3240: O fenómeno das “pedras que andam” no Vale da Morte já existia há 200 milhões de anos

CIÊNCIA

howardignatius / Flickr

Uma equipa de cientistas da Universidade da Columbia sugeriu que o fenómeno das estranhas “pedras que andam” no Vale da Morte, no deserto de Mojave, no estado norte-americano da Califórnia, já ocorria há 200 milhões de anos.

As estranhas pedras têm confundido cientistas, sendo estas já estudadas desde 1940.

Trata-se de um fenómeno geológico que ocorre no lago seco de Racetrack Playa, na Califórnia, onde as pedras – algumas com mais de 320 quilogramas – parecem mover-se por si próprias, deixando sulcos na terra, explica o Science Alert.

Os cientistas da universidade norte-americana revelarem agora novas informações sobre estas pedras depois de terem analisado um fóssil de uma rocha sedimentar que faz parte de uma exposição do estado de Connecticut, onde foi encontrado.

Segundo os cientistas, que apresentaram os resultados da investigação no início de Dezembro na reunião da União Geofísica dos Estados Unidos, o estranho fenómeno pode ocorrer desde há 200 milhões de anos.

Em 2017, o paleontólogo Paul Olsen, da Universidade de Columbia, notou que o fóssil em causa conserva, para além de pegadas de um antecessor do brontossauros e até a textura das sua pele, aquilo que será o rasto de uma pedra deslizante.

Universidade de Columbia / Lull, R.S., 1915

Olsen e a sua equipa não conseguiram indicar se o rasto mostra o movimento de uma ou mais pedras. Contudo, afirmam que a pedra teria peso suficiente para deixar profundas marcas na lama antiga. Os cientistas apontam ainda que esta descoberta pode provar a existência de um breve período gelado durante o Jurrásico Inferior.

“Esta pode ser uma evidência do arrefecimento causado pelo inverno vulcânico“, explica Olsen, citado num comunicado da Universidade da Columbia.

As marcas do fóssil estão em linha com a ideia, que é relativamente consensual, de que as pedras se movem devido ao gelo que se forma em torno delas após um período de chuva no inverno, explica o portal Sputnik News. A chuva origina depois uma capa de água sobre o terreno seco, criando um lago artificial, que congela à noite.

Ao derreter, as placas de gelo à volta das pedras do Vale da Morte movem-se na água, criando assim um rasto na lama que endurece depois quando a água evapora.

Surgiu um lago gigante no Vale da Morte, o lugar mais seco da América do Norte

O Vale da Morte, o lugar mais quente e seco da América do Norte, não é conhecido por chuvas recorde…

ZAP //

Por ZAP
21 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

3192: Há milhares de misteriosos buracos no fundo do mar da Califórnia

CIÊNCIA

MBARI

Surgiu um novo mistério perto da costa de Big Sur, na Califórnia, no fundo do Oceano Pacífico: há milhares de pequenos fragmentos redondos retirados dos sedimentos do fundo do mar.

A descoberta foi feita como parte de uma investigação do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) para estudar os recursos subaquáticos chamados pockmarks, que também são depressões no fundo do mar, mas um pouco maiores, com uma média de 175 metros de diâmetro e cinco metros de profundidade. Os pockmarks aparecem no sonar dos navio e são conhecidos desde 1999. Existem mais de 5.200 espalhados por 1.300 quilómetros quadrados de fundo do mar perto de Big Sur.

O que causa os buracos maiores também é desconhecido. Como a área está a ser considerada para ser um parque eólico offshore, foram necessárias mais investigações sobre eles. Uma das principais teorias é que os buracos são causados por gases como o metano sob o fundo do mar a borbulhar e a deixar uma depressão no seu rastro – e isso poderia afectar a colocação de turbinas eólicas.

A equipa da MBARI colocou os seus veículos subaquáticos autónomos, equipados com dispositivos de sonar, a trabalhar. Não encontraram evidências de metano e as marcas estão inactivas há mais de 50 mil anos.

Porém, nos dados dos robôs, os cientistas viram outros buracos, demasiado pequenos para serem captados por um sonar de um navio. Os investigadores do MBARI encontraram cerca de 15 mil buracos com, em média, 11 metros de diâmetro e um metro de profundidade.

