3098: Lançamento de foguete chinês destruiu um prédio e cobriu cidade com detritos tóxicos

CIÊNCIA

China Aerospace Science and Technology Corporation

No sábado passado, a agência espacial chinesa lançou o foguete Long March 3B do Xichang Satellite Launch Center. A missão foi um sucesso, colocando dois satélites em órbita.

No entanto, nem tudo correu bem. Quando o primeiro reforço do foguete regressou à Terra, aterrou numa área povoada, de acordo com a Ars Technica, destruindo um prédio e cobrindo a área com fumo tóxico.

LaunchStuff @LaunchStuff

 

LaunchStuff @LaunchStuff

As the old saying goes, what goes up must come down by smashing into a building, cause significant damage to it and light it on fire.
Or something like that, I’m paraphrasing…

ℹhttps://www.weibo.com/3279752321/Ihy1liV5Y 

 

Um lançamento em Abril também encheu a paisagem chinesa de detritos tóxicos. O especialista em espaço comercial Greg Autry pediu ao governo Trump que tratasse das normas de segurança da China.

“Os padrões de segurança usados no lançamento espacial chinês deixariam os reguladores americanos apopléticos”, escreveu Autry no Space News. “Como é o caso em muitas indústrias globais, esta abordagem negligente dos padrões ambientais e da segurança humana promete fornecer à China uma vantagem de custo significativa sobre empresas americanas mais responsáveis e altamente regulamentadas”.

Os Estados Unidos e muitas outras nações espaciais costumam construir os seus locais de lançamento perto da costa. Isso acontece especificamente para que possam evitar colocar em risco a vida dos moradores, uma vez que os detritos que regressem à Terra podem simplesmente cair no oceano.

Porém, durante a Guerra Fria, a China construiu vários grandes centros de lançamento no interior para “fins de segurança”. Nas décadas seguintes, as missões desses locais colocaram os moradores em perigo repetidamente. Em 1996, um foguete chinês colidiu com uma vila logo após o lançamento, matando seis pessoas, segundo fontes chineses. Porém, de acordo com as fontes internacionais, o acidente matou centenas de moradores.

A China poderia, de acordo com o Futurism, diminuir os seus esforços espaciais ao construir novos locais de lançamento em áreas despovoadas ou costeiras. Porém, em vez disso, aumentou o número de lançamentos de foguetes nos últimos anos em busca de dominação espacial.

ZAP //

Por ZAP
26 Novembro, 2019

 

3027: China quer ir a Marte em 2020

CIÊNCIA

A China anunciou que tem a tecnologia pronta para colocar uma sonda à superfície de Marte já em 2020, algo que só a NASA conseguiu atingir até agora.

É a primeira missão interplanetária da China e vai ter dois objectivos: colocar uma sonda na órbita de Marte e aterrar uma outra sonda à superfície do “planeta vermelho”. O sistema de propulsão necessário já terá passado todos os testes exigidos, de acordo com uma nota do Xi’an Aerospace Propulsion Institute. Esta entidade terá verificado o desempenho e o controlo do sistema em várias operações, como pairar, evitar perigos, abrandar e a fase de aproximação à superfície, concluindo que os mecanismos de propulsão estão prontos.

A China já escolheu dois locais preliminares para aterrar em Marte, perto da Utopia Planitia, em duas elipses de aproximadamente 100×40 quilómetros, noticia o Spectrum. A sonda colocada à superfície vai pesar 240 quilos, terá o dobro da massa que têm as sondas lunares chinesas, e terá integradas câmaras de navegação, de topografia e multi-espectrais, um radar de detecção no subsolo, um instrumento de espectroscopia por laser semelhante ao da Curiosity, um detector de campos magnéticos e um detector de clima.

O desafio neste momento passa por ter o foguetão Long March 5 pronto para colocar este equipamento e estas sondas a caminho de Marte. O foguetão estreou-se em 2016, teve um voo falhado em 2017 e já foi alvo de duas alterações a nível do design dos motores. Em Dezembro, será feito mais um voo de testes, aonde irá colocar um grande satélite em órbita geo-estacionária. Caso este voo não tenha sucesso, a China terá de aguardar mais 26 meses pela abertura da janela Hohmann, no final de 2022, para chegar a Marte.

Chegar a Marte é parte do desafio, mas a aterragem à superfície a ser uma parte talvez ainda mais complexa, devido às circunstâncias particulares da atmosfera e da gravidade. Recorde-se que o momento da aterragem foi quando muitas missões, como as da Agência Espacial Europeia e da Roscosmos russa, falharam.

Exame Informática
12.11.2019 às 8h35

 

2813: Já há novas informações sobre a primeira planta que nasceu na Lua

CIÊNCIA

Chongqing University / Victor Tangermann

Já há mais informações sobre a primeira planta na Lua, que nasceu de sementes de algodão este ano. Entretanto, a planta acabou por morrer devido às baixas temperaturas.

Quando a sonda chinesa Chang’e-4 pousou no lado mais distante da Lua no dia 3 de Janeiro de 2019, ela entrou para a história. Foi a primeira nave a explorar este lado da Lua, e na sua carga estava uma mini-biosfera de 2,5 kg chamada Micro Ecossistema Lunar.

Este cilindro tem apenas 18 cm de comprimento e 16 cm de diâmetro, e contém seis formas de vida que foram mantidas por 20 dias em condições parecidas com as da Terra, excepto pela micro-gravidade e radiação lunar. São elas: sementes de algodão, sementes de batata, semente de canola, levedura, ovos de mosca-da-fruta e uma planta comum da espécie Arabidopsis thaliana.

Apenas as sementes de algodão produziram resultados positivos em Janeiro deste ano. O brotamento de duas folhas foi registado nos 14 dias terráqueos do primeiro dia lunar da semente. Ao final deste tempo, a região ficou na escuridão e no frio de -190ºC e a planta acabou por morrer.

A imagem disponibilizada pela China é uma reconstrução em 3D baseada na análise e processamento de imagem.

O investigador responsável por esta experiência, Xie Gengxin, avisa que não haverá um artigo científico publicado sobre o evento, mas que pretende continuar o seu trabalho.

Na etapa de planeamento, a equipa pretendia enviar um pequeno cágado para a Lua, mas acabou por optar pelos outros organismos devido ao limite de peso da esfera, que não poderia ser mais do que 3 kg. Caso o animal tivesse sido enviado, ele teria um final pouco feliz, já que morreria de frio e de falta de oxigénio ao fim de 20 dias.

A missão Chanc’e-4 foi a primeira a levar organismos terráqueos para a Lua, sem contar com os astronautas das missões lunares de 1969 a 1972.

Xie e sua equipa esperam enviar mais formas de vida nas próximas missões para a Lua, mas ainda não especificaram que tipo de organismos seriam esses. A China já planeou a Chang’e-6, uma missão de regresso da amostragem, que deve acontecer em meados de 2020.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
11 Outubro, 2019

 

2781: China está prestes a inaugurar o maior radiotelescópio do mundo para “caçar” extraterrestres

CIÊNCIA

(dr) Liu Xu / Xinhua
O Radiotelescópio FAST (Five Hundred Metre Aperture Spherical Telescope) é o maior do mundo

A China já terminou a construção do radiotelescópio FAST (Five Hundred Metre Aperture Spherical Telescope), devendo o maior telescópio de disco único do mundo ser inaugurado para astrónomos em breve.

