3763: Missão da Space X acoplou com sucesso. Astronautas da NASA já chegaram à EEI

CIÊNCIA/NASA/SAPCE-X

(h) EPA/SpaceX

A cápsula Dragon que transporta os astronautas da agência espacial norte-americana (NASA) já acoplou à Estação Espacial Internacional, após terem partido no primeiro voo privado rumo ao espaço, neste sábado.

Foi às 15:17 (hora de Lisboa) que a cápsula Dragon, da empresa SpaceX do multimilionário Elon Musk, começou a acoplagem à Estação Espacial Internacional (EEI), enquanto sobrevoava uma área de fronteira entre a Mongólia e China.

A acoplagem ficou completa às 15:30. Depois da acoplagem, os astronautas norte-americanos Doug Hurley e Bob Behnken vão ainda demorar cerca de duas horas e 15 minutos a abandonar a cápsula e entrar na EEI.

““Tem sido uma verdadeira honra poder ser uma pequena parte deste empreendimento de nove anos desde a última vez que uma nave dos Estados Unidos acoplou com a EEI”, disse Doug Hurley pouco depois de acoplar na EEI, citado pelo portal Business Insider.

Temos que dar os parabéns aos homens e mulheres da Space X [que trabalharam] em Hawthorne, McGregor e no Kennedy Space Center. Os seus esforços incríveis ao longo dos últimos anos não pode ser subestimados”, continuou.

NASA @NASA

Docking confirmed! @AstroBehnken and @Astro_Doug officially docked to the @Space_Station at 10:16am ET:

O lançamento estava inicialmente previsto para esta quarta-feira, mas as condições meteorológicas acabaram por adiar o evento para este sábado.

Este foi voo histórico, marcando momento importantes quer para a NASA quer para a empresa privada Space X do multimilionário Elon Musk. A Space X fez o seu primeiro voo tripulado, ao passo que a NASA marcou o fim do contrato dos Estados Unidos com a Rússia para fazer o transporte dos seus astronautas até à estação orbital.

A NASA contratou a SpaceX e a Boeing, em 2014, ao abrigo de contratos que totalizam sete mil milhões de dólares. Ambas as empresas lançaram as suas cápsulas de tripulação no ano passado com manequins de teste. O SpaceX’s Dragon cumpriu todos os seus objectivos, enquanto a cápsula Starliner, da Boeing, acabou na órbita errada e quase foi destruída devido a múltiplos erros de software.

Como resultado, o primeiro voo do Starliner com astronautas não é esperado até ao próximo ano. Desde que retirou o vaivém espacial em 2011, a agência espacial norte-americana tem confiado nas naves espaciais russas, lançadas do Cazaquistão, para levar os astronautas americanos de e para a estação espacial.

Fez-se história. Foguetão da SpaceX lançado com sucesso rumo à EEI

O primeiro foguetão concebido e construído por uma empresa privada, a SpaceX, de Elon Musk, levando a bordo dois astronautas…

ZAP // Lusa

Por ZAP
31 Maio, 2020

 

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3760: Fez-se história. Foguetão da SpaceX lançado com sucesso rumo à EEI

ESPAÇO/SPACE-X/NASA

Erik S. Lesser / EPA

O primeiro foguetão concebido e construído por uma empresa privada, a SpaceX, de Elon Musk, levando a bordo dois astronautas foi lançado este sábado na presença do Presidente do Estados Unidos, Donald Trump.

O lançamento decorreu às 15h22 locais (20h22 em Lisboa).

A descolagem decorreu na perfeição, segundo escreve o semanário Expresso, e o voo prossegue agora rumo à Estação Espacial Internacional (EEI) com os astronautas Doug Hurley e Bob Behnken a bordo do foguetão.

Este é um voo histórico, marcando momento importantes quer para a NASA quer para a empresa privada Space X do multimilionário Elon Musk. A Space X fez o seu primeiro voo tripulado, ao passo que a NASA marcou o fim do contrato dos Estados Unidos com a Rússia para fazer o transporte dos seus astronautas até à estação orbital.

É absolutamente uma honra fazer parte deste enorme esforço para levar os Estados Unidos de volta ao mercado de lançamentos”, confessou Doug Hurley, minutos antes de descolar, citado pelo portal Business Insider.

O administrador da NASA, Jim Bridenstine, mostrou-se emocionado durante as declarações que prestou depois de o foguete ter entrado em órbita.

“Estou a dar um suspiro de alívio, mas também direi que não comemorarei até que o Bob e o Doug estejam em casa em segurança (…) Já ouvi estes barulhos antes, mas é todo um sentimento diferente quando é a nossa equipa no topo deste foguete”.

Os astronautas norte-americanos deverão demorar 19 horas a chegar à EEI.

O lançamento estava inicialmente previsto para esta quarta-feira, mas as condições meteorológicas acabaram por adiar o evento para este sábado.

Eddy @eddymessiah2

GOOSEBUMPS, congrats America 🇺🇲 #SpaceX #LaunchAmerica

A agência espacial, norte-americana tentou desencorajar os espectadores a assistirem ao lançamento, por causa da pandemia de covid-19, e limitou severamente o número de funcionários, visitantes e jornalistas dentro do Kennedy Space Center.

No entanto, na nova paragem turística reaberta do centro, os 4.000 bilhetes para o lançamento foram todos comprados em poucas horas.

A NASA contratou a SpaceX e a Boeing, em 2014, ao abrigo de contratos que totalizam sete mil milhões de dólares. Ambas as empresas lançaram as suas cápsulas de tripulação no ano passado com manequins de teste. O SpaceX’s Dragon cumpriu todos os seus objectivos, enquanto a cápsula Starliner, da Boeing, acabou na órbita errada e quase foi destruída devido a múltiplos erros de software.

Como resultado, o primeiro voo do Starliner com astronautas não é esperado até ao próximo ano. Desde que retirou o vaivém espacial em 2011, a agência espacial norte-americana tem confiado nas naves espaciais russas, lançadas do Cazaquistão, para levar os astronautas americanos de e para a estação espacial.

Astronautas da NASA já se preparam para voo histórico a bordo do foguetão da Space X

Dois astronautas da NASA já estão a equipar-se para o lançamento histórico de um foguetão concebido e construído pela empresa…

ZAP // Lusa

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30 Maio, 2020

 

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3735: Os futuros colonos de Marte podem ter de alterar o seu ADN para sobreviver

CIÊNCIA/ASTROBIOLOGIA/GENÉTICA/MARTE

D Mitriy / Wikimedia

As condições no planeta Vermelho são tão letais que mesmo os planos mais abrangentes para proteger astronautas e futuros colonos os deixariam expostos a níveis perigosos de radiação cósmica e extremos ambientais.

De acordo com o portal Space, Kennda Lynch, astro-bióloga e geo-microbiologista do Lunar and Planetary Institute, nos Estados Unidos, defende que as agências espaciais devem alterar o ADN dos futuros astronautas e colonos para que possam suportar melhor a vida em Marte.

Segundo Lynch, isto pode ser necessário de forma a dar aos colonos a sua melhor hipótese de sobrevivência.

Na semana passada, a astro-bióloga argumentou numa conferência online apresentada pela The New York Academy of Sciences, que seria preferível editar o genoma humano para sobreviver em Marte do que tentar terraformar o planeta para ser menos inóspito para seres humanos.

Caso contrário, os colonos arriscar-se-iam a eliminar evidências de quaisquer ecossistemas nativos, passados ou presentes. “E como podemos fazer isso se mudarmos o planeta antes de partirmos e descobrirmos se realmente houve vida lá?”, questionou Lynch durante o evento.

Para Lynch, tecnologias como engenharia genética “talvez sejam necessárias se as pessoas quiserem viver, trabalhar, prosperar, estabelecer a sua família e permanecer em Marte”. “É nessa altura que esse tipo de tecnologia pode ser crítica”, acrescentou.

A investigadora sugeriu que a engenharia genética também pode ser empregada para criar “micróbios” que ajudariam os colonos a estabelecer a sua presença em solo marciano.

“Estas são algumas das coisas que podemos fazer para nos ajudar a fazer as coisas que precisamos, ajudar a fabricar materiais para construir os nossos habitats”, disse. “Essas são muitas coisas que os cientistas estão a estudar agora”.

Christopher Mason, geneticista da Weill Cornell Medicine e participante na mesma conferência, disse mesmo que alterar o ADN dos astronautas pode vir a ser um imperativo categórico – um princípio fortemente sentido que obriga a pessoa a agir.

“E talvez somos eticamente obrigados a fazê-lo?”, questionou Mason. “Acho que, se for uma missão suficientemente longa, talvez seja preciso fazer algo, assumindo que seja seguro, o que ainda não podemos dizer”.

Lynch não é a primeira a sugerir a alteração do ADN dos colonos espaciais. Em 2018, uma equipa de investigadores polacos argumentou que a modificação genética pode ser necessária se os futuros habitantes quiserem ter bebés em Marte.

Os futuros colonos de Marte poderão ter miopia, ossos mais densos e até outra cor de pele

Caso os seres humanos consigam colonizar Marte, os novos colonos do Planeta Vermelho vão sofrer uma série de mutações que…

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23 Maio, 2020

 

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Night Flight – Journey from space over the Earth at night in real-time [4K]

Welcome to Amazing Space Videos – ‘Night Flight’ has been created using real photos of Earth taken by NASA astronauts aboard the International Space Station. Sit back, relax and meditate on our beautiful home as the lights from across the world shine out into space.