Ben Erwin / 2019 MBARI

A equipa chamou os buracos de “micro-depressões”. As micro-depressões parecem ser muito mais jovens do que as marcas e têm lados mais íngremes. Além disso, de acordo com o ScienceAlert, também têm “caudas” de sedimentos, que parecem estar orientados na mesma direcção em muitas áreas.

Ainda não se sabe como é que os buracos se formaram, mas estas mini-depressões no fundo do oceano rapidamente se tornaram abrigos desejáveis populares entre as criaturas marinhas. Cerca de 30% dos buracos continham lixo humano, juntamente com peixes e outros animais marinhos que os transformaram no seu habitat.

Além do lixo encontrado, 20% continha pedras, restos de algas e um crânio de baleia – mas o sedimento em redor dos buracos estava vazio.

A equipa acha que os animais que residem no lixo podem estar a ajudar a reduzir ainda mais as micro-depressões.

De acordo com os investigadores, as micro-depressões não são pockmarks bebés, uma vez quer são morfologicamente distintas dos buracos maiores. Além disso, os cientistas não encontraram evidências de actividade de gás no fundo do mar.

Em comunicado, Eve Lundsten, cientista marinha do MBARI, disse que “é preciso fazer muito mais trabalho para entender como todas estas características se formaram”, acrescentando que “esse trabalho está em andamento”.

A investigação foi apresentada no Fall Meeting 2019 da American Geophysical Union.

ZAP //

Por ZAP
14 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

2981: Os fogos na Califórnia deixaram uma cicatriz na Terra (e vê-se do Espaço)

INCÊNDIOS/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

NASA

O maior incêndio já registado no condado de Sonoma, na Califórnia, queimou durante quase duas semanas tudo o que aparecia no seu caminho. Até agora, o fogo de Kincade queimou 31.467 hectares de vegetação e ainda está violento.

O seu caminho queimado e enegrecido foi agora revelado numa nova fotografia de satélite da NASA. Em 3 de Novembro, o Radiómetro Avançado de Emissão e Reflexão Térmica do Espaço (ASTER) a bordo do satélite Terra capturou a imagem dos danos.

Essa grande região de cinza escuro que percorre toda a extensão da fotografia é a cicatriz deixada pelo fogo. Está salpicada de pontos amarelados e com pixeis, que são os pontos de calor na visão da ASTER – ou seja, é aí que o fogo ainda arde.

É o maior incêndio da temporada de incêndios na Califórnia em 2019 até agora. Um relatório do National Interagency Fire Center divulgado na semana passada alertou que a temporada deve durar até Dezembro devido às condições de seca, com as chuvas previstas para o final deste ano.

Também é muito mias pequeno do que o maior incêndio do ano passado, o Mendocino Complex Fire, que atingiu 185.800 hectares em Julho, Agosto e Setembro.

De acordo com o Departamento de Silvicultura e Protecção contra Incêndios da Califórnia, nos 12 dias em que o incêndio de Kincade esteve a arder, foram destruídas 374 estruturas – incluindo edifícios residenciais e comerciais -e outras 60 foram danificadas. Por outro lado, apenas quatro pessoas ficaram feridas no incêndio e nenhuma morte foi relatada.

De acordo com o ScienceAlert, estima-se que o incêndio esteja 86% sob controlo e as ordens de evacuação emitidas foram levantadas. Algumas áreas permanecem em espera de evacuação e o Oficial de Saúde do Condado de Sonoma proclamou uma emergência de saúde local e emitiu uma Ordem de Saúde que ainda permanece. Para todos os outros, o National Interagency Fire Center aconselha a preparação.

“A melhor coisa que os cidadãos podem fazer é ser sensatos ao fogo”, afirmou o relatório. “Agora é a hora de se preparar para os incêndios florestais e ter um plano para estar pronto para os incêndios florestais se chegarem à sua área”.

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8 Novembro, 2019

 

2905: Terramotos na Califórnia despertam falha geológica inactiva há 500 anos

CIÊNCIA

Os recentes terramotos na Califórnia, nos Estados Unidos, despertaram uma falha geológica que estava inactiva nos últimos 500 anos, adiantaram geofísicos do Instituto Tecnológico da Califórnia (Caltech) e do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA.

A falha de Garlock, que atravessa o deserto de Mojave, no sul da Califórnia, está a mover-se pela primeira vez, desde que há registo. Actualmente, a falha geológica está a mover-se a um ritmo muito lento, mas é capaz de produzir um terramoto de magnitude 8, segundo os especialistas.

