1944: Um buraco misterioso continua a abrir-se na Antárctida

CIÊNCIA

NASA

Em 1970, quando os satélites começaram a tirar fotografias da Terra, os cientistas notaram um misterioso buraco no mar de Lazarev, na Antárctida. No verão, a lacuna desapareceu e, durante décadas, o acontecimento não foi explicado.

Há um ano e meio, durante os meses mais frios de inverno, quando o gelo deveria estar denso, um gigantesco buraco de 9.500 quilómetros quadrados apareceu repentinamente no mesmo bloco de gelo. Dois meses depois, cresceu 740% antes de, mais uma vez, recuar com o gelo do verão.

Demorou décadas, mas os cientistas pensam que finalmente entendem por que razão isto continua a acontecer. Usando observações de satélite e dados de reanálise, investigadores da Universidade de Nova York em Abu Dhabi descobriram que os buracos efémeros, conhecidos como polínias, parecem ser cicatrizes de tempestades ciclónicas.

Em Setembro de 2017, quando o ar quente e o ar frio colidiram no Polo Sul, os autores explicaram que os ventos internos de um ciclone – atingindo 117 quilómetros por hora e ondas de 16 metros de altura – empurrou o bloco de gelo da Antárctida em todas as direcções e para longe do olho da tempestade.

A polínia resultante não é necessariamente má. Na verdade, as perfurações podem ser importantes, porque oferecem caminhos cruciais para a vida selvagem, incluindo focas e pinguins, e fornecem habitat para o fitoplâncton. Essas lacunas são poderosos influenciadores da atmosfera e um indicador potencial de mudança climática.

“Uma vez aberta, a polínia funciona como uma janela através do gelo marinho, transferindo enormes quantidades de energia durante o inverno entre o oceano e a atmosfera”, disse a cientista atmosférica Diana Francis, autora principal do estudo publicado na revista Journal of Geophysical Research: Atmospheres.

“Devido ao seu grande tamanho, os polínias no meio do mar impactam o clima regional e globalmente, à medida que modificam a circulação oceânica.” Embora os polínias não sejam necessariamente desastrosas, a sua presença pode ter um efeito sobre o clima.

A gama de factores que os buracos podem influenciar é surpreendente e o risco de ocorrerem com mais frequência é alto. Em climas mais quentes, estudos anteriores indicam que a actividade do ciclone nos pólos da Terra só se intensificará. Os ciclones extra-tropicais vão aproximar-se cada vez mais da Antárctida.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
8 Maio, 2019

 

506: Nem a NASA sabe o que são estes misteriosos círculos no gelo do Árctico

John Sonntag / Operation IceBridge / NASA
NASA fotografa misteriosos círculos no gelo do Árctico

Cientistas da NASA fotografaram estranhos padrões circulares no meio do Árctico que parecem buracos no gelo, onde as temperaturas são abaixo do ponto de congelamento mesmo nos dias mais agradáveis. Isso significa que há um mistério para resolver.

A agência espacial norte-americana sobrevoa as regiões árcticas e antárcticas da Terra há uma década, numa tentativa de entender as ligações entre os sistemas climáticos do mundo e observar o efeito do aquecimento global em alguns dos lugares mais frios do planeta.

As missões têm um nome digno de um filme do James Bond: Operation IceBridge, ou, em tradução livre, Operação Ponte de Gelo, explica o Washington Post.

A última pesquisa intensiva de seis meses nos dois hemisférios usa o conjunto mais sofisticado e inovador de instrumentos científicos existentes, incluindo altímetros a laser, tecnologia LIDAR e satélites da NASA.

Ainda assim, os cientistas não têm uma explicação científica oficial para o fenómeno bizarro visto recentemente.

“Vimos essas características circulares por apenas alguns minutos”, disse John Sonntag, cientista da missão, que fez a fotografia vista acima.

Sonntag tirou a fotografia a 14 de Abril, enquanto a Operação IceBridge pilotava um avião de pesquisa P-3 sobre uma parte do Mar de Beaufort que os cientistas não exploravam em detalhe desde 2013.

Parecem três buracos no meio do gelo, mas como?

Não contentes em manter a perplexidade para si, o pessoal da NASA apresentou a fotografia ao público, como o “Puzzler” de Abril deste ano. O “Puzzler” é uma competição mensal da NASA que pede para qualquer um descrever um misterioso objecto retratado.

A postagem não menciona que nem mesmo os cientistas da NASA podem resolver a questão, no entanto.

O público ofereceu algumas ideias interessantes. Por exemplo, os buracos podem ser remanescentes de meteoritos ou talvez lagos salgados. No entanto, os especialistas têm outra opinião.

Segundo o geofísico Don Perovich, o gelo dessa região é “provavelmente fino, macio, mole e um pouco flexível”. Isso significa que buracos podem ocorrer naturalmente, conforme corpos de água mais quentes alcançam a área, derretendo o gelo do mar, como sugere Chris Shuman, glaciologista do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA.

Ou talvez focas se tenham aproveitado do gelo mole para fazer buracos que lhes permitam respirar onde as fissuras no gelo não ocorrem naturalmente.

Walt Meier, cientista do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo dos EUA, disse que as características circundantes, aquelas áreas mais claras de gelo à volta dos buracos, “podem ser devidas a ondas de água que lavam a neve e o gelo quando as focas se projectam pelos buracos”.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
1 Maio, 2018

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=63f67c18_1525254849482]