3525: Northolt Branch Observatories

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(163693) Atira is the prototype of the very rare class of Atira-type asteroids. It is a binary asteroid, with two components 4.8 km and and 1.0 km in diameter. It was discovered by LINEAR on February 11th 2003.

Atira orbits the Sun entirely inside of Earth’s orbit, and it is the largest of only 21 objects known to have such an orbit. It is currently observable at +18.2 mag.

Towards the left side, the image is very dark due to the glare from the planet Venus. At the time we to

Ver mais

O objecto NEOCP, C2F4212, que observamos recentemente foi agora designado 2020 FZ5. É um asteróide tipo Apollo com um diâmetro de 25-60 metros.

2020 FZ5 foi observado pela primeira vez em Mt. Pesquisa Lemmon no dia 25 de Março. Ele fez uma aproximação estreita no dia 26 de Março, a uma distância de 0.0295 au (4.4 milhões de km) da Terra.

Observamos-lo quando era visível a 19 +mag movendo-se através da constelação de Virgo.
https://www.minorplanetcenter.net/mpec/K20/K20FG4.html

 

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3519: Os pedregulhos de Bennu brilham como faróis para a OSIRIS-REx da NASA

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Durante o evento de recolha de amostras, O NFT (Nature Feature Tracking) guiará a sonda OSIRIS-REx da NASA até à superfície do asteróide Bennu. A sonda captura imagens em tempo real de características à superfície do asteróide, enquanto desce, e compara-as com imagens de um catálogo a bordo. A nave então usa estes marcos geográficos para se orientar e pousar com precisão no local previsto.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

Este verão, a sonda OSIRIS-REx empreenderá a primeira tentativa da NASA de tocar a superfície de um asteróide, recolher uma amostra e recuar em segurança. Mas, desde que chegou ao asteróide Bennu há mais de um ano, a equipa da missão tem vindo a enfrentar um desafio inesperado: como realizar este feito num asteróide cuja superfície está coberta de pedras do tamanho de edifícios.

Usando estas rochas perigosas como marcos, a equipa da missão desenvolveu um novo método de navegação de precisão para superar o desafio.

A equipa da OSIRIS-REx havia planeado originalmente usar um sistema LIDAR para navegar até à superfície de Bennu durante o evento de recolha de amostras TAG (Touch-And-Go). O LIDAR é semelhante a radar, mas usa pulsos de laser em vez de ondas de rádio para medir distâncias. O LIDAR GNC (Guidance, Navigation, and Control) da OSIRIS-REx foi construído para navegar a sonda até uma superfície relativamente livre de riscos. A missão previa originalmente um local de pouso com 50 metros de diâmetro, mas as maiores áreas seguras de Bennu são muito mais pequenas. O maior local tem apenas 16 metros de diâmetro, ou aproximadamente 10% da área segura prevista. A equipa percebeu que precisava de uma técnica mais precisa de navegação que permitisse à sonda atingir com exactidão locais muito pequenos, evitando ao mesmo tempo os potenciais riscos.

Diante deste desafio, a equipa da OSIRIS-REx mudou para um novo método de navegação chamado NFT (Natural Feature Tracking). O NFT fornece recursos de navegação mais abrangentes do que o LIDAR e é essencial para executar o que a equipa está a chamar “Bullseye TAG,” que encaminha a sonda para uma área de amostragem muito menor. Como uma técnica de navegação óptica, requer a criação de um catálogo de imagens de alta resolução a bordo da nave.

No início deste ano, a sonda realizou passagens de reconhecimento sobre o local primário de recolha e sobre o local backup da missão, designados Nightingale e Osprey, voando tão perto quando 625 m acima da superfície. Durante estas passagens rasantes, a sonda recolheu imagens de diferentes ângulos e condições de iluminação para completar o catálogo NFT de imagens. A equipa usa este catálogo para identificar pedregulhos e crateras exclusivas da região do local de amostragem e fará o upload destas informações para a sonda antes do evento de recolha de amostras. O NFT guia autonomamente a sonda até à superfície de Bennu, comparando o catálogo de imagens a bordo com imagens de navegação em tempo real, obtidas durante a descida. À medida que a sonda desce até à superfície, o NFT actualiza o seu ponto de contacto previsto, dependendo da posição da sonda em relação aos pontos de referência.

No solo, os membros da equipa criaram “mapas de risco” para os locais Nightingale e Osprey a fim de documentar todas as características de superfície que podem potencialmente prejudicar a nave, como grandes rochas ou encostas íngremes. A equipa usou o catálogo de imagens em conjunto com os dados do OLA (OSIRIS-REx Laser Altimeter) para criar mapas 3D que modelam com exactidão a topografia de Bennu. Como parte do NFT, estes mapas documentam as alturas dos pedregulhos e as profundidades das crateras, e guiam a sonda para longe de potenciais perigos enquanto tem como alvo um local muito pequeno. Durante a descida, caso a sonda preveja tocar terrenos inseguros, ela afastar-se-á autonomamente da superfície. No entanto, se a área estiver livre de perigos, continuará a descer e tentará recolher uma amostra.

O NFT será usado em Abril para navegar a sonda durante o seu primeiro ensaio de recolha de amostras. A equipa de operações realizou testes preliminares durante a fase B da missão orbital, no final de 2019, e os resultados demonstraram que o NFT trabalha em condições reais, conforme projectado. O NFT também será usado para navegação durante o segundo ensaio planeado para Junho.

A primeira tentativa de recolha de amostras da OSIRIS-REx está planeada para Agosto. A sonda partirá de Bennu em 2021 e deverá entregar as amostras à Terra em Setembro de 2023.

Astronomia On-line
27 de Março de 2020

 

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3512: Asteróide potencialmente perigoso para Terra é captado em vídeo

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Chama-se (52768) 1998 OR2, é um asteróide numa órbita excêntrica, classificado como objecto próximo da Terra potencialmente perigoso. Faz parte do grupo Amor, isto é, é um asteróide que tem uma órbita entre Marte e a Terra. Além disso, o seu tamanho é imponente, tem cerca de 4 quilómetros de diâmetro. Descoberto em 24 de Julho de 1998, vai passar “perto” do nosso planeta no próximo dia 29 de Abril.

Como já havíamos falado, a NASA classifica-o como potencialmente perigoso e os astrónomos procuram-no para conseguirem filmar o corpo celeste. Assim, o vídeo conseguido traz alguma informação sobre este viajante do espaço.

NASA calculou 32 anos de órbita do (52768) 1998 OR2

O portal Space.com apresenta um vídeo captado no passado dia 16 de Março pelo astrónomo Gianluca Masi. Conforme podemos ver, as imagens captaram o (52768) 1998 OR2 no céu nocturno, quando estava a cerca de 30 milhões de quilómetros da Terra.

Como poderão ver, as imagens mostram em primeiro lugar como as trajectórias do asteróide (52768) 1998 OR2 e a Terra se aproximam de forma tão acentuada. Em seguida, a imagem é filtrada pelo telescópio com recurso a uma média de 10 exposições separadas por 180 segundos, em que o asteróide aparece como um ponto branco entre um mar de pequenas luzes estelares.

Tendo em conta os cálculos feitos até ao ano 2197, este asteróide não contempla qualquer perigoso para a Terra. Isto é, se nunca sair da sua trajectória, pelo menos até aquela data nenhuma assimulação de passagem o coloca em colisão com o nosso planeta.

Asteróide de visita à Terra no final de Abril

Este asteróide viaja a uma velocidade de cerca de 31 mil km/h. Na sua passagem mais perto de nós, voará a cerca de  7 milhões de quilómetros, ou 0,05 unidade astronómica (UA), algo como 16 vezes a distância entre a Terra e a Lua. Sim, é bem distante, mas este é um monstro que, em caso de colisão, faria estragos incalculáveis.

23 Mar 2020
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3502: Asteróide Ryugu é provavelmente um elo na formação planetária

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Ampliação do asteróide Ryugu.
Crédito: JAXA, Universidade de Tóquio, Universidade de Kochi, Universidade de Rikkyo, Universidade de Nagoya, Instituto de Tecnologia de Chiba, Universidade de Meiji, Universidade de Aizu, AIST, Universidade de Kobe, Universidade de Auburn

O Sistema Solar foi formado há aproximadamente 4,5 mil milhões de anos atrás. Muitos fragmentos, testemunhas dessa era primitiva, orbitam o Sol como asteróides. Cerca de três-quartos são asteróides do tipo C, ricos em carbono, como 162173 Ryugu, que foi o alvo da missão japonesa Hayabusa2 em 2018 e 2019. A nave está actualmente na sua viagem de regresso à Terra. Inúmeros cientistas, incluindo investigadores planetários do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), estudaram intensivamente esta “pilha cósmica de entulho”, que tem quase um quilómetro de diâmetro e que pode passar perto da Terra. As imagens infravermelhas obtidas pela Hayabusa2 foram agora publicadas na revista científica Nature. Mostram que o asteróide consiste quase inteiramente de material altamente poroso. Ryugu foi formado em grande parte a partir de fragmentos de um corpo parental destruído por impactos. A alta porosidade e a baixa força mecânica associada dos fragmentos rochosos que compõem Ryugu garantem que estes corpos se dividem em numerosos fragmentos ao entrar na atmosfera da Terra. Por esta razão, os meteoritos ricos em carbono são muito raramente encontrados na Terra e a atmosfera tende a fornecer uma maior protecção contra eles.

O comportamento térmico revela densidade

Esta investigação das propriedades globais de Ryugu confirma e complementa os achados do ambiente de aterragem em Ryugu obtidos pelo “lander” alemão-francês MASCOT (“Mobile Asteroid Surface SCOuT”) durante a missão Hayabusa2. “Os asteróides frágeis e altamente porosos como Ryugu são provavelmente o elo na evolução da poeira cósmica para corpos celestes massivos,” diz Matthias Grott do Instituto de Pesquisa Planetária do DLR, que é um dos autores da publicação actual da Nature. “Isto fecha uma lacuna no nosso entendimento da formação planetária, já que quase nunca conseguimos detectar esse material nos meteoritos encontrados na Terra.”