O motivo desta mudança repentina é, segundo os cientistas, a desestabilização causada pelos terramotos de Ridgecrest, em Julho deste ano. “Acabou por ser uma das sequências de terramotos melhor documentada da história”, adiantou Zachary Ross, professor assistente de geofísica e autor principal do artigo cientifico, publicado na revista Science.

As rupturas provocadas pelos abalos de Ridgecrest terminaram a poucos quilómetros da falha de Garlock, uma falha muito importante que se estende por mais de 300 quilómetros a partir da falha de San Andreas até ao Vale da Morte.

A falha tem permanecido relativamente inactiva durante os últimos 500 anos, mas a tensão exercida pela actividade sísmica fez com que se começasse a mover lentamente e a deslizar dois centímetros desde o mês de Julho, adianta a Sputnik News.

Esta investigação também fornece provas de que os grandes terramotos podem ocorrer de uma forma muito mais complexa do que se pensava até agora. Os cientistas consideram que os maiores terramotos são causados pela ruptura de uma grande falha geológica, e que a magnitude máxima está relacionada com o comprimento da falha.

No entanto, a sequência de sismos de Ridgecrest envolveu cerca de 20 pequenas falhas anteriormente desconhecidas, que se cruzaram numa zona geometricamente complexa e geologicamente jovem. “Não podemos assumir que as falhas maiores são as que ditam a ameaça sísmica, se muitas falhas mais pequenas podem unir-se para criar grandes terramotos”, afirmou Ross.

A investigação mostra que ainda sabemos muito pouco sobre terramotos e sobre o prognóstico do risco sísmico.

ZAP //

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24 Outubro, 2019

 

2754: Verme com três sexos descoberto em lago tóxico

CIÊNCIA

(dr) Caltech

O lago Mono, na Califórnia, é um lugar inóspito para a maioria das espécies excepto bactérias e algas resistentes a águas alcalinas. Contudo, investigadores encontraram nele um estranho verme com três sexos.

Oito espécies de vermes microscópicos foram recentemente descobertas no lago Mono, na Califórnia, por investigadores do Caltech, nos Estados Unidos. Dessas oito espécies o instituto destaca uma, completamente desconhecida até agora, que tem três sexos: macho, fêmea e hermafrodita.

Para sobreviverem neste lago altamente salgado, as espécies revelaram ter uma grande resistência ao arsénico, fazendo delas “extremófilos” — organismos que conseguem sobreviver em condições geoquímicas extremas, prejudiciais à maioria das outras formas de vida na Terra.

O verme, temporariamente baptizado de Auanema sp., consegue sobreviver com níveis de arsénico 500 vezes superiores aos sustentados por seres humanos.

O New Atlas explica que o hermafroditismo é relativamente comum no reino dos invertebrados, mas que no caso deste verme as coisas são algo diferentes. Os típicos nemátodes só se dividem em dois géneros: machos e hermafroditas. Contudo, neste caso, foram encontrados exemplares do sexo feminino.

Os investigadores notaram que havia quase tantos hermafroditas como machos e fêmeas. Estes conseguem reproduzirem-se sozinhos, não precisando de um parceiro sexual. Os cientistas repararam também que nos primeiros ciclos reprodutivos, os vermes tendiam a ter machos ou fêmeas. À medida que envelheciam, havia uma maior probabilidade de terem crias hermafroditas.

“Uma possível explicação para este ciclo de vida de três sexos é que fêmeas e machos podem ajudar a manter a diversidade genética por meio de recombinação sexual, enquanto os hermafroditas podem-se dispersar em novos ambientes e estabelecer novas populações — já que eles podem aumentar a população por si próprios”, disse James Siho Lee, co-autor do estudo.

“Os extremófilos podem mostrar-nos muito sobre estratégias inovadoras para lidar com o stress”, disse o líder da equipa de investigadores, Pei-Yin Shih, citado pela Sputnik News. O estudo foi publicado na semana passada na revista científica Current Biology.

“O nosso estudo mostra que ainda temos muito que aprender sobre como estes animais de mil células dominaram a sobrevivência em ambientes extremos”, reconheceu.

ZAP //

Por ZAP
2 Outubro, 2019

 

1724: Surgiu um lago gigante no Vale da Morte, o lugar mais seco da América do Norte

(CC0/PD) pxhere

O Vale da Morte, o lugar mais quente e seco da América do Norte, não é conhecido por chuvas recorde ou lagos gigantes. Mas, depois de uma tempestade ter passado pelo deserto, algo estranho aconteceu.

