4802: Cápsula chinesa inicia regresso à Terra e traz as primeiras amostras de Lua desde 1976

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

No início deste mês, o módulo tinha pousado na lua, perto de uma formação denominada de Mons Rumker, uma área em que se acredita ter sido o local de actividade vulcânica antiga, tendo sido recolhido perto de dois quilos de amostras.

© EPA

A cápsula espacial chinesa que transporta as primeiras amostras da superfície lunar em mais de quatro décadas iniciou este domingo a sua viagem de regresso à Terra de três dias.

A sonda lunar Chang’e 5, que orbita a lua há cerca de uma semana, ligou os quatro motores por cerca de 22 minutos para sair da órbita lunar, informou a Administração Espacial Nacional da China, numa mensagem na rede social.

No início deste mês, o módulo tinha pousado na lua, perto de uma formação denominada de Mons Rumker, uma área em que se acredita ter sido o local de actividade vulcânica antiga, tendo sido recolhido perto de dois quilos de amostras.

© EPA

Espera-se que a cápsula lunar pouse no norte da China, na região da Mongólia Interior, depois de se separar da nave espacial e flutuar de para-quedas.

Estas serão as primeiras amostras da superfície lunar obtidas pelos cientistas desde a sonda Luna 24, da União Soviética, em 1976.

O programa espacial da China tem um conjunto de missões ambiciosas em andamento, incluindo uma sonda a caminho de Marte.

A designação do programa lunar Chang’e é uma homenagem à antiga deusa da lua chinesa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Dezembro 2020 — 10:11


4765: China torna-se o segundo país a colocar uma bandeira na lua

ESPAÇO/LUA/CHINA

Mais de 50 anos depois de Buzz Aldrin e Neil Armstrong terem fixado uma bandeira dos EUA no solo lunar, a China aproveitou a missão da sonda Chang’e-5 para se tornar no segundo país com uma bandeira na Lua

A bandeira deixada pela sonda chinesa em solo lunar
© CNSA

Fotos divulgadas da Administração Espacial Nacional chinesa mostram a bandeira vermelha com cinco estrelas douradas fixada na superfície lunar.

As imagens foram registadas por uma câmara da sonda espacial Chang’e-5, antes de deixar a Lua com amostras de rochas lunares, na quinta-feira (3).

Duas missões lunares chinesas anteriores tinham já levado bandeiras nas suas viagens, mas apenas no revestimento das naves, sem que nenhuma delas pudesse, portanto, ser afixada na Lua.

A primeira bandeira colocada na superfície lunar reporta à histórica missão tripulada norte-americana Apollo 11, em 1969, quando Neil Armstrong e Buzz Aldrin deram esse “pequeno passo para o homem, mas um gigante salto para a humanidade”, tornando-se os primeiros homens a pisar a Lua.

Então, a missão norte-americana hasteou a Stars and Stripes (Estrelas e Riscas) – como é conhecida a bandeira dos EUA – na superfície lunar, numa imagem que se tornou icónica da exploração espacial.

Bandeira “pioneira” essa que foi cosida pela portuguesa Maria Isilda Ribeiro, que vivia em Nova Jérsia e ajudou a costurar a bandeira norte-americana que se acredita ter sido deixada na Lua, há quase 50 anos. “A minha chefe disse-me para findar a bandeira, que eles queriam levá-la à lua”, contou ao DN, em Julho do ano passado.

Desde então, outras cinco bandeiras dos Estados Unidos foram plantadas na superfície lunar em missões subsequentes até 1972.

Em 2012, a NASA citou imagens de satélite para garantir que cinco das bandeiras ainda estavam de pé, embora vários especialistas acreditem que elas tenham já perdido as cores devido ao brilho do sol.

A bandeira original (a que a portuguesa Maria Isilda ajudou a coser) foi, segundo o astronauta Buzz Aldrin, colocada muito perto da nave Apollo e, de acordo com Aldrin, terá provavelmente incendiado quando a nave descolou.

Buzz Aldrin junto à primeira bandeira norte-americana colocada na Lua, em 1969
© NASA

Sonda foi recolher amostras do solo lunar

O jornal estatal Global Times descreveu que este ato de hastear a bandeira chinesa na superfície lunar permitia reviver a “emoção e inspiração” sentidas durante as missões Apollo dos EUA.

A bandeira de tecido foi desfraldada pela sonda Chang’e-5, que recolheu amostras de solo e rocha para trazer para Terra pela primeira vez desde a missão de uma sonda soviética à Lua, na década de 1970.

A sonda chinesa deve regressar à região da Mongólia Interior, no norte da China, no final deste mês.

