2162: Encontrada na Turquia uma cidade submersa com 5.000 mil anos

CIÊNCIA

Benh LIEU SONG / Wikimedia

Na histórica região da Capadócia, no centro da Turquia, foi descoberta uma cidade subterrânea parcialmente submergida por baixo de água que data cerca de 5.000 anos de idade.

A descoberta teve lugar na localidade de Calis, na província de Nevsehir, habitada por 2.200 pessoas. De acordo com a imprensa local, a descoberta ocorreu depois de vários vizinhos de cerca de 15 casas relatarem ao município que água estava a escapar para as suas casas e não sabiam as razões ou a fonte do líquido.

Quando a equipa municipal procurou a causa dos infiltrações, encontrou a entrada fechada de um túnel. Ao entrar no corredor subterrâneo, os operadores perceberam que eram os restos de um antigo assentamento que ficava logo abaixo das casas que sofreram as inundações.

Os primeiros estudos revelaram que a antiga cidade tem uma extensão de aproximadamente cinco quilómetros e é composta de três níveis onde casas e locais de culto são encontrados. O local foi descoberto pela primeira vez há 25 anos, quando uma criança caiu no túnel, mas os moradores de Calis decidiram selar as suas entradas para evitar mais acidentes. A cidade caiu, assim, no esquecimento.

İleri Haber @ilerihaber

Nevşehir’in Avanos ilçesi Çalış beldesinde evleri su basınca 5 kilometrelik yeraltı şehri ortaya çıktıhttps://ilerihaber.org/icerik/evleri-su-basinca-5-kilometrelik-yeralti-sehri-ortaya-cikti-98989.html 

Mitos locais referiam-se à cidade subterrânea como Gir-Gör, que se traduz em português para “Entra e Vê”. A cidade subterrânea está localizada a cerca de 80 quilómetros das famosas cidades subterrâneas de Capadócia, Derinkuyu e Kaymaklı.

O responsável de Çalış Kazım Yılmaz disse à Agência Anadolu que a cidade subterrânea cobre cerca de 1,2 milhão de metros quadrados. “Aqueles que estiveram lá no passado disseram ter cerca de 600 metros por dois quilómetros de tamanho”, disse.

É impossível limpar os escombros e esvaziar a água através de meios do município, disse Yilmaz, acrescentando que se vão inscrever no conselho de protecção de propriedades culturais para que o local seja registado como um local histórico e pedir a ajuda do Ministério da Cultura para abrir o local ao turismo.

Agora, as autoridades locais enfatizam que é necessária investigação arqueológica para ajudar a determinar a origem e as dimensões exactas desse assentamento subterrâneo.

ZAP //

Por ZAP
12 Junho, 2019

[vasaioqrcode]

1110: Inventor de submarinos quer criar uma cidade no fundo do mar

Ken Brown Mondolithic
Vent Base Alpha, ilustração de Ken Brown, cortesia Phil Nuytten

Viver sob a águas não é um sonho novo. Desde os anos 1960, há relatos de projectos que tentaram criar colónias submarinas nos oceanos do planeta – todos eles com pouco sucesso.

Agora, o engenheiro canadiano Phil Nuytten, que dedicou a sua vida profissional a construir submarinos e a estudar as condições oceanográficas, quer tirar do papel um projecto que passou décadas a imaginar. O seu plano é desenvolver um protótipo a partir do fim deste ano na costa oeste do Canadá.

O projecto chama-se Vent Base Alpha e, segundo disse Nuytten à BBC, depende de alguns factores essenciais: a geração de energia e o controle da pressão sob as águas.

“Nos anos 1960, todos nós, que nos dedicávamos à exploração das profundezas do oceano, acreditávamos mesmo que haveria cidades submarinas nas décadas seguintes, e é claro que isso não aconteceu”, diz Nuytten.

“Mas o que torna o que eu estou a fazer agora completamente diferente de tudo que já foi feito antes é que esta colónia será a 1 atmosfera, a mesma pressão a que vivemos, ou seja, a mesma pressão que fomos projectados para suportar. E conseguiremos isso com tecnologia – uma nova tecnologia de blindagem”, explica Nuytten.

Essa nova tecnologia de blindagem protege não apenas as roupas submarinas, mas também um sistema de ventilação especial, chamada ventilação hidrotermal, abastecida pelo movimento de êmbolos que, por sua vez, sobem e descem com a oscilação das temperaturas da água à volta.

Segundo sustenta Nuytten, se for possível proteger-nos da diferença de pressão no fundo do mar, conseguiremos manter uma vida “confortável” nos oceanos.

Nuytten diz também que as construções humanas não têm de ocorrer necessariamente no leito do mar – podem ser feitas em níveis intermédios das águas. Os transportes teriam que ser assegurados com fatos especiais resistentes à pressão das águas profundas, abaixo de 300m, que nos permitiriam flutuar a essas profundidades.

A colónia planeada por Nuytten consistiria assim numa reprodução da vida na Terra, com residências, escritórios, hospitais e comércio submersos. E a justificação a necessidade de uma tal proeza de engenharia é simples: com cada vez menos espaço e recursos na Terra, os oceanos podem vir a servir de abrigo.

Não há dúvida de que o Homem precisa de encontrar um novo habitat para se expandir. Mas há uma pergunta que nos ocorre agora a todos: onde irá o Homem viver primeiro, no fundo do mar ou na superfície de Marte?

ZAP // BBC

Por CC
7 Outubro, 2018

[vasaioqrcode]