1998: Sonda chinesa desvendou mais um segredo sobre o manto do lado oculto da Lua

NASA
O lado oculto da Lua

A Lua é um pequeno corpo localizado a poucos passos da Terra que, por causa da atracção gravitacional, mostra sempre a mesma face para nós. A sua superfície, devastada por centenas de crateras, é uma testemunha silenciosa do violento passado do Sistema Solar.

Mas também é uma valiosa fonte de informação que fala sobre os processos que permitem a formação de planetas, como o nosso, ou de todos os milhões de exoplanetas que se escondem na nossa galáxia.

Parece que há muito tempo a Lua era uma esfera de magma derretido que arrefecia e solidificava. Mas o satélite é pequeno e o seu arrefecimento foi muito rápido, o que levou o seu interior a “morrer”, não activando nenhuma tectónica, como aconteceu na Terra. Portanto, vemos uma superfície parada no tempo.

Uma sonda lunar pode ter diminuído o mistério do outro lado da lua. A quarta sonda Chang’E (CE-4) foi a primeira missão a pousar no lado oculto da lua e recolheu novas evidências da maior cratera do sistema solar, esclarecendo como a Lua pode ter evoluído. Os resultados foram publicados na revista Nature.

Uma teoria surgiu na década de 1970 que dizia que, na infância da lua, um oceano feito de magma cobria a sua superfície. Quando o oceano começou a acalmar e arrefecer, minerais mais leves flutuaram até o topo, enquanto componentes mais pesados afundaram. A parte de cima incrustou, envolvendo um manto de minerais densos, como a olivina e o piroxena.

Quando os asteróides e o lixo espacial caíram na superfície da lua, quebraram a crosta e levantaram pedaços do manto lunar. “Compreender a composição do manto lunar é fundamental para testar se um oceano de magma existiu”, disse o autor Li Chunlai, professor dos Observatórios Astronómicos Nacionais da Academia Chinesa de Ciências. “Também ajuda a avançar a nossa compreensão da evolução térmica e magmática da lua.”

A evolução da Lua pode fornecer uma janela para a evolução da Terra e outros planetas terrestres, de acordo com Li, porque a sua superfície é relativamente intocada em comparação com a superfície inicial da Terra.

NASA Uma imagem capturada pelo Chang’E 4 mostrou a paisagem perto do local de pouso

Os investigadores esperavam, de acordo com o Phys, encontrar uma grande quantidade de material manto escavado no piso plano da bacia do Bacia do Polo Sul-Aitken, uma vez que o impacto teria penetrado e passado a crosta lunar. Em vez disso, encontraram apenas vestígios de olivina, o principal componente do manto superior da Terra.

Ao que parece, mais olivina apareceu nas amostras de impactos mais profundos. Uma teoria, segundo Li, é que o manto consiste em partes iguais de olivina e piroxena, em vez de ser dominado por um ou outro.

O CE-4 precisará de explorar mais para entender melhor a geologia do seu local de pouso, bem como recolher muito mais dados espectrais para validar as suas descobertas iniciais e entender completamente a composição do manto lunar.

ZAP //

Por ZAP
17 Maio, 2019



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1564: China desvenda mais um mistério do lado oculto da Lua

Stuart Rankin / Flickr

O lado oculto da Lua está a ser explorado pela agência espacial chinesa com a missão Chang’e 4 desde Janeiro deste ano, composta por uma sonda estacionária e um rover exploratório.

Depois de cultivar brotos de algodão por lá, que morreram pouco depois, a missão agora descobriu que as noites lunares naquele hemisfério são ainda mais frias do que se imaginava.

Uma noite lunar dura cerca de duas semanas terrestres, e dados das missões Apollo, da NASA, apontavam que a temperatura da superfície iluminada da Lua poderia atingir os 127ºC durante o dia, caindo para -173ºC à noite.

A Chang’e 4 registou temperaturas de -190ºC na longa noite do lado oculto da Lua. Foi por causa dessas temperaturas tão extremas que os brotos de algodão que a China cultivou no lado afastado da Lua, mesmo estando num recipiente fechado e em ambiente controlado, acabaram morrendo na sua primeira noite lunar.

