3174: Missão OSIRIS-REx explica misteriosos eventos de partículas de Bennu

CIÊNCIA

Esta imagem do asteróide Bennu a libertar partículas da sua superfície no dia 6 de Janeiro foi criada combinando duas imagens obtidas pela NavCam 1 a bordo da OSIRIS-REx: uma curta exposição com 1,4 ms que mostra o asteróide claramente, e outra exposição longa (5 s), que mostra claramente as partículas. Também foram aplicadas outras técnicas de processamento, como corte e ajuste de brilho e contraste de cada camada.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona/Lockheed Martin

Pouco tempo depois da sonda OSIRIS-REx da NASA ter chegado ao asteróide Bennu, uma descoberta inesperada da equipa científica da missão revelou que o asteróide podia ser activo, ou estar a descarregar consistentemente partículas para o espaço. A análise contínua de Bennu – e as suas amostras que eventualmente serão transportadas para a Terra – podem lançar luz sobre o porquê da ocorrência deste fenómeno intrigante.

A equipa da OSIRIS-REx observou pela primeira vez um evento de ejecção de partículas nas imagens capturadas pelas câmaras de navegação da sonda no dia 6 de Janeiro, apenas uma semana após ter entrado na sua primeira órbita em torno de Bennu. À primeira vista, as partículas pareciam estrelas por trás do asteróide, mas, observando mais cuidadosamente, a equipa percebeu que o asteróide estava a libertar material da sua superfície. Depois de concluir que estas partículas não comprometiam a segurança da nave, a missão começou observações dedicadas para documentar completamente esta actividade.

“Entre as muitas surpresas de Bennu, as ejecções de partículas despertaram a nossa curiosidade, e passámos os últimos meses a investigar este mistério,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona em Tucson, EUA. “Esta é uma grande oportunidade para expandir o nosso conhecimento de como os asteróides se comportam.”

Depois de estudar os resultados das observações, a equipa da missão divulgou as suas descobertas num artigo científico publicado dia 6 de Dezembro na revista Science. A equipa observou os três maiores eventos de ejecção de partículas nos dias 6 e 19 de Janeiro, e 11 de Fevereiro, e concluiu que os eventos tiveram origem em diferentes locais da superfície de Bennu. O primeiro evento teve origem no hemisfério sul e o segundo e o terceiro ocorreram perto do equador. Todos os três eventos ocorreram ao final da tarde em Bennu.

A equipa descobriu que, após a ejecção da superfície do asteróide, as partículas orbitaram brevemente Bennu e caíram de volta à superfície ou escaparam para o espaço. As partículas observadas viajaram até 3 metros por segundo e tinham um tamanho inferior a 10 cm. Durante o maior evento, que ocorreu a 6 de Janeiro, foram observadas aproximadamente 200 partículas.

A equipa investigou uma ampla variedade de possíveis mecanismos que podem ter provocado os eventos de ejecção e reduziu a lista a três candidatos: impactos de meteoróides, fracturas por stress térmico e libertação de vapor de água.

Os impactos de meteoróides são comuns na vizinhança do espaço profundo de Bennu e é possível que esses pequenos fragmentos de rocha espacial estivessem a atingir Bennu onda a OSIRIS-REx não estava a observar, sacudindo partículas soltas com o momento do seu impacto.

A equipa também determinou que a fractura térmica é outra explicação possível. As temperaturas à superfície de Bennu variam drasticamente durante o período de rotação de 4,3 horas. Embora esteja extremamente frio durante as horas da noite, a superfície do asteróide aquece significativamente a meio da tarde, quando os três grandes eventos tiveram lugar. Como resultado desta mudança de temperatura, as rochas podem começar a rachar e a quebrar-se e, eventualmente, as partículas podem ser expelidas da superfície. Este ciclo é conhecido como fractura por stress térmico.

A libertação de água também pode explicar a actividade do asteróide. Quando as argilas presas em água são aquecidas, a água pode começar a libertar-se a criar pressão. É possível que, à medida que a pressão se acumula nas fissuras e nos poros das rochas onde a água absorvida é libertada, a superfície se torne agitada, levando à erupção de partículas.

Mas a natureza nem sempre permite explicações simples. “É possível que mais do que um destes mecanismos esteja em jogo,” disse Steve Chesley, autor do artigo e investigador sénior no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. “Por exemplo, as fracturas térmicas podem estar a cortar o material da superfície em pedaços pequenos, facilitando em muito o lançamento de seixos para o espaço durante os impactos de meteoróides.”

Se as fracturas térmicas, os impactos de meteoróides, ou ambos, são de facto as causas destes eventos de ejecção, é provável que este fenómeno esteja a acontecer em todos os asteróides pequenos, pois todos sofrem estes mecanismos. No entanto, se a libertação de água é a causa destes eventos de ejecção, este fenómeno seria específico aos asteróides que contêm minerais com água, como Bennu.

A actividade de Bennu apresenta maiores oportunidades assim que a amostra seja recolhida e enviada para a Terra para estudo. Muitas das partículas ejectadas são pequenas o suficiente para serem recolhidas pelo mecanismo de amostragem, o que significa que as amostras podem conter algum material ejectado e que torna a cair para a superfície de Bennu. A determinação de que uma partícula em específico foi ejectada e voltou a Bennu poderá ser um feito científico semelhante a encontrar uma agulha num palheiro. No entanto, o material de Bennu que será trazido para a Terra, quase certamente aumentará a nossa compreensão dos asteróides e das maneiras como são diferentes e semelhantes, mesmo que o fenómeno de ejecção de partículas continue a ser um mistério cujas pistas também vão para a Terra sob a forma de dados e material adicional para estudo.

A recolha de amostras está programada para o verão de 2020 e as amostras chegarão à Terra em Setembro de 2023.

Astronomia On-line
10 de Dezembro de 2019

spacenews

 

3173: OSIRIS-REx prestes a seleccionar local de recolha de amostras

CIÊNCIA

Estas imagens mostram os quatro candidatos a local de recolha de amostras no asteróide Bennu: “Sandpiper”, “Osprey”, “Kingfisher” e “Nightingale”. Um destes quatro locais será o local em que a sonda OSIRIS-REx irá pousar para recolher amostras.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

A missão OSIRIS-REx da NASA está a poucos dias de seleccionar o local onde a sonda vai recolher amostras do asteróide Bennu. Após um processo demorado e complexo, a equipa está finalmente pronta para fazer a selecção de um local primário e outro de reserva de entre quatro candidatos.

A OSIRIS-REx é a primeira missão de recolha e envio de amostras de asteróides da NASA, de modo que esta decisão do local de recolha é essencial para as operações no asteróide e para o sucesso da missão.

Depois de escolher os quatro locais candidatos – de nomes “Sandpiper”, “Osprey”, “Kingfisher” e “Nightingale” – em Julho, a missão concluiu a sua fase A de reconhecimento. Durante a fase A, a sonda OSIRIS-REx realizou uma série de quatro passagens rasantes ao longo de um mês – um por cada dos potenciais locais de recolha de amostras. Esta fase da missão forneceu à equipa imagens de alta resolução para examinar minuciosamente o tipo de amostragem (material fino), topografia, albedo e cor de cada zona. Os dados recolhidos durante estes voos de alta altitude são fundamentais para determinar qual o mais adequado para a recolha de amostras.

Embora a missão esteja um passo mais perto de recolher amostras, as observações da fase A de reconhecimento revelaram que até os melhores locais candidatos em Bennu apresentam desafios significativos à recolha de amostras, e a escolha que o comité de selecção fará não é fácil.

“A selecção do local é realmente uma actividade compreensiva. Requer que analisemos muitos tipos diferentes de dados, de várias maneiras, para garantir que o local seleccionado é a melhor escolha em termos de segurança para a sonda, em termos de presença de material amostrável e em termos de valor científico,” disse Hearther Enos, vice-investigadora principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, e presidente do conselho de selecção do local de recolha de amostras. “A nossa equipa é incrivelmente inovadora e está bastante bem integrada, e é isso que faz o processo de selecção funcionar.”

As imagens mais recentes mostram que embora exista material fino (com diâmetros inferiores a 2,5 cm), grande parte dele poderá não ser facilmente acessível. A missão foi originalmente construída para uma superfície parecida à de uma praia, com “lagoas” de material arenoso, não para o terreno acidentado de Bennu. Na realidade, os potenciais locais de amostragem não são áreas grandes e limpas, mas pequenos espaços cercados por grandes pedregulhos, de modo que a navegação da sonda para dentro e para fora dos locais exigirá um ajuste mais requintado do que o originalmente planeado.

