4384: Dois dinossauros morreram como as vítimas de Pompeia. Foi há 125 milhões de anos, na China

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA/ARQUEOLOGIA

RBINS
Fóssil de um dos dinossauros encontrados pelos arqueólogos

Um grupo de arqueólogos na China acabou de descobrir dois fósseis de uma nova espécie de dinossauro, que estiveram presos no subsolo por 125 milhões de anos devido a uma erupção vulcânica pré-histórica. Os investigadores acreditam que os dinossauros foram sufocados pelas cinzas vulcânicas enquanto dormiam na sua toca subterrânea.

Segundo a CNN, os investigadores acreditam que os dinossauros viviam em tocas subterrâneas profundas, e que o seu ninho foi invadido por lava e cinzas. Os animais foram apelidados de Changmiania liaoningensis, ou de “eterno dorminhoco de Liaoning”.

Num comunicado à imprensa, os arqueólogos explicaram que encontraram os fósseis na actual província de Lianoning nos Leitos Lujiatun, que são as camadas mais antigas da Formação Yixian, uma geológica da China.

O paleontólogo Pascal Godefroit, do Instituto Real Belga de Ciências Naturais, explicou que os dinossauros “foram cobertos por sedimentos finos enquanto ainda estavam vivos ou logo após sua morte”, portanto acredita que “as espécies foram presas pela erupção vulcânica quando estavam no fundo das suas tocas, há 125 milhões de anos”.

Godefroit disse que os dinossauros encontrados pertencem à família do “dinossauro ornitópode, o mais primitivo até hoje”. Os ornitópodes eram dinossauros herbívoros que andavam sobre as suas duas pernas e tinham caudas e focinhos em forma de pá, mediam cerca de um metro de comprimento e possuíam “pernas muito poderosas”, sugerindo que corriam rapidamente.

De acordo com o estudo publicado no jornal Peer J em Setembro, acredita-se que os ornitópodes pré-históricos estavam a descansar quando foram mortos.

Curiosamente, acredita-se que os dinossauros morreram da mesma forma que as vítimas de Pompeia, que foram mortas pela mítica erupção do Monte Vesúvio. A morte deverá ter sido angustiante, já que as nuvens de cinza devem ter coberto toda a floresta pré-histórica de Liaoning.

Segundo um estudo de 2018, os habitantes de Pompeia que moravam perto do Monte Vesúvio morreram quando o seu sangue ferveu, o que fez com que os seus crânios explodissem.

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O abraço entre dois corpos petrificados, conhecidos como “As Duas Donzelas”, é uma imagem icónica da destruição trágica de Pompeia,…

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Apesar de destruidora, a queda de cinzas em Pompeia preservou tudo o que revestiu – tal como aconteceu com estas espécies de dinossauros. Nos últimos anos, os cientistas chegaram a encontrar um cavalo na cidade que foi invadida depois da erupção do Monte Vesúvio.

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24 Setembro, 2020

 

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4327: Rádio amador russo capta sinais de objecto chinês secreto no Espaço

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/CHINA

PIRO4D / Pixabay

Um rádio amador russo conseguiu captar sinais de um objecto chinês secreto vindo do Espaço. O entusiasta acredita que se possa tratar de um satélite.

O russo Dmitri Pashkov tem um rádio amador em casa e captou uma transmissão de dados de um secreto objecto espacial chinês lançado em órbita no dia 4 de Setembro, escreveu o entusiasta no seu blogue pessoal, citado pelo Russia Today.

Os dados captados por Pashkov pertencem, segundo especialistas, a uma nave espacial secreta reutilizável que foi lançada pelo foguetão Long March 2, que partiu da Mongólia. A nave é semelhante à Boeing X-37B norte-americana.

“Comecei a procurar sinais deste objecto em todas as bandas de frequência possíveis. E agora, sete dias depois, o meu sistema de procura automática de sinal (enquanto processava quatro terabytes de dados) notificou-me da detecção de dois sinais não identificados emanando de um objecto em duas órbitas diferentes”, explicou Pashkov.

De acordo com Pashkov, o sinal é “bastante estável, embora às vezes de forma intermitente”. A instalação secreta tem um sistema de estabilização e pode ser um satélite, concluiu.

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14 Setembro, 2020

 

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4292: China lançou um avião espacial secreto (e pode ter deixado algo na órbita da Terra)

CIÊNCIA/ESPAÇO/CHINA

NASA/Marshall Space Flight Center
O avião espacial da China pode ser semelhante ao avião espacial dos Estados Unidos, o X-37B

A China testou com sucesso uma “nave reutilizável”, amplamente considerada um avião espacial que poderia permitir o acesso frequente e de baixo custo ao Espaço -, mas a missão continua envolta em mistério.

Este domingo, a agência de notícias estatal Xinhua relatou que o veículo tinha regressado ao seu “local de pouso programado” após uma missão de dois dias em órbita. O avião foi lançado um foguete Long March 2F na sexta-feira passada do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no Deserto de Gobi.

“O voo bem-sucedido marcou o avanço importante do país na pesquisa de naves espaciais reutilizáveis e espera-se que ofereça transporte de ida e volta conveniente e de baixo custo para o uso pacífico do Espaço”, escreveu a Xinhua.

De acordo com a revista Forbes, acredita-se que o local de pouso tenha sido no deserto de Taklamakan, no noroeste da China, embora isso não tenha sido confirmado oficialmente.

Segundo observadores independentes no solo, o veículo atingiu uma altitude de cerca de 350 quilómetros. O avião foi inicialmente lançado com uma inclinação orbital de cerca de 45 graus, mas realizou uma “manobra dogleg” para mudar a sua inclinação para 50 graus logo após o lançamento.

No entanto, a natureza exacta do veículo em si e o que fez no Espaço permanece um mistério. Sabe-se que a China tem desenvolvido tecnologia de aviões espaciais, mas o anúncio repentino do lançamento “surgiu do nada”.

Não se sabe se o veículo do foguete era um protótipo de avião espacial projectado para, um dia, transportar humanos, ou algo semelhante ao avião espacial X-37B da Força Aérea dos Estados Unidos, usado para missões desconhecidas na órbita da Terra.

Uma fonte militar não identificada citada pelo jornal chinês South China Morning Post parece sugerir o último, dizendo, em relação ao veículo chinês,  “talvez se possa olhar para o X-37B dos Estados Unidos”. Segundo a mesma fonte, houve “muitas novidades neste lançamento”, o que significa que havia uma “necessidade de garantir que haja segurança extra” e, portanto, o sigilo em torno do lançamento.

Há também sugestões de que, como o X-37B, o veículo da China pode ter lançado algo em órbita. Relatos sugeriram que algo foi lançado duas órbitas antes do avião espacial regressar à Terra.

Misterioso avião espacial dos EUA vai voltar ao Espaço. Desta vez, sabemos porquê

O avião espacial militar super-secreto dos Estados Unidos vai voltar ao Espaço para mais uma missão em 16 de maio….

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“As cápsulas da tripulação chinesa lançaram anteriormente pequenos satélites companheiros Banxing para monitorização”, escreveu o jornalista espacial da China Andrew Jones no SpaceNews. “Uma nave espacial experimental de nova geração lançou um módulo de tecnologia de descida e reentrada inflamável de teste em maio. A experiência sofreu uma anomalia durante a reentrada”.

Se este for realmente um avião espacial, a China será a terceira nação a ter enviado com sucesso tal veículo em órbita após os Estados Unidos e a União Soviética.

