4200: NASA desvenda mistério das auroras semelhantes a “colares de pérolas”

A frota de naves espaciais THEMIS da NASA ajudou a desvendar um mistério sobre um tipo muito especial de aurora, também conhecida como “luzes do norte” no hemisfério norte.

Descrito como “como um colar de pérolas brilhantes”, o fenómeno das “contas aurorais” às vezes pode ser visto um pouco antes de grandes exibições aurorais mas, até agora, deixou os cientistas perplexos.

As auroras são um fenómeno natural do céu visto perto do Círculo Árctico e do Círculo Antárctico e são causadas por partículas carregadas do Sol que são capturadas e canalizadas pela magnetosfera da Terra e interagem com átomos na atmosfera superior.

Já as “contas aurorais” são vistas a iluminar o céu como pérolas únicas num “colar auroral” brilhante. Normalmente, aparecem quando a aurora começa a brilhar, por isso, além de serem um mistério em si mesmos, acredita-se que podem causar – ou indicar o surgimento de – exibições impressionantes de aurora.

De acordo com a NASA, estas auroras semelhantes a um “colar de pérolas brilhantes” são causadas pela turbulência no plasma no Espaço ao redor da Terra – e não na atmosfera superior, como se suspeitava anteriormente.

“Agora sabemos com certeza que a formação dessas contas é parte de um processo que precede o desencadeamento de uma sub-tempestade no Espaço”, disse o investigador principal do THEMIS na Universidade da Califórnia, Vassilis Angelopoulos. “Esta é uma nova peça importante do quebra-cabeça.”

Conforme o plasma ejectado pelo Sol interage com o campo magnético da Terra, cria bolhas flutuantes de plasma atrás da Terra. Comparando-o a uma lâmpada de lava, os cientistas explicam que os desequilíbrios na flutuabilidade entre as bolhas e o plasma mais pesado na magnetosfera cria dedos de plasma de mais de quatro mil quilómetros de largura que se estendem em direcção à Terra. É isso que causa as “contas aurorais”.

Este estudo foi publicado em maio na revista científica Journal of Geophysical Research: Space Physics e este mês na revista científica Geophysical Research Letters.

Há “dunas” no céu do Norte. É um novo tipo de aurora

Uma colaboração entre físicos e observadores de estrelas amadores rendeu a descoberta de um novo tipo de aurora anteriormente desconhecido….

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21 Agosto, 2020

 

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3282: Mudança no campo magnético da Terra fez nascer um novo tipo de aurora boreal

CIÊNCIA

john.purvis / Flickr

Pensava-se que as luzes coloridas que adornam os céus dos pólos Norte e Sul eram resultado de partículas solares a interagirem com gases na atmosfera. No entanto, uma aurora boreal avistada recentemente é a excepção à regra.

Jennifer Briggs, estagiária da NASA e estudante de Física na Universidade de Pepperdine, na Califórnia, descobriu um novo tipo de luzes polares – auroras – causadas por uma quebra no campo magnético da Terra. A investigadora notou uma anomalia quando estava a analisar imagens de uma ilha norueguesa e dados de satélites com a ajuda de cientistas da agência espacial.

Ao contrário de outros fenómenos do mesmo género, esta aurora boreal não tinha partículas energizadas a colidir com gases atmosféricos. Por norma, as auroras são causadas por partículas do Sol, mas, neste caso, o Sol não teve qualquer tipo de relação.

Quando a aurora foi avistada, o Sol não indicava nenhuma actividade elevada em forma de erupções. O fenómeno levou a NASA a concluir que as luzes eram causadas por uma misteriosa compressão rápida e repentina do campo magnético da Terra.

Não é claro o que terá motivado a “compressão maciça, mas localizada“, que, segundo os cientistas, assemelhava-se a algo a perfurar o campo magnético. A borda da bolha percorreu cerca de 25.000 quilómetros em direcção à Terra, levando apenas 1 minuto e 45 segundos para concluir o trajecto.