Começando no hemisfério sul de Bennu, o local “Sandpiper” foi o primeiro sobrevoado durante a fase A de reconhecimento. “Sandpiper” é um dos locais mais “seguros” porque está localizado numa área relativamente plana, facilitando a aproximação e o afastar da nave. As imagens mais recentes mostram que está presente material granulado, mas o rególito arenoso está preso entre as rochas maiores, o que dificulta a operação do mecanismo de recolha de amostras.

O local “Osprey” foi o segundo local observado durante a fase A. Este local foi originalmente escolhido com base na sua forte assinatura espectral de material rico em carbono e devido a uma mancha escura no centro da cratera, que se pensava possivelmente ser material fino. No entanto, as imagens de alta resolução mais recentes de “Osprey” sugerem que o local contém material disperso que pode ser demasiado grande para ser ingerido pelo mecanismo de amostragem.

O local “Kingfisher” foi seleccionado porque está localizado numa pequena cratera – o que significa que pode ser uma característica relativamente jovem em comparação com as crateras maiores de Bennu (como a que contém a região “Sandpiper”). As crateras mais jovens geralmente contêm material mais fresco e minimamente alterado. Imagens de alta resolução capturadas durante o voo da fase A revelaram que embora a cratera original possa ser muito rochosa, uma cratera vizinha parece conter material fino.

A fase A de reconhecimento concluiu com a passagem pelo local “Nightingale”. As imagens mostram que a cratera contém uma boa quantidade de material fino sem obstruções. No entanto, enquanto a capacidade de amostragem do local permanece alta, Nightingale está situado bem para norte, onde as condições de iluminação criam desafios adicionais para a navegação da OSIRIS-REx. Também existe aí uma rocha do tamanho de um prédio situada na orla leste da cratera, que pode constituir um perigo para a nave quando esta se afastar após entrar em contacto com o local.

Bennu também tornou a identificação de um local que não accione os mecanismos de segurança da sonda um desafio. Durante a fase A de reconhecimento, a equipa começou a catalogar as características à superfície de Bennu para criar mapas para o sistema de navegação autónoma NFT (Natural Feature Tracking). Durante o evento de recolha de amostras, a sonda irá usar o NFT para navegar até à superfície do asteróide, comparando o catálogo de imagens a bordo com as imagens de navegação que serão capturadas durante a descida. Em resposta à superfície extremamente rochosa de Bennu, o sistema NFT foi aprimorado com um novo recurso de segurança que contém instruções para interromper a tentativa de recolha de amostras e para se afastar caso determine que o ponto de contacto está perto de uma característica potencialmente perigosa à superfície. Com rochas do tamanho de prédios e pequenos locais alvo, a equipa está ciente da possibilidade de a sonda interromper a primeira tentativa de descer para recolher amostras.

“Os desafios de Bennu são parte inerente desta missão e a equipa da OSIRIS-REx respondeu desenvolvendo medidas robustas para os superar,” disse Mike Moreau, vice-gerente do projecto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard. “Se a nave espacial interromper a sua recolha de amostras, isso significa simplesmente que a equipa e a OSIRIS-REx fizeram bem o seu trabalho de garantir que possa voar outro dia. O sucesso da missão é a nossa primeira prioridade.”

Qualquer que seja o local escolhido, a equipa da missão OSIRIS-REx está pronta para quaisquer novos desafios que Bennu apresente. Na próxima primavera, a equipa realizará mais voos de reconhecimento sobre os locais de amostra primário e de reserva e começará os ensaios para o pouso da nave. A recolha de amostras está programada para o verão de 2020 e as amostras chegarão à Terra em Setembro de 2023.

Astronomia On-line
10 de Dezembro de 2019

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3149: Asteróide passará esta sexta-feira pela Terra a 27.000 km/hora

CIÊNCIA

Um asteróide de grandes dimensões passará pela Terra, atingindo o seu ponto mais próximo do nosso planeta esta sexta-feira, dia 6 de Dezembro. O corpo celeste, importa frisar, não representa qualquer perigo para o Homem.

Trata-se do asteróide WR3 2019, que mede entre 73 e 160 metros de diâmetro, de acordo com as estimativas da agência espacial norte-americana (NASA). A título de comparação, a Grande Pirâmide de Gizé, no Egipto, tem 139 metros de altura.

A NASA estima que o corpo viaje a cerca de 27.036 quilómetros por hora.

O WR3 2019 estará no seu maior ponto de aproximação a 5,4 milhões de quilómetros da Terra, o que representa, aproximadamente, 14 vezes a distância entre o nosso planeta e a Lua. Por este mesmo motivo, o corpo rochoso não apresenta qualquer perigo para a Terra.

O WR3 2019 pertence ao grupo de asteróides Apolo, cuja órbita em torno da Terra é muito ampla. Ocasionalmente, a órbita dos corpos deste grupo cruza-se com a da Terra.

Apesar de ser muito pouco provável que um asteróide venha a colidir com a Terra nos próximos anos – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, as agências espaciais têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

ZAP //

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5 Dezembro, 2019

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3131: Da Sagrada Família ao Coliseu de Roma. ESA mostra como se veriam asteróides a aproximar-se de monumentos emblemáticos

CIÊNCIA

A Agência Espacial Europeia (ESA) publicou no Twitter imagens de um sistema binário de asteróides a aproximar-se de alguns monumentos emblemáticos, ilustrando um cenário hipotético em que estas rochas chegariam até à Terra.

O Coliseu de Roma, em Itália, o Parlamento britânico e o Big Ben na capital londrina, a Torre Eiffel, em Paris, ou a Sagrada Família, em Barcelona, são alguns dos cenários escolhidos pela agência espacial para retratar esta situação.

Em causa estaria o sistema binário Didymos que, tal como o nome indica, consiste em duas rochas espaciais: Didymos, com cerca de 780 metros de diâmetro, e a sua lua lunar Didymoon, com cerca de 160 metros.

Embora Didymoon seja o menor corpo do sistema, o seu tamanho seria suficiente para destruir uma cidade, observa a ESA na imagem publicada no Twitter em que se pode ver este corpo sobre o Parlamento britânico e o Big Ben, no Reino Unido.

A lua de Didymos “será o menor corpo natural que foi alvo de uma missão espacial, mas ainda assim é bastante grande em termos humanos“, lê-se noutra publicação na rede social, que é acompanhada pela imagem do Coliseu de Roma, em Itália.

ESA Technology @ESA_Tech

… and while #HeraMission‘s ‘Didymoon’ asteroid moonlet is the smaller of the two #DidymosAsteroid pair, at 160 m across, this size would still make it ‘city-killer’ if it ever hit Earth. Didymoon is seen here above #London‘s #HousesOfParliament http://www.esa.int/Hera

No fim de Novembro, recorda a Russia Today, a agência espacial europeia aprovou a missão Hera, cujo objectivo passa por testar as capacidades do desvio de asteróides potencialmente perigosos para a Terra.

Esta missão faz parte de um projecto maior que será levado a cabo em colaboração com a agência espacial norte-americana. Trata-se da iniciativa AIDA (Avaliação de Desvio e Impacto de Asteróides) que, para além da Hera, incluirá também a missão DART, da NASA.

A missão pretende fazer colidir a sonda DART contra Didymoon em 2022, esperando modificar a sua órbita em torno de Didymos. Com este procedimento, os cientistas pretendem estudar o impacto e perceber quão viável é para a Humanidade desviar um corpo rochoso da sua trajectória, caso estivesse em rota de colisão com a Terra.

Posteriormente, Hera analisará a composição de Didymoon.

Apesar de ser muito pouco provável que um asteróide venha a colidir com a Terra nos próximos anos – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, as agências espaciais têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

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2 Dezembro, 2019

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3126: Placas tectónicas podem ter sido criadas por impactos massivos de asteróides

CIÊNCIA

(CC0/PD) 9866112 / Pixabay

As placas tectónicas surgiram quando a Terra era bombardeada por impactos colossais. Cientistas investigaram se estes fenómenos tinham alguma relação, e tudo indica que sim.

A Terra evoluiu de uma massa derretida para um corpo planetário rochoso e esta continua a ser uma das maiores questões da Ciência. De acordo com uma nova investigação, publicada recentemente na Geology, cientistas da Universidade Macquarie, do Southwest Research Institute e da Harvard University, sugerem que essa transição pode ter sido desencadeada por intenso bombardeamento extraterrestre.

Simulações de computador e comparações com estudos anteriores revelaram que, há cerca de 4,6 mil milhões de anos, os impactos de destruição da Terra continuaram a moldar o planeta durante centenas de milhões de anos, aponta o Sci-News.

Apesar de esses eventos terem diminuído com o tempo,o cráton Kaapvaal, na África do Sul, e o cráton de Pilbara, na Austrália, sugerem que a Terra experimentou um período de intenso bombardeamento, há cerca de 3,2 mil milhões de anos, ao mesmo tempo em que aparecem as primeiras indicações de movimento das placas tectónicas.

