3567: Depois de mais de 200 dias no Espaço, tripulação da EEI regressou à Terra

CIÊNCIA/ESPAÇO

Space_Station / Twitter
O cosmonauta russo Oleg Skripochka depois de aterrar no Cazaquistão

A nave Soyuz MS-15, com três tripulantes da Estação Espacial Internacional (EEI) a bordo, aterrou com êxito, esta sexta-feira, no Cazaquistão, informou a agência espacial russa Roscosmos.

A cápsula tocou Terra às 05h16 tmg (06h16 em Lisboa), a sudeste de Dzhezkazgan, com o cosmonauta Oleg Skripochka e os astronautas da agência espacial norte-americana NASA Andrew Morgan e Jessica Meir a bordo.

Devido às limitações técnicas relacionadas com a pandemia de covid-19, o regresso não foi transmitido em directo, a partir do local de aterragem como é habitual.

Oito helicópteros Mi-8MTV-1, aviões An-12 e An-26, e 19 unidades terrestres, incluindo cinco veículos de busca e resgate “Blue Bird”, aguardavam a aterragem da cápsula, de acordo com as agências russas.

A tripulação seguiu, a bordo de helicópteros russos Mi-8, para o centro de recuperação de Baikonur, onde se vai separar.

Os norte-americanos Morgan e Meir vão viajar, a bordo de um avião da NASA, para Houston, enquanto Skirpchka voltará para a base de treino Star City, nos arredores de Moscovo, onde vai ficar de quarentena devido à pandemia da covid-19.

Morgan cumpriu 272 dias no Espaço e na sua primeira missão espacial, que começou em 20 de Julho passado, quando foi lançado para a EEI juntamente com o russo Alexandr Skortsov e o italiano da Agência Espacial Europeia Luca Parmitano.

Skripochka, que completou o terceiro voo espacial, acumulando 536 dias em órbita, e Meir chegaram à EEI em 25 de Setembro passado, juntamente com Hazza al Mansouri dos Emirados Árabes Unidos, e cumpriram 205 dias no espaço.

A tripulação regressou à Terra exactamente 50 anos depois dos três astronautas da Apolo 13 terem caído no Pacífico. A explosão de um tanque de oxigénio fez abortar a missão da Apolo 13.

A bordo da EEI ficaram o astronauta norte-americano Chris Cassidy e os cosmonautas da Roscosmos Anatoli Ivanishin e Ivan Vagner, chegados no passado dia 9, a bordo da Soyuz MS-16.

Os três afirmaram que cumpriram um mês de quarentena, antes de partirem para a EEI.

A nova tripulação começou, no momento em que Soyuz MS-15 regressou à Terra, a expedição 63, que deverá receber em breve os astronautas da NASA Bob Behnken e Doug Hurley, a bordo da cápsula Crew Dragon da empresa de transporte aeroespacial SpaceX, propriedade do empresário Elon Musk.

Behnken e Hurley vão ser os primeiros astronautas da NASA a serem lançado para a EEI a partir de solo norte-americano, a bordo de uma nave e de um foguetão também norte-americanos, desde o fim do programa do vaivém, em 8 de Julho de 2011.

ZAP // Lusa

Por Lusa
17 Abril, 2020

spacenews

 

2230: Astronautas aterram no Cazaquistão após missão na Estação Orbital Internacional

Alexander Nemenov / Pool / EPA
A astronauta norte-americana Anne McClain de regresso à Terra

Três astronautas regressaram à Terra, esta terça-feira, depois de uma missão de seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

A astronauta norte-americana Anne McClain, o russo Oleg Kononenko e o canadiano David Saint-Jacques pousaram no Cazaquistão às 08h47 locais (03h47 em Lisboa).

A partida dos astronautas para a estação orbital, em Dezembro do ano passado, foi motivo de preocupação, pois acontecia depois do incidente, em meados de Outubro, que envolveu o russo Alexey Ovchinin e o norte-americano Nick Hague: cerca de dois minutos após a descolagem, a nave espacial Soyuz explodiu e foram forçados a uma aterragem de emergência.

