3978: Cientistas já sabem o que é o estranho gel encontrado no lado oculto da Lua

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

CNSA / CLEP

Uma equipa de cientistas da China conseguiu determinar a natureza da estranha substância espacial que gerou muito interesse desde que foi descoberta no ano passado pelo rover chinês Yutu-2 no lado oculto da Lua.

A “substância misteriosa” foi encontrada em Julho de 2019 em uma pequena cratera chamada Von Kármán. Naquela época, a equipa da missão afirmou que a extraordinária “forma e cor do material semelhante ao gel é significativamente diferente do solo lunar circundante”.

De acordo com o ScienceAlert, Sheng Gou e a sua equipa da Academia Chinesa de Ciências conseguiram decompor a luz reflectida na substância e determinar a sua composição química, além da do regolito circundante, que consiste principalmente de poeira e cascalho da Lua.

A análise mostrou que a substância é um fragmento de rocha que derreteu, provavelmente devido ao calor do impacto de um meteorito, para formar uma massa brilhante e vítrea.

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SPACE.com
@SPACEdotcom
Chinese scientists reveal analysis of weird substance found on the moon’s far side by Yutu 2 rover dlvr.it/Rb89GK

Imagem

“Formou-se pela fusão gerada pelo impacto, cimentação e aglutinação de rególitos”, escreveram os investigadores no estudo que será publicado em agosto na revista científica Earth and Planetary Science Letters.

Os cientistas também foram conseguiram determinar que a brecha – um tipo de rocha composta por fragmentos de minerais cimentados juntos – é de cor verde escura e mede aproximadamente 52 por 16 centímetros.

Devido à pouca luz, a composição química da substância era mais difícil de decifrar, embora se calculasse que não seria muito diferente da do solo circundante. Os cientistas determinaram a presença de plagioclásio numa concentração de aproximadamente 38%.

Provavelmente, quando o meteorito atingiu a superfície, derreteu parte do regolito, que se misturou com o regolito não derretido para formar a brecha.

No entanto, o impacto não ocorreu necessariamente na cratera onde o material foi encontrado. É possível que se tenha formado numa cratera diferente e tenha sido ejectado, eventualmente aterrando onde Yutu-2 a encontrou.

A brecha é muito semelhante a duas amostras recuperadas pelas missões Apollo 15 e 17, Amostra Lunar 15466 e Amostra Lunar 70019, respectivamente. Ambas, recuperadas de crateras, também são classificadas como brechas. Nos dois casos, são feitas de pedaços de regolitos lunares e uma espécie de vidro preto.

Os cientistas admitem que o seu estudo tem limitações, principalmente pelo facto de não terem uma amostra real para analisar. Além disso, o Yutu-2 mudou de local e é improvável que seja obtido um segundo conjunto de imagens do objecto.

Essa é a primeira vez na história da exploração espacial em que a humanidade pousa uma nave no lado oculto da Lua, que até então somente havia sido estudado com voos orbitais e sondas que ficam na órbita da Lua.

O Chang’e-4 foi lançado em 7 de Dezembro de 2018. A sonda entrou na órbita lunar cinco dias depois e aterrou na superfície da lua em 3 de Janeiro de 2019. Nesse mês, a missão espacial chinesa conseguiu fazer brotar uma semente de algodão na Lua, que morreu pouco depois.

ZAP //

Por ZAP
10 Julho, 2020

 

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3879: China enviou códigos secretos quânticos através do Espaço. São impossíveis de decifrar

CIÊNCIA/FÍSICA QUÂNTICA/MECÂNICA QUÂNTICA

Matthias Ripp / Flickr

A China conseguiu enviar uma “chave secreta” para criptografar e descriptografar mensagens a uma distância de 1.120 quilómetros. Esta conquista é realizada usando a distribuição de chaves quânticas baseada no entrelaçamento, uma técnica de comunicação teoricamente segura.

A comunicação quântica utiliza fotões para distribuir, de forma segura, uma “chave secreta” para permitir o intercâmbio de mensagens criptografadas.

O trabalho anterior demonstrou a distribuição quântica de chaves em até 404 quilómetros de fibra óptica em espiral em laboratório ou de um satélite a uma estação terrestre a uma distância de até 1.200 quilómetros.

De acordo com um comunicado da Academia de Ciências da China, as tentativas anteriores de distribuir directamente as chaves quânticas entre dois utilizadores terrestres em condições reais alcançaram distâncias de apenas 100 quilómetros.

Isso ocorre devido às perdas de fotões, que aumentam rapidamente com a distância. Relés ou “repetidores” ​​oferecem uma forma de aumentar a distância e evitar a perda de fotões, mas as estações de relés apresentam riscos à segurança.

Jian-Wei Pan e os seus colegas evitam a necessidade de um repetidor ao utilizar um satélite para estabelecer uma ligação segura entre duas estações terrestres na Terra, usando fotões entrelaçados.

Os fotões estão unidos de tal forma que, mesmo separados por longas distâncias, os resultados das medições das suas propriedades quânticas são perfeitamente correlacionados.

Dois telescópios, projectados para receber esses sinais quânticos, foram construídos a 1.120 quilómetros de distância, em Delingha e Nanshan, na China.

Os fotões emaranhados produzidos pelo satélite Micius são transmitidos para o solo quando o satélite passa pelas estações. Embora a distribuição de intercalação por satélite tenha sido relatada anteriormente, os autores aumentaram a sua eficiência de transmissão e reduziram as taxas de erro para usar o entrelaçamento para transmitir chaves quânticas.

Segundo os investigadores, o sistema produz um canal seguro, resistente a ataques.

Os resultados, publicados em maio na revista científica Nature, representam um caminho para redes quânticas globais baseadas no entrelaçamento.

ZAP //

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19 Junho, 2020

 

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3677: Pedaço de foguetão chinês caiu de forma descontrolada no Atlântico

CIÊNCIA/ESPAÇO

Um grande pedaço de um foguetão chinês caiu no Oceano Atlântico, esta segunda-feira, sendo um dos maiores detritos espaciais que caíram descontroladamente na Terra nas últimas 30 décadas.

De acordo com a revista Newsweek, que cita Jonathan McDowell, astrónomo do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, este pedaço de foguetão tinha 30 metros de comprimento e pesava cerca de 18 toneladas.

Este pedaço, que pertencia ao foguetão chinês Long March 5B — lançado, a 5 de Maio, a partir do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang —, caiu no Oceano Atlântico, esta segunda-feira, algures na costa oeste da Mauritânia, na África Ocidental.

Segundo esta publicação, este segmento do foguetão chinês é o maior detrito espacial que caiu de forma descontrolada na Terra desde 1991.

Com 17,8 toneladas, este é o objecto mais maciço a fazer uma reentrada descontrolada desde o soviético Salyut-7, de 39 toneladas, em 1991, a não ser que tenhamos em conta o OV-102 Columbia”, disse McDowell no Twitter.

O astrónomo refere-se ao vaivém espacial norte-americano que, em 2003, perdeu o controlo ao reentrar na atmosfera terrestre, matando todos os sete astronautas a bordo.

De acordo com o jornal Independent, o foguetão Long March 5B faz parte dos esforços da China para aumentar a sua presença no Espaço. Para já, não incluiu tripulação (e ainda bem), mas o objectivo é que um dia possa transportar seis astronautas.