Os cientistas sugerem que colossais colisões de corpos extraterrestres engatilharam a transição terrestre do seu estado quente e primitivo para o mundo que conhecemos hoje: com a litosfera (crosta e manto superior) fragmentada em placas.

“Costumamos pensar na Terra como um sistema isolado, onde só importam os processos internos”, disse o co-autor do artigo científico Craig O’Neill, em comunicado. “No entanto, estamos a sentir, cada vez mais, que o efeito da dinâmica do Sistema Solar influencia o comportamento da Terra.

O’Neill e a sua equipa estudaram certas camadas sedimentares localizadas em solos australianos e sul-africanos e descobriram que, há 3,2 mil milhões de anos de anos, a Terra foi “castigada” com muitos impactos.

Depois de terem criado várias simulações,foram capazes de perceber a tectónica global: ao contrário das primeiras centenas de milhões de anos de vida da Terra (formada há 4,6 mil milhões de anos), em que as colisões de corpos com 300 quilómetros de diâmetro eram frequentes, no Arqueano diminuíram um pouco.

Nesta altura, os corpos que impactavam com a Terra não passavam dos 100 quilómetros de diâmetro (30 km maior do que o asteróide que matou os dinossauros). Contudo, importava saber se estes eventos, ainda que menores, eram o suficiente para fragmentar a litosfera.

Para isso, os investigadores usaram técnicas para estimar a quantidade de impactos no Mesoarqueano e criaram simulações para modelar os efeitos dessas colisões na temperatura do manto. E os resultados apontam o sim como resposta.

Estes corpos celestes quilométricos que impactavam com p nosso planeta podem ter criado as placas tectónicas. Como nem a litosfera nem o manto eram homogéneos, os impactos acentuaram ainda mais essas diferenças de flutuabilidade no manto – e assim terão surgido as placas tectónicas.

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2 Dezembro, 2019

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3115: Análise das crateras de impacto de Ryugu iluminam complexa história geológica

CIÊNCIA

Tamanho e posição das crateras do asteróide Ryugu. As crateras são numeradas em ordem de tamanho.
Crédito: Hirata et al.; Universidade de Kobe; JAXA

A análise das crateras de impacto do asteróide Ryugu, usando dados de imagem da sonda Hayabusa 2, iluminou a história geológica do asteróide próximo da Terra.

Um grupo de investigação liderado pelo professor assistente Naoyuki Hirata do Departamento de Planetologia da Escola de Ciências da Universidade de Kobe, Japão, revelou 77 crateras em Ryugu. Ao analisar os padrões de localização e as características das crateras, determinaram que os hemisférios este e oeste do asteróide foram formados em diferentes períodos de tempo.

Espera-se que os dados recolhidos possam ser usados como base para futuras investigações e análises de asteróides.

Estes resultados foram publicados dia 5 de Novembro na revista Icarus.

A sonda Hayabusa 2 da JAXA (Agência Espacial Japonesa) realizou várias missões para melhorar a nossa compreensão do asteróide próximo da Terra, Ryugu, com a forma de um pião. Desde que aí chegou em Junho de 2018, a sonda não tripulada recolheu amostras e um grande número de imagens. Espera-se que possam revelar mais sobre a formação e sobre a história de Ryugu.

Este grupo de investigação concentrou-se na utilização dos dados de imagem para determinar o número e a localização das crateras de impacto no asteróide. As crateras de impacto são formadas quando um asteróide mais pequeno ou cometa atinge a superfície do asteróide. A análise da distribuição espacial e do número de crateras pode revelar a frequência das colisões e ajudar os cientistas a determinar a idade de diferentes áreas da superfície.

A Hayabusa2 possui muitos tipos diferentes de câmaras, incluindo câmaras de navegação ópticas (ONC, “Optical Navigation Cameras”). A equipa das câmaras de navegação foi capaz de capturar cerca de 5000 imagens de Ryugu, que revelaram muitas características superficiais – incluindo crateras de impacto. Para este estudo, foram utilizados dados de imagem recolhidos pela câmara ONC-T entre Julho de 2018 e Fevereiro de 2019. O grupo de investigação teve que determinar quais das imagens mostravam crateras. Foram usadas 340 imagens para a contagem de crateras, com imagens estéreo facilitando a sua identificação. Um mapa mosaico global foi construído a partir das imagens ONC e renderizado num modelo de computador com a forma de Ryugu. Um software foi então usado para medir o tamanho, latitude e longitude das crateras. Também utilizaram LiDAR (Light Detection and Ranging pulsed laser) para determinar o tamanho total de Ryugu.

As depressões identificadas em Ryugu foram divididas em quatro categorias, dependendo de quão evidente era a sua aparência circular. As depressões de Categoria I a III foram classificadas como crateras distintas. As depressões de Categoria IV tinham apenas características quase circulares, portanto era difícil determinar se eram crateras ou não. Muitas crateras tinham pedregulhos ou não tinham uma forma distinta. As depressões demasiado vagas para determinar foram deixadas de fora dos resultados.

A equipa de investigação foi capaz de identificar todas as crateras de impacto com mais de 10 a 20 m de diâmetro em toda a superfície de Ryugu – um total de 77 crateras. Além disso, foi descoberto um padrão na sua distribuição. A secção do hemisfério leste, perto do meridiano, tinha mais crateras. Esta é a área perto da grande cratera chamada Cendrillon – uma das maiores de Ryugu. Em contraste, quase não existem crateras no hemisfério ocidental – sugerindo que esta parte do asteróide foi formada mais tarde. A análise também revelou que existem mais crateras a latitudes mais baixas do que em altas em Ryugu. Por outras palavras, existem muito poucas crateras nas regiões polares de Ryugu.

Determinou-se que a cordilheira equatorial no hemisfério este é uma estrutura fóssil. Quando asteróides como Ryugu giram a alta velocidade, isto pode fazer com que alterem a sua forma. Pensa-se que esta cordilheira se tenha formado no passado distante durante um período em que Ryugu tinha um período de rotação de apenas 3 horas. Dado que o hemisfério este e oeste se formaram em diferentes períodos da história do asteróide, isto sugere que houve pelo menos dois casos em que a velocidade de rotação de Ryugu aumentou.

Os resultados deste estudo foram compilados num catálogo global de crateras de impacto. Espera-se que esta base de dados possa ser usada como suporte para investigações futuras e que a comparação destes resultados com os de um asteróide semelhante leve a um maior entendimento sobre estes objectos astronómicos.

Hayabusa2 está programada para lançar a cápsula que contém amostras da superfície de Ryugu na atmosfera da Terra no final de 2020. A análise destas amostras deverá fornecer mais informações sobre o asteróide e sobre a sua formação.

Astronomia On-line
29 de Novembro de 2019

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3079: Asteróide do tamanho do que aniquilou os dinossauros pode vir a atingir novamente a Terra

CIÊNCIA

O matemático Robert Walker acredita que a Terra pode voltar a ser atingida por um asteróide com as dimensões daquele que aniquilou os dinossauros.

Há 66 milhões de anos, recorda a Sputnik News, o nosso planeta foi impactado por uma rocha espacial com cerca de 16 quilómetros de largura. O corpo rochoso ditou o fim da era dos dinossauros na Terra, segundo estimam cientistas.

Acredita-se, em média, que asteróides com estas mesmas dimensões atinjam a Terra a cada 100 milhões de anos. Tendo em conta que já passaram 66 milhões de anos desde o último impacto, Walker, citado pelo jornal britânico Express, estima que o fenómeno se possa voltar a repetir numa escala de tempo relativamente próxima.

A NASA contabilizou 90% dos Objectos Próximos da Terra (NEO) que têm mais de um quilómetro de comprimento e, por isso, podem representar perigo para a Terra.

Ou seja, faltam ainda rastrear 10% dos asteróides potencialmente perigosos.

Apesar do número de asteróides já rastreados, há uma possibilidade muito pequena de um destes corpos rochosos vir a causar danos na Terra: a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo cálculos da agência espacial norte-americana.

Ainda assim, a NASA estuda de perto estes objectos. Mais recentemente, debruçou esforços no asteróide Bennu, que pode atingir a Terra nos próximos 120 anos. O próximo voo de aproximação é apontado para meados de 2135.

A missão da agência espacial a Bennu, um dos asteróides mais próximos do nosso planeta, deverá conseguir dados essenciais para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

Descoberta água no Bennu, um dos asteróides mais próximos da Terra

A sonda OSIRIS-REx, que se encontra a orbitar em volta do Bennu, descobriu a presença de água neste asteróide primitivo…

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Artigos relacionados: Asteróide “potencialmente perigoso” aproxima-se da Terra esta quarta-feira

Por ZAP
23 Novembro, 2019

 

3021: Asteróide “potencialmente perigoso” aproxima-se da Terra esta quarta-feira

CIÊNCIA

Um asteróide com 147 metros de diâmetro, caracterizado pela NASA como “potencialmente perigoso” vai aproximar-se da Terra esta quarta-feira.