De acordo com a Sputnik News, os investigadores sugeriram que poderia ter havido uma tempestade sem precedentes na área onde as partículas solares atravessam a nossa bolha protectora, a magnetosfera. Ainda assim, a causa da tempestade continua desconhecida.

Este fenómeno “é algo que nunca vimos antes”. “O movimento em direcção a leste, para oeste e depois em espiral não é algo que alguma vez tenhamos visto. Hoje, ainda não conseguimos compreender”, disse Briggs, numa conferência de imprensa no início de Dezembro.

Certo é que, independentemente da causa, a misteriosa compressão resultou na impressionante aurora observada numa ilha na Noruega.

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28 Dezembro, 2019

 

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3209: Em Marte, as auroras brilham durante todo o verão (e ajudam a explicar a perda de água do Planeta Vermelho)

CIÊNCIA

MAVEN / LASP / University of Colorado / NASA
Aurora global em Marte

Além de impressionantes, as auroras dos céus marcianos oferecem pistas importantes sobre como a água do Planeta Vermelho escapa para a atmosfera.

Este tipo de aurora – conhecida por “aurora protão” e identificada pela primeira vez em Marte no ano 2016 – ocorre durante o dia e produz luz ultravioleta (UV). Apesra de ser visível a olho nu, foi detectada pelo Imaging UltraViolet Spectrograph (IUVS) da MAVEN.

Recentemente, uma equipa de cientistas estudou estas auroras marcianas através da análise de dados acumulados ao longo de vários anos de observações. No novo artigo científico, publicado recentemente na JGR Space Physics, os cientistas referem que as aurora protão são as mais comuns em Marte, “com quase 100% de ocorrência no lado diurno do planeta, no sul durante o verão”.

Na Terra, as auroras aparecem quando ventos solares atingem o campo magnético do nosso planeta. Estas colisões de alta energia entre partículas solares e partículas atmosféricas de gás criam luzes no céu.

Segundo Andréa Hughes, investigadora da Universidade Aeronáutica Riddle, na Florida, as auroras protão também começam com ventos solares – mas, neste caso, os protões carregados colidem com uma nuvem de hidrogénio.

Depois, sugam os electrões dos átomos de hidrogénio, neutralizando os protões. Quando estes átomos neutros energéticos entram na atmosfera de Marte, as colisões com moléculas produzem brilhos ultravioletas – ou auroras de protões.

Estas auroras são muito comuns no verão marciano no sul do planeta porque os meses de verão são aqueles em que a nuvem de hidrogénio surge perfeitamente posicionada para interagir com os ventos solares e, desta forma, produzir auroras de protões quase constantes.

Os cientistas descobriram ainda que a temperatura aumenta durante o verão marciano e que as nuvens de poeira retiram o vapor de água da superfície do planeta. “Isso faz com que o hidrogénio se separe em hidrogénio e oxigénio, fazendo com que ele escape”, disse Hughe, citada pelo Live Science.

“Por causa desse fenómeno, sabemos que quando vemos uma aurora protão, a fonte não é apenas o vento solar, mas também a água que se separa e se perde no Espaço.”

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Por ZAP
17 Dezembro, 2019

 

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1645: Uma aurora boreal em forma de dragão apareceu nos céus da Islândia (e apanhou a NASA de surpresa)

(dr) Jingyi Zhang & Wang Zheng

Uma aurora boreal com a forma da cabeça de um dragão iluminou de tons esverdeados o céu da Islândia e a NASA não tardou a partilhar o fenómeno nas redes sociais.

A NASA partilhou a imagem fascinante de uma aurora “dragão”. O fenómeno ocorreu na Islândia e foi publicado pela agência espacial americana no dia 18 de Fevereiro.

Os céus da Islândia iluminaram-se em tons esverdeados, nos quais se podia observar a silhueta de um dragão. A cabeça e as asas da criatura mitológica, em contraste com o céu negro, são facilmente detectáveis. Também é possível notar a boca e a língua de forma distinta. Além disso, a cor púrpura reforça os contornos da criatura com a língua saindo da sua boca.

