3625: Avalanches de gelo gigantes podem ter criado as misteriosas espirais no Pólo Norte de Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA MGS MOLA Science Team / FU Berlin / DLR / ESA

Avalanches de gelo gigantes podem ter destruído quilómetros de crateras polares de Marte a velocidades de até 80 metros por segundo. Esses fenómenos podem resolver um mistério sobre características estranhas do Planeta Vermelho.

Marte está cheio de características bizarras desde “dunas extraterrestres” a carbonatos de superfície. Há muito tempo que os investigadores observam características lineares estranhas que viajavam pelas laterais de duas crateras de impacto na região polar norte do planeta.

De acordo com um novo estudo que será publicado em Julho na revista científica Planetary and Space Science, essas formações em espiral são o que resta de avalanches de gelo monumentais que ocorreram há cerca de um milhão de anos.

Os cientistas já tinham argumentado anteriormente que essas formas lineares pareciam morenas ou moreias: estruturas lineares montanhosas formadas por glaciares de movimento lento, que empurram sujidade e rochas à frente do seu avanço. Nas regiões polares de Marte, os glaciares são feitas de dióxido de carbono, mas os seus efeitos geológicos são os mesmos.

O novo estudo argumenta que grandes torres de gelo d’água, chamadas maciços, localizadas ao longo da encosta das crateras, desabaram, resultando em avalanches épicas. As cristas parecidas com a morena eram formadas pela acumulação de detritos empurrados para o fundo das crateras pelo colapso de maciços.

Planetary and Space Science / NASA

Sergey Krasilnikov, da Russian Academy of Sciences, e os colegas simularam estes surtos hipotéticos usando dados colhidos pela NASA e realizando cálculos independentes. Juntos, esses métodos apoiaram um cenário em que a “acumulação excessiva de gelo d’água nas encostas” atingiu “uma condição instável crítica”, resultando em avalanches de gelo e na formação das cristas.

Os maciços formam-se através da acumulação constante de geada. Eventualmente, o peso e a pressão ficaram tão intensos que os maciços desabaram, libertando o seu conteúdo para o fundo da cratera.

O maior dos dois colapsos envolveu cerca de 2,42 quilómetros quadrados de gelo, enquanto o menor envolveu 1,1 quilómetros quadrados. O maciço maior tinha cerca de 150 metros de altura e o menor 100 metros de altura.

A queda de gelo e detritos teria viajado a uma estimativa de 80 metros por segundo. Como a gravidade é mais baixa em Marte, os destroços espalham-se por um território amplo, atingindo cerca de 15 quilómetros do ponto de partida no colapso maior e 12 quilómetros no menor. Durante o maior colapso do maciço, a avalanche abrangeu uma área total de 104 quilómetros quadrados.

“É uma boa explicação alternativa”, disse Mike Sori, cientista planetário da Universidade do Arizona que não participou da nova pesquisa, em declarações à EOS, jornal da American Geophysical Union.

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Mais evidências são necessárias para comprovar este estudo. Investigações futuras terão de explicar porque é que foram encontrados apenas dois exemplos de avalanches de gelo em Marte.

ZAP //

Por ZAP
30 Abril, 2020

 

spacenews

 

2588: NASA captou momento de avalanche em Marte

© TVI24 NASA captou momento de avalanche em Marte

A NASA captou, no passado dia 3 de Setembro, imagens de uma avalanche em Marte. A agência explicou que este é um fenómeno recorrente durante a primavera do planeta, altura em que o pólo norte fica instável, originando a chamada “época das avalanches”.

HiPOD 3 Sept 2019: Avalanche Season

Every spring the sun shines on the side of the stack of layers at the North Pole of Mars and the ice destabilizes.

Read more: https://uahirise.org/ESP_060176_2640 

NASA/JPL/University of Arizona#Mars #science

A NASA explica que “o calor desestabiliza o gelo e os blocos soltam-se”, o que resulta em fortes nuvens de poeira uma vez que os blocos atingem o chão, em quedas de 500 metros.

A imagem foi captada pelo pólo da NASA na Universidade do Arizona.

msn notícias
Redacção TVI24
06/09/2019