Em causa está o corpo rochoso UN12 2019, explica a agência espacial norte-americana, dando conta que o asteróide se aproximará a uma distância mínima de 0,0095 unidades astronómicas (1.421.179,77 km), a uma velocidade de 103.000 quilómetros por hora.

A NASA define como “potencialmente perigosos” os asteróides que se podem aproximar da Terra através de um caminho que pode ser ameaçador, especialmente aqueles corpos que possuem uma distância mínima de intersecção da órbita (MOID) de 0,05 UA ou menos, e uma magnitude absoluta de 22,0 ou menos, nota a Russia Today.

Para que o UN12 2019 se aproxime da Terra novamente, este corpo deverá esperar até Junho de 2023, quando a sua distância mínima será de 0,07 UA.

Em Setembro passado, A Agência Espacial Europeia (ESA) revelou que estima que existam 878 asteróides na lista dos potencialmente perigosos que podem colidir com o nosso planeta. “A lista da ESA junta todos os asteróides dos quais temos conhecimento e que têm hipóteses ‘não nulas’ de colidir com a Terra nos próximos 100 anos – destacando que o impacto, sendo bastante improvável, não pode ser excluído”.

Também a NASA está atenta a estes corpos, tendo reunido esforços para melhorar a capacidade de detecção de asteróide. Em Abril último, uma equipa de astrónomos propôs uma nova estratégia para a detecção precoce de rochas espaciais em rota de colisão com a Terra, que consiste no rastreamento do calor.

“Se encontrarmos um objecto apenas alguns dias dias antes do impacto, as nossas opções são limitadas”, começou por explicar a cientista do Laboratório de Propulsão a Jacto da agência espacial norte-americana, Amy Mainzer.

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Por ZAP
12 Novembro, 2019

 

2969: Asteróide passou incrivelmente perto da Terra (e só foi notado minutos antes)

CIÊNCIA

lwpkommunikacio / Flickr

Um pequeno asteróide passou esta quinta-feira muito perto da Terra, sendo apenas detectado menos de uma hora antes da sua aproximação máxima.

O objecto espacial, baptizado de C0PPEV1, foi inicialmente detectado pelo US Catalina Sky Survey, sendo depois rastreado por vários outros observatórios norte-americano.

O asteróide passou a 6.200 quilómetros da Terra, passando sobre o sul da África a uma velocidade aproximada de 43.452 quilómetros por hora. O portal Earth Sky escreve mesmo que este corpo passou “incrivelmente perto” da Terra.

Tendo em conta a escala astronómica, este corpo rochoso passou realmente perto. Para termos de comparação, importa referir que os satélites de telecomunicações geo-estacionários orbitam a 35.786 quilómetros da Terra; a Estação Internacional Espacial (EEI), por sua vez, está a cerca de 400 quilómetros acima do nível do mar.

Os cientistas estimam, segundo Earth Sky, que o C0PPEV1 tenha um diâmetro entre 2 a 7 metros e, por isso, é muito pequeno para representar perigo para a Terra, mesmo num cenário de colisão com o nosso planeta.

Tony Dunn @tony873004

In about 45 minutes from now (now = 10/31/19 7:00 am PDT), newly-discovered #asteroid C0PPEV1 will pass only 6200 km above Earth’s surface. 45 minutes ago it was passing through Earth’s shadow.
This is much closer than our geostationary satellites. http://orbitsimulator.com/gravitySimulatorCloud/simulations/1572529210218_C0PPEV1.html 

De acordo com o mesmo portal, esta aproximação aponta vulnerabilidades na detecção deste tipo de corpos que podem ameaçar a Terra.

A NASA tem reunido esforços para melhorar a capacidade de detecção destes corpos rochosos. Em Abril último, uma equipa de astrónomos propôs uma nova estratégia para a detecção precoce de rochas espaciais em rota de colisão com a Terra, que consiste no rastreamento do calor que estes corpos rochosos emitem durante a sua trajectória.

“Se encontrarmos um objecto apenas alguns dias dias antes do impacto, as nossas opções são limitadas”, começou por explicar a cientista do Laboratório de Propulsão a Jacto da agência espacial norte-americana, Amy Mainzer.

“Por isso, concentramos os nossos esforços para encontrar NEOs (Near-Earth Object), quando estes se encontram ainda muito longe do planeta, fornecendo o máximo tempo possível e abrindo uma gama mais ampla de possibilidade para a mitigação” do objecto”.

Cientistas têm nova estratégia para detectar asteróides em rota de colisão com a Terra

Uma equipa de astrónomos da NASA propôs uma nova estratégia para a detecção precoce de rochas espaciais em rota de…

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6 Novembro, 2019

 

2956: Encontradas novas evidências do impacto de um asteróide com a Terra há quase 13.000 anos

CIÊNCIA

Um grupo de cientistas afirma ter encontrado nos Estados Unidos evidências do impacto de um asteróide contra a Terra há 12.800 anos.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Nature, o evento teria levado à extinção de mais de 35 espécies  de animais, incluindo mamutes, preguiças gigantes e dentes-de sabre.

O impacto terá também levado a um declínio notável na população humana, refere a CNN.

A equipa de cientistas chegou a esta conclusão depois de descobrir uma grande anomalia de picos de fuligem e platina – elemento associado a objectos cósmicos como asteróides ou cometas – num sedimento de White Pond, localizado perto de Elgin, no estado norte-americano da Carolina do Sul. Este tipo de substâncias foram já encontradas na América do Norte, Europa, Ásia, Chile e África do Sul.

A descoberta apoia a controversa teoria conhecida como Dryas recentes, que sustenta que um asteróide ou cometa (Clovis) atingiu a Terra há quase 13 milénios.

Alguns especialistas acreditam que este impacto tenham começado uma fase de arrefecimento no final do Pleistoceno – entre 12.800 a 11.500 anos atrás -, causando “mudanças climáticas globais” no planeta. Acredita-se também que este impacto se tenha traduzido em “múltiplas explosões no ar” por todo o planeta.

“Continuamos a encontrar evidências e a expandir geograficamente“, disse Christopher Moore, autor principal do estudo, cujos resultados foram a semana passada publicados na revista científica Nature.

Nos últimos anos, sustentou, “vários documentos foram publicados com dados semelhantes [sobre] outros lugares que, de forma quase universal, sustentam a hipótese de que houve um impacto extraterrestre (…) que causou o evento climático recente de Dryas”.

No início, a comunidade científica acreditava que este fenómeno tinha afectado apenas o hemisfério norte do planeta, continuo, dando conta que os cientistas mudaram de opinião quando foram encontradas evidências no Chile e na África do Sul – a partir daí, o cataclismo começou a ser encarado como global.

Moore acredita ainda que as concentrações incomummente altas de platina e irídio encontradas recentemente em sedimentos de uma cratera na Gronelândia podem ser o ponto de impacto.

Enorme impacto cósmico pode ter assolado a Terra há 12.800 anos

Uma equipa de cientistas descobriu excesso de platina em material sedimentar extraído de depósitos de turfa localizados em Wonderkrater, Limpopo, na…

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4 Novembro, 2019

 

2955: Asteróide gigante aproxima-se da Terra no final de 2019

CIÊNCIA

2019 tornou-se num ano profícuo no que toca à visita de asteróides pela vizinhança da Terra. Nesse sentido, para fechar o ano, teremos a passagem de um asteróide que se chama 310442 (2000 CH59). Segundo informações do CNEOS – Centro de Estudos dos Objectos Próximos à Terra da NASA, a rocha espacial causará uma ameaça potencial ao planeta.

310442 (2000 CH59) é um asteróide que pertence a um grupo de asteróides chamados Aton. As órbitas destes objectos estelares cruzam-se ocasionalmente com a da Terra.

NASA classifica o asteróide como potencialmente perigoso

A NASA alertou que um asteróide, com cerca de 600 metros de largura, passará pela Terra no final do ano. Tendo em conta o seu tamanho e a sua velocidade actual, caso colidisse com a terra, poderia destruir uma cidade por completo.

Conforme informa o Centro de Estudos de Objectos Próximo à Terra da NASA, o 310442 (2000 CH59) voa pelo espaço a uma velocidade média de quase 40 000 quilómetros por hora.

Asteróide 310442 (2000 CH59) estará no dia 26 de Dezembro mais perto da Terra, Imagem: NASA

Segundo os investigadores, o asteróide passará perto do nosso planeta no dia 26 de Dezembro a uma distância de 7,2 milhões de quilómetros. Conforme sabemos, esta distância pode parecer longe demais em medidas terrestres. No entanto, num escala espacial, é muito perto.

