1663: Cientistas revelam o que esconde o Grande Buraco Azul, um dos maiores enigmas do mundo oceânico

Seann McAuliffe / Flickr

A expedição Blue Hole Belize 2018 alcançou o seu objectivo de sondar o fundo do Grande Buraco Azul, um dos maiores buracos azuis do mundo, localizado no mar das Caraíbas, mais especificamente na costa de Belize. A equipa encontrou um “cemitério de moluscos” e várias garrafas plásticas.

O abismo escuro, considerado Património da Humanidade da UNESCO, é uma pequena ilha oceânica de corais — atol —, medindo cerca de 300 metros de largura e 124 metros de profundidade. O misterioso buraco azul atrai a atenção de muitos turistas e mergulhadores, quer pela sua beleza, quer pelo interesse científico das características deste mundo oceânico que permanece, até então, como um mistério.

Na expedição Blue Hole Belize 2018 participaram Richard Branson, fundador da Virgin Group e director da iniciativa Ocean Unite, Fabien Cousteau, oceanógrafo francês, Erika Bergman, oceanógrafa e capitã de submarino da Aquatica Foundation, e uma equipe de filmagem.

A equipa desceu até ao fundo do mar para revelar o que guarda o seu interior. Os cientistas conseguiram mapear o fundo da famosa caverna submarina, recorrendo a ondas acústicas. Posteriormente, e com a ajuda de sensores, os investigadores criaram o primeiro mapa tridimensional completo do buraco azul.

Mas as descobertas não ficam por aqui: a equipa descobriu ainda uma estalactite da época em que o nível do mar era 150 metros inferior comparativamente com o actual e o Grande Buraco Azul não estava ainda debaixo das águas, indicou Bergman no seu blogue pessoal.

No fundo do misterioso buraco azul, a equipa de cientistas encontrou também um “cemitério de caracóis“, moluscos que morreram no abismo escuro depois de caírem na caverna e ficarem sem oxigénio.

Os cientistas relatam ainda terem encontrado uma realidade preocupante: a presença de uma grande quantidade de garrafas de plástico no fundo do abismo azul. “Os verdadeiros monstros que o oceano enfrentam são as mudanças climáticas e o plástico“, lamentou Branson na sua página pessoal no Facebook.

A expedição Blue Hole Belize 2018 será ainda mais detalhada num documentário que a INE Entertainment estreará no segundo trimestre deste ano.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
5 Março, 2019

– numa pesquisa efectuada por este blogue ao blogue Southern Fried Science, que pode ser visualizado no link atrás, deparei-me com estas belíssimas imagens, referentes a este artigo.

Photo courtesy Aquatica Submarines.

Photo courtesy Aquatica Submarines

Photo courtesy Aquatica Submarines

Photo courtesy Gaelin Rosenwaks

Photo courtesy Aquatica Submarines

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318: Encontrada civilização “extinta” nas Caraíbas

Marcelo Reyes Gajardo / Flickr

Graças a uma descoberta arqueológica, de um grupo internacional de cientistas, foi possível comprovar que a civilização Taino – os primeiros americanos indígenas que sentiram o impacto da colonização europeia – ainda tem descendentes nas Caraíbas.

A cultura Taina predominava nas Grandes Antilhas,  nas Pequenas Antilhas e nas Bahamas. No entanto, muitos cientistas estavam convencidos de que estes indígenas se tinha extinguido devido às enfermidades, escravidão e outras consequências da colonização europeia.

Pela primeira vez, novas evidências de ADN revelaram que a linhagem desta civilização ainda continua viva. “É uma descoberta fascinante”, diz o arqueólogo Hannes Schroeder, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, citado pelo ScienceAlert.

Um dente milenar encontrado numa caverna na ilha de Eleuthers, nas Bahamas, permitiu aos cientistas sequenciar o primeiro genoma humano antigo completo das Caraíbas. O dente manteve preservado ADN suficiente para permitir este feito, cujo estudo foi publicado recentemente na Proceedings of the National Academy of Sciences.

O resultado foi nada mais do que a primeira prova de que há um certo nível de continuidade entre os povos indígenas das Caraíbas e as comunidades contemporâneas da região. O dente pertencia a uma mulher que viveu entre os séculos VIII e X, pelo menos 500 anos antes da chegada de Colombo às Bahamas.

Ao comparar o genoma antigo das Bahamas com o dos habitantes contemporâneos das ilhas das Caraíbas, os cientistas descobriram que os porto-riquenhos têm uma ligação mais estreita com os antigos Tainos do que qualquer outro grupo indígena das Américas.

Assim, os cientistas comprovaram o elemento de continuidade entre as populações, apesar do efeito da colonização europeia.

“Eu gostava que a minha avó estivesse viva para lhe confirmar o que ela já sabia“, diz o descendente Taíno Jorge Estevez, que ajudou a equipa de cientistas com as suas próprias pesquisas. Embora possa ter sido uma questão de investigação científica, Estevez admite que esta descoberta é “libertadora e inspiradora” para os povos descendentes.

A equipa de investigadores está extremamente confiante nos próximos estudos, que serão realizados com base em mais evidências genéticas, na esperança que provem que outras linhagens indígenas também sobreviveram.

Para a comunidade científica, este é um virar da página num erro cometido ao longo de muitos anos: o de assumir que os povos nativos estão completamente “extintos”.

ZAP //

Por ZAP
25 Fevereiro, 2018

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