4337: ESA assina contrato de 129,4 milhões de euros para defesa contra asteróides

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ESA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

A Agência Espacial Europeia assinou hoje um contrato de 129,4 milhões de euros, que foi anunciado como o primeiro para “defesa planetária” na Europa, no âmbito da missão Hera, vocacionada para estudar e desviar asteróides.

O contrato assinado pela Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês) abrange o projecto detalhado, o fabrico e os testes da Hera, “a primeira missão da agência para a defesa planetária”, que tem participação portuguesa, de acordo com informação divulgada pela agência.

“Esta missão ambiciosa será a contribuição da Europa para um esforço internacional de deflexão de asteróides em risco de colisão com a Terra, definida para realizar a exploração sustentada de um sistema de asteróides duplo”, precisou a ESA.

No âmbito da missão, Portugal e a Roménia estão a desenvolver um laser que vai fornecer informações consideradas essenciais para as funções de navegação autónoma da sonda.

A Hera será a primeira sonda a encontrar-se com um sistema de asteróides binário, “uma classe pouco compreendida que compõe cerca de 15% de todos os asteróides conhecidos”, refere um comunicado divulgado pela ESA.

O contrato de 129,4 milhões de euros foi assinado por Franco Ongaro, director de Tecnologia, Engenharia e Qualidade da ESA, e Marco Fuchs, dirigente da empresa espacial alemã OHB, do consórcio Hera, num centro da ESA na Alemanha que servirá como posto de controlo da missão Hera, a lançar em 2024.

O projecto envolve cientistas europeus e norte-americanos.

A sonda DART, com lançamento previsto para Julho, fará um primeiro impacto no menor dos dois asteróides do sistema binário que vai ser estudado e a Hera vai fazer o acompanhamento com “uma análise detalhada” pós-impacto, para transformar os dados recolhidos nesse teste em grande escala numa técnica de deflexão (desvio de direcção) de asteróides.

A acção da Hera demonstrará também várias novas tecnologias, como a navegação autónoma ao redor do asteroide – um pouco como os carros sem condutor na Terra, exemplificou a ESA.

Ao mesmo tempo, vai reunir “dados científicos cruciais” para ajudar os cientistas a compreenderem melhor a estrutura dos asteróides.

ZAP // Lusa

Por Lusa
15 Setembro, 2020

 

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4328: Três asteróides passaram perto da Terra. Um deles era do tamanho de um campo de futebol

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA / JPL-Caltech

Três asteróides passaram perto da Terra, sem qualquer perigo. Um deles tinha o tamanho de um campo de futebol, enquanto os outros eram relativamente pequenos, com menos de dez metros.

Esta segunda-feira, três asteróides passaram perto da Terra, embora sem qualquer perigo para o nosso planeta. Um deles era do tamanho de um campo de futebol, escreve o portal Russia Today, tendo até cerca de 120 metros de diâmetro. A informação foi confirmada pelo programa da NASA para Observações de Objectos Próximos à Terra.

Às 19h49 o asteróide baptizado de 2020 QL2 passou a uma velocidade aproximada de 38 mil quilómetros por hora a uma distância de 0,0046 unidades astronómicas, o que equivale a cerca de 6,8 milhões de quilómetros.

Nas próximas duas décadas, este asteróide deverá passar, pelo menos, mais nove vezes, sugerem os cálculos dos cientistas da NASA. Em Setembro de 2044, o corpo celeste fará a sua abordagem mais próxima da Terra, passando a apenas 374 mil quilómetros.

Os outros dois asteróides, o 2020 RF3 e o 2020 RD4, vão passar mais longe do nosso planeta, a 94.246 e 106.214 quilómetros de distância, respectivamente. Estes asteróides são muito mais pequenos, medindo menos de dez metros de diâmetro.

O Projeto Telescópio Virtual captou uma imagem horas antes da sua passagem, onde é possível ver apenas um pequeno ponto brilhante de luz.

(dr) Virtual Telescope Project
Asteróide 2020-RF3 horas antes da sua aproximação máxima ao planeta Terra.

ZAP //

Por ZAP
14 Setembro, 2020

 

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4323: A vida na Terra pode ter “nascido” nas crateras de meteorito

CIÊNCIA/MICROBIOLOGIA/QUÍMICA

gamene / Flickr

Os impactos de asteróides causaram alguns dos maiores eventos destrutivos da história da Terra. Agora, um novo estudo mostra que esses impactos também podem ter fornecido as condições certas para a vida começar no nosso planeta.