No outono de 2018, os cientistas que trabalhavam com o autor principal Tatsuaki Okada da agência espacial japonesa JAXA analisaram a temperatura da superfície do asteróide em várias séries de medições realizadas com o instrumento TIR (Thermal Infrared Imager) a bordo da Hayabusa2. Estas medições foram feitas na faixa de comprimento de onda de 8 a 12 micrómetros durante os ciclos diurno e nocturno. No processo, descobriram que, com muito poucas excepções, a superfície aquece muito rapidamente quando exposta à luz solar. “O rápido aquecimento após o nascer-do-Sol, de aproximadamente -43º C para 27º C, sugere que as partes constituintes do asteróide têm baixa densidade e alta porosidade,” explica Grott. Cerca de 1% das rochas à superfície eram mais frias e mais parecidas com os meteoritos encontrados na Terra. “Estes podem ser fragmentos mais massivos do interior de um corpo parente original, ou podem ter vindo de outras fontes e caído sobre Ryugu,” acrescenta Jörn Helbert do Instituto de Pesquisa Planetária do DLR, que também é um dos autores da publicação da Nature.

De planetesimais a planetas

A frágil estrutura porosa dos asteróides de tipo C pode ser semelhante à dos planetesimais, formados na nebulosa solar primordial e acretados durante inúmeras colisões para formar planetas. A maior parte da massa em colapso da nuvem pré-solar de gás e poeira acumulou-se no jovem Sol. Quando foi atingida uma massa crítica, o processo de criação de calor da fusão nuclear começou no seu núcleo.

A poeira, o gelo e o gás restantes acumularam-se num disco de acreção giratório em torno da estrela recém-formada. Através dos efeitos da gravidade, os primeiros embriões planetários ou planetesimais foram formados nestes discos há aproximadamente 4,5 mil milhões de anos. Os planetas e as suas luas formaram-se a partir destes planetesimais após um período comparativamente curto de talvez apenas 10 milhões de anos. Muitos corpos menores – asteróides e cometas – permaneceram. Estes não foram capazes de se aglomerar para formar planetas adicionais devido a distúrbios gravitacionais, particularmente os provocados por Júpiter – de longe o maior e mais massivo planeta.

No entanto, os processos que ocorreram durante o início da história do Sistema Solar ainda não são totalmente compreendidos. Muitas teorias são baseadas em modelos e ainda não foram confirmadas por observações, em parte porque os traços destes tempos iniciais são raros. “Portanto, a pesquisa sobre o assunto depende principalmente de matéria extraterrestre, que atinge a Terra das profundezas do Sistema Solar na forma de meteoritos,” explica Helberg. Contém componentes da época em que o Sol e os planetas foram formados. “Além disso, precisamos de missões como a Hayabusa2 para visitar os corpos menores que se formaram durante os estágios iniciais do Sistema Solar, a fim de confirmar, complementar ou – com observações apropriadas – refutar os modelos.”

Uma rocha como muitas em Ryugu

Já no verão de 2019, os resultados da missão do “lander” MASCOT haviam mostrado que o seu local de pouso em Ryugu era povoado principalmente por rochas grandes, altamente porosas e frágeis. “Os resultados publicados são uma confirmação dos resultados dos estudos realizados pelo radiómetro MARA do DLR no MASCOT,” disse Matthias Grott, investigador principal do MARA. “Foi agora demonstrado que a rocha analisada pelo MARA é típica para toda a superfície do asteróide. Isto também confirma que fragmentos de asteróides comuns do tipo C como Ryugu provavelmente quebram-se facilmente devido à baixa força interna ao entrar na atmosfera da Terra.”

No dia 3 de Outubro de 2018, o MASCOT aterrou em Ryugu, em queda livre mas ao ritmo de uma caminhada. Após o pouso, “saltou” vários metros adiante, antes que o pacote de experiências com aproximadamente 10 kg parasse. O MASCOT moveu-se à superfície com a ajuda de um braço giratório. Isto tornou possível girar o MASCOT no lado “direito” e até executar saltos à superfície do asteróide devido a baixa atracção gravitacional de Ryugu. No total, o MASCOT realizou experiências em Ryugu durante aproximadamente 17 horas.

Amostras do asteróide Ryugu a caminho da Terra

A Hayabusa2 mapeou o asteróide a partir de orbita e a alta resolução e, posteriormente, adquiriu amostras do corpo primordial em dois locais de pouso. Actualmente, estão seladas numa cápsula de transporte e estão a viajar para a Terra com a nave espacial. A cápsula tem aterragem prevista na Austrália no final de 2020. Até agora, os investigadores assumem que o material de Ryugu é quimicamente semelhante ao dos meteoritos condritos, que também são encontrados na Terra. Os côndrulos são pequenas esferas rochosas de tamanho milimétrico, que se formaram na nebulosa solar primordial há 4,5 mil milhões de anos e são considerados os blocos de construção da formação planetária. No entanto, até agora os cientistas não podem descartar a possibilidade de serem feitos de material rico em carbono, como os encontrados no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko como parte da missão Rosetta da ESA, com o módulo Philae, operado pelo DLR. As análises das amostras de Ryugu, algumas das quais serão realizadas no DLR, são aguardadas com grande expectativa. “É precisamente para esta tarefa – e, é claro, para futuras missões como a missão japonesa MMX (Martian Moons eXploration), na qual amostras extraterrestres serão trazidas para a Terra – que nós, no Instituto de Pesquisa Planetária do DLR em Berlim, começámos a configurar o SAL (Sample Analysis Laboratory) no ano passado,” diz Helbert. A missão da MMX, na qual o DLR participa, voará para as luas marcianas Fobos e Deimos em 2024 e regressará à Terra com amostras das luas do tamanho de asteróides em 2029. Um veículo móvel alemão-francês também fará parte da missão da MMX.

Astronomia On-line
20 de Março de 2020

 

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3489: Primeiros nomes oficiais dados a características da superfície de Bennu

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Este mosaico do asteróide Bennu mostra as localizações das primeiras 12 características à superfície que receberam nomes oficiais da União Astronómica Internacional. Os nomes aceites foram propostos por membros da equipa OSIRIS-REx da NASA, que têm vindo a mapear o asteróide em detalhe ao longo do último ano. As características à superfície de Bennu têm o nome de pássaros, criaturas parecidas com pássaros e de lugares a eles associados na mitologia.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

O pedregulho mais proeminente do asteróide Bennu, um pedaço de rocha que se estende 21,7 m a partir do hemisfério sul do objecto, finalmente tem um nome. A rocha – que é tão grande que foi inicialmente detectada na Terra – tem a designação oficial Benben Saxum, em honra à colina primordial que surgiu das águas escuras de um antigo mito egípcio da criação.

Benben Saxum e outras 11 características do asteróide são as primeiras a receber nomes oficiais aprovados pela UAI (União Astronómica Internacional), a autoridade internacionalmente reconhecida para nomear corpos celestes e suas características de superfície. Os nomes aceites foram propostos por membros da equipa OSIRIS-REx da NASA, que têm vindo a mapear em detalhe o asteróide desde o ano passado. A sonda OSIRIS-REx, a primeira missão da NASA de retorno de amostras de um asteróide, está actualmente a visitar o asteróide e está programada para recolher uma amostra da superfície de Bennu este verão.

“Desde que chegou ao asteróide, a equipa da OSIRIS-REx tornou-se incrivelmente familiar com todas as características geológicas de Bennu,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, EUA. “Estas características fornecem-nos uma visão da história de Bennu e os seus novos nomes simbolizam a essência da missão – estudar o passado para descobrir as nossas origens e para compreender o nosso futuro.”

Os nomes aprovados das características à superfície de Bennu estão listadas abaixo. Os diversos tipos de terreno de Bennu – incluindo “regiones” (regiões geográficas amplas), crateras, “dorsa” (cordilheiras), “fossae” (ranhuras ou trincheiras) e “saxa” (rochas e pedregulhos) – receberão o nome de pássaros, de criaturas parecidas com pássaros e de lugares a eles associados na mitologia.

  • Tlanuwa Regio tem o nome dos pássaros gigantes que espalharam a Terra com pedaços de uma serpente que se transformou em pilares de rochas na mitologia Cherokee. Tlanuwa Regio é uma área coberta por grandes rochas no hemisfério sul de Bennu;
  • Benben Saxum tem o nome do antigo monte egípcio que surgiu das águas primordiais Nu. Na mitologia egípcia, o deus Atum estabeleceu Benben para criar o mundo após o seu voo sobre as águas na forma do pássaro Bennu. Benben Saxum é o pedregulho mais alto de Bennu;
  • Roc Saxum tem o nome de Roc, uma enorme ave de rapina da mitologia árabe do Médio Oriente. Roc Saxum é o maior pedregulho de Bennu;
  • Simurgh Saxum tem o nome do pássaro mitológico benevolente na mitologia persa. Diz-se que Simurgh possuía todo o conhecimento, e Simurgh Saxum define o meridiano principal de Bennu e é a base do sistema de coordenadas do asteróide;
  • Huginn Saxum e Muninn Saxum são rochas adjacentes com o nome de dois corvos, Huginn e Muninn, que acompanham o deus Odin da mitologia nórdica;
  • Ocypete Saxum tem o nome de uma das harpias gregas, a personificação metade donzela, metade pássaro dos ventos tempestuosos que roubavam e transportavam coisas para longe da Terra. Ocypete Saxum está localizado perto do local de origem do evento de ejecção de partículas de dia 19 de Janeiro de 2019;
  • Strix Saxum tem o nome do pássaro Strix do mau agouro da mitologia romana. Strix Saxum é uma grande rocha que flanqueia o local de recolha de amostras de “backup” da missão OSIRIS-REx;
  • Amihan Saxum tem o nome da divindade mitológica Tagalog (Filipinas), que é descrita como um pássaro e que foi a primeira criatura a habitar o Universo. Este pedregulho grande, mas plano parece estar parcialmente enterrado e está localizado em Tlanuwa Regio, que possui uma concentração invulgarmente alta de pedras grandes.;
  • Pouakai Saxum tem o nome do pássaro monstruoso que mata e come humanos na mitologia Māori (Polinésia). Pouakai Saxum é um pedregulho com 10,6 metros localizado no hemisfério sul de Bennu, ligeiramente para norte de Benben Saxum;
  • Aetos Saxum tem o nome do companheiro de infância do deus supremo Zeus, que foi transformado numa águia por Hera na mitologia grega. Aetos Saxum é um pedregulho visivelmente plano, com uma forma parecida a uma asa localizado no equador de Bennu;
  • Gargoyle Saxum tem o nome do monstro francês parecido com um dragão com asas, pescoço de pássaro e hálito de fogo. Gargoyle Saxum é um grande pedregulho perto do local de recolha de amostras de “backup” e um dos objectos mais escuros à superfície.