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7 Setembro, 2020

 

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4284: Chegou o reconhecimento facial para animais. E afinal, Orwell tinha razão

TECNOLOGIA/AGRICULTURA

Jan Koetsier / Pexels; ZAP

Há muitos desafios na aplicação da tecnologia de reconhecimento facial a animais: os porcos não têm características que os distingam entre si, e as vacas têm muitas vezes a tentação de lamber as câmaras. Contudo, há uma vantagem da utilização desta tecnologia: não parece real que os habitantes das quintas se venham a queixar de violação de direitos de imagem.

Depois de dominarem a tecnologia de reconhecimento facial em humanos, os chineses querem agora adaptar esta tendência em rostos mais peludos. Zhao Jinshi, da Universidade de Cornell, explica que os testes têm sido feitos em animais específicos como é o caso das ovelhas, porcos e vacas.

Porém, há algumas dificuldades no processo. Como explica George Orwell no seu “Triunfo dos Porcos”, todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os demais.

Os porcos são os mais difíceis de reconhecer através deste método porque são todos muito parecidos. Mas as vacas leiteiras são especiais porque são pretas e brancas e têm formas diferentes”, contou Jinshi, enquanto verificava a tecnologia instalada num projecto numa quinta em Hebei, na China.

A China é líder mundial no desenvolvimento de recursos de reconhecimento facial. Existem quase 630 milhões de câmaras de reconhecimento facial em uso no país. A sua utilização deve-se a questões de segurança, e para conveniências do dia a dia. De acordo com o The Washington Post, as autoridades do país também usam a tecnologia para situações mais estranhas, como monitorizar dissidentes políticos e minorias étnicas.

Os empresários chineses veem agora uma oportunidade de aplicar esse conhecimento à agricultura. À medida que as quintas se tornam maiores e mais comercializadas, e a população rural tende em envelhecer, há uma limitação do número de pessoas capazes de fazer um trabalho manual.

Os agricultores têm informações como condições de saúde, datas de inseminação e resultados de testes de gravidez no sistema, que se sincroniza com as câmaras instaladas por cima dos estábulos. Se tudo isto funcionar, os agricultores podem acumular dados valiosos sem ter muito trabalho.

Sinais de doenças podem ser detectados através do uso de inteligência artificial, o que permite um tratamento mais rápido dos animais.“Este sistema é muito poderoso e definitivamente irá tornar o nosso trabalho mais fácil”, disse He Ye, o gerente da quinta na província de Hebei.

“Quando as câmaras forem instaladas, vou poder monitorizá-los em tempo real”, explica Ye, que em breve vai poder receber avisos no seu telemóvel, caso uma vaca apresente sinais de doença ou outros problemas. Para Jinshi, vai ser um desafio instalar as câmaras num sitio onde há água e lama por todo o lado.

Mas o mais desafiante é o facto de as vacas serem animais muito curiosos. “Se for feita uma pequena mudança, eles vão notar rapidamente”. As vacas, frequentemente, tendem a tentar lamber as câmaras –  “é a natureza delas” – garante Zhao.

Esta iniciativa encaixa-se perfeitamente com a meta do governo da província de Hebei que pretende duplicar a produção de leite em dois anos, e melhorar a segurança dos animais. “A indústria do leite mudou completamente, tornou-se muito mais rigorosa, e com requisitos sobre esterilização e outros regulamentos de saneamento”, conta o agricultor chinês Ye.

A China quer agora ter mais atenção com a higiene alimentar. Com a pandemia do novo coronavírus, o governo da China proibiu o comércio e o consumo de animais selvagens. A “agricultura inteligente” está a começar a mudar a forma como o sector agrícola opera, e as empresas tecnológicas da China estão a entrar em acção.

A China alimenta 22% da população mundial, mas tem apenas 10% das terras cultiváveis ​​do mundo. Esta situação cria um incentivo extra para que a China melhore os seus padrões na produção de alimentos.

Agora resta saber se vai ser fácil identificar os porcos, e se as vacas não se vão perder de amores pelas suas novas companheiras de estábulo.

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5 Setembro, 2020

 

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4135: Reservas naturais chinesas salvaram os pandas da extinção (mas “esqueceram-se” dos leopardos)

CIÊNCIA/ZOOLOGIA

tambako / Flickr

Uma nova investigação revela que os esforços da China para salvar os pandas gigantes foram bem sucedidos, mas os mesmos falharam na protecção de outros animais que partilham o mesmo habitat, como é o caso dos leopardos.

Os pandas gigantes, recorda o portal New Scientist, afastaram-se da extinção em meados de 2016, depois de as reservas naturais terem traçado planos para salvar esta espécie em 1960 – mas há várias outras espécies que precisam de ajuda.

A mesma investigação, cujos resultados foram publicados recentemente na revista Nature Ecology & Evolution, mostra que, durante o mesmo período e nas mesmas reservas naturais em que vivem as pandas, houve uma diminuição de 81% nos leopardos (Panthera pardus) e de 38% entre os leopardos da neve (Panthera uncia).

Dois outros carnívoros, os lobos (Canis lupus) e dholes (Cuon alpinus), um cão-selvagem-asiático, diminuíram as suas populações 77 e 95%, respectivamente, deixando-os muito próximos da extinção nesta mesma região.

A equipa de cientistas, constituída por especialistas chineses e norte-americanos e liderada por Sheng Li da Universidade de Pequim, chegou a estes valores depois de calcular os declínios na população das quatro espécies comparando registos de investigações levadas a cabo entre 1950 e 1970 com registos de armadilhas fotográficas de 2008 a 2018.

Especialistas e moradores locais citados pelo mesmo portal sugerem que a maioria das perdas entre estes animais ocorreu durante os anos 90, impulsionado pela desflorestação e pela caça furtiva dos animais e das respectivas presas.

“Não fiquei tão surpreso com os declínios, mas os números são dramáticos“, diz o líder da investigação, observando que os valores dos declínios são consistentes com os dos grandes mamíferos terrestres do mundo.

Os investigadores dizem ainda que estes resultados são um alerta contra a tendência de tentar preservar a biodiversidade concentrando apenas esforços numa só espécie. “Estas descobertas alertam contra a forte dependência de uma política de conservação de espécies únicas para a conservação da biodiversidade na região”, pode ler-se.

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9 Agosto, 2020

 

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NASA camera spots China’s Tianwen-1 Mars spacecraft speeding away from Earth

Spacecraft or space rock?

An observatory affiliated with NASA’s quest to identify potentially hazardous asteroids spotted something equally speedy but not quite as natural: a spacecraft bound for Mars.

That vehicle was China’s Tianwen-1 Mars mission, which launched on July 23 to begin a seven-month journey to the Red Planet. The spacecraft consists of an orbiter, a lander and a rover, all packed together into what China hopes will become its first successful Mars mission.

Related: China launches ambitious Mars rover-lander-orbiter mission

The views were captured by a program run by NASA’s Planetary Defense Coordination Office, which scans huge swaths of the sky for space rocks in order to gather enough observations for astronomers to map each object’s path in case one may come a little too close for comfort.

The new animation of Tianwen-1 speeding away from Earth came from a facility at Mauna Loa on Hawaii Island that is one of a pair of Hawaiian observatories that make up the Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System, or ATLAS. The ATLAS observatories regularly identify new celestial objects, like the comet of the same name that dazzled skywatchers earlier this year before fizzling out.