A maioria dos dinossauros foi extinta devido ao impacto de um asteróide gigante, quando um objecto atingiu a ponta norte da Península de Yucatán há cerca de 66 milhões de anos. Mas e se os impactos de asteróides também fossem responsáveis pelo desenvolvimento da vida na Terra?

“Se pedir a alguém que imagine o que acontece quando pedaços de rocha do tamanho de um quilómetro atingem a Terra, isso é tipicamente destrutivo. É um evento de extinção como aquele que matou os dinossauros”, disse Gordon Osinski, cientista planetário da Western University, citado pelo Western News.

“O que estamos a tentar fazer é transformar essa ideia. O impacto é inicialmente destrutivo, mas também fornece os blocos de construção para a vida e cria novos habitats para a vida. Essencialmente criam um oásis para a vida“, continuou.

As condições imediatamente após um impacto teriam sido um pesadelo para qualquer forma de vida que existia antes da queda. Toneladas de destroços teriam sido lançadas para a atmosfera. A rocha derretida no chão da cratera queimaria tudo em que tocasse e libertaria gases venenosos para o ar.

Depois de a rocha arrefecer e essas condições se estabilizarem, pode ter sido deixado para trás o ambiente ideal para a vida microbiana se desenvolver e prosperar.

De acordo com o estudo, conforme o lago da cratera se forma na bacia de impacto, a combinação de água, calor, minerais e produtos químicos formaria condições em que os micróbios teriam um ambiente seguro e uma fonte abundante de energia.

“Mostrámos que os impactos podem fornecer todos os blocos de construção necessários para a vida e criar habitats para a vida imediatamente após o impacto”, escreveu Osinski, num e-mail enviado ao The Weather Network.

Esses habitats incluem “sistemas hidrotérmicos transitórios”, semelhantes às fontes hidrotermais no fundo do oceano ao longo da dorsal mesoatlântica, e fontes termais e géiseres no Parque Nacional de Yosemite, mas de natureza mais temporária devido para o impacto

Outros incluem “habitats endolíticos”, onde a vida se pode desenvolver dentro dos poros e fissuras em rochas de impacto vítreas e dentro de ilhas flutuantes de pedra-pomes porosa, onde seriam protegidos da radiação ultravioleta prejudicial do Sol.

Além disso, as piscinas rochosas formadas nos fluxos vulcânicos de arrefecimento, onde a água se pode acumular, fornecem excelentes ambientes seguros.

A partir do seu estudo das crateras de meteoritos na Terra, Osinski e a sua equipa mostraram que os impactos podem produzir qualquer um ou todos estes ambientes. “O principal aqui é que estes habitats não existiam antes do impacto e não existiriam a menos que ocorresse um impacto”, disse Osinski.

Saber como a vida começou na Terra não só nos ajuda a rastrear as nossas próprias origens, mas também pode ajudar na nossa busca por vida noutro lugar. As missões a Marte, por exemplo, podem procurar oásis semelhantes na sua busca por vida passada ou presente.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Astrobiology.

ZAP //

Por ZAP
14 Setembro, 2020

 

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4311: Porque é que o asteróide Bennu está a expelir partículas para o espaço?

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Este mosaico do asteroide Bennu é composto por 12 imagens da Polycam recolhidas no dia 2 de Dezembro de 2018 pela sonda OSIRIS-REx a 24 km. Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

Quando a sonda OSIRIS-REx da NASA chegou ao asteroide (101955) Bennu, os cientistas da missão sabiam que a sua espaço-nave estava a orbitar algo especial. Não só o asteroide, coberto de pedregulhos, tinha a forma de um diamante em bruto, como a sua superfície crepitava com actividade, espalhando pequenos pedaços de rocha pelo espaço. Agora, depois de mais de um ano e meio perto de Bennu, estão a começar a melhor entender estes eventos dinâmicos de ejecção de partículas.

Uma colecção de estudos numa edição especial da revista Journal of Geophysical Research: Planets aproxima-se do asteroide e destas partículas enigmáticas. Os estudos fornecem uma visão detalhada de como estas partículas agem quando no espaço, possíveis pistas de como são ejectadas e até mesmo de como as suas trajectórias podem ser usadas para aproximar o fraco campo gravitacional de Bennu.