Na terça-feira, a sonda pousou com sucesso na área ao norte de Mons Rümker, no Oceanus Procellarum, uma área não visitada até agora por astronautas ou missões espaciais não tripuladas.

Quanto à bandeira chinesa agora deixada na Lua, tem 2 metros de largura e 90 centímetros de altura e pesa cerca de um quilo. Todas as partes da bandeira foram concebidas de modo a resistirem a muito baixas temperaturas, disse o líder do projecto, Li Yunfeng, ao Global Times.

“Uma bandeira nacional comum na Terra não sobreviveria ao severo ambiente lunar”, disse o um outro responsável chinês pelo projecto, Cheng Chang.

A missão Chang’e-5 é a terceira alunagem bem-sucedida da China em sete anos.

Diário de Notícias
DN
04 Dezembro 2020 — 17:55


4753: Missão espacial chinesa chega ao destino e envia fotos a cores da Lua (vídeo)

CIÊNCIA/ESPAÇO/CHINA

No passado dia 23 de Novembro, a China enviou para a Lua uma sonda que tem como objectivo recolher material da superfície lunar e regressar à Terra. A Chang’e-5 pousou suavemente na terça-feira no Oceanus Procellarum. Depois de conseguir algo marcando quatro décadas de exploração lunar, a sonda começou a transmitir para a Terra imagens a cores do processo de alunagem.

Esta missão irá recolher dados do solo lunar que a China usará para as suas futuras missões ao satélite natural. Há já imagens interessantes da acção dos equipamentos a perfurar a Lua.

China chega à Lua e  mostra imagens a cores

A China já mostrou que tem interesse na exploração lunar e ao longo dos últimos anos desenvolveu tecnologia quer para alcançar o espaço, quer para estudar o solo da Lua. Assim, o país lançou com êxito a sonda Chang’e-5 em Novembro passado que chegou ao destino na segunda-feira.

A sonda já iniciou os seus protocolos de recolha de amostras e começou a perfurar a superfície. A ideia é recolher pedaços de regolito lunar. Este material consiste em rocha altamente fragmentada, formada pelo impacto repetido de meteoroides sobre a superfície da Lua.

O robô estabilizou e começou a captar imagens a cores, enviando para a Terra os momentos que descrevem a operação de descida.

Chegar ver e… voltar para Terra

Segundo o descrito na missão, hoje, quando as amostras estiverem seguras a bordo do módulo de pouso, o Chang’e-5 tentará escapar da fraca gravidade da Lua. Assim, já na órbita irá encontrar-se com a nave espacial antes de entregar os materiais para transporte de volta à Terra.

Conforme temos acompanhado, esta é a terceira vez que a China pousa um módulo de pouso na superfície lunar. O Chang’e-3 chegou em 2013 com o Chang’e-4 seguindo o exemplo em 2019.

Autor: Vítor M.
03 Dez 2020


4747: Sonda espacial chinesa conclui recolha de amostras da superfície lunar

CIÊNCIA/CHINA/SONDAS

A sonda chinesa Chang’e 5 concluiu a recolha e armazenamento de rochas e detritos da superfície lunar, e prepara-se para voltar à Terra, informou esta quinta-feira a Administração Espacial Nacional da China.

“Às 22:00 de 02 de Dezembro (14:00, em Lisboa), após 19 horas a operar na superfície lunar, a Chang’e 5 concluiu com sucesso a recolha de amostras, que foram já embaladas e armazenadas, conforme planeado”, avançou o organismo, num comunicado difundido ‘online’.

As amostras foram recolhidas na superfície da Lua, com recurso a um braço robótico, e no subsolo, com uma broca que perfurou dois metros, para obter amostras variadas que podem datar de períodos muito diferentes.

O material recolhido foi armazenado num recipiente lacrado a vácuo para “garantir que não é afectado por condições externas” durante o regresso à Terra, lê-se no comunicado.

Espera-se que a Chang’e 5 volte à Terra nas próximas horas. A sonda deve pousar na região da Mongólia Interior, no norte da China, no final deste mês.

Esta terça-feira, a sonda pousou com sucesso na área ao norte de Mons Rümker, no Oceanus Procellarum, uma área não visitada até agora por astronautas ou missões espaciais não tripuladas.

Embora a principal tarefa seja recolher amostras, a sonda também está equipada para fotografar amplamente a área ao redor do local de pouso, mapear as condições abaixo da superfície, com um radar de penetração do solo, e analisar o solo lunar em busca de minerais.

Trata-se do mais recente empreendimento do programa espacial chinês, que enviou o seu primeiro astronauta ao espaço em 2003 e que tem uma nave a caminho de Marte. O programa visa, eventualmente, colocar um humano na Lua.