Astronomia On-line
10 de Março de 2020

 

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3472: Terra tem uma segunda Lua em órbita e é do tamanho de um automóvel

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O novo satélite estará na órbita terrestre durante algum tempo, de forma temporária. Trata-se de um pequeno asteróide e é a segunda mini-Lua a ser descoberta.

Mini-Lua foi descoberta por cientistas do projecto Catalina Sky Survey, financiado pela NASA
© Catalina Sky Survey

A Terra tem uma segunda “mini-Lua”, um asteróide que é do tamanho de um automóvel e estará na órbita terrestre há três anos, revelam os astrónomos que descobriram este objecto. Não deve ficar por muito mais tempo: em Abril apontam os cientistas, deve sair da órbita.

Com aproximadamente 1,9 a 3,5 metros de diâmetro, o objecto foi observado na noite de 15 de Fevereiro pelos investigadores Kacper Wierzchos e Teddy Pruyne, do projeto Catalina Sky Survey (CSS), financiado pela NASA (a agência espacial americana), no estado do Arizona.

Grande Notícia. A Terra tem um novo objecto capturado temporariamente/Possível mini-Lua chamada 2020 CD3“, que pode ser um asteróide tipo C [com uma importante composição de carvão, muito escuro], tuitou Wierzchos na quarta-feira.

Kacper Wierzchos @WierzchosKacper

BIG NEWS (thread 1/3). Earth has a new temporarily captured object/Possible mini-moon called 2020 CD3. On the night of Feb. 15, my Catalina Sky Survey teammate Teddy Pruyne and I found a 20th magnitude object. Here are the discovery images.

O cientista disse que a informação é “importante”, porque “é apenas o segundo asteróide conhecido a orbitar a Terra, depois do 2006 RH120, também descoberto pelo CSS. A sua rota indica que entrou na órbita terrestre há três anos, acrescentou.

O centro de planetas menores do Observatório Astrofísico Smithsonian, que acumula informação sobre os objectos menores do sistema solar, disse que “nenhum vínculo com um objecto artificial foi encontrado”. Por outras palavras: trata-se, sem qualquer dúvida, de um asteróide capturado pela gravidade terrestre.

A dinâmica orbital “indica que este objecto está temporariamente ligado à Terra”.

Este novo vizinho terrestre não está numa órbita estável e é pouco provável que permaneça nessa posição por muito tempo.

“Está a afastar-se do sistema Terra-Lua, enquanto conversamos”, e deve sair em Abril, disse o investigador Grigori Fedorets, da Queen’s University, de Belfast, à revista “New Scientist“.

O único asteróide até agora conhecido a gravitar em torno da Terra, o 2006 RH120, esteve em órbita de Setembro de 2006 a Junho de 2007.

Diário de Notícias

DN/AFP
27 Fevereiro 2020 — 19:23

 

robotstargate@gmail.com

 

 

3455: Vídeo mostra tamanho dos asteróides em comparação com o planeta Terra

CIÊNCIA

Quando falamos num asteróide que se aproxima da Terra, por vezes não temos noção do impacto que este poderia causar se o seu alvo fosse o nosso planeta. Na verdade, temos pouca, ou nenhuma noção do tamanho destas rochas que vagueiam no Universo e que de vez em quando passam por cá.

Num exercício muito interessante de escala, um criativo desenvolveu um vídeo com as comparações em termos de tamanho de cada um dos mais perigosos asteróides que temos debaixo de olho.

Há uma lista de notáveis asteróides que viajam pelo nosso Sistema Solar. Assim, para que possamos entender o significado de “asteróide” convém explicar que significa corpo menor que não ultrapassa (para fora) a órbita de Júpiter. Esta lista inclui o planeta anão Ceres.

Rochas maiores a partir do seu diâmetro

Actualmente, mesmo com alta tecnologia, ainda não é fácil estimar os tamanhos dos asteróides a partir das observações. Estes têm formas irregulares, albedos que variam (reflectividade), e pequenos diâmetros angulares. Por exemplo, os asteróides tipo C puros são muito mais escuros do que a maioria.

Os asteróides com apenas um ou dois eixos medidos podem ter um diâmetro falsamente inflacionado na sua média geométrica. O asteróide 16 Psique tem um diâmetro do IRAS de 253 km, mas a sua recente e precisa média geométrica é de apenas 186 km.

Álvaro Gracia Montoya, desenvolveu um trabalho muito interessante. Oferece-nos uma oportunidade para entendermos o valor dos asteróides do ponto de vista do seu tamanho. Em pouco menos de três minutos, o vídeo faz uma interessante viagem por dezenas de corpos celestes comparando-os a coisas tão “próximas” como um ser humano, um camião ou a cidade de Nova York.

Os valores em diâmetro é aproximado. Há medições que podem ter um valor ligeiramente diferente, tendo em conta o que foi referido atrás. Mas a perspectiva já nos permite visualizar o que anda lá por fora a vaguear.

Asteróides conhecidos e outros “íntimos”

Na comparação, foram utilizados vários asteróides que conhecemos. Uns melhores que outros, mas todos eles estavam, ou ainda estão debaixo de olho. Por exemplo, foi escolhido o “2008 TC3”, um meteorito de quatro ou cinco metros que entrou na atmosfera no dia 7 de Outubro de 2008 e explodiu sobre o Sudão causando a energia de um quilo-tonelada de TNT. No fim desta lista aparece Ceres, o maior objecto da cintura de asteróides, que tem entre 945 e 952 quilómetros de diâmetro.

Comparações que nos permitem entender como o que fazemos é pequeno, à escala do Universo. Reparem que, a rocha Apophis, ali comparada com a Torre Eiffel, foi um daqueles asteróides que causou um breve período de preocupação em Dezembro de 2004. Isto porque as observações iniciais indicavam uma probabilidade pequena (até 2,7%) de que ele poderia atingir a Terra em 2029 (e depois em 2036). Posteriormente, os cálculos foram feitos com mais precisão e chegaram à realidade que este não tinha em data alguma, a Terra como rota de colisão.

Asteróide 9 vezes maior que Portugal aproxima-se da Terra e será visível a olho nu

Está a caminho da Terra um asteróide COLOSSAL que é cerca de 9 vezes maior que Portugal. Este corpo celeste passará tão perto que o poderemos ver a olho nu no céu nocturno, nos … Continue a ler Asteróide 9 vezes maior que Portugal aproxima-se da Terra e será visível a olho nu

 

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Estudo revela detalhes do “asteróide da bola de golfe”

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Duas imagens do asteróide Pallas, que os investigadores determinaram ser o objecto mais craterado na cintura de asteróides.
Crédito: Marsset, et al.

Os asteróides têm inúmeras formas e tamanhos, e agora astrónomos do MIT (Massachusetts Institute of Technology) observaram um asteróide com tantas crateras que o apelidaram de “asteróide da bola de golfe”.

O asteróide é chamado Pallas, em homenagem à deusa grega da sabedoria, e foi originalmente descoberto em 1802. Pallas é o terceiro maior objecto na cintura de asteróides e tem cerca de um-sétimo do tamanho da Lua. Durante séculos, os astrónomos notaram que o asteróide orbita ao longo de um percurso significativamente inclinado em comparação com a maioria dos objectos na cintura de asteróides, embora o motivo da sua inclinação permaneça um mistério.

Num artigo publicado na revista Nature Astronomy, investigadores revelam pela primeira vez imagens detalhadas de Pallas, incluindo da sua superfície altamente craterada.

Os cientistas suspeitam que a superfície craterada de Pallas é resultado da órbita inclinada do asteróide: enquanto a maioria dos objectos na cintura de asteróides viaja mais ou menos ao longo do mesmo percurso em torno do Sol, tal como carros numa pista de corrida, a órbita inclinada de Pallas é tal que o asteróide precisa de abrir caminho através da cintura de asteróides num ângulo. Quaisquer colisões que Pallas sofra ao longo deste percurso seriam cerca de quatro vezes mais prejudiciais do que colisões entre dois asteróides na mesma órbita.

“A órbita de Pallas implica impactos a uma velocidade muito alta,” diz Michaël Marsset, autor principal do artigo e pós-doc no Departamento de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias do MIT. “A partir destas imagens, podemos dizer agora que Pallas é o objecto mais craterado que conhecemos na cintura de asteróides. É como descobrir um novo mundo.”

Os co-autores de Marsset incluem colaboradores de 21 instituições de pesquisa em todo o mundo.

“Uma história violenta”

A equipa, liderada pelo investigador principal Pierre Vernazza do Laboratório de Astrofísica de Marselha, na França, obteve imagens de Pallas usando o instrumento SPHERE no VLT (Very Large Telescope) do ESO, um conjunto de quatro telescópios, cada um com um espelho de 8 metros, situados nas montanhas do Chile. Em 2017, e novamente em 2019, Marsset e colegas reservaram um dos quatro telescópios vários dias de cada vez para ver se podiam capturar imagens de Pallas no ponto orbital mais próximo da Terra.

A equipa obteve 11 séries de imagens ao longo de duas campanhas de observação, capturando Pallas a partir de diferentes ângulos enquanto girava. Depois de compilarem as imagens, os investigadores criaram uma reconstrução 3D da forma do asteróide, juntamente com um mapa de crateras dos seus pólos, juntamente com partes da sua região equatorial.

Ao todo, identificaram 36 crateras maiores do que 30 km em diâmetro – cerca de um-quinto do diâmetro da cratera Chicxulub da Terra, cujo impacto original provavelmente matou os dinossauros há 65 milhões de anos. As crateras de Pallas parecem cobrir pelo menos 10% da superfície do asteróide, o que é “sugestivo de uma violenta história colisional,” como afirmam os cientistas no seu artigo científico.