Using software, we have turned this time-lapse photography into a real-time video reconstruction so we see our planet at the speed as it would have appeared from the ISS.

 

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3711: Viver na EEI deixa uma “impressão digital” microbiana nos astronautas

CIÊNCIA/ESPAÇO

A EEI – Estação Espacial Internacional

Dois estudos científicos mostram como a Estação Espacial Internacional (EEI) deixa uma “impressão digital” microbiana nos astronautas (e vice-versa).

De acordo com o site Science Alert, estes dois estudos fazem parte de projectos que analisam como é que as viagens espaciais afectam o microbioma humano e como é que esse mesmo microbioma, por sua vez, afecta a nave espacial.

O primeiro estudo, publicado na revista científica Scientific Reports, em 2019, analisou nove astronautas que estiveram a bordo da Estação Espacial Internacional entre seis a 12 meses.

Ao contrário do que esperavam, os cientistas descobriram que os microbiomas intestinais destes tripulantes se tornaram mais diversos no ambiente relativamente estéril e livre de bactérias do Espaço.

Segundo o mesmo site, esta descoberta pode estar relacionada com o facto de estes astronautas terem à sua disposição na EEI mais de 200 opções de alimentos e bebidas, acabando por ser uma oferta mais variada do que em casa.

Relativamente ao microbioma da pele, os resultados foram diferentes. Alguns astronautas tiveram um aumento na diversidade das suas bactérias na pele, enquanto outros tiveram uma diminuição. A única tendência consistente foi uma redução das Proteobacteria, muito possivelmente por causa da limpeza da estação espacial.

Por outro lado, também se verifica mudanças microbianas na direcção oposta. Tanto que os cientistas são capazes de dizer quais são os astronautas que estiveram a bordo da ISS simplesmente ao olhar para os traços microbianos que deixaram para trás.

É aqui que entra o segundo estudo, publicado, em Abril, na revista científica PLOS One. Os investigadores recolheram amostras da boca, nariz, ouvidos, pelo e saliva de um membro da tripulação da EEI antes, durante e depois da sua missão.

De seguida, a equipa comparou-as com amostras recolhidas em oito superfícies da EEI durante e após a sua estadia. Os cientistas foram capazes de detectar padrões correspondentes de micro-organismos.

Os cientistas usaram uma técnica de laboratório especial para explorar o ADN das amostras na Terra. No total, o microbioma do astronauta contribuiu para 55% do microbioma da superfície, e os micróbios da superfície assemelharam-se mais aos encontrados nas suas amostras da pele. Segundo o estudo, estas semelhanças bacterianas ainda se mantiveram por até quatro meses depois da partida do astronauta.

De acordo com o Science Alert, ao entender a relação entre os microbiomas dos astronautas e as naves espaciais, os cientistas estarão mais aptos para planear longas viagens espaciais e mais equipados para manter os astronautas seguros e saudáveis.

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19 Maio, 2020

 

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3697: Cientistas encontraram o local perfeito para abrigar astronautas em Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/MARTE

gorodenkoff / Canva

Marte é um planeta hostil. Tendo perdido o seu campo magnético e a maior parte da sua atmosfera, a sua superfície é exposta a altos níveis de radiação cósmica que pode mesmo levar à morte. Agora, os cientistas dizem ter encontrado o local ideal para abrigar os primeiros astronautas que pousem em Marte.

A radiação cósmica é um dos principais desafios que os futuros colonos de Marte terão de ultrapassar. Na Terra, é a magnetosfera que nos protege dessa radiação, que pode penetrar tecidos e provocar doenças, podendo mesmo ser fatal. Porém, Marte é constantemente bombardeado com radiação.

De acordo com o LiveScience, uma equipa de cientistas planetários da Washington Academy of Sciences diz saber qual será a melhor forma de abrigar astronautas em pousem em Marte: construir assentamentos dentro de cavernas subterrâneas chamadas tubos de lava.

Encontrados em planetas sólidos e em luas, os tubos de lava formam-se quando os canais de lava arrefecem e e endurecem para formar rochas ígneas. Quando o fluxo de lava finalmente para e drena, é deixada para trás uma caverna subterrânea natural. Na Terra, esses tubos atingem cerca de 30 metros, mas, em Marte, onde há menos gravidade, podem ter até 250 metros de largura.

Para encontrar estes recantos subterrâneos em Marte, Antonio Paris e os seus colegas tiveram de vasculhar imagens das câmaras a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA em busca de pistas.

Antonio paris et. all

De acordo com um novo estudo, que será publicado na revista científica Journal of the Washington Academy of Sciences e está disponível no servidor de pré-publicação arXiv, os investigadores identificaram três candidatos a tubos de lava que poderiam servir como lar para futuros visitantes, além de um possível local para descobrir vida microbiana anterior em Marte.

Localizados na grande bacia de impacto de Hellas, no hemisfério sul de Marte, os tubos de lava ficam próximos da antiga montanha vulcânica Hadriacus Mons.

A radiação nesta região mais baixa de Marte já teve níveis consideravelmente inferiores ao resto da superfície do planeta. Além disso, experiências em tubos de lava na Terra sugerem que poderiam proteger de mais 82% da radiação recebida.

“Estas cavernas naturais forneceriam à tripulação protecção contra a exposição excessiva à radiação, protegeriam do bombardeamento de micro-meteoritos e proporcionariam um grau de protecção contra flutuações extremas de temperatura”, escreveram os autores.

Os tubos de lava já tinham sido sugeridos pelos cientistas como possíveis habitats na Lua.

A NASA não consegue explicar um enorme buraco em Marte

Uma fotografia capturada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter está a intrigar os cientistas. A imagem mostra camadas de dióxido de…

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16 Maio, 2020

 

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3670: Former astronaut and SpaceX consultant on creating a new crewed spacecraft: ‘We were really the underdogs’

SCIENCE/SPACE

SpaceX’s upcoming crewed launch will be “really intense” for Garrett Reisman

For former NASA astronaut Garret Reisman, SpaceX’s May 27 launch of the company’s first human passengers to space is going to be a very personal moment. Reisman worked at SpaceX for years, helping the company win NASA contracts and overseeing operations of SpaceX’s Dragon spacecraft — both the new crewed version, and its predecessor, which brought cargo to the International Space Station.

Reisman left SpaceX in 2018 to become a professor at the University of Southern California, but he’s maintained contact with the company as a consultant. Soon, he’ll be watching when his friends, NASA astronauts Bob Behnken and Doug Hurley, fly on the vehicle he helped develop at SpaceX. “When there’s somebody on there that I know — emotionally, psychologically it changes everything,” Reisman tells The Verge.

At the start of his journey with SpaceX, “We had a lot of competition from around the industry, and we had a little tiny team, and we were really the underdogs,“ Reisman says. Now, the company is set to be the first commercial venture to launch people to the International Space Station. He spoke to us about how he’s feeling ahead of the launch, and what it was like to work on the Commercial Crew Program.

This interview has been edited for length and clarity.

As an astronaut you’ve flown on the Space Shuttle, but during the time that you were flying in the 2000s, the commercial space industry was in a very different place than it was today. What inspired you to get involved with commercial space and SpaceX?

My real first exposure was when we were getting ready to launch on STS-132 in 2010. We had a delay because of rain, and the ground was too soggy for us to roll [Space Shuttle] Atlantis out to the pad. So we had this day off, which is like a miracle, and they asked us what we wanted to do. And we said, “Well, we heard about this company SpaceX, and we heard that they’re renovating this old launch pad over at the Cape Canaveral Air Force Station. Can we go over and take a look?”

The whole crew went. We walked around that launch pad, and it suddenly hit me that this was a real, serious endeavor — that it wasn’t just a bunch of hobbyists. In a very short period of time, they had taken this old launch pad and completely converted it for a brand new rocket and were getting ready to launch in very short order. They were doing stuff in months that would have taken NASA, at the time, years.

Garrett Reisman (second from right) stands with his crew in Cape Canaveral, after landing STS-132 Image: NASA

I decided after we came back from that flight to check it out further, and I called up an old friend and colleague Ken Bowersox, who was working in Hawthorne for SpaceX. He gave me a tour around the Hawthorne facility, and I wanted to be a part of it. That’s why I made the decision that I really wanted to stop being an astronaut — which is a hard thing to do, because it’s a great gig — and to be part of this new industry.

What did you initially come on to do at SpaceX and how did you get involved with the Commercial Crew effort?

When I was first hired, I never even got a job description. It was actually really fortunate, because it changed on Day 1. I think my title was Safety and Mission Assurance Engineer — something completely generic and innocuous. It was just an excuse to get me in the door. On the very first day, like right after I got my badge, I got told that Elon wanted to meet me.

He says, “Hey, you know we just put in for a proposal for CCDev 2,” which was the second round of [development contracts for] NASA’s Commercial Crew Program. He says, “You know, we’re supposed to hear next month whether or not we won. If we win, I need somebody to run that program. Do you think you can do that?”