O jornal britânico recorda ainda que o país asiático planeia trabalhar na sua própria versão da Estação Espacial Internacional (EEI), depois de ter sido excluída, em grande parte, por causa das objecções dos Estados Unidos.

ZAP //

Por ZAP
12 Maio, 2020

 

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3643: China planeia concluir estação espacial até 2022

CIÊNCIA/ESPAÇO

A China planeia enviar quatro missões espaciais tripuladas e o mesmo número de módulos de carga para concluir a construção de uma estação espacial permanente nos próximos dois anos, informaram esta quarta-feira as autoridades do país asiático.

© EPA/Space Center Yuzhny / ROSCOSMOS /

O anúncio, feito após o lançamento de uma sonda não tripulada e uma cápsula de retorno, um importante passo para levar tripulações para a futura estação espacial chinesa, reforça ainda mais as aspirações da China de rivalizar na exploração espacial com os Estados Unidos, Europa, Rússia ou empresas privadas.

A sonda e a cápsula foram lançadas a bordo do foguete Longa Marcha 5B no seu voo de estreia, na noite de terça-feira, a partir do centro de lançamento de Wenchang, na província de Hainan, sul da ilha.

A cápsula é uma actualização do modelo Shenzhou, que tem como base o modelo da antiga União Soviética Soyuz, e que pode transportar seis astronautas.

A China lançou, anteriormente, uma estação espacial experimental, que mais tarde caiu na atmosfera, e planeia agora construir uma instalação maior, com vários módulos, para rivalizar com a escala da Estação Espacial Internacional.

O programa espacial da China alcançou um marco, no ano passado, ao pousar uma sonda no lado oculto da Lua e tem planos para colocar um veículo terrestre e móvel em Marte.

Desde a sua primeira missão tripulada, em 2003, o programa espacial chinês desenvolveu-se rapidamente, e estabeleceu planos de cooperação com a Agência Espacial Europeia e de outros países.

Os EUA, no entanto, proibiram a maior parte da cooperação espacial com a China, por questões de segurança nacional, e impediram o país de participar na Estação Espacial Internacional, levando o país a desenvolver gradualmente o seu próprio equipamento.

O novo foguete Longa Marcha 5B foi especialmente designado para lançar os módulos da futura estação espacial em órbita.

A China também está entre os três países que planeiam missões para Marte este verão, junto com Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos.

Uma sonda só pode ser lançada para Marte a cada dois anos para aproveitar o alinhamento mais próximo possível entre a Terra e o planeta vizinho.

Diário de Notícias

DN/Lusa

 

3626: “Em busca da verdade celestial”. China lança missão a Marte nos próximos meses

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Xinhua/CNSA

A China prepara-se para lançar a sua primeira missão a Marte nos “próximos meses”, anunciou a agência espacial chinesa (CNSA).

A missão foi baptizada de Tianwen 1, que significa “Em busca da verdade celestial”, precisa a agência noticiosa espanhola Europa Press, dando conta que o nome atribuído foi inspirado numa poesia escrita há mais de 2.000 anos.

Na obra em causa, o poeta antigo Qu Yuan (475-221 a. C.) do Reino de Chu questionou narrativas tradicionais que versavam sobre a mitologia da época, especialmente sobre o Espaço, a Terra e outros fenómenos naturais.

“[Qu Yuan] é conhecido pelo seu patriotismo e pelas suas contribuições à poesia e aos versos clássicos, especialmente através da antologia Chu Ci, também conhecidos como Canções de Chu”, refere a CNSA em comunicado.

E acrescenta: “O nome [da missão] representa a busca incansável da verdade pelo povo chinês, a herança cultural do país da sua compreensão da natureza e do Universo, além de inúmeras explorações no ramo da ciência e da tecnologia.

A missão pretende enviar um veículo espacial para a superfície do Planeta Vermelho para estudar a sua atmosfera, ambiente e a composição do solo do do planeta, detalha a emissora norte-americana CNN. O rover será acompanhado por um orbitador e um módulo de aterragem, sendo todos os três instrumentos equipados com instrumentos científicos.

Ye Peijian, um dos principais cientistas de exploração espacial da academia chinesa, revelou que a sonda pousará na superfície marciana antes de Julho de 2021.

Se a missão for bem sucedida, a China será o terceiro país a aterrar com sucesso um veículo espacial em Marte, depois dos Estados Unidos e da Rússia.

NASA fotografou um “dragão chinês” em Marte

A HiRISE fotografou um dragão chinês na superfície marciana. A fotografia é de Julho de 2007, mas a NASA notou…

ZAP //

Por ZAP
1 Maio, 2020

 

 

China wants a piece of the moon. Here’s how it plans to handle lunar samples.

SCIENCE

(Image: © NASA)

A glimpse into China’s readiness to handle samples from the moon reveals steps to be taken for storage, processing and preparation of the specimens.

China’s Chang’e 5 robotic moon mission is scheduled to launch later this year. That venture represents the third phase of China’s Chang’e lunar exploration program: returning samples from the moon.

The reported candidate landing region for Chang’e 5 is the Rümker region, located in the northern Oceanus Procellarum (“Ocean of Storms”). The area is geologically complex and known for its volcanic activity.

The Chang’e 5 mission has four main parts: an orbiter, ascender, lander and Earth reentry module, which will contain up to 4.4 lbs. (2 kilograms) of lunar surface and subsurface samples.

Related: China on the moon! A history of Chinese lunar missions in pictures

China plans to launch the ambitious Chang’e 5 lunar sample return mission later in 2020. (Image credit: Used with permission: Loren Roberts/The Planetary Society at https://www.planetary.org/)

Sample history

The former Soviet Union successfully executed three robotic lunar sample return missions. Luna 16 returned a small sample (101 grams) from Mare Fecunditatis (“Sea of Fertility”) in September of 1970; in February 1972, Luna 20 returned 55 grams of soil from the Apollonius highlands region; and Luna 24 retrieved 170.1 grams of lunar samples from the moon’s Mare Crisium (“Sea of Crisis”) for return to Earth in August 1976.

The United States brought back much more moon material. The six Apollo missions that touched down on the lunar surface from 1969 to 1972 collected 842 lbs. (382 kg) of lunar samples at different landing sites on the lunar surface, including rocks, core samples, lunar soil and dust.

China’s moon rock plans

In a paper that was scheduled to be presented last month at the Lunar and Planetary Science Conference (LPSC), which ended up being cancelled due to concerns about the novel coronavirus, lead author G. L. Zhang from the National Astronomical Observatory, Chinese Academy of Sciences, details the main tasks of the Ground Research Application System (GRAS) of the country’s lunar exploration project.

These tasks include: receiving lunar samples from the spacecraft system; establishing special facilities and laboratories for permanent local storage of samples and backup storage at another location; and preparation and preprocessing of lunar samples.

According to the requirements of the mission, GRAS formed a complete lunar sample preprocessing, storage and preparation plan.

This plan mainly includes: handover and transfer of lunar samples from the spacecraft system to GRAS, unsealing of the sample package, sample separation (drilled sample separation and scooped sample separation), sample storage (scooped and drilled samples) and sample preparation.