A still image showing China’s Tianwen-1 Mars spacecraft as seen by the Hawaii-based asteroid survey ATLAS. (Image credit: NASA)

But in this case, it was no celestial object that streaked across ATLAS’s view. Instead, it was the second in a trio of highly anticipated spacecraft launching to Mars during this summer’s three-week window of orbital alignment. China hopes that the Tianwen-1 mission’s three robotic components send home a bonanza of science data about the Red Planet.

The launch was preceded by that of the United Arab Emirates’ first interplanetary mission on Sunday. NASA’s own Mars contribution, a massive rover called Perseverance that is also carrying a small experimental helicopter called Ingenuity, is currently scheduled to launch next Thursday (July 30).

Livescience
27/07/2020
By Meghan Bartels – Space.com Senior Writer

 

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4039: China lança a sua primeira missão a Marte

CIÊNCIA/ESPAÇO/CHINA

A China não quer ficar para trás nesta corrida a Marte e persegue os Estados Unidos também na exploração espacial. Assim, às 12:41 locais, em Portugal eram 05:41, o foguetão Long March 5 levantou da base de Wenchang, na ilha de Hainan, no sul do país, em direcção ao planeta vermelho. Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, esta viagem durará sete meses e pretende colocar um veículo de exploração, o Tianwen-1, na superfície marciana.

A missão, depois de chegar ao planeta, irá estudar a atmosfera, os campos magnéticos e a ionosfera de Marte durante 90 dias.

China já vai a caminho de Marte

Depois das suas missões tripuladas no espaço e da exploração pioneira da face oculta da Lua, a China dá mais um salto para conquistar o cosmos. Para esta missão, o gigante asiático usará a sua nave “Tianwen-1“, que significa “Perguntas ao Céu” e é uma homenagem a um poema escrito há mais de dois mil anos por Qu Yuan.

O país tem convicções fortes nesta corrida ao Espaço e já o demonstrou antes. Pequim não quer de todo ficar atrás dos Estados Unidos, mais agora que ambos estão num conflito latente em questões mundanas.

Super-potência na Terra e no Espaço

Pequim comunica esta missão como o assumir no Espaço a super-potência que diz ser na Terra. O regime quer tomar a dianteira da exploração espacial em poucos anos, num claro desafio ao que os EUA têm feito. No entanto, este não será o único país a viajar até Marte.

Tendo em conta o alinhamento de Marte com a Terra, há outras mais missões semelhantes. Conforme foi dado a conhecer, há quatro dias, os Emirados Árabes Unidos lançaram a sua própria sonda, a Hope, que está também a caminho do planeta vermelho. Além destas, também os Estados Unidos farão o mesmo no dia 30 de Julho. Todos eles querem aproveitar o facto de a viagem ser agora mais curta para chegar a Marte, um objectivo que tem vindo a despertar a imaginação dos seres humanos há décadas.

É sabido que este desejo de conquista não é fácil nem barato. Conforme é sabido, este não é a primeira vez que a China tenta. Em 2011, lançou uma missão conjunta com a Rússia, mas falhou. Agora está a fazê-lo sozinha após os últimos sucessos da sua carreira espacial. Se tudo correr bem, a nave espacial “Tianwen-1” chegará ao “Planeta Vermelho” em Fevereiro do próximo ano, após ter percorrido 55 milhões de quilómetros.

Estados Unidos vão muito mais à frente

Apesar do seu progresso muito rápido, a China ainda está muito atrás dos Estados Unidos. Apesar de Marte ser um planeta misterioso, para os EUA já não é tanto assim, até porque já enviou quatro veículos para Marte desde o final dos anos 90. A sua próxima missão, “Perseverance“, será com uma sonda do tamanho de um carro que procurará sinais de vida microbiana antiga e recolherá amostras de rochas e solo para as trazer à Terra em 2031.

Portanto, segundo alguns peritos, esta primeira expedição chinesa a Marte é semelhante às missões “Viking” levadas a cabo pela NASA entre 1975 e 1976. Desde os anos 60, a ex-União Soviética e os Estados Unidos tinham deslocado a sua “Guerra Fria” para o espaço e, tal como com a Lua, ambos queriam marcar o objectivo de serem os primeiros a aterrar uma nave espacial não tripulada em Marte, o planeta mais próximo da Terra.

Após várias tentativas falhadas, a URSS finalmente teve sucesso com uma sonda que aterrou em Marte, mas lá funcionou apenas durante 14 segundos. Depois das suas missões “Viking”, a nave espacial americana “Mars Odyssey“, lançada em 2001, detém o recorde de gravitação em órbita de um planeta diferente da Terra.

Assim, graças ao seu extraordinário crescimento económico, a China entrou plenamente na corrida espacial desde que colocou o seu primeiro homem em órbita em 2003. A partir daí, realizou meia dúzia de missões tripuladas e, após a construção de um laboratório entre as estrelas, está a planear uma estação espacial permanente para 2022.

Em resumo, a China parece ter tomando o lugar da Rússia, a “Nova Guerra Fria” com os Estados Unidos. O braço de ferro segue agora no cosmos.

pplware
23 Jul 2020

 

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3998: As missões marcianas dos Emirados Árabes Unidos e da China

CIÊNCIA

Impressão de artista da sonda marciana Al-Amal dos Emirados Árabes Unidos.
Crédito: EMM (Emirates Mars Mission)/MBRSC

Os Emirados Árabes Unidos e a China vão em breve fazer parte do clube restrito de países e agências espaciais com sondas marcianas. Juntar-se-ão assim aos EUA, Índia, antiga União Soviética e à ESA.

A nave espacial Al-Amal (“Esperança” em português) tem lançamento previsto para dia 15 de Julho a partir do Centro Espacial Tanegashima no Japão. O objectivo da missão é fornecer uma imagem compreensiva da dinâmica meteorológica da atmosfera de Marte e pavimentar o caminho para mais descobertas científicas. Mas a sonda Al-Amal também é a base de um objectivo muito maior – construir uma colónia em Marte nos próximos 100 anos.

Al-Amal tem 1350 kg; mais ou menos o tamanho de um SUV. Demorará sete meses a viajar 493 milhões de quilómetros até Marte, a tempo de comemorar o 50.º aniversário da união dos Emirados em 2021.

Assim que alcance Marte, colocar-se-á numa órbita de 55 horas, com uma velocidade média de 121.000 km/h, e o contacto com o comando e centro de controle nos EAU será limitado a 6-8 horas duas vezes por semana. A missão tem uma duração prevista de 687 dias – um ano marciano.

A sonda tem três instrumentos científicos:

  • EMIRS (Emirates Mars Infrared Spectrometer), um espectrómetro infravermelho para obter medições da atmosfera inferior e analisar a estrutura da temperatura;
  • EXI (Emirates eXploration Imager), uma câmara de alta resolução capaz de obter imagens com uma resolução espacial superior a 8 km. Irá medir propriedades de elementos químicos, nomeadamente o ozono, na atmosfera de Marte;
  • EMUS (Emirates Mars Ultraviolet Spectrometer), um espectrómetro ultravioleta que irá medir os níveis de oxigénio e hidrogénio na atmosfera superior.

A China, por outro lado e seguindo o sucesso do seu programa lunar, vai lançar a sua missão Tianwen-1 (nome de um antigo poema chinês, “Questões Celestiais” em português) durante a janela de 20 a 25 de Julho, a partir do Centro de Lançamentos Xichang. É composta por um orbitador, um módulo de aterragem e rover a energia solar.