And I was like, “Sure! You know, how hard can that be?” Which was really stupid of me, because it was really hard, and I had no idea what I was getting into. I was so naive. And then a month later in April, we won the contract and we got off and running.

What were the struggles involved taking the cargo version of Dragon and turning it into a crew vehicle?

The intent to do that was there from the very beginning. The first [cargo] Dragon that ever went to space, which is still hanging above our mission control in Hawthorne, had windows on it. Obviously a bunch of toothpaste and food doesn’t need to look out the window. But the desire was there from the very beginning.

Reisman at SpaceX’s headquarters in Hawthorne, California Image: SpaceX

There were also a lot of cultural challenges and certification challenges. With cargo, which was kind of an experiment, NASA was really focused just on one very narrow risk, which is the risk that once [Dragon] got to the space station, that we might damage it or cause some harm. So they scrutinized very carefully everything Dragon was going to do and every part of Dragon that affected its ability to operate safely around the space station. But the rest of it, they didn’t really care very much. The Falcon 9 [rocket], you know, it was up to the FAA to certify that we weren’t going to do anything really bad and hurt the uninvolved public. As far as the reliability of the rocket, NASA wasn’t really concerned about that.

They really just wanted to know if your “car” was going to dent the other car when it parked.

Yeah, as long you don’t dent my car, it’s okay!

But once you start talking about putting NASA astronauts on it, like we’re going to do, then everything changes. Now, it’s not just what the spacecraft does when it’s really close to the station, it’s the spacecraft, and the rocket, and the boat that picks the crew up, and the car that takes them to the launch pad — it’s what everything does. Because now we have to protect the safety of these astronauts from the moment they get turned over to SpaceX to the moment we turn them back over to NASA at the very end of the mission. So the scope of NASA scrutiny and certification went up several orders of magnitude.

We had to overcome some cultural differences. We were this Silicon Valley-type company with that kind of an ethos, and NASA was a government bureaucracy. They had different ways of looking at the world, and we needed these two organizations to really work together. It was a challenge in the beginning. I want to emphasize that we got there, and now NASA and SpaceX, as we get ready to launch Bob and Doug, it’s amazing to me to see how closely they’re working together and how well they communicate and get along. It’s come a long, long way, and it’s immensely gratifying to me to see that.

Did you feel like you kind of spoke NASA talk that helped to bridge that gap between the Silicon Valley culture and the NASA culture?

If I had a job description, you wouldn’t see it written in there, but really that was probably one of my most important and most challenging roles, was trying to bridge that gap. It’s why I’m saying I’m so gratified to see that we finally got there. I’m not taking all the credit by any means, because I left two years ago, and there’s been tremendous progress since then. But the contributions I made in that regard are something I’m pretty proud of.

I know that there’s been a lot of scrutiny on the parachutes — those have seen a lot of testing. Would you say those were the biggest hurdles to overcome, or were there other technical aspects that proved to be challenging?

We did end up doing a lot of parachute testing, and so that was a big focus. The Draco [engines] are the same, but everything else in that system, especially the SuperDraco thrusters — the tanks, the pressurization system, the plumbing, the valves — everything was a big step up in complexity.

SpaceX

The communication system — the antennas are totally different. The solar panels — we had deployable solar panels, now we have conformal mounted solar panels, so that was a big redesign. And the whole launch escape system — not just the SuperDracos — but the guidance, navigation, and control that goes along with that, and trying to figure out how to make that work and be as safe as possible. We have a nosecone on Dragon 2 that opens and closes that we didn’t have on Dragon 1. The docking system — there’s another one — we had to design and build our own docking system, because the one that NASA wanted to provide for us really required too much power. It was too heavy, and it was too expensive. So we decided to make our own and my hat’s off to the team that designed that, because that system is really very elegant, very simple, but very capable.

It sounds to me that Dragon 2, while it has some elements of Dragon 1, it’s almost a completely new vehicle.

Yes, though a lot of the lessons we learned, especially operating Dragon 1 were definitely incorporated into Dragon 2. So if we had to do Dragon 2 from a blank sheet of paper, it would have been a lot harder.

Being able to try things out with Dragon 1 was unbelievably valuable to us. It even extended to the life support systems, which you wouldn’t think of. I mean, why would a cargo vehicle need a life support system? Well, you still need to control the pressure inside this pressurized vehicle. And we did fly rodents for science experiments. That enabled us to actually test out components of the life support system we would use on Dragon 2, obviously in miniature scale.

What was it like at the company when there were failures trying to get to this point? Like with last year’s failure, what did those moments teach you and those at SpaceX as you were developing these vehicles?

I was no longer full time when we had that last failure, but I was a consultant, and I remember going in right after that happened. It really hit them pretty hard, because everybody’s viewing it through the prism of “we’re about to put people on this thing.” People started internalizing the gravity of what we’re about to do and how serious we need to be about safety and reliability of the vehicle.

What I told them was that we should look at that last accident we had during ground testing as a gift, because nobody got hurt, and we learned an extremely valuable lesson. We had a flaw in the design that was previously undetected. But now we know that it is there, and we can fix it. You know, we had flaws in the design of the Space Shuttle — two major flaws — and we had astronauts die before we fixed them. We had to learn those lessons about flaws in the vehicle that were potentially catastrophic in an extremely painful manner.

You’ve been so close to this program since day one, what is it like seeing it finally come to fruition after all this time?

It’s huge. I gave seven years of my life, working as hard as I could to try to get to this point. And now that it’s really happening, it’s unbelievably exciting and I think even more so, because I know Bob and Doug. On top of all my other involvement with this thing, I consider both of them my friends— especially Bob because we were graduate students at Caltech back before either one of us had even submitted an application to be an astronaut. Bob and I actually flew our first mission together on Endeavor. So we go way back, and Doug’s wife, Karen [Nyberg], was on the space station with me when she came up on STS-124.

NASA astronauts Doug Hurley (L) and Bob Behnken (R) training ahead of the SpaceX launch Image: NASA

I’ll never forget the first time I saw a Space Shuttle launch with people inside whom I knew. I saw lots of Space Shuttle launches, but I never knew any of them. They were just people I’d seen on television or from afar. But when there’s somebody on there that I know — emotionally, psychologically it changes everything. And when you know somebody as well as I know Bob and Doug and having been involved in this effort for seven years, it’s gonna be really intense.

The Verge

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3669: Urina de astronautas pode ser útil na construção de uma base na Lua, sugere estudo

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A urina dos astronautas poderá ser útil na construção de uma base na Lua, sugere um estudo, isto porque a ureia, composto orgânico da urina, torna o “betão lunar” mais maleável antes de robustecer.

A urina dos astronautas poderá ser útil na construção de uma base na Lua, sugere um estudo que revela que a ureia, composto orgânico da urina, torna o “betão lunar” mais maleável antes de robustecer na sua forma final.

O estudo, esta sexta-feira divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA), que o coordenou, concluiu que a adição de ureia a uma mistura de “geopolímero lunar” resultou melhor do que outros plastificantes comuns, como naftalina e policarboxilato, usados como aditivos para suavizar materiais e reduzir a necessidade de água.

Aplicado à engenharia civil, um geopolímero é um material inorgânico que pode ser usado como cimento.

No caso em estudo, o geopolímero incluiu um material que sintetiza as propriedades do rególito lunar (poeira e fragmentos de rocha).

Segundo a ESA, vários testes demonstraram que este tipo de betão, misturado com ureia, era capaz de suportar condições espaciais severas, como vácuo e temperaturas extremas, que “têm o efeito maior sobre as propriedades físicas e mecânicas de um material de construção na superfície lunar”.

Uma amostra do “betão lunar” produzido pôde “ser facilmente moldada” e “manter a sua forma com um peso em cima até 10 vezes superior”.

Na Lua, o principal ingrediente a ser usado na construção de abrigos será o rególito. De acordo com o estudo, a ureia, por causa das suas propriedades super-plastificantes, irá limitar a quantidade de água exigida.

“A ureia é barata e está facilmente à disposição, mas também ajuda a produzir um material de construção forte para uma base lunar“, afirmou, citada em comunicado da ESA, uma das coautoras do estudo, a investigadora Marlies Arnhof, que se tem debruçado sobre arquitectura e tecnologia em ambientes extremos.

Na Terra, a ureia é produzida à escala industrial para ser utilizada, por exemplo, no fabrico de fertilizantes, medicamentos ou cosméticos.

A esperança é que a urina dos astronautas possa ser essencialmente usada em estado puro numa futura base lunar, com pequenos ajustes no teor de água. Isto é muito prático e evita a necessidade de complicar ainda mais os sofisticados sistemas de reciclagem de água no espaço”, defendeu Marlies Arnhof.

Os investigadores vão prosseguir os estudos, esperando que esta nova argamassa com ureia ajude a proteger os astronautas dos “níveis nocivos de radiação ionizante”.

A equipa quer perceber se o basalto que existe também na superfície da Lua pode, efectivamente, reforçar o cimento e se o material de construção pode ser melhorado para proteger uma base lunar.

A especialista em engenharia de materiais Shima Pilehvar, co-autora do estudo e professora na Universidade de Ostfold, na Noruega, salientou que não só a exploração espacial, mas também a indústria “poderia beneficiar de receitas refinadas para polímeros inorgânicos resistentes ao fogo e ao calor”.

