5023: Harvard planeia bloquear a luz solar e Bill Gates vai financiar a experiência

CIÊNCIA/AQUECIMENTO GLOBAL

Cientistas de Harvard propuseram uma experiência radical, mas capaz de diminuir os efeitos do aquecimento global. Aliás, a universidade poderá iniciar os testes do bloqueio de uma parte da luz solar já em Junho deste ano.

Surpreendentemente, o fundador da Microsoft Bill Gates considera a experiência uma grande ideia e sabe-se que estará até a financiá-la.

Experiência científica desenvolvida em Harvard

A chamada Stratospheric Controlled Perturbation Experiment (SCoPEx) é uma experiência científica que pretende ajudar a compreender a possibilidade de aplicar aerossóis estratosféricos motivados pela geo-engenharia. Esta que nada mais é do que engenharia climática.

Com a experiência, os cientistas de Harvard pretendem uma melhoria da fidelidade das simulações de geo-engenharia, de forma a gerar respostas mais fidedignas a questões vitais em torno do clima.

Ou seja, para que os riscos e benefícios da geo-engenharia sejam efectivamente compreendidos, os cientistas utilizam estas simulações. Porém, sublinham um risco inerente a este tipo de processo: o optimismo excessivo, possivelmente diferente da realidade.

Por esta razão, os cientistas pretendem, com a SCoPEx, reunir medidas quantitativas da microfísica do aerossol, bem como com a química atmosférica. Isto, porque são os dois pontos que mais falham nas simulações realizadas actualmente.

Harvard: Será esta uma nova forma de combater as alterações climáticas?

Para a experiência, será enviado um balão, que voará sobre a Suécia, de modo a perceber se conseguirá bloquear a luz solar no seu caminho. A ser bem-sucedida, surgirá a esperança de uma nova forma de combater as alterações climáticas.

Isto, porque, quando o balão atingir a altitude pretendida, enviará partículas reflectoras para a atmosfera, de forma a impedir que a luz solar atinja directamente a Terra. Teoricamente, este processo poderia reduzir os efeitos do aquecimento global.

Conforme foi revelado, os cientistas de Harvard pretendem iniciar os testes em Junho deste ano, ainda que seja apenas aos equipamentos que voarão no balão.

Uma vez no ar, serão avaliadas as reacções químicas na estratosfera através do balão que voará a uma altitude de cerca de 10 quilómetros.

Bill Gates financia experiência

Apesar de se tratar de uma experiência radical e bastante arrojada, Bill Gates está a apoiar financeiramente a SCoPEx. Aliás, o fundador da Microsoft é apenas um dos financiadores privados envolvidos no projecto de Harvard avaliado em 20 milhões de dólares.

A correr bem, a experiência de Harvard pode ser o despoletar de uma solução face à crise climática emergente. Afinal, o objectivo é que o balão liberte cerca de 2 kg de produtos químicos, como sulfatos e carbonatos de cálcio, para a estratosfera da Terra. Então, essa “massa de ar perturbada” corresponderia a uma área física com cerca de 1 quilómetro de comprimento e 100 metros de largura.

No entanto, surgem pessoas que temem que uma solução face à consequência possa desmotivar a resolução das fontes do problema. Além disso, também surge a preocupação face ao natural desenvolvimento das plantas, se a luz solar se alterar de alguma forma.

Globalmente, esta solução só resultaria se todos os países imitassem, à posteriori, o processo encetado por Harvard.

Autor: Ana Sofia
29 Jan 2021


4123: Mudanças climáticas podem vir a causar mais mortes do que a covid-19, alerta Bill Gates

CIÊNCIA/AMBIENTE/CORONAVÍRUS

As mudanças climáticas podem custar muito mais vidas nas próximas décadas do que a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

O alerta é do co-fundador da Microsoft, Bill Gates, que, através de uma reflexão no seu blogue pessoal, e admitindo as consequências negativas da covid-19, alerta que as alterações climáticas que ocorrem no planeta podem vir a causar mais mortes.

