2852: Os primeiros bebés podem nascer no Espaço daqui a 12 anos

CIÊNCIA

marcosdemadariaga / Flickr

A empresa SpaceBorn United pretende realizar missões espaciais entre 24 e 36 horas para que algumas mulheres dêem à luz em órbita dentro de 12 anos.

A notícia é avançada pelo fundador e CEO da empresa, Egbert Edelbroek, durante o primeiro Congresso de Ciência e Investimento Espacial de Asgardia, realizada esta semana em Darmstadt, em Hesse, Alemanha, de acordo com o britânico Daily Mail.

Edelbroek revelou que o objectivo da sua empresa, uma empresa emergente que investiga as condições da reprodução humana no espaço focado na tecnologia de reprodução assistida, é o parto em si, não a gravidez.

“Isso só é possível, por enquanto, na órbita baixa da Terra (LEO), graças a um processo de selecção muito completo”, explicou Edelbroek. LEO é uma órbita localizada a cerca de dois mil quilómetros acima da superfície da Terra.

O cientista disse que, para participar no projecto, os investigadores considerarão apenas mulheres com “alta resistência à radiação natural” que tenham tido dois partos anteriores sem problemas.

Edelbroek também explicou que, em cada missão, participarão 30 grávidas e poderão sair a qualquer momento. “É difícil planear um processo natural como este, se houver algum problema com o clima ou um atraso no lançamento”, acrescentou Edelbroek. No entanto, o CEO disse que “é possível” fazê-lo com “um nível de risco mais baixo” do que um nascimento actual de “estilo ocidental”.

Por fim, questionado sobre a estimativa de 12 anos, o CEO garantiu que a viabilidade dessa iniciativa dependerá do financiamento e da evolução do sector de turismo espacial. “Se esse sector acelerar da forma que está acontecer agora, haverá um mercado para pessoas muito ricas que não estão preparadas para os três meses de treinamento militar”. A esse respeito, ele disse que viajariam em “naves espaciais muito confortáveis”.

ZAP //

Por ZAP
17 Outubro, 2019

 

2746: Os bebés da pré-história já usavam biberões

CIÊNCIA

Uma equipa de arqueólogos encontrou na Alemanha biberões datados da Idade do Bronze e do Ferro, revela um novo estudo.

Os objectos, encontrados no parque natural de Altmühltal, na cidade de Dietfurt, foram descritos como pequenas garrafas de de argila com pitões em forma de mamilo.

Mais tarde, detalha a investigação cujos resultados foram agora publicados na revista Nature, foram identificados como biberões, contendo vestígios de leite de cabra e vaca.

De acordo com o Sinc, os recipientes, que tinham entre 5 a 10 centímetros de diâmetro, foram encontrados junto de sepulturas infantis que datam do ano 5.000 a.C.

Segundo a agência Europa Press, o achado é a primeira evidência de que os bebés pré-históricos foram alimentados com leite animais em recipientes, que podem ser comparados aos biberões modernos, há 7.000 anos.

Para chegar à composição dos vestígios encontrados nos recipientes, uma equipa de cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, recorreu à análise química e isotópica dos resíduos encontrados na superfície dos vasos.

Estas vasijas eran los biberones de la Edad de Bronce. Un estudio ha conseguido detectar trazas de leche de rumiante en su interior de hace 3.000 años, confirmando lo que se creía: que se usaban para alimentar a los pequeños.https://www.nature.com/articles/s41586-019-1572-x 

“Sabemos que os recipientes de argila utilizados para alimentar ou desmamar crianças apareceram pela primeira vez no período neolítico na Alemanha há cerca de 7.000 anos, tornando-se depois mais comuns na Idade do Bronze e do Ferro na Europa”, explicou o autor principal do estudo, Julie Dunne, citado pelo mesmo portal.

Siân Halcrow, professor associado da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, acrescentou que os cientistas não descartam que a utilização de leite animal na dieta dos bebés antigos pudesse ter efeitos negativos para a crianças.

(h) Helena Seidl da Fonseca

“Os recipientes provavelmente eram difíceis de limpar e apresentavam riscos de exposição a infecções para bebés, como gastro-enterites”, supôs.