Related: Latest news about China’s space program

A lunar pipeline

A detailed pipeline for this plan is discussed in the LPSC paper.

First, the returned lunar samples will be divided into scooped samples and drilled samples after entering the lab. Both scooped and drilled samples will then be divided into four categories: permanent storage samples, backup permanent storage samples, scientific research samples and exhibition samples.

“All the tools that contact with lunar sample are made of stainless steel, Teflon, quartz glass or materials of known composition to strictly control the factors that will affect subsequent scientific analysis. The water and oxygen content in the glove box, filled with pure [nitrogen], will be strictly monitored to prevent the lunar samples from Earth pollution,” the LPSC paper notes.

U.S. and China approaches

“They seem to be taking a very similar approach to how we have (and continue to) process and curate Apollo samples (and other astromaterials in our collection),” said Ryan Zeigler, NASA’s Apollo Sample Curator and manager of the Astromaterials Acquisition and Curation Office of the Astromaterials Research and Exploration Science Division at NASA’s Johnson Space Center in Houston.

“There are a few minor differences, but that is to be expected since each mission has unique characteristics,” Zeigler told Inside Outer Space.

The Chinese are clearly taking seriously the handling, storage and preliminary examination of a potential set of new lunar samples. The technology described is in many ways similar to the technology in the NASA Lunar Sample Laboratory, noted Carlton Allen, a former NASA Astromaterials Curator. (He is now retired.)

“The use of a nitrogen atmosphere for preparation, subdivision and storage has proven both necessary and sufficient over 50 years of lunar curation at NASA,” Allen said.

Glovebox photos show that the nitrogen is maintained at positive pressure with respect to the laboratory atmosphere, which has proven important for contamination control.  The importance of restricting the materials that come into contact with the samples, another important aspect of contamination control, is also recognized.

The technology described by G. L. Zhang and colleagues “has the potential to make these future lunar samples directly comparable to Apollo and Luna samples, which could significantly increase the value of each sample set,” Allen said.

Leonard David is the author of the book Moon Rush: The New Space Race,” published by National Geographic in May 2019. A longtime writer for Space.com, David has been reporting on the space industry for more than five decades. Follow us on Twitter @Spacedotcom or Facebook.

Livescience
By Leonard David
19/04/2020

 

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3516: Compreender o futuro: Estação Espacial Modular da China

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Depois de ter lançado duas mini-estações experimentais, a China começa já em 2020 a criar uma estação espacial de grande escala

Os EUA e a Rússia são os países com maior tradição na exploração espacial, mas nos últimos anos mais nações têm investido em planos e tecnologias para ir para fora do planeta Terra. A China tem conquistado um lugar de destaque pelo número de lançamentos espaciais que tem realizado: em 2018, foram 39 lançamentos, superando os 29 dos EUA e os 20 da Rússia; em 2019, o domínio também foi chinês, com o país a realizar 27 lançamentos espaciais. Mas estes lançamentos – que englobam sobretudo satélites – são apenas a ponta do icebergue.

A China tem grandes ambições na exploração espacial e o principal símbolo desta vontade é o projecto conhecido como Estação Espacial Modular da China. A estação vai ser composta por um módulo principal, apelidado de Tianhe-1, e por dois módulos secundários de investigação, apelidados de Wentian and Mengtian. O projecto, cuja primeira fase deverá ficar completa já em 2020 com o lançamento do módulo principal, tem um tempo de vida estimado de dez anos e vai conseguir suportar a estadia de três a seis astronautas em simultâneo, com a chegada do primeiro ‘hóspede’ a estar prevista para 2022, ano no qual a estação já estará completa e em pleno funcionamento.

Em termos de estrutura, a estação espacial vai ter 37 metros de comprimento, assumindo a forma de um T, semelhante à já ‘reformada’ estação espacial russa Mir, e vai orbitar a Terra a uma altitude máxima de 450 quilómetros. Se este parece um projecto ambicioso para um país que não tem tanta tradição no espaço como os EUA e a Rússia, a China fez preparativos à altura: o país já lançou duas mini-estações espaciais para o espaço, a Tiangong-1 e Tiangong-2, que serviram como base de aprendizagem para o lançamento da grande estação espacial modular.

Um protótipo do módulo Tianhe-1 já recebeu, em Setembro de 2019, aprovação para que possa ser iniciada a produção do módulo final a ser lançado para o espaço. Apesar de a China não fazer parte dos países que podem usar a Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) para a realização de experiências, o país já ‘abriu’ a futura estação à realização de projectos de investigação internacionais.

É importante porque

O projecto mostra o conhecimento e a experiência que a China está a ganhar no domínio do Espaço. Esta nova estação apresenta-se ainda como uma alternativa para projectos de investigação fora do planeta Terra, após o fim das operações da Estação Espacial Internacional, previsto para 2028

Exame Informática
25.03.2020 às 15h32

 

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3355: O peixe-espátula chinês pode vir a ser o primeiro animal extinto em 2020

CIÊNCIA/ZOOLOGIA

Muséum d’histoire Naturelle / Wikimedia
Chinese paddlefish

O peixe-espátula chinês, considerado o maior peixe de água doce da China, pode ter entrado para a lista dos animais extintos.

Uma equipa de cientistas afirma que o peixe-espátula chinêsPsephurus gladius — já não existe, tendo sido provavelmente extinto em algum momento entre 2005 e 2010, de acordo com o Live Science.

Os investigadores recordam que o peixe já foi comum no rio Yangtze, mas factores como a sobre-pesca e a fragmentação do habitat selaram a destruição desta espécie.

“Como não existem espécimes em cativeiro nem tecido vivo conservado para uma possível ressurreição, o peixe deve ser considerado extinto de acordo com os critérios da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)”, escreveu Hui Zhang, investigador da Academia Chinesa de Ciências da Pesca que liderou o estudo publicado, na edição de Março de 2020, da revista Science of the Total Environment.

De acordo com o mesmo site, o peixe-espátula chinês era uma criatura impressionante, com um ‘focinho’ grande e saliente, que lhe deu o apelido xiang yu (“peixe elefante” em mandarim). Este animal podia crescer até sete metros, colocando-o entre o esturjão e o peixe-jacaré como um dos maiores peixe de água doce do mundo.

A espécie foi considerada uma das mais ameaçadas da China em 1989, mas, apesar deste alerta, a sua população continuou a diminuir. A última vez que foi avistado foi em 2003.

A perda deste animal mostra o porquê da importância de garantir a sobrevivência de outras espécies ameaçadas de Yangtze, tal como o jacaré-da-china (Alligator sinensis), afirmam os investigadores.

ZAP //

Por ZAP
12 Janeiro, 2020

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3310: Encontrados 220 soldados de Terracota, o lendário exército do primeiro imperador da China

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

sibilino / Flickr

A terceira ronda de escavações arqueológicas do mausoléu de Qin Shihuang, o primeiro imperador da China, revelou 220 soldados do lendário exército de Terracota.

De acordo com os meios locais, numa área de 400 metros quadrados, foram encontrados pelo menos 220 figuras humanas, 12 cavalos, dois carros e um grande número de armas. Os arqueólogos obtiveram muitos materiais novos, incluindo várias peças arquitectónicas e alguns informações adicionais sobre os graus militares do século III a.C.

