5148: De onde veio o asteróide que dizimou os dinossauros? Investigadores de Harvard têm uma nova teoria

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

Vídeo editado por meio de captura dado que não é disponibilizado o URL original

Uma equipa de investigadores da Universidade de Harvard tem uma nova teoria sobre o asteróide que dizimou os dinossauros e acredita ter descoberto onde se originou e como atingiu a Terra.

Chicxulub foi um asteróide que deixou para trás uma cratera na costa do México que se estende por 149 quilómetros e chega a 19 quilómetros de profundidade. O seu impacto devastador acabou com o reinado dos dinossauros ao desencadear a sua extinção em massa repentina, juntamente com o fim de quase três quartos das espécies de plantas e animais que viviam na Terra.

Avi Loeb, professor de ciência na Universidade de Harvard, e Amir Siraj, investigador de astrofísica, têm uma nova teoria que poderia explicar a origem e jornada do catastrófico corpo celeste – e outros como ele.

Usando análises estatísticas e simulações gravitacionais, Loeb e Siraj acreditam que uma fracção significativa de um tipo de cometa originado na nuvem de Oort, uma esfera de detritos na borda do Sistema Solar, foi desviado do seu curso pelo campo gravitacional de Júpiter durante a sua órbita e enviado para perto do Sol, cuja força de maré quebrou pedaços da rocha.

Isto aumenta a taxa de cometas como Chicxulub porque esses fragmentos cruzam a órbita da Terra e atingem o planeta uma vez a cada 250 a 730 milhões de anos.

“Basicamente, Júpiter actua como uma máquina de pinball“, disse Siraj, em comunicado. “Júpiter empurra estes cometas de longo período que chegam em órbitas que os trazem muito perto do Sol.”

“Não é tanto o derretimento que ocorre, que é uma fracção bem pequena em relação à massa total, mas o cometa está tão perto do sol que a parte que está mais perto do sol sente uma atracção gravitacional mais forte do que a parte que está mais longe do Sol, causando uma força de maré”, disse. “Temos o que é chamado de evento de interrupção da maré e, assim, estes grandes cometas que chegam muito perto do Sol dividem-se em cometas mais pequenos. E, basicamente, ao sair, há uma hipótese estatística de que estes cometas mais pequenos atinjam a Terra”.

Os cálculos da teoria de Loeb e Siraj aumentam as hipóteses de cometas de longo período impactarem a Terra por um factor de cerca de 10 e mostram que cerca de 20% dos cometas de longo período tornam-se “pastores solares” – cometas que passam muito perto do Sol.

A equipa afirma que a sua nova taxa de impacto é consistente com a idade de Chicxulub, fornecendo uma explicação satisfatória para sua a origem e de outros impactadores semelhantes.

Entender o Chicxulub, não só é crucial para resolver um mistério da história da Terra, mas pode ser crucial se tal evento ameaçar o planeta novamente. “O nosso artigo fornece uma base para explicar a ocorrência desse evento”, disse Loeb. “Estamos a sugerir que, na verdade, se se quebrar um objecto conforme se aproxima do sol, isso pode gerar a taxa de eventos apropriada e também o tipo de impacto que matou os dinossauros”.

A teoria também pode explicar a composição de muitos destes asteróides. “A nossa hipótese prevê que outras crateras do tamanho de Chicxulub na Terra têm mais probabilidade de corresponder a um asteróide com uma composição primitiva (condrito carbonáceo) do que o esperado dos asteróides convencionais do cinturão principal”.

Uma teoria popular afirma que Chicxulub é um fragmento de um asteróide muito maior que veio do cinturão principal, que é uma população de asteróides entre a órbita de Júpiter e Marte. Apenas cerca de um décimo de todos os asteróides do cinturão principal têm uma composição de condrito carbonáceo, embora se presuma que a maioria dos cometas de período longo a tenha.

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Evidências encontradas na cratera Chicxulub e outras crateras semelhantes sugerem que tinham condrito carbonáceo. Isso inclui um objecto que atingiu a Terra há cerca de dois mil milhões de anos e deixou a cratera Vredefort na África do Sul, que é a maior cratera na história da Terra, e o asteróide que deixou a cratera Zhamanshin no Cazaquistão, que é a maior cratera confirmada no último milhões de anos.

Segundo Loeb e Siraj, esta hipótese pode ser testada estudando ainda mais as crateras da Terra – e até aquelas na superfície da lua para determinar a composição dos asteróides.

Além da composição de cometas, o novo Observatório Vera Rubin, no Chile, pode ser conseguir ver a interrupção das marés de cometas de longo período quando ficar operacional no próximo ano.

Este estudo foi publicado esta segunda-feira na revista científica Scientific Reports.

Por Maria Campos
17 Fevereiro, 2021


5144: Chicxulub: Harvard tem nova teoria sobre o que provocou o extermínio dos dinossauros

CIÊNCIA/DINOSSAUROS/Chicxulub

A cratera de Chicxulub, nome pelo qual ficou conhecida, foi obra de um asteróide ou cometa que atingiu a costa do México, há mais de 66 milhões de anos. Como sabemos, o seu impacto foi absolutamente devastador, provocando a extinção em massa dos dinossauros, bem como o fim de três quartos das espécies vegetais e animais que viviam então na Terra.

No ar, ficou sempre a incógnita quanto à origem do asteroide ou cometa e a forma como atingiu a Terra. Até agora… uma vez que uma equipa de investigadores de Harvard acredita ter a resposta.

Como é que o cometa que dizimou os dinossauros atingiu a Terra?

Que os antigos inquilinos da Terra foram os dinossauros já sabíamos. Que um asteróide ou cometa dizimaram as espécies, há milhões de anos, também já sabíamos. Contudo, a origem desse desastre era, para os cientistas, uma incógnita.

Através de análises estatísticas e simulações gravitacionais, Avi Loeb, professor de ciência em Harvard, e Amir Siraj, um astrofísico, chegaram a uma nova teoria que poderá explicar a origem e o destino do asteroide ou cometa que atingiu a Terra e formou a cratera Chicxulub .

Então, os cientistas dizem que uma fracção significativa de uma espécie de cometa da nuvem Oort, uma esfera de detritos na borda do sistema solar, foi esmagada pelo campo gravitacional de Júpiter durante a sua órbita e enviada para perto do Sol, onde se partiu em pedaços.

Este tipo de evento aumenta a taxa de cometas como Chicxulub, porque os fragmentos atravessam a órbita da Terra e atingem o planeta uma vez a cada 250 a 730 milhões de anos, em média.

Basicamente, Júpiter actua como uma espécie de máquina de pinball. Ou seja, chuta estes cometas de longo período para órbitas que os aproximam muito do Sol.

Disse Siraj.

Além disso, acrescentou que é por esta razão que os cometas de longo período, que levam mais de 200 anos a orbitar o Sol, são chamados de grazers solares.

Quando se tem estes grazers solares, não é tanto o derretimento que continua, uma pequena fracção relativamente à massa total, mas o cometa está tão próximo do Sol que a parte que está mais perto sente uma força gravitacional mais forte do que a parte que está mais afastada, causando uma onda de força.

Explicou Siraj.

Harvard: Entender a Chicxulub é crucial para possíveis eventos futuros

Então, é através deste processo que os cometas que se aproximam do Sol se dividem em objectos mais pequenos. Posteriormente, aquando a sua saída, há uma hipótese, estatisticamente calculada, que dita que estes possam atingir a Terra.

De acordo com Loeb e Siraj, os cálculos da sua teoria aumentam as hipóteses de cometas de longo período afectarem a Terra numa taxa de um em 10. Mais, mostram que cerca de 20 por cento dos cometas de longo período transforma-se em grazers solares.

Além disso, a equipa de investigadores de Harvard afirma que a sua nova taxa de impactos coincide com a idade de Chicxulub. Desta forma, fornece uma explicação aceitável para a sua origem e de outros semelhantes.

O nosso documento fornece uma base para explicar a ocorrência deste evento. Estamos a sugerir que, de facto, se se partir um objecto à medida que ele se aproxima do Sol, este pode dar origem à taxa de evento apropriada e também ao tipo de impacto que matou os dinossauros.

Disse Loeb.

Conforme expuseram os investigadores de Harvard, a sua teoria pode ser testada através do estudo mais aprofundado de crateras como a Chicxulub. Além disso, entendem que perceber a sua origem é crucial, não só para resolver o mistério de alguns eventos na Terra, mas para futuras ameaças deste tipo.

Pplware
Autor: Ana Sofia
16 Fev 2021


3789: Asteróide que matou os dinossauros criou uma província hidrotermal nove vezes maior do que Yellowstone

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Chase Stone

O asteróide que dizimou os dinossauros da face da Terra criou uma província hidrotermal nove vezes maior do que a caldeira do super-vulcão Yellowstone, localizado nos Estados Unidos, conclui um novo estudo agora divulgado.