Depois de cinco anos de construção e três de testes, o FAST está finalmente pronto. Com um diâmetro de 500 metros e 4.400 painéis de alumínio, o dispositivo localiza-se numa região remota da China, sendo duas vezes mais potente do que o segundo maior do seu tipo, o Observatório Arecibo, em Porto Rico.

Os cientistas têm esperança que o FAST, capaz até de detectar as ondas de rádio mais fracas oriundas de pulsares e galáxias, possa ajudar a descobrir a tão procurada vida alienígena, tal como refere um novo artigo sobre o telescópio publicado a 24 de Setembro na revista científica Nature.

Depois de uma série de testes, o telescópio deve receber em breve luz verde do Governo chinês, devendo iniciar actividade em meados de Outubro. “Não encontramos nenhum obstáculo para a transição restante”, afirmou Di Li, cientista-chefe do projecto.

“Sinto-me animado e aliviado”, acrescentou, citado pelo portal Futurism.

Durante o período experimental, o FAST conseguiu detectar 100 pulsares. Até 2017, e de acordo com dados da NASA, captou, no total, 2.000 pulsares.

Tendo em conta a sua “impressionante sensibilidade”, o aparelho pode também ajudar a compreender as misteriosas rajadas rápidas de rádio (fast radio bursts ou FRB), podendo fornecer dados sobre a sua origem ou energia, explicou a cientista Laura Spitler, astrónoma do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha.

Para já, a grande preocupação dos cientistas será conseguir descobrir como é que vão processar a enorme quantidade de dados que o aparelho é capaz de produzir.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
6 Outubro, 2019

 

2693: Revelada fotografia do misterioso material do lado oculto da Lua

CIÊNCIA

CNSA / CLEP

A agência espacial chinesa já tinha anunciado a descoberta de uma espécie de gel numa cratera lunar. Não satisfeita com as primeiras imagens, fez regressar o Yutu-2 ao local para recolher mais fotografias.

Em Julho, imagens recolhidas pelo veículo robótico Yutu-2, da missão Chang’e-4, revelaram a existência de uma substância gelatinosa numa cratera situada no lado mais negro da Lua. Na altura, a Agência Espacial chinesa anunciou a descoberta descrevendo o material como tendo uma forma, cor e textura diferentes do restante da superfície do satélite natural da Terra.

Este fim de semana, foram divulgadas novas imagens, de acordo com o Sapo Tek. A sonda chinesa terá sido capaz de detectar o gel, depois de inspeccionar a pequena cratera lunar com uma ferramenta espectroscópica conhecida como VNIS (Visible and Near-Infrared Spectrometer).

Esta tecnologia é capaz de determinar a composição química de uma substância ao analisar a luz que a matéria reflecte, embora seja impossível determinar com exactidão o que é a substância em causa na ausência de estudos mais completos sobre a sua origem.

Uma das teorias apontada pelos cientistas é que esta substância possa ser vidro derretido pelo calor de meteoritos que atingiram a Lua, deixando a cratera no local. Impactos de alta velocidade na superfície lunar podem criar rochas vítreas e ígneas, assim como estruturas cristalinas.

Em entrevista ao Space.com, Clive Neal, cientista da Universidade de Notre Dame, explicou que, apesar de a fotografia não ser perfeita, pode oferecer pistas preciosas. Segundo o mesmo especialista, o material encontrado assemelha-se a uma amostra de vidro de impacto, encontrada durante a missão Apolo 17, em 1972. A origem é atribuída a uma erupção vulcânica datada de há 3,54 mil milhões de anos.

O especialista da NASA Dan Moriarty concorda que é muito difícil fazer uma avaliação definitiva da composição química da substância em função da baixa qualidade da imagem. O material descrito parece um pouco mais brilhante do que o material circundante, embora o brilho real seja difícil de confirmar nas fotografias obtidas.

No dia 8 de Dezembro, a China lançou com sucesso a sonda da missão Chang’e-4, tornando-se no primeiro país a realizar uma alunagem bem sucedida no lado oculto da Lua. Chang’e-4 e Yutu-2 estão a realizar várias medições e a recolher rochas que podem revelar novos detalhes sobre esta área inexplorada do nosso satélite natural.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2019

 

2658: Nova espécie de salamandra-gigante pode ser o maior anfíbio do mundo

CIÊNCIA

(dr) Zoological Society of London
A nova espécie de salamandra-gigante-da-china, Andrias sligoi

Cientistas identificaram duas novas espécies da salamandra-gigante-da-china, sendo que uma delas pode ser afinal o maior anfíbio do mundo.

Até agora, pensava-se que a salamandra-gigante-da-china — Andrias davidianus — era uma única espécie e, por isso, o maior anfíbio do mundo. Mas agora, avança o IFLScience, investigadores da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) e do Museu de História Natural de Londres descobriram que, afinal, há três espécies distintas.

Os cientistas, cujo estudo foi publicado na revista científica Ecology and Evolution, consideram que as três espécies são geneticamente distintas devido a uma questão geográfica: além da A. davidianus, identificaram também a Andrias sligoi, proveniente do sul da China, e uma espécie que ainda não foi baptizada proveniente das montanhas Huangshan, no leste do país.

A primeira evidência que apontava para o facto de haver mais do que uma espécie foi apresentada em 1920, quando uma incomum salamandra do sul da China foi trazida para o jardim zoológico de Londres.

“A descrição original da Megalobatrachus sligoi foi feita antes de aparecer a genética que, desde então, nos deu uma poderosa ferramenta alternativa para entender as relações entre diferentes populações de animais”, declara ao site o professor Samuel Turvey, autor do artigo e investigador do Instituto de Zoologia da ZSL.

“Na época em que a sligoi foi identificada, havia também uma confusão sobre se as salamandras-gigantes japonesas e chinesas eram distintas entre si, logo os personagens originalmente usados para ‘distinguir’ os sligoi eram em grande parte aqueles que separavam os animais chineses dos japoneses. Como tal, assumiu-se mais tarde que os sligoi provavelmente eram semelhantes a outras salamandras-gigantes da China”.

Ao analisar o ADN de 17 exemplares de salamandra-gigante-da-china do início do século XX (incluindo a salamandra “incomum” que viveu no zoo londrino durante 20 anos), a equipa confirmou que se tratava de uma nova espécie: A. sligoi.

Os autores do estudo revelam que todas divergiam de um ancestral comum com uma idade compreendida entre há 3,1 e 2,4 milhões de anos, depois de já se ter separado da salamandra gigante japonesa. Cada uma foi então separada por distribuição geográfica.

Com esta nova classificação, os investigadores aperceberam-se que também tinham de repensar o título de “maior anfíbio do mundo”, anteriormente atribuído à A. davidianus.

“O animal com 1,8 metros de comprimento capturado em 1920 é a maior salamandra-gigante conhecida da China, e historicamente tem sido interpretado como um espécime de A. davidianus porque todos os animais chineses foram pensados para representar essa espécie. Porém, este enorme animal é, na verdade, um indivíduo potencial da espécie sligoi, com base na localização geográfica (foi capturado no sul da China)”, explica Turvey.

Actualmente, a A. davidianus é uma espécie ameaçada, por isso, a equipa de investigadores considera ser crucial que as duas novas espécies também estejam na mesma lista.