O director executivo da missão, Zhang He, acredita que a diferença nas temperaturas nocturnas entre o lado que vemos da Lua e o seu lado mais afastado pode estar relacionada a “provavelmente uma diferença na composição do solo lunar entre seus dois lados”.

Contudo, “ainda precisamos de uma análise mais cuidadosa” antes de fazer tal afirmação. Caso essa suposição se prove correta, é possível que algo na “sujidade” lunar esteja a fazer com que o solo retenha menos calor durante a noite do que os locais de pouso das naves do programa Apollo.

Essa é a primeira vez na história da exploração espacial em que a humanidade pousa uma nave no lado oculto da Lua, que até então somente havia sido estudado com voos orbitais e sondas que ficam na órbita da Lua. Todo e qualquer dado científico obtido pela missão chinesa é singular e valioso para entender ainda melhor o satélite natural que brilha no céu nocturno da Terra.

ZAP // Canal Tech

Por CT
7 Fevereiro, 2019

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1486: Broto de algodão que China cultivou na Lua já morreu

billdavis6959 / Flickr
Sonda chinesa Chang’e 3

Na terça-feira, a China fez história ao anunciar que as sementes de algodão, colza e batata que a sonda Chang’e 4 levou para plantar no lado oculto da Lua germinaram, com o algodão chegando a brotar com sucesso. 

Esta foi a primeira vez em que aconteceu o cultivo de material biológico na Lua. Contudo, a agência chinesa de notícias Xinhua revelou que o projecto que levou nove dias para cultivar o broto de algodão foi encerrado — o que significa que a planta morreu.

Na Terra, uma equipa da Universidade de Chongqing, na China, desenvolveu um habitat selado da biosfera repleto de sementes e aditivos na esperança de criar um mini-ecossistema similar ao que foi enviado à Lua, com a semente de algodão sendo a única a brotar — tal como aconteceu no nosso satélite natural.

A Xinhua chegou a publicar um vídeo a mostrar o teste simulado feito na Terra, o que levantou algumas perguntas quanto à veracidade da imagem, que supostamente seria da experiência feita na Lua, e não do teste terrestre.

Ainda assim, considerando que a experiência foi mesmo um sucesso na Lua, de acordo com Xie Gengxin, designer-chefe do estudo, a vida não sobreviveria à primeira noite lunar da Chang’e 4, que começou no domingo, sendo que o período nocturno da Lua dura cerca de duas semanas terrestres. A temperatura cai muito e pode chegar a -150ºC.

A capacidade de cultivar vegetais na Lua é algo importante se considerarmos um provável futuro em que a humanidade construa uma base fixa lunar, com tripulações constantes ou até mesmo permanentes, não pensando apenas em alimentos, como também na capacidade de confeccionar roupas e fabricar combustível.

A próxima missão chinesa na Lua, a Chang’e 5, está projectada para recolher amostras lunares e trazê-las de volta à Terra, com previsão de lançamento ainda este ano. Esta será a primeira vez em que a humanidade traz amostras da Lua desde 1976, com o encerramento do programa Apollo, da NASA. Uma outra missão chinesa, desta vez rumo a Marte, deve acontecer em 2020.

O país asiático quer aproveitar o momento em que os Estados Unidos sofrem com uma significativa redução no orçamento destinado à NASA, com as empreitadas comerciais no espaço – através de empresas privadas – a conseguir cada vez mais penetração nesta indústria. O presidente chinês, Xi Jinping, já disse em repetidas ocasiões que tem “ambições grandiosas” para transformar o país numa potência espacial.

Já para o ano de 2022, está prevista a finalização da construção da estação espacial chinesa, chamada Tiangong. Contudo, a CNSA ainda está a decidir se enviará astronautas para lá logo que a estação entre em órbita.

ZAP // CNet

Por ZAP
16 Janeiro, 2019

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1480: Uma semente de algodão germinou pela primeira vez na Lua

Responsáveis da missão chinesa Chang-4 anunciaram que uma das sementes na pequena biosfera que foi levada pela sonda para Lua já se transformou em plantinha e está a crescer

A imagem divulgada pela agência espacial chinesa
© DR

Os responsáveis da missão chinesa Chang-4, que pousou na lado oculto da Lua no dia 3 de janeiro, anunciaram que uma semente de algodão germinou e está a crescer dentro de uma pequena biosfera selada que a sonda transportou para a superfície lunar.

