1300: Raro berçário de tubarões descoberto nas águas profundas da Irlanda

CIÊNCIA

Um raro viveiro de tubarões, com centenas de adoráveis tubarões-gato-de-boca-preta, foi descoberto nas frias e profundas águas da Irlanda, a 320 quilómetros a oeste da costa. Este é o maior berçário de tubarões já encontrado em território irlandês.

Holland I, o rover exploratório utilizado pelo Instituto Marítimo da Irlanda, é o grande responsável pela descoberta. O aparelho, operado remotamente, capturou o raro berçário de tubarões enquanto explorava o fundo do oceano.

As imagens capturadas revelaram milhares de cápsulas com ovos – popularmente conhecidos como “bolsas de sereia” – depositados em esqueletos de corais depositados no fundo do mar até 750 metros de profundidade. Estes corais funcionam como uma espécie de tapete protector, impedindo que os ovos sejam arrastados pelas correntes.

Centenas de tubarões-gato-de-boca-preta (Galeus melastomus) foram identificados durante a expedição em volta dos ovos e, apesar de os cientistas não saberem ao certo a que espécie pertencem os ovos, acreditam que sejam efectivamente destes tubarões.

A equipa de biólogos marinhos identificou ainda um tubarão-porco (Oxynotus paradoxus) a movimenta-se na área, uma espécie bem mais solitária e rara.

Durante o mapeamento da zona, a equipa não encontrou nenhum filhote de tubarão, mas os especialistas pretendem voltar à área durante o período de incubação para observar os espécimes juvenis, que são presas mais vulneráveis.

“Estamos maravilhados por relatar a descoberta de um raro viveiro de tubarões numa escala até agora nunca registada nas águas da Irlanda”, disse David O’Sullivan, um dos líderes do projecto durante o seminário INFOMAR Seabed Mapping, que decorreu em Kinsale, na Irlanda, no passado dia 8 de Novembro.

“A descoberta demonstra a importância de documentar habitats marinhos sensíveis e vai dar-nos uma melhor compreensão da Biologia destes belos animais e a sua função no ecossistema na área biologicamente sensível da Irlanda”, acrescentou.

O país tem seis Áreas Especiais de Conservação designadas pela União Europeia de forma a proteger habitats vulneráveis. Foi durante a exploração de uma destas áreas que o viveiro de tubarões foi encontrado.

Em declarações ao jornal britânico Guardian, O’Sullivan, descreveu a descoberta como um “momento eureka“. “Foi incrível”, declarou ainda, frisando que se sabe muito pouco sobre viveiros de tubarões a estas profundidades.

ZAP // IFLScience

Por ZAP
17 Novembro, 2018

[vasaioqrcode]

 

1222: O maior berçário de polvos do mundo foi descoberto no fundo do Pacífico

CIÊNCIA

Photograph by Alex Postigo,

Uma equipa de cientistas marinhos encontrou o maior “berçário” de polvos do mundo no fundo do Oceano Pacífico, perto da costa de Monterey, no estado norte-americano da Califórnia. 

A descoberta, levada a cabo por uma expedição científica do projecto EVNautilus, detectou o maior viveiro de polvos já encontrado nas fendas de um vulcão submarino extinto, contabilizando mais de mil espécimes.

Esta impressionante concentração de polvos (Muusoctopus robustus) foi encontrada numa área rochosa e inexplorada, localizada a cerca de 3 mil metros de profundidade. A maioria das fêmeas da colónia tinham as suas extremidades invertidas, debruçando-se sobre os seus ovos de forma a protegê-los.

De acordo com os média locais, esta é a segunda vez que uma aglomeração deste tipo é descoberta. O primeiro “berçário” foi descoberto na Costa Rica no entanto, a sua dimensão era mais pequena do que o agora encontrado na Califórnia.

Nunca descobrimos algo assim na costa oeste dos Estados Unidos (…) nem nunca descobrimos no mundo algo com estes números”, disse o investigador Chad King.

Esta é uma descoberta sem precedentes. Os polvos são amplamente conhecidos como animais solitários, sendo raro encontrar tantos exemplares num só local – embora estudos recentes afirmem que estes animais não são tão solitários como imaginávamos.

“Descemos o flanco este da pequena colina e foi aí que, inesperadamente, começamos a ver algumas dúzias de polvos aqui, dúzias de polvos ali, dúzias de dúzias, dezenas em toda a parte“, acrescentou King em declarações à National Geographic.

O especialista explicou que a descoberta sugere que existem potenciais “habitats essenciais” para diferentes espécies e, por isso, é necessário proteger a área.

Além disso, notaram os cientistas, a água parecia brilhar em vários lugares onde os polvos se concentravam, como uma espécie de “oásis ou uma onda de calor”.

Os especialistas acreditam que pode estar a sair água quente do afloramento rochoso, fazendo com que os polvos escolham resguardar-se nesses pontos, de forma a utilizar o calor para ajudar na incubação do seus ovos.

“Parecia, definitivamente, que os polvos queriam estar lá“, rematou King.

ZAP // RT / ScienceAlert

Por ZAP
31 Outubro, 2018

[vasaioqrcode]