3183: ESA declara guerra ao lixo espacial com um robô de quatro braços

CIÊNCIA

A Agência Espacial Europeia (ESA) acaba de assinar um contrato com a startup suíça ClearSpace para levar a cabo tarefas de limpeza de lixo orbital.

Em comunicado, a agência espacial aponta que a empresa vai desenvolver e lançar em 2025 a missão ClearSpace-1, visando capturar e remover de órbita o sistema Vespa para a separação de satélites deixado no Espaço pelo foguete Vega, em 2013.

A empresa suíça vai liderar um consórcio de empresas europeias na construção de um aparelho espacial com quatro braços, especialmente projectado para capturar fragmentos de lixo. Depois de capturados, estes detritos serão levados até à atmosfera da Terra, onde acabarão por ser queimados durante a sua reentrada.

Os custos da missão devem ascender aos 117 milhões de euros, de acordo com um porta-voz da ESA citado pelo portal Russia Today. O desenvolvimento do aparelho e os custos de lançamento serão suportados pela ESA.

A agência espacial e a ClearSpace planeiam lançar a sonda numa órbita de 500 quilómetros de altitude, onde o dispositivo será testado. Depois da provação nos testes iniciais, o dispositivo chegará à órbita de Vespa, que está a uma altitude entre 660 e 800 quilómetros e tem uma massa de 100 quilogramas.

Tanto o sistema Vespa como o próprio dispositivo da ClearSpace vão queimar-se no final da primeira missão, embora os dispositivos que serão lançados posteriormente serão capazes de eliminar lixo espacial sem que se tenham de destruir.

O objectivo final deste projecto, frisa a ClearSpace, passa por construir um instrumento de limpeza no Espaço com “alto nível de autonomia“.

Meio milhão de detritos em órbita

De acordo com a agência espacial norte-americana (NASA), há no Espaço meio milhão de detritos resultantes de lançamentos espaciais. Este lixo pode representar uma ameaça para missões actuais e futuras devido ao risco de colisão.

“Imaginem como seria perigoso navegar pelos mares se todos os navios perdidos na história continuassem à tona. Essa é a actual situação em órbita que não pode continuar”, disse o director geral da ESA, Jan Wörner, citado na mesma nota de imprensa.

De acordo com o CEO da ClearSpace, Luc Piguet, o problema do lixo espacial é agora mais urgente do que nunca. “Hoje temos quase 2.000 satélites operacionais e mais de 3.000 inactivos no Espaço (…) Nos próximos anos, o número de satélites no Espaço aumentará (…) com várias mega-constelações compostas por centenas ou mesmo milhares de satélites planeados para a órbita baixa da Terra”, apontou.

ZAP //

Por ZAP
13 Dezembro, 2019

spacenews

 

1396: Sonda da NASA captou o som do vento em Marte. Já ouviu?

A InSight aterrou no Planeta Vermelho a 26 de Novembro e tem como missão estudar o interior de Marte.

Um dos painéis solares da sonda
© NASA/JPL-Caltech/REUTERS

São os primeiros “sons” dos ventos de Marte ouvidos na Terra. Os sensores da sonda InSight, que aterrou no Planeta Vermelho a 26 de Novembro, registaram a 1 de Dezembro o murmúrio causado pelas vibrações do vento, que a NASA estima soprasse a 5 ou 7 metros por segundo, de noroeste para sudoeste.

“Captar este áudio foi um prazer não planeado”, disse Bruce Banert, o principal investigador da InSight no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, citado no comunicado de imprensa da NASA. “Mas um dos aspectos da nossa missão é dedicado a medir o movimento em Marte e, naturalmente, isso inclui o movimento causado por ondas sonoras”, referiu.

O som original (a NASA recomenda que use um sub-woofer ou auriculares para conseguir ouvi-lo).

Nesta segunda versão, duas oitavas acima, o som torna-se mais audível.