A ESA é parceira da congénere norte-americana NASA na missão Ártemis, com que os Estados Unidos ambicionam regressar à Lua em 2024, ao ter colaborado na construção da nave Orion, que levará os astronautas até à órbita lunar.

Sem se referir explicitamente a uma base lunar, a NASA espera “estabelecer missões sustentáveis” na Lua em 2028 para enviar posteriormente astronautas para Marte.

A China já manifestou a intenção de construir uma base na Lua, um conceito apoiado pela ESA, que tem apresentado o projecto “Moon Village” (aldeia lunar) como trampolim para Marte.

Em novembro, a ESA anunciou, sem estimar datas e sem concretizar os termos, que “os astronautas europeus voarão para a Lua pela primeira vez” e que iria iniciar o processo de recrutamento com esse objectivo.

Apenas astronautas norte-americanos estiveram na Lua, entre 1969 e 1972.

Texto

 

 

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3659: Record-breaking astronaut Christina Koch on making space history and surviving lengthy isolation

SCIENCE

‘Recommit to the things that you know keep you healthy and sane’

On February 6th, NASA astronaut Christina Koch returned back to Earth after making history during a nearly year-long stay on board the International Space Station. She had just broken the record for longest continuous spaceflight by a woman, and while she was up there, she performed the first all-female spacewalk in history with her friend and crewmate Jessica Meir. In fact, they did three total spacewalks together.

Now back on solid ground, Koch is experiencing another long-duration mission: social distancing during the coronavirus pandemic. But she says her turn aboard the ISS is helping her cope during this time, and she has some tips for others who may be struggling to stay positive throughout the crisis. Koch also says she has a better understanding of what it’s going to take to send people on years-long deep-space missions to Mars one day. The key? Combatting what she calls “sensory underload.”

In the meantime, she’s continuing to train — as much as she can from home — while awaiting her next assignment to space. And for her, the next call from NASA could be a big one. The space agency is aiming to send the first woman to the Moon as early as 2024 as part of its Artemis mission. It’s possible that woman could be Koch.

This interview has been lightly edited for clarity.

Your first flight to space was very eventful. What was it like when you first got your assignment?

It was a really exciting time, and I ended up being assigned at a time when there was a lot of flux in the flight schedule, so I had an accelerated training flow. Whereas the normal training flow is about two years, mine was about a year. I ended up studying to be in the copilot role in the Soyuz spacecraft. I spent almost all of 2018 living and training in Russia, which was an incredible experience.

Obviously, as a rookie, getting told that you’re finally going to achieve your dream of going to the space station is just an incredible moment, similar to the moment you find out you’re selected to be in the astronaut corps. It’s hard to really believe it’s happening, but, like anything, NASA gives you plenty to keep you busy.

Your time on the space station was definitely longer than you anticipated. What was it like learning that you’d be staying for nearly a year?

I did know in advance that it was a possibility. So for me, the real challenge and what I focused on was not getting too caught up in the sense of needing to know when I would go home. I became comfortable with the concept of launching and not necessarily knowing for sure when I would come back. So I developed a strategy for the longest-possible duration so that I could kind of sustain that tempo no matter what, if it was required.

We say in the industry that for a long-duration spaceflight, it’s a marathon, not a sprint. So I just told myself it was an ultra-marathon, not a marathon.

Let’s talk about your spacewalks, which were such a big deal to everyone on the ground. First, you were assigned to go with Anne McClain, and that was going to be the first all-female spacewalk. Then it was postponed. What was that event like for you, hearing about the backlash that was associated with it?

Being in the moment was a different experience than maybe it was perceived to be from the outside. The spacewalk actually wasn’t canceled; it happened. It was conducted by Nick Hague and myself. The decision to change the crew was actually recommended by Anne, based on her own preferences and the additional information she gained from her first spacewalk. And the fact that NASA 100 percent stood behind her decision and did not question it, I thought it was just an incredible example of trusting the crew, trusting the experts that are going to conduct the spacewalk, and trusting Anne to know what the best way to get the job done and to mitigate the risk would be. So I really commend both her and our leadership for going with that decision.

Jessica Meir (L) and Christina Koch (R) preparing for their spacewalk. Image: NASA

But then you also did get to make that history with your crewmate Jessica Meir just a few months later. What was that like, learning that you would actually get to do this all-female spacewalk that was so important to people.

It was just an awesome honor, as they all are. We were focused on the mission; we were excited to conduct the maintenance and upgrade to the space station. And I was just as happy to go out the door with Jessica as I had been with Nick and [NASA astronaut] Andrew [Morgan] on previous spacewalks.

Of course, there is something special that is being part of the first all-female spacewalk, and that was something that we kind of allowed ourselves to really take in and consider — more afterward. Because the preparation leading up to that spacewalk, we were all business: focused on the technical aspects, on making sure that we could get the job done. Interestingly, that spacewalk was actually a contingency spacewalk, so it had never been planned to happen. It was because of some unexpected hardware signatures that they saw after the battery replacement. So it was an incredible thing to be a part of, from our perspective, really more because of the teamwork involved in coming up with this incredible spacewalk within the span of a week and executing it successfully. So after the fact, I think we had a little more time to reflect on the historical significance of what we were doing.

Koch taking a space selfie during her spacewalk with Meir. Image: NASA

Obviously, we’re incredibly grateful to those that paved the way for us to be there. It was a privilege to be there at the right place at the right time.

People are experiencing their own form of spaceflight right now: they’re being socially isolated at home. What kind of advice would you have for them, given your experience?

As we come into the second month of social distancing and staying at home, it reminds me a lot of the latter part of my mission where the biggest challenge was remaining vigilant. We know what we should be doing — make a schedule, have a routine, take time for yourself, carve out space, set realistic goals — but I think, as it wears on, we kind of lose the vigilance and the commitment to those things. If every day feels like Tuesday, you don’t have the grit to make yourself do all of those things we know we should be doing.

So I would say recommit to the things that you know keep you healthy and sane during this time — reaching out, supporting each other. You’re probably finding yourself thinking, “When is this going to be over?” more and more. And for me, the way that I got through times like that was to focus not on the things I was missing out on, but on the unique parts of the situation that I would never have again. So find something that you love about this current situation, and that may be difficult. Some of us are going through really tough times. But find something that makes it special and unique that you know you’ll miss one day. And if you focus on that, you may find that you aren’t constantly waiting for it to be over.

What about using your experience to go to the Moon or Mars? Do you feel like you have a better understanding of what it’s going to take to do these years-long missions into deep space?

Definitely. We talked a lot on board about just that. Something we’re all probably experiencing right now is what I call “sensory underload.” You’ve seen the same thing for so long. You haven’t seen new people. You haven’t smelled new smells. You haven’t tasted new tastes. And there is a change, I think, in the brain that happens when we don’t have new sensory inputs to process every day.

A lot of the things that I think would enhance our long-duration missions are in kind of that realm — things like packing care packages for yourself to open throughout the mission, having virtual reality options for interacting in different environments and maybe even interacting with your family, coming up with unique ways to stay connected, using some of the same communication tools that we use on Earth, like, for example, texting.

So some of the answers are actually pretty simple. But I would say, right now, probably everyone in America has some pretty good advice as well on surviving long-duration space missions. We’ve all had a little taste of it ourselves.

I feel like I’m kind of trying to combat this “sensory underload” right now by trying to do new things, new activities, that make it seem like I’m in a different place than where I am.

One of the things that I did on board is use things like music or even decorating for that. You know, painting a room in your apartment, rearranging the furniture, or listening to a playlist that’s of a completely different genre in your house. Things that truly can provide a little bit of relief from sensory underload.

Now that you’re back on solid ground, what have you been doing during this period of downtime? Are you still training? Does it weirdly mirror your time on the station?

On the station, our days are 12-hour workdays during the week, filled with maintenance, science, and exercise down to the five-minute increments. So even without social isolation and staying at home, it would have been a big decrease in the amount of regimentation to my schedule coming home.

Image: NASA

You know a lot of people joke: “How can an astronaut work from home?” And yes, you know, there are a lot of training aspects that we can do and currency aspects that we can do from home. Russian language is a great example of that. And then anyone who’s mission essential is still doing their aspects of their job. So a lot of us support real-time space station work by being the CAPCOM in Mission Control. (That’s the person talking to the astronauts throughout the day.) So it’s a mix of essential work that we do go in for and then staying relevant on our training from home when we can’t.

Meanwhile, we’ve got a lot of big things from NASA coming up at the end of the month. Two of your fellow astronauts will be launching from Florida on a SpaceX rocket. What’s that going to be like for you?

I’m over the Moon for that mission. I am so excited to see [NASA astronauts] Doug [Hurley] and Bob [Behnken] launch from Cape Canaveral on an American rocket. I think it was an incredible decision to do business in the way that NASA has been, fostering this space economy by opening up the transportation of astronauts to and from the space station to private industry. To see it culminate and launch on May 27th is going to be incredible. Though we will all be separated, I think we’ll all be experiencing it together as a country and as a world.

There are also a lot of big opportunities coming up with NASA and its Artemis program to send the first woman to the Moon, and the NASA administrator has said that astronaut is probably already in the astronaut corps. Would you want to be that person?