“É a primeira vez que os seres humanos fazem experiências biológicas na Lua”, afirmou Xie Gengxin, o cientista responsável pela experiência.

A equipa da Universidade de Chongqing que criou a experiência para a missão Chang-4, desenvolveu uma pequena caixa estanque com 18 centímetros (cm) de comprimento, na qual colocou água, ar e um pouco de terra, juntamente com sementes de algodão, de trigo e de batatas, bem como ovos de mosca-da-fruta.

As imagens divulgadas pelos responsáveis da missão mostram que uma semente de algodão já germinou e que a planta está a crescer. Mas para já, é a única, adianta a equipa.

A missão conta também com experiências de cientistas da Suécia, da Alemanha e de outras equipas da China para estudar as condições ambientais na Lua, incluindo os índices das radiações cósmicas e a interacções entre os ventos solares e o solo lunar.

A Chang-4 encontra-se na cratera Von Kármán, na bacia de Aitken, no Polo Sul lunar, uma planície ampla e sem grandes acidentes, onde aterrou a 3 de Janeiro, numa manobra considerada histórica por ter sido a primeira que desceu naquele lado da Lua que nunca se consegue ver da Terra.

A sonda libertou, entretanto, um pequeno rover, o Yutu-2, que está a fazer outras medições e experiências, mas sobre as quais nada foi adiantado ainda.

A agência espacial chinesa já tem planeadas mais quatro missões lunares. Uma delas, que será lançada no final do ano, de acordo com o calendário divulgado, tem por objectivo trazer de volta para a Terra amostras do solo.

Diário de Notícias
Filomena Naves
15 Janeiro 2019 — 11:03

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1448: A primeira foto do lado oculto da Lua

É um feito inédito na exploração espacial .. A sonda chinesa Chang’e-4 pousou no “lado negro” da Lua e enviou a primeira foto de uma “faceta” do satélite natural que aqui da Terra nunca conseguiremos ver.

© China Stringer Network SIC Notícias

A sonda Chang’e-4 tinha partido da Terra a 8 de Dezembro e aterrou hoje eram 3h26 em Lisboa num local nunca antes explorado pelo ser humano.

“Alcançámos um resultado extremamente preciso. A alunagem desenrolou-se cuidadosamente e num local ideal”, declarou Sun Zezho, engenheiro-chefe da missão Chang’e-4 – nome da deusa chinesa da Lua – à televisão estatal CCTV.

© China Stringer Network A sonda chinesa em exposição antes de ser lançada

A China vai agora colocar um veículo robotizado para estudar a zona da superfície lunar que não pode ser vista da Terra.

Trata-se da segunda missão espacial chinesa a colocar uma sonda na superfície da Lua, depois de uma outra, em 2013.

A nova missão da agência espacial chinesa é, no entanto, a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o “lado negro da Lua”, onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

O local de alunagem da sonda e do veículo robotizado é a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

“É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura”, afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da Chang’e-4 está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea “Arabidopsis thaliana” (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a “Arabidopsis thaliana” podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da Chang’e-4, seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

SIC Notícias
03/01/2019

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China torna-se primeiro país a aterrar no lado ‘oculto’ da Lua

Sonda Chang’e-4 aterrou esta quinta-feira no satélite natural da Terra para testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência

© DR

A China tornou-se esta quinta-feira o primeiro país a aterrar uma sonda no lado mais afastado da Lua, a Chang’e-4, informou a televisão estatal, ilustrando os ambiciosos planos espaciais do país. A sonda Chang’e 4, que é o nome da deusa chinesa da Lua, pousou no satélite natural da Terra, às 10.26 em Pequim (03.26 desta quinta-feira em Lisboa).

A Chang’e 4 foi lançado do Centro Espacial de Xichang, sul da China. Em 2013, a China conseguiu fazer aterrar uma sonda espacial na Lua, pela primeira vez, numa proeza só realizada até então pela antiga União Soviética e pelos Estados Unidos. Mas a nova missão da agência espacial chinesa é a primeira a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o lado oculto da Lua, o hemisfério lunar que não pode ser visto da Terra.

