3359: Júpiter está a atirar asteróides em direcção à Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

Alguns astrónomos acreditam que Júpiter, em vez de proteger a Terra de cometas e asteróides, está activamente a atirá-los para dentro do Sistema Solar.

Uma teoria popular sugere que Júpiter, que tem uma massa enorme, age como um escudo gigante no Espaço, sugando ou desviando detritos perigosos que sobraram da formação do sistema solar. Porém, a teoria do “Escudo de Júpiter”, como é conhecida, caiu em desuso nas últimas duas décadas.

Um crítico importante dessa teoria, Kevin Grazier, já tenta desmascarar essa ideia há anos. O investigador publicou vários estudos sobre o assunto, incluindo um artigo de 2008 intitulado “Júpiter como um atirador de elite em vez de um escudo”. Grazier tem demonstrado cada vez mais formas pelas quais Júpiter, em vez de ser o nosso protector, é na verdade – embora indirectamente – uma ameaça.

Em 2018, Grazier publicou um artigo na revista científica Astronomical Journal, no qual analisa as formas complexas pelas quais os objectos do sistema solar externo são afectado pelos planetas como Júpiter, Saturno, Neptuno e Úrano.

Em 2019, num artigo publicado na revista científica Monthly Notices do Royal Astronomical Journal, analisa uma família específica de corpos gelados e a forma como são transformados por Júpiter em cometas potencialmente mortais.

“As nossas simulações mostram que Júpiter tem a mesma probabilidade de enviar cometas na Terra como de os desviar e vimos isso no sistema solar real”, disse Grazier, em declarações ao Gizmodo.

O portal relembra, porém, que isso era algo muito bom quando a Terra era jovem, porque cometas e asteróides forneciam os ingredientes essenciais necessários para a vida. Hoje, no entanto, os impactos não são bons, pois podem desencadear extinções em massa semelhantes à que extinguiu dinossauros não aviários há cerca de 66 milhões de anos.

Trabalhando com colaboradores do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA e da Universidade do Sul de Queensland, Grazier mostrou como objectos no disco disperso, um anel dentro do Cinturão de Kuiper que contém muitos planetesimais que se aproximam de Neptuno, são influenciados pelos planetas. Também mostram como Centauros, um grupo de corpos gelados em órbita além de Júpiter e Neptuno, são transformados por Júpiter em cometas potencialmente ameaçadores para a Terra.

Usando simulações, os investigadores descobriram que “os objectos Centauro, os Cometas da Família Júpiter e os objectos no Disco Disperso não são populações dinamicamente distintas – as órbitas dos objectos nessas famílias evoluem sob a influência gravitacional dos planetas jovianos,e os objectos podem mover-se entre as três classificações dinâmicas muitas vezes ao longo da vida”, disse Grazier.

Quanto a Júpiter ainda agindo como escudo, Grazier disse que isso permanece verdadeiro, mas os gigantes gasosos protegem a Terra principalmente de objectos presos entre eles. Quanto aos objectos encontrados no sistema solar externo, essa é uma história diferente.

Jonti Horner, co-autor dos dois estudos, disse que Júpiter desempenha um papel duplo. “Júpiter pega em coisas que ameaçam a Terra e arremessa-as, libertando espaço perto do nosso planeta. Portanto, nesse sentido, é uma espécie de escudo”, disse. “Por outro lado, pega em coisas que não estão perto da Terra e arremessa-as no nosso caminho, o que significa que também é uma ameaça”.

“Já sabemos que a Terra está na mira cósmica”, concluiu Grazier. “Existem centenas de objectos próximos à Terra que são potencialmente perigosos. Acho que agora precisamos de prestar mais atenção ao que está a acontecer um pouco mais longe, na vizinhança de Júpiter”.

ZAP //

Por ZAP
13 Janeiro, 2020

spacenews

 

3338: Esta semana, vão passar 14 asteróides pela Terra. Um deles é maior do que a Estátua da Liberdade

CIÊNCIA/ESPAÇO/ASTERÓIDES

ESO

Esta semana, vão passar pela Terra 14 asteróides. Um deles tem 546 metros de diâmetro, tornando-o mais largo do que a Estátua da Liberdade, nos Estados Unidos.

De acordo com dados do NEO Earth Close Approaches, está previsto que o objecto – denominado UO 2019 – passe pela Terra a 9,4 quilómetros por segundo na sexta-feira, dia 10 de Janeiro de 2020. Espera-se que o faça a uma distância mínima possível aproximada de 0,03376 unidades astronómicas (au) ou 13,07 de distância lunar (LD), o que significa que é um pouco mais de 13 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Por outro lado, há um asteróide que vai passar ainda mais perto. Esta quinta-feira, dia 9 de Janeiro, o objecto chamado 2020 AT1, vai passar a uma distância mínima possível aproximada de 2,46 LD ou 0,00631 au – que é 23 vezes maior que a circunferência da Terra. Este asteróide terá entre 8,3 e 19 metros de diâmetro.

Os restantes asteróides que vão passar pela Terra podem ser consultados na lista na página da NASA NEO Earth Close Approaches, criada para  prever acontecimentos desta natureza, onde a agência espacial acompanha cada movimentação de cada corpo rochoso.

Na sexta-feira, além do UO 2019, passarão pela Terra mais três asteróides – o recorde esta semana do número de corpos celeste a passar pelo nosso planeta. No sábado passarão dois corpos rochosos, bem como no domingo. Na segunda-feira, vão passar mais três asteróides. Na terça e quarta-feira haverá apenas a passagem de um asteróide em cada dia.

ESA

Cientista americana diz estar certa de que a Terra será atingida por um asteroide

Uma cientista americana de uma ONG dedicada a proteger a Terra diz que é 100% certo que um asteróide atingirá…

Os “Objectos Próximos da Terra”, ou Near Earth Objects, são todos os asteróides e cometas com uma trajectória menor que 194.47 milhões de quilómetros. Muitos destes objectos são classificados como “Objectos Potencialmente Perigosos” se se aproximarem a menos de 7,47 milhões de quilómetros do planeta Terra.

A NASA contabilizou 90% dos Objectos Próximos da Terra (NEO) que têm mais de um quilómetro de comprimento e, por isso, podem representar perigo para a Terra. Ou seja, faltam ainda rastrear 10% dos asteróides potencialmente perigosos.

Apesar do número de asteróides já rastreados, há uma possibilidade muito pequena de um destes corpos rochosos vir a causar danos na Terra: a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo cálculos da agência espacial norte-americana.

ZAP //

Por ZAP
8 Janeiro, 2020

spacenews

 

3286: Cientistas detalham cenário horrendo caso asteróide gigante colida com a Terra

CIÊNCIA

ESA

Os investigadores apresentaram a descrição detalhada do que pode acontecer se uma das rochas espaciais colidir realmente com a superfície da Terra.

De acordo com o tablóide Daily Express, os meteorologistas Simon King e Clare Nasir explicaram, num livro chamado “What Does Rain Smell Like?”, que a colisão de um asteróide de diâmetro entre 25 e 1.000 metros com a Terra causaria “danos a nível local”, enquanto a colisão com uma rocha maior pode mesmo levar à destruição “a nível global”.

“As consequências mais letais da colisão com um grande asteróide serão rajadas de vento e ondas de choque. O pico da pressão do ar poderia romper os órgãos internos e as rajadas de vento atirariam corpos pelo ar e esmagariam as construções e florestas”, explicam os meteorologistas.

Os especialistas acrescentam ainda que as outras consequências devastadoras incluiriam “calor intenso, destroços voadores, tsunamis, sismos e destruições devido ao impacto directo e à formação de crateras”.

No entanto, os autores sublinham que os asteróides, tal como os outros objectos do espaço, são sujeitos às forças gravitacionais e, portanto, têm as suas próprias órbitas, o que torna as suas trajectórias “relativamente previsíveis”.

“A catalogação dos Near Earth Objects (NEO) é uma tarefa titânica, o espaço está muito lotado e parece ficar até mais lotado a cada década que passa. O mapeamento dos NEOs contra o fundo de outros destroços a orbitar no espaço poderia ser descrito como procurar uma agulha num palheiro, mas os astrofísicos fizeram grandes progressos nesta questão”, explicam os cientistas.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
29 Dezembro, 2019

 

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3273: NASA: asteróide gigante passa pela terra a uma velocidade de 44 mil km/hora

CIÊNCIA

É o maior objecto dos dez que passam junto à Terra nesta semana de Natal. Mas esteve sempre a milhões de km de distância do nosso planeta.

Asteróides são corpos rochosos com órbita definida em redor do Sol.
© D.R.