De acordo com a NASA, dois sensores detectaram as vibrações do vento na InSight: um sensor de pressão do ar no interior da sonda e um sismómetro que está na parte de cima. Ambos gravam o som do vento de diferentes formas. O primeiro directamente, o segundo captando as vibrações causadas pelo vento a mover-se pelos painéis solares (cada um mede 2,2 metros de diâmetro).

O sismógrafo será colocado dentro de algumas semanas directamente na superfície de Marte e coberto por um escudo para o proteger do vento, deixando de “ouvir” o vento. Conseguirá detectar o movimento da sonda, através do solo do planeta, assim como outras vibrações, que permitirão perceber melhor o que se esconde debaixo da superfície.

A missão InSight, que deve durar dois anos, pretende dar respostas sobre a evolução da formação dos planetas rochosos do Sistema Solar, incluindo a Terra, ao estudar o tamanho, a espessura e a densidade do núcleo, manto e crosta de Marte e a temperatura interior do planeta.

A sonda aterrou em Marte ao fim de uma viagem de seis meses e meio, representando o regresso à superfície de Marte depois de um interregno de seis anos, desde que a sonda Curiosity chegou à superfície do planeta em 2012.

Diário de Notícias
Susana Salvador
08 Dezembro 2018 — 20:29

[vasaioqrcode]

 

1058: Há um satélite-pescador no espaço

Ricky Arnold / Twitter
Satélite britânico recolhedor de lixo espacial, RemoveDebris

O Satélite britânico RemoveDebris está a navegar no espaço desde Junho e lançou com sucesso uma rede em órbita com o objectivo de capturar material que anda à deriva em redor da Terra.

O satélite-pescador britânico tem como missão capturar detritos espaciais. O satélite lançou uma rede em órbita que se abriu a mais de 300 quilómetros acima da superfície terrestre. A rede servirá para remover parte do lixo espacial – partes de satélites, pedaços de foguetões, entre outros detritos.

Segundo a BBC, o Centro Espacial da Universidade de Surrey estima a existência de cerca de 7500 toneladas de detritos à deriva no espaço que, agora, o RemoveDebris se compromete a limpar.

Este detritos à deriva no espaço correm o risco de colidir com alguma missão espacial colocando os astronautas em situações perigosas.

“A rede funciona exactamente como esperávamos“, contou à BBC, Guglielmo Aglietti, professor e director do Centro Espacial de Surrey. “O alvo estava a girar, como se esperava, mas pode ver-se claramente que a rede o consegue capturar. E estamos muito felizes com a maneira como a experiência decorreu”, acrescentou.

“Existem milhões de peças descartadas de metal e de outros materiais em órbita – desde antigos segmentos de foguetes até ferramentas de astronautas que caíram acidentalmente. O receio é que, se não começarmos já a retirar este lixo, poderá tornar-se uma ameaça significativa aos satélites activos”, explica Alastair Wayman, engenheiro da empresa aeroespacial Airbus que também está envolvida nesta missão.

O vídeo do lançamento do satélite RemoveDebris da Estação Espacial Internacional foi capturado em vídeo.

“Se houver colisões, como já ocorreram, estas poderão criar ainda mais detritos espaciais que poderão colidir com mais naves e, assim, haverá ainda mais detritos espaciais. É uma espécie de efeito de bola de neve“, disse o engenheiro.

A questão do lixo espacial é um assunto que tem crescido nas preocupações dos especialistas e o mais pequeno detrito de lixo pode causar grande danos às instalações espaciais como foi o caso sucedido durante o ano passado. Segundo se pensa, uma lasca de tinta solta terá causado uma fissura numa janela da Estação Espacial Internacional.

Um dos maiores detritos existentes apresente uma grande dor de cabeça para os astronautas. Em 2012, um satélite europeu chamado Evisat, do tamanho de um autocarro de dois andares, parou de funcionar.

Desde esse momento que o satélite circula pela órbita da Terra, ameaçando outros satélites no seu trajecto espacial.

Várias empresas já avançaram com pedidos para lançar mais satélites com sistemas próprios para capturar rapidamente qualquer detrito que esteja à deriva.

ZAP // DN

Por ZAP
22 Setembro, 2018

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico