3248: Nave Starliner aterrou em segurança no deserto do Novo México

CIÊNCIA

A nave Starliner que a Boeing concebeu para o futuro transporte de tripulações para estação espacial já regressou à Terra depois de um primeiro voo que não cumpriu todos os objectivos mas que, mesmo assim, fez história

A aterragem da Starliner foi um sucesso
© BILL INGALLS / NASA HANDOUT

Eram 12.58 (hora de Lisboa) deste domingo quando a nave Starliner da Boeing, que no futuro servirá de transporte a tripulações para a estação espacial internacional (ISS, na sigla inglesa), tocou o solo no deserto do Novo México, nos Estados Unidos.

Regressada de uma missão de apenas três dias, que não chegou a cumprir todos os objetivos e que também teve de ser encurtada, mas que acabou por fazer história, a Starliner foi a primeira cápsula espacial a fazer uma aterragem em território americano com o auxílio de para-quedas e airbags para amortecer o impacto com a superfície – o estilo de aterragem usado pelas naves russas Soyuz e que também já foi usada com êxito em Marte.

A expectativa para a aterragem da cápsula espacial desenvolvida pela Boeing era, no entanto, enorme e havia bons motivos para isso. Por um lado porque se tratou do primeiro teste de uma cápsula espacial americana desenvolvida por um operador privado e, por outro, porque o início da missão acabou por não ser tão auspicioso como se esperava, já que um dos principais objectivos – atracar na estação espacial – não pôde ser cumprido.

Lançada na sexta-feira, a Starliner não conseguiu atingir a altitude de 340 km, à qual se encontra a ISS. Uma falha no relógio central impediu a ascensão de prosseguir e por isso a nave acabou por ficar numa órbita a 250 km de altitude da superfície terrestre, onde permaneceu apenas três dias, quando a missão deveria ter durado uma semana.

Durante as 33 órbitas que cumpriu neste curto período, a Boeing, em conjunto com a NASA, testou uma série de performances e detalhes técnicos da nave, mas acabou por não conseguir verificar a manobra de atracagem à ISS, que era um dos objectivos essenciais da missão.

Ainda assim, o voo foi considerado um sucesso por tudo o resto, incluindo a histórica aterragem. Depois de uma descida sem mácula, a partir de órbita, com a abertura dos três para-quedas e a entrada em acção dos airbags nos timings previstos, a melhor descrição da chegada da nave foi de Mark Fincke, um dos astronautas que integrará a primeira tripulação a viajar na Starliner, mas ainda sem data marcada – .”uma aterragem suave”, comentou o astronauta da NASA.

Se a missão tivesse sido cumprida a 100%, o próximo voo da nave da Boeing já poderia fazer-se com tripulação a bordo. Mas sem a manobra de atracagem à ISS estar ainda testada, o mais provável é que tenha de ser agendado mais um voo de teste, antes de isso se concretizar.

Diário de Notícias
Filomena Naves
22 Dezembro 2019 — 18:36

 

spacenews

 

3238: Veja em directo o lançamento da cápsula CST-100 Starliner da Boeing numa missão da NASA

A Boeing, dentro de minutos, irá realizar o lançamento da sua cápsula CST-100 Starliner. É a resposta à Crew Dragon da SpaceX e está inserida no programa Commercial Crew Development da NASA.

Acompanhe aqui o lançamento em directo! A transmissão já começou e o lançamento será realizado dentro de momentos.

A emissão em directo do lançamento da CST-100 Starliner da Boeing pode ser acompanhada no vídeo abaixo, transmitido através do YouTube. Contudo, a NASA disponibiliza a mesma transmissão no seu site.

A CST-100 Starliner é a resposta da Boeing à Crew Dragon da SpaceX. Ambas as empresas estão a participar no programa Commercial Crew Development da NASA, que tem como objectivo levar astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS) sem necessitar da colaboração da Rússia.

O lançamento está marcado para as 11:36, hora de Lisboa, por isso é já daqui a uns minutos! Acompanhe em directo e partilhe na caixa de comentários a sua opinião sobre o acontecimento.

Apesar de a cápsula ter como propósito transportar humanos, neste teste tal não irá suceder. Contudo, caso o teste seja cumprido com sucesso, é esperado que a Boeing em 2020 já faça lançamentos com astronautas.