Qual seria o impacto se colidisse com a Terra?

Bom, felizmente que não há vivida uma experiência com a colisão entre a Terra e um asteróide gigante. Contudo, alguns indícios deixados no planeta e outras experiências com asteróides e meteoritos menores deixam-nos perceber o que aconteceria num impacto destruidor. Como exemplo de uma experiência do género, temos o acontecimento de Chelyabinsk, em 2013.

Conforme já vimos diversas vezes, o objecto de Chelyabinsk foi um asteróide que entrou na atmosfera terrestre sobre a Rússia em 15 de Fevereiro de 2013. A sua invasão pela atmosfera terrestre criou uma bola-de-fogo. Posteriormente, esta rocha incandescente explodiu e causou inúmeros estragos e feridos.

O objecto cruzou os céus do sul da região dos Urais. Então, deu-se uma explosão sobre a cidade de Chelyabinsk, às 9:20:26 (horário local) ou 03:20:26 (UTC). Estima-se que o asteróide, dentro da atmosfera do nosso planeta, tivesse aproximadamente 10 000 toneladas de massa e 17 m de diâmetro.

A explosão libertou o equivalente a 500 quilo-toneladas de energia durante o evento. Assim, e numa comparação directa, a bomba nuclear lançada sobre Hiroxima libertou cerca de 13 quilo-toneladas de energia. Alguns dos fragmentos atingiram Chelyabinsk, embora que a maioria caiu no lago Chebarkul.

Portanto, em relação ao asteróide que passará no dia a seguir ao Natal pelo planeta, a NASA não tem qualquer simulação que mostre o impacto deste com a Terra nos próximos 100 anos.

NASA – Asteróide perigoso passará perto da Terra a uma velocidade de 40 mil km/h

No próximo dia 25, sexta-feira, passará “perto” da Terra um asteróide à velocidade de 40 mil km/h. De acordo com o Centro de Estudo de Objectos Próximos à Terra da NASA, o objecto 162082 … Continue a ler NASA – Asteróide perigoso passará perto da Terra a uma velocidade de 40 mil km/h

 

2903: O asteróide que matou os dinossauros intoxicou os oceanos

CIÊNCIA

(dr) Universidade de Yale
Fósseis de algas calcárias

Uma nova investigação, liderada pela Universidade de Yale, confirma uma teoria antiga sobre o último grande evento de extinção em massa da História e de que forma esse evento afectou os oceanos da Terra.

Restos fósseis de algas calcárias ofereceram a primeira prova directa de que o evento de extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno, há 66 milhões de anos, coincidiu com um aumento acentuado da acidez dos oceanos.

De acordo com os cientistas, a colisão de um asteróide aniquilou os dinossauros e causou uma extinção em massa na Terra. No entanto, havia uma outra hipótese em cima da mesa: a de que os ecossistemas estavam sob pressão devido ao aumento do vulcanismo.

“Os nossos dados não apoiam uma deterioração gradual das condições ambientais há 66 milhões de anos”, resumiu Michael Henehan, do Centro de Pesquisa em Geociências GFZ, na Alemanha, citado pelo Europa Press. O investigador e a sua equipa publicaram, no dia 21 de Outubro, um artigo científico na Proceedings of the National Academy of Sciences, no qual descrevem a acidificação do oceano durante o período referido.

A equipa analisou os isótopos do elemento boro nas conchas calcárias do plâncton (foraminíferos) e concluiu que houve um impacto repentino que levou à acidificação maciça dos oceanos, que levaram milhões de anos para se recuperarem da acidificação.

Em comunicado, Henehan explica que o impacto do corpo celeste deixou vestígios: a cratera Chicxulub, no Golfo do México, e pequenas quantidades de irídio nos sedimentos. Até 75% de todas as espécies animais foram extintas naquele momento, revela ainda.

Os investigadores reconstruiram as condições ambientais dos oceanos usando fósseis de núcleos de perfuração em águas profundas e rochas formadas naquela época. De acordo com a investigação, após o impacto, os oceanos tornaram-se tão ácidos que os organismos que formam as suas conchas de carbonato de cálcio não conseguiram sobreviver.

Quando as formas de vida nas camadas superiores dos oceanos se extinguiram, a absorção de carbono pela fotossíntese nos oceanos foi reduzida pela metade. Este estado durou várias dezenas de milhares de anos, antes de as algas calcárias se espalharem novamente. Além disso, passaram vários milhões de anos até a fauna e a flora se recuperarem e o ciclo de carbono atingir um novo equilíbrio.

Numa visita à Holanda, os cientistas encontraram provas destas descobertas numa camada muito grossa de uma rocha originária do Cretáceo-Paleogeno, que está preservada numa caverna. “Nesta caverna, acumulou-se uma camada particularmente grossa de argila imediatamente após o impacto”, explica Henehan. “Na maioria dos ambientes, o sedimento acumula-se tão lentamente que um evento tão rápido quanto o impacto de um asteróide é difícil de resolver no registo das rochas.”

Graças a esta quantidade extremamente grande de sedimentos, os cientistas conseguiram extrair fósseis suficientes para analisar e chagar a esta conclusão.

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25 Outubro, 2019

 

2897: Asteróide enorme vai passar perto da Terra esta sexta-feira

CIÊNCIA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

Um asteróide gigante vai passar muito perto do planeta Terra esta sexta-feira. O corpo celeste vai passar a uma distância de 6,2 milhões de quilómetros.

De acordo com observações do The Virtual Telescope Project, gerido pelo astrónomo italiano Gianluca Masi, um asteróide gigante fará a sua aproximação máxima com a Terra na próxima sexta-feira. O objecto intitulado 1998 HL1 tem quase um quilómetro de diâmetro.

No entanto, não há motivo para pânico: ainda que o asteróide esteja nas listas de objectos potencialmente perigosos, não está em rota de colisão, não havendo risco de qualquer impacto com o nosso planeta.

Masi registou a passagem mais recente do objecto nos nossos arredores no dia 19 de Outubro, quando o corpo celeste passou a cerca de 8,5 milhões de quilómetros de distância.

Já quando o asteróide estiver na sua aproximação máxima no dia 25, o asteróide passará a 6,2 milhões de quilómetros — algo como 16 vezes a distância entre a Terra e a Lua. Sendo assim, astrónomos podem preparar-se para rastrear o asteróide e acompanhar a sua passagem.

O 1998 HL1 foi descoberto, precisamente, em 1998 e tem sido observado com afinco desde então. Portanto, a sua trajectória é muito conhecida por cientistas em todo o mundo, razão pela qual podemos ficar tranquilos quanto à sua passagem pelo planeta azul.

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24 Outubro, 2019

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2887: Bola de fogo que sobrevoou o Japão em 2017 é um fragmento de um asteróide que pode atingir a Terra

CIÊNCIA

forplayday / Canva

Na madrugada de 28 de Abril de 2017, uma pequena bola de fogo passou pelo céu de Quioto, no Japão. Agora, graças a dados da SonotaCo, os investigadores determinaram que a rocha espacial era um fragmento de um asteróide muito maior potencialmente perigoso para a Terra.

O meteoro que ardeu no Japão era muito pequeno. De acordo com os investigadores, o objecto entrou na atmosfera com a massa de 29 gramas e apenas 2,7 centímetros de comprimento. Apesar de não ter sido uma ameaça para ninguém, a pequena rocha foi ligada à sua rocha-mãe: um asteróide conhecido como 2003 YT1.

Este asteróide é uma rocha binária, composta por uma rocha comprida de dois quilómetros, orbitada por um asteróide mais pequeno com 210 metros de comprimento.

Descoberto de 2003, o sistema binário tem 6% de hipóteses de atingir a Terra nos próximos dez milhões de anos. Isso faz com que o 2003 YT3 seja considerado um “objecto potencialmente perigoso”.

O sistema binário não passou pela Terra em 2017 por isso não houve uma ligação óbvia ao pequeno fragmento. Porém, os investigadores estudaram a forma como a bola de fogo se moveu pelo céu e conseguiram inverter a rota da órbita do objecto no Espaço, fixando-a no 2003 YT1 com um alto grau de certeza.

De acordo com o artigo, cujo rascunho foi publicado a semana passada no arXiv, s investigadores não sabem como é que a rocha espacial se soltou do asteróide, mas acreditam que seja parte de uma grande corrente de poeira lançada pelo 2003 YT1.

Os cientistas sugeriram que essa corrente pode ter sido criada por pequenos micro-meteoritos que tenham atingido o asteróide, fragmentado-o, ou por mudanças de calor que tenham partido uma das superfícies da rocha espacial.