Para ver quão violenta a história provavelmente foi, a equipa executou uma série de simulações de Pallas e das suas interacções com a restante cintura de asteróides ao longo dos últimos 4 mil milhões de anos – quase a idade do Sistema Solar. Fizeram o mesmo para Ceres e Vesta, tendo em consideração o tamanho, massa e propriedades orbitais de cada asteróide, bem como as distribuições de velocidade e tamanho de objectos dentro da cintura de asteróides. Registaram cada vez que uma colisão simulada produzia uma cratera, em Pallas, Ceres ou Vesta, com pelo menos 40 km de largura (o tamanho da maioria das crateras que observaram em Pallas).

Descobriram que uma cratera com 40 quilómetros em Pallas podia ser criada a partir de uma colisão com um objecto muito mais pequeno em comparação com uma cratera do mesmo tamanho em Ceres ou Vesta. Dado que os asteróides pequenos são muito mais numerosos, na cintura de asteróides, do que os maiores, isso implica que Pallas tem uma maior probabilidade de sofrer impactos de alta velocidade do que os outros dois asteróides.

“Pallas teve duas a três vezes mais colisões do que Ceres ou Vesta, e a sua órbita inclinada é uma explicação directa para a superfície muito estranha que não vemos nos outros dois asteróides,” acrescentou Marsset.

Uma família fragmentada

Os investigadores fizeram duas descobertas adicionais graças às suas imagens: uma mancha curiosamente brilhante no hemisfério sul do asteróide e uma bacia de impacto extremamente grande ao longo do equador do asteróide.

Para esta última descoberta, a equipa procurou explicações para o que pode ter provocado um impacto tão grande, estimado em cerca de 400 km de diâmetro.

Simularam vários impactos ao longo do equador e também rastrearam os fragmentos que provavelmente foram lançados para o espaço, a partir da superfície de Pallas, como resultado de cada impacto.

A partir das suas simulações, a equipa conclui que a grande bacia de impacto foi provavelmente o resultado de uma colisão há cerca de 1,7 mil milhões de anos, por um objecto com 20 a 40 km, que posteriormente ejectou pedaços do asteróide para o espaço, num padrão que efectivamente combina com uma família de fragmentos que se sabe seguirem Pallas.

“Esta característica no equador pode muito bem estar relacionada com a actual família de fragmentos de Pallas,” diz o co-autor Miroslav Brož, do Instituto Astronómico da Universidade Charles em Praga.

Quanto à mancha brilhante descoberta no hemisfério sul de Pallas, os investigadores ainda não sabem o que poderá ser. A sua teoria principal é que a região pode ser um depósito muito grande de sal. A partir da sua reconstrução tridimensional do asteróide, os investigadores estimaram o volume de Pallas e, em combinação com a sua massa conhecida, calculam que a sua densidade é diferente da de Ceres ou Vesta e que provavelmente se formou originalmente a partir de uma mistura de água gelada e silicatos. Com o tempo, à medida que o gelo no interior do asteróide derretia, provavelmente hidratou os silicatos, formando depósitos de sal que podem ter ficado expostos após um impacto.

Uma evidência que suporta esta hipótese pode vir de mais perto da Terra. Durante cada mês de Dezembro, os observadores podem ver uma exibição deslumbrante conhecida como Gemínidas – uma chuva de meteoros que são fragmentos do asteróide Phaethon, ele próprio considerado um fragmento de Pallas que escapou e eventualmente chegou à órbita da Terra. Os astrónomos há muito tempo que observam uma variedade de conteúdo de sódio nos meteoros das Gemínidas, que Marsset e colegas agora pensam que podem ter tido origem nos depósitos de sal de Pallas.

“Já foram propostas missões a Pallas com satélites muito pequenos e baratos,” realça Marsset. “Não sei se podem vir a acontecer, mas poderiam dizer-nos mais sobre a superfície de Pallas e sobre a origem da mancha brilhante.”

Astronomia On-line
14 de Fevereiro de 2020

 

spacenews

 

3435: NASA detecta asteróide de 1 Km que vem numa aproximação rápida à Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A NASA está a vigiar um asteróide que passará “perto” do planeta no próximo fim de semana. Apesar de estar numa aproximação rápida, esta passagem não traz agora qualquer problema à Terra. Contudo, dada a sua dimensão, um impacto causaria uma destruição em escala global, como confirmou a agência espacial norte-americana.

Este viajante do espaço tem o nome de 2002 PZ39 e está referenciado no grupo dos asteróides Apollo. Aquelas rochas cujas órbitas estão localizadas próximas à da Terra.

Asteróide que viaja a uma velocidade infernal

A NASA está a seguir um asteróide “potencialmente cataclísmico” apelidado de 2002 PZ39. Segundo a estimativa da agência americana, a rocha deverá medir um quilómetro de diâmetro. O colossal asteróide está actualmente a correr pelo espaço a velocidades superiores a 57 240 km/h.

A este ritmo, a NASA referiu que o asteróide fará uma “passagem próxima” à Terra antes do meio-dia de sábado, 15 de Fevereiro.

De acordo com a agência espacial, qualquer rocha deste tamanho tem o potencial de matar milhões incontáveis após o impacto.

Se um meteoroide rochoso maior que 25 m, mas menor que um quilómetro – um pouco mais de 800 metros – atingisse a Terra, provavelmente causaria danos locais na área de impacto.

Acreditamos que qualquer coisa maior que um a dois quilómetros  poderia ter efeitos a nível mundial.

Referiu a agência espacial norte-americana.

NEOs são os perigosos asteróides que estão permanentemente a ser vigiados

O potencial destrutivo de tais asteróides também foi delineado num relatório da Casa Branca de 2018 sobre os chamados objectos quase terrestres ou NEOs. A Estratégia Nacional de Preparação para Objectos Próximos da Terra e o Plano de Acção advertiu que asteróides de até 1 km de diâmetro podem iniciar uma cadeia de cataclismos naturais devastadores.

Objectos próximos e maiores que um quilómetro podem causar danos em escala global. Podem provocar terremotos, tsunamis e outros efeitos secundários que vão muito além da área de impacto imediato.

Pensa-se que um asteróide de até 10 quilómetros de largura tenha causado a extinção dos dinossauros quando atingiu a península de Yucatan há cerca de 65 milhões de anos.

Refere o relatório.

Depois do dia dos namorados… visita-nos o 2002 PZ39

A 15 de Fevereiro, o asteróide 2002 PZ39 deverá aproximar-se do planeta por volta das 11.05 GMT. Assim, quando isto acontecer, a rocha oscilará pelo planeta a uma velocidade de cerca de 15,19km por segundo ou 57 240 km/h.

Apesar do seu tamanho, velocidade e etiqueta de perigosidade, a rocha passará ao largo da Terra. Segundo os dados, a distância mais próxima atingirá os 5,7 milhões de quilómetros do nosso planeta. Portanto, algo como 15 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Asteróide “bola de golfe” está a prender a atenção dos astrónomos (fotos)

Os asteróides são de todas as formas e tamanhos e têm traços únicos que os identificam e classificam. Assim, os astrónomos do MIT interessaram-se por um asteróide que tem tantas crateras que recebeu o … Continue a ler Asteróide “bola de golfe” está a prender a atenção dos astrónomos (fotos)

 

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3358: Júpiter está a atirar asteróides em direcção à Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

Alguns astrónomos acreditam que Júpiter, em vez de proteger a Terra de cometas e asteróides, está activamente a atirá-los para dentro do Sistema Solar.

Uma teoria popular sugere que Júpiter, que tem uma massa enorme, age como um escudo gigante no Espaço, sugando ou desviando detritos perigosos que sobraram da formação do sistema solar. Porém, a teoria do “Escudo de Júpiter”, como é conhecida, caiu em desuso nas últimas duas décadas.

Um crítico importante dessa teoria, Kevin Grazier, já tenta desmascarar essa ideia há anos. O investigador publicou vários estudos sobre o assunto, incluindo um artigo de 2008 intitulado “Júpiter como um atirador de elite em vez de um escudo”. Grazier tem demonstrado cada vez mais formas pelas quais Júpiter, em vez de ser o nosso protector, é na verdade – embora indirectamente – uma ameaça.

Em 2018, Grazier publicou um artigo na revista científica Astronomical Journal, no qual analisa as formas complexas pelas quais os objectos do sistema solar externo são afectado pelos planetas como Júpiter, Saturno, Neptuno e Úrano.

Em 2019, num artigo publicado na revista científica Monthly Notices do Royal Astronomical Journal, analisa uma família específica de corpos gelados e a forma como são transformados por Júpiter em cometas potencialmente mortais.

“As nossas simulações mostram que Júpiter tem a mesma probabilidade de enviar cometas na Terra como de os desviar e vimos isso no sistema solar real”, disse Grazier, em declarações ao Gizmodo.

O portal relembra, porém, que isso era algo muito bom quando a Terra era jovem, porque cometas e asteróides forneciam os ingredientes essenciais necessários para a vida. Hoje, no entanto, os impactos não são bons, pois podem desencadear extinções em massa semelhantes à que extinguiu dinossauros não aviários há cerca de 66 milhões de anos.

Trabalhando com colaboradores do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA e da Universidade do Sul de Queensland, Grazier mostrou como objectos no disco disperso, um anel dentro do Cinturão de Kuiper que contém muitos planetesimais que se aproximam de Neptuno, são influenciados pelos planetas. Também mostram como Centauros, um grupo de corpos gelados em órbita além de Júpiter e Neptuno, são transformados por Júpiter em cometas potencialmente ameaçadores para a Terra.

Usando simulações, os investigadores descobriram que “os objectos Centauro, os Cometas da Família Júpiter e os objectos no Disco Disperso não são populações dinamicamente distintas – as órbitas dos objectos nessas famílias evoluem sob a influência gravitacional dos planetas jovianos,e os objectos podem mover-se entre as três classificações dinâmicas muitas vezes ao longo da vida”, disse Grazier.

Quanto a Júpiter ainda agindo como escudo, Grazier disse que isso permanece verdadeiro, mas os gigantes gasosos protegem a Terra principalmente de objectos presos entre eles. Quanto aos objectos encontrados no sistema solar externo, essa é uma história diferente.