A armadura e uniforme as figuras permitiu dividi-las em militares de alto escalão, oficiais intermédios, oficiais inferiores e guerreiros comuns. Após um estudo preliminar, os arqueólogos estimam agora que as figuras de grau inferior ainda se subdividiam em dois, algo que implica uma revisão da hierarquia no Exército da época.

Entre os armamento encontrado, abundam espadas e bestas de bronze. Os investigadores também encontraram pratos, caldeirões e o camelo dourado mais antigo já visto na China.

Global Times @globaltimesnews

More than 220 new terracotta warriors with five different official titles, including senior military ranks, were unearthed during the third excavation of Mausoleum of the First Qin Emperor. 12 terracotta horses and a variety of weapons were also found. #archeology

Os trabalhos têm sido levados a cabo no chamado “buraco número 1”, que mede 14.260 metros quadrados, há dez anos, entre 2009 e 2019. De acordo com uma estimativa da distribuição dos números, esta área do complexo funerário de Qin Shi Huang poderia cobrir mais de seis mil guerreiros e cavalos de cerâmica no total.

Além das medidas de protecção convencionais, as relíquias mais importantes são transferidas para o laboratório para conservação. Desta vez, são mais de 100 peças e pelo menos 20 lugares importantes que estão a ser protegidos.

Os primeiros guerreiros de Terracota foram encontrados nos arredores da cidade de Xian, na província de Shaanxi, em 1974. O mítico exército de Qin Shi Huang era composto por mais de oito mil soldados, 130 carruagens com 520 cavalos e 150 cavalos de cavalaria, a maioria das peças ainda permanecem enterradas na proximidades da sua sepultura. Na época, foram enterrado com o imperador, visando protegê-lo na vida após a morte.

A sepultura do imperador chinês Qin Shihuang, localizada debaixo de um monte de enterros, foi aberta ao público em 1979. Nos 40 anos de existência do museu funerário de Qin Shihuang, passaram por lá mais de 120 milhões de turistas, de acordo com a agência chinesa Xinhua.

ZAP //

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4 Janeiro, 2020

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3285: Afinal, o fóssil de “aranha” pré-histórica era um lagostim de pernas pintadas

CIÊNCIA

Cheng et al, Acta Geologica Sinica, 2019

No início deste ano, uma equipa de cientistas descobriram anunciaram ter descoberto um novo espécie do Cretáceo Inferior na Formação Yixian, na China, que acreditavam ser uma enorme aranha antiga.

O fóssil acabou por ser vendido ao Museu de História Natural de Dalian, na China, e os seus membros acreditavam que se tratava de um espécime de Mongolarachnidae chaoyangensis, tal como publicaram os especialistas, à época, na revista científica especializada Geological Acta da Sociedade Geológica da China.

Contudo, a “aranha” pré-histórica não passa de uma fraude: trata-se, na verdade, de um lagostim “muito mal preservado” com “algumas pernas pintadas”, conforme adiantou o paleontólogo Paul Selden da Universidade do Kansas, nos EUA, ao portal Science Alert.

O artigo publicado “tinha muito poucos detalhes”, contou o especialista em invertebrados, dando conta que, quando os seus colegas de Pequim lhe emprestaram o espécime para análise, percebeu de imediato que alguma coisa estava errada.

Faltavam várias partes (…) havia segmentos demais nas seis pernas e olhos enormes”, disse Selden, que levou a cabo uma análise de microscopia de fluorescência do fóssil para confirmar as suas suspeitas iniciais.

Por sua vez, o paleobiólogo Chungkun Shih, da Universidade de Pequim, também notou que esta “aranha” foi encontrada numa zona onde foram também descobertos muitos lagostins do Cretáceo (120-130 milhões de anos).

Brendan M. Lynch @BrendanMLynch

Ancient spider fossil, in reality, appears to be ‘badly preserved crayfish’ with legs painted on. http://bit.ly/34CkdBe  via @KUNews @EurekAlert

A ‘Jackalope’ of an ancient spider fossil deemed a hoax, unmasked as a crayfish

A team from the University of Kansas used fluorescence microscopy to analyze the supposed spider and differentiate what parts of the specimen were fossilized organism, and which parts were potentia…

eurekalert.org

O especialista disse ainda que esta é uma falsificação bastante credível. Estes achados “são, normalmente, desenterrados por agricultores locais. E eles sabem quanto dinheiro podem fazer com estes achados”, explicou.

As pessoas que descreveram este achado como uma aranha pré-histórica “são bos paleontologistas”, só “não são especialistas em aranhas”, concluiu Paul Selden.

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29 Dezembro, 2019

 

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3281: China lança pela terceira vez foguetão com que quer enviar sonda a Marte em 2020

CIÊNCIA

Organização Indiana de Pesquisa Espacial

A China lançou esta sexta-feira, pela terceira vez, um foguetão da série Longa Marcha-5, considerado um dos mais potentes do mundo e com o qual pretende enviar a primeira sonda a Marte em 2020.

O foguetão, para transporte de carga, foi lançado do centro espacial de Wenchang, na ilha chinesa de Hainan, às 20h45 locais (12h45 em Lisboa), tendo o acontecimento sido transmitido em directo pela televisão estatal CCTV.

Caso seja um sucesso, o lançamento permitirá “testar tecnologias-chave para futuras missões espaciais”, segundo a agência noticiosa Nova China. O primeiro lançamento de um Longa Marcha-5 ocorreu em Novembro de 2016, ao qual sucedeu uma tentativa abortada em Julho de 2017 depois de um dos foguetões ter caído ao mar após a descolagem.

A China pretende enviar, em 2020, a sua primeira sonda para o planeta Marte e, em 2022, o módulo central de uma nova estação na órbita terrestre, depois de ter desactivado as estações espaciais Tiangong 1 e 2 em 2016 e 2018, respectivamente. Com a desactivação da Estação Espacial Internacional (EEI), esperada em 2024, a nova estação espacial chinesa será a única a estar na órbita da Terra a partir desta data.

Os Estados Unidos e os seus parceiros na EEI (Europa, Rússia, Japão e Canadá) propõem-se construir uma nova estação espacial, mas na órbita da Lua, a Gateway, da qual serão enviadas missões humanas e robóticas para o satélite natural da Terra e, posteriormente, para Marte.

Os norte-americanos querem enviar novamente astronautas à Lua, inclusive a primeira mulher, em 2024 e, depois disso, a partir de 2028, estabelecer missões sustentáveis na superfície lunar. A nave Orion, que transportará astronautas de regresso à Lua, foi construída numa parceria entre os Estados Unidos e a Europa.

Em Novembro, a Agência Espacial Europeia (ESA) revelou a intenção de enviar, pela primeira vez, astronautas à Lua, sem concretizar datas, anunciado que irá iniciar o processo de recrutamento com esse propósito. Apenas astronautas norte-americanos estiveram na Lua, entre 1969 e 1972.

A China, que há cerca de um ano se tornou o primeiro país a enviar uma sonda ao lado oculto da Lua (o que não é visível da Terra), ambiciona também levar o seu primeiro astronauta à sua superfície e construir uma base lunar.

