1724: Surgiu um lago gigante no Vale da Morte, o lugar mais seco da América do Norte

(CC0/PD) pxhere

O Vale da Morte, o lugar mais quente e seco da América do Norte, não é conhecido por chuvas recorde ou lagos gigantes. Mas, depois de uma tempestade ter passado pelo deserto, algo estranho aconteceu.

Elliott McGucken, um fotógrafo, estava a tentar chegar a Badwater Basin, onde pensava que poderia haver inundações, quando viu o lago gigante. “É uma sensação surreal ver tanta água no lugar mais seco do mundo”, disse McGucken à SF Gate. “Há uma ironia mesmo que não tenha conseguido chegar à Badwater Basin. No geral, acho que estas fotografias são, provavelmente, mais únicas.”

Ele publicou fotos do lago temporário de 16 quilómetros de extensão, com o Panamint Range ao fundo, no Instagram.

Não é precisa muita água para um lago emergir neste lugar incrivelmente árido. “Como a água não é prontamente absorvida no ambiente do deserto, mesmo chuvas moderadas podem causar inundações no Vale da Morte”, explicou Chris Dolce, meteorologista da Weather.com. “A inundação pode acontecer mesmo quando não está a chover. Normalmente, riachos secos ou arroios podem ficar inundados devido à chuva a montante.”

O Vale da Morte está localizado no leste da Califórnia. Durante o verão, pode ser um dos lugares mais quentes do mundo. Em 1972, registou a mais alta temperatura da superfície terrestre natural da Terra, com 93,9ºC. Nos últimos dois anos, é o lugar onde se marca o mês mais quente medido no planeta.

É também o lugar mais seco da América do Norte. Num ano normal, o Vale da Morte só recebe cerca de 60 milímetros de água da chuva. As chuvas do Vale da Morte em 5 e 6 de Março foram de 22 milímetros – quase o triplo de toda a precipitação média de Março.

“Tempestades raras trazem vastos campos de flores silvestres. Oásis exuberantes abrigam minúsculos peixes e refúgio para a vida selvagem e para os humanos”, explica o Serviço Nacional de Parques. “Apesar de seu nome mórbido, uma grande diversidade de vida sobrevive no Vale da Morte.”

ZAP // Science Alert

Por ZAP
16 Março, 2019

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1647: Catástrofe vulcânica ameaça a vida de 200 mil pessoas na Califórnia

(CC0/PD) 12019 / pixabay

Especialistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) acreditam que a Califórnia pode estar sob perigo. O estado norte-americano tem sete vulcões activos.

Os habitantes da região da Califórnia podem ter mais que se preocupar do que um terramoto. O verdadeiro perigo, na realidade, poderá ser uma forte erupção de um dos vulcões circundantes. Isto tendo em conta que, no último milénio, ocorreram pelo menos dez erupções.

No estudo, publicado a 25 de Fevereiro pela USGS, os geólogos envolvidos admitem que “futuras erupções vulcânicas são inevitáveis”. As consequências dos sete vulcões activos incluem ainda “terramotos vulcânicos e emissão de gases tóxicos”.

Os investigadores da USGS criaram um mapa com as zonas mais vulneráveis, nas quais vive ou trabalha um total de 200 mil pessoas. Os vulcões Shasta, Medicine Lake e o centro vulcânico Lassen são considerados os de maior risco.

Só na zona territorial perto do vulcão Shasta vivem mais de 100 mil pessoas, que poderão ter as suas casas em risco, caso se verifique uma forte erupção vulcânica. De acordo com a LiveScience, os geólogos calculam que há uma probabilidade de 16% de, nos próximos 30 anos, uma grande erupção abalar estes territórios.

À parte do perigo da actividade vulcânica na zona da Califórnia, os investigadores determinaram, agora, que há uma probabilidade de 22% de um terramoto na famosa falha de San Andreas. De relembrar, que um estudo realizado pela USGS em 2008, previa uma probabilidade de 99% de haver um terramoto na Califórnia nos próximos 30 anos.

Mas enquanto os habitantes do estado da Califórnia vivem assombrados com a possibilidade de um terramoto ou de uma erupção vulcânica, os turistas continuam a ver a Cali como um paraíso de eleição para férias.