Elliott McGucken, um fotógrafo, estava a tentar chegar a Badwater Basin, onde pensava que poderia haver inundações, quando viu o lago gigante. “É uma sensação surreal ver tanta água no lugar mais seco do mundo”, disse McGucken à SF Gate. “Há uma ironia mesmo que não tenha conseguido chegar à Badwater Basin. No geral, acho que estas fotografias são, provavelmente, mais únicas.”

Ele publicou fotos do lago temporário de 16 quilómetros de extensão, com o Panamint Range ao fundo, no Instagram.

Não é precisa muita água para um lago emergir neste lugar incrivelmente árido. “Como a água não é prontamente absorvida no ambiente do deserto, mesmo chuvas moderadas podem causar inundações no Vale da Morte”, explicou Chris Dolce, meteorologista da Weather.com. “A inundação pode acontecer mesmo quando não está a chover. Normalmente, riachos secos ou arroios podem ficar inundados devido à chuva a montante.”

O Vale da Morte está localizado no leste da Califórnia. Durante o verão, pode ser um dos lugares mais quentes do mundo. Em 1972, registou a mais alta temperatura da superfície terrestre natural da Terra, com 93,9ºC. Nos últimos dois anos, é o lugar onde se marca o mês mais quente medido no planeta.

É também o lugar mais seco da América do Norte. Num ano normal, o Vale da Morte só recebe cerca de 60 milímetros de água da chuva. As chuvas do Vale da Morte em 5 e 6 de Março foram de 22 milímetros – quase o triplo de toda a precipitação média de Março.

“Tempestades raras trazem vastos campos de flores silvestres. Oásis exuberantes abrigam minúsculos peixes e refúgio para a vida selvagem e para os humanos”, explica o Serviço Nacional de Parques. “Apesar de seu nome mórbido, uma grande diversidade de vida sobrevive no Vale da Morte.”

ZAP // Science Alert

Por ZAP
16 Março, 2019

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1647: Catástrofe vulcânica ameaça a vida de 200 mil pessoas na Califórnia

(CC0/PD) 12019 / pixabay

Especialistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) acreditam que a Califórnia pode estar sob perigo. O estado norte-americano tem sete vulcões activos.

Os habitantes da região da Califórnia podem ter mais que se preocupar do que um terramoto. O verdadeiro perigo, na realidade, poderá ser uma forte erupção de um dos vulcões circundantes. Isto tendo em conta que, no último milénio, ocorreram pelo menos dez erupções.

No estudo, publicado a 25 de Fevereiro pela USGS, os geólogos envolvidos admitem que “futuras erupções vulcânicas são inevitáveis”. As consequências dos sete vulcões activos incluem ainda “terramotos vulcânicos e emissão de gases tóxicos”.

Os investigadores da USGS criaram um mapa com as zonas mais vulneráveis, nas quais vive ou trabalha um total de 200 mil pessoas. Os vulcões Shasta, Medicine Lake e o centro vulcânico Lassen são considerados os de maior risco.

Só na zona territorial perto do vulcão Shasta vivem mais de 100 mil pessoas, que poderão ter as suas casas em risco, caso se verifique uma forte erupção vulcânica. De acordo com a LiveScience, os geólogos calculam que há uma probabilidade de 16% de, nos próximos 30 anos, uma grande erupção abalar estes territórios.

À parte do perigo da actividade vulcânica na zona da Califórnia, os investigadores determinaram, agora, que há uma probabilidade de 22% de um terramoto na famosa falha de San Andreas. De relembrar, que um estudo realizado pela USGS em 2008, previa uma probabilidade de 99% de haver um terramoto na Califórnia nos próximos 30 anos.

Mas enquanto os habitantes do estado da Califórnia vivem assombrados com a possibilidade de um terramoto ou de uma erupção vulcânica, os turistas continuam a ver a Cali como um paraíso de eleição para férias.

ZAP // LiveScience

Por ZAP
28 Fevereiro, 2019

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1233: Raro polvo-Dumbo filmado nas águas profundas do Pacífico

CIÊNCIA

Nas águas profundas do Pacífico, ao largo da costa do estado norte-americano da Califórnia, uma equipa de cientistas marinhos teve a sorte de capturar uma rara e maravilhosa aparição: um fantástico polvo Dumbo.