A capacidade do foguetão Longa Marcha-5 é equiparada à dos foguetões europeu Ariane-5, norte-americano Delta IV Heavy e russo Proto-M. Actualmente, o Falcon Heavy, da empresa aeroespacial norte-americana SpaceX, é o foguetão mais potente do mundo, tendo destronado o Saturno V, que levou os primeiros astronautas em direcção à superfície da Lua em Julho de 1969.

ZAP // Lusa

Por Lusa
27 Dezembro, 2019

 

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3245: Encontrado na China esqueleto com 5.000 anos com caso raro de nanismo

CIÊNCIA

(dr) Halcrow et al. 2019

Arqueólogos descobriram, na China, um esqueleto humano com uma forma rara de nanismo, chamado pelos investigadores de “nanismo proporcional”.

Segundo o Live Science, o esqueleto foi encontrado num local de enterro perto do Rio Amarelo, na China, juntamente com outros restos mortais de pessoas que viveram entre 3300 e 2900 A.C.

Todos os esqueletos foram descobertos com as mãos colocadas em cima dos corpos, com a excepção de um, cujas mãos estavam enfiadas nas costas. Os ossos deste esqueleto pareciam mais curtos e fracos. Após uma análise mais aprofundada, os arqueólogos perceberam que este jovem adulto sofria de um nanismo raro.

A displasia esquelética é bastante rara nos dias que correm e, ao que parece, também é incomum nos registos arqueológicos — até agora, foram descobertos menos de 40 casos. Deste número, a maioria representa uma forma relativamente comum de nanismo chamada acondroplasia.

Mas, neste caso, os arqueólogos perceberam que se tratava de algo mais invulgar. Os membros do esqueleto pareciam curtos, assim como os ossos da cabeça e do tronco pareciam pequenos. A equipa diagnosticou o esqueleto com uma condição conhecida como “nanismo proporcional”.

De acordo com os cientistas, a baixa estatura deste jovem adulto resultou provavelmente do hipopituitarismo e hipotiroidismo” nos primeiros anos de vida (duas doenças relacionadas com a produção de hormonas na hipófise e na tiroide, respectivamente). Ambas podem prejudicar o crescimento ósseo, o desenvolvimento cognitivo e a função cardíaca e pulmonar.

Embora o esqueleto de baixa estatura tenha sido enterrado de forma diferente dos restantes, os arqueólogos não têm a certeza se ou como este indivíduo foi tratado em vida. E os textos confucionistas do século IV A.C. sugerem que pessoas com diferenças físicas não teriam sido excluídas nesta época.

Porém, esse sentimento colide com relatos históricos do século II A.C., que sugerem que pessoas com nanismo “eram vistas como outsiders“, observam os autores no artigo publicado na revista científica International Journal of Paleopathology.

ZAP //

Por ZAP
21 Dezembro, 2019

 

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3098: Lançamento de foguete chinês destruiu um prédio e cobriu cidade com detritos tóxicos

CIÊNCIA

China Aerospace Science and Technology Corporation

No sábado passado, a agência espacial chinesa lançou o foguete Long March 3B do Xichang Satellite Launch Center. A missão foi um sucesso, colocando dois satélites em órbita.

No entanto, nem tudo correu bem. Quando o primeiro reforço do foguete regressou à Terra, aterrou numa área povoada, de acordo com a Ars Technica, destruindo um prédio e cobrindo a área com fumo tóxico.

LaunchStuff @LaunchStuff

 

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As the old saying goes, what goes up must come down by smashing into a building, cause significant damage to it and light it on fire.
Or something like that, I’m paraphrasing…

ℹhttps://www.weibo.com/3279752321/Ihy1liV5Y 

 

Um lançamento em Abril também encheu a paisagem chinesa de detritos tóxicos. O especialista em espaço comercial Greg Autry pediu ao governo Trump que tratasse das normas de segurança da China.

“Os padrões de segurança usados no lançamento espacial chinês deixariam os reguladores americanos apopléticos”, escreveu Autry no Space News. “Como é o caso em muitas indústrias globais, esta abordagem negligente dos padrões ambientais e da segurança humana promete fornecer à China uma vantagem de custo significativa sobre empresas americanas mais responsáveis e altamente regulamentadas”.

Os Estados Unidos e muitas outras nações espaciais costumam construir os seus locais de lançamento perto da costa. Isso acontece especificamente para que possam evitar colocar em risco a vida dos moradores, uma vez que os detritos que regressem à Terra podem simplesmente cair no oceano.

Porém, durante a Guerra Fria, a China construiu vários grandes centros de lançamento no interior para “fins de segurança”. Nas décadas seguintes, as missões desses locais colocaram os moradores em perigo repetidamente. Em 1996, um foguete chinês colidiu com uma vila logo após o lançamento, matando seis pessoas, segundo fontes chineses. Porém, de acordo com as fontes internacionais, o acidente matou centenas de moradores.

A China poderia, de acordo com o Futurism, diminuir os seus esforços espaciais ao construir novos locais de lançamento em áreas despovoadas ou costeiras. Porém, em vez disso, aumentou o número de lançamentos de foguetes nos últimos anos em busca de dominação espacial.

ZAP //

Por ZAP
26 Novembro, 2019

 

3027: China quer ir a Marte em 2020

CIÊNCIA

A China anunciou que tem a tecnologia pronta para colocar uma sonda à superfície de Marte já em 2020, algo que só a NASA conseguiu atingir até agora.

É a primeira missão interplanetária da China e vai ter dois objectivos: colocar uma sonda na órbita de Marte e aterrar uma outra sonda à superfície do “planeta vermelho”. O sistema de propulsão necessário já terá passado todos os testes exigidos, de acordo com uma nota do Xi’an Aerospace Propulsion Institute. Esta entidade terá verificado o desempenho e o controlo do sistema em várias operações, como pairar, evitar perigos, abrandar e a fase de aproximação à superfície, concluindo que os mecanismos de propulsão estão prontos.

A China já escolheu dois locais preliminares para aterrar em Marte, perto da Utopia Planitia, em duas elipses de aproximadamente 100×40 quilómetros, noticia o Spectrum. A sonda colocada à superfície vai pesar 240 quilos, terá o dobro da massa que têm as sondas lunares chinesas, e terá integradas câmaras de navegação, de topografia e multi-espectrais, um radar de detecção no subsolo, um instrumento de espectroscopia por laser semelhante ao da Curiosity, um detector de campos magnéticos e um detector de clima.

O desafio neste momento passa por ter o foguetão Long March 5 pronto para colocar este equipamento e estas sondas a caminho de Marte. O foguetão estreou-se em 2016, teve um voo falhado em 2017 e já foi alvo de duas alterações a nível do design dos motores. Em Dezembro, será feito mais um voo de testes, aonde irá colocar um grande satélite em órbita geo-estacionária. Caso este voo não tenha sucesso, a China terá de aguardar mais 26 meses pela abertura da janela Hohmann, no final de 2022, para chegar a Marte.

Chegar a Marte é parte do desafio, mas a aterragem à superfície a ser uma parte talvez ainda mais complexa, devido às circunstâncias particulares da atmosfera e da gravidade. Recorde-se que o momento da aterragem foi quando muitas missões, como as da Agência Espacial Europeia e da Roscosmos russa, falharam.