É maior que o edifício do World Trade Center e passou ao lado da Terra. Um asteróide gigante passou esta quinta-feira pela Terra, de acordo com o Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA, mas não era possível que a rocha atingisse o planeta. Na sua trajectória mais próxima, calcula-se que esteve a 7,2 milhões de km do nosso planeta, ou o equivalente a cerca de 19 vezes a distância entre a Terra e a Lua. A passagem do asteróide ocorreu esta quinta-feira, 26 de Dezembro por volta das 02.54, mostram os dados do CNEOS.

Com base no brilho, os cientistas determinaram o seu tamanho. Estima-se que o asteróide tenha medidas entre 280 e 620 metros de diâmetro, o que o torna maior que o World Trade Center em Nova Iorque, o edifício mais alto dos Estados Unidos com uma altura de 540 metros.

Os dados também mostram que o asteróide terá passado a uma velocidade da Terra em torno de 44.250 km por hora.

Os cientistas conhecem muito bem a órbita do CH59 – a designação do asteróide – em torno do Sol e as projecções indicavam com segurança que não existia a possibilidade de colidir com a Terra.

No entanto, há uma pequena hipótese de no futuro a gigantesca rocha possa vir a atravessar a órbita da Terra ao longo dos próximos séculos ou milénios. Como resultado, os investigadores vão continuar a monitorizar a forma como a sua órbita evolui, com o objectivo de prever melhor a trajectória.

Qualquer cometa ou asteróide cujo percurso em redor do Sol o leve a 195 milhões de km da estrela e a 48 milhões de km da órbita do nosso planeta é definido como um “objecto próximo à Terra”. Este CH59 enquadra-se nessa categoria.

Esta rocha gigante também é definida como “potencialmente perigosa” por duas razões. Por um lado estima-se que mede mais de 280 metros de diâmetro e, por outro, prevê-se que esteja dentro das 0,05 unidades astronómicas (cerca de 4,6 milhões de km) da Terra.

Actualmente, os cientistas conhecem cerca de 25 mil NEOs [Objectos Próximos da Terra], O director do CNEOS, Paul Chodas, considera que, provavelmente, existirão muitos mais, já que descobrimos apenas cerca de 35% do total.

Dos 25 mil conhecidos, cerca de 5 mil são considerados potencialmente perigosos, disse Chodas.

O CH59 é um dos 10 NEOs que passam pela Terra nesta semana de Natal, de acordo com a NASA. É de longe o maior, com todos os restantes a medirem menos de 140 metros de diâmetro.

Diário de Notícias
DN
26 Dezembro 2019 — 17:23

 

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3241: Asteróide com centenas de metros passará pela Terra depois do Natal

CIÊNCIA

Um asteróide com centenas de metros passará pela Terra logo após o Natal, de acordo com a agência espacial norte-americana (NASA), que frisa que corpo rochoso não apresenta qualquer perigo para o planeta.

O asteróide – baptizado de 310442 – alcançará o seu ponto mais próximo da Terra às 07h45 (UTC) de 26 de Dezembro. Estará a 0,05 unidades astronómicas do nosso planeta (cerca de 7,3 milhões de quilómetros do centro da Terra), segundo números avançados pelo Center for Near Earth Object Studies (CNEOS) da NASA.

Em declarações ao portal Newsweek, Paul Chodas, director do CNEOS, afirmou que esta é uma distância “próxima” do ponto de vista astronómico, mas não do ponto de vista humano. “No seu ponto mais próximo, este [o asteróide 310442] estará 19 vezes mais distante do que a Lua”, explicou.

Na sua aproximação à Terra, o corpo rochoso vai viajar a uma velocidade estimada de 12,3 quilómetros por segundo (44.280 quilómetros por hora).

Os astrónomos da CNEOS estimam que a rocha espacial tem um diâmetro entre 280 e 620 metros. Em termos de comparação, oscila entre a dimensão do Trump Building, em Manhattan (Estados Unidos), e da Shanghai Tower, na China.

“Ao longo de muitos séculos e milénios, [estes asteróides] podem evoluir para órbitas que atravessam a Terra. E, por isso, é prudente continuar a acompanhá-los nas próximas décadas e estudar como é que as suas órbitas podem estar a evoluir”, rematou Chodas.

Os asteróides e outros corpos são considerados próximos da Terra, recorde-se, quando passam a uma distância inferior a 1,3 unidades astronómicas do nosso planeta.

Apesar de ser muito pouco provável que um asteróide venha a colidir com a Terra nos próximos anos – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, as agências espaciais têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

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ZAP //

Por ZAP
21 Dezembro, 2019

 

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3219: A Terra já estava “envenenada” antes do asteróide que dizimou os dinossauros

CIÊNCIA

Ntvtiko / Deviant Art

Depósitos fósseis revelaram que a Terra já enfrentava uma situação instável  antes de o asteróide que dizimou os dinossauros ter atingido o nosso planeta. Esta situação de stress deveu-se ao aumento de carbono (CO2) nos oceanos.

Esta é a conclusão de uma equipa de cientistas da Northwestern University, nos Estados Unidos, que estudou a composição isotópica de cálcio em conchas fossilizadas de moluscos e caracóis, que datam do evento do período de extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno, tal como explicam os cientistas em comunicado.

Na prática, a Terra estava já “envenenada” com carbono quando o asteróide que atingiu a Terra há 65 milhões de anos acabou com os dinossauros. O impacto do corpo rochoso com a Terra, recorda o portal ABC, atingiu a Terra com uma potência equivalente a dez mil milhões de bombas atómicas de Hiroxima.

Os cientistas descobriram que a química das conchas estudadas mudou em resposta a um aumento de carbono nos oceanos. Estes valores de carbono deveram-se a erupções longas (30.000 anos) na Deccan Traps, uma das maiores províncias vulcânicas da Terra (200.000 milhas quadradas), localizada na Índia.

Durante os anos que antecederam o impacto do asteróide, o Deccan Traps expeliu enormes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera. A concentração de CO2 acidificou os oceanos, afectando directamente os organismos que ali viviam.

“Os nosso dados sugerem que o ambiente estava a mudar antes do impacto do asteróide (…) Estas mudanças parecem correlacionar-se com a erupção de Deccan Traps”, disse Benjamin Linzmeier, o autor principal do estudo.

“A Terra estava claramente sob stresse antes do grande evento de extinção em massa (…) O impacto do asteróide coincide com a instabilidade pré-existente do ciclo de carbono. Mas isso não significa que temos resposta para explicar o que realmente causou a extinção [dos dinossauros]”, apontou, por sua vez, Andrew D. Jacobson, que também participou na investigação, cujos resultados foram agora publicados na revista Geology.

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ZAP //

Por ZAP
18 Dezembro, 2019

 

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“X” marca o local: NASA selecciona local para recolha amostras em Bennu

CIÊNCIA

Esta imagem mostra o local de recolha de amostras “Nightingale”, o local primário de recolha de amostras no asteróide Bennu. A imagem está sobreposta por um gráfico da sonda OSIRIS-REx para ilustrar a escala do local.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

Depois de um ano a analisar a superfície repleta de pedregulhos de Bennu, a equipa que lidera a primeira missão de retorno de amostras de um asteróide da NASA seleccionou oficialmente um local de recolha de amostras.

A missão OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security, Regolith Explorer) concluiu que o local designado “Nightingale” – localizado numa cratera a alta latitude no hemisfério norte de Bennu – é o melhor local para a sonda OSIRIS-REx recolher as suas amostras.

A equipa OSIRIS-REx passou os últimos meses a avaliar dados detalhados dos quatro locais candidatos, a fim de identificar a melhor opção para a recolha de amostras. Os locais candidatos – apelidados de “Sandpiper”, “Osprey”, “Kingfisher” e “Nightingale” – foram escolhidos para investigação porque, de todas as regiões de potenciais amostragens em Bennu, estas áreas representam o menor risco à segurança da sonda e ainda fornecem uma oportunidade de recolher amostras de grande qualidade.

“Depois de avaliar minuciosamente todos os quatro locais candidatos, tomámos a nossa decisão final com base no qual possui a maior quantidade de material refinado e com que facilidade a nave pode aceder a esse material, mantendo-a segura,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona em Tucson, EUA. “Dos quatro candidatos, ‘Nightingale’ é o que melhor atinge estes critérios e, por fim, garante o sucesso da missão.”