NASA Commercial Crew@Commercial_Crew

This flight test will pave the way for crewed missions to the @Space_Station as part of our program.
Live launch coverage begins at 5:30 a.m. ET: http://nasa.gov/live  https://twitter.com/nasakennedy/status/1207821722931597312 

NASA Live

NASA launches, landings, and events. Watch live broadcasts from NASA Television and NASA’s social media channels, and a schedule of upcoming live events including news briefings, launches and…

nasa.gov

NASA’s Kennedy Space Center

@NASAKennedy

Is your alarm set? @BoeingSpace is targeting the launch of the first #Starliner at 6:36 a.m. ET on Dec. 20. The spacecraft will ride aboard an @ulalaunch Atlas V rocket on its way to @Space_Station: http://nasa.gov/live 

Ver imagem no Twitter

A cápsula será transportada pelo foguetão ULA Atlas V, que foi abastecido com 46.560 litros de hidrogénio líquido para esta missão!

NASA lançou uma app que vai permitir pilotar a nave Starliner da Boeing…

NASA lançou uma app que lhe vai permitir pilotar a nave Starliner da Boeing

A NASA lançou mais uma aplicação que coloca nas mãos dos utilizadores o controlo da exploração espacial. Desta vez, cada um de nós poderá sentar-se no lugar do piloto. terá a missão de levar … Continue a ler

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20/12/2019

1306: O colossal drone solar da Boeing vai voar em 2019

TECNOLOGIA

Aurora Flight Sciences
O enorme drone solar Odysseus quer levar a internet aos 4 cantos do mundo

A Aurora Flight Sciences, subsidiária da Boeing, vai lançar em 2019 o seu drone solar Odysseus, que terá a capacidade voar durante meses de forma autónoma e o objectivo de dar acesso Internet a todo o planeta – incluindo os cantos mais longínquos do mundo.

Embora o Facebook tenha desistido de desenvolver o seu drone solar Aquila, muitas outras empresas continuam a perseguir o objectivo de criar um drone que possa manter-se no ar por tempo ilimitado apenas com a energia do Sol. Entre estes está o Odysseus, projecto apoiado pela Boeing, que vai mostrar o que vale já no próximo ano.

O Odysseus, desenvolvido pela Aurora Flight Sciences, está em desenvolvimento há alguns anos. A sua origem remonta ao Daedalus Project, projecto lançado pelo MIT na década de 1980 que bateu o record de voo de um avião solar tripulado em 1988, com uma muito simbólica viagem de 115 km sobre o mar Egeu, entre Creta e Santorini.

“O Odysseus, ideia que nasceu do Daedalus, é já hoje uma solução viável para o avanço da pesquisa sobre as alterações climáticas e outros problemas que afectam a nossa atmosfera”, afirmou John Langford, um dos líderes do projecto Daedalus e actualmente presidente e CEO da Aurora Flight Sciences, em nota divulgada esta semana.

“A Aurora foi fundada com a ideia de que a tecnologia e a inovação podem fornecer soluções poderosas para os complexos problemas que afectam toda a Humanidade”, acrescenta Langford.

O Odysseus tem como objectivo tornar-se uma alternativa aos satélites, uma vez que permitirá criar plataformas de observação da Terra de alta altitude, mas com um custo de uma fracção do de um satélite.

A abordagem da Boeing diverge, neste aspecto, do projecto da SpaceX de Elon Musk, que planeia melhorar a velocidade da Internet e a conectividade global do planeta colocando em órbita, entre 2019 e 2024, nada menos que 4.425 satélites – três vezes mais do que todos os satélites que existem actualmente em órbita.

A versão orbital tenha a vantagem de não ter preocupações com questões territoriais das fronteiras geográficas e das burocracias necessárias em cada país onde fosse necessário ter um drone. Por outro lado, é uma solução que não está ao alcance de qualquer empresa.

A Aurora realça que os seus drones podem ser lançados com um custo muito inferior ao de um satélite, e que a sua autonomia, na ordem dos meses, é muito superior ao dos drones solares convencionais.

“O Odysseus tem uma autonomia de que nenhum outro drone semelhante é capaz, e pode transportar instrumentos de investigação científica que o transformam numa plataforma de eleição para a pesquisa meteorológica e atmosférica, que será o seu primeiro papel”, explica Langford. “O Odysseus vai mudar o Mundo“.

O Odysseus está também apto para missões de vigilância, comunicações e conectividade, podendo assumir o papel que o Facebook tinha planeado para o seu projecto Aquila há alguns anos – tornando-se assim uma alternativa viável para dotar o planeta de uma rede de comunicações global e levar a Internet aos cantos mais distantes do Mundo.

Mas primeiro, será preciso demonstrar que um colossal drone solar consegue mesmo manter-se no ar durante meses… a cumprir a sua missão, qualquer que ela seja.

O primeiro voo do Odysseus, que partirá de Porto Rico, está agendado para o dia 23 de Abril de 2019, data do 31º aniversário do voo do Daedalus sobre o mar Egeu.

ZAP // Aberto até de Madrugada

Por AadM
18 Novembro, 2018

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