1644: A Bíblia pode ter a prova de que a Atlântida está em Israel

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Ryan Pitterson, escritor e investigador da Bíblia, acredita que a mítica cidade de Atlântida nunca desapareceu e que os seus destroços podem ainda ser encontrados em Israel, sustentando os seus argumentos com passagens bíblicas.

Focado no pensamento e na teologia hebraica antiga, o escrito argumenta que existem certas ligações entre a narrativa de Platão sobre a cidade perdida de Atlântida e as histórias do gigantes bíblicos conhecidos como nefilins.

Os nefilins (termo que deriva do hebraico) eram descendentes da relação entre os “filhos de Deus” e as “filhas dos homens”, ou seja, eram, no fundo, criaturas metade humanas metade divinas. Estes gigantes sugerem duas vezes mencionados na Bíblia.

Por sua vez, a Atlântida, descrita pelo antigo filósofo grego Platão em 350 a.C, era uma ilha mítica que, devido a um desastre natural devastador, acabou por afundar num lugar algures no mar Mediterrâneo ou no oceano Atlântico.

Em entrevista ao Daily Star Pitterson, autor do livro “Julgamento dos Nefilins”, garantiu que a história dos nefilins coincide com a do deus grego Poseidon, que teve, alegadamente, filhos com uma mulher humana na ilha de Atlântida.

“Um exemplo que realmente me chamou à atenção foi a descrição da Atlântida de Platão”, começa por explicar. “É quase notável como é semelhante a Ezequiel 31, que descreve a ascensão deste anjo caído procriando com muitos filhos e tendo um reino com uma abundância de recursos e rios, bem como um poder militar e, em seguida, tudo isso se ter desmoronado. No relato de Platão, foi o deus grego Poseidon quem se apaixonou por uma mulher humana e a engravidou”, sustentou.

Para o investigador, a descrição de Platão da cidade perdida corresponde aos registos bíblicos da misteriosa estrutura circular de pedra Galgal Refaim (“círculo de gigantes”, em referência a uma raça bíblica de gigantes), que foi construída em 3000 a.C. e que é mais conhecida como “Stonehenge do Oriente Médio”.

Acredita-se que a Atlântida de Platão seja também construída em círculos concêntricos com água a correr através da cidade. “Assim, desde o início, foi um deus vindo para um reino terrestre e concebendo um filho com uma mulher humana, tal como aconteceu em Génesis 6”, aponta ainda Ryan Pitterson.

E remata: “A Atlântida é descrita como tendo todos os tipos de grandes minerais — ouro, minerais preciosos — e num relato bíblico, em Génesis 2, dizem-nos que os rios que que saíam do Jardim do Éden englobavam toda a linha de Ávila”, explicou Pitterson.

A mítica Atlântida continua a fomentar o debate científico, havendo vários especialistas que apontam que a cidade pode está afundada em Espanha. Além da verdadeira cidade, outras há que vão sendo criadas à luz da original, indo desde a Tanzânia até à Alemanha.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
27 Fevereiro, 2019

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1356: Empresa tecnológica diz ter encontrado Atlântida (outra vez)

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Conceito artístico da Atlântida de Platão

Desde o final do século XIX, vários cientistas têm desenvolvido inúmeras teorias sobre a localização de Atlântida, a mítica ilha descrita por Platão em 360 a.C. Desde então, vários lugares foram sendo apontados como Antárctida, Bolívia, a Turquia, Alemanha, Malta e Caraíbas.

Agora, numa nova investigação, a empresa tecnológica Merlin Burrows afirma ter localizado a misteriosa ilha depois de estudar os textos de Platão, bem como dados históricos e satélites, relata o portal de ciência Live Science.

A empresa acredita que Atlântida está localizada no oeste da Andaluzia, a sul de Espanha. A Merlin Burrows descreve-se como uma uma empresa que procura sítios arqueológicos em terra e no mar, sendo especializada em encontrar coisas “esquecidas ou escondidas”.

Sediada no condado de Yorkshire, no Reino Unido, a empresa recorreu às imagens dos satélites comerciais Landsat 5 e Landsat 8, que fornecem dados para o Google Earth, para  descobrir o paradeiro da mítica Atlântida.

Especificamente, Atlântida, que é “maior do que a Líbia e a Ásia juntas”, tal como é descrito por Platão nas suas obras, foi localizada no local onde hoje encontramos o Parque Nacional de Doñana, no estuário do rio Guadalquivir, em Espanha.

De acordo com o relato da empresa britânica, foram encontradas amostras concretas no local: a equipa da Merlin Burrows descobriu os vestígios de grandes círculos que podem ter servido de base para as colunas do Templo de Poseidon, o deus dos mares, assim como o resto de uma pátina verde-azulada.

A equipe encontrou ainda vestígios de um longo muro oceânico, bem como sinais de tsunami – que pode ser uma prova do evento catastrófico que ditou o fim da ilha. Platão descreveu que os deuses destruíram a Atlântida há 9.000 anos um desastre cataclísmico.

Os investigadores chegaram mesmo a levar a cabo uma análise aos vestígios encontrados no espaço natural de Andaluzia que, segundo os mesmos, é fruto de uma obra criada pelo Homem. O material é datado de há 10.000 e 12.000 anos, disseram.

Apesar de fascinante, a descoberta foi recebida com muito cepticismo pela comunidade científica. Antes do mais, porque não foi publicado qualquer estudo com os resultados da investigação – ou seja, não houve qualquer revisão dos pares. A empresa limitou-se a divulgar um comunicado de imprensa e a lançar um documentário. E, por isto, são necessário dados adicionais para confirmar os resultados.

Além disso, os britânicos não são os primeiros que se atrevem apontar a localização da mítica Atlântica. Estudos anteriores davam já conta que o Parque Nacional e Natural de Doñana, considerado como uma jóia na paisagem do estuário do Guadalquivir, poderia abrigar a mítica civilização perdida.

Depois das “várias” Atlântidas já anunciadas – que vão desde da Tanzânia até à Alemanha -, a mítica ilha de Platão parece continuar com a sua localização em segredo.

ZAP // RT

Por ZAP
1 Dezembro, 2018

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