O local “Nightingale” está localizado numa cratera com 140 metros. O rególito de “Nightingale” – ou material rochoso à superfície – é escuro e as imagens mostram que a cratera é relativamente lisa. Como está localizado no extremo norte, as temperaturas na região são mais baixas do que noutras partes do asteróide e o material da superfície está bem preservado. Pensa-se também que a cratera seja relativamente jovem e o rególito recentemente exposto. Isto significa que o local provavelmente permitirá a recolha de uma amostra pristina do asteróide, dando à equipa uma visão da história de Bennu.

Embora “Nightingale” esteja no topo da classificação, o local ainda apresenta desafios para a recolha de amostras. O plano original da missão previa um local de amostra com um diâmetro de 50 metros. Embora a cratera que hospeda “Nightingale” seja maior, a área segura o suficiente para a sonda pousar é muito menor – aproximadamente 16 metros de diâmetro, resultando num local com apenas um-terço do tamanho originalmente previsto. Isto significa que a sonda precisa atingir com precisão a superfície de Bennu. “Nightingale” também tem uma pedra do tamanho de um edifício situada na orla leste da cratera, que pode representar um perigo para a nave quando se afastar após o contacto com o local.

A missão também seleccionou “Osprey” como local de reserva para recolha de amostras. A sonda tem a capacidade de executar várias tentativas de amostragem, mas qualquer perturbação significativa na superfície de “Nightingale” dificultaria a recolha de uma amostra dessa área numa tentativa posterior, tornando necessário um local de “backup”. A sonda está construída para interromper autonomamente a aproximação se a posição prevista estiver demasiado perto de uma área perigosa. Durante esta manobra, as plumas de exaustão dos propulsores da sonda podem potencialmente perturbar a superfície devido ao ambiente de micro-gravidade do asteróide. Em qualquer situação onde uma tentativa subsequente de pousar em “Nightingale” não seja possível, a equipa tentará recolher uma amostra no local “Osprey”.

“Bennu desafiou a OSIRIS-REx com terreno extraordinariamente acidentado,” disse Rich Burns, gestor do projecto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA. “A equipa adaptou-se empregando uma técnica de navegação óptica mais precisa, embora mais complexa, para poder entrar nestas pequenas áreas. Também vamos equipar a OSIRIS-REx com a capacidade de reconhecer se está a caminho de uma característica superficial perigosa dentro ou adjacente do local e interromper a manobra antes que isso aconteça.”

Com a selecção do local primário e do local de reserva, a equipa da missão realizará mais voos de reconhecimento por cima de “Nightingale” e “Osprey”, começando em Janeiro e continuando até à primavera. Uma vez concluídas estas passagens, a sonda começará ensaios para a sua primeira tentativa de recolha de amostras “touch-and-go”, prevista para Agosto. A sonda partirá de Bennu em 2021 e tem regresso à Terra previsto para Setembro de 2023.

Astronomia On-line
17 de Dezembro de 2019

 

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3184: O “Asteróide do Apocalipse” está a cuspir rochas para o Espaço

CIÊNCIA

NASA / Goddard / University of Arizona

A sonda OSIRIS-REx da NASA chegou ao Bennu, o “Asteróide do Apocalipse”, em Dezembro de 2018 e, apenas uma semana depois, descobriu algo incomum: o asteróide estava a lançar partículas para o Espaço.

A câmara de navegação da sonda detectou as partículas, mas os cientistas pensaram inicialmente que eram apenas estrelas ao fundo. Após um exame mais minucioso, a equipa do OSIRIS-REx percebeu que eram partículas de rocha e ficou preocupada com a possibilidade de representar um risco.

Asteróides que estão a perder massa são chamados de “asteróides activos” e, às vezes, “cometas do cinturão principal”. Por vezes, de acordo com o Universe Today, deixam rastos transitórios de poeira e detritos que se parecem com a cauda de um cometa.

Quando este tipo de asteróides foi observado pela primeira vez, os astrónomos pensaram que o rasto era feito de gelo derretido, como a cauda de um cometa. No entanto, agora sabemos que existem vários mecanismos que podem fazer com que um asteróide seja activo.

Os astrónomos não encontraram muitos asteróides activos – e a maioria deles está a perder tanto material que é visível nos telescópios. A maioria dos asteróides é estável e, de facto, Bennu parecia ser um asteróide inactivo em observações da Terra.

“Entre as surpresas de Bennu, as ejecção de partículas despertaram a nossa curiosidade e passámos os últimos meses a investigar esse mistério”, disse Dante Lauretta, investigador principal do OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, em comunicado. “Esta é uma grande oportunidade para expandir o nosso conhecimento sobre como os asteróides se comportam”.

Existem várias causas para asteróides activos como o Bennu. Sublimação de gelo, impactos, instabilidade rotacional, fracturas térmicas e repulsão electrostática são alguns deles. Num artigo publicado este mês na revista científica Science, Lauretta e outros cientistas apresentaram os resultados das suas observações sobre a perda de massa de Bennu.

O título do artigo – “Episódios de ejecção de partículas da superfície do asteróide activo (101955) Bennu” – deixa claro que as ejecções são episódicas e não contínuas. A equipa concentrou-se nos três maiores episódios de ejecção de partículas em 6 de Janeiro, 19 de Janeiro e 11 de Fevereiro.

O maior evento foi no dia 6 de Janeiro, quando o OSIRIS-REx viu cerca de 200 partículas a deixar Bennu. As partículas viajaram a cerca de três metros por segundo e variaram em tamanho, de menos de 2,5 a 10 centímetros.

Os três episódios ocorreu em locais diferentes da superfície do asteróide. Um ocorreu no hemisfério sul e dois perto do equador. Todos ocorreram a meio do dia e parece não haver nada de notável naqueles lugares.

Depois de serem expulsos do Bennu, as partículas faziam uma de duas coisas: orbitaram durante um breve período de vários dias antes de voltarem à superfície do asteróide ou foram lançadas para o Espaço.

A ejecção de partículas tem três causas possíveis: impactos de meteoróides, fractura por stress térmico ou libertação de vapor de água.

A vizinhança do Bennu é movimentada, com muitas pequenas rochas espaciais passando em redor. Uma possibilidade é que as rochas estivessem a atingir Bennu fora da vista do OSIRIS-REx.

A fractura térmica também pode explicar as partículas. O período rotacional de Bennu é de 4,3 horas e a temperatura da superfície do asteróide varia muito durante esse período. Os três principais eventos de ejecção de partículas ocorreram à tarde, quando a temperatura sobe de baixas nocturnas frias para altas diurnas. As variações de temperatura podem causar fracturas na rocha e ejecção de partículas.

Além disso, o Bennu tem argilas que contêm água. O aquecimento durante o dia pode fazer com que e se expanda, criando pressão ao tentar escapar. A pressão pode formar fendas na rocha, permitindo que as partículas escapem.

No verão de 2020, o OSIRIS-REx vai recolher uma amostra do Bennu e vai devolver-la à Terra até 2023. As partículas que foram ejectadas e que regressaram ao asteróide são suficientemente pequenas para serem colhidas durante a amostragem – é possível que algumas cheguem à Terra . Enquanto isso, o OSIRIS-REx estará no Bennu durante um longo tempo, estudando-o com o seu conjunto de instrumentos científicos.

ZAP //

Por ZAP
13 Dezembro, 2019

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3174: Missão OSIRIS-REx explica misteriosos eventos de partículas de Bennu

CIÊNCIA

Esta imagem do asteróide Bennu a libertar partículas da sua superfície no dia 6 de Janeiro foi criada combinando duas imagens obtidas pela NavCam 1 a bordo da OSIRIS-REx: uma curta exposição com 1,4 ms que mostra o asteróide claramente, e outra exposição longa (5 s), que mostra claramente as partículas. Também foram aplicadas outras técnicas de processamento, como corte e ajuste de brilho e contraste de cada camada.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona/Lockheed Martin

Pouco tempo depois da sonda OSIRIS-REx da NASA ter chegado ao asteróide Bennu, uma descoberta inesperada da equipa científica da missão revelou que o asteróide podia ser activo, ou estar a descarregar consistentemente partículas para o espaço. A análise contínua de Bennu – e as suas amostras que eventualmente serão transportadas para a Terra – podem lançar luz sobre o porquê da ocorrência deste fenómeno intrigante.

A equipa da OSIRIS-REx observou pela primeira vez um evento de ejecção de partículas nas imagens capturadas pelas câmaras de navegação da sonda no dia 6 de Janeiro, apenas uma semana após ter entrado na sua primeira órbita em torno de Bennu. À primeira vista, as partículas pareciam estrelas por trás do asteróide, mas, observando mais cuidadosamente, a equipa percebeu que o asteróide estava a libertar material da sua superfície. Depois de concluir que estas partículas não comprometiam a segurança da nave, a missão começou observações dedicadas para documentar completamente esta actividade.