O filantropo compara a taxa de mortalidade do novo coronavírus, que é de aproximadamente de 14 mortes por 100.000 pessoas, com o aumento esperado na taxa de mortalidade relacionado com o aumento da temperatura global à boleia das emissões.

“Até o final do século, e se o crescimento das emissões continuar em elevados níveis, as mudanças climáticas poderão ser responsáveis ​​por 73 mortes adicionais por cada 100.000 pessoas. Num cenário de emissões mais baixas, a taxa de mortalidade cai para 10 mortes por 100.000 pessoas”, pode ler-se na sua reflexão.

Tomando qualquer um dos dois cenários, o mais optimista ou o mais pessimista, Gates alerta que qualquer projecção mostra que o índice de mortalidade associado às mudanças climáticas será semelhante ou muito superior ao do novo coronavírus.

“Em 2060, as mudanças climáticas podem ser tão mortal como a covid-19 e em 2100 podem ser cinco vezes mais mortais”, alerta o multimilionário.

Na mesma publicação, Gates alerta para os problemas económicos que serão também causados pelas alterações climáticas, à semelhança do que já acontece com a covid-19.

“Nas próximas dez décadas, os danos económicos causados ​​pelas mudanças climáticas serão, provavelmente, tão graves como os de uma pandemia numa escala semelhante ao coronavírus (…) E, até o final do século, será muito pior se o mundo permanecer na sua trajectória de emissões [de gases com efeito de estufa]”, disse.

Por tudo isto, Gates recomenda que se tomem medidas imediatas para travar o aquecimento global do planeta.

Bill Gates previu várias vezes uma pandemia. E sabia que o mundo não estava preparado

Embora para muitos a pandemia de coronavírus pareça ter surgido do nada, há anos algumas pessoas vêm a alertar sobre…

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ZAP //

Por ZAP
7 Agosto, 2020

 

 

3083: Bill Gates financia projecto que pode vir a substituir combustíveis fósseis

TECH

O co-fundador da Microsoft, Bill Gates, está a investir numa empresa que procura converter energia solar em calor acima dos 1.000 graus Celsius, visando alimentar a indústria pesada sem recorrer a combustíveis fósseis.

Bill Gates, que é também o homem mais rico do mundo, juntou-se aos investidores da Heliogen, uma empresa que está a tentar utilizar energia solar para desintegrar moléculas de hidrogénio da água e criar gás quente que aquece casas e abastece meios de transporte e fábricas, conta o diário britânico The Guardian.

A empresa, sediada na Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveu um software que assenta num enorme conjunto de espelhos para reflectir a luz do sol em direcção a um determinado alvo, criando assim uma fonte de calor quase três vezes mais intensa do que os sistemas solares criados anteriormente, detalha a Russia Today.

Através deste método, explicaram os investidores, é possível gerar temperaturas altas o suficiente para fazer cimento – a terceira maior fonte de emissões de dióxido de carbono – sem recorrer a combustíveis fósseis. Na prática, elucida o jornal Público, a empresa transforma luz solar numa espécie de combustível.

“Actualmente, processos industriais como os da produção de cimento, aço e outros materiais são responsáveis por mais de um quinto de todas as emissões” globais, disse Bill Gates, citado em comunicado.

“Estes materiais são omnipresentes na nossa vida, mas não temos nenhum progresso comprovado que nos ofereça versões acessíveis e sem carbono. Se queremos atingir zero emissões de carbono, temos que fazer muitas invenções”, defendeu.

Entre os investidores deste projecto, estão as empresas Neotribe e Nant Capital, que pertencem ao milionário Patrick Soon-Shiong.

Bill Gross, CEO e fundador da Heliogen, disse que a técnica da sua empresa representa um salto tecnológico na gestão das emissões de gases com efeito estufa causadas pelas indústrias pesadas e pelo transporte.

A Heliogen tem cientistas e engenheiros do Caltech, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e outras instituições líderes nos campos da engenharia e da tecnologias.

ZAP //

Por ZAP
23 Novembro, 2019