3510: Dezenas de baleias azuis são vistas na Antárctida pela 1ª vez em 40 anos

CIÊNCIA/ANIMAIS

Após 60 anos de caça desenfreada às baleias azuis e jubarte, o litoral da Ilha Geórgia do Sul, na costa da Antárctida, virou um lugar vazio e abandonado.

A caça foi proibida em 1982 com a assinatura de um grande acordo internacional.

Trinta e oito anos depois, um grupo de pesquisadores da British Antarctic Survey (BAS) descobriu que essas baleias estão retornando ao local – em grande número! – repovoando a Ilha Geórgia do Sul.

Décadas de protecção e forte pressão do movimento ambientalista permitiram que as baleias azuis, até então ameaçadas de extinção, pudessem se reproduzir e repovoar a região.

Um milagre, pois 97% delas foram mortas pela caça ilegal até os anos 1980.

Em 2018, uma expedição da British Antarctic Survey registou apenas 1 avistamento e algumas confirmações acústicas (som emitido) de baleias azuis. Neste ano, uma nova expedição registou 36 avistamentos e 19 confirmações acústicas – 55 ao todo!

“Para uma espécie tão rara (baleia azul), esse é um número sem precedentes de avistamentos e sugere que as águas da Geórgia do Sul permanecem um importante local de alimentação para essas espécies raras e pouco conhecidas”, diz um comunicado para imprensa publicado no site da British Antarctic Survey.

A expedição de 2020 também encontrou evidências de uma comunidade incrível com 20 mil baleias jubarte!

“Após três anos de pesquisas, estamos emocionados ao ver tantas baleias retornando à Geórgia do Sul para se alimentar novamente”, diz a líder da equipe, Dra. Jennifer Jackson, bióloga de baleias no BAS.

“Este é um local onde a caça ilegal foi realizada extensivamente. Está claro que a protecção a favor das baleias funcionou“, concluiu.

The Greenest Post

 

spacenews

 

3340: Para salvar as baleias, cientistas querem contá-las a partir do Espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

NOAA Photo Library / Wikimedia

Um aquário e uma empresa de engenharia em Massachusetts, nos Estados Unidos, estão a trabalhar em conjunto num projecto para proteger as baleias. Como? Controlando-as a partir do Espaço.

O New England Aquarium e a Draper planeiam utilizar dados de fontes como satélites, sonares e radares para perceber melhor quantas baleias existem nos oceanos, avança a agência Associated Press, citada pelo Business Insider.

Através desta recolha de dados, o projecto “Counting Whales From Space” (“Contando baleias a partir do Espaço” em tradução para Português) pretende criar um mapa que situa onde as baleias se encontram.

“Se as baleias estão a mover-se de uma área para outra, qual é a razão? É devido ao aquecimento do oceano? São mudanças nas rotas comerciais? São perguntas que poderemos começar a responder assim que tivermos os dados”, explica John Irvine, cientista de análise de dados que trabalha com a Draper.

De acordo com a mesma agência, a dupla investiu um milhão de dólares no projecto, quase 900 mil euros, e é esperado que este se desenvolva ao longo de vários anos. Actualmente, as pesquisas aéreas feitas através de aviões ou helicópteros são o método mais usado para contar baleias, no entanto, esta é uma abordagem cara, sujeita a más condições atmosféricas e que pode ser perigosa.

Os membros do projecto afirmam que o objectivo é desenvolver uma nova tecnologia que utilize algoritmos especialmente criados para processar todos os dados e usá-los para monitorizar baleias. A aparência exacta do produto final é um trabalho ainda em andamento, mas o objectivo é “uma vigilância global no movimento das baleias”.

A tecnologia poderá ser usada para monitorizar baleias em qualquer lugar dos oceanos, mas algumas das necessidades mais urgentes encontram-se perto de Nova Inglaterra, disse Vikki Spruill, a presidente do aquário.

As águas desta região no nordeste dos Estados Unidos são a casa de muitas baleias-francas-do-atlântico-norte, uma espécie ameaçada que conta apenas com cerca de 400 espécimes e que está em declínio populacional.

ZAP //

Por ZAP
10 Janeiro, 2020

spacenews

 

3196: Nova espécie de baleia mostra como este animal evoluiu para conseguir nadar

CIÊNCIA

Nobu Tamura / Wikimedia
Pensa-se que a Aegicetus gehennae tenha sido parecida com os Basilosaurus (representados na imagem)

Cientistas descobriram uma nova espécie de baleia, que existiu há 35 milhões de anos, que pode dar novas pistas sobre como as baleias evoluíram para conseguir nadar.

De acordo com a revista Newsweek, os investigadores analisaram um espécime da nova espécie — Aegicetus gehennae — que se encontrava em excelente estado de preservação quando foi descoberto em Uádi Hitã (o chamado “Vale das Baleias”), no Egipto.

É o exemplar mais jovem já conhecido dos cetáceos Protocetidae, que existiam no Eoceno, a segunda época da era Cenozoica, e que foram os percursores dos cetáceos de hoje em dia mas que, ao contrário destes últimos, eram apenas parcialmente aquáticos.

Pensa-se que muitos destes animais usaram os seus membros para nadar, tal como um anfíbio moderno, e alimentavam-se no meio aquático. Porém, dirigiam-se para terra quando chegava a hora de dormir.

Segundo os cientistas, cujo estudo foi publicado na revista científica PLOS ONE, a A. gehennae foi uma espécie que atravessou a transição do nado a pé para o nado a cauda — uma observação feita a partir das proporções do esqueleto encontrado.

Tinha um corpo e uma cauda mais compridos do que os seus antepassados e patas menores. Os investigadores também apontam para a conexão entre as patas traseiras e a coluna vertebral, que parece ser mais frouxa do que as de espécies menos aquáticas.

Os cientistas comparam o Aegicetus gehennae a outras espécies que teriam vivido na mesma época: os Basilosaurus. Ambos teriam nadado ondulando o meio do corpo e a cauda de forma semelhante aos crocodilos de hoje, um movimento que pode ser uma característica fundamental na transição para a natação com cauda.

ZAP //

Por ZAP
14 Dezembro, 2019

 

spacenews