“Entre as muitas surpresas de Bennu, as ejecções de partículas despertaram a nossa curiosidade, e passámos os últimos meses a investigar este mistério,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona em Tucson, EUA. “Esta é uma grande oportunidade para expandir o nosso conhecimento de como os asteróides se comportam.”

Depois de estudar os resultados das observações, a equipa da missão divulgou as suas descobertas num artigo científico publicado dia 6 de Dezembro na revista Science. A equipa observou os três maiores eventos de ejecção de partículas nos dias 6 e 19 de Janeiro, e 11 de Fevereiro, e concluiu que os eventos tiveram origem em diferentes locais da superfície de Bennu. O primeiro evento teve origem no hemisfério sul e o segundo e o terceiro ocorreram perto do equador. Todos os três eventos ocorreram ao final da tarde em Bennu.

A equipa descobriu que, após a ejecção da superfície do asteróide, as partículas orbitaram brevemente Bennu e caíram de volta à superfície ou escaparam para o espaço. As partículas observadas viajaram até 3 metros por segundo e tinham um tamanho inferior a 10 cm. Durante o maior evento, que ocorreu a 6 de Janeiro, foram observadas aproximadamente 200 partículas.

A equipa investigou uma ampla variedade de possíveis mecanismos que podem ter provocado os eventos de ejecção e reduziu a lista a três candidatos: impactos de meteoróides, fracturas por stress térmico e libertação de vapor de água.

Os impactos de meteoróides são comuns na vizinhança do espaço profundo de Bennu e é possível que esses pequenos fragmentos de rocha espacial estivessem a atingir Bennu onda a OSIRIS-REx não estava a observar, sacudindo partículas soltas com o momento do seu impacto.

A equipa também determinou que a fractura térmica é outra explicação possível. As temperaturas à superfície de Bennu variam drasticamente durante o período de rotação de 4,3 horas. Embora esteja extremamente frio durante as horas da noite, a superfície do asteróide aquece significativamente a meio da tarde, quando os três grandes eventos tiveram lugar. Como resultado desta mudança de temperatura, as rochas podem começar a rachar e a quebrar-se e, eventualmente, as partículas podem ser expelidas da superfície. Este ciclo é conhecido como fractura por stress térmico.

A libertação de água também pode explicar a actividade do asteróide. Quando as argilas presas em água são aquecidas, a água pode começar a libertar-se a criar pressão. É possível que, à medida que a pressão se acumula nas fissuras e nos poros das rochas onde a água absorvida é libertada, a superfície se torne agitada, levando à erupção de partículas.

Mas a natureza nem sempre permite explicações simples. “É possível que mais do que um destes mecanismos esteja em jogo,” disse Steve Chesley, autor do artigo e investigador sénior no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. “Por exemplo, as fracturas térmicas podem estar a cortar o material da superfície em pedaços pequenos, facilitando em muito o lançamento de seixos para o espaço durante os impactos de meteoróides.”

Se as fracturas térmicas, os impactos de meteoróides, ou ambos, são de facto as causas destes eventos de ejecção, é provável que este fenómeno esteja a acontecer em todos os asteróides pequenos, pois todos sofrem estes mecanismos. No entanto, se a libertação de água é a causa destes eventos de ejecção, este fenómeno seria específico aos asteróides que contêm minerais com água, como Bennu.

A actividade de Bennu apresenta maiores oportunidades assim que a amostra seja recolhida e enviada para a Terra para estudo. Muitas das partículas ejectadas são pequenas o suficiente para serem recolhidas pelo mecanismo de amostragem, o que significa que as amostras podem conter algum material ejectado e que torna a cair para a superfície de Bennu. A determinação de que uma partícula em específico foi ejectada e voltou a Bennu poderá ser um feito científico semelhante a encontrar uma agulha num palheiro. No entanto, o material de Bennu que será trazido para a Terra, quase certamente aumentará a nossa compreensão dos asteróides e das maneiras como são diferentes e semelhantes, mesmo que o fenómeno de ejecção de partículas continue a ser um mistério cujas pistas também vão para a Terra sob a forma de dados e material adicional para estudo.

A recolha de amostras está programada para o verão de 2020 e as amostras chegarão à Terra em Setembro de 2023.

Astronomia On-line
10 de Dezembro de 2019

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3173: OSIRIS-REx prestes a seleccionar local de recolha de amostras

CIÊNCIA

Estas imagens mostram os quatro candidatos a local de recolha de amostras no asteróide Bennu: “Sandpiper”, “Osprey”, “Kingfisher” e “Nightingale”. Um destes quatro locais será o local em que a sonda OSIRIS-REx irá pousar para recolher amostras.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

A missão OSIRIS-REx da NASA está a poucos dias de seleccionar o local onde a sonda vai recolher amostras do asteróide Bennu. Após um processo demorado e complexo, a equipa está finalmente pronta para fazer a selecção de um local primário e outro de reserva de entre quatro candidatos.

A OSIRIS-REx é a primeira missão de recolha e envio de amostras de asteróides da NASA, de modo que esta decisão do local de recolha é essencial para as operações no asteróide e para o sucesso da missão.

Depois de escolher os quatro locais candidatos – de nomes “Sandpiper”, “Osprey”, “Kingfisher” e “Nightingale” – em Julho, a missão concluiu a sua fase A de reconhecimento. Durante a fase A, a sonda OSIRIS-REx realizou uma série de quatro passagens rasantes ao longo de um mês – um por cada dos potenciais locais de recolha de amostras. Esta fase da missão forneceu à equipa imagens de alta resolução para examinar minuciosamente o tipo de amostragem (material fino), topografia, albedo e cor de cada zona. Os dados recolhidos durante estes voos de alta altitude são fundamentais para determinar qual o mais adequado para a recolha de amostras.

Embora a missão esteja um passo mais perto de recolher amostras, as observações da fase A de reconhecimento revelaram que até os melhores locais candidatos em Bennu apresentam desafios significativos à recolha de amostras, e a escolha que o comité de selecção fará não é fácil.

“A selecção do local é realmente uma actividade compreensiva. Requer que analisemos muitos tipos diferentes de dados, de várias maneiras, para garantir que o local seleccionado é a melhor escolha em termos de segurança para a sonda, em termos de presença de material amostrável e em termos de valor científico,” disse Hearther Enos, vice-investigadora principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, e presidente do conselho de selecção do local de recolha de amostras. “A nossa equipa é incrivelmente inovadora e está bastante bem integrada, e é isso que faz o processo de selecção funcionar.”

As imagens mais recentes mostram que embora exista material fino (com diâmetros inferiores a 2,5 cm), grande parte dele poderá não ser facilmente acessível. A missão foi originalmente construída para uma superfície parecida à de uma praia, com “lagoas” de material arenoso, não para o terreno acidentado de Bennu. Na realidade, os potenciais locais de amostragem não são áreas grandes e limpas, mas pequenos espaços cercados por grandes pedregulhos, de modo que a navegação da sonda para dentro e para fora dos locais exigirá um ajuste mais requintado do que o originalmente planeado.

Começando no hemisfério sul de Bennu, o local “Sandpiper” foi o primeiro sobrevoado durante a fase A de reconhecimento. “Sandpiper” é um dos locais mais “seguros” porque está localizado numa área relativamente plana, facilitando a aproximação e o afastar da nave. As imagens mais recentes mostram que está presente material granulado, mas o rególito arenoso está preso entre as rochas maiores, o que dificulta a operação do mecanismo de recolha de amostras.

O local “Osprey” foi o segundo local observado durante a fase A. Este local foi originalmente escolhido com base na sua forte assinatura espectral de material rico em carbono e devido a uma mancha escura no centro da cratera, que se pensava possivelmente ser material fino. No entanto, as imagens de alta resolução mais recentes de “Osprey” sugerem que o local contém material disperso que pode ser demasiado grande para ser ingerido pelo mecanismo de amostragem.

O local “Kingfisher” foi seleccionado porque está localizado numa pequena cratera – o que significa que pode ser uma característica relativamente jovem em comparação com as crateras maiores de Bennu (como a que contém a região “Sandpiper”). As crateras mais jovens geralmente contêm material mais fresco e minimamente alterado. Imagens de alta resolução capturadas durante o voo da fase A revelaram que embora a cratera original possa ser muito rochosa, uma cratera vizinha parece conter material fino.