Apesar de serem absolutamente adoráveis, é muito difícil observar polvos Dumbo (Grimpoteuthis) frequentemente, uma vez que esta espécie vive bastante abaixo da superfície do oceano, onde raramente os humanos se aventuram.

Felizmente, a equipe de E/V Nautilus é capaz de explorar estas profundidades com a ajuda de veículos subaquáticos operados remotamente, como o ROV Hercules. Actualmente, a sua expedição passa por estudar o Davidson Seamount, um vulcão extinto no Santuário Marinho Nacional da Baía de Monterey, na Califórnia.

Esta é uma captura em vídeo excepcional e a reacção dos cientistas vai exactamente nesse sentido: “Meu Deus é o pequeno Dumbo?”, indagou um especialista, repetindo-se quase de imediato de um coro entoando “Dumbo”, “Meu Deus”, “Tão bom!”.

Filmadas pela câmara de alta resolução do ROV Hercules, as imagens capturaram detalhes extraordinários do cefalópode enquanto este vai girando, ondulando o seu manto, virando e batendo as barbatanas nas laterais da sua cabeça, de forma semelhante às orelhas do célebre elefante dos desenhos animados da Disney, o Dumbo.

Normalmente, esta espécie de polvos mede cerca de 20 a 30 centímetros, embora um espécime incomum já tenha sido registado com quase 2 metros de comprimento.

A três quilómetros de profundidade, a região onde este incrível Dumbo foi avistado é conhecida como um oásis, uma espécie de jardim de águas profundas com corais e esponjas – e está repleto de polvos!

Recentemente, numa outra expedição na mesma área, a equipa descobriu o maior berçário de polvos do mundo, tendo contabilizado mais de mil espécimes de Muusoctopus robustus, enrolados em si mesmos, de forma a proteger os seus ovos.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
3 Novembro, 2018

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942: Descobertas três novas espécies de primatas extintas há 40 milhões de anos

CIÊNCIA

Os primatas seriam de pequenas dimensões, não chegando a pesar 1 quilo

Paleontólogos da Universidade do Texas, em Austin, identificaram três novas espécies de primatas que pesavam menos de um quilo e viveram há 42 ou 46 milhões de anos no Eoceno, a segunda época da era Cenozoica.

As três novas espécies descritas – Ekwiiyemakius walshi, Gunnelltarsius randalli e Brontomomys cerutti – pertencem à Omomyinae, uma subfamília dos primatas primitivos, de acordo com o estudo publicado na semana passada no Journal of Human Evolution. 

Os fósseis que levaram à identificação das espécies foram encontrados na Friars Formation, uma formação geológica localizada no sul da Califórnia que, na época, exibia vastos bosques tropicais, revela a Europa Press.

Desde da década de 1930, vários fósseis de primatas foram descobertos em arenitos e pedras argilosas que compõem a formação geológica no Condado de San Diego.

O paleontólogo Stephen Walsh e a equipa do Museu de História Natural de San Diego (SDNHM) construíram uma grande colecção de primatas fósseis da área, mas Walsh foi incapaz de descrever estes espécimes antes da sua morte, em 2007.

Uma década depois, Amy Atwater, estudante da Universidade de Austin, e o professor de antropologia Chris Kirk aceitaram o desafio e concluíram o trabalho iniciado por Walsh, descrevendo e nomeando os três primatas até agora desconhecidos.

Com a descoberta o número de primatas omomyne do Eoceno encontrados na formação de San Diego sobe de 15 para 18.

“Acrescentar estes três primatas fornece uma melhor compreensão sobre a diversidade dos primatas no Médio Eoceno”, explicou Atwater.

“Pesquisas anteriores nas bacias de Rocky Mountains sugeriam que a diversidade de primatas tinha diminuído durante este período contudo, nos defendemos que a diversidade aumentou simultaneamente noutros lugares”, sustentou a investigadora.

Através da análise dos dentes dos fósseis, os investigadores concluíram que estes seriam pequenos primatas, pensando entre 113 a 796 gramas – tamanho semelhante aos lémures.