I am so excited about the Artemis mission. It is going to be an incredible opportunity to lead on a global scale, to apply technologies to go on even deeper space missions like going to Mars and answering some of the biggest philosophical questions I think of our time — about are we alone? We are really on an awesome path of exploration and discovery right now, and it’s a really amazing time to be in the astronaut corps.

No one knows who those first couple of astronauts will be. My hope is that it’s the right person for the job. We have an incredible astronaut corps. Any single person would excel in that role, and I just can’t wait to see who that person is. I know that they will carry the hopes and dreams of all humanity with them when they go, and truly, I’m just excited to know that person. Whether or not it’s me, of course, any astronaut would accept with honor.

The Verge

 

3627: Já há data (e hora) para o primeiro voo tripulado da Space X

CIÊNCIA/ESPAÇO

Space X

A agência espacial norte-americana (NASA) anunciou recentemente a data e a hora do primeiro lançamento tripulado com a nave Crew Dragon, da empresa SpaceX, rumo à Estação Espacial Internacional (EEI).

A empresa do multimilionário Elon Musk, que se estreará desta feita nos voos tripulados, levará os astronautas da NASA Robert Behnken e Douglas Hurley até à EEI a 27 de maio por volta das 21h23, no fuso horário de Lisboa.

O lançamento será feito feito com foguete Falcon 9, também da Space X, a partir do complexo de Lançamento 39A no Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Florida, detalha o portal New Atlas.

Este será um voo certamente histórico: a Space X fará o seu primeiro voo tripulado, ao passo que a NASA marcará o fim do contrato dos Estados Unidos com a Rússia para fazer o transporte dos seus astronautas até à estação orbital.

Desde 2011, recorda o portal CanalTech, a NASA depende da agência espacial russa (Roscosmos) para realizar voos tripulados a bordo dos foguetes Soyuz, pagando cerca de 90 milhões de dólares por cada lugar a bordo. Por norma, leva dois astronautas.

Os lançamentos da Space X são mais em conta: custam 60 milhões de dólares por lugar. São 30 milhões que separam os serviços da empresa de Musk da Roscosmos. A Space X consegue fazer preços muito mais baixos porque trabalha com foguetões 80% reutilizáveis.

Recentemente, a Roscosmos anunciou que os seus voos ficarão 30% mais barato, numa tentativa de “concorrer” em pé de igualdade com a empresa privada norte-americana.

Apesar do voo histórico, o lançamento não contará com público no complexo de lançamento ao contrário do que é habitual. A NASA disse recentemente que os aficionados devem seguir o evento a partir das suas casas por causa da pandemia de covid-19.

NASA volta ao espaço em voos tripulados com a Boeing e a SpaceX

A Agência Nacional para a Aeronáutica e o Espaço, NASA, que desde o fim do programa Space Shuttle, em 2011,…

ZAP //

Por ZAP
2 Maio, 2020

 

spacenews

 

3567: Depois de mais de 200 dias no Espaço, tripulação da EEI regressou à Terra

CIÊNCIA/ESPAÇO

Space_Station / Twitter
O cosmonauta russo Oleg Skripochka depois de aterrar no Cazaquistão

A nave Soyuz MS-15, com três tripulantes da Estação Espacial Internacional (EEI) a bordo, aterrou com êxito, esta sexta-feira, no Cazaquistão, informou a agência espacial russa Roscosmos.

A cápsula tocou Terra às 05h16 tmg (06h16 em Lisboa), a sudeste de Dzhezkazgan, com o cosmonauta Oleg Skripochka e os astronautas da agência espacial norte-americana NASA Andrew Morgan e Jessica Meir a bordo.

Devido às limitações técnicas relacionadas com a pandemia de covid-19, o regresso não foi transmitido em directo, a partir do local de aterragem como é habitual.

Oito helicópteros Mi-8MTV-1, aviões An-12 e An-26, e 19 unidades terrestres, incluindo cinco veículos de busca e resgate “Blue Bird”, aguardavam a aterragem da cápsula, de acordo com as agências russas.

A tripulação seguiu, a bordo de helicópteros russos Mi-8, para o centro de recuperação de Baikonur, onde se vai separar.

Os norte-americanos Morgan e Meir vão viajar, a bordo de um avião da NASA, para Houston, enquanto Skirpchka voltará para a base de treino Star City, nos arredores de Moscovo, onde vai ficar de quarentena devido à pandemia da covid-19.

Morgan cumpriu 272 dias no Espaço e na sua primeira missão espacial, que começou em 20 de Julho passado, quando foi lançado para a EEI juntamente com o russo Alexandr Skortsov e o italiano da Agência Espacial Europeia Luca Parmitano.

Skripochka, que completou o terceiro voo espacial, acumulando 536 dias em órbita, e Meir chegaram à EEI em 25 de Setembro passado, juntamente com Hazza al Mansouri dos Emirados Árabes Unidos, e cumpriram 205 dias no espaço.

A tripulação regressou à Terra exactamente 50 anos depois dos três astronautas da Apolo 13 terem caído no Pacífico. A explosão de um tanque de oxigénio fez abortar a missão da Apolo 13.

A bordo da EEI ficaram o astronauta norte-americano Chris Cassidy e os cosmonautas da Roscosmos Anatoli Ivanishin e Ivan Vagner, chegados no passado dia 9, a bordo da Soyuz MS-16.

Os três afirmaram que cumpriram um mês de quarentena, antes de partirem para a EEI.

A nova tripulação começou, no momento em que Soyuz MS-15 regressou à Terra, a expedição 63, que deverá receber em breve os astronautas da NASA Bob Behnken e Doug Hurley, a bordo da cápsula Crew Dragon da empresa de transporte aeroespacial SpaceX, propriedade do empresário Elon Musk.

Behnken e Hurley vão ser os primeiros astronautas da NASA a serem lançado para a EEI a partir de solo norte-americano, a bordo de uma nave e de um foguetão também norte-americanos, desde o fim do programa do vaivém, em 8 de Julho de 2011.

ZAP // Lusa

Por Lusa
17 Abril, 2020

spacenews

 

3566: É oficial: o cérebro de um astronauta aumenta após uma viagem espacial

CIÊNCIA/ESPAÇO

NASA / Wikipedia
O astronauta Bruce McCandless, da missão STS-41-B da ISS, numa EVA, “Extravehicular Activity”

As viagens espaciais afectam o cérebro humano de formas estranhas e inesperadas. Uma nova investigação permitiu concluir que períodos prolongados no Espaço aumentam até 6% a massa cerebral dos astronautas.

O cérebro dos astronautas aumenta até 6% depois de um período prolongado no Espaço. No entanto, no que toca a este aspecto, o tamanho não é tudo e este novo estudo não traz propriamente boas notícias.

Vários astronautas relataram problemas de visão depois de terem realizado viagens espaciais. Avaliações médicas posteriores revelaram que os nervos ópticos incharam e que muitos astronautas sofreram uma hemorragia retiniana.

Os cientistas suspeitam que estes problemas de visão são causados pelo aumento da pressão intra-craniana durante o voo espacial. Um novo estudo, liderado por Larry Kramer, radiologista do Centeno de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, descobriu novas provas de que a pressão aumenta com a gravidade.

A equipa realizou ressonâncias magnéticas a 11 astronautas, antes e depois de viajarem para o Espaço. Os resultados mostraram que, devido à exposição prolongada à micro-gravidade, o cérebro destes seres humanos inchou e o líquido cefalorraquidiano aumentou de volume.

As mais recentes descobertas apoiam a teoria de que as viagens espaciais aumentam a pressão no cérebro, que pode estar ligada, por sua vez, aos problemas de visão relatados por muitos astronautas, avança o Space.

Kramer e a sua equipa descobriram ainda que a glândula pituitária altera a sua altura e forma depois da exposição à micro-gravidade. Esta glândula comprime, um sinal do aumento da pressão na cabeça. Os resultados do estudo foram publicados no dia 14 de Abril na Radiological Society of North America. 

A investigação permitiu concluir que tanto o inchaço como a pressão se mantiveram até um ano após o regresso dos astronautas à Terra, uma característica que faz os cientistas suspeitarem de que os efeitos da micro-gravidade podem durar. Ainda assim, são necessários mais estudos para validar esta hipótese.

Kramer não têm a certeza das implicações a nível cognitivo deste “aumento cerebral”. “Ainda não sabemos, mas será um assunto de interesse nas próximas propostas de pesquisa.”

A radiação e o isolamento social são dois dos problemas que os astronautas enfrentam no Espaço. Contudo, este novo estudo deixa claro que os problemas não desaparecem milagrosamente assim que os astronautas regressam à Terra.

ZAP //

Por ZAP
18 Abril, 2020

spacenews

 

3551: Three astronauts are launching to space Thursday after lengthy quarantine

Direct from America’s space program to YouTube, watch NASA TV live streaming here to get the latest from our exploration of the universe and learn how we discover our home planet. NASA TV airs a variety of regularly scheduled, pre-recorded educational and public relations programming 24 hours a day on its various channels.

The network also provides an array of live programming, such as coverage of missions, events (spacewalks, media interviews, educational broadcasts), press conferences and rocket launches. In the United States, NASA Television’s Public and Media channels are MPEG-2 digital C-band signals carried by QPSK/DVB-S modulation on satellite AMC-3, transponder 15C, at 87 degrees west longitude. Downlink frequency is 4000 MHz, horizontal polarization, with a data rate of 38.86 Mhz, symbol rate of 28.1115 Ms/s, and ¾ FEC. A Digital Video Broadcast (DVB) compliant Integrated Receiver Decoder (IRD) is needed for reception.