A fase A de reconhecimento concluiu com a passagem pelo local “Nightingale”. As imagens mostram que a cratera contém uma boa quantidade de material fino sem obstruções. No entanto, enquanto a capacidade de amostragem do local permanece alta, Nightingale está situado bem para norte, onde as condições de iluminação criam desafios adicionais para a navegação da OSIRIS-REx. Também existe aí uma rocha do tamanho de um prédio situada na orla leste da cratera, que pode constituir um perigo para a nave quando esta se afastar após entrar em contacto com o local.

Bennu também tornou a identificação de um local que não accione os mecanismos de segurança da sonda um desafio. Durante a fase A de reconhecimento, a equipa começou a catalogar as características à superfície de Bennu para criar mapas para o sistema de navegação autónoma NFT (Natural Feature Tracking). Durante o evento de recolha de amostras, a sonda irá usar o NFT para navegar até à superfície do asteróide, comparando o catálogo de imagens a bordo com as imagens de navegação que serão capturadas durante a descida. Em resposta à superfície extremamente rochosa de Bennu, o sistema NFT foi aprimorado com um novo recurso de segurança que contém instruções para interromper a tentativa de recolha de amostras e para se afastar caso determine que o ponto de contacto está perto de uma característica potencialmente perigosa à superfície. Com rochas do tamanho de prédios e pequenos locais alvo, a equipa está ciente da possibilidade de a sonda interromper a primeira tentativa de descer para recolher amostras.

“Os desafios de Bennu são parte inerente desta missão e a equipa da OSIRIS-REx respondeu desenvolvendo medidas robustas para os superar,” disse Mike Moreau, vice-gerente do projecto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard. “Se a nave espacial interromper a sua recolha de amostras, isso significa simplesmente que a equipa e a OSIRIS-REx fizeram bem o seu trabalho de garantir que possa voar outro dia. O sucesso da missão é a nossa primeira prioridade.”

Qualquer que seja o local escolhido, a equipa da missão OSIRIS-REx está pronta para quaisquer novos desafios que Bennu apresente. Na próxima primavera, a equipa realizará mais voos de reconhecimento sobre os locais de amostra primário e de reserva e começará os ensaios para o pouso da nave. A recolha de amostras está programada para o verão de 2020 e as amostras chegarão à Terra em Setembro de 2023.

Astronomia On-line
10 de Dezembro de 2019

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3149: Asteróide passará esta sexta-feira pela Terra a 27.000 km/hora

CIÊNCIA

Um asteróide de grandes dimensões passará pela Terra, atingindo o seu ponto mais próximo do nosso planeta esta sexta-feira, dia 6 de Dezembro. O corpo celeste, importa frisar, não representa qualquer perigo para o Homem.

Trata-se do asteróide WR3 2019, que mede entre 73 e 160 metros de diâmetro, de acordo com as estimativas da agência espacial norte-americana (NASA). A título de comparação, a Grande Pirâmide de Gizé, no Egipto, tem 139 metros de altura.

A NASA estima que o corpo viaje a cerca de 27.036 quilómetros por hora.

O WR3 2019 estará no seu maior ponto de aproximação a 5,4 milhões de quilómetros da Terra, o que representa, aproximadamente, 14 vezes a distância entre o nosso planeta e a Lua. Por este mesmo motivo, o corpo rochoso não apresenta qualquer perigo para a Terra.

O WR3 2019 pertence ao grupo de asteróides Apolo, cuja órbita em torno da Terra é muito ampla. Ocasionalmente, a órbita dos corpos deste grupo cruza-se com a da Terra.

Apesar de ser muito pouco provável que um asteróide venha a colidir com a Terra nos próximos anos – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, as agências espaciais têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

ZAP //

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5 Dezembro, 2019

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3131: Da Sagrada Família ao Coliseu de Roma. ESA mostra como se veriam asteróides a aproximar-se de monumentos emblemáticos

CIÊNCIA

A Agência Espacial Europeia (ESA) publicou no Twitter imagens de um sistema binário de asteróides a aproximar-se de alguns monumentos emblemáticos, ilustrando um cenário hipotético em que estas rochas chegariam até à Terra.

O Coliseu de Roma, em Itália, o Parlamento britânico e o Big Ben na capital londrina, a Torre Eiffel, em Paris, ou a Sagrada Família, em Barcelona, são alguns dos cenários escolhidos pela agência espacial para retratar esta situação.

Em causa estaria o sistema binário Didymos que, tal como o nome indica, consiste em duas rochas espaciais: Didymos, com cerca de 780 metros de diâmetro, e a sua lua lunar Didymoon, com cerca de 160 metros.

Embora Didymoon seja o menor corpo do sistema, o seu tamanho seria suficiente para destruir uma cidade, observa a ESA na imagem publicada no Twitter em que se pode ver este corpo sobre o Parlamento britânico e o Big Ben, no Reino Unido.

A lua de Didymos “será o menor corpo natural que foi alvo de uma missão espacial, mas ainda assim é bastante grande em termos humanos“, lê-se noutra publicação na rede social, que é acompanhada pela imagem do Coliseu de Roma, em Itália.

ESA Technology @ESA_Tech

… and while #HeraMission‘s ‘Didymoon’ asteroid moonlet is the smaller of the two #DidymosAsteroid pair, at 160 m across, this size would still make it ‘city-killer’ if it ever hit Earth. Didymoon is seen here above #London‘s #HousesOfParliament http://www.esa.int/Hera

No fim de Novembro, recorda a Russia Today, a agência espacial europeia aprovou a missão Hera, cujo objectivo passa por testar as capacidades do desvio de asteróides potencialmente perigosos para a Terra.

Esta missão faz parte de um projecto maior que será levado a cabo em colaboração com a agência espacial norte-americana. Trata-se da iniciativa AIDA (Avaliação de Desvio e Impacto de Asteróides) que, para além da Hera, incluirá também a missão DART, da NASA.

A missão pretende fazer colidir a sonda DART contra Didymoon em 2022, esperando modificar a sua órbita em torno de Didymos. Com este procedimento, os cientistas pretendem estudar o impacto e perceber quão viável é para a Humanidade desviar um corpo rochoso da sua trajectória, caso estivesse em rota de colisão com a Terra.

Posteriormente, Hera analisará a composição de Didymoon.

Apesar de ser muito pouco provável que um asteróide venha a colidir com a Terra nos próximos anos – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, as agências espaciais têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

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2 Dezembro, 2019

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3126: Placas tectónicas podem ter sido criadas por impactos massivos de asteróides

CIÊNCIA

(CC0/PD) 9866112 / Pixabay

As placas tectónicas surgiram quando a Terra era bombardeada por impactos colossais. Cientistas investigaram se estes fenómenos tinham alguma relação, e tudo indica que sim.

A Terra evoluiu de uma massa derretida para um corpo planetário rochoso e esta continua a ser uma das maiores questões da Ciência. De acordo com uma nova investigação, publicada recentemente na Geology, cientistas da Universidade Macquarie, do Southwest Research Institute e da Harvard University, sugerem que essa transição pode ter sido desencadeada por intenso bombardeamento extraterrestre.

Simulações de computador e comparações com estudos anteriores revelaram que, há cerca de 4,6 mil milhões de anos, os impactos de destruição da Terra continuaram a moldar o planeta durante centenas de milhões de anos, aponta o Sci-News.

Apesar de esses eventos terem diminuído com o tempo,o cráton Kaapvaal, na África do Sul, e o cráton de Pilbara, na Austrália, sugerem que a Terra experimentou um período de intenso bombardeamento, há cerca de 3,2 mil milhões de anos, ao mesmo tempo em que aparecem as primeiras indicações de movimento das placas tectónicas.

Os cientistas sugerem que colossais colisões de corpos extraterrestres engatilharam a transição terrestre do seu estado quente e primitivo para o mundo que conhecemos hoje: com a litosfera (crosta e manto superior) fragmentada em placas.

“Costumamos pensar na Terra como um sistema isolado, onde só importam os processos internos”, disse o co-autor do artigo científico Craig O’Neill, em comunicado. “No entanto, estamos a sentir, cada vez mais, que o efeito da dinâmica do Sistema Solar influencia o comportamento da Terra.

O’Neill e a sua equipa estudaram certas camadas sedimentares localizadas em solos australianos e sul-africanos e descobriram que, há 3,2 mil milhões de anos de anos, a Terra foi “castigada” com muitos impactos.

Depois de terem criado várias simulações,foram capazes de perceber a tectónica global: ao contrário das primeiras centenas de milhões de anos de vida da Terra (formada há 4,6 mil milhões de anos), em que as colisões de corpos com 300 quilómetros de diâmetro eram frequentes, no Arqueano diminuíram um pouco.