Em maio, a China tinha já lançado um satélite de retransmissão para assegurar a comunicação entre os controladores e a sonda lunar Chang’e-4. O objectivo é testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência, normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre.

A missão ilustra ainda a crescente ambição de Pequim no espaço, símbolo do progresso do país. Este ano, Pequim planeia ainda iniciar a construção de uma estação espacial com presença permanente de tripulantes e, no próximo ano, enviar um veículo de exploração a Marte.

Em 2020, a China planeia ainda enviar a sonda Chang’e 5, com o objectivo final de regressar à Terra com amostras de matéria recolhida na Lua. A verificar-se será a primeira missão deste género desde 1976. Até agora, o país realizou também cinco missões tripuladas, a primeira em 2003 e a mais recente em 2013, enviando para o espaço dez astronautas (oito homens e duas mulheres).

A primeira tentativa da China de entrar na corrida espacial foi no final dos anos 1950, como resposta ao lançamento do Sputnik 1 – o primeiro satélite em órbita – pela União Soviética. Mao Zedong ordenou então a construção e envio do primeiro satélite chinês, antes de 1 de Outubro de 1959, por altura do 10.º aniversário da fundação da República Popular. A iniciativa acabou por falhar devido à inexperiência do país em tecnologia aeroespacial.

No entanto, em Abril de 1970, em plena Revolução Cultural e numa radical campanha política de massas lançada por Mao, a China concluiu com êxito o lançamento do seu primeiro satélite para o espaço, o Dong Fang Hong (“O Leste é Vermelho”).

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Janeiro 2019 — 07:37

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1443: Sonda chinesa prepara-se para aterrar no lado oculto da Lua

A Chang-4 estará a horas de pousar na Lua. Se tudo correr como previsto, será o primeiro engenho terrestre a deixar a sua pegada naquela geografia do satélite natural da Terra. A manobra é arriscada, mas a expectativa é alta

Se tudo correr bem, vai ser assim
© DR

A nave chinesa Chang-4 prepara-se para ser o primeiro engenho terrestre a pousar na face oculta de Lua. Se tudo correr como previsto, a histórica aterragem deverá ocorrer entre esta quarta-feira e amanhã, quinta, depois de quase um mês de viagem – a Chang 4 foi lançada a 8 de Dezembro, a bordo de um foguetão Longa Marcha, a partir do centro de lançamento de Xichang, no sudoeste da China.

Os responsáveis da missão indicaram que a viagem duraria cerca de 26 dias, mas não adiantaram o dia preciso da aterragem. Por isso, a expectativa cresce. A ser bem-sucedido, este será um novo passo nas viagens espaciais lunares.

Apesar de a face oculta da Lua já não ser uma desconhecida – sondas russas e as missões Apolo dos Estados Unidos revelaram as primeiras imagens do face lunar permanente oculta aos olhos humanos há mais de meio século -, pousar um robô carregado de instrumentação científica naquela geografia da Lua nunca foi feito antes. Daí, o enorme potencial científico desta missão.

O local de aterragem, a cratera Von Karmán, com 186 quilómetros de diâmetro, que, por sua vez, está localizada no interior de uma bacia maior, designada Aitkin, na região do pólo Sul, foi escolhida precisamente porque se trata de uma planície – é a paisagem que oferece menos riscos a uma manobra arriscada como esta.

Um dos principais problemas de pousar no outro lado da Lua tem a ver com o maior risco que a manobra implica, em relação à aterragem no lado virado para a Terra, uma vez que, do outro lado, as comunicações com a Terra se perdem.

Para resolver o problema a China colocou em maio, na órbita lunar, um satélite de telecomunicações, o Queqiao, que será vital nas comunicações entre a Chang-4 e o centro de controlo em Terra.

Sendo uma nova fronteira e um território ainda sem pegadas humanas, o lado oculto da Lua também já não é uma geografia completamente desconhecida. As observações feitas por sondas terrestres nas últimas décadas mostram que ali a crosta é mais antiga e marcada por maior número de crateras, em relação à face nossa velha conhecida.