“Had I been in normal quarantine, I probably could have gone out to some restaurants and left the immediate parameters of the Star City area and just been smart about where we went,” Cassidy said during a round of press interviews on March 19th. “But not this time. We’ve been sort of isolated to our cottages and just the essential place to go to get food.”

Pavel Vlasov, head of the Yuri Gagarin Cosmonaut Training Center (GCTC) in Star City, confirmed that the crews started quarantining earlier than usual. “They do not go on any trips even the traditional like visiting the Kremlin wall and [Sergei] Korolev’s house before setting off to Baikonur,” Vlasov said in a statement on the Roscosmos website.

However, quarantine procedures accelerated slightly while the crews were still in Star City. Around the time of Cassidy’s arrival at the beginning of March, stricter travel restrictions and social distancing measures were enacted all over the world to prevent the spread of COVID-19.

“Had I been in normal quarantine, I probably could have gone out to some restaurants and left the immediate parameters of the Star City area and just been smart about where we went,” Cassidy said during a round of press interviews on March 19th. “But not this time. We’ve been sort of isolated to our cottages and just the essential place to go to get food.”

None of Cassidy’s family or friends can be at the launch due to travel restrictions. His wife was able to be with him while in Star City, and she had planned to attend the launch. But after Russia restricted foreign travel on March 16th, her itinerary changed. Ultimately, she went home when he headed to Baikonur Cosmodrome. “We thought we would say goodbye on launch day,” Cassidy said.

Despite everything, Cassidy is feeling good ahead of launch. He even shared a rap his friend made on Instagram about how to stay at home to fight COVID-19. He hopes that all of the extra precautions were enough to prevent COVID-19’s spread to space. “I really haven’t been around anybody else, so it’d be really, really strange if I did contract something,” Cassidy said on March 19th. “Anything can happen between now and April 9th, but we’re being really super vigilant so that I can remain healthy to get to the station.”

While on board the ISS, the crew will conduct science experiments and maybe even go on some spacewalks down the line. If all goes according to plan, this crew will likely be an audience to this summer’s most anticipated spaceflight event: the arrival of the first crewed flight of SpaceX’s Crew Dragon. The vehicle, developed as part of NASA’s Commercial Crew Program, is slated to take off this May, carrying NASA astronauts Doug Hurley and Bob Behnken to the space station. But while there’s plenty to look forward to in space, Cassidy said his mind won’t stray far from what’s happening on the Earth below.

“I’ll have a full plate and my mind will be engaged, but I’m still going to be talking, communicating, emailing with my family and loved ones and friends,” Cassidy said. “I certainly am not going to be disengaged from it thinking it’s not my problem. It’s certainly my problem, because my family is living it and my friends and my co-workers are living it in real time.”

Takeoff for the mission is slated for 4:05AM ET on April 9th. After launch, the crew will make four orbits around Earth and arrive at the International Space Station six hours later. NASA’s coverage of the launch will begin at 3AM ET, and coverage of docking will begin at 9:30AM ET.

The Verge

3466: Veja a Lua da perspectiva dos astronautas da Apollo 13

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Nunca imaginou como foi que os astronautas da Apollo 13 viram a Lua? Qual o impacto de estar perto de um astro que está a 384.403 quilómetros da Terra? Decerto já passou pela mente como seria. Então, a NASA mostrou agora imagens fantásticas que nos dão uma perspectiva completamente arrebatadora do satélite natural do nosso planeta.

A agência espacial lançou na segunda-feira um vídeo da Lua do ponto de vista dos astronautas da missão da Apollo 13.

A Lua logo ali tão perto

A NASA lançou um vídeo, em resolução 4K, recorrendo aos dados da Lunar Reconnaissance Orbiter, uma nave espacial robótica da NASA que orbita a Lua. Como tal, a agência espacial deu a conhecer muitos dos aspectos vividos pelos astronautas da missão Apollo 13. Na verdade, estes nunca pousaram em solo lunar, mas fazem parte de um restrito grupo de seres humanos que viram a Lua de perto.

No vídeo, a NASA refere que os astronautas estiveram na escuridão durante oito minutos quando a nave estava entre o início da Terra e o nascer do Sol até que o terreno lunar emergiu. É aí que o vídeo começa.

A viagem da Apollo 13

A agência espacial leva-nos através do nosso satélite natural, vislumbrando o solo lunar, acompanhado de informações e de uma banda sonora. Depois de seguirmos “por trás” da Lua, a luz do Sol ilumina e dá forma ao astro que nos acompanha desde sempre, pelo menos desde que existimos.

Durante algum tempo, no lado escuro, os astronautas ficaram sem comunicações, o silêncio invadiu-lhes a alma, até que a Terra apareceu e a Apollo 13 restabeleceu o contacto via rádio com o Controlo da Missão.

O vídeo termina a mostrar a trajectória que os astronautas fizeram ao redor da Lua para voltar para casa em segurança.

Houston, we’ve had a problem

Astronautas da Apollo 13, John Swigert, Fred Haise e James Lovell planearam alunar. Contudo, durante as manobras, perderam acesso a um tanque de oxigénio necessário para fornecer ar e energia. Nessa altura, Swigert disse as famosas palavras: “Houston, we’ve had a problem (Houston, tivemos um problema)”, durante a missão. Como resultado, esta frase ficou até hoje e é uma das frases mais famosas na história da conquista do Espaço.

A tripulação de três homens circulou a Lua com sucesso e regressou em segurança à Terra.

Pplware
26 Fev 2020
spacenews

 

3447: SpaceX quer levar quatro turistas ao Espaço já em 2021

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/ESPAÇO

Crédito: SpaceX / Flickr

Empresa liderada por Elon Musk vai fazer os voos nas cápsulas Dragon preparadas para o transporte de astronautas

A SpaceX quer levar quatro turistas ao Espaço, numa viagem à volta da Terra, entre o final de 2021 e início de 2022. O plano foi revelado nesta terça-feira e para isso a tecnológica fechou uma parceria com a Space Adventures, especializada no transporte de turistas espaciais – foi a empresa responsável por levar sete cidadãos até à Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) em aeronaves russas.

Há pormenores importantes que ainda não são conhecidos – como o processo de selecção dos candidatos, o treino para o voo espacial e o preço que essa viagem pode custar –, com as empresas apenas a revelarem que as viagens vão ser feitas a bordo da versão das cápsulas Dragon desenhada para transportar astronautas até ao espaço.

Segundo a publicação CNBC, os voos vão ser realizados a partir do estado da Florida, nos EUA, e cada viagem deverá ter uma duração de cinco dias. Os voos de turismo espacial não vão acoplar na ISS e vão apenas orbitar o planeta Terra, numa altitude estimada entre os 800 e os 1200 quilómetros – entre duas a três vezes mais do que a altitude de órbita da ISS.

“Esta missão histórica vai abrir caminho para tornar os voos espaciais possíveis a todas as pessoas que sonharam com eles e estamos satisfeitos por trabalharmos com a equipa da Space Adventures na missão”, disse Gwynne Shotwell, directora de operações da SpaceX, em comunicado.

Ao abrir-se ao turismo espacial, a SpaceX passa a concorrer de forma mais directa com a Virgin Galactic e a Blue Origin, duas empresas que estão a trabalhar em veículos de voo sub-orbital e orbital que têm como principal objectivo transportar humanos até ao espaço.

O plano para levar quatro turistas à órbita terrestre surge poucas semanas antes de a SpaceX levar os primeiros astronautas para a ISS, algo que deverá acontecer já a 7 de Maio.

De recordar que Yusaku Maezawa, milionário japonês e fundador do site de comércio eletrónico Zozotown, tornou-se em 2018 no primeiro ‘turista espacial’ da SpaceX, tendo comprado todos os bilhetes para um voo lunar que a empresa americana promete realizar em 2023, a bordo do foguetão Big Falcon Rocket (BFR).

Exame Informática
18.02.2020 às 16h12
Rui da Rocha Ferreira

 

spacenews

 

3419: Astronauta regressou à Terra após recorde de 328 dias no espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

A norte-americana Koch deu a oportunidade aos cientistas de observarem os efeitos no corpo de uma mulher durante uma longa permanência no espaço.

© AFP

A astronauta da NASA Christina Koch, que passou quase 11 meses em órbita naquela que foi a mais longa permanência no espaço de uma mulher, regressou hoje à Terra, no Cazaquistão.

A cápsula Soyuz que transportou a astronauta aterrou na manhã desta quinta-feira a sudoeste de Dzhezkagan, no Cazaquistão, transportando também o comandante da estação, Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia, e Alexander Skvortsov, da agência espacial russa, Roscosmos.

Koch, norte-americana, encerrou uma missão de 328 dias no espaço, dando a oportunidade aos cientistas de observarem os efeitos no corpo de uma mulher durante uma longa permanência no espaço. Essa investigação é importante tendo em conta que a NASA planeia voltar à Lua no âmbito do programa Ártemis e prepara a exploração humana de Marte.