Não é a primeira tentativa da China em alcançar Marte: este país juntou-se à Rússia em 2011 durante a missão Fobos-Grunt, contendo o Yinghuo-1, que seria o primeiro orbitador marciano chinês. No entanto, a propulsão principal da nave falhou em lançá-la para a sua viagem até Marte, permanecendo em órbita da Terra até reentrar na atmosfera em Janeiro de 2012.

O “lander” Tianwen-1 vai usar um para-quedas, retro-foguetes e um airbag para aterrar em Utopia Planitia, Marte.

A missão planeia obter mapas da superfície a partir de órbita, recolher amostras do solo para análise, procurar evidências de vida presente e passada e analisar o ambiente do Planeta Vermelho. A missão actual também servirá para demonstrar tecnologias necessárias para uma missão de recolha e envio de amostras prevista para a década de 2030.

Se tudo correr como esperado, a missão Tianwen-1 chegará a órbita de Marte também em Fevereiro de 2021. A concha metálica que contém o veículo libertar-se-á da sonda para aterrar na superfície no dia 23 de Abril.

Astronomia On-line
14 de Julho de 2020

 

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3975: Cientistas já sabem o que é o estranho gel encontrado no lado oculto da Lua

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

CNSA / CLEP

Uma equipa de cientistas da China conseguiu determinar a natureza da estranha substância espacial que gerou muito interesse desde que foi descoberta no ano passado pelo rover chinês Yutu-2 no lado oculto da Lua.

A “substância misteriosa” foi encontrada em Julho de 2019 em uma pequena cratera chamada Von Kármán. Naquela época, a equipa da missão afirmou que a extraordinária “forma e cor do material semelhante ao gel é significativamente diferente do solo lunar circundante”.

De acordo com o ScienceAlert, Sheng Gou e a sua equipa da Academia Chinesa de Ciências conseguiram decompor a luz reflectida na substância e determinar a sua composição química, além da do regolito circundante, que consiste principalmente de poeira e cascalho da Lua.

A análise mostrou que a substância é um fragmento de rocha que derreteu, provavelmente devido ao calor do impacto de um meteorito, para formar uma massa brilhante e vítrea.

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SPACE.com
@SPACEdotcom
Chinese scientists reveal analysis of weird substance found on the moon’s far side by Yutu 2 rover dlvr.it/Rb89GK

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“Formou-se pela fusão gerada pelo impacto, cimentação e aglutinação de rególitos”, escreveram os investigadores no estudo que será publicado em agosto na revista científica Earth and Planetary Science Letters.

Os cientistas também foram conseguiram determinar que a brecha – um tipo de rocha composta por fragmentos de minerais cimentados juntos – é de cor verde escura e mede aproximadamente 52 por 16 centímetros.

Devido à pouca luz, a composição química da substância era mais difícil de decifrar, embora se calculasse que não seria muito diferente da do solo circundante. Os cientistas determinaram a presença de plagioclásio numa concentração de aproximadamente 38%.

Provavelmente, quando o meteorito atingiu a superfície, derreteu parte do regolito, que se misturou com o regolito não derretido para formar a brecha.

No entanto, o impacto não ocorreu necessariamente na cratera onde o material foi encontrado. É possível que se tenha formado numa cratera diferente e tenha sido ejectado, eventualmente aterrando onde Yutu-2 a encontrou.

A brecha é muito semelhante a duas amostras recuperadas pelas missões Apollo 15 e 17, Amostra Lunar 15466 e Amostra Lunar 70019, respectivamente. Ambas, recuperadas de crateras, também são classificadas como brechas. Nos dois casos, são feitas de pedaços de regolitos lunares e uma espécie de vidro preto.

Os cientistas admitem que o seu estudo tem limitações, principalmente pelo facto de não terem uma amostra real para analisar. Além disso, o Yutu-2 mudou de local e é improvável que seja obtido um segundo conjunto de imagens do objecto.

Essa é a primeira vez na história da exploração espacial em que a humanidade pousa uma nave no lado oculto da Lua, que até então somente havia sido estudado com voos orbitais e sondas que ficam na órbita da Lua.

O Chang’e-4 foi lançado em 7 de Dezembro de 2018. A sonda entrou na órbita lunar cinco dias depois e aterrou na superfície da lua em 3 de Janeiro de 2019. Nesse mês, a missão espacial chinesa conseguiu fazer brotar uma semente de algodão na Lua, que morreu pouco depois.

ZAP //

Por ZAP
10 Julho, 2020

 

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3877: China enviou códigos secretos quânticos através do Espaço. São impossíveis de decifrar

CIÊNCIA/FÍSICA QUÂNTICA/MECÂNICA QUÂNTICA

Matthias Ripp / Flickr

A China conseguiu enviar uma “chave secreta” para criptografar e descriptografar mensagens a uma distância de 1.120 quilómetros. Esta conquista é realizada usando a distribuição de chaves quânticas baseada no entrelaçamento, uma técnica de comunicação teoricamente segura.

A comunicação quântica utiliza fotões para distribuir, de forma segura, uma “chave secreta” para permitir o intercâmbio de mensagens criptografadas.

O trabalho anterior demonstrou a distribuição quântica de chaves em até 404 quilómetros de fibra óptica em espiral em laboratório ou de um satélite a uma estação terrestre a uma distância de até 1.200 quilómetros.

De acordo com um comunicado da Academia de Ciências da China, as tentativas anteriores de distribuir directamente as chaves quânticas entre dois utilizadores terrestres em condições reais alcançaram distâncias de apenas 100 quilómetros.

Isso ocorre devido às perdas de fotões, que aumentam rapidamente com a distância. Relés ou “repetidores” ​​oferecem uma forma de aumentar a distância e evitar a perda de fotões, mas as estações de relés apresentam riscos à segurança.

Jian-Wei Pan e os seus colegas evitam a necessidade de um repetidor ao utilizar um satélite para estabelecer uma ligação segura entre duas estações terrestres na Terra, usando fotões entrelaçados.

Os fotões estão unidos de tal forma que, mesmo separados por longas distâncias, os resultados das medições das suas propriedades quânticas são perfeitamente correlacionados.

Dois telescópios, projectados para receber esses sinais quânticos, foram construídos a 1.120 quilómetros de distância, em Delingha e Nanshan, na China.

Os fotões emaranhados produzidos pelo satélite Micius são transmitidos para o solo quando o satélite passa pelas estações. Embora a distribuição de intercalação por satélite tenha sido relatada anteriormente, os autores aumentaram a sua eficiência de transmissão e reduziram as taxas de erro para usar o entrelaçamento para transmitir chaves quânticas.

Segundo os investigadores, o sistema produz um canal seguro, resistente a ataques.

Os resultados, publicados em maio na revista científica Nature, representam um caminho para redes quânticas globais baseadas no entrelaçamento.

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19 Junho, 2020

 

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3675: Pedaço de foguetão chinês caiu de forma descontrolada no Atlântico

CIÊNCIA/ESPAÇO

Um grande pedaço de um foguetão chinês caiu no Oceano Atlântico, esta segunda-feira, sendo um dos maiores detritos espaciais que caíram descontroladamente na Terra nas últimas 30 décadas.

De acordo com a revista Newsweek, que cita Jonathan McDowell, astrónomo do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, este pedaço de foguetão tinha 30 metros de comprimento e pesava cerca de 18 toneladas.

