1396: Sonda da NASA captou o som do vento em Marte. Já ouviu?

A InSight aterrou no Planeta Vermelho a 26 de Novembro e tem como missão estudar o interior de Marte.

Um dos painéis solares da sonda
© NASA/JPL-Caltech/REUTERS

São os primeiros “sons” dos ventos de Marte ouvidos na Terra. Os sensores da sonda InSight, que aterrou no Planeta Vermelho a 26 de Novembro, registaram a 1 de Dezembro o murmúrio causado pelas vibrações do vento, que a NASA estima soprasse a 5 ou 7 metros por segundo, de noroeste para sudoeste.

“Captar este áudio foi um prazer não planeado”, disse Bruce Banert, o principal investigador da InSight no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, citado no comunicado de imprensa da NASA. “Mas um dos aspectos da nossa missão é dedicado a medir o movimento em Marte e, naturalmente, isso inclui o movimento causado por ondas sonoras”, referiu.

O som original (a NASA recomenda que use um sub-woofer ou auriculares para conseguir ouvi-lo).

Nesta segunda versão, duas oitavas acima, o som torna-se mais audível.

De acordo com a NASA, dois sensores detectaram as vibrações do vento na InSight: um sensor de pressão do ar no interior da sonda e um sismómetro que está na parte de cima. Ambos gravam o som do vento de diferentes formas. O primeiro directamente, o segundo captando as vibrações causadas pelo vento a mover-se pelos painéis solares (cada um mede 2,2 metros de diâmetro).

O sismógrafo será colocado dentro de algumas semanas directamente na superfície de Marte e coberto por um escudo para o proteger do vento, deixando de “ouvir” o vento. Conseguirá detectar o movimento da sonda, através do solo do planeta, assim como outras vibrações, que permitirão perceber melhor o que se esconde debaixo da superfície.

A missão InSight, que deve durar dois anos, pretende dar respostas sobre a evolução da formação dos planetas rochosos do Sistema Solar, incluindo a Terra, ao estudar o tamanho, a espessura e a densidade do núcleo, manto e crosta de Marte e a temperatura interior do planeta.

A sonda aterrou em Marte ao fim de uma viagem de seis meses e meio, representando o regresso à superfície de Marte depois de um interregno de seis anos, desde que a sonda Curiosity chegou à superfície do planeta em 2012.

Diário de Notícias
Susana Salvador
08 Dezembro 2018 — 20:29

 

1058: Há um satélite-pescador no espaço

Ricky Arnold / Twitter
Satélite britânico recolhedor de lixo espacial, RemoveDebris

O Satélite britânico RemoveDebris está a navegar no espaço desde Junho e lançou com sucesso uma rede em órbita com o objectivo de capturar material que anda à deriva em redor da Terra.

O satélite-pescador britânico tem como missão capturar detritos espaciais. O satélite lançou uma rede em órbita que se abriu a mais de 300 quilómetros acima da superfície terrestre. A rede servirá para remover parte do lixo espacial – partes de satélites, pedaços de foguetões, entre outros detritos.

Segundo a BBC, o Centro Espacial da Universidade de Surrey estima a existência de cerca de 7500 toneladas de detritos à deriva no espaço que, agora, o RemoveDebris se compromete a limpar.

Este detritos à deriva no espaço correm o risco de colidir com alguma missão espacial colocando os astronautas em situações perigosas.

“A rede funciona exactamente como esperávamos“, contou à BBC, Guglielmo Aglietti, professor e director do Centro Espacial de Surrey. “O alvo estava a girar, como se esperava, mas pode ver-se claramente que a rede o consegue capturar. E estamos muito felizes com a maneira como a experiência decorreu”, acrescentou.

“Existem milhões de peças descartadas de metal e de outros materiais em órbita – desde antigos segmentos de foguetes até ferramentas de astronautas que caíram acidentalmente. O receio é que, se não começarmos já a retirar este lixo, poderá tornar-se uma ameaça significativa aos satélites activos”, explica Alastair Wayman, engenheiro da empresa aeroespacial Airbus que também está envolvida nesta missão.

O vídeo do lançamento do satélite RemoveDebris da Estação Espacial Internacional foi capturado em vídeo.

“Se houver colisões, como já ocorreram, estas poderão criar ainda mais detritos espaciais que poderão colidir com mais naves e, assim, haverá ainda mais detritos espaciais. É uma espécie de efeito de bola de neve“, disse o engenheiro.

A questão do lixo espacial é um assunto que tem crescido nas preocupações dos especialistas e o mais pequeno detrito de lixo pode causar grande danos às instalações espaciais como foi o caso sucedido durante o ano passado. Segundo se pensa, uma lasca de tinta solta terá causado uma fissura numa janela da Estação Espacial Internacional.

Um dos maiores detritos existentes apresente uma grande dor de cabeça para os astronautas. Em 2012, um satélite europeu chamado Evisat, do tamanho de um autocarro de dois andares, parou de funcionar.

Desde esse momento que o satélite circula pela órbita da Terra, ameaçando outros satélites no seu trajecto espacial.

Várias empresas já avançaram com pedidos para lançar mais satélites com sistemas próprios para capturar rapidamente qualquer detrito que esteja à deriva.

ZAP // DN

Por ZAP
22 Setembro, 2018

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