1645: Uma aurora boreal em forma de dragão apareceu nos céus da Islândia (e apanhou a NASA de surpresa)

(dr) Jingyi Zhang & Wang Zheng

Uma aurora boreal com a forma da cabeça de um dragão iluminou de tons esverdeados o céu da Islândia e a NASA não tardou a partilhar o fenómeno nas redes sociais.

A NASA partilhou a imagem fascinante de uma aurora “dragão”. O fenómeno ocorreu na Islândia e foi publicado pela agência espacial americana no dia 18 de Fevereiro.

Os céus da Islândia iluminaram-se em tons esverdeados, nos quais se podia observar a silhueta de um dragão. A cabeça e as asas da criatura mitológica, em contraste com o céu negro, são facilmente detectáveis. Também é possível notar a boca e a língua de forma distinta. Além disso, a cor púrpura reforça os contornos da criatura com a língua saindo da sua boca.

 

NASA Photos @nasa_photos

This is NASA’s Astronomy Picture of the Day! Dragon Aurora over Iceland https://go.nasa.gov/2V5BcHF

A imagem ganha ainda mais espectacularidade conhecendo o método escolhido para a captura da fotografia. O fotógrafo utilizou um figurino humano de modo a criar a noção de perspectiva para acentuar a dimensão da aurora “dragão”.

No site da NASA, pode ler-se que “a aurora foi causada por um buraco na coroa do Sol que expeliu partículas carregadas num vento solar que seguiu um campo magnético interplanetário em mudança para a magnetosfera da Terra”. Assim que as partículas entraram em contacto com a atmosfera da Terra, emitiram luz, tornando visível a aurora.

No passado, povos acreditavam que as auroras eram na verdade as danças de um espírito ancestral ou até mesmo de um deus cósmico.

As auroras boreais são um fenómeno frequente, mas a NASA afirma que esta apareceu num “momento inesperado”, porque, “até ao momento, não se tinham registado manchas solares no sol, em Fevereiro”, ou seja, surgiu num período de baixa actividade solar.

ZAP //

Por ZAP
26 Fevereiro, 2019

– Será que esta imagem foi capturada com um telemóvel descartável???

[vasaioqrcode]

 

938: Auroras boreais extraterrestres. Saturno como nunca o viu

O telescópio espacial Hubble e a Cassini uniram esforços para estudar o fenómeno no planeta dos anéis. As imagens são de uma rara beleza e também contam novidades

© ESA/Hubble, NASA, A. Simon (GSFC) and the OPAL Team, J. DePasquale (STScI), L. Lamy (Observatoire de Paris)

O telescópio Hubble, há quase três décadas a observar o universo a partir da órbita terrestre, ainda consegue surpreender os astrónomos com as suas imagens espectaculares. É o caso destas, que mostram as auroras boreais no pólo norte de Saturno em toda a sua beleza, ao mesmo tempo que revelam a sua evolução ao longo de vários meses, proporcionado aos cientistas um conhecimento mais detalhado sobre aquele fenómeno no planeta dos anéis.

Na Terra, as auroras boreais são produzidas pelos ventos solares, que aqui chegam carregados de partículas energéticas. Quando estas partículas atingem a alta atmosfera (a ionosfera), situada entre os 80 e os 17 quilómetros de altitude, nas latitudes mais próximas dos pólos, interagem com as moléculas dos gases que aí se concentram, e produzem aquelas luzes espectaculares em tons de verde e vermelho.

Mas a Terra não é o único planeta do sistema solar com auroras boreais. Elas também se existem em Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Mas, como as atmosferas desses gigantes para lá de Marte são sobretudo compostas por hidrogénio – na Terra os gases dominantes são o azoto e o oxigénio – as auroras boreais só se tornam visíveis se forem observadas no ultravioleta do espectro electromagnético.

Esta era, por isso, a missão perfeita para o Hubble, uma vez que essa observação só pode ser feita a partir do espaço. Conjugando dados do Hubble com os da fase final da missão Cassini, que terminou em Abril do ano passado, os cientistas apontaram os dois observatórios ao alvo e mostram agora o resultado final desses registos.

