3160: Pela primeira vez, neurónios artificiais foram criados para curar doenças crónicas

CIÊNCIA/SAÚDE

University of Bath

Uma equipa de investigadores conseguiu recriar as propriedades biológicas dos neurónios em chips, que podem ser úteis ajudar na cura de doenças neurológicas crónicas.

Naquele considerado um feito única na ciência, investigadores da Universidade de Bath criaram neurónios artificiais que podem vir a ter importantes aplicações médicas, nomeadamente na cura do Alzheimer e de outras doenças degenerativas crónicas. Estes chips de silicone comportam-se como verdadeiros neurónios, respondendo a sinais do sistema nervoso.

De acordo com o Neuroscience News, este é um feito há muito tempo perseguido pela comunidade científica. Os neurónios artificiais têm a capacidade de reparar os bio-circuitos, replicando a sua função saudável e restaurando a função corporal completa do paciente.

No caso da insuficiência cardíaca, por exemplo, os neurónios do cérebro das pessoas não respondem correctamente ao sistema nervoso, não enviando os sinais correctos para o coração. Isto faz com que o coração não bombeie sangue com a intensidade que deveria.

O estudo publicado esta terça-feira na revista Nature Communications detalha a forma como os cientistas conseguiram modelar e derivar equações para explicar como é que os neurónios respondem a estímulos eléctricos de outros nervos. Os investigadores conseguiram replicar as dinâmicas naturais em ratos, usando chips de silicone.

“Até agora, os neurónios eram como caixas negras, mas conseguimos abri-la e espiá-la por dentro. O nosso trabalho altera paradigmas porque fornece um método robusto para reproduzir as propriedades elétricas dos neurónios reais em detalhes mínimos”, disse o autor do estudo, Alain Nogaret.

O investigador realça ainda que uma das vantagens da sua inovação é que os seus neurónios precisam de pouca energia (140 nanowatts).

“Estamos a desenvolver pacemakers inteligentes que não apenas estimulam o coração a bombear a um ritmo constante, mas usam esse neurónios para responder em tempo real às exigências impostas ao coração”, acrescentou o investigador da Universidade de Bath.

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Por ZAP
8 Dezembro, 2019

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