A par disso, as extensões de rocha basáltica, que ganharam o nome de mares, como o Mar da Tranquilidade, onde os primeiros astronautas desceram há meio século – cumpre-se este ano – são também em menor número. Ao aterrar ali, bem no meio da bacia de Aitkin, os responsáveis da missão esperam colher dados que permitam conhecer melhor a natureza dessa imensa cratera e do fenómeno que a produziu, bem como sobre a natureza do solo naquele local.

Outra das potencialidades desta missão é a de abrir caminho a novos estudos de radioastronomia. O mesmo bloqueio que impede as comunicações directas entre a Terra aquele lado da Lua é precisamente o que faz daquele local um observatório privilegiado para a radioastronomia, por não haver interferências das telecomunicações terrestres. Antes de tudo o mais, no entanto, a Chang-4 terá primeiro de aterrar em segurança.

Diário de Notícias
Filomena Naves
02 Janeiro 2019 — 18:02

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1391: Chineses vão plantar batatas na face oculta da Lua

Chang’e-4 foi lançada esta sexta feira à tarde do Centro Espacial de Xichang. O lado negro do satélite terrestre vai deixar de ser desconhecido.


Há um lado da Lua que nunca se consegue ver a partir da Terra.
© REUTERS

Eram seis e meia da tarde de sexta, 7 de Dezembro, quando Pequim confirmou a notícia. A sonda não tripulada Chang’e-4 está a caminho do espaço. Dirige-se à face oculta da Lua, o lado que os terrestres nunca conseguem ver no seu satélite e leva consigo, entre outras coisas, sementes de batata para plantar e ovos de bicho-da-seda. É mais um triunfo do expansão espacial chinesa.

Até aqui era impossível tecnologicamente chegar àquele lado do astro. Agora, se tudo correr bem, a sonda (baptizada com o nome de uma deusa chinesa que habita a lua) deverá alunar nos primeiros dias de Janeiro.

A China é então a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o “lado negro da Lua”, onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

O local provável de alunagem da sonda e do veículo robotizado será a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

“É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura”, afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da Chang’e-4 está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea arabidopsis thaliana (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a arabidopsis thaliana podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da “Chang’e-4 seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

A meta final da agência espacial chinesa, ainda sem data marcada, é criar uma base na Lua para exploração humana.

Diário de Notícias

DN

07 Dezembro 2018 — 20:27

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1388: China envia sonda para o lado oculto da Lua em missão inédita

A Chang’e-4 tem lançamento previsto para o final da tarde de desta sexta feira (madrugada de sábado na China) do Centro Espacial de Xichang.

A China vai enviar esta sexta-feira uma sonda para o lado oculto da Lua, onde espera colocar um veículo robotizado para estudar a zona da superfície lunar que não pode ser vista da Terra, um feito inédito na exploração espacial. Trata-se da segunda missão espacial chinesa a colocar uma sonda na superfície da Lua, depois de uma outra, em 2013.

A nova missão da agência espacial chinesa, a Chang’e-4, é, no entanto, a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o “lado negro da Lua”, onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

A Chang’e-4 tem lançamento previsto para o final da tarde de desta sexta feira (madrugada de sábado na China) do Centro Espacial de Xichang.

O local provável de alunagem da sonda e do veículo robotizado será a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

“É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura”, afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da Chang’e-4 está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea arabidopsis thaliana (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a arabidopsis thaliana podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da “Chang’e-4 seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

A meta final da agência espacial chinesa, ainda sem data marcada, é criar uma base na Lua para exploração humana.

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Dezembro 2018 — 08:05

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455: Missão espacial chinesa vai tentar cultivar batatas na Lua

 

A missão lunar chinesa Chang E 4, que deve ser lançada no final deste ano, vai tentar cultivar plantas na Lua, nomeadamente batatas, parte de uma experiência que visa constituir colónias espaciais, informou hoje a imprensa chinesa.

A Chang E 4, a segunda sonda chinesa que aterrará na superfície lunar, transportará um recipiente com sementes de batatas e de arabidopsis, uma planta herbácea, visando testar o seu cultivo na Lua.

Serão ainda levados ovos de bichos-da-seda e a sua evolução gravada em vídeo, para ser observada a partir da Terra. Designada “mini biosfera lunar”, a experiência foi seleccionada entre mais de 200 propostas ao programa espacial chinês, e conta com a participação de 28 universidades do país.