Ao longa da sua aventura no espaço, Koch foi publicando no Instagram alguns momentos do seu dia a dia durante a missão espacial.

A astronauta sorriu e fez com a mão um sinal de que estava tudo bem (mão fechada com polegar para cima), quando a equipa de apoio a ajudou a sair da cápsula e a colocou numa cadeira para um rápido “check-up”. As autoridades espaciais russas disseram que estava em boa forma.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Fevereiro 2020 — 16:13

spacenews

… será impressão minha, ou a astronauta tem pelos na cara?

3382: Teste de segurança à Crew Dragon da SpaceX foi adiado para hoje devido à meteorologia

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

De modo a preparar a sua ambiciosa missão com a NASA de levar astronautas até à ISS, a SpaceX tinha planeado para ontem um teste de segurança à cápsula Crew Dragon. No entanto, tal foi adiado para hoje devido à meteorologia.

Acompanhe aqui em directo o lançamento, numa missão em que se espera que um foguetão Falcon 9 seja destruído.

A Crew Dragon é a cápsula da SpaceX que foi concebida para transportar humanos para o Espaço. Numa primeira fase, a missão passa por levar astronautas até à Estação Espacial Internacional (ISS), mas o seu desenvolvimento ainda não acabou.

Com uma capacidade para até sete pessoas, nos moldes actuais, esta cápsula foi desenvolvida no âmbito do projecto Commercial Crew Program da NASA. Assim sendo, a agência norte-americana colabora com a SpaceX nos testes realizados.

Teste de segurança da Crew Dragon adiado devido à meteorologia

O teste que estava marcado para ontem foi adiado em vinte e quatro horas para as 13:00 de hoje. A contribuir para este desfecho esteve a meteorologia, que era desfavorável para a execução da missão.

SpaceX @SpaceX

Standing down from today’s in-flight Crew Dragon launch escape test attempt due to sustained winds and rough seas in the recovery area. Now targeting Sunday, January 19, with a six-hour test window opening at 8:00 a.m. EST, 13:00 UTC

A NASA e a SpaceX planeiam testar os mecanismos de segurança que a cápsula Crew Dragon tem em casos de emergência. Como o nome indica, estes mecanismos são accionados caso a operação corra mal. Neste caso em específico, serão testados os mecanismos para o lançamento.

Assim sendo, poderá assistir ao lançamento da cápsula e do foguetão Falcon 9 já daqui a pouco. No vídeo abaixo poderá acompanhar, em directo, a emissão do lançamento feito pela empresa de Elon Musk.

Fonte: Twitter

pplware
19 Jan 2020

spacenews

 

3323: SpaceX mostra como será a missão que está a preparar desde 2012

CIÊNCIA/ESPAÇO/SPACE X

A SpaceX, fabricante de foguetões do empresário Elon Musk, está a preparar-se para tornar realidade o seu projecto de transportar astronautas para o Espaço.

Na passada segunda-feira, a empresa publicou um vídeo no qual é possível observar uma simulação em computador do primeiro voo de um astronauta, que deverá ser realizado em 2020. “A SpaceX mostrará em breve a capacidade da Crew Dragon de levar com segurança e confiabilidade os astronautas de e para a Estação Espacial Internacional”, disse a empresa.

Na gravação, vê-se dois astronautas que embarcam na nave espacial Crew Dragon. Uma das principais funções da Crew Dragon será levar astronautas para a Estação Espacial Internacional. Nesse sentido, a SpaceX usará o seu foguetão Falcon 9 para impulsionar a Crew Dragon para fora do nosso planeta.

No vídeo, após um acoplamento bem-sucedido à Estação Espacial Internacional, o dispositivo separa-se e regressa à Terra.

Antes do vídeo aparecer na conta da SpaceX no YouTube, o fundador da empresa, Elon Musk, postou uma parte do vídeo na sua conta do Twitter. “A simulação do primeiro voo tripulado do Falcon 9/Dragon 2020”, escreveu.

Elon Musk @elonmusk

Simulation of first crewed flight of Falcon 9 / Dragon 2020 @NASA

Há oito anos, em Janeiro de 2012, Musk publicou um vídeo a mostrar a simulação de um voo doo foguetão Falcon 9 com a sonda Dragon. “Oito anos depois, a simulação é praticamente real“, respondeu Musk a esse post.

Em Outubro, Elon Musk e Jim Bridenstine, administrador da NASA, disseram que a sua ideia de levar astronautas para o Espaço a partir do território dos Estados Unidos ainda estava em andamento e que poderia ser concluído no início de 2020.

No entanto, alertaram que ainda há trabalho crítico a ser feito, mas, ainda assim, tinham a certeza de que haveria um lançamento em breve. “Se tudo correr conforme o planeado, será no primeiro trimestre do próximo ano“, disse o administrador da NASA.

Espera-se que a primeira viagem desta missão seja feita pelos astronautas Bob Behnken e Doug Hurley.

A Crew Dragon é uma nave espacial completamente autónoma que foi desenvolvida para levar até sete astronautas para a Estação Espacial Internacional e outros destinos. A nave pode ser monitorizada e controlada pela tripulação e pelo centro de controlo da SpaceX, na Califórnia, nos Estados Unidos.

ZAP //

Por ZAP
6 Janeiro, 2020

spacenews

 

3308: Pela primeira vez, astronauta em órbita tratado a uma trombose a partir da Terra

CIÊNCIA/EEI/SAÚDE

NASA
Astronauta Mike Hopkins no exterior da Estação Espacial Internacional (ISS)

Um astronauta norte-americano teve de ser tratado a uma trombose venosa profunda na Estação Espacial Internacional (EEI), um caso inédito revelado por um dos médicos que assistiram o doente a partir da Terra.

O caso, descrito na publicação New England Journal of Medicine e hoje citado pela agência noticiosa espanhola Efe, ocorreu quando o astronauta, cuja identidade foi omitida para respeitar a sua privacidade, estava há dois meses na EEI para cumprir uma missão de meio ano.

É a primeira vez que é detectada uma trombose venosa profunda – formação de coágulos sanguíneos numa veia – num astronauta em órbita, pelo que não havia um método estabelecido para tratar o problema em condições de micro-gravidade, indicou em comunicado a Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, à qual está associado o médico Stephan Moll, um dos clínicos que acompanharam o caso.

Na situação em apreço, o astronauta tinha um coágulo sanguíneo na veia jugular (do pescoço), tendo-lhe sido administrado um anticoagulante, que foi enviado por uma nave de transporte de carga dada a escassez do fármaco a bordo da EEI.

O tratamento durou três meses, período em que o doente realizou ecografias ao pescoço sob a orientação de uma equipa de radiologia que estava na Terra. As comunicações entre o astronauta e o médico Stephan Moll faziam-se por correio electrónico e telefone.

Depois de regressar à Terra, o astronauta teve de suspender o tratamento durante quatro dias devido à grande exigência física da viagem. Depois disso, não necessitou de mais medicação.

A trombose venosa profunda do astronauta era assintomática, pelo que foi detectada por acaso quando usava ultra-sons para uma experiência sobre a redistribuição dos fluidos corporais em ambiente de micro-gravidade.

O médico Stephan Moll, o único que não era da agência espacial norte-americana (NASA), considera que o caso levanta perguntas às quais é preciso dar resposta, sobretudo quando se pensa em missões espaciais humanas mais prolongadas, como regressar à Lua ou ir a Marte: O risco de trombose venosa profunda no espaço é elevado? Como minimizá-lo?

ZAP // Lusa

Por Lusa
3 Janeiro, 2020

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3294: Astronauta da NASA bate recorde. É a mulher que mais tempo passou no Espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

Christina Koch / Twitter
A astronauta da NASA Christina Koch

A astronauta norte-americana tornou-se, no último sábado, a mulher a passar mais tempo no Espaço, depois de ter ultrapassado a marca dos 288 dias a bordo da Estação Espacial Internacional.

2019 foi um ano e peras para a astronauta Christina Koch. Depois de ter feito história, em Outubro, quando esteve no primeiro passeio espacial exclusivamente feminino com a colega Jessica Meir, este sábado, tornou-se a mulher a passar mais tempo no Espaço.

Nesse dia, a astronauta norte-americana da NASA celebrou o seu 288.º dia a bordo da Estação Espacial Internacional. O anterior recorde, conseguido em 2017, pertencia à antiga astronauta Peggy Whitson.

“Os recordes existem para ser quebrados. É um sinal de progresso“, escreveu Whitson na sua conta do Twitter.

“Ter a oportunidade de ficar aqui por tanto tempo é realmente uma honra. A Peggy é uma das minhas heroínas e também teve a gentileza de me orientar ao longo dos anos, por isso é um lembrete para eu retribuir quando voltar”, disse Koch, citada pelo site Space.

Peggy Whitson @AstroPeggy

Records are made to be broken…it is a sign of progress! Congrats @Astro_Christina! https://twitter.com/Space_Station/status/1210953554803994626 

Intl. Space Station @Space_Station

NEW RECORD! NASA astronaut @Astro_Christina now has a place in the record books for the longest single spaceflight by a woman, eclipsing former NASA astronaut Peggy Whitson’s record of 288 days. @AstroPeggy went back to zero gravity to say #CongratsChristina.