Jonti Horner, co-autor dos dois estudos, disse que Júpiter desempenha um papel duplo. “Júpiter pega em coisas que ameaçam a Terra e arremessa-as, libertando espaço perto do nosso planeta. Portanto, nesse sentido, é uma espécie de escudo”, disse. “Por outro lado, pega em coisas que não estão perto da Terra e arremessa-as no nosso caminho, o que significa que também é uma ameaça”.

“Já sabemos que a Terra está na mira cósmica”, concluiu Grazier. “Existem centenas de objectos próximos à Terra que são potencialmente perigosos. Acho que agora precisamos de prestar mais atenção ao que está a acontecer um pouco mais longe, na vizinhança de Júpiter”.

ZAP //

Por ZAP
13 Janeiro, 2020

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3337: Esta semana, vão passar 14 asteróides pela Terra. Um deles é maior do que a Estátua da Liberdade

CIÊNCIA/ESPAÇO/ASTERÓIDES

ESO

Esta semana, vão passar pela Terra 14 asteróides. Um deles tem 546 metros de diâmetro, tornando-o mais largo do que a Estátua da Liberdade, nos Estados Unidos.

De acordo com dados do NEO Earth Close Approaches, está previsto que o objecto – denominado UO 2019 – passe pela Terra a 9,4 quilómetros por segundo na sexta-feira, dia 10 de Janeiro de 2020. Espera-se que o faça a uma distância mínima possível aproximada de 0,03376 unidades astronómicas (au) ou 13,07 de distância lunar (LD), o que significa que é um pouco mais de 13 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Por outro lado, há um asteróide que vai passar ainda mais perto. Esta quinta-feira, dia 9 de Janeiro, o objecto chamado 2020 AT1, vai passar a uma distância mínima possível aproximada de 2,46 LD ou 0,00631 au – que é 23 vezes maior que a circunferência da Terra. Este asteróide terá entre 8,3 e 19 metros de diâmetro.

Os restantes asteróides que vão passar pela Terra podem ser consultados na lista na página da NASA NEO Earth Close Approaches, criada para  prever acontecimentos desta natureza, onde a agência espacial acompanha cada movimentação de cada corpo rochoso.

Na sexta-feira, além do UO 2019, passarão pela Terra mais três asteróides – o recorde esta semana do número de corpos celeste a passar pelo nosso planeta. No sábado passarão dois corpos rochosos, bem como no domingo. Na segunda-feira, vão passar mais três asteróides. Na terça e quarta-feira haverá apenas a passagem de um asteróide em cada dia.

ESA

Cientista americana diz estar certa de que a Terra será atingida por um asteroide

Uma cientista americana de uma ONG dedicada a proteger a Terra diz que é 100% certo que um asteróide atingirá…

Os “Objectos Próximos da Terra”, ou Near Earth Objects, são todos os asteróides e cometas com uma trajectória menor que 194.47 milhões de quilómetros. Muitos destes objectos são classificados como “Objectos Potencialmente Perigosos” se se aproximarem a menos de 7,47 milhões de quilómetros do planeta Terra.

A NASA contabilizou 90% dos Objectos Próximos da Terra (NEO) que têm mais de um quilómetro de comprimento e, por isso, podem representar perigo para a Terra. Ou seja, faltam ainda rastrear 10% dos asteróides potencialmente perigosos.

Apesar do número de asteróides já rastreados, há uma possibilidade muito pequena de um destes corpos rochosos vir a causar danos na Terra: a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo cálculos da agência espacial norte-americana.

ZAP //

Por ZAP
8 Janeiro, 2020

spacenews

 

3286: Cientistas detalham cenário horrendo caso asteróide gigante colida com a Terra

CIÊNCIA

ESA

Os investigadores apresentaram a descrição detalhada do que pode acontecer se uma das rochas espaciais colidir realmente com a superfície da Terra.

De acordo com o tablóide Daily Express, os meteorologistas Simon King e Clare Nasir explicaram, num livro chamado “What Does Rain Smell Like?”, que a colisão de um asteróide de diâmetro entre 25 e 1.000 metros com a Terra causaria “danos a nível local”, enquanto a colisão com uma rocha maior pode mesmo levar à destruição “a nível global”.

“As consequências mais letais da colisão com um grande asteróide serão rajadas de vento e ondas de choque. O pico da pressão do ar poderia romper os órgãos internos e as rajadas de vento atirariam corpos pelo ar e esmagariam as construções e florestas”, explicam os meteorologistas.

Os especialistas acrescentam ainda que as outras consequências devastadoras incluiriam “calor intenso, destroços voadores, tsunamis, sismos e destruições devido ao impacto directo e à formação de crateras”.

No entanto, os autores sublinham que os asteróides, tal como os outros objectos do espaço, são sujeitos às forças gravitacionais e, portanto, têm as suas próprias órbitas, o que torna as suas trajectórias “relativamente previsíveis”.

“A catalogação dos Near Earth Objects (NEO) é uma tarefa titânica, o espaço está muito lotado e parece ficar até mais lotado a cada década que passa. O mapeamento dos NEOs contra o fundo de outros destroços a orbitar no espaço poderia ser descrito como procurar uma agulha num palheiro, mas os astrofísicos fizeram grandes progressos nesta questão”, explicam os cientistas.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
29 Dezembro, 2019

 

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3273: NASA: asteróide gigante passa pela terra a uma velocidade de 44 mil km/hora

CIÊNCIA

É o maior objecto dos dez que passam junto à Terra nesta semana de Natal. Mas esteve sempre a milhões de km de distância do nosso planeta.

Asteróides são corpos rochosos com órbita definida em redor do Sol.
© D.R.

É maior que o edifício do World Trade Center e passou ao lado da Terra. Um asteróide gigante passou esta quinta-feira pela Terra, de acordo com o Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA, mas não era possível que a rocha atingisse o planeta. Na sua trajectória mais próxima, calcula-se que esteve a 7,2 milhões de km do nosso planeta, ou o equivalente a cerca de 19 vezes a distância entre a Terra e a Lua. A passagem do asteróide ocorreu esta quinta-feira, 26 de Dezembro por volta das 02.54, mostram os dados do CNEOS.

Com base no brilho, os cientistas determinaram o seu tamanho. Estima-se que o asteróide tenha medidas entre 280 e 620 metros de diâmetro, o que o torna maior que o World Trade Center em Nova Iorque, o edifício mais alto dos Estados Unidos com uma altura de 540 metros.

Os dados também mostram que o asteróide terá passado a uma velocidade da Terra em torno de 44.250 km por hora.

Os cientistas conhecem muito bem a órbita do CH59 – a designação do asteróide – em torno do Sol e as projecções indicavam com segurança que não existia a possibilidade de colidir com a Terra.

No entanto, há uma pequena hipótese de no futuro a gigantesca rocha possa vir a atravessar a órbita da Terra ao longo dos próximos séculos ou milénios. Como resultado, os investigadores vão continuar a monitorizar a forma como a sua órbita evolui, com o objectivo de prever melhor a trajectória.

Qualquer cometa ou asteróide cujo percurso em redor do Sol o leve a 195 milhões de km da estrela e a 48 milhões de km da órbita do nosso planeta é definido como um “objecto próximo à Terra”. Este CH59 enquadra-se nessa categoria.

Esta rocha gigante também é definida como “potencialmente perigosa” por duas razões. Por um lado estima-se que mede mais de 280 metros de diâmetro e, por outro, prevê-se que esteja dentro das 0,05 unidades astronómicas (cerca de 4,6 milhões de km) da Terra.

Actualmente, os cientistas conhecem cerca de 25 mil NEOs [Objectos Próximos da Terra], O director do CNEOS, Paul Chodas, considera que, provavelmente, existirão muitos mais, já que descobrimos apenas cerca de 35% do total.

Dos 25 mil conhecidos, cerca de 5 mil são considerados potencialmente perigosos, disse Chodas.

O CH59 é um dos 10 NEOs que passam pela Terra nesta semana de Natal, de acordo com a NASA. É de longe o maior, com todos os restantes a medirem menos de 140 metros de diâmetro.

Diário de Notícias
DN
26 Dezembro 2019 — 17:23

 

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3241: Asteróide com centenas de metros passará pela Terra depois do Natal

CIÊNCIA

Um asteróide com centenas de metros passará pela Terra logo após o Natal, de acordo com a agência espacial norte-americana (NASA), que frisa que corpo rochoso não apresenta qualquer perigo para o planeta.

O asteróide – baptizado de 310442 – alcançará o seu ponto mais próximo da Terra às 07h45 (UTC) de 26 de Dezembro. Estará a 0,05 unidades astronómicas do nosso planeta (cerca de 7,3 milhões de quilómetros do centro da Terra), segundo números avançados pelo Center for Near Earth Object Studies (CNEOS) da NASA.

Em declarações ao portal Newsweek, Paul Chodas, director do CNEOS, afirmou que esta é uma distância “próxima” do ponto de vista astronómico, mas não do ponto de vista humano. “No seu ponto mais próximo, este [o asteróide 310442] estará 19 vezes mais distante do que a Lua”, explicou.

Na sua aproximação à Terra, o corpo rochoso vai viajar a uma velocidade estimada de 12,3 quilómetros por segundo (44.280 quilómetros por hora).

Os astrónomos da CNEOS estimam que a rocha espacial tem um diâmetro entre 280 e 620 metros. Em termos de comparação, oscila entre a dimensão do Trump Building, em Manhattan (Estados Unidos), e da Shanghai Tower, na China.

“Ao longo de muitos séculos e milénios, [estes asteróides] podem evoluir para órbitas que atravessam a Terra. E, por isso, é prudente continuar a acompanhá-los nas próximas décadas e estudar como é que as suas órbitas podem estar a evoluir”, rematou Chodas.

Os asteróides e outros corpos são considerados próximos da Terra, recorde-se, quando passam a uma distância inferior a 1,3 unidades astronómicas do nosso planeta.