Os cientistas já tinham provado a existência deste tipo de recipientes na Europa por volta de 5.000 a.C. Contudo, não era ainda claro que tipo de líquido é que era usado no biberão, nem se este servia para alimentar crianças, idosos ou pessoas doentes.

ZAP //

Por ZAP
1 Outubro, 2019

 

532: Astrónomos fotografam acidentalmente um exoplaneta bebé

(dv) Ginski et al.

Uma equipa internacional de astrónomos liderada pela Universidade de Leiden, na Holanda, fotografou acidentalmente o que pensam ser um exoplaneta em processo de crescimento, a 600 anos-luz de distância.

A ideia inicial dos pesquisadores era fotografar um sistema estelar chamado CS Cha, localizado numa região formadora de estrelas na Constelação Camaleão.

As estrelas do sistema são do tipo T Tauri, ou seja, estrelas muito jovens, com apenas 2 a 3 milhões de anos, a idade perfeita para ser cercada por um disco protoplanetário de poeira e gás, no processo de formação de planetas.

Era exactamente esse disco que a equipa esperava encontrar enquanto estudava CS Cha usando o Very Large Telescope (Telescópio Muito Grande ou VLT) no Chile, em Fevereiro de 2017. No entanto, receberam muito mais do que pediram.

A CS Cha é um sistema binário de duas estrelas. O sistema tem o que é conhecido como “disco circumbinário” em volta de ambas.

Enquanto olhavam as imagens, no entanto, os astrónomos notaram um pequeno ponto de luz fora desse disco. Estranhando, compararam a fotografia com imagens do mesmo sistema tiradas pelo VLT há 11 anos e com imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble há 19 anos.

O ponto estava lá, em todas as fotografias, pelo que não poderia ser uma falha nem uma anomalia transitória. E movia-se com CS Cha, por isso era definitivamente um companheiro para a estrela binária.

Os investigadores, abismados, ainda não podem dizer com certeza o que esse ponto é. As opções são relativamente limitadas, entretanto, uma vez que é um objecto visível orbitando um sistema estelar.

A equipa tentou realizar uma análise espectroscópica para tentar descobrir do que se tratava o “ponto”, mas deparou-se com um obstáculo: a luz do objecto é altamente polarizada. Isso geralmente ocorre quando a luz é espalhada por algo no seu caminho.

“Nós suspeitamos que o companheiro do sistema binário está cercado pelo seu próprio disco de poeira. A parte complicada é que o disco bloqueia uma grande parte da luz e é por isso que dificilmente podemos determinar a sua massa. Então pode ser uma anã castanha, mas também um Super-Júpiter em formação”, explicou o astrónomo Christian Ginski, da Universidade de Leiden, principal autor do novo estudo.

Uma anã castanha é um tipo de estrela “falhada” de massa muito baixa. Isso significa que é muito pequena para sustentar a fusão de hidrogénio, mas grande e quente demais para ser classificada como um planeta gasoso.

Ou então o ponto com o seu próprio disco poderia ser um gigante de gás que ainda está em crescimento, um tipo de planeta chamado “Super-Júpiter”, pela sua semelhança com o nosso vizinho galáctico, embora com uma massa muito maior.

Se realmente for uma dessas duas coisas, não importa qual, a descoberta será extraordinária. A maioria dos exoplanetas está muito longe para ser fotografada directamente. Podemos apenas inferir a sua presença com base na maneira como mudam a luz da estrela hospedeira. A lista de exoplanetas observados directamente é incrivelmente curta.

Não é tão diferente para anãs castanhas: a primeira observação directa de uma possível anã castanha foi anunciada apenas em 2009. Além disso, anãs castanhas companheiras de estrelas parecidas com o nosso sol são extremamente raras.

A equipa está a trabalhar para descobrir exactamente que tipo de objecto aparece na fotografia, usando o Atacama Large Millimeter/submillimetre Array (o ALMA) no Chile.

“O sistema CS Cha é o único no qual um disco circumplanetário está provavelmente presente, assim como um disco circunstelar. É também, até onde sabemos, o primeiro disco circumplanetário detectado directamente em torno de um companheiro sub-estelar com luz polarizada, que restringe a sua geometria”, escreveram os investigadores no artigo, aceite para publicação na revista Astronomy & Astrophysics, e neste momento disponível no arXiv.

ZAP // HypeScience / Science Alert

Por ZAP
11 Maio, 2018

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