1897: Marinha norte-americana cria novas regras para reportar OVNIs

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(CC0/PD) PhotoVision / Pixabay

O aumento de avistamentos de objectos voadores não identificados em áreas controladas pelo Exército norte-americano levou a Marinha a estabelecer um novo protocolo de acção.

Será que estamos sozinhos no Universo? Esta questão tem vindo a ser debatida há séculos, mas ganhou mais um novo capítulo depois de oficiais da Marinha norte-americana terem registado o avistamento de aeronaves não identificadas, de tecnologia muito avançada.

Vários militares têm feito relatos sobre avistamentos em espaços aéreos protegidos ou perto de formações militares de objectos não identificados, e o assunto não tem sido ignorado pela Marinha norte-americana. Segundo o Politico, este órgão está a criar um novo protocolo que deve ser seguido pelos militares quando tiverem de reportar um avistamento sinistro.

A intenção da Marinha não é legitimar estes alegados avistamentos, mas sim criar uma forma de protocolar estes casos e de os encaminhar para análise. As autoridades estão actualmente a trabalhar no esboço das novas directrizes que deverão ser seguidas pelos pilotos ou outros profissionais que observarem fenómenos aéreos inexplicáveis.

“Há registo de várias situações nas quais foram vistas aeronaves não identificadas que entram em vários perímetros controlados por militares”, afirmou a Marinha dos Estados Unidos ao Politico. “Por prevenção, a Marinha americana considera que estas situações merecem ser investigadas sempre que ocorrem. Por esse motivo, irá melhorar o processo que permite denunciar incursões suspeitas.”

Desde que se soube, há alguns anos, que o Governo norte-americano financiou um programa secreto para investigar OVNIs entre 2007 e 2012, o interesse dos congressistas em ter acesso a informações mais detalhadas aumentou. O Congresso Americano quer zelar pela “segurança na aviação militar“, salienta o matutino.

A verdade é que a Marinha recebeu várias críticas por não dar importância a este tipo de relatos e por incentivar uma política segundo a qual os militares acreditam que se falarem sobre o assunto, poderão ver a sua carreira prejudicada.

Chris Mellon, um responsável no Comité de Inteligência do Senado norte-americano, disse ao The Washington Post que o protocolo actual consiste em ignorar anomalias detectadas, ao invés de serem exploradas. “Em muitos casos, o pessoal militar não sabe o que fazer com essa informação, como dados de satélite, por exemplo. Os militares ignoram os dados por não se tratar de um avião ou de um míssil tradicional.”

É precisamente para evitar este tipo de situações que a Marinha propõe actualizar e formalizar o processo de informação sobre incursões suspeitas.

Os OVNIs têm sido um assunto na ordem do dia nos Estados Unidos. Em 2017, o New York Times noticiou um misterioso programa de investigação de OVNIs – Advanced Aerospace Threat Identification Program (AATIP) – realizado pelo Pentágono.

O jornal avança que, no mesmo ano, dos 600 mil milhões de dólares (aproximadamente 535 mil milhões de euros) do Orçamento de Estado norte-americano, 22 milhões de dólares (cerca de 19,6 milhões de euros) eram entregues ao programa de identificação de ameaças do espaço aéreo.

ZAP //

Por ZAP
27 Abril, 2019

 

1281: Avistamento de OVNIs ao largo da costa irlandesa sob investigação

A hipótese de poder tratar-se de um meteoro não foi suficiente para que a autoridade irlandesa decidisse não investigar o assunto. O alerta foi dado por um piloto da British Airways.

© Reuters/Mike Blake

Depois de relatos de luzes brilhantes e avistamento de OVNIs na costa sudoeste do país, a Autoridade da Aviação da Irlanda (IAA) decidiu dar início a uma investigação oficial. De acordo com a BBC, às 6:47 da passada sexta-feira, uma piloto da British Airways comunicou à torre de controlo aéreo de Shannon ter visto um dispositivo “mover-se muito rapidamente”, questionando se se trataria de um exercício militar. Mas a hipótese foi negada pelo controlador do tráfego aéreo.

Foi uma “luz muito brilhante” e um objecto a subir pelo lado esquerdo do avião que fizeram a piloto desconfiar. A velocidade do objecto voador, que se desviava “muito rapidamente para o norte”, foi outro elemento que contribuiu para a tese de que poderia tratar-se de um OVNI. A comunicação da piloto com a torre de controlo pode ser ouvida aqui.

Um outro piloto de um avião da Virgin sugeriu que o objecto pudesse ser um meteoro a reentrar na atmosfera terrestre, admitindo que há “múltiplos objectos que seguem o mesmo tipo de trajectória” e são igualmente brilhantes. Mas diz ter visto duas luzes brilhantes” à direita da aeronave que pilotava, e que desapareceram a alta velocidade. Outro comandante garante que a velocidade era “astronómica”, como Mach 2 – que é o dobro da velocidade do som.

