3789: Asteróide que matou os dinossauros criou uma província hidrotermal nove vezes maior do que Yellowstone

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Chase Stone

O asteróide que dizimou os dinossauros da face da Terra criou uma província hidrotermal nove vezes maior do que a caldeira do super-vulcão Yellowstone, localizado nos Estados Unidos, conclui um novo estudo agora divulgado.

De acordo com a nova investigação, o meteorito Chicxulub, que caiu na Península de Yucatán, no México, há cerca de 66 milhões de anos, matando os dinossauros e 75% das espécies à face da Terra, criou na região uma enorme província hidrotermal.

Uma equipa de cientistas descobriu agora vestígios de um antigo sistema de ventilação hidrotérmica sob a cratera deixada pelo Chicxulub.

Tal como frisa o portal IFL Science, esta cratera, que a maior bacia de impacto deixada na Terra, é uma boa “janela” de estudo para os geólogos.

O Programa Internacional de Descoberta dos Oceanos, conta o mesmo portal de Ciência, perfurou a cratera até uma profundidade de 1.335 metros, visando estudar como é que a crosta terrestre responde depois de ser atingida por um impacto desta natureza.

Os cientistas encontraram um sistema de fluídos vulcânicos quentes a circular a uma profundidade de pelo menos 700 metros, ultrapassando largamente as medições anteriores. A partir da composição das rochas, a equipa foi ainda capaz de reconstruir as condições de cratera após o impacto do meteorito.

As temperaturas devem ter atingido os 300ºC para permitir a dispersão de algumas substâncias pelo sistema, concluíram os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Science Advances.

Rochas ricas em ferro revelaram ainda mudanças no campo magnético da Terra, mostrando que foram necessários cerca de 2 milhões de anos para a crosta sob o pico central arrefecer até aos 90ºC, escreve ainda o IFL Science.

A maioria dos cientistas envolvidos nesta investigação participaram também num outro estudo revelado na semana passada que dá conta que o asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”.

Asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”

O asteróide que dizimou os asteróides e 75% de todas espécies à face da Terra há 65 milhões de anos…

ZAP //

Por ZAP
5 Junho, 2020

 

spacenews

 

1801: Um campo nos EUA revela como foi o último dia dos dinossauros na Terra

CIÊNCIA

(dr) Robert DePalma / University of Kansas

Uma enorme ondulação num mar interno e uma chuva de esferas de vidro foram as condições às quais a biodiversidade continental ou marinha não conseguiu sobreviver na América do Norte.

Dinossauros e peixes morreram e foram enterrados numa questão de horas ou mesmo dezenas de minutos após a queda do asteróide Chicxulub.

Esta é a imagem apresentada na sexta-feira em comunicado da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, prevendo uma publicação futura da revista Proceedings of National Academy of Sciences. A imagem apocalíptica vem de um achado paleontológico – não de uma hipótese sobre o último dia dos dinossauros.

O paleontólogo Robert DePalma levou a cabo durante seis anos as escavações no depósito Tanis em Dakota do Norte, perto do município de Bowman, na formação geológica de Hell Creek. Os achados mostram que é um campo que demonstra o abate massivo num período de tempo tempo muito curto, após o impacto do Chicxulub no Golfo do México.

De acordo com o co-autor do estudo, os fósseis da área representam “o primeiro conjunto de mortes massivas de grandes organismos já encontrado” e correspondem à fronteira cretácea e paleogénica. A um tiranossauro rex e um tricerátops juntaram-se a uma variedade de mamíferos, um grande número de insectos e outros seres. Ali estão os esqueletos do extinto réptil Mosasaurus, moluscos amonites, esturjões e peixes-espátula.

Os peixes, muito mais bem conservados, têm algumas esferas de vidro com vários milímetros de diâmetro nas brânquias. Os cientistas têm a certeza de que guardam esses vestígios de um evento desastroso, como a chuva de rochas derretidas, enquanto nadavam com as bocas abertas. Eles estimam que na região, localizada a mais de 3.200 quilómetros da cratera, choveu cristal entre 45 minutos e uma hora após o impacto.

A camada de rocha sedimentar que cobria todo o conjunto de restos ósseos é rica em irídio, um elemento raro na crosta terrestre, mas não nos asteróides. Os cientistas acreditam que esta camada se acumulou devido a ondas gigantes – mas não propriamente um tsunami.

Na sua opinião, era mais provável que fosse um seicha, as típicas ondas estacionárias de um corpo de águas parcialmente fechadas expostas aos efeitos de um forte terremoto. Esse fenómeno ocorreria em Dakota antes de um tsunami atingir uma região tão distante do Golfo do México.

ZAP // Russia Today

Por ZAP
3 Abril, 2019

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