“Esperamos que estes resultados levem à protecção legal individual de cada espécie e aos esforços de conservação adaptados às suas necessidades individuais”, afirma ao IFLScience Melissa Marr, co-autora do estudo e investigadora do Museu de História Natural.

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18 Setembro, 2019

 

2619: Colossal radiotelescópio da China acabou de ouvir um sinal bizarro no espaço

CIÊNCIA

Chama-se FAST e é um colossal radiotelescópio que foi criado pela China. Custou quase 200 milhões de euros e demorou mais de cinco anos para entrar em funcionamento. Este telescópio esférico tem um prato fixo de 500 metros de abertura. Situa-se na cadeia de montanhas na província Guizhou do sudoeste Chinês e é apelidado com uma verdadeira maravilha da tecnologia.

Segundo informações, o maior radiotelescópio completo da Terra detectou um sinal de rádio notoriamente estranho que irradia pelo espaço.

China ajuda a detectar intrigantes Rajadas Rápidas de Rádio

De vez em quando, os radiotelescópios na Terra detectam sinais poderosos de fontes desconhecidas. Estas Rajadas Rápidas de Rádio (em inglês FRB), são frequentemente flashes singulares, mas alguns deles têm sido observados a aparecer repetidamente em intervalos aparentemente aleatórios.

Um sinal em particular, conhecido como FRB 121102, é conhecido por aparecer várias vezes. Agora, o novo colossal radiotelescópio da China ouviu-o alto e claro.

Sinais estranhos e que se desconhece a origem

Ninguém sabe realmente o que cria os FRBs, e isso faz parte do que os torna tão excitantes para os cientistas. Pelo facto de que a maioria deles são explosões únicas, mas que outros como o FRB 121102 continuam a repetir torna o processo que os impulsiona ainda os torna mais misteriosos.

O equipamento da China está pronto para uma revisão final do projecto concluído no final deste mês. Dessa forma, os cientistas dizem que já usaram o telescópio para detectar um sinal de rádio notoriamente estranho que viaja pelo espaço.

Uma vez aprovada a revisão ao radiotelescópio, o FAST torna-se num telescópio aceite para explorar o Universo. O Fast tem sido aberto aos astrónomos chineses desde Abril de 2019. Posteriormente, após a Aceitação Nacional de Construção, ele será aberto a astrónomos de todo o mundo.

Referiu, em comunicado, Jiang Peng, engenheiro responsável do FAST.

FRB 121102 é um fenómeno detectado há pouco tempo

Pese o facto desta rajada, FRB 121102, ter sido identificada pela primeira vez em 2012 pelo Observatório Arecibo em Porto Rico, só voltou a ser detectada recentemente pelo FAST. Mais concretamente foi no dia 30 de Agosto. Posteriormente, deu-se uma repetição a 3 de Setembro, quando mais de 20 pulsos foram registados. Isso caracteriza este sinal como particularmente persistente.

Este evento particular foi especialmente significativo. Isto porque nenhum outro telescópio na Terra alguma vez detectou tantas repetições do sinal num período de tempo tão curto, Desa forma, este feito do novo telescópio da China poderá ajudar a desvendar os segredos do sinal.

Portanto, olhando para o futuro, o FAST terá as suas mãos cheias, com investigadores à espera de o poder usar na contínua procura por pulsares distantes, elementos como o hidrogénio e, é claro, Rajadas Rápidas de Rádio adicionais.

2457: Descoberta na China floresta fóssil com 400 milhões de anos

CIÊNCIA

Zhenzhen Deng / Le Liu / Deming Wang

Uma equipa de cientistas da Universidade de Pequim descobriu uma floresta fóssil com mais de 400 milhões de anos perto de Xinhang, na China. A floresta descoberta é a mais antiga já descoberta no continente asiático.

De acordo com a nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Current Biology, cobria uma área de mais de mais de 250.000 metros quadrados, equivalente a 35 campos de futebol.

A floresta era composta por plantas em forma de palma que, no passado, podem ter chegado a atingir sete metros de altura, segundo noticia o portal Science Alert.

A mesma publicação aponta que este é o terceiro caso de uma floresta fóssil do período Devoniano, pertencente à Era Paleozoica. Até aos dias de hoje, uma foi descoberta nos Estados Unidos e outra na Noruega.

Chinese scientists discover oldest fossil forest in #Asia https://bit.ly/2ZIRIjD 

Os cientistas descobriram árvores fossilizadas visíveis nas paredes das pedreiras de argila de Jianchuan e Yongchuan, tendo encontrado especificamente estruturas fósseis em forma de pinheiro. “Aproximamos-nos das paredes altas e procuramos por troncos expostos”, explica o especialista Deming Wang, que participou da descoberta.

“A descoberta contínua de novos fósseis de árvores in situ é fantástica”, acrescentou.

A primeira parte do Devoniano, período compreendido entre 419 e 359 milhões de anos atrás, foi caracterizado por uma vida vegetal sem raízes ou folhas, na sua grande maioria. Os cientistas acreditam que durante o Devoniano Médio começaram a surgiram plantas primitivas em forma de arbustos, como as samambaias.

O artigo sublinha que a floresta era composta por árvores de Lycopsida cujos troncos não tinham galhos e tinham copas frondosas, semelhantes às palmeiras actuais. A maioria destas plantas tinha menos de três metros de altura e cresceu num ambiente costeiro propenso a inundações, de acordo com a mesma publicação.

“As primeiras florestas com biomassa significativa podem armazenar muito mais carbono através da fotossíntese“, pode ler-se ainda no estudo, que conclui afirmando que, por esta mesma razão, estas têm um impacto maior na diminuição do dióxido de carbono durante o Devoniano do que se pensava até então.

Por tudo isto, os especialistas acreditam que a descoberta poderá ajudar a entender a “queda rápida” do dióxido de carbono atmosférico na época, o que poderá ter influenciado a quarta era glacial, conhecida como Karoo.

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16 Agosto, 2019

 

2338: Estação espacial chinesa cai hoje na Terra

(CC0/PD) pxhere

Uma estação espacial chinesa está prestes a voltar à Terra. Esta sexta-feira, a Tiangong-2 deverá queimar durante uma reentrada controlada na atmosfera terrestre.

Com um punhado de detritos, a estação deverá cair no Oceano Pacífico Sul entre a Nova Zelândia e o Chile, de acordo com a agência de notícias Xinhua.

O Tiangong-2, que se traduz como apresenta ou “navio celestial”, é um laboratório espacial tripulado de 10,4 metros de comprimento – semelhante, mas muito menor que a Estação Espacial Internacional – com uma envergadura de cerca de 18,4 metros quando os painéis solares estão dobrados.

Pouco depois de ter sido lançado em Setembro de 2016, foi seguido por dois astronautas chineses que viveram lá durante 30 dias, realizando numerosas experiências sobre os efeitos fisiológicos da ausência de peso, explosões de raios gama e relógios atómicos “frios” no espaço.

A sua morte marca o fim da curta missão de três anos da Tiangong-2 na órbita da Terra. Embora isso possa não parecer uma longa missão para uma estação espacial, a Tiangong-2 só foi criada para servir como um protótipo temporário para testar a tecnologia da grande estação espacial modular da China que irá para o céu em 2022.

A estação espacial deve rivalizar com a ISS e apoiar os objectivos de longo prazo da China para a exploração espacial, incluindo missões tripuladas à Lua e a Marte.