A Autoridade de Aviação irlandesa decidiu, então, dar início a uma investigação. “Na sequência de relatos de actividade aérea anormal de um pequeno número de aeronaves, na sexta-feira, 9 de Novembro, o IAA apresentou um relatório”, seguiu em comunicado.

“Este relatório será investigado no processo normal de investigação de ocorrências confidenciais”, explicou ainda a autoridade.

O porta-voz do aeroporto de Shannon recusou dar quaisquer declarações sobre o tema, pelo menos enquanto a investigação estiver a decorrer.

Diário de Notícias
Catarina Reis
13 Novembro 2018 — 08:30

 

1150: Seis aviões comerciais avistam OVNIs no Chile

Bueggel / Flickr
O Chile é um dos países que mais documenta objetos voadores não identificados

Pelo menos seis aviões comerciais — cinco deles da Latam Chile e um da Copa Airlines — comunicaram ao Comité de Estudos de Fenómenos Aéreos Anómalos (CEFAA) o avistamento de objectos voadores não identificados no norte do Chile.

O fenómeno ocorreu na madrugada de 7 de Maio, a cerca de 1.350 quilómetros a norte de Santiago, perto da cidade de Antofagasta. Porém, só agora foi disponibilizado um vídeo no YouTube que mostra o diálogo entre os pilotos das aeronaves com o controlador de voo.

No vídeo, é possível ouvir o piloto do voo Copa 174 informar que na altura do posto de controle aéreo Livor, a 380 quilómetros do litoral de Antofagasta, era possível visualizar três luzes. “Não sabemos o que é“, disse, pouco antes de informar que uma das luzes desapareceu. Em seguida, o piloto do voo Latam 639 entra em contacto com a torre de controle e declara que também está a ver as luzes “aparentemente, sobre o mar”.

O piloto do Latam 2473 responde que também está ver as luzes e, depois o voo Latam 79 também informa que uma luz no nível do mar pode ser vista intensificando o seu brilho, acabando depois por desaparecer.

Nesse momento, o primeiro piloto informa que consegue ver três luzes à esquerda da aeronave: “As luzes estão a movimentar-se e aumentam e diminuem de intensidade. Vamos virar à direita pois parece que se estão a aproximar“, diz o piloto do voo Copa 174.

O voo Latam 501 também confirma que avistou os Ovnis e o Copa 174 volta a falar: “Que fenómeno estranho! Agora, temos três luzes em forma de triângulo“. Logo após esse momento, o piloto do voo Latam 577 situou as luzes quilómetros de Livor.

O Chile é um dos países que mais documenta objectos voadores não identificados no seu território aéreo, a par dos Estados Unidos, Peru, Rússia e Brasil. Nos últimos 65 anos, mais de 600 relatos foram registados.

Os diálogos entre os pilotos e controladores de voo podem ser ouvidos no vídeo abaixo, após o 4º minuto, com legendas e áudio em espanhol.

ZAP // CanalTech

Por CT
15 Outubro, 2018

 

955: “Bola de fogo” rasgou os céus da Austrália

Desert Fireball Network, Curtin University
O meteoro tinha cerca de 50 centímetros

Uma incrível “bola de fogo” rasgou os céus da Austrália Ocidental na passada terça-feira, dia 26, e muitas pessoas tiveram a sorte de capturar o momento. 

A “bola de fogo” era um meteoro com aproximadamente 50 centímetros, que entrou na atmosfera da Terra às 19:40 da hora local, apontou um porta-voz do Observatório Perth, na Austrália, em declarações ao Space.com.

O porta-voz disse que o Observatório recebeu “dezenas de chamadas de pessoas frenéticas” que viram a entrada do meteoro. Como várias pessoas conseguiram captar o momento em vídeo, os cientistas podem estudar as imagens para descrever a trajectória do corpo espacial.

Cientistas da equipa de investigação da Fireballs in the Sky, da Universidade de Curtin, na Austrália, estão a acompanhar as observações dos moradores locais, na esperança de rastrear os remanescentes do meteoro.

Segundo o Observatório de Perth, os cientistas estão a concentrar a procura na cidade de York, localizada a 100 quilómetros a leste de Perth.

Os meteoritos podem ser difíceis de diferenciar das rochas terrestres, mas estes tendem a ter uma revestimento em tons de preto e a ser ligeiramente mais pesados.

Estudar meteoritos pode ajudar os cientistas a compreender melhor os asteróides, corpos celestes de onde estas rochas caem. Por sua vez, estes estudos podem ajudar os investigadores a avaliar os riscos apresentados por meteoros de maiores dimensões – o tipo de rochas que não ilumina apenas o céu.

Recentemente, uma bola de fogo cruzou o céu do estado norte-americano do Alabama, deixando um rasto 40 vezes mais brilhante do que a Lua cheia.

Também no Peru uma bola de fogo cruzou o céu na cidade amazónica de Pucallpa, no norte do país, deixando os habitantes a pensar que era um meteorito ameaçador ou até um objecto extraterrestre. Afinal de contas, era apenas lixo espacial.

ZAP // LiveScience

Por ZAP
2 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 2 erros ortográficos ao texto original)

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