2736: Novo avião hipersónico vai permitir voar de Londres a Sidney em 4 horas

DINHEIRO

A Agência Espacial do Reino Unido anunciou a construção da “primeira ponte espacial do mundo” graças a um verdadeiro avião espacial

A Agência Espacial do Reino Unido anunciou esta semana, na Conferência Espacial do Reino Unido 2019, que vai trabalhar com a Agência Espacial Australiana para a construção da “primeira ponte espacial do mundo”.

O projecto, nomeado de Synergetic Air-Breathing Rocket Engine (SABRE), está a ser desenvolvido pela Reaction Engines, que conta com o financiamento da BAE Systems, da Rolls-Royce e da Boeing HorizonX.

O resultado do projecto promete ser uma boa surpresa para os entusiastas dos voos supersónicos. A barreira do som não era quebrada desde que o Concorde parou de voar em 2003. Em Abril deste ano, a Reaction Engines anunciou testes bem-sucedidos, que simulavam uma velocidade três vezes mais alta do que a do som. Ou seja, 50% mais rápido que a velocidade do já defunto Concorde, que conseguia fazer a viagem entre Nova Iorque e Paris em cerca de 3,5 horas, e corresponde ao recorde de velocidade dos jactos mais rápidos já feitos.

No entanto, de acordo com a CNN, o motor está a ser construído para que possa atingir cinco vezes mais do que a velocidade do som. O SABRE “respira” o ar da atmosfera, o que permite uma maior eficiência do combustível e diminuição do peso. Em comparação com os outros motores existentes, o SABRE sai na frente, uma vez que, todos os outros precisam transportar o seu próprio suprimento de oxigénio.

“Os foguetões realmente não progrediram nos últimos 70 anos, enquanto os motores aeronáuticos tornaram-se muito eficientes. No entanto, ao combinar um motor aeronáutico e um foguetão, pode-se ter um sistema de propulsão muito leve e eficiente e, na prática, criar um avião espacial”, explica Shaun Driscoll, director de projectos da Reaction Engines, na Conferência Espacial do Reino Unido 2019.

Diário de Notícias
DN/Dinheiro Vivo
29 Setembro 2019 — 11:57

 

2541: Nave espacial da Força Aérea dos EUA está a orbitar secretamente a Terra…

O que andará a fazer?

A Força Aérea dos EUA gabou-se recentemente de que a sua nave/drone X-37B acaba de bater um recorde ao orbitar a Terra durante 719 dias consecutivos.

Se o recorde é uma façanha, o alvo da curiosidade não é este ato, mas sim, o que andará a nave a fazer lá em cima há tanto tempo?

Conforme o que é referido nas informações fornecidas pela Força Aérea norte-americana, este é o Projecto X-37B. O seu objectivo é desenvolver naves espaciais não tripuladas e reutilizáveis “para o futuro da América no espaço”. Estas serão assim capazes de hospedar experiências que podem ser levadas de volta à Terra para análise.

Mas o que é o Projecto X-37B?

A primeira coisa a entender é o que é afinal este projecto. Na realidade, tudo nasceu a 1999 na NASA com o “Projecto X-37”. Na altura, a agência americana foi responsável pelo projecto de um “avião espacial” fabricado pela Boeing. Sendo também parte de um desenvolvimento conjunto entre a NASA, a DARPA e a Boeing.

O avião é autónomo com a capacidade de ser operado remotamente. Além disso, a sua energia é obtida através de painéis solares que lhe permitem operar por longos períodos de tempo… neste caso, vários anos.

O futuro

Trata-se de uma aeronave que não requer muito dinheiro para ser construída e que também é reutilizável. Por isso, em 2004 a DARPA decidiu assumir o projecto para tarefas militares. Assim, levou a NASA a descartar os modelos X-37A que tinha na altura. A DARPA fez alguns ajustes e encomendou à Boeing melhorias que deram vida à X-37B. Nomeadamente, reduzindo o seu tamanho, aumentando as suas capacidades de comunicação e ainda a sua autonomia.