“Os preparativos para a reentrada controlada na atmosfera de Tiangong-2 estão a prosseguir como planeado“, disse na semana passada o Escritório de Engenharia Espacial Manned da China, principal empreiteiro espacial responsável pela missão. “A China reportará oportunamente as informações sobre a nave depois de reentrar na atmosfera para cumprir as suas obrigações internacionais”.

O Tiangong-2 acenderá os seus propulsores e mirará o Pacífico, onde queimará ao entrar na atmosfera e todas as partes sobreviventes pousarão no oceano.

Enquanto a reentrada de Tiangong-2 na atmosfera da Terra é completamente planeada, o seu antecessor não teve tanta sorte. Em Abril de 2018, Tiangong-1 caiu na atmosfera da Terra descontroladamente, tendo perdido contacto com o controlo de solo em 2016.

Pequim negou que a estação espacial estivesse em dificuldade quando os astrónomos ocidentais começaram a notar que algo estava a acontecer na órbita. Felizmente, o laboratório espacial queimou na atmosfera sobre o Pacífico, atirando uma quantidade muito pequena de detritos numa parte extremamente remota do mar perto do Taiti, a maior ilha da Polinésia Francesa.

Em 1979, o Skylab da NASA, precursor da ISS, sofreu uma dramática queda quando voltou para a Terra. Cercado pela campanha de media da reentrada da estação espacial, o San Francisco Examiner ofereceu um prémio de 10 mil dólares a quem entregasse um pedaço de detritos nos seus escritórios dentro de 72 horas.

Como a estação espacial ia em direcção ao sul do Oceano Índico, o jornal acreditava que os destroços não chegariam perto da terra. Mas não foi bem assim. Stan Thornton, de 70 anos, encontrou 24 peças de metal carbonizado da nave na pequena cidade de Esperance, na Austrália Ocidental e reivindicou o prémio.

ZAP //

Por ZAP
19 Julho, 2019

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2033: CFC. O inimigo da camada de ozono voltou e é chinês

CIÊNCIA

No ano passado uma equipa de cientistas descobriu que a taxa de diminuição de CFC na atmosfera estava a desacelerar. Agora outra equipa detectou a origem do gás proibido.

Buraco do ozono na Antárctida em 2002.
© XSP

Uma equipa de cientistas descobriu a origem do até agora misterioso aumento do CFC-11, um químico que destrói a camada de ozono e cuja produção devia ter sido eliminada em 2010. Num estudo publicado na Nature, os seis cientistas apontam o dedo à produção daquele gás em duas províncias chinesas.

Em 2018 outra equipa de cientistas dera conta de uma grande desaceleração na taxa de diminuição ao longo dos últimos seis anos do CFC-11. Também conhecido como triclorofluorometano, é um dos vários produtos químicos de clorofluorocarboneto (CFC) que foram inicialmente desenvolvidos como refrigerantes durante a década de 1930.

Décadas depois os cientistas descobriram que quando os CFC se decompõem na atmosfera libertam átomos de cloro que são capazes de destruir rapidamente a camada de ozono que nos protege da luz ultravioleta. Um buraco na camada de ozono sobre a Antárctida foi descoberto em meados da década de 1980.

A comunidade internacional aprovou o Protocolo de Montreal em 1987 – ratificado pela China -, que proibiu a maior parte dos produtos químicos perigosos. Investigações recentes previam que o buraco no hemisfério norte poderia ser totalmente reparado até 2030 e na Antárctida até 2060.

No entanto, a nova fonte de poluição pode pôr em causa essas metas. Desde 2013 foram emitidas anualmente pelo leste da China cerca de 7 mil toneladas métricas a mais do que entre 2008 e 2012. Esse aumento, originado principalmente das províncias chinesas de Shandong e Hebei, corresponde pelo menos por 40 a 60% do aumento global anunciado no ano passado.

Estes dados foram obtidos através de medições das estações de monitorização do ar na Coreia do Sul e no Japão.

A ONG Environmental Investigation Agency já tinha dado pistas nesse sentido. Descobriram que o químico ilegal foi usado na maioria do isolamento de poliuretano produzido pelas empresas que contrataram. Um vendedor de CFC-11 estimou que 70% das vendas na China utilizavam o gás ilegal porque o CFC-11 é de melhor qualidade e muito mais barato do que as alternativas.

Diário de Notícias
23 Maio 2019 — 00:33

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1997: Sonda chinesa desvendou mais um segredo sobre o manto do lado oculto da Lua

NASA
O lado oculto da Lua

A Lua é um pequeno corpo localizado a poucos passos da Terra que, por causa da atracção gravitacional, mostra sempre a mesma face para nós. A sua superfície, devastada por centenas de crateras, é uma testemunha silenciosa do violento passado do Sistema Solar.

Mas também é uma valiosa fonte de informação que fala sobre os processos que permitem a formação de planetas, como o nosso, ou de todos os milhões de exoplanetas que se escondem na nossa galáxia.

Parece que há muito tempo a Lua era uma esfera de magma derretido que arrefecia e solidificava. Mas o satélite é pequeno e o seu arrefecimento foi muito rápido, o que levou o seu interior a “morrer”, não activando nenhuma tectónica, como aconteceu na Terra. Portanto, vemos uma superfície parada no tempo.

Uma sonda lunar pode ter diminuído o mistério do outro lado da lua. A quarta sonda Chang’E (CE-4) foi a primeira missão a pousar no lado oculto da lua e recolheu novas evidências da maior cratera do sistema solar, esclarecendo como a Lua pode ter evoluído. Os resultados foram publicados na revista Nature.

Uma teoria surgiu na década de 1970 que dizia que, na infância da lua, um oceano feito de magma cobria a sua superfície. Quando o oceano começou a acalmar e arrefecer, minerais mais leves flutuaram até o topo, enquanto componentes mais pesados afundaram. A parte de cima incrustou, envolvendo um manto de minerais densos, como a olivina e o piroxena.

Quando os asteróides e o lixo espacial caíram na superfície da lua, quebraram a crosta e levantaram pedaços do manto lunar. “Compreender a composição do manto lunar é fundamental para testar se um oceano de magma existiu”, disse o autor Li Chunlai, professor dos Observatórios Astronómicos Nacionais da Academia Chinesa de Ciências. “Também ajuda a avançar a nossa compreensão da evolução térmica e magmática da lua.”

A evolução da Lua pode fornecer uma janela para a evolução da Terra e outros planetas terrestres, de acordo com Li, porque a sua superfície é relativamente intocada em comparação com a superfície inicial da Terra.

NASA Uma imagem capturada pelo Chang’E 4 mostrou a paisagem perto do local de pouso

Os investigadores esperavam, de acordo com o Phys, encontrar uma grande quantidade de material manto escavado no piso plano da bacia do Bacia do Polo Sul-Aitken, uma vez que o impacto teria penetrado e passado a crosta lunar. Em vez disso, encontraram apenas vestígios de olivina, o principal componente do manto superior da Terra.

Ao que parece, mais olivina apareceu nas amostras de impactos mais profundos. Uma teoria, segundo Li, é que o manto consiste em partes iguais de olivina e piroxena, em vez de ser dominado por um ou outro.

O CE-4 precisará de explorar mais para entender melhor a geologia do seu local de pouso, bem como recolher muito mais dados espectrais para validar as suas descobertas iniciais e entender completamente a composição do manto lunar.