 

NASA Photos @nasa_photos

This is NASA’s Astronomy Picture of the Day! Dragon Aurora over Iceland https://go.nasa.gov/2V5BcHF

A imagem ganha ainda mais espectacularidade conhecendo o método escolhido para a captura da fotografia. O fotógrafo utilizou um figurino humano de modo a criar a noção de perspectiva para acentuar a dimensão da aurora “dragão”.

No site da NASA, pode ler-se que “a aurora foi causada por um buraco na coroa do Sol que expeliu partículas carregadas num vento solar que seguiu um campo magnético interplanetário em mudança para a magnetosfera da Terra”. Assim que as partículas entraram em contacto com a atmosfera da Terra, emitiram luz, tornando visível a aurora.

No passado, povos acreditavam que as auroras eram na verdade as danças de um espírito ancestral ou até mesmo de um deus cósmico.

As auroras boreais são um fenómeno frequente, mas a NASA afirma que esta apareceu num “momento inesperado”, porque, “até ao momento, não se tinham registado manchas solares no sol, em Fevereiro”, ou seja, surgiu num período de baixa actividade solar.

ZAP //

Por ZAP
26 Fevereiro, 2019

– Será que esta imagem foi capturada com um telemóvel descartável???

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1331: Combinação rara de arco-íris lunar e aurora polar captada na Suécia

DESTAQUES

Lights Over Lapland / Facebook

Fotógrafos que correm o mundo em busca de auroras polares ficaram estupefactos ao encontrar muito mais do que estava à procura: uma combinação rara de arco-íris lunar e aurora polar na Suécia.

O céu de Abisko, na Suécia, surpreendeu alguns fotógrafos ao conseguir unir dois fenómenos extraordinários numa só imagem. “Eu fotógrafo auroras polares há dez anos e esta foi uma experiência única para mim”, confessou ao portal Lonely Planet o fotógrafo Chad Blakeley.

O arco-íris lunar é um fenómeno raro e quase desconhecido, que surge na fase próxima ao plenilúnio. Para isso acontecer, o único satélite natural da Terra deve estar a uma altura relativamente pequena e é preciso que haja uma grande quantidade de humidade.

Lights Over Lapland é uma empresa sueca especializada em ajudar os turistas a encontrar e a fotografar fenómenos especiais e bizarros como estes no céu do país. Blakeley é o fundador da empresa que, à medida que as noites polares se tornam longas e as luzes do norte mais visíveis, ruma ao horizonte para captar estes momentos incríveis.

A empresa faz também a transmissão ao vivo do fenómeno. Foi quando reviu as imagens que Blakeley se apercebeu de que o arco-íris nocturno foi produzido pelo luar em vez de ter sido produzido pela luz do Sol. Além disso, este arco-íris formava-se em frente a uma aurora boreal.

Os fenómenos, autênticos Picassos do céu, proporcionaram um momento único e alegraram os olhos de todos que assistiram de perto a este fenómeno.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
24 Novembro, 2018

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103: Auroras erráticas de raios-X descobertas inesperadamente em Júpiter

This image combines an image taken with Hubble Space Telescope in the optical (taken in spring 2014) and observations of its auroras in the ultraviolet, taken in 2016.

Os telescópios espaciais da ESA e da NASA revelaram que, ao contrário das luzes polares da Terra, as auroras intensas vistas nos pólos de Júpiter se comportam, inesperadamente, de forma independente.

As auroras têm sido observadas em muitos lugares, desde planetas, luas e até estrelas, anãs castanhas e uma variedade de outros corpos cósmicos. Estas lindas exibições são causadas por fluxos de partículas atómicas carregadas electricamente – electrões e iões – que colidem com as camadas atmosféricas que cercam um planeta, lua ou estrela. As luzes polares da Terra tendem a espelhar-se mutuamente: quando se iluminam no pólo norte, também se iluminam no pólo sul.

O mesmo se esperava das auroras noutros lugares, mas um novo estudo, publicado hoje na Nature Astronomy, revela que aquelas no gigante de gás Júpiter estão muito menos coordenadas.