Os investigadores sugerem mesmo que terão sido cacos de rochas espaciais que formaram o sistema binário 2003 YT1. De acordo com o LiveScience, o asteróide é uma “pilha de escombros”, um amontoado de coisas fracamente unidas pela gravidade que se fundiram em dois corpo em órbita nos últimos dez mil anos.

Mas existem outras possibilidades mais exóticas. Água gelada pode estar a transformar-se de sólido em gás numa das superfícies dos asteróides, enviando pequenas bolas de gelo para o Espaço.

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23 Outubro, 2019

 

2870: NASA – Asteróide perigoso passará perto da Terra a uma velocidade de 40 mil km/h

CIÊNCIA

No próximo dia 25, sexta-feira, passará “perto” da Terra um asteróide à velocidade de 40 mil km/h. De acordo com o Centro de Estudo de Objectos Próximos à Terra da NASA, o objecto 162082 (1998 HL1) tem um tamanho de cerca de 700 metros de diâmetro e é da categoria Apollo.

A rocha espacial foi descoberta em 1998 e é vigiada desde então. Segundo os especialistas, se algum dia este asteróide colidir com o nosso planeta, as consequências serão desastrosas.

Asteróide perigoso debaixo de olho da NASA

Conforme está catalogado pela NASA, este é um asteróide do tamanho de um arranha-céus. Descoberto em 1998, foi já visto pela nossa vizinhança pelo menos 408 vezes. A sua classificação refere que é um Asteróide Potencialmente Perigoso (PHA).

No século passado, quando foi descoberto por astrónomos no projecto Lincoln Near-Earth Asteroid Research (LINEAR) em Socorro, Novo México, deram-lhe o nome de 1998 HL1.

1998 HL1 vai passar perto, mas o que é esse “perto”?

De facto vai passar perto. A passagem mais próxima do asteróide Apollo este ano será de 241.401.600 km de distância, ou 16 vezes a distância da Lua. Claro, comparando com a nossa noção de proximidade terrestre, esta rocha vai passar muito longe. Mas na unidade astronómica, ele vai passar aqui mesmo pertinho!

Apesar de ter já passado várias vezes no quintal da Terra ainda irá passar mais algumas vezes “sem entrar”. Segundo os cálculos da NASA, este não tem uma rota de colisão com o planeta nos próximo 120 anos.

A próxima vez que passar perto da Terra, como agora, será somente no dia 26 de Outubro de 2140. Nessa altura, esta rocha passará a uma distância de 6,18 milhões de quilómetros. Mas antes disso, a gigantesca rocha Apollo continuará a girar o Sol uma vez a cada 508 dias enquanto ele se move numa órbita elíptica.

NASA afirma que nenhum asteróide registado vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

Há hoje uma preocupação maior relacionada com os asteróides. Ameaças do asteróide do Apocalipse ou do Deus do Caos estão a ser vigiadas pela NASA que desdramatiza os possíveis casos de colisão com a … Continue a ler NASA afirma que nenhum asteróide registado vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

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Imagem: NASA
20/10/2019

 

2821: O quarto asteróide mais perigoso da lista de riscos da ESA pode atingir a Terra em 65 anos

CIÊNCIA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

A Agência Espacial Europeia (ESA) adicionou um pequeno asteróide recém-descoberto à sua lista de objectos com risco de impacto com a Terra.

O asteróide recém-descoberto é uma rocha espacial com cerca de 14 metros de diâmetro, detectado a 23 de Setembro e identificado como 2019 SU3. De acordo com a ESA, a rocha foi identificada como o quarto asteróide mais perigoso da lista de riscos da agência espacial, que enumera todas as rochas espaciais com probabilidades de impactar com o nosso planeta.

Além de fazer parte da lista de riscos, o SU3 2019 também surge na lista de prioridades da ESA, o que significa que a agência espacial está a monitorizar de perto a sua trajectória, adianta o Europa Press. A probabilidade de este asteróide colidir com a Terra é de uma em 147.

O eventual impacto do asteróide com a Terra poderia ocorrer a 16 de Setembro de 2084. Durante esse período, a ESA estima que o asteróide se aproxime do nosso planeta a uma distância de apenas 0.00079 unidades astronómicas ou aproximadamente 118.000 quilómetros de distância.

A esta curta distância, um leve empurrão no asteróide pode enviá-lo facilmente para a Terra. Isto pode acontecer caso o asteróide seja afectado pela atracção gravitacional de planetas próximos.

Segundo a ESA, o SU3 2019 é um asteróide Apollo com uma órbita muito ampla em torno da Terra e do Sol. Ocasionalmente, a órbita deste asteróide cruza-se com a Terra.

À medida que a SU3 2019 completa a sua órbita, passa perto de outros planetas, incluindo Vénus, Mercúrio e Marte. A atracção gravitacional de qualquer um destes planetas pode alterar facilmente a trajectória do asteróide. Quando atinge a vizinhança da Terra, pode já estar em processo de colisão directa com o planeta.

Ainda assim, o asteróide não é suficientemente grande para causar um evento de grande impacto em caso de colisão com a Terra. Dado o seu diâmetro estimado de 14 metros, é muito provável que expluda na atmosfera.

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Por ZAP
12 Outubro, 2019

 

2814: Cientistas ajudam a descobrir como a água é regenerada nos asteróides

CIÊNCIA

Impressão de artista de um asteróide a passar perto da Terra.

Os cientistas descobriram como as moléculas de água podem ser regeneradas nos asteróides que se deslocam pelo espaço, num avanço emocionante que pode estender-se a outros corpos como a Lua.

Publicada na revista Nature Astronomy, a nova investigação mostra que a água pode ser reabastecida à superfície dos asteróides caso o vento solar e os impactos de meteoróides se juntem a temperaturas muito baixas.

A principal autora australiana, a Dra. Katarina Mijkovic, do Centro de Ciência e Tecnologia Espacial da Universidade Curtin, disse que pesquisa provou que dois componentes do clima espacial – electrões e choque térmico – são necessários para manter o abastecimento de moléculas de água nos asteróides, em vez de apenas um, como se pensava anteriormente.

“Este processo complexo para regenerar moléculas de água à superfície também pode ser um mecanismo possível para reabastecer o suprimento de água noutros corpos sem atmosfera como a Lua,” disse a Dra Miljkovic.

“O resultado desta investigação tem implicações potencialmente significativas porque todos sabemos que a disponibilidade de água no Sistema Solar é um elemento extremamente importante para a habitabilidade no espaço.”

O projecto financiado pela NASA viu a equipa pegar num pedaço do meteorito Murchison, que caiu na Austrália há 50 anos, e simular as condições climáticas de uma cintura de asteróides dentro de uma máquina especialmente construída que imita as condições à superfície de um asteróide.

A equipa então usou electrões energizados para simular ventos solares e laseres para imitar pequenos meteoróides que atingiam o asteróide, enquanto monitorizava os níveis das moléculas de água à superfície.

Os impactos de meteoróides deram início à reacção, e depois o vento solar atingiu a superfície, deixando os átomos de oxigénio e hidrogénio unidos, criando água.

O papel da Dra Miljkovic como especialista em impactos, foi o de validar o uso da ablação laser como substituto do bombardeamento de micro-meteoróides.

O artigo foi co-escrito por investigadores da Universidade do Hawaii em Mānoa e da Universidade Estatal da Califórnia em San Marcos.

Astronomia On-line
11 de Outubro de 2019

 

2750: Asteróides perigosos para a Terra podem estar escondidos na sombra de Júpiter

CIÊNCIA

Júpiter e a sua enorme força gravitacional é visto como um escudo protector da Terra contra asteróides potencialmente destrutivos. Assim, a gravitar o maior planeta do sistema solar está um grupo de asteróides e cometas capturados pela força deste astro. Contudo, estas rochas podem representar uma ameaça escondida para a Terra.

Segundo os astrónomos, se existirem mudanças severas nas suas órbitas, as rochas espaciais podem ser lançadas contra Terra e astros vizinhos.

Asteróides e cometas guardados por Júpiter podem ser ameaça para a Terra

Segundo um estudo recente, a conclusão de que estes asteróides podem ser um perigo potencial baseou-se na identificação de pelo menos um objecto que poderia experimentar tal mudança orbital. Assim, identificar e vigiar outros objectos escondidos nesta população poderia ajudar a identificar perigos potenciais para a Terra com muita antecedência.

O maior planeta do sistema solar, Júpiter, esconde muitos asteróides e cometas na sombra. Alguns deles, como as suas luas, estão gravitacionalmente ligados ao planeta. Contudo, outros seguem uma órbita semelhante à de Júpiter, circundando o Sol. Para estes “devotos”, uma alta inclinação, ou um ângulo com o plano do sistema solar de mais de 40 graus, está ligada a uma baixa excentricidade, dando-lhes uma órbita quase circular.

E se uma alteração os levasse a não ter uma baixa inclinação por uma alta excentricidade?