Este pedaço, que pertencia ao foguetão chinês Long March 5B — lançado, a 5 de Maio, a partir do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang —, caiu no Oceano Atlântico, esta segunda-feira, algures na costa oeste da Mauritânia, na África Ocidental.

Segundo esta publicação, este segmento do foguetão chinês é o maior detrito espacial que caiu de forma descontrolada na Terra desde 1991.

Com 17,8 toneladas, este é o objecto mais maciço a fazer uma reentrada descontrolada desde o soviético Salyut-7, de 39 toneladas, em 1991, a não ser que tenhamos em conta o OV-102 Columbia”, disse McDowell no Twitter.

O astrónomo refere-se ao vaivém espacial norte-americano que, em 2003, perdeu o controlo ao reentrar na atmosfera terrestre, matando todos os sete astronautas a bordo.

De acordo com o jornal Independent, o foguetão Long March 5B faz parte dos esforços da China para aumentar a sua presença no Espaço. Para já, não incluiu tripulação (e ainda bem), mas o objectivo é que um dia possa transportar seis astronautas.

O jornal britânico recorda ainda que o país asiático planeia trabalhar na sua própria versão da Estação Espacial Internacional (EEI), depois de ter sido excluída, em grande parte, por causa das objecções dos Estados Unidos.

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12 Maio, 2020

 

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3642: China planeia concluir estação espacial até 2022

CIÊNCIA/ESPAÇO

A China planeia enviar quatro missões espaciais tripuladas e o mesmo número de módulos de carga para concluir a construção de uma estação espacial permanente nos próximos dois anos, informaram esta quarta-feira as autoridades do país asiático.

© EPA/Space Center Yuzhny / ROSCOSMOS /

O anúncio, feito após o lançamento de uma sonda não tripulada e uma cápsula de retorno, um importante passo para levar tripulações para a futura estação espacial chinesa, reforça ainda mais as aspirações da China de rivalizar na exploração espacial com os Estados Unidos, Europa, Rússia ou empresas privadas.

A sonda e a cápsula foram lançadas a bordo do foguete Longa Marcha 5B no seu voo de estreia, na noite de terça-feira, a partir do centro de lançamento de Wenchang, na província de Hainan, sul da ilha.

A cápsula é uma actualização do modelo Shenzhou, que tem como base o modelo da antiga União Soviética Soyuz, e que pode transportar seis astronautas.

A China lançou, anteriormente, uma estação espacial experimental, que mais tarde caiu na atmosfera, e planeia agora construir uma instalação maior, com vários módulos, para rivalizar com a escala da Estação Espacial Internacional.

O programa espacial da China alcançou um marco, no ano passado, ao pousar uma sonda no lado oculto da Lua e tem planos para colocar um veículo terrestre e móvel em Marte.

Desde a sua primeira missão tripulada, em 2003, o programa espacial chinês desenvolveu-se rapidamente, e estabeleceu planos de cooperação com a Agência Espacial Europeia e de outros países.

Os EUA, no entanto, proibiram a maior parte da cooperação espacial com a China, por questões de segurança nacional, e impediram o país de participar na Estação Espacial Internacional, levando o país a desenvolver gradualmente o seu próprio equipamento.

O novo foguete Longa Marcha 5B foi especialmente designado para lançar os módulos da futura estação espacial em órbita.

A China também está entre os três países que planeiam missões para Marte este verão, junto com Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos.

Uma sonda só pode ser lançada para Marte a cada dois anos para aproveitar o alinhamento mais próximo possível entre a Terra e o planeta vizinho.

Diário de Notícias

DN/Lusa

 

3625: “Em busca da verdade celestial”. China lança missão a Marte nos próximos meses

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Xinhua/CNSA

A China prepara-se para lançar a sua primeira missão a Marte nos “próximos meses”, anunciou a agência espacial chinesa (CNSA).

A missão foi baptizada de Tianwen 1, que significa “Em busca da verdade celestial”, precisa a agência noticiosa espanhola Europa Press, dando conta que o nome atribuído foi inspirado numa poesia escrita há mais de 2.000 anos.

Na obra em causa, o poeta antigo Qu Yuan (475-221 a. C.) do Reino de Chu questionou narrativas tradicionais que versavam sobre a mitologia da época, especialmente sobre o Espaço, a Terra e outros fenómenos naturais.

“[Qu Yuan] é conhecido pelo seu patriotismo e pelas suas contribuições à poesia e aos versos clássicos, especialmente através da antologia Chu Ci, também conhecidos como Canções de Chu”, refere a CNSA em comunicado.

E acrescenta: “O nome [da missão] representa a busca incansável da verdade pelo povo chinês, a herança cultural do país da sua compreensão da natureza e do Universo, além de inúmeras explorações no ramo da ciência e da tecnologia.

A missão pretende enviar um veículo espacial para a superfície do Planeta Vermelho para estudar a sua atmosfera, ambiente e a composição do solo do do planeta, detalha a emissora norte-americana CNN. O rover será acompanhado por um orbitador e um módulo de aterragem, sendo todos os três instrumentos equipados com instrumentos científicos.

Ye Peijian, um dos principais cientistas de exploração espacial da academia chinesa, revelou que a sonda pousará na superfície marciana antes de Julho de 2021.

Se a missão for bem sucedida, a China será o terceiro país a aterrar com sucesso um veículo espacial em Marte, depois dos Estados Unidos e da Rússia.

NASA fotografou um “dragão chinês” em Marte

A HiRISE fotografou um dragão chinês na superfície marciana. A fotografia é de Julho de 2007, mas a NASA notou…

ZAP //

Por ZAP
1 Maio, 2020

 

 

China wants a piece of the moon. Here’s how it plans to handle lunar samples.

SCIENCE

(Image: © NASA)

A glimpse into China’s readiness to handle samples from the moon reveals steps to be taken for storage, processing and preparation of the specimens.

China’s Chang’e 5 robotic moon mission is scheduled to launch later this year. That venture represents the third phase of China’s Chang’e lunar exploration program: returning samples from the moon.

The reported candidate landing region for Chang’e 5 is the Rümker region, located in the northern Oceanus Procellarum (“Ocean of Storms”). The area is geologically complex and known for its volcanic activity.

The Chang’e 5 mission has four main parts: an orbiter, ascender, lander and Earth reentry module, which will contain up to 4.4 lbs. (2 kilograms) of lunar surface and subsurface samples.

Related: China on the moon! A history of Chinese lunar missions in pictures

China plans to launch the ambitious Chang’e 5 lunar sample return mission later in 2020. (Image credit: Used with permission: Loren Roberts/The Planetary Society at https://www.planetary.org/)

Sample history

The former Soviet Union successfully executed three robotic lunar sample return missions. Luna 16 returned a small sample (101 grams) from Mare Fecunditatis (“Sea of Fertility”) in September of 1970; in February 1972, Luna 20 returned 55 grams of soil from the Apollonius highlands region; and Luna 24 retrieved 170.1 grams of lunar samples from the moon’s Mare Crisium (“Sea of Crisis”) for return to Earth in August 1976.

The United States brought back much more moon material. The six Apollo missions that touched down on the lunar surface from 1969 to 1972 collected 842 lbs. (382 kg) of lunar samples at different landing sites on the lunar surface, including rocks, core samples, lunar soil and dust.

China’s moon rock plans

In a paper that was scheduled to be presented last month at the Lunar and Planetary Science Conference (LPSC), which ended up being cancelled due to concerns about the novel coronavirus, lead author G. L. Zhang from the National Astronomical Observatory, Chinese Academy of Sciences, details the main tasks of the Ground Research Application System (GRAS) of the country’s lunar exploration project.