Exame Informática
12.11.2019 às 8h35

 

2813: Já há novas informações sobre a primeira planta que nasceu na Lua

CIÊNCIA

Chongqing University / Victor Tangermann

Já há mais informações sobre a primeira planta na Lua, que nasceu de sementes de algodão este ano. Entretanto, a planta acabou por morrer devido às baixas temperaturas.

Quando a sonda chinesa Chang’e-4 pousou no lado mais distante da Lua no dia 3 de Janeiro de 2019, ela entrou para a história. Foi a primeira nave a explorar este lado da Lua, e na sua carga estava uma mini-biosfera de 2,5 kg chamada Micro Ecossistema Lunar.

Este cilindro tem apenas 18 cm de comprimento e 16 cm de diâmetro, e contém seis formas de vida que foram mantidas por 20 dias em condições parecidas com as da Terra, excepto pela micro-gravidade e radiação lunar. São elas: sementes de algodão, sementes de batata, semente de canola, levedura, ovos de mosca-da-fruta e uma planta comum da espécie Arabidopsis thaliana.

Apenas as sementes de algodão produziram resultados positivos em Janeiro deste ano. O brotamento de duas folhas foi registado nos 14 dias terráqueos do primeiro dia lunar da semente. Ao final deste tempo, a região ficou na escuridão e no frio de -190ºC e a planta acabou por morrer.

A imagem disponibilizada pela China é uma reconstrução em 3D baseada na análise e processamento de imagem.

O investigador responsável por esta experiência, Xie Gengxin, avisa que não haverá um artigo científico publicado sobre o evento, mas que pretende continuar o seu trabalho.

Na etapa de planeamento, a equipa pretendia enviar um pequeno cágado para a Lua, mas acabou por optar pelos outros organismos devido ao limite de peso da esfera, que não poderia ser mais do que 3 kg. Caso o animal tivesse sido enviado, ele teria um final pouco feliz, já que morreria de frio e de falta de oxigénio ao fim de 20 dias.

A missão Chanc’e-4 foi a primeira a levar organismos terráqueos para a Lua, sem contar com os astronautas das missões lunares de 1969 a 1972.

Xie e sua equipa esperam enviar mais formas de vida nas próximas missões para a Lua, mas ainda não especificaram que tipo de organismos seriam esses. A China já planeou a Chang’e-6, uma missão de regresso da amostragem, que deve acontecer em meados de 2020.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
11 Outubro, 2019

 

2781: China está prestes a inaugurar o maior radiotelescópio do mundo para “caçar” extraterrestres

CIÊNCIA

(dr) Liu Xu / Xinhua
O Radiotelescópio FAST (Five Hundred Metre Aperture Spherical Telescope) é o maior do mundo

A China já terminou a construção do radiotelescópio FAST (Five Hundred Metre Aperture Spherical Telescope), devendo o maior telescópio de disco único do mundo ser inaugurado para astrónomos em breve.

Depois de cinco anos de construção e três de testes, o FAST está finalmente pronto. Com um diâmetro de 500 metros e 4.400 painéis de alumínio, o dispositivo localiza-se numa região remota da China, sendo duas vezes mais potente do que o segundo maior do seu tipo, o Observatório Arecibo, em Porto Rico.

Os cientistas têm esperança que o FAST, capaz até de detectar as ondas de rádio mais fracas oriundas de pulsares e galáxias, possa ajudar a descobrir a tão procurada vida alienígena, tal como refere um novo artigo sobre o telescópio publicado a 24 de Setembro na revista científica Nature.

Depois de uma série de testes, o telescópio deve receber em breve luz verde do Governo chinês, devendo iniciar actividade em meados de Outubro. “Não encontramos nenhum obstáculo para a transição restante”, afirmou Di Li, cientista-chefe do projecto.

“Sinto-me animado e aliviado”, acrescentou, citado pelo portal Futurism.

Durante o período experimental, o FAST conseguiu detectar 100 pulsares. Até 2017, e de acordo com dados da NASA, captou, no total, 2.000 pulsares.

Tendo em conta a sua “impressionante sensibilidade”, o aparelho pode também ajudar a compreender as misteriosas rajadas rápidas de rádio (fast radio bursts ou FRB), podendo fornecer dados sobre a sua origem ou energia, explicou a cientista Laura Spitler, astrónoma do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha.

Para já, a grande preocupação dos cientistas será conseguir descobrir como é que vão processar a enorme quantidade de dados que o aparelho é capaz de produzir.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
6 Outubro, 2019

 

2693: Revelada fotografia do misterioso material do lado oculto da Lua

CIÊNCIA

CNSA / CLEP

A agência espacial chinesa já tinha anunciado a descoberta de uma espécie de gel numa cratera lunar. Não satisfeita com as primeiras imagens, fez regressar o Yutu-2 ao local para recolher mais fotografias.

Em Julho, imagens recolhidas pelo veículo robótico Yutu-2, da missão Chang’e-4, revelaram a existência de uma substância gelatinosa numa cratera situada no lado mais negro da Lua. Na altura, a Agência Espacial chinesa anunciou a descoberta descrevendo o material como tendo uma forma, cor e textura diferentes do restante da superfície do satélite natural da Terra.

Este fim de semana, foram divulgadas novas imagens, de acordo com o Sapo Tek. A sonda chinesa terá sido capaz de detectar o gel, depois de inspeccionar a pequena cratera lunar com uma ferramenta espectroscópica conhecida como VNIS (Visible and Near-Infrared Spectrometer).

Esta tecnologia é capaz de determinar a composição química de uma substância ao analisar a luz que a matéria reflecte, embora seja impossível determinar com exactidão o que é a substância em causa na ausência de estudos mais completos sobre a sua origem.

Uma das teorias apontada pelos cientistas é que esta substância possa ser vidro derretido pelo calor de meteoritos que atingiram a Lua, deixando a cratera no local. Impactos de alta velocidade na superfície lunar podem criar rochas vítreas e ígneas, assim como estruturas cristalinas.

Em entrevista ao Space.com, Clive Neal, cientista da Universidade de Notre Dame, explicou que, apesar de a fotografia não ser perfeita, pode oferecer pistas preciosas. Segundo o mesmo especialista, o material encontrado assemelha-se a uma amostra de vidro de impacto, encontrada durante a missão Apolo 17, em 1972. A origem é atribuída a uma erupção vulcânica datada de há 3,54 mil milhões de anos.

O especialista da NASA Dan Moriarty concorda que é muito difícil fazer uma avaliação definitiva da composição química da substância em função da baixa qualidade da imagem. O material descrito parece um pouco mais brilhante do que o material circundante, embora o brilho real seja difícil de confirmar nas fotografias obtidas.

No dia 8 de Dezembro, a China lançou com sucesso a sonda da missão Chang’e-4, tornando-se no primeiro país a realizar uma alunagem bem sucedida no lado oculto da Lua. Chang’e-4 e Yutu-2 estão a realizar várias medições e a recolher rochas que podem revelar novos detalhes sobre esta área inexplorada do nosso satélite natural.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2019

 

2658: Nova espécie de salamandra-gigante pode ser o maior anfíbio do mundo

CIÊNCIA

(dr) Zoological Society of London
A nova espécie de salamandra-gigante-da-china, Andrias sligoi

Cientistas identificaram duas novas espécies da salamandra-gigante-da-china, sendo que uma delas pode ser afinal o maior anfíbio do mundo.