Caso tenha sucesso, será a primeira vez que cientistas obtêm novas amostras de rochas lunares desde que uma sonda soviética aterrou na Lua, na década de 1970.

A Chang’e 5 foi lançada, em 24 de Novembro, pelo foguete Longa Marcha-5, que já lançou, em 23 de Julho, a primeira missão da China a Marte, a Tianwen-1, cuja chegada ao planeta vermelho está prevista para maio.

A Chang’e 5 é a terceira sonda que pousa com sucesso na Lua. A predecessora, Chang’e 4, foi a primeira sonda a pousar no lado da Lua não visível a partir da Terra.

O programa espacial da China avançou com mais cautela do que a corrida espacial EUA – União Soviética, da década de 1960, que ficou marcada por fatalidades e falhas de lançamento.

Em 2003, a China tornou-se o terceiro país a enviar um astronauta para o espaço, depois da União Soviética e dos Estados Unidos.

A China, junto com o Japão e Índia, também se juntou à corrida para explorar Marte. A sonda Tianwen 1 está a caminho do planeta vermelho carregando uma sonda e um ‘rover’ (veículo explorador), que vão procurar vestígios de água.

Os planos chineses preveem a construção de uma estação espacial permanente, depois de 2022, que possivelmente será servida por um avião espacial reutilizável.

O país asiático tem colaborado em diferentes projectos com a Agência Espacial Europeia, mas o intercâmbio com a agência norte-americana NASA é limitado pelas preocupações sobre a natureza opaca e estreitas ligações militares do programa chinês.

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Dezembro 2020 — 11:31


Sonda chinesa Chang’e 5 pousa “com sucesso” na Lua

CIÊNCIA/LUA/CHINA

Uma sonda robô chinesa enviada para devolver rochas lunares à Terra pela primeira vez desde os anos 1970 pousou na Lua “com sucesso”, anunciou o governo, somando-se a uma série de missões espaciais ousadas de Pequim.

Lançamento no Centro Espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, China, em 24 de Novembro, do foguete que levou para o espaço a sonda chinesa.
© EPA/STR CHINA OUT

A missão Chang’e 5 – baptizada em homenagem a uma deusa da lua, de acordo com a mitologia chinesa – “aterrou com sucesso” no local planeado, informou a televisão estatal e as agências de notícias, citando a Administração Espacial Nacional da China, sem fornecer mais detalhes.

A sonda, lançada a 24 de Novembro na ilha tropical de Hainan, no sul do país, é a mais recente aventura de um programa espacial chinês que colocou um humano em órbita em 2003, tem uma sonda a caminho de Marte e visa, eventualmente, colocar um humano na Lua.

O objectivo é recolher cerca de dois quilos de rochas lunares, de escavações de até dois metros de profundidade. Essas amostras serão retiradas de uma área geológica muito mais jovem do que as que foram retiradas durante as missões soviéticas e norte-americanas, devendo permitir acrescentar peças ao grande quebra-cabeças da história da Lua.

O regresso das rochas à Terra deve acontecer no início ou em meados de Dezembro. Se tiver sucesso, esta será a primeira vez que cientistas vão obter novas amostras de rochas lunares desde a missão Luna 24, realizada com sucesso pela antiga União Soviética em 1976.

A televisão pública CCTV transmitiu um pequeno vídeo ‘online’ mostrando a sonda de 8,2 toneladas a pousar no solo lunar, enquanto os responsáveis pela missão na Terra aplaudiam o sucesso.

O voo do Chang’e 5 é a terceira aterragem lunar bem-sucedida da China -o seu predecessor, Chang’e 4, tornou-se na primeira sonda a pousar no lado mais distante e menos explorado da Lua.

Este último voo inclui a colaboração com a Agência Espacial Europeia, que está a ajudar a monitorizar a missão.

O programa espacial da China avançou com mais cautela do que a corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética, nos anos 1960, marcada por mortes e falhas nos lançamentos.

Em 2003, a China tornou-se no terceiro país a colocar um astronauta em órbita por conta própria, depois da União Soviética e os EUA, tendo lançado também uma estação espacial tripulada.

As autoridades espaciais dizem que esperam, eventualmente, por colocar um humano na Lua, mas não anunciaram qualquer prazo ou outros detalhes.

A China, juntamente com os seus vizinhos Japão e Índia, juntou-se à crescente corrida para explorar Marte.

A sonda Tianwen 1, lançada em Julho, está a caminho do planeta vermelho carregando uma sonda e um robô ‘rover’ para encontrar água.