Nesta altura, os corpos que impactavam com a Terra não passavam dos 100 quilómetros de diâmetro (30 km maior do que o asteróide que matou os dinossauros). Contudo, importava saber se estes eventos, ainda que menores, eram o suficiente para fragmentar a litosfera.

Para isso, os investigadores usaram técnicas para estimar a quantidade de impactos no Mesoarqueano e criaram simulações para modelar os efeitos dessas colisões na temperatura do manto. E os resultados apontam o sim como resposta.

Estes corpos celestes quilométricos que impactavam com p nosso planeta podem ter criado as placas tectónicas. Como nem a litosfera nem o manto eram homogéneos, os impactos acentuaram ainda mais essas diferenças de flutuabilidade no manto – e assim terão surgido as placas tectónicas.

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2 Dezembro, 2019

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3115: Análise das crateras de impacto de Ryugu iluminam complexa história geológica

CIÊNCIA

Tamanho e posição das crateras do asteróide Ryugu. As crateras são numeradas em ordem de tamanho.
Crédito: Hirata et al.; Universidade de Kobe; JAXA

A análise das crateras de impacto do asteróide Ryugu, usando dados de imagem da sonda Hayabusa 2, iluminou a história geológica do asteróide próximo da Terra.

Um grupo de investigação liderado pelo professor assistente Naoyuki Hirata do Departamento de Planetologia da Escola de Ciências da Universidade de Kobe, Japão, revelou 77 crateras em Ryugu. Ao analisar os padrões de localização e as características das crateras, determinaram que os hemisférios este e oeste do asteróide foram formados em diferentes períodos de tempo.

Espera-se que os dados recolhidos possam ser usados como base para futuras investigações e análises de asteróides.

Estes resultados foram publicados dia 5 de Novembro na revista Icarus.

A sonda Hayabusa 2 da JAXA (Agência Espacial Japonesa) realizou várias missões para melhorar a nossa compreensão do asteróide próximo da Terra, Ryugu, com a forma de um pião. Desde que aí chegou em Junho de 2018, a sonda não tripulada recolheu amostras e um grande número de imagens. Espera-se que possam revelar mais sobre a formação e sobre a história de Ryugu.

Este grupo de investigação concentrou-se na utilização dos dados de imagem para determinar o número e a localização das crateras de impacto no asteróide. As crateras de impacto são formadas quando um asteróide mais pequeno ou cometa atinge a superfície do asteróide. A análise da distribuição espacial e do número de crateras pode revelar a frequência das colisões e ajudar os cientistas a determinar a idade de diferentes áreas da superfície.

A Hayabusa2 possui muitos tipos diferentes de câmaras, incluindo câmaras de navegação ópticas (ONC, “Optical Navigation Cameras”). A equipa das câmaras de navegação foi capaz de capturar cerca de 5000 imagens de Ryugu, que revelaram muitas características superficiais – incluindo crateras de impacto. Para este estudo, foram utilizados dados de imagem recolhidos pela câmara ONC-T entre Julho de 2018 e Fevereiro de 2019. O grupo de investigação teve que determinar quais das imagens mostravam crateras. Foram usadas 340 imagens para a contagem de crateras, com imagens estéreo facilitando a sua identificação. Um mapa mosaico global foi construído a partir das imagens ONC e renderizado num modelo de computador com a forma de Ryugu. Um software foi então usado para medir o tamanho, latitude e longitude das crateras. Também utilizaram LiDAR (Light Detection and Ranging pulsed laser) para determinar o tamanho total de Ryugu.

As depressões identificadas em Ryugu foram divididas em quatro categorias, dependendo de quão evidente era a sua aparência circular. As depressões de Categoria I a III foram classificadas como crateras distintas. As depressões de Categoria IV tinham apenas características quase circulares, portanto era difícil determinar se eram crateras ou não. Muitas crateras tinham pedregulhos ou não tinham uma forma distinta. As depressões demasiado vagas para determinar foram deixadas de fora dos resultados.

A equipa de investigação foi capaz de identificar todas as crateras de impacto com mais de 10 a 20 m de diâmetro em toda a superfície de Ryugu – um total de 77 crateras. Além disso, foi descoberto um padrão na sua distribuição. A secção do hemisfério leste, perto do meridiano, tinha mais crateras. Esta é a área perto da grande cratera chamada Cendrillon – uma das maiores de Ryugu. Em contraste, quase não existem crateras no hemisfério ocidental – sugerindo que esta parte do asteróide foi formada mais tarde. A análise também revelou que existem mais crateras a latitudes mais baixas do que em altas em Ryugu. Por outras palavras, existem muito poucas crateras nas regiões polares de Ryugu.

Determinou-se que a cordilheira equatorial no hemisfério este é uma estrutura fóssil. Quando asteróides como Ryugu giram a alta velocidade, isto pode fazer com que alterem a sua forma. Pensa-se que esta cordilheira se tenha formado no passado distante durante um período em que Ryugu tinha um período de rotação de apenas 3 horas. Dado que o hemisfério este e oeste se formaram em diferentes períodos da história do asteróide, isto sugere que houve pelo menos dois casos em que a velocidade de rotação de Ryugu aumentou.

Os resultados deste estudo foram compilados num catálogo global de crateras de impacto. Espera-se que esta base de dados possa ser usada como suporte para investigações futuras e que a comparação destes resultados com os de um asteróide semelhante leve a um maior entendimento sobre estes objectos astronómicos.

Hayabusa2 está programada para lançar a cápsula que contém amostras da superfície de Ryugu na atmosfera da Terra no final de 2020. A análise destas amostras deverá fornecer mais informações sobre o asteróide e sobre a sua formação.

Astronomia On-line
29 de Novembro de 2019

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3079: Asteróide do tamanho do que aniquilou os dinossauros pode vir a atingir novamente a Terra

CIÊNCIA

O matemático Robert Walker acredita que a Terra pode voltar a ser atingida por um asteróide com as dimensões daquele que aniquilou os dinossauros.

Há 66 milhões de anos, recorda a Sputnik News, o nosso planeta foi impactado por uma rocha espacial com cerca de 16 quilómetros de largura. O corpo rochoso ditou o fim da era dos dinossauros na Terra, segundo estimam cientistas.

Acredita-se, em média, que asteróides com estas mesmas dimensões atinjam a Terra a cada 100 milhões de anos. Tendo em conta que já passaram 66 milhões de anos desde o último impacto, Walker, citado pelo jornal britânico Express, estima que o fenómeno se possa voltar a repetir numa escala de tempo relativamente próxima.

A NASA contabilizou 90% dos Objectos Próximos da Terra (NEO) que têm mais de um quilómetro de comprimento e, por isso, podem representar perigo para a Terra.

Ou seja, faltam ainda rastrear 10% dos asteróides potencialmente perigosos.

Apesar do número de asteróides já rastreados, há uma possibilidade muito pequena de um destes corpos rochosos vir a causar danos na Terra: a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo cálculos da agência espacial norte-americana.

Ainda assim, a NASA estuda de perto estes objectos. Mais recentemente, debruçou esforços no asteróide Bennu, que pode atingir a Terra nos próximos 120 anos. O próximo voo de aproximação é apontado para meados de 2135.

A missão da agência espacial a Bennu, um dos asteróides mais próximos do nosso planeta, deverá conseguir dados essenciais para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

Descoberta água no Bennu, um dos asteróides mais próximos da Terra

A sonda OSIRIS-REx, que se encontra a orbitar em volta do Bennu, descobriu a presença de água neste asteróide primitivo…

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Artigos relacionados: Asteróide “potencialmente perigoso” aproxima-se da Terra esta quarta-feira

Por ZAP
23 Novembro, 2019

 

3021: Asteróide “potencialmente perigoso” aproxima-se da Terra esta quarta-feira

CIÊNCIA

Um asteróide com 147 metros de diâmetro, caracterizado pela NASA como “potencialmente perigoso” vai aproximar-se da Terra esta quarta-feira.

Em causa está o corpo rochoso UN12 2019, explica a agência espacial norte-americana, dando conta que o asteróide se aproximará a uma distância mínima de 0,0095 unidades astronómicas (1.421.179,77 km), a uma velocidade de 103.000 quilómetros por hora.

A NASA define como “potencialmente perigosos” os asteróides que se podem aproximar da Terra através de um caminho que pode ser ameaçador, especialmente aqueles corpos que possuem uma distância mínima de intersecção da órbita (MOID) de 0,05 UA ou menos, e uma magnitude absoluta de 22,0 ou menos, nota a Russia Today.