These tasks include: receiving lunar samples from the spacecraft system; establishing special facilities and laboratories for permanent local storage of samples and backup storage at another location; and preparation and preprocessing of lunar samples.

According to the requirements of the mission, GRAS formed a complete lunar sample preprocessing, storage and preparation plan.

This plan mainly includes: handover and transfer of lunar samples from the spacecraft system to GRAS, unsealing of the sample package, sample separation (drilled sample separation and scooped sample separation), sample storage (scooped and drilled samples) and sample preparation.

Related: Latest news about China’s space program

A lunar pipeline

A detailed pipeline for this plan is discussed in the LPSC paper.

First, the returned lunar samples will be divided into scooped samples and drilled samples after entering the lab. Both scooped and drilled samples will then be divided into four categories: permanent storage samples, backup permanent storage samples, scientific research samples and exhibition samples.

“All the tools that contact with lunar sample are made of stainless steel, Teflon, quartz glass or materials of known composition to strictly control the factors that will affect subsequent scientific analysis. The water and oxygen content in the glove box, filled with pure [nitrogen], will be strictly monitored to prevent the lunar samples from Earth pollution,” the LPSC paper notes.

U.S. and China approaches

“They seem to be taking a very similar approach to how we have (and continue to) process and curate Apollo samples (and other astromaterials in our collection),” said Ryan Zeigler, NASA’s Apollo Sample Curator and manager of the Astromaterials Acquisition and Curation Office of the Astromaterials Research and Exploration Science Division at NASA’s Johnson Space Center in Houston.

“There are a few minor differences, but that is to be expected since each mission has unique characteristics,” Zeigler told Inside Outer Space.

The Chinese are clearly taking seriously the handling, storage and preliminary examination of a potential set of new lunar samples. The technology described is in many ways similar to the technology in the NASA Lunar Sample Laboratory, noted Carlton Allen, a former NASA Astromaterials Curator. (He is now retired.)

“The use of a nitrogen atmosphere for preparation, subdivision and storage has proven both necessary and sufficient over 50 years of lunar curation at NASA,” Allen said.

Glovebox photos show that the nitrogen is maintained at positive pressure with respect to the laboratory atmosphere, which has proven important for contamination control.  The importance of restricting the materials that come into contact with the samples, another important aspect of contamination control, is also recognized.

The technology described by G. L. Zhang and colleagues “has the potential to make these future lunar samples directly comparable to Apollo and Luna samples, which could significantly increase the value of each sample set,” Allen said.

Leonard David is the author of the book Moon Rush: The New Space Race,” published by National Geographic in May 2019. A longtime writer for Space.com, David has been reporting on the space industry for more than five decades. Follow us on Twitter @Spacedotcom or Facebook.

Livescience
By Leonard David
19/04/2020

 

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3515: Compreender o futuro: Estação Espacial Modular da China

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Depois de ter lançado duas mini-estações experimentais, a China começa já em 2020 a criar uma estação espacial de grande escala

Os EUA e a Rússia são os países com maior tradição na exploração espacial, mas nos últimos anos mais nações têm investido em planos e tecnologias para ir para fora do planeta Terra. A China tem conquistado um lugar de destaque pelo número de lançamentos espaciais que tem realizado: em 2018, foram 39 lançamentos, superando os 29 dos EUA e os 20 da Rússia; em 2019, o domínio também foi chinês, com o país a realizar 27 lançamentos espaciais. Mas estes lançamentos – que englobam sobretudo satélites – são apenas a ponta do icebergue.

A China tem grandes ambições na exploração espacial e o principal símbolo desta vontade é o projecto conhecido como Estação Espacial Modular da China. A estação vai ser composta por um módulo principal, apelidado de Tianhe-1, e por dois módulos secundários de investigação, apelidados de Wentian and Mengtian. O projecto, cuja primeira fase deverá ficar completa já em 2020 com o lançamento do módulo principal, tem um tempo de vida estimado de dez anos e vai conseguir suportar a estadia de três a seis astronautas em simultâneo, com a chegada do primeiro ‘hóspede’ a estar prevista para 2022, ano no qual a estação já estará completa e em pleno funcionamento.

Em termos de estrutura, a estação espacial vai ter 37 metros de comprimento, assumindo a forma de um T, semelhante à já ‘reformada’ estação espacial russa Mir, e vai orbitar a Terra a uma altitude máxima de 450 quilómetros. Se este parece um projecto ambicioso para um país que não tem tanta tradição no espaço como os EUA e a Rússia, a China fez preparativos à altura: o país já lançou duas mini-estações espaciais para o espaço, a Tiangong-1 e Tiangong-2, que serviram como base de aprendizagem para o lançamento da grande estação espacial modular.

Um protótipo do módulo Tianhe-1 já recebeu, em Setembro de 2019, aprovação para que possa ser iniciada a produção do módulo final a ser lançado para o espaço. Apesar de a China não fazer parte dos países que podem usar a Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) para a realização de experiências, o país já ‘abriu’ a futura estação à realização de projectos de investigação internacionais.

É importante porque

O projecto mostra o conhecimento e a experiência que a China está a ganhar no domínio do Espaço. Esta nova estação apresenta-se ainda como uma alternativa para projectos de investigação fora do planeta Terra, após o fim das operações da Estação Espacial Internacional, previsto para 2028

Exame Informática
25.03.2020 às 15h32

 

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3354: O peixe-espátula chinês pode vir a ser o primeiro animal extinto em 2020

CIÊNCIA/ZOOLOGIA

Muséum d’histoire Naturelle / Wikimedia
Chinese paddlefish

O peixe-espátula chinês, considerado o maior peixe de água doce da China, pode ter entrado para a lista dos animais extintos.

Uma equipa de cientistas afirma que o peixe-espátula chinêsPsephurus gladius — já não existe, tendo sido provavelmente extinto em algum momento entre 2005 e 2010, de acordo com o Live Science.

Os investigadores recordam que o peixe já foi comum no rio Yangtze, mas factores como a sobre-pesca e a fragmentação do habitat selaram a destruição desta espécie.

“Como não existem espécimes em cativeiro nem tecido vivo conservado para uma possível ressurreição, o peixe deve ser considerado extinto de acordo com os critérios da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)”, escreveu Hui Zhang, investigador da Academia Chinesa de Ciências da Pesca que liderou o estudo publicado, na edição de Março de 2020, da revista Science of the Total Environment.

De acordo com o mesmo site, o peixe-espátula chinês era uma criatura impressionante, com um ‘focinho’ grande e saliente, que lhe deu o apelido xiang yu (“peixe elefante” em mandarim). Este animal podia crescer até sete metros, colocando-o entre o esturjão e o peixe-jacaré como um dos maiores peixe de água doce do mundo.

A espécie foi considerada uma das mais ameaçadas da China em 1989, mas, apesar deste alerta, a sua população continuou a diminuir. A última vez que foi avistado foi em 2003.

A perda deste animal mostra o porquê da importância de garantir a sobrevivência de outras espécies ameaçadas de Yangtze, tal como o jacaré-da-china (Alligator sinensis), afirmam os investigadores.

ZAP //

Por ZAP
12 Janeiro, 2020

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3309: Encontrados 220 soldados de Terracota, o lendário exército do primeiro imperador da China

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

sibilino / Flickr

A terceira ronda de escavações arqueológicas do mausoléu de Qin Shihuang, o primeiro imperador da China, revelou 220 soldados do lendário exército de Terracota.