Normalmente, consideramos os cometas, não os asteróides, os activos. Os cometas são compostos de gelo, rocha e poeira. À medida que estes gelos são aquecidos pelo Sol, o vapor efervesce da superfície, poeira e pedaços do núcleo do cometa são perdidos para o espaço e forma-se uma longa cauda empoeirada. Os asteróides, por outro lado, são compostos principalmente de rocha e poeira (e talvez uma quantidade mais pequena de gelo), mas acontece que algumas destas rochas espaciais também podem estar surpreendentemente activas.

“Pensávamos que a superfície coberta de rochas de Bennu era a descoberta mais incrível no asteroide, mas estes eventos de partículas definitivamente surpreenderam-nos,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx e professor da Universidade do Arizona. “Passámos o ano transacto a investigar a superfície activa de Bennu, e isso deu-nos a oportunidade notável de expandir o nosso conhecimento de como os asteróides activos se comportam.”

As câmaras da OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, and Security-Regolith Explorer) detectaram partículas de rocha sendo lançadas repetidamente para o espaço durante um levantamento de Janeiro de 2019 do asteroide, que tem cerca de 565 metros de largura no seu equador.

Um dos estudos, liderado pelo cientista sénior Steve Chesley do JPL da NASA no sul da Califórnia, descobriu que a maioria destes pedaços de rocha do tamanho de seixos, normalmente medindo cerca de 7 milímetros, foram puxados de volta para Bennu sob a fraca gravidade do asteroide após um pequeno salto, por vezes até ricocheteando de volta para o espaço após colidir com a superfície, permanecendo em órbita por alguns dias e até 16 revoluções. E alguns foram ejectados com força suficiente para escapar completamente dos arredores de Bennu.

Ao rastrear as viagens de centenas de partículas ejectadas, Chesley e seus colaboradores também foram capazes de melhor entender o que pode estar a provocar o lançamento das partículas da superfície de Bennu. Os tamanhos das partículas correspondem ao que é esperado para a dilatação e fractura térmicas (pois a superfície do asteroide é repetidamente aquecida e arrefecida enquanto gira), mas os locais dos eventos de ejecção também correspondem aos locais de impacto modelados de meteoroides (pequenas rochas que atingem a superfície de Bennu enquanto orbita o Sol). Pode até ser uma combinação destes fenómenos, acrescentou Chesley. Mas para chegar a uma resposta definitiva, são necessárias mais observações.

Embora a sua própria existência coloque várias questões científicas, as partículas também servem como sondas de alta fidelidade do campo gravitacional de Bennu. Muitas partículas orbitavam Bennu muito mais perto do que seria seguro para a nave OSIRIS-REx e, portanto, as suas trajectórias eram altamente sensíveis à gravidade irregular de Bennu. Isto permitiu aos investigadores estimar a gravidade de Bennu ainda com mais precisão do que era possível com os instrumentos da OSIRIS-REx.

“As partículas foram um presente inesperado para a ciência da gravidade em Bennu, pois permitiram-nos ver pequenas variações no campo gravitacional do asteroide que de outra forma não saberíamos,” disse Chesley.

Em média, apenas uma ou duas partículas são ejectadas por dia, e dado que estão num ambiente de gravidade muito baixa, a maioria move-se lentamente. Como tal, representam uma ameaça minúscula para a OSIRIS-REx, que tentará pousar brevemente no asteroide no dia 20 de Outubro para recolher material da superfície, que pode até incluir partículas que foram ejectadas antes de caírem de volta para a superfície.

Se tudo correr como planeado, a nave regressará à Terra em Setembro de 2023 com amostras de material de Bennu para os cientistas estudarem em mais pormenor.

Astronomia On-line
11 de Setembro de 2020

 

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4253: Mega-constelações de satélites podem dificultar o rastreamento de asteróides perigosos

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

(CC0/PD) 9866112 / Pixabay

Mega-constelações de satélites colocadas em órbita podem por em risco as observações astronómicas, podendo mesmo dificultar o rastreamento de asteróides potencialmente perigosos para a Terra.

Um relatório publicado esta semana pelo grupo de trabalho Constelações de Satélites (SATCON1) alerta para esta situação, frisando que o brilho dos satélites pode afectar os programas que procura e rastreamento de asteróides e/ou cometas.