Para que o UN12 2019 se aproxime da Terra novamente, este corpo deverá esperar até Junho de 2023, quando a sua distância mínima será de 0,07 UA.

Em Setembro passado, A Agência Espacial Europeia (ESA) revelou que estima que existam 878 asteróides na lista dos potencialmente perigosos que podem colidir com o nosso planeta. “A lista da ESA junta todos os asteróides dos quais temos conhecimento e que têm hipóteses ‘não nulas’ de colidir com a Terra nos próximos 100 anos – destacando que o impacto, sendo bastante improvável, não pode ser excluído”.

Também a NASA está atenta a estes corpos, tendo reunido esforços para melhorar a capacidade de detecção de asteróide. Em Abril último, uma equipa de astrónomos propôs uma nova estratégia para a detecção precoce de rochas espaciais em rota de colisão com a Terra, que consiste no rastreamento do calor.

“Se encontrarmos um objecto apenas alguns dias dias antes do impacto, as nossas opções são limitadas”, começou por explicar a cientista do Laboratório de Propulsão a Jacto da agência espacial norte-americana, Amy Mainzer.

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12 Novembro, 2019

 

2969: Asteróide passou incrivelmente perto da Terra (e só foi notado minutos antes)

CIÊNCIA

lwpkommunikacio / Flickr

Um pequeno asteróide passou esta quinta-feira muito perto da Terra, sendo apenas detectado menos de uma hora antes da sua aproximação máxima.

O objecto espacial, baptizado de C0PPEV1, foi inicialmente detectado pelo US Catalina Sky Survey, sendo depois rastreado por vários outros observatórios norte-americano.

O asteróide passou a 6.200 quilómetros da Terra, passando sobre o sul da África a uma velocidade aproximada de 43.452 quilómetros por hora. O portal Earth Sky escreve mesmo que este corpo passou “incrivelmente perto” da Terra.

Tendo em conta a escala astronómica, este corpo rochoso passou realmente perto. Para termos de comparação, importa referir que os satélites de telecomunicações geo-estacionários orbitam a 35.786 quilómetros da Terra; a Estação Internacional Espacial (EEI), por sua vez, está a cerca de 400 quilómetros acima do nível do mar.

Os cientistas estimam, segundo Earth Sky, que o C0PPEV1 tenha um diâmetro entre 2 a 7 metros e, por isso, é muito pequeno para representar perigo para a Terra, mesmo num cenário de colisão com o nosso planeta.

Tony Dunn @tony873004

In about 45 minutes from now (now = 10/31/19 7:00 am PDT), newly-discovered #asteroid C0PPEV1 will pass only 6200 km above Earth’s surface. 45 minutes ago it was passing through Earth’s shadow.
This is much closer than our geostationary satellites. http://orbitsimulator.com/gravitySimulatorCloud/simulations/1572529210218_C0PPEV1.html 

De acordo com o mesmo portal, esta aproximação aponta vulnerabilidades na detecção deste tipo de corpos que podem ameaçar a Terra.

A NASA tem reunido esforços para melhorar a capacidade de detecção destes corpos rochosos. Em Abril último, uma equipa de astrónomos propôs uma nova estratégia para a detecção precoce de rochas espaciais em rota de colisão com a Terra, que consiste no rastreamento do calor que estes corpos rochosos emitem durante a sua trajectória.

“Se encontrarmos um objecto apenas alguns dias dias antes do impacto, as nossas opções são limitadas”, começou por explicar a cientista do Laboratório de Propulsão a Jacto da agência espacial norte-americana, Amy Mainzer.

“Por isso, concentramos os nossos esforços para encontrar NEOs (Near-Earth Object), quando estes se encontram ainda muito longe do planeta, fornecendo o máximo tempo possível e abrindo uma gama mais ampla de possibilidade para a mitigação” do objecto”.

Cientistas têm nova estratégia para detectar asteróides em rota de colisão com a Terra

Uma equipa de astrónomos da NASA propôs uma nova estratégia para a detecção precoce de rochas espaciais em rota de…

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6 Novembro, 2019

 

2956: Encontradas novas evidências do impacto de um asteróide com a Terra há quase 13.000 anos

CIÊNCIA

Um grupo de cientistas afirma ter encontrado nos Estados Unidos evidências do impacto de um asteróide contra a Terra há 12.800 anos.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Nature, o evento teria levado à extinção de mais de 35 espécies  de animais, incluindo mamutes, preguiças gigantes e dentes-de sabre.

O impacto terá também levado a um declínio notável na população humana, refere a CNN.

A equipa de cientistas chegou a esta conclusão depois de descobrir uma grande anomalia de picos de fuligem e platina – elemento associado a objectos cósmicos como asteróides ou cometas – num sedimento de White Pond, localizado perto de Elgin, no estado norte-americano da Carolina do Sul. Este tipo de substâncias foram já encontradas na América do Norte, Europa, Ásia, Chile e África do Sul.

A descoberta apoia a controversa teoria conhecida como Dryas recentes, que sustenta que um asteróide ou cometa (Clovis) atingiu a Terra há quase 13 milénios.

Alguns especialistas acreditam que este impacto tenham começado uma fase de arrefecimento no final do Pleistoceno – entre 12.800 a 11.500 anos atrás -, causando “mudanças climáticas globais” no planeta. Acredita-se também que este impacto se tenha traduzido em “múltiplas explosões no ar” por todo o planeta.

“Continuamos a encontrar evidências e a expandir geograficamente“, disse Christopher Moore, autor principal do estudo, cujos resultados foram a semana passada publicados na revista científica Nature.

Nos últimos anos, sustentou, “vários documentos foram publicados com dados semelhantes [sobre] outros lugares que, de forma quase universal, sustentam a hipótese de que houve um impacto extraterrestre (…) que causou o evento climático recente de Dryas”.

No início, a comunidade científica acreditava que este fenómeno tinha afectado apenas o hemisfério norte do planeta, continuo, dando conta que os cientistas mudaram de opinião quando foram encontradas evidências no Chile e na África do Sul – a partir daí, o cataclismo começou a ser encarado como global.

Moore acredita ainda que as concentrações incomummente altas de platina e irídio encontradas recentemente em sedimentos de uma cratera na Gronelândia podem ser o ponto de impacto.

Enorme impacto cósmico pode ter assolado a Terra há 12.800 anos

Uma equipa de cientistas descobriu excesso de platina em material sedimentar extraído de depósitos de turfa localizados em Wonderkrater, Limpopo, na…

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4 Novembro, 2019

 

2955: Asteróide gigante aproxima-se da Terra no final de 2019

CIÊNCIA

2019 tornou-se num ano profícuo no que toca à visita de asteróides pela vizinhança da Terra. Nesse sentido, para fechar o ano, teremos a passagem de um asteróide que se chama 310442 (2000 CH59). Segundo informações do CNEOS – Centro de Estudos dos Objectos Próximos à Terra da NASA, a rocha espacial causará uma ameaça potencial ao planeta.

310442 (2000 CH59) é um asteróide que pertence a um grupo de asteróides chamados Aton. As órbitas destes objectos estelares cruzam-se ocasionalmente com a da Terra.

NASA classifica o asteróide como potencialmente perigoso

A NASA alertou que um asteróide, com cerca de 600 metros de largura, passará pela Terra no final do ano. Tendo em conta o seu tamanho e a sua velocidade actual, caso colidisse com a terra, poderia destruir uma cidade por completo.

Conforme informa o Centro de Estudos de Objectos Próximo à Terra da NASA, o 310442 (2000 CH59) voa pelo espaço a uma velocidade média de quase 40 000 quilómetros por hora.

Asteróide 310442 (2000 CH59) estará no dia 26 de Dezembro mais perto da Terra, Imagem: NASA

Segundo os investigadores, o asteróide passará perto do nosso planeta no dia 26 de Dezembro a uma distância de 7,2 milhões de quilómetros. Conforme sabemos, esta distância pode parecer longe demais em medidas terrestres. No entanto, num escala espacial, é muito perto.

Qual seria o impacto se colidisse com a Terra?

Bom, felizmente que não há vivida uma experiência com a colisão entre a Terra e um asteróide gigante. Contudo, alguns indícios deixados no planeta e outras experiências com asteróides e meteoritos menores deixam-nos perceber o que aconteceria num impacto destruidor. Como exemplo de uma experiência do género, temos o acontecimento de Chelyabinsk, em 2013.

Conforme já vimos diversas vezes, o objecto de Chelyabinsk foi um asteróide que entrou na atmosfera terrestre sobre a Rússia em 15 de Fevereiro de 2013. A sua invasão pela atmosfera terrestre criou uma bola-de-fogo. Posteriormente, esta rocha incandescente explodiu e causou inúmeros estragos e feridos.