O programa Chang E começou em 2007, com o lançamento de uma primeira sonda orbital e, desde então, levou à Lua quatro sondas.

A longo prazo o programa chinês tem como objectivo lançar uma missão tripulada à Lua. Chang E é o nome de uma deusa que vive na Lua, segundo uma lenda chinesa.

© Stringer UK Missão espacial chinesa vai tentar cultivar batatas na Lua

O programa espacial chinês iniciou-se há duas décadas e hoje dispõe de foguetões, taikonautas e uma estação espacial próprios, além de planos para a instalação de uma base autónoma na Lua.

msn notícias
12/04/2018
Lusa

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229: China vai levar insectos e plantas à superfície da Lua este ano

NASA
A face oculta da Lua: foto obtida em 1968 pela missão Apollo 8

Não seria considerado um exagero, a esta altura, dizer que vivemos numa era de exploração espacial renovada.

A Lua, em particular, tornou-se o foco de atenção nos mais recentes anos. Além da recente ordem de Trump para a NASA voltar a focar-se na Lua, muitas outras agências espaciais e companhias privadas aeroespaciais estão a planear as suas próprias missões à superfície lunar.

Um bom exemplo disso é o Programa de Exploração Lunar Chinês (CLEP), também conhecido como Chang’e Program.

Nomeado em homenagem à antiga deusa lunar da China, este programa já enviou duas naves orbitais e um módulo de aterragem. E mas tarde, ainda este ano, a missão Chang’e 4 começará a partir para o outro lado da Lua, onde vai estudar a geologia local e testar os efeitos da gravidade lunar em insectos e plantas.

A missão vai consistir no lançamento de uma nave orbital de retransmissão a bordo de um foguete Long March 5 em Junho de 2018. A retransmissão assume uma órbita à volta do ponto Lagrange L2 Terra-Lua, seguido do lançamento do módulo de aterragem cerca de seis meses depois.

Além de um conjunto avançado de instrumentos para estudar a superfície lunar, o módulo de aterragem também vai carregar um recipiente de alumínio cheio de sementes e insectos.

O designer do recipiente, Zhang Yuanxun, explicou ao China Daily que a “embalagem vai enviar batatas, sementes de arabdopsis – uma flor da Ásia e da Europa – e ovos de bicho-da-seda para a superfície lunar. Os ovos também vão chocar bichos-da-seda capazes de produzir dióxido de carbono, enquanto que as batatas e sementes emitem oxigénio através da fotossíntese. Juntos, conseguem formar um ecossistema simples na Lua”.

Esta também será a primeira vez que uma missão é enviada para uma região inexplorada no lado oculto da Lua.

Esta região não é outra senão a Bacia do Pólo Sul-Aitken, uma vasta região de impacto no hemisfério sul. Com aproximadamente 2500 quilómetros de diâmetro e 13 mil de profundidade, é a maior bacia de impacto da Lua e uma das maiores do Sistema Solar.

Esta bacia é também uma fonte de grande interesse para os cientistas, e não é apenas por causa do seu tamanho.

Em anos recentes, foi descoberto que a região contém água gelada. Os cientistas acreditam que se trata do resultado do impacto de meteoros e asteróides que deixaram água gelada que sobreviveu graças ao facto da região estar permanentemente debaixo de sombra.

Sem luz solar directa, a água gelada naquelas crateras não foi sujeita a sublimação e dissociação química.

Graças à descoberta de água no estado líquido a comunidade de exploração espacial definiu que aquele será o melhor local para estabelecer uma base lunar. A este respeito, a missão Chang’E 4 está a investigar a possibilidade de os humanos viverem e trabalharem na Lua.

Além de nos dizer mais sobre o terreno local, também responderia à questão se organismos extraterrestres conseguiriam crescer e prosperar na gravidade lunar – que é cerca de 16% da da Terra.

Os futuros resultados da missão Chang’E 4 podem abrir a porta a que outras agências espaciais (como a NASA, ou a ESA – que já falaram nessa possibilidade) enviem para lá robôs e até materiais de construção ainda este ano.

ZAP // Scoe

Por ZAP
10 Janeiro, 2018

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