O documento, conta o Space.com, aponta especialmente o dedo à rede Starlink de Elon Musk, que visa fornecer um melhor acesso à Internet em zonas remotas do mundo.

Os potenciais impactos das mega-constelações na órbita baixa da Terra (LEO), como a rede Starlink da SpaceX, estimam-se numa variação significante entre “significante e extrema”, pode ler-se no documento agora publicado.

Este projecto da empresa de sistemas espaciais de Elon Musk consiste numa “constelação” de satélites de cerca de 42.000 unidades que serão colocadas em órbita para fazer chegar Internet de alta velocidade a todos os cantos do mundo.

Depois dos lançamentos dos primeiros lotes de satélites, a iniciativa da SpaceX recebeu uma chuva de críticas de vários astrónomos, que alegam que estes dispositivos estão a “poluir” os céus, dificultando as observações astronómicas.

Mas a SpaceX não está sozinha na corrida: a Amazon pretende lançar 3.200 satélites de banda larga para alimentar a sua própria rede, numa iniciativa baptizada de Projecto Kuiper.

Space X trabalha num Starlink “escuro” para não perturbar observações astronómicas

A SpaceX está a estudar uma série de alterações aos seus satélites Starlink, visando minimizar o impacto destes dispositivos nas…

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ZAP //

Por ZAP
1 Setembro, 2020

 

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4233: Asteroid Predicted To Pass Close To Earth Day Before Election

While asteroids overall are not something we need to be too worried about, they are something a lot of people consider quite scary. Sure, the chances of being hit at the moment are slim and the asteroid in question is not a threat to our planet, but it still seems to be making headlines.

According to CBS on the day before the presidential vote, an asteroid known as 2018VP1 is going to be coming quite close to our planet. This asteroid is little over six foot, and we’ve known about it since 2018. The chance of this asteroid hitting us according to CBS is 0.41% which is as noted above basically not a chance at all when you look at the grand scheme of things, it’s such a small chance that it’s basically mute. 

We are aware of this asteroid because NASA monitors this kind of thing. They follow the asteroids we’re aware of and also are keeping their eyes out for new ones as they do-so. Throughout the years, NASA has found tons of different asteroids and well, so far we’re all still doing just fine despite there being so many space rocks passing Earth by as the days continue to pass. 

Tech Times wrote as follows on this topic:

The cosmic object is named Asteroid 2018VP1 and is expected to drop by Earth’s proximity on Nov. 2, a day ahead of the Nov. 3 Presidential Elections in the country.

Currently, the asteroid is estimated to close the planet between 4,700 miles and 260,000 miles. This distance will only pass by Earth’s proximity, and the probability of the asteroid to collide or enter the planet’s atmosphere is at 0.41 percent or 1 in 240 chances.

Asteroid 2018VP1 is a small cosmic object originating from the Apollo group of asteroids discovered in 2018. The asteroid is only seven feet in diameter, and the potential hazard it will bring based on the logarithmic scale is rated at -3.57

The asteroid also orbits the Solar System’s sun every 730 days or two years, coming as close to the giant star as 0.91 AU or astronomical unit, according to Space Reference.

Currently, scientists are not alarmed despite the nearing schedule of the asteroid’s visit because 2018VP1 poses a low risk or threat. Even if the asteroid enters the Earth, it would break up to small pieces and show a bright display of meteor shower.

Asteroid 2018VP1 is ranked -3.57 at the Palermo Scale and zero at the Torino Scale, making it not a cause of concern. The Torino scale is the measure of the actual risk or danger that the object brings, also taking into consideration the size and mass of the asteroid.

Sure, there are some people freaking out over it and perhaps even calling for the end of the world since it is coming before an election but honestly, the world isn’t going to be ending anytime soon. This asteroid is not one we need to be freaking out about. Even those at NASA are not concerned as they can see the path it’s on and know it’s not going to be causing too much of a stir and even if it did, it’s quite small. I know, when you see news of things like this some of you cannot help but be concerned, that’s normal. 