O objecto cruzou os céus do sul da região dos Urais. Então, deu-se uma explosão sobre a cidade de Chelyabinsk, às 9:20:26 (horário local) ou 03:20:26 (UTC). Estima-se que o asteróide, dentro da atmosfera do nosso planeta, tivesse aproximadamente 10 000 toneladas de massa e 17 m de diâmetro.

A explosão libertou o equivalente a 500 quilo-toneladas de energia durante o evento. Assim, e numa comparação directa, a bomba nuclear lançada sobre Hiroxima libertou cerca de 13 quilo-toneladas de energia. Alguns dos fragmentos atingiram Chelyabinsk, embora que a maioria caiu no lago Chebarkul.

Portanto, em relação ao asteróide que passará no dia a seguir ao Natal pelo planeta, a NASA não tem qualquer simulação que mostre o impacto deste com a Terra nos próximos 100 anos.

NASA – Asteróide perigoso passará perto da Terra a uma velocidade de 40 mil km/h

No próximo dia 25, sexta-feira, passará “perto” da Terra um asteróide à velocidade de 40 mil km/h. De acordo com o Centro de Estudo de Objectos Próximos à Terra da NASA, o objecto 162082 … Continue a ler NASA – Asteróide perigoso passará perto da Terra a uma velocidade de 40 mil km/h

 

2903: O asteróide que matou os dinossauros intoxicou os oceanos

CIÊNCIA

(dr) Universidade de Yale
Fósseis de algas calcárias

Uma nova investigação, liderada pela Universidade de Yale, confirma uma teoria antiga sobre o último grande evento de extinção em massa da História e de que forma esse evento afectou os oceanos da Terra.

Restos fósseis de algas calcárias ofereceram a primeira prova directa de que o evento de extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno, há 66 milhões de anos, coincidiu com um aumento acentuado da acidez dos oceanos.

De acordo com os cientistas, a colisão de um asteróide aniquilou os dinossauros e causou uma extinção em massa na Terra. No entanto, havia uma outra hipótese em cima da mesa: a de que os ecossistemas estavam sob pressão devido ao aumento do vulcanismo.

“Os nossos dados não apoiam uma deterioração gradual das condições ambientais há 66 milhões de anos”, resumiu Michael Henehan, do Centro de Pesquisa em Geociências GFZ, na Alemanha, citado pelo Europa Press. O investigador e a sua equipa publicaram, no dia 21 de Outubro, um artigo científico na Proceedings of the National Academy of Sciences, no qual descrevem a acidificação do oceano durante o período referido.

A equipa analisou os isótopos do elemento boro nas conchas calcárias do plâncton (foraminíferos) e concluiu que houve um impacto repentino que levou à acidificação maciça dos oceanos, que levaram milhões de anos para se recuperarem da acidificação.

Em comunicado, Henehan explica que o impacto do corpo celeste deixou vestígios: a cratera Chicxulub, no Golfo do México, e pequenas quantidades de irídio nos sedimentos. Até 75% de todas as espécies animais foram extintas naquele momento, revela ainda.

Os investigadores reconstruiram as condições ambientais dos oceanos usando fósseis de núcleos de perfuração em águas profundas e rochas formadas naquela época. De acordo com a investigação, após o impacto, os oceanos tornaram-se tão ácidos que os organismos que formam as suas conchas de carbonato de cálcio não conseguiram sobreviver.

Quando as formas de vida nas camadas superiores dos oceanos se extinguiram, a absorção de carbono pela fotossíntese nos oceanos foi reduzida pela metade. Este estado durou várias dezenas de milhares de anos, antes de as algas calcárias se espalharem novamente. Além disso, passaram vários milhões de anos até a fauna e a flora se recuperarem e o ciclo de carbono atingir um novo equilíbrio.

Numa visita à Holanda, os cientistas encontraram provas destas descobertas numa camada muito grossa de uma rocha originária do Cretáceo-Paleogeno, que está preservada numa caverna. “Nesta caverna, acumulou-se uma camada particularmente grossa de argila imediatamente após o impacto”, explica Henehan. “Na maioria dos ambientes, o sedimento acumula-se tão lentamente que um evento tão rápido quanto o impacto de um asteróide é difícil de resolver no registo das rochas.”

Graças a esta quantidade extremamente grande de sedimentos, os cientistas conseguiram extrair fósseis suficientes para analisar e chagar a esta conclusão.

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25 Outubro, 2019

 

2897: Asteróide enorme vai passar perto da Terra esta sexta-feira

CIÊNCIA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

Um asteróide gigante vai passar muito perto do planeta Terra esta sexta-feira. O corpo celeste vai passar a uma distância de 6,2 milhões de quilómetros.

De acordo com observações do The Virtual Telescope Project, gerido pelo astrónomo italiano Gianluca Masi, um asteróide gigante fará a sua aproximação máxima com a Terra na próxima sexta-feira. O objecto intitulado 1998 HL1 tem quase um quilómetro de diâmetro.

No entanto, não há motivo para pânico: ainda que o asteróide esteja nas listas de objectos potencialmente perigosos, não está em rota de colisão, não havendo risco de qualquer impacto com o nosso planeta.

Masi registou a passagem mais recente do objecto nos nossos arredores no dia 19 de Outubro, quando o corpo celeste passou a cerca de 8,5 milhões de quilómetros de distância.

Já quando o asteróide estiver na sua aproximação máxima no dia 25, o asteróide passará a 6,2 milhões de quilómetros — algo como 16 vezes a distância entre a Terra e a Lua. Sendo assim, astrónomos podem preparar-se para rastrear o asteróide e acompanhar a sua passagem.

O 1998 HL1 foi descoberto, precisamente, em 1998 e tem sido observado com afinco desde então. Portanto, a sua trajectória é muito conhecida por cientistas em todo o mundo, razão pela qual podemos ficar tranquilos quanto à sua passagem pelo planeta azul.

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24 Outubro, 2019

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2887: Bola de fogo que sobrevoou o Japão em 2017 é um fragmento de um asteróide que pode atingir a Terra

CIÊNCIA

forplayday / Canva

Na madrugada de 28 de Abril de 2017, uma pequena bola de fogo passou pelo céu de Quioto, no Japão. Agora, graças a dados da SonotaCo, os investigadores determinaram que a rocha espacial era um fragmento de um asteróide muito maior potencialmente perigoso para a Terra.

O meteoro que ardeu no Japão era muito pequeno. De acordo com os investigadores, o objecto entrou na atmosfera com a massa de 29 gramas e apenas 2,7 centímetros de comprimento. Apesar de não ter sido uma ameaça para ninguém, a pequena rocha foi ligada à sua rocha-mãe: um asteróide conhecido como 2003 YT1.

Este asteróide é uma rocha binária, composta por uma rocha comprida de dois quilómetros, orbitada por um asteróide mais pequeno com 210 metros de comprimento.

Descoberto de 2003, o sistema binário tem 6% de hipóteses de atingir a Terra nos próximos dez milhões de anos. Isso faz com que o 2003 YT3 seja considerado um “objecto potencialmente perigoso”.

O sistema binário não passou pela Terra em 2017 por isso não houve uma ligação óbvia ao pequeno fragmento. Porém, os investigadores estudaram a forma como a bola de fogo se moveu pelo céu e conseguiram inverter a rota da órbita do objecto no Espaço, fixando-a no 2003 YT1 com um alto grau de certeza.

De acordo com o artigo, cujo rascunho foi publicado a semana passada no arXiv, s investigadores não sabem como é que a rocha espacial se soltou do asteróide, mas acreditam que seja parte de uma grande corrente de poeira lançada pelo 2003 YT1.

Os cientistas sugeriram que essa corrente pode ter sido criada por pequenos micro-meteoritos que tenham atingido o asteróide, fragmentado-o, ou por mudanças de calor que tenham partido uma das superfícies da rocha espacial.

Os investigadores sugerem mesmo que terão sido cacos de rochas espaciais que formaram o sistema binário 2003 YT1. De acordo com o LiveScience, o asteróide é uma “pilha de escombros”, um amontoado de coisas fracamente unidas pela gravidade que se fundiram em dois corpo em órbita nos últimos dez mil anos.

Mas existem outras possibilidades mais exóticas. Água gelada pode estar a transformar-se de sólido em gás numa das superfícies dos asteróides, enviando pequenas bolas de gelo para o Espaço.

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Por ZAP
23 Outubro, 2019