira missão de I.A. na EEI, e poderá ajudar a equipa a resolver problemas durante o trabalho de rotina, analisando e mostrando dados úteis. Mas a rede neuronal do CIMON pode mesmo dar um passo de gigante em frente e funcionar também como um amigo para os astronautas.

O CIMON, que pesa 5 quilos, está a ser treinado pelo astronauta Alexander Gerst, da Agência Espacial Europeia, que esteve em missão na EEI entre maio e Novembro de 2014. Gerst deverá voltar para a estação com CIMON em Outubro de 2018.

O sistema começou a ser desenvolvido em 2016 por uma equipa de 50 técnicos da Airbus e da IBM. Desde então, tem sido alimentado com dados sobre a EEI, para que possa orientar-se e mover-se de forma livre na estação, e tem aprendido a conhecer melhor o seu companheiro astronauta, através de fotos e amostras de voz.

Assim que o CIMON estiver no espaço, deverá interagir com os astronautas numa série de tarefas, que vão desde trabalhar com cristais a resolver um cubo mágico. Numa das suas missões irá funcionar como câmara de filmar numa experiência médica.

Esperamos apenas que o CIMON seja mais parecido com um tamagotchi sofisticado e útil, do que com HAL 9000, o computador I.A. de 2001, uma Odisseia no Espaço – até porque, contou um dia Arthur C. Clarke, as iniciais do famigerado computador foram escolhidas por serem as três letras que se seguem a I, B e M.

(dr)
I’m sorry, Dave. I’m afraid I can’t do that.

ZAP // HypeScience / Live Science

Por HS
4 Março, 2018

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