Os dois homens sobreviveram ilesos, mas o incidente, o primeiro desta magnitude na história da Rússia pós-soviética, foi outro golpe para a indústria espacial do país.

Antes da partida para o espaço, McClain, Kononenko e Saint-Jacques estavam optimistas e o tom não mudou durante o tempo a bordo da estação orbital, um dos últimos exemplos de cooperação activa entre Moscovo e países ocidentais.

“Uma bela noite sobre África na minha última noite na ISS”, observou no Twitter Anne McClain, de 40 anos, que fez duas saídas espaciais durante esta primeira missão.

Anne McClain @AstroAnnimal

A beautiful night pass over Africa on my last night on @Space_Station

Enquanto a ISS dava a volta à Terra em cerca de 90 minutos, o seu colega David Saint-Jacques, de 49 anos, foi capaz de maravilhar-se uma última vez com a visão do Canadá antes de voltar para casa: “British Columbia e Nunavik … vou ter saudades dessas grandes paisagens canadianas!”, escreveu também na mesma rede social o astronauta da Agência Espacial Canadiana (CSA).

David Saint-Jacques, que também realizou a sua primeira missão, ultrapassou o tempo recorde no espaço detido por outro canadiano: 204 dias, contra 187 cumpridos pelo compatriota Robert Thirsk.

ZAP // Lusa

Por Lusa
25 Junho, 2019

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813: Romeu e Julieta? Arqueólogos encontram esqueletos “em conchinha” num túmulo com 5.000 anos

(dr) Karaganda Gov

Um casal com 5.000 anos foi encontrado sepultado lado a lado e “em conchinha”, na região de Karaganda, no Cazaquistão. Junto das ossadas do casal, os arqueólogos encontraram os esqueletos de dois cavalos a puxar uma carruagem.

Um grupo de arqueólogos descobriu as ossadas de um casal que foi enterrado há cerca de cinco mil anos, numa sepultura em Karaganda, no Cazaquistão.

Este terno casal está a ser comparado com Romeu e Julieta, isto porque as ossadas foram encontradas lado a lado, na posição fetal. Além disso, foram também encontrados alguns objectos: ele estava armado com setas e um punhal e ela tinha uma pulseira verde com pedras semi-preciosas.

De acordo com o Mirror, um deles terá cometido suicídio ou sofrido assassinato para que tivessem sido enterrados juntos. Os arqueólogos levantam ainda a hipótese de terem morrido simultaneamente e por coincidência, tendo sido elegidos, por meio de algum ritual, para serem amantes numa outra vida.

Ao lado da sepultura do casal, os arqueólogos encontraram uma outra com dois cavalos, que acreditam terem sido sacrificados para o ritual do enterro. Estes animais puxam uma carruagem da Idade do Bronze, em direcção à vida no Além, explicam os especialistas. Ao lado destas duas campas foi encontrada uma terceira sepultura vandalizada onde, mais uma vez, aparecia um casal lado a lado.

O Diário de Notícias adianta que esta não é a primeira vez que casais deste período aparecem em campas juntos, o que leva a questionar qual o motivo que fazia com que os casais da pré-história fossem sepultados “em conchinha”.

Ao Daily Mail, Igor Kukushkin, responsável pelas escavações, disse que “casais sepultados desta forma não são uma raridade na zona, mas a questão de como a segunda pessoa se juntou ao primeiro que morreu é ainda uma incógnita”.

“Terá a mulher – ou o homem – sido morta para garantir que seguia a sua metade? Eram este homem e esta mulher casados em vida? Ou homens e mulheres que não estavam relacionados eram tornados num casal porque morriam ao mesmo tempo?”, questiona.

Os arqueólogos defendem que será necessária uma investigação mais detalhada para concluir se estes casais se tratavam de marido e mulher, amantes ou simplesmente pessoas, sem qualquer tipo de relação, que faleceram ao mesmo tempo.

ZAP // RT

Por ZAP
31 Julho, 2018

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