Um artigo recente examina o que poderia acontecer se os objectos estáveis que orbitam perto de Júpiter trocassem a sua baixa inclinação por uma alta excentricidade, criando uma órbita mais oval. De acordo com o autor, Kenta Oshima, investigador do Observatório Astronómico Nacional do Japão, tal mudança poderia ser uma má notícia para a Terra.

Apontamos a possibilidade de que populações de asteróides potencialmente perigosos não detectados existem em locais de alta inclinação de [esses objectos].

Escreveu Oshima.

Uma armada escondida

Escondidos na sombra de Júpiter, muitos desses objectos são difíceis de ver da Terra. Neste momento, enquanto as suas órbitas estão estáveis, isso não é um problema. No entanto, se as suas órbitas se deslocarem, eles podem mover-se da segurança de Júpiter para um caminho de colisão com a Terra ou outros planetas internos.

Quando começarem a “dançar” ao redor da Terra, estes devem tornar-se visíveis aos caçadores de objectos potencialmente perigosos. Contudo, o seu perigo inerente significa que os astrónomos devem estar a trabalhar já para os identificar.

Um objecto com uma alta inclinação mergulhará dentro e fora do plano do sistema solar em que os planetas orbitam, por isso, as interacções serão poucas e distantes entre si. Em termos mais práticos, para que possamos entender, este “voo” dos asteróides podem ser exemplificados com o caso dos aviões.

Se os aviões voarem acima do solo, podem colidir com algo enquanto aterram ou descolam. Assim, se voarem muito baixo, a probabilidade de chocar com uma montanha ou mesmo com um edifício aumenta significativamente. O mesmo acontece com os asteróides. Se tiverem uma rota baixa, perto dos astros, há uma probabilidade de colisão muito maior. Essas colisões podem fazer com que mudem de órbita.

Asteróide 2004 AE9 faz “voos rasantes a Marte”

Oshima já identificou um membro potencial desta armada oculta, o 2004 AE9. O objecto orbita cerca de 1,5 unidades astronómicas (UAs; uma unidade astronómica é a distância entre a Terra e o Sol) dentro do caminho de Júpiter.

Ocasionalmente, o asteróide passa por Marte nas suas órbitas, aproximando-se de 0,1 AU. Estes fly-bys mudaram a órbita do asteróide ao longo do tempo. A órbita não só se aproximou do plano do sistema solar, como também se tornou mais excêntrica. Embora não haja o perigo de ela afectar a Terra num futuro próximo. No entanto, o AE9 de 2004 pode um dia mudar a sua órbita o suficiente para deixar Júpiter e colidir com um planeta rochoso.

Objectos que originalmente se movem em órbitas altamente inclinadas, mas quase circulares, têm uma baixa probabilidade de impacto. Se elas se tornarem instáveis e a inclinação for trocada por excentricidade, o caminho pode se tornar um cruzamento de planeta com uma inclinação baixa, o que se traduz numa maior probabilidade de impacto.

Explicou Carlos de la Fuente Marcos, que estuda a dinâmica do sistema solar na Universidade Complutense de Madrid.

De acordo com este investigador, o processo levaria pouco menos de um milhão de anos. É um desenvolvimento bastante rápido em termos astronómicos.

NASA / JPL-Caltech

Júpiter atraiu asteróides troianos

Um punhado de planetas e cometas foram identificados como co-orbitais de Júpiter nos últimos anos. Além disso, o planeta também atraiu um grupo de corpos chamados asteróides troianos, que orbitam imediatamente em frente e atrás de Júpiter, e cujas órbitas provavelmente não mudarão. Contudo, outros perigos futuros podem estar escondidos perto do planeta gigante; identificá-los é importante.

Vale a pena ficar de olho, especialmente catalogando-os para fazer um censo e conhecer melhor o tamanho real dessa população potencialmente perigosa.

Referiu Carlos de la Fuente Marcos.

Se por um lado os caminhos de alta inclinação tornaram estas rochas improváveis causadoras de impactos com a Terra (ou com algo dentro do sistema solar interno), por outro também os tornam difíceis de encontrar. Isso porque a maioria das investigações concentra-se no plano do sistema solar, onde os objectos mais propensos a colidir com a Terra se encontram.

Se os objectos ocultos representam ou não um perigo para a Terra permanece desconhecido, o que não é nada tranquilizador.

Júpiter acabou de ser atingido por algo tão grande que se viu da Terra

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa, e é o quinto mais próximo do Sol. Este astro é observável da Terra a olho nu e recolhe a … Continue a ler Júpiter acabou de ser atingido por algo tão grande que se viu da Terra

2740: Asteróides à espreita na sombra de Júpiter podem ser ameaça oculta para a Terra

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech

Um grupo de asteróides e cometas escondidos na sombra de Júpiter pode representar uma ameaça oculta para a Terra, revelou um novo estudo.

De acordo com a nova publicação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, estas rochas espaciais, quando sujeitas a mudanças fortes nas suas órbitas, podem colidir com a Terra e/ou com os seus vizinhos.

Os cientistas conseguiram identificar pelo menos um destes corpos escondidos na sombra de Júpiter que poderá sofrer uma mudança orbital deste tipo.

Tal como explicaram os especialistas, é muito importante identificar e monitorizar com bastante antecedência estes e outros corpos potencialmente perigosos para a Terra.

Como maior mundo do Sistema Solar, Júpiter esconde muitos asteróides e cometas na sua sombra. Alguns deles, como é o caso das suas luas, estão gravitacionalmente ligados ao planeta, explica o portal Space.com.

Outros há que seguem uma órbita semelhante à de Júpiter em torno do sol. Para estes, uma alta inclinação ou um ângulo com o plano de Sistema Solar a mais de 40 graus, está ligada a uma baixa excentricidade, o que lhes confere uma órbita quase circular.

O novo estudo aponta o que aconteceria caso estes objectos mudassem a sua inclinação para alta excentricidade, isto é, criando uma órbita mais oval. De acordo com os cientistas, esta mudança implicaria más notícias para a Terra.

“Apontamos a possibilidade de populações de asteróides potencialmente perigosos e não detectadas existam em locais de alta inclinação desses objectos”, afirmou o Kenta Oshima, cientista do Observatório Astronómico Nacional do Japão, citado pela Europa Press.

Para já, não há qualquer perigo, uma vez que as órbitas destes objectos escondidos se encontram estáveis. Contudo, alertam os cientistas, uma mudança no plano orbital pode representar uma eventual colisão com a Terra ou com os mundos vizinhos.

“Vale a pena manter um olho nestes objectos, principalmente para os catalogar para ter um censo e conhecer melhor o tamanho real dessa população potencialmente perigosa”, disse Carlos de la Fuente Marcos, que estuda as dinâmicas do Sistema Solar na Universidade de Madrid, em Espanha, em declarações ao Space.com.

“Se forem numerosos, o perigo pode ser potencialmente alto, mas se forem escassos, o perigo pode ser completamente insignificante“, concluiu, dando conta que ainda não se sabe quantos destes corpos existem.

ZAP //

Por ZAP
30 Setembro, 2019

 

2695: NASA vigia atentamente 5 asteróides que vão passar pela Terra

CIÊNCIA

Apesar de não haver nas contas da NASA nenhum asteróide em rota de colisão com a Terra nos próximos 100 anos, tudo pode mudar rapidamente. De facto, neste momento, há 5 asteróides que estão a ser vigiados de forma mais individual.

Segundo as informações, uma das 5 rochas que estão a caminho do nosso planeta é um corpo celeste grande. De tal forma que, se porventura estivesse em rota de colisão com o planeta, poderia destruir uma cidade inteira.

NASA vigia o caminho de 5 asteróides que passarão pela Terra

A NASA está a seguir um total de cinco asteróides que se dirigem agora para a Terra. Um dos asteróides que se aproxima é grande o suficiente para aniquilar uma grande área metropolitana. No entanto, estes não estão numa rota de colisão para tal cenário.

De acordo com o Center for Near Earth Object Studies (CNEOS) da NASA, o primeiro asteróide que se aproximará da Terra é chamado de 523934 (1998 FF14). A agência observou que o asteróide está a viajar actualmente a uma velocidade de cerca de 80 mil km/h. Contudo, este tem um diâmetro estimado de cerca de 430 metros, tornando-o significativamente maior do que a Torre Eiffel.

Asteróides que mesmo pequenos podem causar danos… se caíssem na Terra

Dado o enorme tamanho do asteróide, este poderia causar danos significativos se atingir a Terra. Ao contrário dos asteróides mais pequenos que normalmente explodem em pleno ar, o 523934 (1998 FF14) poderia muito provavelmente atravessar a nossa atmosfera e causar um evento de impacto maciço.