Até agora, pensava-se que a salamandra-gigante-da-china — Andrias davidianus — era uma única espécie e, por isso, o maior anfíbio do mundo. Mas agora, avança o IFLScience, investigadores da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) e do Museu de História Natural de Londres descobriram que, afinal, há três espécies distintas.

Os cientistas, cujo estudo foi publicado na revista científica Ecology and Evolution, consideram que as três espécies são geneticamente distintas devido a uma questão geográfica: além da A. davidianus, identificaram também a Andrias sligoi, proveniente do sul da China, e uma espécie que ainda não foi baptizada proveniente das montanhas Huangshan, no leste do país.

A primeira evidência que apontava para o facto de haver mais do que uma espécie foi apresentada em 1920, quando uma incomum salamandra do sul da China foi trazida para o jardim zoológico de Londres.

“A descrição original da Megalobatrachus sligoi foi feita antes de aparecer a genética que, desde então, nos deu uma poderosa ferramenta alternativa para entender as relações entre diferentes populações de animais”, declara ao site o professor Samuel Turvey, autor do artigo e investigador do Instituto de Zoologia da ZSL.

“Na época em que a sligoi foi identificada, havia também uma confusão sobre se as salamandras-gigantes japonesas e chinesas eram distintas entre si, logo os personagens originalmente usados para ‘distinguir’ os sligoi eram em grande parte aqueles que separavam os animais chineses dos japoneses. Como tal, assumiu-se mais tarde que os sligoi provavelmente eram semelhantes a outras salamandras-gigantes da China”.

Ao analisar o ADN de 17 exemplares de salamandra-gigante-da-china do início do século XX (incluindo a salamandra “incomum” que viveu no zoo londrino durante 20 anos), a equipa confirmou que se tratava de uma nova espécie: A. sligoi.

Os autores do estudo revelam que todas divergiam de um ancestral comum com uma idade compreendida entre há 3,1 e 2,4 milhões de anos, depois de já se ter separado da salamandra gigante japonesa. Cada uma foi então separada por distribuição geográfica.

Com esta nova classificação, os investigadores aperceberam-se que também tinham de repensar o título de “maior anfíbio do mundo”, anteriormente atribuído à A. davidianus.

“O animal com 1,8 metros de comprimento capturado em 1920 é a maior salamandra-gigante conhecida da China, e historicamente tem sido interpretado como um espécime de A. davidianus porque todos os animais chineses foram pensados para representar essa espécie. Porém, este enorme animal é, na verdade, um indivíduo potencial da espécie sligoi, com base na localização geográfica (foi capturado no sul da China)”, explica Turvey.

Actualmente, a A. davidianus é uma espécie ameaçada, por isso, a equipa de investigadores considera ser crucial que as duas novas espécies também estejam na mesma lista.

“Esperamos que estes resultados levem à protecção legal individual de cada espécie e aos esforços de conservação adaptados às suas necessidades individuais”, afirma ao IFLScience Melissa Marr, co-autora do estudo e investigadora do Museu de História Natural.

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18 Setembro, 2019

 

2619: Colossal radiotelescópio da China acabou de ouvir um sinal bizarro no espaço

CIÊNCIA

Chama-se FAST e é um colossal radiotelescópio que foi criado pela China. Custou quase 200 milhões de euros e demorou mais de cinco anos para entrar em funcionamento. Este telescópio esférico tem um prato fixo de 500 metros de abertura. Situa-se na cadeia de montanhas na província Guizhou do sudoeste Chinês e é apelidado com uma verdadeira maravilha da tecnologia.

Segundo informações, o maior radiotelescópio completo da Terra detectou um sinal de rádio notoriamente estranho que irradia pelo espaço.

China ajuda a detectar intrigantes Rajadas Rápidas de Rádio

De vez em quando, os radiotelescópios na Terra detectam sinais poderosos de fontes desconhecidas. Estas Rajadas Rápidas de Rádio (em inglês FRB), são frequentemente flashes singulares, mas alguns deles têm sido observados a aparecer repetidamente em intervalos aparentemente aleatórios.

Um sinal em particular, conhecido como FRB 121102, é conhecido por aparecer várias vezes. Agora, o novo colossal radiotelescópio da China ouviu-o alto e claro.

Sinais estranhos e que se desconhece a origem

Ninguém sabe realmente o que cria os FRBs, e isso faz parte do que os torna tão excitantes para os cientistas. Pelo facto de que a maioria deles são explosões únicas, mas que outros como o FRB 121102 continuam a repetir torna o processo que os impulsiona ainda os torna mais misteriosos.

O equipamento da China está pronto para uma revisão final do projecto concluído no final deste mês. Dessa forma, os cientistas dizem que já usaram o telescópio para detectar um sinal de rádio notoriamente estranho que viaja pelo espaço.

Uma vez aprovada a revisão ao radiotelescópio, o FAST torna-se num telescópio aceite para explorar o Universo. O Fast tem sido aberto aos astrónomos chineses desde Abril de 2019. Posteriormente, após a Aceitação Nacional de Construção, ele será aberto a astrónomos de todo o mundo.

Referiu, em comunicado, Jiang Peng, engenheiro responsável do FAST.

FRB 121102 é um fenómeno detectado há pouco tempo

Pese o facto desta rajada, FRB 121102, ter sido identificada pela primeira vez em 2012 pelo Observatório Arecibo em Porto Rico, só voltou a ser detectada recentemente pelo FAST. Mais concretamente foi no dia 30 de Agosto. Posteriormente, deu-se uma repetição a 3 de Setembro, quando mais de 20 pulsos foram registados. Isso caracteriza este sinal como particularmente persistente.

Este evento particular foi especialmente significativo. Isto porque nenhum outro telescópio na Terra alguma vez detectou tantas repetições do sinal num período de tempo tão curto, Desa forma, este feito do novo telescópio da China poderá ajudar a desvendar os segredos do sinal.

Portanto, olhando para o futuro, o FAST terá as suas mãos cheias, com investigadores à espera de o poder usar na contínua procura por pulsares distantes, elementos como o hidrogénio e, é claro, Rajadas Rápidas de Rádio adicionais.

2457: Descoberta na China floresta fóssil com 400 milhões de anos

CIÊNCIA

Zhenzhen Deng / Le Liu / Deming Wang

Uma equipa de cientistas da Universidade de Pequim descobriu uma floresta fóssil com mais de 400 milhões de anos perto de Xinhang, na China. A floresta descoberta é a mais antiga já descoberta no continente asiático.

De acordo com a nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Current Biology, cobria uma área de mais de mais de 250.000 metros quadrados, equivalente a 35 campos de futebol.

A floresta era composta por plantas em forma de palma que, no passado, podem ter chegado a atingir sete metros de altura, segundo noticia o portal Science Alert.

A mesma publicação aponta que este é o terceiro caso de uma floresta fóssil do período Devoniano, pertencente à Era Paleozoica. Até aos dias de hoje, uma foi descoberta nos Estados Unidos e outra na Noruega.

Chinese scientists discover oldest fossil forest in #Asia https://bit.ly/2ZIRIjD 

Os cientistas descobriram árvores fossilizadas visíveis nas paredes das pedreiras de argila de Jianchuan e Yongchuan, tendo encontrado especificamente estruturas fósseis em forma de pinheiro. “Aproximamos-nos das paredes altas e procuramos por troncos expostos”, explica o especialista Deming Wang, que participou da descoberta.