ZAP //

Por ZAP
17 Maio, 2019



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1994: Sonda chinesa revela segredos do lado oculto da Lua

A sonda lunar Chang’e-4 detectou minerais provenientes das entranhas do satélite natural da Terra.

A sonda chinesa Chang’e-4, que pousou no lado oculto da Lua no início deste ano, terá detectado vestígios de minerais que provêm das entranhas do nosso satélite natural, revela um estudo publicado esta semana na revista Nature.

Os minerais encontrados – “olivina e piroxena de baixo teor de cálcio”, – são diferentes dos que estão presentes nas amostras recolhidas da superfície lunar, concluem os investigadores que tentam perceber a composição do manto lunar, que existe entre a crosta e o núcleo, a formação e a evolução da Lua e da Terra.

© SIC Notícias A sonda chinesa Chang’e 4 pousou na Lua a 3 de Janeiro e levou sementes de algodão, colza, batata, ovos de mosca da fruta e algumas leveduras.

Foto em 360º desvenda o lado oculto da Lua

Poucos dias depois de pousar, a sonda chinesa enviou uma impressionante foto panorâmica a 360º do lado oculto da Lua, publicada no site da agência espacial chinesa CNSA.

© CNSA SIC Notícias

Robô e sonda investigam a Lua

O robô teleguiado Yutu-2 (Coelho de Jade 2) abandonou o módulo principal cerca de 12 horas depois da alunagem. No entanto, só depois de alguns dias “adormecido” para se proteger do frio, é que se começou a movimentar pela superfície lunar.

O Yutu-2 tem 140 kg, seis rodas, todas com potência para que possa continuar a operar mesmo que uma delas falhe. Pode subir uma colina de 20 graus ou obstáculos de até 20 centímetros de altura. A velocidade máxima é de 200 metros por hora.

Tem realizado diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

© China Stringer Network SIC Notícias

Por sua vez a sonda Chang’e-4, equipada também com vários instrumentos, tem estado a estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea Arabidopsis thaliana (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a Arabidopsis thaliana podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 usa o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da Chang’e-4, seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

A meta final da agência espacial chinesa, ainda sem data marcada, é criar uma base na Lua para exploração humana.

As primeiras imagens enviadas a 3 de Janeiro

(vídeo não disponível)

msn notícias
SIC Notícias
16/05/2019



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1976: Como aprenderam os dinossauros a voar? Novo robô responde

CIÊNCIA

Uma equipa de cientistas da Universidade de Pequim, na China, realizou várias experiências que indicam que os dinossauros desenvolveram a habilidade de voo ao baterem as suas asas quando corriam.

Na linha de tempo da evolução do voo das aves, o deslizamento parece ser o passo mais lógico e aceite. No entanto, uma investigação recente sugere que algumas espécies poderiam ter feito o salto directo para o voo sem qualquer fase de deslizamento, o que poderia forçar os cientistas a reescrever a compreensão da evolução das aves.

Os cientistas acreditam que os pássaros modernos evoluíram de certos tipos de dinossauros, e exemplo disso são as espécies transicionais Archaeopteryx. Esta criatura do tamanho de um corvo, que viveu há 150 milhões de anos, tinha uma estranha mistura de características aviárias e reptilianas, ostentando penas e asas, dentes e até uma cauda.

Estudos recentes mostraram que esta espécie planou e acredita-se que outros, como o Anchiornis, foram também capazes de voar.

Todavia, um recente estudo publicado na PLOS Computational Biology, sugere que o deslizamento não precisou de ter sido necessariamente um passo intermediário para o voo activo, que envolve o esplendoroso bater de asas.

Uma equipa de cientistas, liderada por Jing-Shan Zhao, cientista do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Tsinghua, em Pequim, estudou o Caudipteryx, um animal do tamanho de um pavão e o mais antigo dinossauro não-voador conhecido. Esta criatura, que pesava cerca de cinco quilos, não conseguia voar, mas era capaz de correr a uma velocidade de oito metros por segundo.

Os cientistas suspeitam de que as asas de Caudipteryx, apesar de não conseguirem voar, batiam cada vez que este animal corria, o que, consequentemente, poderá ter levado à eventual evolução do voo activo.

Para testar esta hipótese, os investigadores analisaram os efeitos mecânicos da corrida em diferentes partes do corpo do animal. Segundo cálculos matemáticos, se o Caudipteryx estivesse a correr a velocidades entre 2,5 e 5,8 metros por segundo, as vibrações forçadas das pernas teriam causado o abano das proto-asas do animal.

A hipótese mostra assim que as características físicas do dinossauro permitiam o desenvolvimento da habilidade de voo, mas os cientistas quiseram testar esta possibilidade no mundo real. Para isso, a equipa construiu um robô Caudipteryx em tamanho real capaz de funcionar em diferentes velocidades de uma passadeira.

O movimento de corrida fez com que as asas do robô batessem e, para complementar os resultados, a equipa colocou asas artificiais nas costas de uma avestruz. Em ambos os casos, os movimentos de corrida desencadearam uma vibração passiva das asas, o que confirma a proposta do estudo.

Assim, tanto o modelo matemático como a demonstração real, provam que o movimento de bater de asas foi desenvolvido de forma passiva e natural. “Apesar de este movimento não conseguir levantar o animal no ar, o bater das asas pode ter-se desenvolvido mais cedo do que o próprio deslizamento“, afirma Jing-Shan Zhao, citado pelo New Atlas.

ZAP //

Por ZAP
14 Maio, 2019


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1897: China vai lançar satélite português “Infante” em 2021

(dr) Ilustração do satélite Infante

A China vai lançar para o Espaço o satélite português “Infante”, com data prevista para 2021, no quadro da sua participação no laboratório tecnológico STARlab, uma parceria luso-chinesa.

Em declarações à Lusa, o presidente da empresa aeroespacial portuguesa Tekever, Ricardo Mendes, adiantou que o envolvimento da China no satélite “Infante” passa pelo seu lançamento e pelo desenvolvimento de alguns sensores.

A colaboração da China na construção e no lançamento do satélite de observação da Terra, “totalmente português“, é feita ao abrigo do STARlab, que resulta de uma parceria entre entidades públicas e privadas portuguesas e chinesas.

A Tekever é um dos parceiros e lidera o consórcio de empresas e universidades responsável pelo desenvolvimento do satélite “Infante”, que irá recolher dados marítimos e da superfície terrestre.

Ricardo Mendes espera que o “Infante”, que tem um custo de cerca de 10 milhões de euros, co-financiado por fundos europeus, possa ser a antecâmara para o fabrico de novos satélites em Portugal.

Em Outubro, o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), que faz parte do consórcio de construção do satélite, anunciou que o “Infante” será o precursor de outros satélites a lançar até 2025 para observação da Terra e comunicações, com foco em aplicações marítimas. Direccionado para a produção de pequenos satélites e a observação dos oceanos, o STARlab está em fase de instalação em Portugal.

Para breve, disse o presidente da Tekever, sem precisar prazos, está a criação de um pólo de investigação em Matosinhos, no CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, outro dos parceiros portugueses e que tem projectos na área da vigilância marítima e exploração do mar profundo.

O anunciado pólo de Peniche do laboratório transitou para as Caldas da Rainha, onde a Tekever tem instalações, adiantou Ricardo Mendes, acrescentando que o STARlab será constituído como uma associação sem fins lucrativos, entre os parceiros públicos chineses e os privados portugueses.

