4052: NASA irá lançar balão estratosférico para estudar o Cosmos

CIÊNCIA/NASA

O Universo representa uma das maiores incógnitas para o ser humano e é por isso que é tão importante que empresas especializadas o estudem e o desmistifiquem cada vez mais. Assim, conseguimos perceber, de forma mais clara, de onde vimos, afinal, e que energias nos trouxeram até aqui.

A NASA é uma organização que, como sabemos, não se poupa a esforços para conhecer o que está para lá de nós e, agora, pretende enviar um balão estratosférico do tamanho de um estádio de futebol, para estudar o Cosmos.

ASTHROS para estudar o Cosmos

A NASA encetou uma missão que prevê o envio de um telescópio, com 2,5 metros, para a estratosfera. A diferença deste envio para outros já realizados é que este telescópio será enviado dentro de um balão estratosférico chamado ASTHROS (acrónimo de Astrophysics Stratospheric Telescope for High Spectral Resolution Observations at Submillimeter-wavelengths).

Com lançamento previsto para Dezembro de 2023, na Antárctida, o balão passará cerca de três semanas a deambular nas correntes de ar da estratosfera. O objectivo da missão é observar a luz infravermelha e medir o fluxo e a rapidez dos gases em torno de estrelas recentemente formadas.

Ademais, será feito, pela primeira vez, um mapeamento da presença de dois tipos específicos de iões de azoto. Estes iões são importantes indicadores de locais onde os ventos de estrelas gigantes e explosões de super-novas transformaram as nuvens de gás. Além disso, para lhe ser possível observar a luz infravermelha, o ASTHROS terá de alcançar uma altitude de cerca de 40 quilómetros. Isto, porque os comprimentos de onda expectáveis são muito maiores e, por isso, invisíveis a olho nu.

O ASTHROS vai ainda analisar a galáxia Messier 83, para perceber o seu efeito noutras galáxias, e uma jovem estrela chamada TW Hydrae. Esta está rodeada de poeira e gases, onde se podem estar a formar novos planetas.

Balão estratosférico abre caminho a novas descobertas cósmicas

Se para nós os balões são associados o lazer ou até a um meio antiquado, para a NASA representam grandes auxiliares, quer em missões terrestres, quer em missões espaciais. Aliás, o Scientific Balloon Program da NASA existe há 30 anos e efectua entre 10 a 15 missões por ano.

Sendo os balões uma alternativa bem mais barata e de processo de planeamento e lançamento mais curto, os cientistas pensam neles como um primeiro passo que antecede futuras missões que irão tirar maior proveito dos benefícios da tecnologia.

Com o ASTHROS, nós queremos fazer observações astrofísicas que nunca foram feitas antes.

Revela José Siles, engenheiro do Jet Propulsion Laboratory da NASA.

Pplware
26 Jul 2020

 

spacenews

 

1313: Os balões da DARPA poderão pairar na borda do espaço para sempre

TECNOLOGIA

(dr) Project Loon

Um sensor que detecta a direcção do vento a quilómetros de distância permitirá que os balões de vigilância da DARPA pairem no limite do espaço indefinidamente.

Como o próprio nome indica, balões estratosféricos são balões que ficam na estratosfera, a camada da atmosfera da Terra que começa a aproximadamente 60.000 pés acima de sua superfície.

A NASA começou a utilizar estes balões na década de 1950. No entanto, o problema dos balões estratosféricos, que nem a NASA conseguiu resolver, é que esta estrutura não se mantém no mesmo lugar durante muitos dias. Os ventos da estratosfera espalham estes balões de uma forma que os cientistas ainda não conseguem prever.

Com parte do seu programa Adaptable Lighter-Than-Air (ALTA), a DARPA – a Agência de Projectos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos – está a testar um sensor, chamado Strat-OAWL, que usa lasers para deduzir a velocidade e direcção da rajada de vento que leva para longe um balão estratosférico.

Segundo o Futurism, esta dedução é feita através do brilho dos pulsos de laser em duas direcções. Isto é, parte da luz do laser reflete-se no ar, retornando à unidade do sensor, que analisa o seu comprimento de onda. As alterações no comprimento de onda permitem que o Strat-OAWL determine a velocidade do ar que reflete a luz, bem como a direcção na qual se move.

Assim, o balão estratosférico pode ajustar a sua altitude de modo a se encontrar com o vento favorável, ou seja, o vento que estiver a soprar na mesma direcção para onde o balão se quer mover, garantindo assim que este balão estratosférico permanece numa área indefinidamente.

É muito difícil prever de que forma os militares norte-americanos podem usar um balão estratosférico que nunca se move.

Alex Walan, responsável pelo ALTA, disse ao MIT Technology Review que não poderia revelar detalhes do papel militar da tecnologia, mas adiantou que os militares expressaram vontade de utilizar estes balões em operações de vigilância.

Em 2017, o almirante da Marinha dos Estados Unidos, Kurt Tidd, observou durante um simpósio de inteligência geoespacial que os militares acreditavam que os balões estratosféricos poderiam ter algumas “aplicações interessantes” se fossem capazes de permanecer no ar durante 180 dias ou mais.

“Achamos que os balões estratosféricos podem ter o potencial de ser uma grande plataforma de vigilância de longa duração”, disse Tidd. Se o sensor da DARPA funcionar, esta plataforma de vigilância pode estar à espreita na borda do espaço em breve.

ZAP //

Por ZAP
20 Novembro, 2018

[vasaioqrcode]