I for one think this might be a good sign. Perhaps it’s a signal from the celestial world that we’re not quite able to truly understand just yet. Things like this are always going on in space.

awarenessact.com
By Gerald Sinclair
August 22, 2020

 

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4217: NASA: Asteróide voa em direcção à Terra, vem pelas eleições nos EUA

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A comunicação social norte-americana está a dar um foco grande a um pequeno asteróide que passará pelo nosso planeta na altura das eleições no país. Uma espécie de “um mal nunca vem só”. Contudo, o 2018 VP1 passará perto, mas não tão perto para “visitar” os humanos.

Apesar de ser uma pequena rocha de apenas 2 metros de diâmetro, este astro foi classificado como perigoso. Será que tem hipóteses de explodir na nossa atmosfera?

Asteróide da classe Apolo vem em direcção à Terra

O asteróide 2018 VP1 é da classe de asteróides Apolo e está identificado na lista NEO. Apesar de apenas ter 2 metros de diâmetros, tem 0,41% de hipóteses de colidir com a Terra. Bom, na verdade, além de ser pequeno, as suas chances são de 1 em 240 possíveis.

Portanto, este astro irá passar à distância de 0.003 AU (450,000 km) da Terra no próximo dia 2 de Novembro. Segundo a NASA, esta rocha foi descoberta no dia 3 de Novembro de 2018 pelo Observatório Palomar, na Califórnia.

3 de Novembro: Eleições presidenciais dos Estados Unidos, 2020

Tendo em conta esta passagem “próxima” do asteróide pela Terra, os meios de comunicação americanos lembraram que nessa altura haverá eleições presidenciais. Fica a ideia que “um mal nunca vem só” e que, além da pandemia, poderia haver outro incidente a causar “nuvens” no processo eleitoral.

Assim, o 2018VP1 é esperado a 2 de Novembro, segundo o Centro de Estudos de Objectos Próximos do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA. A agência espacial diz que pode haver três impactos potenciais “com base em 21 observações abrangendo 12.968 dias, com a chance de um impacto directo inferior a 1%”.

Pplware
24 Ago 2020

 

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4188: Um asteróide do tamanho de um carro “quase acertou” na Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Provavelmente desvalorizamos o facto de existirem muitos asteróides “por perto” e podermos um dia destes estar na rota de colisão com um dos “monstros”. Temos confiança nos sistemas que vigiam os espaço e entendemos que estes controlam realmente as trajectórias destas rochas. Contudo, no passado dia 16 de Agosto, um asteroide passou perto da Terra, a 2.950 km, e só foi detectado seis horas depois.

Era pequeno, do tamanho de um carro, mas poderia causar problemas. Sobrevoou o planeta e seguiu a sua rota.

Asteróide chegou, entrou, partiu e ninguém deu por ela

Asteróides que penetram na Terra são algo que esperamos evitar. Imagine se tal impacto acontecesse numa das nossas principais cidades, os efeitos seriam catastróficos. É por isso que existem invenções como o motor iónico da NASA, por exemplo.

Então, quando um asteroide quase do tamanho de um carro passou perto do nosso planeta no domingo e ninguém percebeu até depois do fato, as notícias são bastante preocupantes.

Percorreu apenas 1.830 milhas (2.950 km) pela Terra, de acordo com o Business Insider.

O quase acidente

Tanto quanto foi registado, o voo do asteróide foi o mais próximo de voar pela Terra de todos os tempos. Foi captado por um programa financiado pela NASA, que chamou o asteroide 2020 de QG.

Mesmo que o asteróide tivesse colidido com a Terra, devido ao seu tamanho, não teria causado nenhum dano enorme. O que é preocupante é que ninguém o viu a chegar até que já tivesse passado.

O asteróide aproximou-se sem ser detectado da direcção do Sol. Nós não previmos isso.

Explicou Paul Chodas, director do Centro de Estudos de Objectos Perto da Terra da NASA.

Foi o Observatório Palomar quem primeiro notou o caminho do asteróide.

Segundo Chodas, a aproximação deste asteróide é a mais próxima registada, se não contarmos alguns asteróides conhecidos que realmente chocaram com o nosso planeta. O 2020 QG sobrevoou o hemisfério sul, e Tony Dunn no Twitter criou uma simulação para mostrar a sua velocidade – 12,4 km por segundo. As imagens mostram o voo impressionantemente perto da Terra.