Em Novembro, em declarações à Lusa, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que o STARlab estaria a funcionar em pleno em Março deste ano e teria dois pólos em Portugal, um em Matosinhos e outro em Peniche.

Para Ricardo Mendes, o que tem demorado mais tempo é a harmonização entre a legislação portuguesa e a chinesa para formalizar a constituição do laboratório.

O STARlab vai candidatar-se a fontes de financiamento nacional, comunitário e chinês, estimando investir, em cinco anos, 50 milhões de euros, montante repartido em partes iguais entre Portugal e China, país que tem crescido no sector da construção e do lançamento de micros-satélites.

O laboratório luso-chinês está também envolvido em projectos de robótica subaquática (veículos e sensores) e na produção e no lançamento de uma constelação de pequenos satélites para validar “tecnologias de posicionamento” de satélites no espaço.

O STARlab resulta da colaboração entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Tekever, o CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, do lado português, e a Academia de Ciências Chinesa, através dos institutos de micros-satélites e de oceanografia.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, o laboratório deverá incentivar a abertura de centros científicos e tecnológicos em Portugal e na China, neste caso em Xangai.

ZAP // Lusa

Por Lusa
27 Abril, 2019

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1820: Cientistas criam metal líquido como o do filme Exterminador

CIÊNCIA

Alguns dos avanços tecnológicos mais impressionantes são feitos quando a vida imita a arte. Neste caso, cientistas da Universidade de Beihang, na China, conseguiram criar um metal líquido magnético altamente maleável, como o do filme Exterminador do Futuro.

Os avanços recentes da Inteligência Artificial têm levantado junto da comunidade científica receios de que um dia as máquinas ganhem consciência e que a sua inteligência supere a do Homem, potenciando um cenário semelhante ao da saga Terminator. Agora, até mesmo o singular material de que é feito o mítico T-1000 acaba de ser inventado.

Cientistas da Universidade de Beihang, na China, criaram um metal líquido capaz de se dobrar e de se moldar, tal como o robô assassino interpretado por Robert Patrick em Terminator 2. Os especialistas acreditam que estão perto de aperfeiçoar uma nova composição de metal líquido que poderá ser usada na tecnologia de robótica leve no futuro.

Segundo o All That’s Interesting, o material metálico em forma líquida pode ser manipulado com ímanes e torcido de várias formas. Para o foco da actual indústria tecnológica moderna em nanotecnologias e robótica leve, esta inovação tem muitas mais ramificações em grande escala do que o que o seu aspecto visual consegue transmitir.

O relatório da American Chemical Society (ACS), Magnetic Liquid Metals, explica que as duas principais propriedades deste material são altamente contraditórias e, portanto, extremamente excitantes.

“As propriedades aparentemente contrárias – a boa elasticidade e a força mecânica para tridimensional (3D) – podem ser controladas de forma precisa, conveniente e sem contacto pelo campo magnético proporcionado por ímanes permanentes”, adianta o relatório. Na prática, os cientistas descobriram que ao adicionar partículas magnéticas, como níquel ou ferro, os metais líquidos pode ser facilmente manipulados com ímanes.

Para chegar a este estado condutor, maleável e magnético, os investigadores da Universidade de Beihang precisavam de encontrar o tipo exacto de liga que permitiria estas propriedades que, à primeira vista, são completamente contrárias.

Os metais, líquidos à temperatura ambiente, apresentam alta condutividade e são facilmente manipulados. No entanto, este tipo de metal tem, geralmente, uma alta tensão superficial que pode ser manipulada apenas num plano horizontal. Além disso, estes metais precisam de estar submersos num líquido para evitar que o metal seque durante o movimento.

Liang Hu e Jing Liu, os cientistas responsáveis por esta descoberta, estavam ansiosos para desenvolver um metal líquido que não fosse restringido por estas limitações e, assim, criar um material sintético capaz de se movimentar com mais liberdade, esticando tanto horizontal como verticalmente.

A equipa de cientistas experimentou então adicionar partículas de ferro a uma gota de uma liga de gálio, índio e estanho, enquanto permaneciam imersos em ácido clorídrico. Desta experiência resultou uma camada de óxido de gálio na superfície da gota, que baixou a tensão superficial do metal líquido – o que foi fundamental na criação de uma substância capaz de ser manipulada magneticamente sem ser partida.

“Quando a equipa aplicou dois ímanes em direcções opostas, conseguiu estender uma gota para até quase quatro vezes o seu comprimento em repouso”, explica o relatório da ACS. “Também conseguiu manipular o metal líquido para conectar dois eléctrodos horizontais submersos e, em virtude das suas propriedades condutivas, acender uma lâmpada LED.”

O segredo da flexibilidade do composto é a tal camada de óxido de gálio.

Danfe TV @DanfeTv

Chinese scientists create liquid metal that stretches like Terminator http://eng.danfetv.com/?p=21012 

Na experiência, os cientistas conseguiram esticar verticalmente o metal líquido e movê-lo horizontalmente para conectar os dois eléctrodos – um exposto e o outro submerso no ácido clorídrico. “Isto mostrou que o material não precisa de estar totalmente submerso. Desta forma, o metal líquido magnético assemelha-se a um anfíbio que caminha de pé”, afirmam os cientistas no relatório.

Além do óbvio potencial de um metal líquido maleável e magnético, o mais notável desta invenção é a retirada da restrição que requer submersão, ou seja, ao desenvolver um metal que tenha todas estas propriedades, mas não precisa estar contido no líquido, é criada uma nova panóplia de escolhas no que diz respeito à área do design.

LM, ZAP //

Por LM
8 Abril, 2019

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1704: O “sol artificial” da China vai estar pronto ainda este ano

As autoridades chinesas disseram que acreditam que vão terminar a construção do seu novo sol artificial este ano.

Este dispositivo será capaz de atingir um marco na temperatura iónica, colocando-nos um passo mais perto de aproveitar o poder da fusão nuclear.

Em Novembro, investigadores chineses anunciaram que o reactor de fusão termonuclear EAST (sigla em inglês para Tokamak Supercondutor Experimental Avançado) – um “sol artificial” projectado para imitar o processo de fusão nuclear que o Sol real usa para gerar energia – atingiu um Marco alcançando uma temperatura de cem milhões graus Celsius.

No domingo, Duan Xuru, funcionário da Corporação Nacional Nuclear da China, anunciou durante a sessão anual da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês que os engenheiros concluiriam a construção do Tokamak HL-2M em 2019.

“O plasma do sol artificial é composto principalmente de electrões e iões”, disse Duan aos jornalistas, segundo o Global Times. “Os dispositivos Tokamak existentes no país alcançaram uma temperatura de electrões de mais de cem milhões de graus Celsius no plasma e uma temperatura iónica de 50 milhões de graus Celsius. E é o ião que gera energia no dispositivo”.

De acordo com Duan, o Tokamak HL-2M será capaz de atingir uma temperatura de ião de cem milhões de graus Celsius, cerca de sete vezes mais quente do que a temperatura real do ião do Sol.