“A descoberta contínua de novos fósseis de árvores in situ é fantástica”, acrescentou.

A primeira parte do Devoniano, período compreendido entre 419 e 359 milhões de anos atrás, foi caracterizado por uma vida vegetal sem raízes ou folhas, na sua grande maioria. Os cientistas acreditam que durante o Devoniano Médio começaram a surgiram plantas primitivas em forma de arbustos, como as samambaias.

O artigo sublinha que a floresta era composta por árvores de Lycopsida cujos troncos não tinham galhos e tinham copas frondosas, semelhantes às palmeiras actuais. A maioria destas plantas tinha menos de três metros de altura e cresceu num ambiente costeiro propenso a inundações, de acordo com a mesma publicação.

“As primeiras florestas com biomassa significativa podem armazenar muito mais carbono através da fotossíntese“, pode ler-se ainda no estudo, que conclui afirmando que, por esta mesma razão, estas têm um impacto maior na diminuição do dióxido de carbono durante o Devoniano do que se pensava até então.

Por tudo isto, os especialistas acreditam que a descoberta poderá ajudar a entender a “queda rápida” do dióxido de carbono atmosférico na época, o que poderá ter influenciado a quarta era glacial, conhecida como Karoo.

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16 Agosto, 2019

 

2338: Estação espacial chinesa cai hoje na Terra

(CC0/PD) pxhere

Uma estação espacial chinesa está prestes a voltar à Terra. Esta sexta-feira, a Tiangong-2 deverá queimar durante uma reentrada controlada na atmosfera terrestre.

Com um punhado de detritos, a estação deverá cair no Oceano Pacífico Sul entre a Nova Zelândia e o Chile, de acordo com a agência de notícias Xinhua.

O Tiangong-2, que se traduz como apresenta ou “navio celestial”, é um laboratório espacial tripulado de 10,4 metros de comprimento – semelhante, mas muito menor que a Estação Espacial Internacional – com uma envergadura de cerca de 18,4 metros quando os painéis solares estão dobrados.

Pouco depois de ter sido lançado em Setembro de 2016, foi seguido por dois astronautas chineses que viveram lá durante 30 dias, realizando numerosas experiências sobre os efeitos fisiológicos da ausência de peso, explosões de raios gama e relógios atómicos “frios” no espaço.

A sua morte marca o fim da curta missão de três anos da Tiangong-2 na órbita da Terra. Embora isso possa não parecer uma longa missão para uma estação espacial, a Tiangong-2 só foi criada para servir como um protótipo temporário para testar a tecnologia da grande estação espacial modular da China que irá para o céu em 2022.

A estação espacial deve rivalizar com a ISS e apoiar os objectivos de longo prazo da China para a exploração espacial, incluindo missões tripuladas à Lua e a Marte.

“Os preparativos para a reentrada controlada na atmosfera de Tiangong-2 estão a prosseguir como planeado“, disse na semana passada o Escritório de Engenharia Espacial Manned da China, principal empreiteiro espacial responsável pela missão. “A China reportará oportunamente as informações sobre a nave depois de reentrar na atmosfera para cumprir as suas obrigações internacionais”.

O Tiangong-2 acenderá os seus propulsores e mirará o Pacífico, onde queimará ao entrar na atmosfera e todas as partes sobreviventes pousarão no oceano.

Enquanto a reentrada de Tiangong-2 na atmosfera da Terra é completamente planeada, o seu antecessor não teve tanta sorte. Em Abril de 2018, Tiangong-1 caiu na atmosfera da Terra descontroladamente, tendo perdido contacto com o controlo de solo em 2016.

Pequim negou que a estação espacial estivesse em dificuldade quando os astrónomos ocidentais começaram a notar que algo estava a acontecer na órbita. Felizmente, o laboratório espacial queimou na atmosfera sobre o Pacífico, atirando uma quantidade muito pequena de detritos numa parte extremamente remota do mar perto do Taiti, a maior ilha da Polinésia Francesa.

Em 1979, o Skylab da NASA, precursor da ISS, sofreu uma dramática queda quando voltou para a Terra. Cercado pela campanha de media da reentrada da estação espacial, o San Francisco Examiner ofereceu um prémio de 10 mil dólares a quem entregasse um pedaço de detritos nos seus escritórios dentro de 72 horas.

Como a estação espacial ia em direcção ao sul do Oceano Índico, o jornal acreditava que os destroços não chegariam perto da terra. Mas não foi bem assim. Stan Thornton, de 70 anos, encontrou 24 peças de metal carbonizado da nave na pequena cidade de Esperance, na Austrália Ocidental e reivindicou o prémio.

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Por ZAP
19 Julho, 2019

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2033: CFC. O inimigo da camada de ozono voltou e é chinês

CIÊNCIA

No ano passado uma equipa de cientistas descobriu que a taxa de diminuição de CFC na atmosfera estava a desacelerar. Agora outra equipa detectou a origem do gás proibido.

Buraco do ozono na Antárctida em 2002.
© XSP

Uma equipa de cientistas descobriu a origem do até agora misterioso aumento do CFC-11, um químico que destrói a camada de ozono e cuja produção devia ter sido eliminada em 2010. Num estudo publicado na Nature, os seis cientistas apontam o dedo à produção daquele gás em duas províncias chinesas.

Em 2018 outra equipa de cientistas dera conta de uma grande desaceleração na taxa de diminuição ao longo dos últimos seis anos do CFC-11. Também conhecido como triclorofluorometano, é um dos vários produtos químicos de clorofluorocarboneto (CFC) que foram inicialmente desenvolvidos como refrigerantes durante a década de 1930.

Décadas depois os cientistas descobriram que quando os CFC se decompõem na atmosfera libertam átomos de cloro que são capazes de destruir rapidamente a camada de ozono que nos protege da luz ultravioleta. Um buraco na camada de ozono sobre a Antárctida foi descoberto em meados da década de 1980.

A comunidade internacional aprovou o Protocolo de Montreal em 1987 – ratificado pela China -, que proibiu a maior parte dos produtos químicos perigosos. Investigações recentes previam que o buraco no hemisfério norte poderia ser totalmente reparado até 2030 e na Antárctida até 2060.

No entanto, a nova fonte de poluição pode pôr em causa essas metas. Desde 2013 foram emitidas anualmente pelo leste da China cerca de 7 mil toneladas métricas a mais do que entre 2008 e 2012. Esse aumento, originado principalmente das províncias chinesas de Shandong e Hebei, corresponde pelo menos por 40 a 60% do aumento global anunciado no ano passado.

Estes dados foram obtidos através de medições das estações de monitorização do ar na Coreia do Sul e no Japão.

A ONG Environmental Investigation Agency já tinha dado pistas nesse sentido. Descobriram que o químico ilegal foi usado na maioria do isolamento de poliuretano produzido pelas empresas que contrataram. Um vendedor de CFC-11 estimou que 70% das vendas na China utilizavam o gás ilegal porque o CFC-11 é de melhor qualidade e muito mais barato do que as alternativas.

Diário de Notícias
23 Maio 2019 — 00:33

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