ZAP // LiveScience

Por ZAP
28 Fevereiro, 2019

1233: Raro polvo-Dumbo filmado nas águas profundas do Pacífico

CIÊNCIA

Nas águas profundas do Pacífico, ao largo da costa do estado norte-americano da Califórnia, uma equipa de cientistas marinhos teve a sorte de capturar uma rara e maravilhosa aparição: um fantástico polvo Dumbo.

Apesar de serem absolutamente adoráveis, é muito difícil observar polvos Dumbo (Grimpoteuthis) frequentemente, uma vez que esta espécie vive bastante abaixo da superfície do oceano, onde raramente os humanos se aventuram.

Felizmente, a equipe de E/V Nautilus é capaz de explorar estas profundidades com a ajuda de veículos subaquáticos operados remotamente, como o ROV Hercules. Actualmente, a sua expedição passa por estudar o Davidson Seamount, um vulcão extinto no Santuário Marinho Nacional da Baía de Monterey, na Califórnia.

Esta é uma captura em vídeo excepcional e a reacção dos cientistas vai exactamente nesse sentido: “Meu Deus é o pequeno Dumbo?”, indagou um especialista, repetindo-se quase de imediato de um coro entoando “Dumbo”, “Meu Deus”, “Tão bom!”.

Filmadas pela câmara de alta resolução do ROV Hercules, as imagens capturaram detalhes extraordinários do cefalópode enquanto este vai girando, ondulando o seu manto, virando e batendo as barbatanas nas laterais da sua cabeça, de forma semelhante às orelhas do célebre elefante dos desenhos animados da Disney, o Dumbo.

Normalmente, esta espécie de polvos mede cerca de 20 a 30 centímetros, embora um espécime incomum já tenha sido registado com quase 2 metros de comprimento.

A três quilómetros de profundidade, a região onde este incrível Dumbo foi avistado é conhecida como um oásis, uma espécie de jardim de águas profundas com corais e esponjas – e está repleto de polvos!

Recentemente, numa outra expedição na mesma área, a equipa descobriu o maior berçário de polvos do mundo, tendo contabilizado mais de mil espécimes de Muusoctopus robustus, enrolados em si mesmos, de forma a proteger os seus ovos.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
3 Novembro, 2018

 

942: Descobertas três novas espécies de primatas extintas há 40 milhões de anos

CIÊNCIA

Os primatas seriam de pequenas dimensões, não chegando a pesar 1 quilo

Paleontólogos da Universidade do Texas, em Austin, identificaram três novas espécies de primatas que pesavam menos de um quilo e viveram há 42 ou 46 milhões de anos no Eoceno, a segunda época da era Cenozoica.

As três novas espécies descritas – Ekwiiyemakius walshi, Gunnelltarsius randalli e Brontomomys cerutti – pertencem à Omomyinae, uma subfamília dos primatas primitivos, de acordo com o estudo publicado na semana passada no Journal of Human Evolution. 

Os fósseis que levaram à identificação das espécies foram encontrados na Friars Formation, uma formação geológica localizada no sul da Califórnia que, na época, exibia vastos bosques tropicais, revela a Europa Press.

Desde da década de 1930, vários fósseis de primatas foram descobertos em arenitos e pedras argilosas que compõem a formação geológica no Condado de San Diego.

O paleontólogo Stephen Walsh e a equipa do Museu de História Natural de San Diego (SDNHM) construíram uma grande colecção de primatas fósseis da área, mas Walsh foi incapaz de descrever estes espécimes antes da sua morte, em 2007.

Uma década depois, Amy Atwater, estudante da Universidade de Austin, e o professor de antropologia Chris Kirk aceitaram o desafio e concluíram o trabalho iniciado por Walsh, descrevendo e nomeando os três primatas até agora desconhecidos.

Com a descoberta o número de primatas omomyne do Eoceno encontrados na formação de San Diego sobe de 15 para 18.

“Acrescentar estes três primatas fornece uma melhor compreensão sobre a diversidade dos primatas no Médio Eoceno”, explicou Atwater.

“Pesquisas anteriores nas bacias de Rocky Mountains sugeriam que a diversidade de primatas tinha diminuído durante este período contudo, nos defendemos que a diversidade aumentou simultaneamente noutros lugares”, sustentou a investigadora.

Através da análise dos dentes dos fósseis, os investigadores concluíram que estes seriam pequenos primatas, pensando entre 113 a 796 gramas – tamanho semelhante aos lémures.