O estudo utilizou os observatórios espaciais de raios-X XMM-Newton da ESA e o Chandra da NASA, para observar os raios-X de alta energia produzidos pelas auroras nos pólos de Júpiter. Enquanto as auroras do sul encontraram um pulso consistente a cada 11 minutos, aquelas no pólo norte do planeta acenderam caoticamente.

Estas auroras não parecem actuar em uníssono como aquelas com que estamos familiarizados aqui na Terra”, diz o autor principal, William Dunn, do Laboratório de Ciências Espaciais Mullard da Universidade do Colégio de Londres, Reino Unido, e Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, EUA.

Pensámos que a actividade seria coordenada através do campo magnético de Júpiter, mas o comportamento que encontrámos é realmente intrigante.

Aurora no norte do Canadá

É estranho ainda considerar que Saturno – outro planeta gigante gasoso – não produz qualquer aurora de raios-X que possamos detectar, então isso levanta algumas questões que actualmente não temos certeza de como responder.

Em primeiro lugar, como é que Júpiter produz as auroras de raios-X brilhantes e energéticas quando o vizinho não o faz e, em segundo lugar, como é que faz isso de forma independente em cada pólo?

Com os dados nas mãos, William e os colegas identificaram e cartografaram pontos quentes de raios-X nos pólos de Júpiter. Cada ponto quente cobre uma área com metade do tamanho da superfície da Terra.

Além de levantar questões sobre como as auroras são produzidas por toda a parte do cosmos, as auroras pulsadoras independentes de Júpiter sugerem que há muito mais a entender sobre como o próprio planeta produz algumas das suas emissões mais enérgicas.

A influência magnética de Júpiter é colossal; a região do espaço sobre a qual o campo magnético joviano domina – a magnetosfera – é cerca de 40 vezes maior do que a da Terra e cheia de plasma de alta energia. Nas bordas externas desta região, partículas carregadas, em última instância, de erupções vulcânicas na lua de Júpiter, Io, interagem com o limite magnético entre a magnetosfera e o espaço interplanetário. Estas interacções criam fenómenos intensos, incluindo auroras.

As partículas carregadas devem atingir a atmosfera de Júpiter a velocidades excepcionalmente rápidas para gerar os pulsos de raios-X que vimos. Ainda não entendemos o que os processos causam, mas estas observações dizem-nos que agem de forma independente nos hemisférios do norte e do sul”, acrescenta Licia Ray, da Universidade de Lancaster, Reino Unido, e uma co-autora.

A assimetria nas luzes do norte e do sul de Júpiter também sugere que, muitos corpos cósmicos que se sabe que experienciam auroras – exoplanetas, estrelas de neutrões, anãs castanhas e outros corpos de rotação rápida – podem produzir uma aurora muito diferente em cada pólo.

Juice em Júpiter

O Juice da ESA chegará ao planeta em 2029, para investigar a atmosfera e a magnetosfera de Júpiter. Irá observar também as auroras e, em particular, o efeito sobre as luas galileanas.

Esta é uma descoberta inovadora, e não poderia ter sido feita sem o XMM-Newton da ESA”, acrescenta Norbert Schartel, cientista do projecto da ESA para o XMM-Newton.

O observatório espacial foi fundamental para este estudo, fornecendo dados detalhados com uma alta resolução espectral, de modo que a equipa pudesse explorar as cores vibrantes das auroras e descobrir detalhes sobre as partículas envolvidas: se se estão a mover rapidamente, sejam elas um ião de oxigénio ou enxofre, e assim por diante.

Observações coordenadas como estas, com telescópios como o XMM-Newton, Chandra e Juno a trabalhar em conjunto, são fundamentais para explorar e compreender ambientes e fenómenos em todo o universo e os processos que os produzem.”

Notícia e imagens: ESA

Texto corrigido para Língua Portuguesa pré-AO90

Em Órbita
Astronáutica e Conquista do Espaço
4 de Novembro de 2017

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