4282: O primeiro teste nuclear da História pode ter causado um grande número de cancros

CIÊNCIA/SAÚDE

Wikimedia
A Experiência “Trinity” foi o primeiro teste nuclear da história, conduzido pelos Estados Unidos a 16 de Julho de 1945

Uma equipa de cientistas mostrou que a Experiência “Trinity”, no Novo México, Estados Unidos, em 1945, pode ter causado vários casos de cancro devido à alta exposição à cinza nuclear.

A Experiência “Trinity” foi o primeiro teste nuclear da História, tendo sido conduzida pelos Estados Unidos, no deserto do Novo México, a 16 de Julho de 1945. É considerada o marco do início da chamada Era Atómica.

Agora, uma investigação levada a cabo por cientistas do Instituto Nacional do Cancro norte-americano mostra que a explosão fez com que muitas pessoas deste Estado tivessem sido expostas a altos níveis de radiação nuclear, conta o canal estatal russo RT.

“A detonação nuclear expôs os habitantes do Novo México a diversos níveis de radiação por causa da cinza nuclear, dependendo, em parte, da região do Estado em que viviam, quanto tempo estiveram dentro das estruturas protetoras nos meses posteriores ao teste e quanta radiação entrou nos seus corpos através de alimentos e água contaminados”, explicam os autores do estudo publicado, a 1 de Setembro, na revista científica Health Physics.

Uma situação que, segundo os cientistas, pode ter levado a vários casos de cancro, cujo número exacto ainda é desconhecido.

“A preocupação é que a inalação de plutónio poderá ter provocado um maior risco de cancro do pulmão, dos ossos ou do fígado. A dose de radiação seria uma consequência da inalação de partículas respiráveis ​​de cinza nuclear ou do solo contaminado”, assinala o estudo.

Tal como recorda o mesmo site, os habitantes do Novo México lutam há 75 anos para que o Governo dos Estados Unidos reconheça os danos causados pela “Trinity” ​​e inclua os afectados num programa federal de compensação.

Depois desta primeira experiência nuclear, os Estados Unidos lançaram, no mesmo ano, em plena II Guerra Mundial, duas bombas nucleares no Japão: a primeira em Hiroxima, baptizada de “Little Boy”, e a segunda em Nagasaki, denominada “Fat Man”.

Os bombardeamentos de Hiroxima e Nagasaki mataram, de imediato, pelo menos 120 mil pessoas, tendo feito muitas outras vítimas, nos anos seguintes, devido aos altos níveis de radiação.

Hiroshima apela à assinatura de tratado nuclear no 75.º aniversário do bombardeamento

Hiroxima assinalou hoje o 75.º aniversário do bombardeamento atómico da cidade japonesa, com o autarca da cidade a criticar o…

Ler mais

ZAP //

Por ZAP
5 Setembro, 2020

 

Avatar

 

106: O metal do asteróide que matou os dinossauros pode ser uma arma contra o cancro

Cinemuse / Vimeo
O asteróide que extinguiu os dinossauros atingiu a Terra com um energia equivalente a dez mil milhões de bombas de Hiroshima

Uma nova investigação de cientistas britânicos e chineses sugere que há um metal precioso que pode ajudar a eliminar células cancerígenas: o metal do asteróide que extinguiu os dinossauros.

Esta é a conclusão de um estudo realizado em conjunto por universidades do Reino Unido e da China, segundo o qual os investigadores conseguiram eliminar células cancerígenas, preenchendo-as com oxigénio em estado excitado com irídio.

Este elemento químico encontra-se presente na crosta terrestre há cerca de 66 milhões de anos, com alguns cientistas a acreditar na teoria de que chegou ao nosso planeta com o asteróide que provocou a extinção dos dinossauros.

A platina, outro elemento químico, “utiliza-se em mais de 50% das quimioterapias”, assim como outros metais preciosos, tais como o irídio, porque têm um grande potencial para desenvolver “drogas específicas que atacam as células cancerígenas de uma forma completamente nova e que combatem a sua resistência”, destaca Peter Salder, um dos autores deste estudo, publicado no Angewandte Chemie International Edition.

Concretamente, este método consiste em introduzir um composto com partículas de irídio num tumor e, posteriormente, utilizar um laser através da pele na zona cancerígena. Isto desencadeia um processo que liberta o oxigénio em estado excitado dentro das células malignas até causar a sua destruição.

Durante a investigação, os cientistas utilizaram uma amostra de um cancro do pulmão, que “bombardearam” com um feixe de luz vermelha para activar este composto. Como resultado, todas as células foram destruídas e, além disso, o processo não afectou as células saudáveis.

Este estudo assume “um salto” nos esforços para compreender o funcionamento dos compostos anti-cancerígenos deste tipo e “introduz diversos mecanismos de acção” que apontam como vencer a resistência desta doença e “atacar o cancro de diferentes ângulos”, diz ainda o co-autor do estudo, Cookson Chiu.

ZAP // RT

Por ZAP
6 Novembro, 2017

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=42]

[yasr_visitor_votes size=”medium”]

[powr-hit-counter id=30a3d52a_1509964004960]