De acordo com a nova investigação, o meteorito Chicxulub, que caiu na Península de Yucatán, no México, há cerca de 66 milhões de anos, matando os dinossauros e 75% das espécies à face da Terra, criou na região uma enorme província hidrotermal.

Uma equipa de cientistas descobriu agora vestígios de um antigo sistema de ventilação hidrotérmica sob a cratera deixada pelo Chicxulub.

Tal como frisa o portal IFL Science, esta cratera, que a maior bacia de impacto deixada na Terra, é uma boa “janela” de estudo para os geólogos.

O Programa Internacional de Descoberta dos Oceanos, conta o mesmo portal de Ciência, perfurou a cratera até uma profundidade de 1.335 metros, visando estudar como é que a crosta terrestre responde depois de ser atingida por um impacto desta natureza.

Os cientistas encontraram um sistema de fluídos vulcânicos quentes a circular a uma profundidade de pelo menos 700 metros, ultrapassando largamente as medições anteriores. A partir da composição das rochas, a equipa foi ainda capaz de reconstruir as condições de cratera após o impacto do meteorito.

As temperaturas devem ter atingido os 300ºC para permitir a dispersão de algumas substâncias pelo sistema, concluíram os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Science Advances.

Rochas ricas em ferro revelaram ainda mudanças no campo magnético da Terra, mostrando que foram necessários cerca de 2 milhões de anos para a crosta sob o pico central arrefecer até aos 90ºC, escreve ainda o IFL Science.

A maioria dos cientistas envolvidos nesta investigação participaram também num outro estudo revelado na semana passada que dá conta que o asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”.

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ZAP //

Por ZAP
5 Junho, 2020

 

 

1801: Um campo nos EUA revela como foi o último dia dos dinossauros na Terra

CIÊNCIA

(dr) Robert DePalma / University of Kansas

Uma enorme ondulação num mar interno e uma chuva de esferas de vidro foram as condições às quais a biodiversidade continental ou marinha não conseguiu sobreviver na América do Norte.

Dinossauros e peixes morreram e foram enterrados numa questão de horas ou mesmo dezenas de minutos após a queda do asteróide Chicxulub.

Esta é a imagem apresentada na sexta-feira em comunicado da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, prevendo uma publicação futura da revista Proceedings of National Academy of Sciences. A imagem apocalíptica vem de um achado paleontológico – não de uma hipótese sobre o último dia dos dinossauros.

O paleontólogo Robert DePalma levou a cabo durante seis anos as escavações no depósito Tanis em Dakota do Norte, perto do município de Bowman, na formação geológica de Hell Creek. Os achados mostram que é um campo que demonstra o abate massivo num período de tempo tempo muito curto, após o impacto do Chicxulub no Golfo do México.

De acordo com o co-autor do estudo, os fósseis da área representam “o primeiro conjunto de mortes massivas de grandes organismos já encontrado” e correspondem à fronteira cretácea e paleogénica. A um tiranossauro rex e um tricerátops juntaram-se a uma variedade de mamíferos, um grande número de insectos e outros seres. Ali estão os esqueletos do extinto réptil Mosasaurus, moluscos amonites, esturjões e peixes-espátula.

Os peixes, muito mais bem conservados, têm algumas esferas de vidro com vários milímetros de diâmetro nas brânquias. Os cientistas têm a certeza de que guardam esses vestígios de um evento desastroso, como a chuva de rochas derretidas, enquanto nadavam com as bocas abertas. Eles estimam que na região, localizada a mais de 3.200 quilómetros da cratera, choveu cristal entre 45 minutos e uma hora após o impacto.

A camada de rocha sedimentar que cobria todo o conjunto de restos ósseos é rica em irídio, um elemento raro na crosta terrestre, mas não nos asteróides. Os cientistas acreditam que esta camada se acumulou devido a ondas gigantes – mas não propriamente um tsunami.

Na sua opinião, era mais provável que fosse um seicha, as típicas ondas estacionárias de um corpo de águas parcialmente fechadas expostas aos efeitos de um forte terremoto. Esse fenómeno ocorreria em Dakota antes de um tsunami atingir uma região tão distante do Golfo do México.

ZAP // Russia Today

Por ZAP
3 Abril, 2019

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