Diário de Notícias

DN/Lusa


4709: NASA deixa recado à China, para partilharem os dados obtidos durante missão lunar

CIÊNCIA/LUA/CHINA

A China lançou ontem com êxito a sua sonda espacial Chang’e-5. Esta nave tem como finalidade a recolha de material da superfície lunar e regressar à Terra com o que foi obtido. É de realçar que esta é a primeira missão do género desde os anos 1970. Apesar da NASA nessa altura ter feito também várias recolhas, agora é a vez da China trazer solo lunar para o estudar.

Nesse sentido, a NASA afirmou numa declaração que tem expectativas que a China partilhe os dados obtidos durante a missão lunar do rover Chang’e.

A China já mostrou que tem interesse na exploração lunar e ao longo dos últimos anos desenvolveu tecnologia quer para alcançar o espaço, quer para estudar o solo do nosso satélite natural. Assim, o país lançou com êxito a sonda Chang’e-5 pelas 20:30 desta segunda-feira, horário de Lisboa. A sonda foi colocada a bordo do foguetão Changzheng 5 (Longa Marcha-5), que partiu do centro de lançamento de Wenchang, na província de Hainão (sul).

Segundo o responsável da missão, Zhang Xueyu, citado pela televisão estatal chinesa CCTV, a sonda entrou com precisão na órbita previamente estabelecida. A missão foi concluída com êxito.

NASA espera que a China partilhe os dados que conseguir recolher na Lua

A agência espacial norte-americana, usou o Twitter para congratular a China e deixar o recado:

Com o Chang’e 5, a China lançou um esforço para se juntar aos EUA e a antiga União Soviética para obter amostras lunares. Esperamos que a China partilhe os dados com a comunidade científica global para elevar a nossa compreensão sobre a Lua, assim como as nossas missões Apollo fizeram e o programa Artemis fará.

Pouso na Lua poderá revelar novos dados

A Chang’e-5 deverá colocar vários módulos na superfície lunar com a objetivo de recolher cerca de dois quilogramas de amostras. Assim, a nave precisa de dois dias a chegar à superfície e a missão terá uma duração de 23 dias. Como tal, o material recolhido deverá cegar à Terra em meados de Dezembro.

Segundo revelou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, esta é uma das “missões espaciais mais complexas e desafiadoras” que a China já realizou.

A missão vai ajudar a promover o desenvolvimento científico e tecnológico da China e estabelecer uma base importante para futuros pousos tripulados na Lua.

Referiu o vice-director do Centro de Exploração Lunar da Administração Espacial da China, Pei Zhaoyu, citado pela Xinhua.

Os responsáveis revelaram também que a missão visa “contribuir para os estudos científicos sobre a formação e a evolução da Lua”.

A missão, baptizada em homenagem à deusa chinesa da lua Chang’e, está entre as mais ousadas da China desde que colocou um homem no espaço, pela primeira vez, em 2003, tornando-se a terceira nação a fazê-lo, depois dos EUA e da Rússia.

Pplware
Autor: Vítor M.
24 Nov 2020


4698: China quer ir à Lua buscar as primeiras rochas desde os anos 70

CIÊNCIA/LUA/CHINA

Os peritos esperam que a Chang’e 5 permita um melhor entendimento sobre quanto tempo a Lua teve actividade vulcânica e quando é que o seu campo magnético – essencial para proteger qualquer forma de vida da radiação solar – se dissipou.

© EPA/Peter Komka

A China vai fazer a primeira tentativa desde os anos 70 de ir à Lua buscar rochas. A missão ficará a cargo da nave não tripulada Chang’e 5, que será lançada na terça-feira e visa aprofundar os conhecimentos sobre a origem e formação do satélite natural da Terra.

A última missão deste género foi a soviética Luna 24, em 1976

Se a missão for bem-sucedida, a China será o terceiro país a trazer para a Terra amostras do solo lunar, depois dos EUA e da União Soviética.

A Chang’e 5, assim chamada em homenagem à deusa da Lua, será lançada por um foguetão Longa Marcha 5.

O objectivo da missão é recolher dois quilos de amostras de solo de uma zona chamada Mar das Tormentas e que até agora nunca foi explorada.

Para termos uma ideia, a missão de 1976 recolheu 170 gramas a missão Apollo, que colocou pela primeira vez um Homem na Lua, trouxe 382 quilos de rochas e solo.

Os peritos esperam que a Chang’e 5 permita um melhor entendimento sobre quanto tempo a Lua teve actividade vulcânica e quando é que o seu campo magnético – essencial para proteger qualquer forma de vida da radiação solar – se dissipou.

A China chegou pela primeira vez à Lua em 2013 e tem planos para recolher amostras do solo de Marte dentro de uma década.

Diário de Notícias
DN
22 Novembro 2020 — 14:32