“Os dentes podem dizer-nos muito sobre a história evolutiva e dão-nos uma noção sobre o tamanho e a dieta alimentar do primata extinto”, explicou Kurt, recordando que o “esmalte é o tecido mais duro do corpo”. E, também por isso, “é mais provável que os dentes se mantenham preservados no registo fóssil”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
31 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto original)

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937: Grande terramoto no Anel de Fogo do Pacífico pode destruir a Califórnia

CIÊNCIA

A enorme actividade sísmica sentida nos últimos dias no Anel de Fogo do Pacífico tem provocado o caos, causando ainda forte preocupação entre os cientistas que acreditam que este pode ser o prenúncio de um terramoto muito mais forte.

De acordo com USGS, Serviço Geológico dos Estados Unidos, em apenas 48 horas ocorreram 69 terremotos, 16 dos quais foram classificados como muito fortes, isto é, de magnitude de 4.5 ou superior. O território mais afectado foi o das ilhas Fiji.

Segundo o Daily Mail, os cientistas descrevem o “grande terremoto” – apelidado vulgarmente como the Big One – como um sismo de magnitude superior a 8 – desastre cuja magnitude provavelmente causaria uma destruição maciça na Califórnia.

O último terremoto a atingir o estado norte-americano, com uma magnitude de 7.9, ocorreu em 1906. Nesse ano, 80% da cidade de São Francisco – uma das mais populosas dos EUA – ficou destruída. O desastre fez mais de 3 mil vítimas mortais.

Passaram mais de 100 anos desde esse trágico Big One, mas segundo alguns cientistas,  é possível que um terramoto semelhante esteja à espreita.

Um estudo de 2008 do USGS sugere que há uma probabilidade de mais de 99% de um terramoto de magnitude igual ou superior a 6.7 atingir a área da Califórnia nos 30 anos seguintes. Em 2015, também o Jet Propulsion Laboratory da NASA previa a ocorrência de uma catástrofe em Los Angeles nos 3 anos seguintes – que entretanto, já passaram.

De acordo com os cientistas, ocorreu a 19 de Agosto mais um sismo no Anel de Fogo, desta vez de magnitude 8.2, com epicentro a uma profundidade de 550 quilómetros. Os moradores das ilhas Fiji e da Califórnia não foram atingidos porque o epicentro foi demasiado profundo para causar um tsunami.

“Estamos a acompanhar a situação e algumas pessoas sentiram o sismo, mas foi um terramoto muito profundo“, explicou à Reuters o director do Departamento de Recursos Minerais das ilhas Fiji, Apete Soro.

O Anel de Fogo do Pacífico é um arco de linhas de falhas na Bacia do Pacífico com mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 continuam activos. A região, com grande actividade sísmica e vulcânica, regista cerca de sete mil terramotos por ano – na sua grande maioria moderados.

Gringer / wikimedia
Anel de Fogo do Pacífico

Este Anel de Fogo apanha em cheio toda a Califórnia – razão pela qual os 69 sismos que se fizeram sentir nos últimos dias levantam na população do estado norte-americano o temor de que o temível Big One de que os cientistas falam possa estar mais perto do que se deseja.

Por ZAP
30 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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676: Imperceptíveis “terramotos lentos” na falha de Santo André podem causar uma catástrofe

Ikluft / Wiklimedia
A Falha de Santo André estende-se ao longo de 1290km, na costa leste dos Estados Unidos.

O risco sísmico na Califórnia pode ser maior do que pensávamos. Há 75% de probabilidade de ocorrer um terramoto de magnitude 7 (ou mais) nas próximas três décadas.

Foram descobertos movimentos totalmente inesperados na área central da falha de Santo André, na Califórnia, Estados Unidos.

Cientistas da Universidade do Arizona revelaram que nesta área da falha, que tem cerca de 145 quilómetros de comprimento, há “terramotos lentos” que não são notados pelas pessoas, mas que podem ser um autêntico perigo, podendo desencadear terramotos poderosos no futuro.

Até agora, pensava-se que os movimentos lentos e estáveis nessa área da falha de Santo André permitiam libertar a energia que se acumula nessa área. No entanto, o novo estudo, publicado esta segunda-feira na Nature Geoscience, sugere que esses movimentos tectónicos são mais intensos e esporádicos.

“Descobrimos que essa parte da falha tem um movimento médio de cerca de três centímetros por ano”, afirma Mostafa Khoshmanesh, um dos autores do recente estudo. “Às vezes, esse movimento estagna completamente, mas há outras em que essa área se desloca até 10 centímetros por ano.”