Apesar de ser muito pouco provável que um asteróide venha a colidir com a Terra nos próximos anos – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, as agências espaciais têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

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ZAP //

Por ZAP
21 Dezembro, 2019

 

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3219: A Terra já estava “envenenada” antes do asteróide que dizimou os dinossauros

CIÊNCIA

Ntvtiko / Deviant Art

Depósitos fósseis revelaram que a Terra já enfrentava uma situação instável  antes de o asteróide que dizimou os dinossauros ter atingido o nosso planeta. Esta situação de stress deveu-se ao aumento de carbono (CO2) nos oceanos.

Esta é a conclusão de uma equipa de cientistas da Northwestern University, nos Estados Unidos, que estudou a composição isotópica de cálcio em conchas fossilizadas de moluscos e caracóis, que datam do evento do período de extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno, tal como explicam os cientistas em comunicado.

Na prática, a Terra estava já “envenenada” com carbono quando o asteróide que atingiu a Terra há 65 milhões de anos acabou com os dinossauros. O impacto do corpo rochoso com a Terra, recorda o portal ABC, atingiu a Terra com uma potência equivalente a dez mil milhões de bombas atómicas de Hiroxima.

Os cientistas descobriram que a química das conchas estudadas mudou em resposta a um aumento de carbono nos oceanos. Estes valores de carbono deveram-se a erupções longas (30.000 anos) na Deccan Traps, uma das maiores províncias vulcânicas da Terra (200.000 milhas quadradas), localizada na Índia.

Durante os anos que antecederam o impacto do asteróide, o Deccan Traps expeliu enormes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera. A concentração de CO2 acidificou os oceanos, afectando directamente os organismos que ali viviam.

“Os nosso dados sugerem que o ambiente estava a mudar antes do impacto do asteróide (…) Estas mudanças parecem correlacionar-se com a erupção de Deccan Traps”, disse Benjamin Linzmeier, o autor principal do estudo.

“A Terra estava claramente sob stresse antes do grande evento de extinção em massa (…) O impacto do asteróide coincide com a instabilidade pré-existente do ciclo de carbono. Mas isso não significa que temos resposta para explicar o que realmente causou a extinção [dos dinossauros]”, apontou, por sua vez, Andrew D. Jacobson, que também participou na investigação, cujos resultados foram agora publicados na revista Geology.

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ZAP //

Por ZAP
18 Dezembro, 2019

 

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“X” marca o local: NASA selecciona local para recolha amostras em Bennu

CIÊNCIA

Esta imagem mostra o local de recolha de amostras “Nightingale”, o local primário de recolha de amostras no asteróide Bennu. A imagem está sobreposta por um gráfico da sonda OSIRIS-REx para ilustrar a escala do local.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

Depois de um ano a analisar a superfície repleta de pedregulhos de Bennu, a equipa que lidera a primeira missão de retorno de amostras de um asteróide da NASA seleccionou oficialmente um local de recolha de amostras.

A missão OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security, Regolith Explorer) concluiu que o local designado “Nightingale” – localizado numa cratera a alta latitude no hemisfério norte de Bennu – é o melhor local para a sonda OSIRIS-REx recolher as suas amostras.

A equipa OSIRIS-REx passou os últimos meses a avaliar dados detalhados dos quatro locais candidatos, a fim de identificar a melhor opção para a recolha de amostras. Os locais candidatos – apelidados de “Sandpiper”, “Osprey”, “Kingfisher” e “Nightingale” – foram escolhidos para investigação porque, de todas as regiões de potenciais amostragens em Bennu, estas áreas representam o menor risco à segurança da sonda e ainda fornecem uma oportunidade de recolher amostras de grande qualidade.

“Depois de avaliar minuciosamente todos os quatro locais candidatos, tomámos a nossa decisão final com base no qual possui a maior quantidade de material refinado e com que facilidade a nave pode aceder a esse material, mantendo-a segura,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona em Tucson, EUA. “Dos quatro candidatos, ‘Nightingale’ é o que melhor atinge estes critérios e, por fim, garante o sucesso da missão.”

O local “Nightingale” está localizado numa cratera com 140 metros. O rególito de “Nightingale” – ou material rochoso à superfície – é escuro e as imagens mostram que a cratera é relativamente lisa. Como está localizado no extremo norte, as temperaturas na região são mais baixas do que noutras partes do asteróide e o material da superfície está bem preservado. Pensa-se também que a cratera seja relativamente jovem e o rególito recentemente exposto. Isto significa que o local provavelmente permitirá a recolha de uma amostra pristina do asteróide, dando à equipa uma visão da história de Bennu.

Embora “Nightingale” esteja no topo da classificação, o local ainda apresenta desafios para a recolha de amostras. O plano original da missão previa um local de amostra com um diâmetro de 50 metros. Embora a cratera que hospeda “Nightingale” seja maior, a área segura o suficiente para a sonda pousar é muito menor – aproximadamente 16 metros de diâmetro, resultando num local com apenas um-terço do tamanho originalmente previsto. Isto significa que a sonda precisa atingir com precisão a superfície de Bennu. “Nightingale” também tem uma pedra do tamanho de um edifício situada na orla leste da cratera, que pode representar um perigo para a nave quando se afastar após o contacto com o local.

A missão também seleccionou “Osprey” como local de reserva para recolha de amostras. A sonda tem a capacidade de executar várias tentativas de amostragem, mas qualquer perturbação significativa na superfície de “Nightingale” dificultaria a recolha de uma amostra dessa área numa tentativa posterior, tornando necessário um local de “backup”. A sonda está construída para interromper autonomamente a aproximação se a posição prevista estiver demasiado perto de uma área perigosa. Durante esta manobra, as plumas de exaustão dos propulsores da sonda podem potencialmente perturbar a superfície devido ao ambiente de micro-gravidade do asteróide. Em qualquer situação onde uma tentativa subsequente de pousar em “Nightingale” não seja possível, a equipa tentará recolher uma amostra no local “Osprey”.

“Bennu desafiou a OSIRIS-REx com terreno extraordinariamente acidentado,” disse Rich Burns, gestor do projecto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA. “A equipa adaptou-se empregando uma técnica de navegação óptica mais precisa, embora mais complexa, para poder entrar nestas pequenas áreas. Também vamos equipar a OSIRIS-REx com a capacidade de reconhecer se está a caminho de uma característica superficial perigosa dentro ou adjacente do local e interromper a manobra antes que isso aconteça.”

Com a selecção do local primário e do local de reserva, a equipa da missão realizará mais voos de reconhecimento por cima de “Nightingale” e “Osprey”, começando em Janeiro e continuando até à primavera. Uma vez concluídas estas passagens, a sonda começará ensaios para a sua primeira tentativa de recolha de amostras “touch-and-go”, prevista para Agosto. A sonda partirá de Bennu em 2021 e tem regresso à Terra previsto para Setembro de 2023.

Astronomia On-line
17 de Dezembro de 2019

 

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3184: O “Asteróide do Apocalipse” está a cuspir rochas para o Espaço

CIÊNCIA

NASA / Goddard / University of Arizona

A sonda OSIRIS-REx da NASA chegou ao Bennu, o “Asteróide do Apocalipse”, em Dezembro de 2018 e, apenas uma semana depois, descobriu algo incomum: o asteróide estava a lançar partículas para o Espaço.

A câmara de navegação da sonda detectou as partículas, mas os cientistas pensaram inicialmente que eram apenas estrelas ao fundo. Após um exame mais minucioso, a equipa do OSIRIS-REx percebeu que eram partículas de rocha e ficou preocupada com a possibilidade de representar um risco.

Asteróides que estão a perder massa são chamados de “asteróides activos” e, às vezes, “cometas do cinturão principal”. Por vezes, de acordo com o Universe Today, deixam rastos transitórios de poeira e detritos que se parecem com a cauda de um cometa.

Quando este tipo de asteróides foi observado pela primeira vez, os astrónomos pensaram que o rasto era feito de gelo derretido, como a cauda de um cometa. No entanto, agora sabemos que existem vários mecanismos que podem fazer com que um asteróide seja activo.

Os astrónomos não encontraram muitos asteróides activos – e a maioria deles está a perder tanto material que é visível nos telescópios. A maioria dos asteróides é estável e, de facto, Bennu parecia ser um asteróide inactivo em observações da Terra.

“Entre as surpresas de Bennu, as ejecção de partículas despertaram a nossa curiosidade e passámos os últimos meses a investigar esse mistério”, disse Dante Lauretta, investigador principal do OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, em comunicado. “Esta é uma grande oportunidade para expandir o nosso conhecimento sobre como os asteróides se comportam”.

Existem várias causas para asteróides activos como o Bennu. Sublimação de gelo, impactos, instabilidade rotacional, fracturas térmicas e repulsão electrostática são alguns deles. Num artigo publicado este mês na revista científica Science, Lauretta e outros cientistas apresentaram os resultados das suas observações sobre a perda de massa de Bennu.

O título do artigo – “Episódios de ejecção de partículas da superfície do asteróide activo (101955) Bennu” – deixa claro que as ejecções são episódicas e não contínuas. A equipa concentrou-se nos três maiores episódios de ejecção de partículas em 6 de Janeiro, 19 de Janeiro e 11 de Fevereiro.

O maior evento foi no dia 6 de Janeiro, quando o OSIRIS-REx viu cerca de 200 partículas a deixar Bennu. As partículas viajaram a cerca de três metros por segundo e variaram em tamanho, de menos de 2,5 a 10 centímetros.

Os três episódios ocorreu em locais diferentes da superfície do asteróide. Um ocorreu no hemisfério sul e dois perto do equador. Todos ocorreram a meio do dia e parece não haver nada de notável naqueles lugares.

Depois de serem expulsos do Bennu, as partículas faziam uma de duas coisas: orbitaram durante um breve período de vários dias antes de voltarem à superfície do asteróide ou foram lançadas para o Espaço.

A ejecção de partículas tem três causas possíveis: impactos de meteoróides, fractura por stress térmico ou libertação de vapor de água.

A vizinhança do Bennu é movimentada, com muitas pequenas rochas espaciais passando em redor. Uma possibilidade é que as rochas estivessem a atingir Bennu fora da vista do OSIRIS-REx.

