4960: “Bola de fogo” cruzou o céu sobre o Mediterrâneo a 105 mil quilómetros por hora

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(CC0/PD) pxhere

Uma “bola de fogo” atravessou o mar Mediterrâneo e o norte de Marrocos na noite de quarta-feira, a 105.000 quilómetros por hora.

A bola de fogo foi observada por um projecto científico espanhol a uma velocidade de 105.000 quilómetros por hora e testemunhada por várias pessoas na Andaluzia, avança a EFE. O fenómeno foi provocado pela entrada de uma rocha de um cometa na atmosfera terrestre.

O acontecimento foi detectado pelos sensores do projecto Smart, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) dos observatórios de Calar Alto (Almeria), Sevilha e La Hita (Toledo) e Sierra Nevada pelas 22:10 de quarta-feira.

Segundo o principal investigador do projecto Smart, José María Madiedo, do IAA-CSIC, a “bola de fogo” foi registada às 22.10 horas (21.10 em Portugal continental) de quarta-feira.

O fenómeno deveu-se à entrada de uma rocha de um cometa na atmosfera terrestre, a cerca de 105.000 quilómetros por hora.

O choque com a atmosfera, a esta velocidade, fez com que a rocha se tornasse incandescente, gerando assim uma “bola de fogo” que teve início a uma altura de 105 quilómetros do Mediterrâneo e a cerca de 23 quilómetros da costa marroquina.

O fenómeno avançou para sudoeste até finalmente desaparecer, a 69 quilómetros de altura, depois de ter percorrido 72 quilómetros na atmosfera.

Os detectores do projecto SMART operam no âmbito da Rede Meteorológica e de Observação da Terra do Sudoeste da Europa (SWEMN), que visa monitorizar continuamente o céu, com o intuito de registar e estudar o impacto na atmosfera terrestre de rochas de diferentes objectos do Sistema Solar.

ZAP // Lusa

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16 Janeiro, 2021


4584: Meteorito “bola de fogo” está cheio de compostos orgânicos extraterrestres imaculados

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O fragmento de meteorito que caiu no Lago Strawberry que contém compostos orgânicos extraterrestres primitivos

O meteorito “bola de fogo”, que caiu num lago congelado em 2018, deu uma ideia aos cientistas de como se parecem estas rochas quando estão no Espaço.

Na noite de 16 de Janeiro de 2018, um meteorito “bola de fogo” cruzou o céu dos Estados Unidos e caiu no Lago Strawberry, no Michigan. Os cientistas usaram um radar meteorológico para descobrir onde caíram os fragmentos e conseguiram apanhá-los antes de a sua composição química ter sido alterada peça exposição à água líquida.

Agora, um novo estudo revela que este meteorito contém compostos orgânicos não contaminados que podem dar mais luzes sobre a origem da vida na Terra. Além disso, o meteorito pode dar uma ideia aos cientistas de como se parecem estas rochas quando estão no Espaço sideral.

A rocha “permaneceu incontaminada e pudemos ver que os minerais não foram muito alterados”, explicou Philipp Heck, curador do Field Museum, citado pelo Europa Press.

“Descobrimos que o meteorito continha um rico stock de compostos orgânicos extraterrestres”, que ” foram entregues à Terra primitiva por meteoritos e podem ter contribuído para os ingredientes da vida”.

Quando a bola de fogo atingiu o Michigan, os cientistas usaram o radar meteorológico da NASA para localizar os pedaços que caíram na Terra. Menos de dois dias depois, o caçador de meteoritos Robert Ward encontrou o primeiro fragmento na superfície gelada do Lago Strawberry, que foi doado ao Field Museum.

Depois de o analisaram, os investigadores concluíram que o meteorito era um condrito H4 – só 4% de todos os meteoritos que caem na Terra são deste tipo. Além disso, a rocha mostra uma “grande diversidade de matéria orgânica”.

O artigo científico com as descobertas foi publicado no dia 14 de Outubro na Meteoritics & Planetary Science.

ZAP //

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2 Novembro, 2020


3136: Bola de fogo vista na Austrália terá sido um mini-lua rara (e a Terra destruiu-a)

CIÊNCIA

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Bolas de fogo explodem na atmosfera da Terra a toda a hora. Porém, uma bola de fogo que explodiu sobre o deserto da Austrália em 2016 pode ter sido confundido erradamente com um meteoro qualquer.

Graças às câmaras da Desert Fireball Network, os astrónomos conseguiram verificar que a bola de fogo não era uma rocha espacial comum. Em vez disso, os dados de velocidade revelaram que a rocha provavelmente estava em órbita ao redor da Terra antes de atingir de se incendiar: um fenómeno conhecido como um orbitador capturado temporariamente ou, coloquialmente, uma mini-lua.