Estes episódios lentos e esporádicos levam a uma aumento da pressão nos segmentos fechados da falha a norte e sul da secção central, explica Manoochehr Shirzaei, outro investigador. Essas secções, lembra o cientista, já experimentaram dois terramotos de magnitude 7,9 em 1857 em Fort Tejon e em 1906, em San Francisco.

M. Khoshmanesh / ASU

“Com base nas nossas observações, acreditamos que o risco sísmico na Califórnia varia com o tempo e é provavelmente maior do que pensávamos até agora“, diz Shirzaei. O cientista adverte para a importância de incluir estimativas precisas desse risco variável nos sistemas de previsão de terramotos, de modo a diminuir as consequências.

De acordo com os modelos actuais, sublinha Khoshmanesh, há uma probabilidade de um terramoto de magnitude 7, ou mais, ocorrer tanto a sul como no norte da Califórnia nas próximas três décadas. Os cientistas manter-se-ão atentos.

ZAP // RT

Por ZAP
21 Junho, 2018

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481: Há uma “bomba relógio” por baixo da Califórnia que vai provocar um grande sismo

Um perigo iminente assola a região de São Francisco, na Califórnia, nos EUA, e pode provocar um grande sismo a qualquer momento. A culpa é da fractura tectónica Hayward que é “uma bomba-relógio” prestes a explodir.

O alerta é do Serviço Geológico dos EUA, conhecido pela sigla USGS, que no âmbito de uma investigação a que chama o “cenário do terramoto HayWired”, prevê os impactos causados por um sismo de magnitude 7.0, provocado pela Fractura de Hayward.

Esta fractura de 83 quilómetros passa por algumas das cidades mais habitadas da Baía de de São Francisco, onde moram mais de dois milhões de pessoas. No caso de um terramoto de magnitude 7.0, vão morrer centenas de pessoas, segundo os especialistas ouvidos pelo jornal Los Angeles Times (LAT).

O geólogo de terramotos do USGS, David Schwartz, alerta que a fractura Hayward é considerada uma “bomba-relógio tectónica” que “está à espera para explodir”, conforme declarações àquele diário.

Este especialista refere que a falha tectónica produz, em média, um grande terramoto a cada 150 a 160 anos. O último grande sismo provocado pela fractura Hayward foi de magnitude 6.8 e está prestes a completar 141 anos, no próximo dia 21 de Outubro, conforme dados do USGS.

“Mesmo considerando as incertezas, estamos definitivamente mais perto do próximo do que estamos longe dele”, avisa David Schwartz.

O último grande sismo da zona, ocorrido em 1989 e com magnitude 6.9, teve epicentro em Loma Prieta e causou cerca de 60 mortes e 10 mil milhões de dólares em danos. O “cenário HayWired” prevê consequências “10 vezes” mais dramáticas, caso ocorra um terramoto de 7.0 nos próximos tempos, com os danos a atingirem mais de 100 mil milhões de dólares, frisa o LAT.

A fractura Hayward é considerada mais perigosa do que a falha de S. Andreas que provocou o grande sismo de 1906 que destruiu São Francisco, há mais de uma década.

Em caso de um novo e grande abalo provocado pela falha tectónica, cerca de 800 pessoas poderiam morrer e mais de 18 mil ficar feridas no seguimento de um sismo de 7.0, com epicentro por baixo da cidade de Oakland, nota o LAT.

Além disso, milhares de outras pessoas morreriam devido aos incêndios provocados pelo sismo, devido a danos nos gasodutos. Mais de 150 mil casas ficariam destruídas, afectando meio milhão de habitantes.

E mesmo com os requisitos de segurança que são obrigatórios nas construções na Califórnia, o terramoto de 7.0 levaria 8.000 edifícios ao colapso e cerca de 100.000 ficariam inacessíveis, por estarem demasiado danificados. Isto geraria um problema habitacional enorme, com milhares de pessoas deslocadas.

Por outro lado, as cidades afectadas ficariam impossibilitadas do acesso a água potável durante cerca de seis meses, pelo menos.

As autoridades norte-americanas têm tomado diversas medidas, nos últimos anos, no sentido de proteger as populações para um eventual cenário de terramoto, mas “a maior parte da região continua vulnerável”, notam os especialistas ouvidos pelo LAT.

SV, ZAP //

Por SV
21 Abril, 2018

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