Foto do perfil, abre a página do perfil no Twitter em uma nova aba
Tony Dunn
@tony873004
Newly-discovered asteroid ZTF0DxQ passed less than 1/4 Earth diameter yesterday, making it the closest-known flyby that didn’t hit our planet. @renerpho Simulation: orbitsimulator.com/gravitySimulat

Uma vez que as leituras do telescópio mostraram que o asteróide era do tamanho de um carro, este deveria ter entre dois e 5,5 metros de largura. Assim, se este asteróide tivesse causado impacto na Terra, provavelmente teria explodido na atmosfera e não teria um efeito maior nas pessoas do que o sentir de alguns sons distantes.

O problema do Sol

O problema com este asteróide era que ele vinha da direcção do Sol e, como tal “não há muito que possamos fazer sobre a detecção de asteróides vindos da direcção do Sol, já que os asteróides são detectados a usar apenas telescópios ópticos (como ZTF), e só podemos procurá-los no céu nocturno.” referiu Chodas.

A ideia é que os descubramos numa das suas passagens anteriores pelo nosso planeta, e então façamos previsões com anos e décadas de antecedência para ver se eles têm alguma possibilidade de impacto.

Concluiu o investigador da NASA.

NASA afirma que nenhum asteróide registado vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

Há hoje uma preocupação maior relacionada com os asteróides. Ameaças do asteróide do Apocalipse ou do Deus do Caos estão a ser vigiadas pela NASA que desdramatiza os possíveis casos de colisão com a … Continue a ler NASA afirma que nenhum asteroide registado vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

18 Ago 2020

 

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4163: O trilionário asteróide Psyche pode ser o resto de um planeta que nunca se formou totalmente

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(dr) NASA
O asteróide 16 Psyche

Um novo estudo revela que o trilionário asteróide metálico Psyche se trata do remanescente de um núcleo planetário, que foi destruído durante a fase de acreção, o que fez com que o planeta nunca se tenha formado totalmente.

A nova modelagem computorizada 2D e 3D dos impactos no asteróide Psyche, o maior asteróide do Cinturão Principal, indica que provavelmente é metálico e de composição porosa, algo como uma “pilha de escombros cósmica voadora”.

A modelagem de estruturas de impacto em Psyche contribui para a nossa compreensão dos corpos metálicos e a forma como os processos de cratera em grandes objectos de metal diferem daqueles em corpos rochosos e gelados.

A equipa de investigadores forneceu os primeiros modelos 3D da formação da maior cratera de impacto de Psyche. Este é o primeiro trabalho a usar modelos de cratera de impacto para indicar a composição do asteróide.

Os modelos 2D e 3D indicam um ângulo de impacto oblíquo onde um objecto de entrada teria atingido a superfície do asteróide, deformando Psyche de uma forma muito específica e previsível, dados os prováveis materiais envolvidos.

Os metais deformam-se de forma diferente de outros materiais de asteróides comuns, como silicatos, e os impactos em alvos de composição semelhante a Psyche devem resultar em crateras semelhantes às observadas neste asteróide.

Um vídeo de animação com o resultado da simulação da equipa mostra um cenário de impacto teórico que poderia ter levado à maior cratera de Psyche. A simulação mostra como algum material é ejectado no Espaço após o impacto e revela o estágio de modificação da cratera, onde a área de impacto mostra o material danificado resultante.

“A nossa capacidade de modelar o impacto através do estágio de modificação é essencial para entender como as crateras se formam em corpos metálicos”, disse a investigadora Wendy K. Caldwell, do Laboratório Nacional de Los Alamos, em comunicado. “Nos estágios iniciais da formação da cratera, o material alvo comporta-se como um fluido. No estágio de modificação, no entanto, a resistência do material alvo desempenha um papel fundamental em como o material que não é ejectado ‘se acomoda’ na cratera”.

Os resultados dos cientistas corroboram estimativas sobre as composições de Psyche com base em técnicas de medição observacional.

De particular interesse é o material que forneceu a melhor combinação, Monel. Monel é uma liga baseada no minério da cratera Sudbury, uma estrutura de impacto no Canadá. Acredita-se que o minério tenha vindo do impactador que formou a cratera, o que significa que é provável que o minério tenha origens extraterrestres. Os sucessos de modelagem com Monel demonstram que a composição do material de Psyche se comporta de forma semelhante em condições de choque com metais extraterrestres.

Segundo Caldwell, com base na provável velocidade de impacto, gravidade local e estimativas de densidade aparente, a formação da maior cratera de Psyche provavelmente foi dominada pela força em vez da gravidade.

