2018: Vulcão das Bermudas formou-se de uma forma nunca antes vista na Terra

jurvetson / Flickr

Um vulcão nas Bermudas formou-se de uma forma nunca antes vista na Terra. O vulcão parece ter surgido a partir de um material que se ergue de uma região nas profundezas – a zona de transição.

A zona de transição é a região entre o manto superior e inferior. Estende-se entre 402 a 400 a 643 quilómetros abaixo da superfície do planeta e é rico em água, cristais e rocha derretida.

Os vulcões, normalmente, formam-se quando as placas tectónicas são empurradas ou separadas, produzindo uma fenda na superfície da Terra por onde o magma pode escapar. Também se podem formar em hotspots, onde plumas do manto se levantam – o Hawai é um exemplo disso.

Agora, investigadores descobriram que vulcões também se podem formar quando o material sobe da zona de transição. A equipa acredita que houve um distúrbio na zona de transição que forçou o material nesta camada a derreter e a mover-se em direcção à superfície. As descobertas foram publicadas na revista Nature.

Os geólogos estavam a analisar um vulcão agora adormecido sob o Oceano Atlântico, responsável pela formação das Bermudas. Olhando para a composição química de uma amostra central de 792 metros, poderiam construir uma imagem da história vulcânica das Bermudas.

“Antes do nosso trabalho, as Bermudas foram interpretadas como o resultado de uma profunda anomalia térmica no manto da Terra, mas não havia dados directos para apoiar essa ideia. Isto é devido ao facto de que o edifício vulcânico é completamente coberto por calcário”, disse Cornell Esteban Gazel, um dos autores do estudo, à Newsweek.

Em comunicado, Gazel disse que estavam à espera para mostrar que o vulcão era uma formação como a do Hawai. Porém, as medições feitas a partir da amostra central eram diferentes de tudo visto antes, sugerindo que a lava veio de uma fonte não identificada.

As amostras continham marcas da zona de transição. Em comparação com amostras retiradas de zonas de subducção, havia mais água aprisionada nos cristais. Sabe-se que a zona de transição contém vastas quantidades de água – um estudo calcula que há três vezes mais água nessa região da Terra do que em todos os oceanos do mundo.

“Suspeitei pela primeira vez que o passado vulcânico das Bermudas era especial enquanto experimentava o núcleo e notei as diversas texturas e mineralogia preservadas nos diferentes fluxos de lava”, disse a principal autora, Sarah Mazza, da Universidade de Münster, na Alemanha. “Rapidamente confirmamos enriquecimentos extremos em composições de elementos-traço. Foi emocionante ver os nossos primeiros resultados. Os mistérios das Bermudas começaram a desvendar-se”.

Modelos numéricos desenvolvidos pela equipa indicam um distúrbio na zona de transição que força o material a subir. Acredita-se que tenha ocorrido há cerca de 30 milhões de anos e forneceu a base em que as Bermudas se encontram hoje. “Encontramos uma nova maneira de fazer vulcões“, rematou Gazel.

ZAP //

Por ZAP
21 Maio, 2019



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871: Finalmente resolvido o mistério dos vermes luminosos das Bermudas

(dr) James B. Wood
Odontosyllis enopla

Um estudo recente desvenda o mistério dos vermes luminosos que habitam nas profundezas do oceano Atlântico e iluminam a região onde se encontram as Bermudas.

Um estudo conduzido pelo zoólogo Mark Siddall, do Museu Americano de História Natural, explicou finalmente o segredo dos vermes luminosos que habitam as profundezas do oceano Atlântico, na região onde estão as Bermudas.

Os exemplares da espécie Odontosyllis enopla vêm à superfície e emitem um forte brilho 2 a 5 dias após a lua cheia, uma hora depois do pôr do sol. Os investigadores chegaram à conclusão que estas é a forma das fêmeas atraírem os machos, sendo o brilho resultado de um gene da luciferase, nunca antes encontrado noutras criaturas luminescentes.

Siddal explica que as fêmeas “sobem do fundo do mar e nadam rapidamente em pequenos círculos enquanto brilham“, enquanto que os machos “saem do fundo como cometas, também luminescentes”, um processo que define como “a melhor exposição biológica” que alguma vez observou.

Os especialistas envolvidos no estudo, cujo artigo científico foi publicado recentemente na PLOS One, sugerem que os vermes escolhem este período para acasalar porque, com a ausência do luar, os machos vêem o brilho das fêmeas mais facilmente.

O fenómeno dos vermes luminosos das Bermudas é tão notório que Cristóvão Colombo já o havia descrito em 1492, embora naquela época não soubesse de onde vinham as estranhas luzes “parecidas com candeias”.

Por ZAP
12 Agosto, 2018

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