Com seis câmaras espalhadas por centenas de quilómetros no deserto australiano, a bola de fogo que apareceu no céu em 22 de Agosto de 2016 foi observada em grande detalhe. Os investigadores, liderados pelo cientista planetário Patrick Shober da Universidade Curtin, na Austrália, determinaram a velocidade do objecto (11 quilómetros por segundo) e a trajectória (quase vertical).

A velocidade lenta indica, de acordo com o estudo publicado em Outubro na revista científica The Astronomical Journal, que o objecto estava a orbitar a Terra e o ângulo exclui detritos de satélite. Com base nos cálculos da equipa, há uma probabilidade de 95% de o objecto ser um orbitador capturado temporariamente.

De acordo com o ScienceAlert, há muitas rochas espaciais que passam pela Terra e algumas penetram mesmo na atmosfera. A maioria acaba num bólide, um meteoro que explode antes de atingir o solo. Porém, por vezes, um desses asteróides é capturado na órbita da Terra durante algum tempo. De acordo com uma simulação de supercomputador publicada em 2012 com 10 milhões de asteróides virtuais, apenas 18 mil foram capturados na órbita da Terra.

Não se sabe exactamente quantos asteróides existem perto da Terra. As estimativas colocam o número na casa dos milhões, mas até 30 de Novembro deste ano, foram descobertos apenas 21.495. Isto ocorre porque são pequenos e difíceis de ver.

Já foram detectadas luas temporárias em torno de outros planetas, como Júpiter, mas, na Terra, as detecções de mini-luas são extremamente raras. Antes do bólide de 2016, foram vistas apenas duas mini-luas da Terra: um asteróide chamado 2006 RH120, que orbitou a Terra durante cerca de um ano, entre 2006 e 2007; e um bólide em Janeiro de 2014, com velocidade baixa que indica origem orbital.

Apesar de serem raras, as mini-luas são de grande interesse para os astrónomos porque são as rochas espaciais mais próximas da Terra. Agora, a equipa de investigadores diz que ainda há muito trabalho a ser feito.

É possível, por exemplo, estudar as rochas que explodiram para tentar descobrir como e porque é que alguns asteróides são capturados na órbita da Terra. Com mais telescópios a entrar em operação, será possível descobrir mais mini-luas, o que ajudará a construir uma imagem mais completa destes corpos celestes.

ZAP //

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4 Dezembro, 2019

 

2886: Bola de fogo que sobrevoou o Japão em 2017 é um fragmento de um asteróide que pode atingir a Terra

CIÊNCIA

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Na madrugada de 28 de Abril de 2017, uma pequena bola de fogo passou pelo céu de Quioto, no Japão. Agora, graças a dados da SonotaCo, os investigadores determinaram que a rocha espacial era um fragmento de um asteróide muito maior potencialmente perigoso para a Terra.

O meteoro que ardeu no Japão era muito pequeno. De acordo com os investigadores, o objecto entrou na atmosfera com a massa de 29 gramas e apenas 2,7 centímetros de comprimento. Apesar de não ter sido uma ameaça para ninguém, a pequena rocha foi ligada à sua rocha-mãe: um asteróide conhecido como 2003 YT1.

Este asteróide é uma rocha binária, composta por uma rocha comprida de dois quilómetros, orbitada por um asteróide mais pequeno com 210 metros de comprimento.

Descoberto de 2003, o sistema binário tem 6% de hipóteses de atingir a Terra nos próximos dez milhões de anos. Isso faz com que o 2003 YT3 seja considerado um “objecto potencialmente perigoso”.

O sistema binário não passou pela Terra em 2017 por isso não houve uma ligação óbvia ao pequeno fragmento. Porém, os investigadores estudaram a forma como a bola de fogo se moveu pelo céu e conseguiram inverter a rota da órbita do objecto no Espaço, fixando-a no 2003 YT1 com um alto grau de certeza.

De acordo com o artigo, cujo rascunho foi publicado a semana passada no arXiv, s investigadores não sabem como é que a rocha espacial se soltou do asteróide, mas acreditam que seja parte de uma grande corrente de poeira lançada pelo 2003 YT1.

Os cientistas sugeriram que essa corrente pode ter sido criada por pequenos micro-meteoritos que tenham atingido o asteróide, fragmentado-o, ou por mudanças de calor que tenham partido uma das superfícies da rocha espacial.

Os investigadores sugerem mesmo que terão sido cacos de rochas espaciais que formaram o sistema binário 2003 YT1. De acordo com o LiveScience, o asteróide é uma “pilha de escombros”, um amontoado de coisas fracamente unidas pela gravidade que se fundiram em dois corpo em órbita nos últimos dez mil anos.

Mas existem outras possibilidades mais exóticas. Água gelada pode estar a transformar-se de sólido em gás numa das superfícies dos asteróides, enviando pequenas bolas de gelo para o Espaço.