Este é, segundo o Global Times, “um dos três desafios para alcançar o objectivo de aproveitar a fusão nuclear”. Se estiver certo, o dispositivo poderia servir de modelo para futuros reactores de fusão nuclear, trazendo o sonho da energia limpa ilimitada um passo mais próximo da realidade.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
13 Março, 2019

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1621: A China quer construir uma estação de energia solar no Espaço

NASA

A China está a ampliar cada vez mais o seu programa espacial e quer que a Administração Espacial Nacional da China compita com a NASA pelo posto de principal agência espacial do planeta.

No início de 2019, o país pousou com sucesso, pela primeira vez na história, uma nave no lado afastado da Lua e o bom andamento da missão Chang’e 4 acelera os planos chineses em dominar o espaço. Agora, o país quer construir uma estação de energia solar na órbita da Terra.

O programa espacial chinês recebeu um orçamento anual de 7 mil milhões de euros, fazendo com que a China perca apenas para os Estados Unidos no que diz respeito à verba libertada pelo governo para projectos espaciais.

Os cientistas chineses já começaram a trabalhar numa base experimental na cidade de Chongqing para a construção de uma estação espacial de energia solar, o que deve acontecer entre 2021 e 2025, com previsão de lançamento para até o ano de 2030.

Os especialistas esperam recolher energia solar sem a interferência da atmosfera, a limitação da noite ou épocas sazonais do planeta que limitam a luz do sol. Ao construir as “quintas” no espaço, será possível obter uma fonte de energia limpa e inesgotável.

A China acredita que o sistema pode manter-se operacional 99% do tempo e com seis vezes mais intensidade que as plantas solares da Terra.

Um dos principais desafios desta empreitada é o peso da estação espacial, de cerca de mil toneladas, tornando difícil mantê-la no espaço. Os cientistas estão a considerar montar a estação em órbita, recorrendo ainda a materiais impressos em 3D.

Necessitam também de considerar os efeitos da radiação das micro-ondas na atmosfera. Outro aspecto que está a ser discutido pelos especialistas é a melhor forma de transferir a energia recolhida para a Terra.

Além disso, o país asiático também está a trabalhar na construção da sua nova estação espacial própria, chamada de Tiangong, com previsão de lançamento para 2022.

A estação terá um módulo central e outros dois módulos para experiências, pesando 66 toneladas e capaz de abrigar três pessoas ao mesmo tempo, com um ciclo de vida projectado para pelo menos dez anos.

Ali, a China pretende realizar pesquisas científicas próprias, incluindo em áreas como biologia e física. O país não pretende usar as dependências da Estação Espacial Internacional, preferindo investir o seu tempo e dinheiro numa estação exclusiva.

No ano passado, a China revelou o design do módulo principal da estação espacial, chamado Tianhe-1.

Outros programas espaciais

Quanto à missão lunar chinesa, enquanto a Chang’e 4 e seu rover Yutu-2 estão a explorar o misterioso lado afastado da Lua, missões futuras como a Chang’e 5 e Chang’e 6 recolherão amostras de rocha e solo lunar para trazê-las à Terra.

Depois, a Chang’e 7 mapeará o pólo sul da Lua – região interessante para uma habitação humana por conter água congelada – , enquanto a Chang’e 8 testará tecnologias para viabilizar a construção de uma base fixa na Lua.

Ainda, o programa espacial chinês decidiu recentemente incentivar a formação de pequenas empresas igualmente chinesas, porém privadas, para desafiar as empresas privadas espaciais dos EUA na construção de novas gerações de naves e foguetes.

A China está a investir para criar um sistema de navegação próprio, reduzindo a dependência do GPS de propriedade norte-americana. Todos os satélites são controlados pela Força Aérea dos EUA. O país está a desenvolver o sistema de navegação Beidou, com o objectivo de fornecer precisão de posicionamento de 1 metro ou menos.

Por fim, a China também está a planear realizar inspecção e reparo de satélites em órbita, limpando o lixo espacial que está em redor da Terra.

ZAP // Canal Tech

Por ZAP
22 Fevereiro, 2019

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1564: China desvenda mais um mistério do lado oculto da Lua

Stuart Rankin / Flickr

O lado oculto da Lua está a ser explorado pela agência espacial chinesa com a missão Chang’e 4 desde Janeiro deste ano, composta por uma sonda estacionária e um rover exploratório.

Depois de cultivar brotos de algodão por lá, que morreram pouco depois, a missão agora descobriu que as noites lunares naquele hemisfério são ainda mais frias do que se imaginava.

Uma noite lunar dura cerca de duas semanas terrestres, e dados das missões Apollo, da NASA, apontavam que a temperatura da superfície iluminada da Lua poderia atingir os 127ºC durante o dia, caindo para -173ºC à noite.

A Chang’e 4 registou temperaturas de -190ºC na longa noite do lado oculto da Lua. Foi por causa dessas temperaturas tão extremas que os brotos de algodão que a China cultivou no lado afastado da Lua, mesmo estando num recipiente fechado e em ambiente controlado, acabaram morrendo na sua primeira noite lunar.

O director executivo da missão, Zhang He, acredita que a diferença nas temperaturas nocturnas entre o lado que vemos da Lua e o seu lado mais afastado pode estar relacionada a “provavelmente uma diferença na composição do solo lunar entre seus dois lados”.

Contudo, “ainda precisamos de uma análise mais cuidadosa” antes de fazer tal afirmação. Caso essa suposição se prove correta, é possível que algo na “sujidade” lunar esteja a fazer com que o solo retenha menos calor durante a noite do que os locais de pouso das naves do programa Apollo.

Essa é a primeira vez na história da exploração espacial em que a humanidade pousa uma nave no lado oculto da Lua, que até então somente havia sido estudado com voos orbitais e sondas que ficam na órbita da Lua. Todo e qualquer dado científico obtido pela missão chinesa é singular e valioso para entender ainda melhor o satélite natural que brilha no céu nocturno da Terra.

ZAP // Canal Tech

Por CT
7 Fevereiro, 2019

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1486: Broto de algodão que China cultivou na Lua já morreu

billdavis6959 / Flickr
Sonda chinesa Chang’e 3

Na terça-feira, a China fez história ao anunciar que as sementes de algodão, colza e batata que a sonda Chang’e 4 levou para plantar no lado oculto da Lua germinaram, com o algodão chegando a brotar com sucesso. 

Esta foi a primeira vez em que aconteceu o cultivo de material biológico na Lua. Contudo, a agência chinesa de notícias Xinhua revelou que o projecto que levou nove dias para cultivar o broto de algodão foi encerrado — o que significa que a planta morreu.

Na Terra, uma equipa da Universidade de Chongqing, na China, desenvolveu um habitat selado da biosfera repleto de sementes e aditivos na esperança de criar um mini-ecossistema similar ao que foi enviado à Lua, com a semente de algodão sendo a única a brotar — tal como aconteceu no nosso satélite natural.

A Xinhua chegou a publicar um vídeo a mostrar o teste simulado feito na Terra, o que levantou algumas perguntas quanto à veracidade da imagem, que supostamente seria da experiência feita na Lua, e não do teste terrestre.

Ainda assim, considerando que a experiência foi mesmo um sucesso na Lua, de acordo com Xie Gengxin, designer-chefe do estudo, a vida não sobreviveria à primeira noite lunar da Chang’e 4, que começou no domingo, sendo que o período nocturno da Lua dura cerca de duas semanas terrestres. A temperatura cai muito e pode chegar a -150ºC.

