2969: Asteróide passou incrivelmente perto da Terra (e só foi notado minutos antes)

CIÊNCIA

lwpkommunikacio / Flickr

Um pequeno asteróide passou esta quinta-feira muito perto da Terra, sendo apenas detectado menos de uma hora antes da sua aproximação máxima.

O objecto espacial, baptizado de C0PPEV1, foi inicialmente detectado pelo US Catalina Sky Survey, sendo depois rastreado por vários outros observatórios norte-americano.

O asteróide passou a 6.200 quilómetros da Terra, passando sobre o sul da África a uma velocidade aproximada de 43.452 quilómetros por hora. O portal Earth Sky escreve mesmo que este corpo passou “incrivelmente perto” da Terra.

Tendo em conta a escala astronómica, este corpo rochoso passou realmente perto. Para termos de comparação, importa referir que os satélites de telecomunicações geo-estacionários orbitam a 35.786 quilómetros da Terra; a Estação Internacional Espacial (EEI), por sua vez, está a cerca de 400 quilómetros acima do nível do mar.

Os cientistas estimam, segundo Earth Sky, que o C0PPEV1 tenha um diâmetro entre 2 a 7 metros e, por isso, é muito pequeno para representar perigo para a Terra, mesmo num cenário de colisão com o nosso planeta.

Tony Dunn @tony873004

In about 45 minutes from now (now = 10/31/19 7:00 am PDT), newly-discovered #asteroid C0PPEV1 will pass only 6200 km above Earth’s surface. 45 minutes ago it was passing through Earth’s shadow.
This is much closer than our geostationary satellites. http://orbitsimulator.com/gravitySimulatorCloud/simulations/1572529210218_C0PPEV1.html 

De acordo com o mesmo portal, esta aproximação aponta vulnerabilidades na detecção deste tipo de corpos que podem ameaçar a Terra.

A NASA tem reunido esforços para melhorar a capacidade de detecção destes corpos rochosos. Em Abril último, uma equipa de astrónomos propôs uma nova estratégia para a detecção precoce de rochas espaciais em rota de colisão com a Terra, que consiste no rastreamento do calor que estes corpos rochosos emitem durante a sua trajectória.

“Se encontrarmos um objecto apenas alguns dias dias antes do impacto, as nossas opções são limitadas”, começou por explicar a cientista do Laboratório de Propulsão a Jacto da agência espacial norte-americana, Amy Mainzer.

“Por isso, concentramos os nossos esforços para encontrar NEOs (Near-Earth Object), quando estes se encontram ainda muito longe do planeta, fornecendo o máximo tempo possível e abrindo uma gama mais ampla de possibilidade para a mitigação” do objecto”.

Cientistas têm nova estratégia para detectar asteróides em rota de colisão com a Terra

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Por ZAP
6 Novembro, 2019