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23 Outubro, 2019

 

2785: Caíram bolas de fogo no Chile (e não eram meteoritos)

CIÊNCIA

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Bolas de fogo misteriosas passaram pelo céu e caíram no Chile na semana passada. O que são e de onde vieram continua a ser um mistério, mas uma primeira análise já descartou a hipótese favorita: meteoritos.

Em 25 de Setembro, testemunhas relataram ter visto bolas de fogo a iluminar o céu sobre a ilha de Chiloé, no arquipélago ao sul do Chile. Pouco tempo depois, foram relatados pequenos incêndios em sete locais da ilha, rapidamente apagados por voluntários.

25 de set

Se reporta caída de meteorito en mocopulli chiloe

A explicação óbvia, como o astrofísico e chileno do ano José Maza disse à emissora nacional TVN, era um meteorito ou detritos espaciais. Os moradores notaram que a bola de fogo estava a mover-se extremamente rápido, queimando num tom vermelho brilhante, o que sugeria um meteoro. Por outro lado, o lixo espacial é muito comum – cerca de 200 a 400 objectos caem todos os anos.

No entanto, autoridades do Serviço Nacional de Geologia e Mineração analisaram os locais carbonizados espalhados pela cidade de Dalcahue e não encontraram evidências de meteoritos. “Geólogos foram ao local examinar a área do suposto impacto. Trabalharam em sete pontos correspondentes a matas queimadas, onde não encontraram restos, vestígios ou evidências de queda de um meteorito”, afirmou o relatório.

Os geólogos disseram à TVN que recolheram amostras de solo para uma análise mais aprofundada e divulgarão as suas conclusões em poucas semanas.

Neste momento, o cenário mais provável é algum tipo de lixo espacial a cair na Terra. Em grande parte, de acordo com o IFLScience, desconhecemos a maior parte do lixo espacial, porque, geralmente, os detritos espaciais queimam na atmosfera, caiem no oceano – que cobre 70% do planeta – ou aterra num lugar remoto e despovoado.

É muito raro o lixo espacial atingir o chão perto das pessoas e nunca ninguém morreu ou ficou gravemente ferido por detritos espaciais. As únicas ocorrências conhecidas de pessoas atingidas por detritos espaciais foram cinco marinheiros japoneses num navio que foi atingido por pedaços de uma nave espacial russa em 1969. Em 1997, uma mulher nos EUA foi atingida por material de um foguete Delta 2.

Os eventos mais famosos de detritos espaciais envolvem as estações espaciais Mir e Skylab. A primeira estação espacial americana, a Skylab, teve um regresso memorável à Terra em 1979, quando parte dela aterrou no oeste da Austrália. Já Mir, a estação espacial da Rússia, caiu na Terra em 2001. O maior objecto que já entrou na atmosfera da Terra aterrou no Oceano Pacífico.

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6 Outubro, 2019

 

892: “Bola de fogo” 40 vezes mais brilhante do que Lua cheia sobrevoou os EUA


Uma bola de fogo cruzou o céu do estado norte-americano do Alabama durante a noite desta sexta-feira. A NASA divulgou um vídeo, no qual mostra o objecto a sobrevoar a cidade, com um feixe de luz extremamente brilhante.

De acordo com a agência norte-americana, a bola de fogo era um meteoro que propagava uma luz 40 vezes mais brilhante do que a Lua durante a sua fase cheia. O objecto espacial deslocava-se a uma velocidade de 53.700 milhas por hora.

A NASA acrescentou que o objecto celeste foi visto pela primeira vez quando se encontrava a 90 quilómetros de altitude sobre da cidade de Turkeytown, tendo-se fragmentado cerca de 30 quilómetros mais acima, na pequena cidade de Grove Oak.

Foi um evento extremamente brilhante visto num um céu parcialmente nublado. Durante o fenómeno, todas as câmaras e sensores do Escritório do Meio Ambiente sobre Meteoros da região estavam accionados, relatou a NASA.

Em Fevereiro deste ano um evento semelhante aconteceu no Peru. Uma bola de fogo cruzou o céu na cidade amazónica de Pucallpa, no norte do país, deixando os habitantes a pensar que era um meteorito ameaçador ou até um objecto extraterrestre. Afinal de contas, era apenas lixo espacial.

Security camera/doorbell camera video of last night's fireball over Alabama at 12:20a CT. From Jason Stricklin, Shannon Stephens, Barry Pender, and Chris Bruner. The meteor was 18 miles over East Alabama moving at 53,700 mph. It fragmented over Grove Oak, in DeKalb County.

Publicado por James Spann em Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
19 Agosto, 2018

Forram corrigidos 7 erros ortográficos do texto original.

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