A capacidade de cultivar vegetais na Lua é algo importante se considerarmos um provável futuro em que a humanidade construa uma base fixa lunar, com tripulações constantes ou até mesmo permanentes, não pensando apenas em alimentos, como também na capacidade de confeccionar roupas e fabricar combustível.

A próxima missão chinesa na Lua, a Chang’e 5, está projectada para recolher amostras lunares e trazê-las de volta à Terra, com previsão de lançamento ainda este ano. Esta será a primeira vez em que a humanidade traz amostras da Lua desde 1976, com o encerramento do programa Apollo, da NASA. Uma outra missão chinesa, desta vez rumo a Marte, deve acontecer em 2020.

O país asiático quer aproveitar o momento em que os Estados Unidos sofrem com uma significativa redução no orçamento destinado à NASA, com as empreitadas comerciais no espaço – através de empresas privadas – a conseguir cada vez mais penetração nesta indústria. O presidente chinês, Xi Jinping, já disse em repetidas ocasiões que tem “ambições grandiosas” para transformar o país numa potência espacial.

Já para o ano de 2022, está prevista a finalização da construção da estação espacial chinesa, chamada Tiangong. Contudo, a CNSA ainda está a decidir se enviará astronautas para lá logo que a estação entre em órbita.

ZAP // CNet

Por ZAP
16 Janeiro, 2019

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1480: Uma semente de algodão germinou pela primeira vez na Lua

Responsáveis da missão chinesa Chang-4 anunciaram que uma das sementes na pequena biosfera que foi levada pela sonda para Lua já se transformou em plantinha e está a crescer

A imagem divulgada pela agência espacial chinesa
© DR

Os responsáveis da missão chinesa Chang-4, que pousou na lado oculto da Lua no dia 3 de janeiro, anunciaram que uma semente de algodão germinou e está a crescer dentro de uma pequena biosfera selada que a sonda transportou para a superfície lunar.

“É a primeira vez que os seres humanos fazem experiências biológicas na Lua”, afirmou Xie Gengxin, o cientista responsável pela experiência.

A equipa da Universidade de Chongqing que criou a experiência para a missão Chang-4, desenvolveu uma pequena caixa estanque com 18 centímetros (cm) de comprimento, na qual colocou água, ar e um pouco de terra, juntamente com sementes de algodão, de trigo e de batatas, bem como ovos de mosca-da-fruta.

As imagens divulgadas pelos responsáveis da missão mostram que uma semente de algodão já germinou e que a planta está a crescer. Mas para já, é a única, adianta a equipa.

A missão conta também com experiências de cientistas da Suécia, da Alemanha e de outras equipas da China para estudar as condições ambientais na Lua, incluindo os índices das radiações cósmicas e a interacções entre os ventos solares e o solo lunar.

A Chang-4 encontra-se na cratera Von Kármán, na bacia de Aitken, no Polo Sul lunar, uma planície ampla e sem grandes acidentes, onde aterrou a 3 de Janeiro, numa manobra considerada histórica por ter sido a primeira que desceu naquele lado da Lua que nunca se consegue ver da Terra.

A sonda libertou, entretanto, um pequeno rover, o Yutu-2, que está a fazer outras medições e experiências, mas sobre as quais nada foi adiantado ainda.

A agência espacial chinesa já tem planeadas mais quatro missões lunares. Uma delas, que será lançada no final do ano, de acordo com o calendário divulgado, tem por objectivo trazer de volta para a Terra amostras do solo.

Diário de Notícias
Filomena Naves
15 Janeiro 2019 — 11:03

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1448: A primeira foto do lado oculto da Lua

É um feito inédito na exploração espacial .. A sonda chinesa Chang’e-4 pousou no “lado negro” da Lua e enviou a primeira foto de uma “faceta” do satélite natural que aqui da Terra nunca conseguiremos ver.

© China Stringer Network SIC Notícias

A sonda Chang’e-4 tinha partido da Terra a 8 de Dezembro e aterrou hoje eram 3h26 em Lisboa num local nunca antes explorado pelo ser humano.

“Alcançámos um resultado extremamente preciso. A alunagem desenrolou-se cuidadosamente e num local ideal”, declarou Sun Zezho, engenheiro-chefe da missão Chang’e-4 – nome da deusa chinesa da Lua – à televisão estatal CCTV.

© China Stringer Network A sonda chinesa em exposição antes de ser lançada

A China vai agora colocar um veículo robotizado para estudar a zona da superfície lunar que não pode ser vista da Terra.

Trata-se da segunda missão espacial chinesa a colocar uma sonda na superfície da Lua, depois de uma outra, em 2013.

A nova missão da agência espacial chinesa é, no entanto, a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o “lado negro da Lua”, onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

O local de alunagem da sonda e do veículo robotizado é a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

“É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura”, afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da Chang’e-4 está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea “Arabidopsis thaliana” (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a “Arabidopsis thaliana” podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da Chang’e-4, seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

SIC Notícias
03/01/2019

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China torna-se primeiro país a aterrar no lado ‘oculto’ da Lua

Sonda Chang’e-4 aterrou esta quinta-feira no satélite natural da Terra para testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência

© DR

A China tornou-se esta quinta-feira o primeiro país a aterrar uma sonda no lado mais afastado da Lua, a Chang’e-4, informou a televisão estatal, ilustrando os ambiciosos planos espaciais do país. A sonda Chang’e 4, que é o nome da deusa chinesa da Lua, pousou no satélite natural da Terra, às 10.26 em Pequim (03.26 desta quinta-feira em Lisboa).

A Chang’e 4 foi lançado do Centro Espacial de Xichang, sul da China. Em 2013, a China conseguiu fazer aterrar uma sonda espacial na Lua, pela primeira vez, numa proeza só realizada até então pela antiga União Soviética e pelos Estados Unidos. Mas a nova missão da agência espacial chinesa é a primeira a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o lado oculto da Lua, o hemisfério lunar que não pode ser visto da Terra.

Em maio, a China tinha já lançado um satélite de retransmissão para assegurar a comunicação entre os controladores e a sonda lunar Chang’e-4. O objectivo é testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência, normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre.

A missão ilustra ainda a crescente ambição de Pequim no espaço, símbolo do progresso do país. Este ano, Pequim planeia ainda iniciar a construção de uma estação espacial com presença permanente de tripulantes e, no próximo ano, enviar um veículo de exploração a Marte.

Em 2020, a China planeia ainda enviar a sonda Chang’e 5, com o objectivo final de regressar à Terra com amostras de matéria recolhida na Lua. A verificar-se será a primeira missão deste género desde 1976. Até agora, o país realizou também cinco missões tripuladas, a primeira em 2003 e a mais recente em 2013, enviando para o espaço dez astronautas (oito homens e duas mulheres).

A primeira tentativa da China de entrar na corrida espacial foi no final dos anos 1950, como resposta ao lançamento do Sputnik 1 – o primeiro satélite em órbita – pela União Soviética. Mao Zedong ordenou então a construção e envio do primeiro satélite chinês, antes de 1 de Outubro de 1959, por altura do 10.º aniversário da fundação da República Popular. A iniciativa acabou por falhar devido à inexperiência do país em tecnologia aeroespacial.

No entanto, em Abril de 1970, em plena Revolução Cultural e numa radical campanha política de massas lançada por Mao, a China concluiu com êxito o lançamento do seu primeiro satélite para o espaço, o Dong Fang Hong (“O Leste é Vermelho”).

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Janeiro 2019 — 07:37

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