“Os dentes podem dizer-nos muito sobre a história evolutiva e dão-nos uma noção sobre o tamanho e a dieta alimentar do primata extinto”, explicou Kurt, recordando que o “esmalte é o tecido mais duro do corpo”. E, também por isso, “é mais provável que os dentes se mantenham preservados no registo fóssil”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
31 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto original)

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937: Grande terramoto no Anel de Fogo do Pacífico pode destruir a Califórnia

CIÊNCIA

A enorme actividade sísmica sentida nos últimos dias no Anel de Fogo do Pacífico tem provocado o caos, causando ainda forte preocupação entre os cientistas que acreditam que este pode ser o prenúncio de um terramoto muito mais forte.

De acordo com USGS, Serviço Geológico dos Estados Unidos, em apenas 48 horas ocorreram 69 terremotos, 16 dos quais foram classificados como muito fortes, isto é, de magnitude de 4.5 ou superior. O território mais afectado foi o das ilhas Fiji.

Segundo o Daily Mail, os cientistas descrevem o “grande terremoto” – apelidado vulgarmente como the Big One – como um sismo de magnitude superior a 8 – desastre cuja magnitude provavelmente causaria uma destruição maciça na Califórnia.

O último terremoto a atingir o estado norte-americano, com uma magnitude de 7.9, ocorreu em 1906. Nesse ano, 80% da cidade de São Francisco – uma das mais populosas dos EUA – ficou destruída. O desastre fez mais de 3 mil vítimas mortais.

Passaram mais de 100 anos desde esse trágico Big One, mas segundo alguns cientistas,  é possível que um terramoto semelhante esteja à espreita.

Um estudo de 2008 do USGS sugere que há uma probabilidade de mais de 99% de um terramoto de magnitude igual ou superior a 6.7 atingir a área da Califórnia nos 30 anos seguintes. Em 2015, também o Jet Propulsion Laboratory da NASA previa a ocorrência de uma catástrofe em Los Angeles nos 3 anos seguintes – que entretanto, já passaram.

De acordo com os cientistas, ocorreu a 19 de Agosto mais um sismo no Anel de Fogo, desta vez de magnitude 8.2, com epicentro a uma profundidade de 550 quilómetros. Os moradores das ilhas Fiji e da Califórnia não foram atingidos porque o epicentro foi demasiado profundo para causar um tsunami.

“Estamos a acompanhar a situação e algumas pessoas sentiram o sismo, mas foi um terramoto muito profundo“, explicou à Reuters o director do Departamento de Recursos Minerais das ilhas Fiji, Apete Soro.

O Anel de Fogo do Pacífico é um arco de linhas de falhas na Bacia do Pacífico com mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 continuam activos. A região, com grande actividade sísmica e vulcânica, regista cerca de sete mil terramotos por ano – na sua grande maioria moderados.

Gringer / wikimedia
Anel de Fogo do Pacífico

Este Anel de Fogo apanha em cheio toda a Califórnia – razão pela qual os 69 sismos que se fizeram sentir nos últimos dias levantam na população do estado norte-americano o temor de que o temível Big One de que os cientistas falam possa estar mais perto do que se deseja.

Por ZAP
30 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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676: Imperceptíveis “terramotos lentos” na falha de Santo André podem causar uma catástrofe

Ikluft / Wiklimedia
A Falha de Santo André estende-se ao longo de 1290km, na costa leste dos Estados Unidos.

O risco sísmico na Califórnia pode ser maior do que pensávamos. Há 75% de probabilidade de ocorrer um terramoto de magnitude 7 (ou mais) nas próximas três décadas.

Foram descobertos movimentos totalmente inesperados na área central da falha de Santo André, na Califórnia, Estados Unidos.

Cientistas da Universidade do Arizona revelaram que nesta área da falha, que tem cerca de 145 quilómetros de comprimento, há “terramotos lentos” que não são notados pelas pessoas, mas que podem ser um autêntico perigo, podendo desencadear terramotos poderosos no futuro.

Até agora, pensava-se que os movimentos lentos e estáveis nessa área da falha de Santo André permitiam libertar a energia que se acumula nessa área. No entanto, o novo estudo, publicado esta segunda-feira na Nature Geoscience, sugere que esses movimentos tectónicos são mais intensos e esporádicos.

“Descobrimos que essa parte da falha tem um movimento médio de cerca de três centímetros por ano”, afirma Mostafa Khoshmanesh, um dos autores do recente estudo. “Às vezes, esse movimento estagna completamente, mas há outras em que essa área se desloca até 10 centímetros por ano.”