De acordo com os meios locais, numa área de 400 metros quadrados, foram encontrados pelo menos 220 figuras humanas, 12 cavalos, dois carros e um grande número de armas. Os arqueólogos obtiveram muitos materiais novos, incluindo várias peças arquitectónicas e alguns informações adicionais sobre os graus militares do século III a.C.

A armadura e uniforme as figuras permitiu dividi-las em militares de alto escalão, oficiais intermédios, oficiais inferiores e guerreiros comuns. Após um estudo preliminar, os arqueólogos estimam agora que as figuras de grau inferior ainda se subdividiam em dois, algo que implica uma revisão da hierarquia no Exército da época.

Entre os armamento encontrado, abundam espadas e bestas de bronze. Os investigadores também encontraram pratos, caldeirões e o camelo dourado mais antigo já visto na China.

Global Times @globaltimesnews

More than 220 new terracotta warriors with five different official titles, including senior military ranks, were unearthed during the third excavation of Mausoleum of the First Qin Emperor. 12 terracotta horses and a variety of weapons were also found. #archeology

Os trabalhos têm sido levados a cabo no chamado “buraco número 1”, que mede 14.260 metros quadrados, há dez anos, entre 2009 e 2019. De acordo com uma estimativa da distribuição dos números, esta área do complexo funerário de Qin Shi Huang poderia cobrir mais de seis mil guerreiros e cavalos de cerâmica no total.

Além das medidas de protecção convencionais, as relíquias mais importantes são transferidas para o laboratório para conservação. Desta vez, são mais de 100 peças e pelo menos 20 lugares importantes que estão a ser protegidos.

Os primeiros guerreiros de Terracota foram encontrados nos arredores da cidade de Xian, na província de Shaanxi, em 1974. O mítico exército de Qin Shi Huang era composto por mais de oito mil soldados, 130 carruagens com 520 cavalos e 150 cavalos de cavalaria, a maioria das peças ainda permanecem enterradas na proximidades da sua sepultura. Na época, foram enterrado com o imperador, visando protegê-lo na vida após a morte.

A sepultura do imperador chinês Qin Shihuang, localizada debaixo de um monte de enterros, foi aberta ao público em 1979. Nos 40 anos de existência do museu funerário de Qin Shihuang, passaram por lá mais de 120 milhões de turistas, de acordo com a agência chinesa Xinhua.

ZAP //

Por ZAP
4 Janeiro, 2020

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3284: Afinal, o fóssil de “aranha” pré-histórica era um lagostim de pernas pintadas

CIÊNCIA

Cheng et al, Acta Geologica Sinica, 2019

No início deste ano, uma equipa de cientistas descobriram anunciaram ter descoberto um novo espécie do Cretáceo Inferior na Formação Yixian, na China, que acreditavam ser uma enorme aranha antiga.

O fóssil acabou por ser vendido ao Museu de História Natural de Dalian, na China, e os seus membros acreditavam que se tratava de um espécime de Mongolarachnidae chaoyangensis, tal como publicaram os especialistas, à época, na revista científica especializada Geological Acta da Sociedade Geológica da China.

Contudo, a “aranha” pré-histórica não passa de uma fraude: trata-se, na verdade, de um lagostim “muito mal preservado” com “algumas pernas pintadas”, conforme adiantou o paleontólogo Paul Selden da Universidade do Kansas, nos EUA, ao portal Science Alert.

O artigo publicado “tinha muito poucos detalhes”, contou o especialista em invertebrados, dando conta que, quando os seus colegas de Pequim lhe emprestaram o espécime para análise, percebeu de imediato que alguma coisa estava errada.

Faltavam várias partes (…) havia segmentos demais nas seis pernas e olhos enormes”, disse Selden, que levou a cabo uma análise de microscopia de fluorescência do fóssil para confirmar as suas suspeitas iniciais.

Por sua vez, o paleobiólogo Chungkun Shih, da Universidade de Pequim, também notou que esta “aranha” foi encontrada numa zona onde foram também descobertos muitos lagostins do Cretáceo (120-130 milhões de anos).

Brendan M. Lynch @BrendanMLynch

Ancient spider fossil, in reality, appears to be ‘badly preserved crayfish’ with legs painted on. http://bit.ly/34CkdBe  via @KUNews @EurekAlert

A ‘Jackalope’ of an ancient spider fossil deemed a hoax, unmasked as a crayfish

A team from the University of Kansas used fluorescence microscopy to analyze the supposed spider and differentiate what parts of the specimen were fossilized organism, and which parts were potentia…

eurekalert.org

O especialista disse ainda que esta é uma falsificação bastante credível. Estes achados “são, normalmente, desenterrados por agricultores locais. E eles sabem quanto dinheiro podem fazer com estes achados”, explicou.

As pessoas que descreveram este achado como uma aranha pré-histórica “são bos paleontologistas”, só “não são especialistas em aranhas”, concluiu Paul Selden.

ZAP //

Por ZAP
29 Dezembro, 2019

 

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3280: China lança pela terceira vez foguetão com que quer enviar sonda a Marte em 2020

CIÊNCIA

Organização Indiana de Pesquisa Espacial

A China lançou esta sexta-feira, pela terceira vez, um foguetão da série Longa Marcha-5, considerado um dos mais potentes do mundo e com o qual pretende enviar a primeira sonda a Marte em 2020.

O foguetão, para transporte de carga, foi lançado do centro espacial de Wenchang, na ilha chinesa de Hainan, às 20h45 locais (12h45 em Lisboa), tendo o acontecimento sido transmitido em directo pela televisão estatal CCTV.

Caso seja um sucesso, o lançamento permitirá “testar tecnologias-chave para futuras missões espaciais”, segundo a agência noticiosa Nova China. O primeiro lançamento de um Longa Marcha-5 ocorreu em Novembro de 2016, ao qual sucedeu uma tentativa abortada em Julho de 2017 depois de um dos foguetões ter caído ao mar após a descolagem.

A China pretende enviar, em 2020, a sua primeira sonda para o planeta Marte e, em 2022, o módulo central de uma nova estação na órbita terrestre, depois de ter desactivado as estações espaciais Tiangong 1 e 2 em 2016 e 2018, respectivamente. Com a desactivação da Estação Espacial Internacional (EEI), esperada em 2024, a nova estação espacial chinesa será a única a estar na órbita da Terra a partir desta data.

Os Estados Unidos e os seus parceiros na EEI (Europa, Rússia, Japão e Canadá) propõem-se construir uma nova estação espacial, mas na órbita da Lua, a Gateway, da qual serão enviadas missões humanas e robóticas para o satélite natural da Terra e, posteriormente, para Marte.

Os norte-americanos querem enviar novamente astronautas à Lua, inclusive a primeira mulher, em 2024 e, depois disso, a partir de 2028, estabelecer missões sustentáveis na superfície lunar. A nave Orion, que transportará astronautas de regresso à Lua, foi construída numa parceria entre os Estados Unidos e a Europa.

Em Novembro, a Agência Espacial Europeia (ESA) revelou a intenção de enviar, pela primeira vez, astronautas à Lua, sem concretizar datas, anunciado que irá iniciar o processo de recrutamento com esse propósito. Apenas astronautas norte-americanos estiveram na Lua, entre 1969 e 1972.

A China, que há cerca de um ano se tornou o primeiro país a enviar uma sonda ao lado oculto da Lua (o que não é visível da Terra), ambiciona também levar o seu primeiro astronauta à sua superfície e construir uma base lunar.