A fractura térmica também pode explicar as partículas. O período rotacional de Bennu é de 4,3 horas e a temperatura da superfície do asteróide varia muito durante esse período. Os três principais eventos de ejecção de partículas ocorreram à tarde, quando a temperatura sobe de baixas nocturnas frias para altas diurnas. As variações de temperatura podem causar fracturas na rocha e ejecção de partículas.

Além disso, o Bennu tem argilas que contêm água. O aquecimento durante o dia pode fazer com que e se expanda, criando pressão ao tentar escapar. A pressão pode formar fendas na rocha, permitindo que as partículas escapem.

No verão de 2020, o OSIRIS-REx vai recolher uma amostra do Bennu e vai devolver-la à Terra até 2023. As partículas que foram ejectadas e que regressaram ao asteróide são suficientemente pequenas para serem colhidas durante a amostragem – é possível que algumas cheguem à Terra . Enquanto isso, o OSIRIS-REx estará no Bennu durante um longo tempo, estudando-o com o seu conjunto de instrumentos científicos.

ZAP //

Por ZAP
13 Dezembro, 2019

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3174: Missão OSIRIS-REx explica misteriosos eventos de partículas de Bennu

CIÊNCIA

Esta imagem do asteróide Bennu a libertar partículas da sua superfície no dia 6 de Janeiro foi criada combinando duas imagens obtidas pela NavCam 1 a bordo da OSIRIS-REx: uma curta exposição com 1,4 ms que mostra o asteróide claramente, e outra exposição longa (5 s), que mostra claramente as partículas. Também foram aplicadas outras técnicas de processamento, como corte e ajuste de brilho e contraste de cada camada.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona/Lockheed Martin

Pouco tempo depois da sonda OSIRIS-REx da NASA ter chegado ao asteróide Bennu, uma descoberta inesperada da equipa científica da missão revelou que o asteróide podia ser activo, ou estar a descarregar consistentemente partículas para o espaço. A análise contínua de Bennu – e as suas amostras que eventualmente serão transportadas para a Terra – podem lançar luz sobre o porquê da ocorrência deste fenómeno intrigante.

A equipa da OSIRIS-REx observou pela primeira vez um evento de ejecção de partículas nas imagens capturadas pelas câmaras de navegação da sonda no dia 6 de Janeiro, apenas uma semana após ter entrado na sua primeira órbita em torno de Bennu. À primeira vista, as partículas pareciam estrelas por trás do asteróide, mas, observando mais cuidadosamente, a equipa percebeu que o asteróide estava a libertar material da sua superfície. Depois de concluir que estas partículas não comprometiam a segurança da nave, a missão começou observações dedicadas para documentar completamente esta actividade.

“Entre as muitas surpresas de Bennu, as ejecções de partículas despertaram a nossa curiosidade, e passámos os últimos meses a investigar este mistério,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona em Tucson, EUA. “Esta é uma grande oportunidade para expandir o nosso conhecimento de como os asteróides se comportam.”

Depois de estudar os resultados das observações, a equipa da missão divulgou as suas descobertas num artigo científico publicado dia 6 de Dezembro na revista Science. A equipa observou os três maiores eventos de ejecção de partículas nos dias 6 e 19 de Janeiro, e 11 de Fevereiro, e concluiu que os eventos tiveram origem em diferentes locais da superfície de Bennu. O primeiro evento teve origem no hemisfério sul e o segundo e o terceiro ocorreram perto do equador. Todos os três eventos ocorreram ao final da tarde em Bennu.

A equipa descobriu que, após a ejecção da superfície do asteróide, as partículas orbitaram brevemente Bennu e caíram de volta à superfície ou escaparam para o espaço. As partículas observadas viajaram até 3 metros por segundo e tinham um tamanho inferior a 10 cm. Durante o maior evento, que ocorreu a 6 de Janeiro, foram observadas aproximadamente 200 partículas.

A equipa investigou uma ampla variedade de possíveis mecanismos que podem ter provocado os eventos de ejecção e reduziu a lista a três candidatos: impactos de meteoróides, fracturas por stress térmico e libertação de vapor de água.

Os impactos de meteoróides são comuns na vizinhança do espaço profundo de Bennu e é possível que esses pequenos fragmentos de rocha espacial estivessem a atingir Bennu onda a OSIRIS-REx não estava a observar, sacudindo partículas soltas com o momento do seu impacto.

A equipa também determinou que a fractura térmica é outra explicação possível. As temperaturas à superfície de Bennu variam drasticamente durante o período de rotação de 4,3 horas. Embora esteja extremamente frio durante as horas da noite, a superfície do asteróide aquece significativamente a meio da tarde, quando os três grandes eventos tiveram lugar. Como resultado desta mudança de temperatura, as rochas podem começar a rachar e a quebrar-se e, eventualmente, as partículas podem ser expelidas da superfície. Este ciclo é conhecido como fractura por stress térmico.

A libertação de água também pode explicar a actividade do asteróide. Quando as argilas presas em água são aquecidas, a água pode começar a libertar-se a criar pressão. É possível que, à medida que a pressão se acumula nas fissuras e nos poros das rochas onde a água absorvida é libertada, a superfície se torne agitada, levando à erupção de partículas.

Mas a natureza nem sempre permite explicações simples. “É possível que mais do que um destes mecanismos esteja em jogo,” disse Steve Chesley, autor do artigo e investigador sénior no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. “Por exemplo, as fracturas térmicas podem estar a cortar o material da superfície em pedaços pequenos, facilitando em muito o lançamento de seixos para o espaço durante os impactos de meteoróides.”

Se as fracturas térmicas, os impactos de meteoróides, ou ambos, são de facto as causas destes eventos de ejecção, é provável que este fenómeno esteja a acontecer em todos os asteróides pequenos, pois todos sofrem estes mecanismos. No entanto, se a libertação de água é a causa destes eventos de ejecção, este fenómeno seria específico aos asteróides que contêm minerais com água, como Bennu.

A actividade de Bennu apresenta maiores oportunidades assim que a amostra seja recolhida e enviada para a Terra para estudo. Muitas das partículas ejectadas são pequenas o suficiente para serem recolhidas pelo mecanismo de amostragem, o que significa que as amostras podem conter algum material ejectado e que torna a cair para a superfície de Bennu. A determinação de que uma partícula em específico foi ejectada e voltou a Bennu poderá ser um feito científico semelhante a encontrar uma agulha num palheiro. No entanto, o material de Bennu que será trazido para a Terra, quase certamente aumentará a nossa compreensão dos asteróides e das maneiras como são diferentes e semelhantes, mesmo que o fenómeno de ejecção de partículas continue a ser um mistério cujas pistas também vão para a Terra sob a forma de dados e material adicional para estudo.

A recolha de amostras está programada para o verão de 2020 e as amostras chegarão à Terra em Setembro de 2023.

Astronomia On-line
10 de Dezembro de 2019

spacenews

 

3173: OSIRIS-REx prestes a seleccionar local de recolha de amostras

CIÊNCIA

Estas imagens mostram os quatro candidatos a local de recolha de amostras no asteróide Bennu: “Sandpiper”, “Osprey”, “Kingfisher” e “Nightingale”. Um destes quatro locais será o local em que a sonda OSIRIS-REx irá pousar para recolher amostras.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

A missão OSIRIS-REx da NASA está a poucos dias de seleccionar o local onde a sonda vai recolher amostras do asteróide Bennu. Após um processo demorado e complexo, a equipa está finalmente pronta para fazer a selecção de um local primário e outro de reserva de entre quatro candidatos.

A OSIRIS-REx é a primeira missão de recolha e envio de amostras de asteróides da NASA, de modo que esta decisão do local de recolha é essencial para as operações no asteróide e para o sucesso da missão.

Depois de escolher os quatro locais candidatos – de nomes “Sandpiper”, “Osprey”, “Kingfisher” e “Nightingale” – em Julho, a missão concluiu a sua fase A de reconhecimento. Durante a fase A, a sonda OSIRIS-REx realizou uma série de quatro passagens rasantes ao longo de um mês – um por cada dos potenciais locais de recolha de amostras. Esta fase da missão forneceu à equipa imagens de alta resolução para examinar minuciosamente o tipo de amostragem (material fino), topografia, albedo e cor de cada zona. Os dados recolhidos durante estes voos de alta altitude são fundamentais para determinar qual o mais adequado para a recolha de amostras.

Embora a missão esteja um passo mais perto de recolher amostras, as observações da fase A de reconhecimento revelaram que até os melhores locais candidatos em Bennu apresentam desafios significativos à recolha de amostras, e a escolha que o comité de selecção fará não é fácil.

“A selecção do local é realmente uma actividade compreensiva. Requer que analisemos muitos tipos diferentes de dados, de várias maneiras, para garantir que o local seleccionado é a melhor escolha em termos de segurança para a sonda, em termos de presença de material amostrável e em termos de valor científico,” disse Hearther Enos, vice-investigadora principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, e presidente do conselho de selecção do local de recolha de amostras. “A nossa equipa é incrivelmente inovadora e está bastante bem integrada, e é isso que faz o processo de selecção funcionar.”

As imagens mais recentes mostram que embora exista material fino (com diâmetros inferiores a 2,5 cm), grande parte dele poderá não ser facilmente acessível. A missão foi originalmente construída para uma superfície parecida à de uma praia, com “lagoas” de material arenoso, não para o terreno acidentado de Bennu. Na realidade, os potenciais locais de amostragem não são áreas grandes e limpas, mas pequenos espaços cercados por grandes pedregulhos, de modo que a navegação da sonda para dentro e para fora dos locais exigirá um ajuste mais requintado do que o originalmente planeado.

Começando no hemisfério sul de Bennu, o local “Sandpiper” foi o primeiro sobrevoado durante a fase A de reconhecimento. “Sandpiper” é um dos locais mais “seguros” porque está localizado numa área relativamente plana, facilitando a aproximação e o afastar da nave. As imagens mais recentes mostram que está presente material granulado, mas o rególito arenoso está preso entre as rochas maiores, o que dificulta a operação do mecanismo de recolha de amostras.

O local “Osprey” foi o segundo local observado durante a fase A. Este local foi originalmente escolhido com base na sua forte assinatura espectral de material rico em carbono e devido a uma mancha escura no centro da cratera, que se pensava possivelmente ser material fino. No entanto, as imagens de alta resolução mais recentes de “Osprey” sugerem que o local contém material disperso que pode ser demasiado grande para ser ingerido pelo mecanismo de amostragem.