Se o asteróide atingir o planeta, pode criar uma cratera com cerca de alguns quilómetros de largura e nivelar uma área tão grande quanto uma cidade.

De acordo com o CNEOS, o asteróide aproximar-se-á da Terra amanhã, 24 de Setembro às 8:27 horas (hora de Lisboa). Durante este tempo, o asteróide estará a cerca de 0,02780 unidades astronómicas ou a aproximadamente 4.1 milhões de quilómetros de distância.

Pequenos mas muito velozes

A segunda rocha que passará pela Terra chama-se 2019 SW1. Move-se a uma velocidade perto dos 46 mil km/h e tem um diâmetro estimado de 21 metros. O CNEOS prevê que a 2019 SW1  passará pela Terra também a 24 de Setembro, pelas 11:52 horas (hora de Lisboa). Contudo, o asteróide estará a cerca de 0,00769 unidades astronómicas ou aproximadamente 1.1 milhões de quilómetros do centro da Terra. No fundo, estamos a falar em cerca de três vezes a distância entre o planeta e a Lua.

Posteriormente, chega o terceiro asteróide conhecido como 2019 QY3. Esta rocha viaja a uma velocidade de 30 mil km/h e possui um diâmetro estimado de 66 metros. De acordo com o CNEOS, o 2019 QY3 irá passar pela Terra no dia 26 de Setembro às 8:35 da manhã. A sua distância mais próxima à Terra durante a sua aproximação será de cerca de 5 milhões de quilómetros de distância.

O quarto asteróide, o 2017 KP27, viaja à velocidade estimada de cerca de 17 mil km/h. Segundo as informações do CNEOS, este asteróide tem cerca de 45 metros de comprimento e passará pelo nosso planeta no dia 26 de Setembro às 20:36. Durante este tempo, o asteróide estará a aproximadamente 1.6 milhões de quilómetros do centro do planeta.

Por fim, chega o 2006 QV89. Este asteróide voa a uma velocidade de cerca de 15 mil km/h. O organismos da NASA notou que este asteróide tem cerca de 52 metros de comprimento. Assim sendo, este passará já na madrugada do dia 27 de Setembro pelas 04:54.

NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

Chama-se 1998 OR2 e é um enorme asteróide que está actualmente numa trajectória para passar pelo nosso planeta. Contudo, este não é um asteróide qualquer. O astro tem órbita excêntrica, é classificado como objecto … Continue a ler NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

Pplware
Imagem: NASA
Fonte: Business Times

 

2690: Colisão gigante de asteróides no Espaço provocou um boom de vida na Terra

CIÊNCIA

JPL-Caltech / NASA

Os asteróides desempenharam um “papel divino” na história da vida na Terra. Um novo estudo sugere que um gigantesco boom de biodiversidade na Terra, há cerca de 470 milhões de anos, poderá ter acontecido devido a uma colisão cataclísmica no cinturão de asteróides.

Há cerca de 466 milhões de anos, a Terra embarcou numa das explosões mais monumentais da biodiversidade de sua história, no que é agora chamado de Great Ordovician Biodiversification Event (GOBE).

Durante esse evento, a biodiversidade marinha teve um aumento espectacular, principalmente dentro dos filos estabelecidos durante a Explosão dos Cambrianos, período em que os principais filos animais surgiram no registo fóssil há cerca de 541 milhões de anos. O GOBE abriu o caminho para a evolução de algas verdes, peixes primitivos, cefalópodes, corais e um monte de outras criaturas que reconheceríamos hoje.

De acordo com o novo estudo, publicado este mês na revista especializada Science Advances, cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, argumentam que este evento foi desencadeado por uma colisão no cinturão de asteróides em algum lugar entre Marte e Júpiter, envolvendo um asteróide de 150 quilómetros de largura.

De acordo com a sua hipótese, a poeira lançada pelo acidente impediu que uma quantidade significativa de luz solar chegasse à Terra, causando a queda das temperaturas e o surgimento de uma mini era glacial. No processo de adaptação ao novo clima – mais frio, mas mais adequado para a vida -, surgiu uma grande diversidade de invertebrados.

“Os nossos resultados mostram pela primeira vez que este pó arrefeceu drasticamente a Terra. Os nossos estudos podem fornecer uma compreensão empírica mais detalhada de como isto funciona, e isso, por sua vez, pode ser usado para avaliar se simulações de modelos são realistas”, explicou Birger Schmitz, professor de geologia da Universidade de Lund e líder do estudo, em comunicado.

A equipa chegou a essa conclusão ao estudar a composição de sedimentos petrificados no fundo do mar em Kinnekulle, no sul da Suécia. A presença de um isótopo de hélio e outras substâncias aprisionadas nos sedimentos só pode ser explicada pelo vento solar, que terá bombardeado a poeira, enriquecendo-a com estes elementos antes de cair na Terra.

“Este resultado foi completamente inesperado. Nos últimos 25 anos, inclinamo-nos para hipóteses muito diferentes em termos do que aconteceu. Só nas últimas medições de hélio é que tudo foi resolvido”, rematou Schmitz.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2019

 

2682: Já se sabe o que colidiu com Júpiter em Agosto

CIÊNCIA

(cv)

No mês passado, recebemos a notícia de um raro flash de luz em Júpiter, suficientemente brilhante para ser visto através de telescópios.

De acordo com uma nova análise, a causa desse acidente foi um pequeno asteróide, com uma densidade consistente com meteoros que têm partes iguais de pedra e ferro.

O meteoro explodiu na atmosfera superior de Júpiter, cerca de 80 quilómetros acima do topo das nuvens, libertando energia equivalente a 240 quilo-toneladas de TNT – pouco mais da metade da energia da explosão de 440 quilo-toneladas de meteoro de Chelyabinsk em 2013.

Os resultados foram apresentados na Reunião Conjunta EPSC-DPS 2019 em Genebra. O impacto foi capturado inteiramente por acidente pelo astro-fotógrafo Ethan Chappel em 7 de Agosto de 2019. “Acredito que estava a olhar para o céu à procura de meteoros Perseidas quando aconteceu, não vi o flash durante a gravação”, disse Chappel. “Só percebi depois graças a um excelente software chamado DeTeCt, de Marc Delcroix, que foi projectado especificamente para encontrar estes flashes”.

@ChappelAstro

Imaged Jupiter tonight. Looks awfully like an impact flash in the SEB. Happened on 2019-08-07 at 4:07 UTC.

Acredita-se que as explosões atmosféricas de meteoros – chamadas bólidos – não sejam particularmente raras em Júpiter, já que o planeta é maciço e próximo de um cinturão de asteróides.

No entanto, Júpiter está longe e os flashes são fracos e breves. É aí que entra o software DeTeCt de código aberto. Desenvolvido pelo astrónomo amador Marc Delcroix e pelo físico Ricardo Hueso, o software é projectado especialmente para detectar flashes de impacto em Júpiter e Saturno.

“Fiquei emocionado quando Ethan entrou em contacto comigo”, disse Delcroix em comunicado. “Este é o primeiro flash de impacto encontrado em Júpiter usando o software DeTeCt. Essas detecções são extremamente raras porque os flashes de impacto são fracos, curtos e podem ser facilmente perdidos enquanto observamos os planetas durante horas”.

“No entanto, quando um flash é encontrado numa gravação de vídeo, pode ser analisado para quantificar a energia necessária para torná-lo visível a uma distância de 700 milhões de quilómetros”. Essa análise foi conduzida pelos astrónomos Ramanakumar Sankar e Csaba Palotai, do Instituto de Tecnologia da Florida.

Com base no flash, determinaram que o objecto tinha provavelmente 12 a 16 metros de diâmetro e uma massa de cerca de 450 toneladas. A curva de luz da explosão sugere uma composição de ferro pedregoso, com partes iguais de ferro meteórico e silicatos – com maior probabilidade de ser, portanto, um asteróide do que um cometa. Isso é consistente com o que Hueso encontrou, com base nas suas comparações com flashes de impacto anteriores detectados em Júpiter.

“Com seis flashes de impacto observados em dez anos desde que o primeiro flash foi descoberto em 2010, os cientistas estão a ficar mais confiantes nas suas estimativas da taxa de impacto desses objectos em Júpiter”, disse Hueso. “Muitos desses objectos atingem Júpiter sem serem vistos pelos observadores na Terra. No entanto, agora estimamos entre 20 a 60 objectos semelhantes a Júpiter a cada ano”.

No entanto, quando se trata de impactos de Saturno, ainda precisa de ser feito muito trabalho. Nos seus resultados, o par observou que o banco de dados DeTeCt actualmente possui 103 dias de observações de Júpiter, mas apenas 13 dias para Saturno – o que significa que ainda é muito cedo para estimar as taxas de impacto no planeta.

ZAP //

Por ZAP
21 Setembro, 2019