A capacidade do foguetão Longa Marcha-5 é equiparada à dos foguetões europeu Ariane-5, norte-americano Delta IV Heavy e russo Proto-M. Actualmente, o Falcon Heavy, da empresa aeroespacial norte-americana SpaceX, é o foguetão mais potente do mundo, tendo destronado o Saturno V, que levou os primeiros astronautas em direcção à superfície da Lua em Julho de 1969.

ZAP // Lusa

Por Lusa
27 Dezembro, 2019

 

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3244: Encontrado na China esqueleto com 5.000 anos com caso raro de nanismo

CIÊNCIA

(dr) Halcrow et al. 2019

Arqueólogos descobriram, na China, um esqueleto humano com uma forma rara de nanismo, chamado pelos investigadores de “nanismo proporcional”.

Segundo o Live Science, o esqueleto foi encontrado num local de enterro perto do Rio Amarelo, na China, juntamente com outros restos mortais de pessoas que viveram entre 3300 e 2900 A.C.

Todos os esqueletos foram descobertos com as mãos colocadas em cima dos corpos, com a excepção de um, cujas mãos estavam enfiadas nas costas. Os ossos deste esqueleto pareciam mais curtos e fracos. Após uma análise mais aprofundada, os arqueólogos perceberam que este jovem adulto sofria de um nanismo raro.

A displasia esquelética é bastante rara nos dias que correm e, ao que parece, também é incomum nos registos arqueológicos — até agora, foram descobertos menos de 40 casos. Deste número, a maioria representa uma forma relativamente comum de nanismo chamada acondroplasia.

Mas, neste caso, os arqueólogos perceberam que se tratava de algo mais invulgar. Os membros do esqueleto pareciam curtos, assim como os ossos da cabeça e do tronco pareciam pequenos. A equipa diagnosticou o esqueleto com uma condição conhecida como “nanismo proporcional”.

De acordo com os cientistas, a baixa estatura deste jovem adulto resultou provavelmente do hipopituitarismo e hipotiroidismo” nos primeiros anos de vida (duas doenças relacionadas com a produção de hormonas na hipófise e na tiroide, respectivamente). Ambas podem prejudicar o crescimento ósseo, o desenvolvimento cognitivo e a função cardíaca e pulmonar.

Embora o esqueleto de baixa estatura tenha sido enterrado de forma diferente dos restantes, os arqueólogos não têm a certeza se ou como este indivíduo foi tratado em vida. E os textos confucionistas do século IV A.C. sugerem que pessoas com diferenças físicas não teriam sido excluídas nesta época.

Porém, esse sentimento colide com relatos históricos do século II A.C., que sugerem que pessoas com nanismo “eram vistas como outsiders“, observam os autores no artigo publicado na revista científica International Journal of Paleopathology.

ZAP //

Por ZAP
21 Dezembro, 2019

 

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3097: Lançamento de foguete chinês destruiu um prédio e cobriu cidade com detritos tóxicos

CIÊNCIA

China Aerospace Science and Technology Corporation

No sábado passado, a agência espacial chinesa lançou o foguete Long March 3B do Xichang Satellite Launch Center. A missão foi um sucesso, colocando dois satélites em órbita.

No entanto, nem tudo correu bem. Quando o primeiro reforço do foguete regressou à Terra, aterrou numa área povoada, de acordo com a Ars Technica, destruindo um prédio e cobrindo a área com fumo tóxico.

LaunchStuff @LaunchStuff

 

LaunchStuff @LaunchStuff

As the old saying goes, what goes up must come down by smashing into a building, cause significant damage to it and light it on fire.
Or something like that, I’m paraphrasing…

ℹhttps://www.weibo.com/3279752321/Ihy1liV5Y 

 

Um lançamento em Abril também encheu a paisagem chinesa de detritos tóxicos. O especialista em espaço comercial Greg Autry pediu ao governo Trump que tratasse das normas de segurança da China.

“Os padrões de segurança usados no lançamento espacial chinês deixariam os reguladores americanos apopléticos”, escreveu Autry no Space News. “Como é o caso em muitas indústrias globais, esta abordagem negligente dos padrões ambientais e da segurança humana promete fornecer à China uma vantagem de custo significativa sobre empresas americanas mais responsáveis e altamente regulamentadas”.

Os Estados Unidos e muitas outras nações espaciais costumam construir os seus locais de lançamento perto da costa. Isso acontece especificamente para que possam evitar colocar em risco a vida dos moradores, uma vez que os detritos que regressem à Terra podem simplesmente cair no oceano.

Porém, durante a Guerra Fria, a China construiu vários grandes centros de lançamento no interior para “fins de segurança”. Nas décadas seguintes, as missões desses locais colocaram os moradores em perigo repetidamente. Em 1996, um foguete chinês colidiu com uma vila logo após o lançamento, matando seis pessoas, segundo fontes chineses. Porém, de acordo com as fontes internacionais, o acidente matou centenas de moradores.

A China poderia, de acordo com o Futurism, diminuir os seus esforços espaciais ao construir novos locais de lançamento em áreas despovoadas ou costeiras. Porém, em vez disso, aumentou o número de lançamentos de foguetes nos últimos anos em busca de dominação espacial.

ZAP //

Por ZAP
26 Novembro, 2019

 

3026: China quer ir a Marte em 2020

CIÊNCIA

A China anunciou que tem a tecnologia pronta para colocar uma sonda à superfície de Marte já em 2020, algo que só a NASA conseguiu atingir até agora.

É a primeira missão interplanetária da China e vai ter dois objectivos: colocar uma sonda na órbita de Marte e aterrar uma outra sonda à superfície do “planeta vermelho”. O sistema de propulsão necessário já terá passado todos os testes exigidos, de acordo com uma nota do Xi’an Aerospace Propulsion Institute. Esta entidade terá verificado o desempenho e o controlo do sistema em várias operações, como pairar, evitar perigos, abrandar e a fase de aproximação à superfície, concluindo que os mecanismos de propulsão estão prontos.

A China já escolheu dois locais preliminares para aterrar em Marte, perto da Utopia Planitia, em duas elipses de aproximadamente 100×40 quilómetros, noticia o Spectrum. A sonda colocada à superfície vai pesar 240 quilos, terá o dobro da massa que têm as sondas lunares chinesas, e terá integradas câmaras de navegação, de topografia e multi-espectrais, um radar de detecção no subsolo, um instrumento de espectroscopia por laser semelhante ao da Curiosity, um detector de campos magnéticos e um detector de clima.

O desafio neste momento passa por ter o foguetão Long March 5 pronto para colocar este equipamento e estas sondas a caminho de Marte. O foguetão estreou-se em 2016, teve um voo falhado em 2017 e já foi alvo de duas alterações a nível do design dos motores. Em Dezembro, será feito mais um voo de testes, aonde irá colocar um grande satélite em órbita geo-estacionária. Caso este voo não tenha sucesso, a China terá de aguardar mais 26 meses pela abertura da janela Hohmann, no final de 2022, para chegar a Marte.

Chegar a Marte é parte do desafio, mas a aterragem à superfície a ser uma parte talvez ainda mais complexa, devido às circunstâncias particulares da atmosfera e da gravidade. Recorde-se que o momento da aterragem foi quando muitas missões, como as da Agência Espacial Europeia e da Roscosmos russa, falharam.

Exame Informática
12.11.2019 às 8h35