1386: O Oumuamua não transmite sinais de rádio (mas ainda pode ser alienígena)

M. Kornmesser / European Southern Observatory
Impressão de artista do primeiro asteróide interestelar:Oumuamua.

Investigadores não localizaram sinais de rádio artificiais na superfície do Oumuamua. Mas a hipótese de ser de natureza alienígena ainda não está descartada.

As observações de longo prazo do asteróide Oumuamua no momento da sua aproximação à Terra excluem a presença na sua superfície de qualquer fonte artificial de ondas de rádio ou outros sinais.

Num estudo que será publicado na revista Acta Astronautica em Fevereiro do próximo ano, os investigadores do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) explicaram que usaram o campo de antenas Allen Telescope Array (ATA) para tentar detectar transmissões de rádio artificiais do Oumuamua.

As observações foram feitas entre os dias 23 de Novembro e 5 de Dezembro de 2017, período no qual observaram o corpo celeste em busca de algum tipo de sinal. Embora estivessem à procura de emissões de energia ainda menos do que as emitidas pelos telemóveis, não houve qualquer tipo de resultado.

“Estávamos à procura de um sinal que mostrasse que este objecto incorpora alguma tecnologia de origem artificial”, explica Gerry Harp, principal autor do estudo, no artigo do SETI. “Não encontramos emissões, apesar da busca bastante minuciosa”, disse o cientista.

Contudo, segundo os astrónomos do Instituto SETI, ainda não é possível descartar definitivamente a hipótese de o objecto ter origem extraterrestre não natural.

A importância de Oumuamua reside no facto de ser o primeiro asteróide detectado que não vem do Sistema Solar. A natureza do “Mensageiro das Estrelas” está rodeado de mistérios desde o dia em que foi descoberto por astrónomos da Universidade do Hawai, em Outubro de 2017.

Depois de constatar mudanças na velocidade do seu movimento, o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian sugeriu que o asteróide poderia ser uma “sonda” enviada à Terra intencionalmente por uma “civilização alienígena”.

No último ano, o mundo da astronomia debruçou-se no estudo do corpo celeste e as mais várias teorias já foram apresentadas em artigos científicos: desde o seu passado violento, passando pela possibilidade de ser um sistema binário, e até o provável local de onde veio o Oumuamua.

Recentemente, investigadores da Universidade de Harvard sugeriram que milhares de objectos semelhantes ao Oumuamua podem estar presos no Sistema Solar.

ZAP // RT; Phys

Por ZAP
7 Dezembro, 2018

 

 

394: Desvendado finalmente mistério da múmia extraterrestre chilena

(dr) E. Smith / Bhattacharya et al. 2018 / Genome Research
Ata, a pequena múmia “extraterrestre” encontrada no deserto do Atacama

Um estudo agora revelado permitiu concluir que a ATA, a pequena múmia chilena de aparência extraterrestre encontrada no deserto do Atacama em 2003, é o esqueleto de uma menina que nasceu prematura e com várias mutações genéticas.

Depois de no início do mês terem sido anunciados primeiros resultados de uma análise de ADN à misteriosa múmia de Nazca, no Peru, uma equipa de cientistas revelou agora detalhes sobre um outro mistério semelhante: a origem de ATA, a múmia chilena que nos últimos anos tem causado alvoroço na comunidade científica internacional.

Encontrada em 2003, no deserto do Atacama, a estranha forma do esqueleto, de apenas 15 centímetros, alimentou rumores de que seria extraterrestre. A hipótese foi rapidamente descartada pelos cientistas, mas várias questões permaneciam sem resposta.

O estudo da pequena múmia, cuja análise do material genético durou cinco anos, revelou que o esqueleto pertence a uma menina que teve várias mutações genéticas. Os resultados do estudo foram publicados esta quinta-feira no jornal Genome Research.

Segundo os investigadores, trata-se de uma criança prematura, que nasceu com diversas deformações nos ossos e crânio devido a uma série de mutações ligadas a nanismo e ao envelhecimento prematuro. Anteriormente, especialistas acreditavam que os ossos pertenciam a uma criança com idade entre seis e oito anos.

Os investigadores acreditam que Ata nasceu morta ou morreu logo após o nascimento. A análise revelou também que o esqueleto, encontrado no interior de uma bolsa de couro atrás de uma igreja, nasceu há menos de 40 anos.

Usando o ADN extraído da medula óssea da múmia, os investigadores fizeram uma análise completa do seu genoma, tendo conseguido determinar sem qualquer dúvida que a pequena múmia é humana, e até a sua origem geográfica. Ata é sul-americana, provavelmente da região andina.

De acordo com Garry Nolan, investigador da Universidade de Medicina de Stanford e um dos autores do estudo, a descoberta pode no futuro ajudar a descobrir tratamentos para pacientes com problemas nos ossos. “Talvez possa haver alguma forma de acelerar o crescimento dos ossos”, acrescentou o cientista, citado pelo The Washington Post.

Além do crânio visivelmente alongado e das cavidades oculares anormalmente grandes, uma das deformações mais notórias de Ata é o número de costelas: tem apenas 10 pares, quando o normal seriam 12.

“Todos nascemos com uma ou outra mutação. Tantas mutações como as que conseguimos identificar não são normais num só indivíduo, mas foi apenas uma questão de azar“, explica Garry Nolan.

ZAP // Deutsche Welle / Science Alert

Por ZAP
23 Março, 2018

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