O local “Kingfisher” foi seleccionado porque está localizado numa pequena cratera – o que significa que pode ser uma característica relativamente jovem em comparação com as crateras maiores de Bennu (como a que contém a região “Sandpiper”). As crateras mais jovens geralmente contêm material mais fresco e minimamente alterado. Imagens de alta resolução capturadas durante o voo da fase A revelaram que embora a cratera original possa ser muito rochosa, uma cratera vizinha parece conter material fino.

A fase A de reconhecimento concluiu com a passagem pelo local “Nightingale”. As imagens mostram que a cratera contém uma boa quantidade de material fino sem obstruções. No entanto, enquanto a capacidade de amostragem do local permanece alta, Nightingale está situado bem para norte, onde as condições de iluminação criam desafios adicionais para a navegação da OSIRIS-REx. Também existe aí uma rocha do tamanho de um prédio situada na orla leste da cratera, que pode constituir um perigo para a nave quando esta se afastar após entrar em contacto com o local.

Bennu também tornou a identificação de um local que não accione os mecanismos de segurança da sonda um desafio. Durante a fase A de reconhecimento, a equipa começou a catalogar as características à superfície de Bennu para criar mapas para o sistema de navegação autónoma NFT (Natural Feature Tracking). Durante o evento de recolha de amostras, a sonda irá usar o NFT para navegar até à superfície do asteróide, comparando o catálogo de imagens a bordo com as imagens de navegação que serão capturadas durante a descida. Em resposta à superfície extremamente rochosa de Bennu, o sistema NFT foi aprimorado com um novo recurso de segurança que contém instruções para interromper a tentativa de recolha de amostras e para se afastar caso determine que o ponto de contacto está perto de uma característica potencialmente perigosa à superfície. Com rochas do tamanho de prédios e pequenos locais alvo, a equipa está ciente da possibilidade de a sonda interromper a primeira tentativa de descer para recolher amostras.

“Os desafios de Bennu são parte inerente desta missão e a equipa da OSIRIS-REx respondeu desenvolvendo medidas robustas para os superar,” disse Mike Moreau, vice-gerente do projecto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard. “Se a nave espacial interromper a sua recolha de amostras, isso significa simplesmente que a equipa e a OSIRIS-REx fizeram bem o seu trabalho de garantir que possa voar outro dia. O sucesso da missão é a nossa primeira prioridade.”

Qualquer que seja o local escolhido, a equipa da missão OSIRIS-REx está pronta para quaisquer novos desafios que Bennu apresente. Na próxima primavera, a equipa realizará mais voos de reconhecimento sobre os locais de amostra primário e de reserva e começará os ensaios para o pouso da nave. A recolha de amostras está programada para o verão de 2020 e as amostras chegarão à Terra em Setembro de 2023.

Astronomia On-line
10 de Dezembro de 2019

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3149: Asteróide passará esta sexta-feira pela Terra a 27.000 km/hora

CIÊNCIA

Um asteróide de grandes dimensões passará pela Terra, atingindo o seu ponto mais próximo do nosso planeta esta sexta-feira, dia 6 de Dezembro. O corpo celeste, importa frisar, não representa qualquer perigo para o Homem.

Trata-se do asteróide WR3 2019, que mede entre 73 e 160 metros de diâmetro, de acordo com as estimativas da agência espacial norte-americana (NASA). A título de comparação, a Grande Pirâmide de Gizé, no Egipto, tem 139 metros de altura.

A NASA estima que o corpo viaje a cerca de 27.036 quilómetros por hora.

O WR3 2019 estará no seu maior ponto de aproximação a 5,4 milhões de quilómetros da Terra, o que representa, aproximadamente, 14 vezes a distância entre o nosso planeta e a Lua. Por este mesmo motivo, o corpo rochoso não apresenta qualquer perigo para a Terra.

O WR3 2019 pertence ao grupo de asteróides Apolo, cuja órbita em torno da Terra é muito ampla. Ocasionalmente, a órbita dos corpos deste grupo cruza-se com a da Terra.

Apesar de ser muito pouco provável que um asteróide venha a colidir com a Terra nos próximos anos – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, as agências espaciais têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

ZAP //

Por ZAP
5 Dezembro, 2019

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3131: Da Sagrada Família ao Coliseu de Roma. ESA mostra como se veriam asteróides a aproximar-se de monumentos emblemáticos

CIÊNCIA

A Agência Espacial Europeia (ESA) publicou no Twitter imagens de um sistema binário de asteróides a aproximar-se de alguns monumentos emblemáticos, ilustrando um cenário hipotético em que estas rochas chegariam até à Terra.

O Coliseu de Roma, em Itália, o Parlamento britânico e o Big Ben na capital londrina, a Torre Eiffel, em Paris, ou a Sagrada Família, em Barcelona, são alguns dos cenários escolhidos pela agência espacial para retratar esta situação.

Em causa estaria o sistema binário Didymos que, tal como o nome indica, consiste em duas rochas espaciais: Didymos, com cerca de 780 metros de diâmetro, e a sua lua lunar Didymoon, com cerca de 160 metros.

Embora Didymoon seja o menor corpo do sistema, o seu tamanho seria suficiente para destruir uma cidade, observa a ESA na imagem publicada no Twitter em que se pode ver este corpo sobre o Parlamento britânico e o Big Ben, no Reino Unido.

A lua de Didymos “será o menor corpo natural que foi alvo de uma missão espacial, mas ainda assim é bastante grande em termos humanos“, lê-se noutra publicação na rede social, que é acompanhada pela imagem do Coliseu de Roma, em Itália.

ESA Technology @ESA_Tech

… and while #HeraMission‘s ‘Didymoon’ asteroid moonlet is the smaller of the two #DidymosAsteroid pair, at 160 m across, this size would still make it ‘city-killer’ if it ever hit Earth. Didymoon is seen here above #London‘s #HousesOfParliament http://www.esa.int/Hera

No fim de Novembro, recorda a Russia Today, a agência espacial europeia aprovou a missão Hera, cujo objectivo passa por testar as capacidades do desvio de asteróides potencialmente perigosos para a Terra.

Esta missão faz parte de um projecto maior que será levado a cabo em colaboração com a agência espacial norte-americana. Trata-se da iniciativa AIDA (Avaliação de Desvio e Impacto de Asteróides) que, para além da Hera, incluirá também a missão DART, da NASA.

A missão pretende fazer colidir a sonda DART contra Didymoon em 2022, esperando modificar a sua órbita em torno de Didymos. Com este procedimento, os cientistas pretendem estudar o impacto e perceber quão viável é para a Humanidade desviar um corpo rochoso da sua trajectória, caso estivesse em rota de colisão com a Terra.

Posteriormente, Hera analisará a composição de Didymoon.

Apesar de ser muito pouco provável que um asteróide venha a colidir com a Terra nos próximos anos – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, as agências espaciais têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

ZAP //

Por ZAP
2 Dezembro, 2019

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3126: Placas tectónicas podem ter sido criadas por impactos massivos de asteróides

CIÊNCIA

(CC0/PD) 9866112 / Pixabay

As placas tectónicas surgiram quando a Terra era bombardeada por impactos colossais. Cientistas investigaram se estes fenómenos tinham alguma relação, e tudo indica que sim.

A Terra evoluiu de uma massa derretida para um corpo planetário rochoso e esta continua a ser uma das maiores questões da Ciência. De acordo com uma nova investigação, publicada recentemente na Geology, cientistas da Universidade Macquarie, do Southwest Research Institute e da Harvard University, sugerem que essa transição pode ter sido desencadeada por intenso bombardeamento extraterrestre.

Simulações de computador e comparações com estudos anteriores revelaram que, há cerca de 4,6 mil milhões de anos, os impactos de destruição da Terra continuaram a moldar o planeta durante centenas de milhões de anos, aponta o Sci-News.

Apesar de esses eventos terem diminuído com o tempo,o cráton Kaapvaal, na África do Sul, e o cráton de Pilbara, na Austrália, sugerem que a Terra experimentou um período de intenso bombardeamento, há cerca de 3,2 mil milhões de anos, ao mesmo tempo em que aparecem as primeiras indicações de movimento das placas tectónicas.

Os cientistas sugerem que colossais colisões de corpos extraterrestres engatilharam a transição terrestre do seu estado quente e primitivo para o mundo que conhecemos hoje: com a litosfera (crosta e manto superior) fragmentada em placas.

“Costumamos pensar na Terra como um sistema isolado, onde só importam os processos internos”, disse o co-autor do artigo científico Craig O’Neill, em comunicado. “No entanto, estamos a sentir, cada vez mais, que o efeito da dinâmica do Sistema Solar influencia o comportamento da Terra.

O’Neill e a sua equipa estudaram certas camadas sedimentares localizadas em solos australianos e sul-africanos e descobriram que, há 3,2 mil milhões de anos de anos, a Terra foi “castigada” com muitos impactos.

Depois de terem criado várias simulações,foram capazes de perceber a tectónica global: ao contrário das primeiras centenas de milhões de anos de vida da Terra (formada há 4,6 mil milhões de anos), em que as colisões de corpos com 300 quilómetros de diâmetro eram frequentes, no Arqueano diminuíram um pouco.

Nesta altura, os corpos que impactavam com a Terra não passavam dos 100 quilómetros de diâmetro (30 km maior do que o asteróide que matou os dinossauros). Contudo, importava saber se estes eventos, ainda que menores, eram o suficiente para fragmentar a litosfera.

Para isso, os investigadores usaram técnicas para estimar a quantidade de impactos no Mesoarqueano e criaram simulações para modelar os efeitos dessas colisões na temperatura do manto. E os resultados apontam o sim como resposta.

Estes corpos celestes quilométricos que impactavam com p nosso planeta podem ter criado as placas tectónicas. Como nem a litosfera nem o manto eram homogéneos, os impactos acentuaram ainda mais essas diferenças de flutuabilidade no manto – e assim terão surgido as placas tectónicas.

ZAP //

Por ZAP
2 Dezembro, 2019

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