A observação decorreu ao longo de sete meses, e o resultado revela, não apenas uma sucessão de imagens de rara beleza, mas também algumas novidades.

Uma delas está relacionada com a alta velocidade do movimento de rotação de Saturno: ali, um dia completo dura apenas 11 horas, menos de metade do que na Terra, e isso influencia a variabilidade das auroras boreais.
Outra novidade é que existem dois picos de brilho nas auroras boreais no planeta dos anéis: um ao nascer do Sol e outro ao crepúsculo. Este último nunca antes tinha sido observado. E vale a pena contemplá-lo.

Diário de Notícias
Filomena Vaves
30 Agosto 2018 — 16:34

(Foram corrigidos 8 erros ortográficos ao texto original)

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

383: Steve: o misterioso fenómeno que os cientistas estão a tentar desvendar

Steve, o misterioso fenómeno celeste que pinta os céus com tons de roxo e verde, foi estudado por cientistas da NASA, que revelam que se trata de uma nova forma de aurora boreal.

Cientistas da NASA estão a estudar as propriedades do misterioso fenómeno chamado “Steve“, nome dado pelos observadores deste evento que é, também, uma abreviação de “Strong Thermal Emission Velocity Enhancement”.

Steve é semelhante a uma aurora boreal e tem sido documentado nos céus do Canadá, descrito geralmente como um fio vertical de luz roxa e tons esverdeados.

Segundo Elizabeth MacDonald, cientista da NASA, o fenómeno pode ocorrer em latitudes mais baixas do que as auroras comuns, oferecendo aos cientistas um vislumbre das interacções do campo magnético e da atmosfera superior da Terra. As descobertas da equipa foram publicadas esta semana na Science Advances.

Os cientistas tomaram conhecimento deste fenómeno quando membros de um grupo do Facebook, chamado “Alberta Aurora Chasers” – que reúne pessoas da província de Alberta, no oeste do Canadá, que gostam de observar auroras – começaram a publicar fotografias de observações incomuns do (agora conhecido) fenómeno Steve.

Os céus surgem “pintados” com fios roxos esverdeados, orientados quase verticalmente. Uma vez que aparece em áreas mais populosas, no sul do país, esta é uma espécie de aurora boreal que está ao alcance de mais pessoas.

Cientificamente, “diz-nos que os processos que criam auroras boreais estão a penetrar todo o caminho até à magnetosfera interna“, explica MacDonald.

Os cientistas compararam estas observações amadoras com dados dos satélites Swarm, da Agência Espacial Europeia (ESA), que medem precisamente a variação no campo magnético da Terra, de modo a descobrir quais as condições que propiciaram este fenómeno.

As auroras mais comuns formam-se quando as partículas carregadas impulsionadas pelo Sol são conduzidas em direcção à atmosfera superior dos pólos do nosso planeta pelo campo magnético da Terra. Estas partículas solares atingem partículas neutras na atmosfera superior, e produzem luz e calor, visíveis a olho nu no céu nocturno.

Pelo contrário, as Steves formam-se de maneira diferente. Nas regiões onde aparecem, há um campo eléctrico que aponta para o pólo e um campo magnético que aponta para baixo. Os dois juntos criam esta emissão orientada para oeste.

Assim, o fluxo na ionosfera terrestre atrai as partículas solares carregadas para oeste, onde atingem e aquecem partículas neutras durante o caminho, produzindo as tais luzes ascendentes. Este fenómeno configura o primeiro indicador visível da “movimentação” de partículas carregadas, que os investigadores têm vindo a estudar via satélite há cerca de 40 anos.

Dada a dificuldade em obter uma visão geral das auroras com os satélites actuais (porque não são capazes de ver um hemisfério inteiro ao mesmo tempo ou observar cada ponto com frequência), as pessoas desempenharam um papel determinante na compreensão do fenómeno Steve.

“Em conjunto, todas as observações nos ajudaram a construir novos modelos de auroras”, diz MacDonald, acrescentando que a melhoria tecnológica de câmaras significaria que os registos amadores seriam ainda mais valiosos para os cientistas.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
17 Março, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=c064078e_1521284750028]