Segundo o Science Alert, Kock ainda está longe de regressar a casa. Se tudo correr como previsto, isso só irá acontecer em Fevereiro de 2020, o que significa que terá estado um total de 328 dias no Espaço.

A astronauta começou a sua missão espacial no dia 14 de Março e a ideia era ficar na EEI durante seis meses. No entanto, a NASA estendeu a sua estadia, em parte para recolher mais dados sobre os efeitos dos voos espaciais de longa duração.

“É uma coisa maravilhosa para a ciência. Vemos outro aspecto de como o corpo humano é afectado pela micro-gravidade a longo prazo. Isso é realmente importante para os nossos planos futuros, não só na Lua mas também em Marte”, disse a astronauta.

Se passar os 328 dias no Espaço, Koch ficará a apenas 12 dias do recorde de Scott Kelly, que entre 2015 e 2016 passou 340 dias na EEI.

“Gosto de pensar no recorde não tanto sobre quantos dias estamos aqui, mas o que trazemos para cada dia, logo é outro grande lembrete para tentar fazer o nosso melhor“.

No entanto, o recorde do maior voo espacial da História — homem ou mulher — pertence ao cosmonauta russo Valery Polyakov, que passou 438 dias consecutivos a bordo da Mir.

ZAP //

Por ZAP
1 Janeiro, 2020

 

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3279: Astronautas podem sofrer choques eléctricos na Lua

CIÊNCIA

Bre Pettis / Flickr

Os cientistas estão preocupados com uma questão que não afectou os anteriores visitantes do satélite natural: choques eléctricos.

Quando o assunto é o ambiente espacial, há muitos mistérios ainda por desvendar. Em 2024, a NASA pretende enviar astronautas à Lua, cinco décadas após a última missão Apollo. No entanto, para as futuras missões Artemis, os cientistas estão preocupados com uma questão que não afectou os anteriores visitantes do satélite natural: o perigo de os astronautas levaram choques eléctricos na Lua.

De acordo com os cientistas, o simples facto de estar na superfície da Lua é suficiente para carregar electricamente o fato espacial ou qualquer outro objecto que esteja em contacto com o solo.

Exposta ao vento solar, a superfície lunar possui uma carga eléctrica natural. Na Terra, o campo magnético protege-nos destas partículas energizadas ejectadas pelo Sol, mas a Lua não possui esta protecção. Por esse motivo, os electrões e os iões deixam a superfície electricamente carregada. Soma-se a isso o facto de a poeira lunar, também carregada, se agarrar a tudo o que toca a superfície.

Segundo o físico Joseph Wang, a poeira lunar pode agir como elemento que conduz os electrões. Quando agarrada ao fato dos astronautas, a poeira pode desencadear choques eléctricos em equipamentos que podem deixar de funcionar, ou simplesmente dar um susto aos astronautas, explica o CanalTech.

Durante as missões Apollo, não houve relatos de choques eléctricos na Lua. Wang explica que isso aconteceu por causa das áreas onde as missões pousaram – sempre em locais banhados pela luz solar.

A luz solar não carrega nenhum tipo de carga eléctrica, mas os fotões podem causar um efeito fotoeléctrico que carrega positivamente alguns electrões, equilibrando com os carregados negativamente levados pelo vento solar. Graças a este balanceamento, os choques eléctricos acontecem menos vezes.

No entanto, o programa Artemis tem como objectivo pousar no pólo Sul da Lua, onde os raios solares não incidem directamente. De acordo com o Gizmodo, nesta área específica, os electrões do vento solar predominam e a luz solar mais fraca não consegue equilibrar este jogo de carga. Aliás, segundo os cientistas, as regiões sombreadas podem chegar a ter “centenas ou milhares de volts negativos“.

Jim Rice, cientista do Instituto de Ciência Planetária no Arizona, nos Estados Unidos, não acredita que o perigo de os astronautas levarem choques eléctricos seja um grande problema. Para o especialista, o problema é não sabermos o que aconteceria se esses astronautas se locomovessem na Lua com materiais e equipamentos carregados.

A equipa de Wang realizou um teste para descobrir se a poeira lunar pode mesmo influenciar os choques eléctricos. Para isso, os cientistas usaram amostras de Gore-Tex, o tecido usado nos fatos espaciais, e colocaram-nas numa câmara a vácuo com um simulador do regolito lunar.

De seguida, os cientistas descarregaram plasma nessas amostras para ver se seriam vulneráveis ao arco eléctrico. Como esperavam, as amostras cobertas de poeira apresentaram arcos com mais frequência do que aquelas que estavam limpas.

“A próxima pergunta é: esses arcos podem danificar o fato espacial?”, questionou Wang que ainda não acredita que esta experiência pode ser indicativa de perigo para os astronautas. Apesar disso, as pesquisas continuam, enquanto a missão Artemis de 2024 se aproxima.

ZAP //

Por ZAP
28 Dezembro, 2019

 

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3110: ESA está à procura de astronautas europeus para enviar à Lua

ESA

NASA / Wikipedia
O astronauta Bruce McCandless, da missão STS-41-B da ISS, numa EVA, “Extravehicular Activity”

A Agência Espacial Europeia (ESA) pretende enviar, pela primeira vez, astronautas à Lua, e vai iniciar o processo de recrutamento com esse objectivo, anunciou hoje a instituição no encerramento do Conselho Ministerial da ESA de Sevilha, Espanha.

Em comunicado, a ESA refere, sem estimar datas e sem concretizar os termos, que “os astronautas europeus voarão para a Lua pela primeira vez“.

A agência espacial norte-americana NASA pretende enviar novamente astronautas à Lua em 2024, incluindo a primeira mulher. Apenas astronautas norte-americanos estiveram na Lua, entre 1969 e 1972.

A ESA comprometeu-se a iniciar “o processo de recrutamento de uma nova classe” de astronautas para “continuar a exploração europeia em baixa órbita terrestre e mais além”.

Por outro lado, os astronautas recrutados em 2009 “continuarão a receber missões de voo até que todos estejam no espaço pela segunda vez”.

No comunicado, a Agência Espacial Europeia promete continuar associada à Estação Espacial Internacional, na órbita terrestre, até 2023. É esperada em 2024 a desactivação da “casa” dos astronautas, onde se fazem experiências científicas e tecnológicas em ambiente de micro-gravidade.

A ESA assumiu igualmente o empenho, a formalizar num acordo com a NASA e outros parceiros internacionais, em participar na construção de módulos de “transporte e habitação” para a primeira estação orbital da Lua, a Gateway, de onde os Estados Unidos querem enviar missões humanas para a Lua e, mais tarde, para Marte.

A Agência Espacial Europeia já é parceira da NASA na missão Ártemis, com que os Estados Unidos ambicionam regressar à Lua em 2024, ao ter colaborado na construção da nave Orion, que levará os astronautas até à órbita lunar.

No Conselho Ministerial, órgão governativo da ESA, os Estados-membros confirmaram o apoio à missão conjunta da ESA e da NASA de recolha de amostras de solo marciano, prevista para o período entre 2020 e 2030, e aprovaram a continuidade do projecto do Space Rider, um veículo reutilizável de transporte de carga para missões em órbitas baixas com a duração de dois meses, nomeadamente as de observação da Terra.

O arquipélago dos Açores, para onde está prevista a construção de uma base espacial para lançamento de pequenos satélites, a partir de 2021, na ilha de Santa Maria, é apontado pela ESA como uma das localizações adequadas para a aterragem do Space Rider.

O Conselho Ministerial da ESA, onde têm assento os ministros responsáveis pelas actividades espaciais nos 22 Estados-membros da agência, arrancou na quarta-feira, com a sessão de trabalhos a ser iniciada com a “passagem de testemunho” da presidência espanhola para Portugal e França, que assumem em conjunto a presidência do órgão durante os próximos três anos, entre 2020 e 2023.

Na reunião de Sevilha – já co-presidida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, e pela ministra francesa do Ensino Superior, Investigação e Inovação, Frédérique Vidal, depois do homólogo espanhol cessar funções – foi aprovado o orçamento da ESA para os próximos cinco anos (2020-2024), no montante de 14,3 mil milhões de euros.

A ESA propõe-se concretizar novos projectos, designadamente nos domínios da remoção do lixo espacial, da automatização do controlo de tráfego espacial, dos alertas precoces e minimização de danos na Terra causados por asteróides ou explosões solares e das comunicações com satélites integrados na rede 5G (nova geração de telecomunicações).

Portugal, que é membro da ESA desde 14 de Novembro de 2000, aumentou a sua contribuição financeira para a agência para, em média, 20 milhões de euros anuais, totalizando 102 milhões entre 2020 e 2024. A quotização de Portugal representa 0,7% do total do orçamento da ESA para programas e actividades, que foram reforçados nas áreas da ciência e do transporte espacial.

Em 2019, Portugal, um dos países que menos contribuem financeiramente para a Agência Espacial Europeia, subscreveu a sua participação com 18 milhões de euros, o equivalente a 0,4% do orçamento desse ano da ESA.

As contribuições financeiras dos Estados-membros, que podem ser revistas nas reuniões do Conselho Ministerial, têm por base o Produto Interno Bruto (PIB), que define a riqueza de um país.

ZAP // Lusa

Por ZAP
28 Novembro, 2019

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