Estes episódios lentos e esporádicos levam a uma aumento da pressão nos segmentos fechados da falha a norte e sul da secção central, explica Manoochehr Shirzaei, outro investigador. Essas secções, lembra o cientista, já experimentaram dois terramotos de magnitude 7,9 em 1857 em Fort Tejon e em 1906, em San Francisco.

M. Khoshmanesh / ASU

“Com base nas nossas observações, acreditamos que o risco sísmico na Califórnia varia com o tempo e é provavelmente maior do que pensávamos até agora“, diz Shirzaei. O cientista adverte para a importância de incluir estimativas precisas desse risco variável nos sistemas de previsão de terramotos, de modo a diminuir as consequências.

De acordo com os modelos actuais, sublinha Khoshmanesh, há uma probabilidade de um terramoto de magnitude 7, ou mais, ocorrer tanto a sul como no norte da Califórnia nas próximas três décadas. Os cientistas manter-se-ão atentos.

ZAP // RT

Por ZAP
21 Junho, 2018

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481: Há uma “bomba relógio” por baixo da Califórnia que vai provocar um grande sismo

Um perigo iminente assola a região de São Francisco, na Califórnia, nos EUA, e pode provocar um grande sismo a qualquer momento. A culpa é da fractura tectónica Hayward que é “uma bomba-relógio” prestes a explodir.

O alerta é do Serviço Geológico dos EUA, conhecido pela sigla USGS, que no âmbito de uma investigação a que chama o “cenário do terramoto HayWired”, prevê os impactos causados por um sismo de magnitude 7.0, provocado pela Fractura de Hayward.

Esta fractura de 83 quilómetros passa por algumas das cidades mais habitadas da Baía de de São Francisco, onde moram mais de dois milhões de pessoas. No caso de um terramoto de magnitude 7.0, vão morrer centenas de pessoas, segundo os especialistas ouvidos pelo jornal Los Angeles Times (LAT).

O geólogo de terramotos do USGS, David Schwartz, alerta que a fractura Hayward é considerada uma “bomba-relógio tectónica” que “está à espera para explodir”, conforme declarações àquele diário.

Este especialista refere que a falha tectónica produz, em média, um grande terramoto a cada 150 a 160 anos. O último grande sismo provocado pela fractura Hayward foi de magnitude 6.8 e está prestes a completar 141 anos, no próximo dia 21 de Outubro, conforme dados do USGS.

“Mesmo considerando as incertezas, estamos definitivamente mais perto do próximo do que estamos longe dele”, avisa David Schwartz.

O último grande sismo da zona, ocorrido em 1989 e com magnitude 6.9, teve epicentro em Loma Prieta e causou cerca de 60 mortes e 10 mil milhões de dólares em danos. O “cenário HayWired” prevê consequências “10 vezes” mais dramáticas, caso ocorra um terramoto de 7.0 nos próximos tempos, com os danos a atingirem mais de 100 mil milhões de dólares, frisa o LAT.

A fractura Hayward é considerada mais perigosa do que a falha de S. Andreas que provocou o grande sismo de 1906 que destruiu São Francisco, há mais de uma década.

Em caso de um novo e grande abalo provocado pela falha tectónica, cerca de 800 pessoas poderiam morrer e mais de 18 mil ficar feridas no seguimento de um sismo de 7.0, com epicentro por baixo da cidade de Oakland, nota o LAT.

Além disso, milhares de outras pessoas morreriam devido aos incêndios provocados pelo sismo, devido a danos nos gasodutos. Mais de 150 mil casas ficariam destruídas, afectando meio milhão de habitantes.

E mesmo com os requisitos de segurança que são obrigatórios nas construções na Califórnia, o terramoto de 7.0 levaria 8.000 edifícios ao colapso e cerca de 100.000 ficariam inacessíveis, por estarem demasiado danificados. Isto geraria um problema habitacional enorme, com milhares de pessoas deslocadas.

Por outro lado, as cidades afectadas ficariam impossibilitadas do acesso a água potável durante cerca de seis meses, pelo menos.

As autoridades norte-americanas têm tomado diversas medidas, nos últimos anos, no sentido de proteger as populações para um eventual cenário de terramoto, mas “a maior parte da região continua vulnerável”, notam os especialistas ouvidos pelo LAT.

SV, ZAP //

Por SV
21 Abril, 2018

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