Corria o ano de 2010 e a Força Aérea dos EUA adoptava esta aeronave para missões classificadas como “Orbital Test Vehicle” (OTV). Segundo a informação pública da agência, até hoje esta aeronave completou quatro missões bem-sucedidas e estará com a quinta missão em andamento.

A primeira missão OTV durou 224 dias em órbita, enquanto a OTV-4 bateu o recorde ao passar 717 dias, 20 horas e 42 minutos em voo. Agora, o OTV-5 tem orbitado a Terra desde 7 de Setembro de 2017 e pretende estar lá por mais vários meses, embora não seja assim tão claro o que está lá a fazer.

De acordo com as informações do Daily Beast, o X-37B foi “concebido para transportar cargas úteis experimentais de câmaras de alta tecnologia de vários tipos, sensores electrónicos e radares de cartografia do solo”.

Em resumo, tecnologia tem muita, informação sobre o que anda a fazer existe pouca. Mas ainda vai lá ficar por muito tempo.

pplware
28 Ago 2019
Imagem: U.S. Air Force
Fonte: Space.com

artigo associado: Um avião espacial orbita a Terra há 719 dias (mas não se sabe porquê)

 

2537: Um avião espacial orbita a Terra há 719 dias (mas não se sabe porquê)

Um avião militar sem tripulantes, movido a energia solar, quebrou o seu recorde de duração de voo espacial e passou mais de 719 dias a orbitar a Terra.

O avião espacial X-37B pertence à Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e esta é a sua quinta missão — o Orbital Test Vehicle 5 (OTV-5). No entanto, os resultados das suas missões permanecem confidenciais.

Na segunda-feira, o avião quebrou o recorde estabelecido pela missão anterior, o OTV-4, que permaneceu no ar por 717 dias, 20 horas e 42 minutos. O OTV-5 bateu esse às 10 horas e 43 minutos, no dia 26 de Agosto. Hoje, o avião está quase no final do dia 719.

Embora a USAF não evite falar sobre o avião espacial, usa termos muito gerais. Mas, é de conhecimento público que a USAF tem, pelo menos, duas aeronaves movidas a energia solar, construídas pela Boeing.

A última missão foi lançada a 7 de Setembro de 2017 pelo foguete Falcon 9 da SpaceX e ainda está activa. Não está claro quando termina a sua missão, mas o avião está preparado com rodas para aterrar na pista.

De acordo com a USAF, os objectivos primários do X-37B são pesquisar tecnologias de veículos espaciais reutilizáveis para o futuro dos EUA no espaço e, conduzir experiências que se possam trazer para a Terra para as examinar.

Segundo a Space, as tecnologias testadas no programa incluem: orientação avançada, navegação e controlo, sistemas de protecção térmica, aviónica, estruturas e vedações de alta temperatura, isolamento reutilizável conforme, sistemas electromecânicos de voos leves, sistemas avançados de propulsão, materiais avançados, voo orbital autónomo, reentrada e aterragem.

No passado, o mistério em torno desta missão levou à especulação de que os militares podiam estar a testar um EM Drive no espaço — um hipotético sistema de propulsão sem combustível que foi estudado pela NASA e que a China alega já estar a testar.

Outras especulações sugeriam que a USAF podia estar a usar o X-37B para pesquisa de armas ou operações de vigilância da órbita. Contudo, em 2010 a Força Aérea negou que o programa envolvesse qualquer “capacidade ofensiva”.

“O programa apoia a redução de riscos tecnológicos, a experiência e o desenvolvimento de conceitos operacionais”, disse um porta-voz na altura.

Independentemente da missão do avião, este foi projectado para um tempo de órbita de apenas 270 dias. O facto de ter sido capaz de mais do que duplicar o tempo é uma conquista para as aeronaves movidas a energia solar.

DR, ZAP //

Por DR
28 Agosto, 2019