“É incrível o que podemos realizar com os recursos do laboratório”, disse Caldwell. “Os nossos supercomputadores são alguns dos mais poderosos do mundo e, para grandes problemas como impactos de asteróides, realmente contamos com as nossas ferramentas de modelagem numérica para complementar os dados observacionais.”

Este estudo será publicado em Novembro na revista científica Icarus.

Há um asteróide que poderia tornar todos os habitantes da Terra multimilionários

Os cientistas descobriram que o asteróide Psyche 16 é composto por metais pesados cujo valor se estima em 700 triliões…

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Psyque foi o 16º objecto descoberto no cinturão de asteróides, por Annibale de Gasparis a 17 de Março de 1852 em Nápoles e foi baptizado em honra de Psiquê, a bela mortal por quem Eros se apaixonou na mitologia antiga. O seu diâmetro tem mais de 250 quilómetros e a sua massa é quase 1% de toda a massa existente na cintura de asteróides.

Em Julho de 2017, a agência espacial norte-americana NASA anunciou que iria apressar os seus planos de visitar o valiosíssimo asteroide metálico. A sonda da NASA deve chegar ao asteróide quatro anos mais cedo do que o inicialmente previsto, graças à descoberta de uma trajectória mais eficiente que vai levá-la ao seu destino em 2026.

O Psyche é composto por metais pesados cujo valor se estima em 700 triliões de dólares – equivalente a 615 triliões de euros -, o que significa que poderia converter todos os habitantes da Terra em multimilionários.

ZAP //

Por ZAP
14 Agosto, 2020

 

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4054: Um chuva de meteoritos gigantes bombardeou a Terra e a Lua há 800 milhões de anos

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Murayama / Osaka University

Uma equipa de investigadores da Universidade de Osaka, no Japão, estudou 59 crateras lunares com mais de 20 quilómetros de diâmetro e concluiu que todas se formaram depois de um grande asteróide com mais de 100 quilómetros se ter desintegrado há 800 milhões de anos e os seus fragmentos terem caído na Terra e na Lua.

De acordo com o comunicado divulgado pelo EurekAlert, até 50 quatriliões de quilogramas de meteoritos bombardearam a Terra e a Lua. Isso representa cerca de 60 vezes a quantidade de material envolvido no impacto de Chicxulub – o evento de asteróide que aniquilou os dinossauros não aviários há 66 milhões de anos.

Prevê-se que os eventos de asteróides na escala de Chicxulub atinjam a Terra a cada 100 milhões de anos. No entanto, as crateras de tal impacto ocorridas há mais de 600 milhões de anos terão sido apagadas do planeta devido à erosão, vulcanismo e outros processos geológicos.

Assim, para estudar os impactos desse período, os astrónomos recorrem às crateras da Lua. A densidade das crateras mais pequenas ao redor, formadas a partir de dejectos, poderia ser usada para aproximar as suas idades. Dos 59 sob investigação, os investigadores descobriram que oito formaram-se simultaneamente – foi a primeira vez que esse fenómeno foi registado.

O culpado dos impactos foi um gigantesco asteróide de 100 quilómetros de largura. Os seus fragmentos choveram sobre o sistema Terra-Lua, enquanto meteoritos mais pequenos bombardeavam o planeta e a sua companheira.

Análises posteriores mostraram que o asteróide-pai que continha carbono não era uma rocha comum – pertencia à família de asteróides Eulalia, uma das cinco famílias em que a maioria dos asteróides pode ser rastreada.

Acredita-se, por exemplo, que o asteróide Ryugu, cuja amostra está actualmente voltando para a Terra, faça parte dessa família. Pode ser um fragmento deixado para trás desta colossal chuva de asteróides há 800 milhões de anos.

“Os nossos resultados de investigação forneceram uma nova perspectiva sobre ciências da terra e ciências planetárias”, disse Kentaro Terada, da Universidade de Osaka. “Produzirão uma ampla gama de efeitos positivos em vários campos de pesquisa”.

A Terra pode ter uma nova (e temporária) mini-lua

A Terra pode ter um novo vizinho, ainda que temporário. Astrónomos do Catalina Sky Survey, programa financiado pela NASA, acreditam…

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Este estudo foi publicado este mês na revista científica Nature Communications.

ZAP //

Por ZAP
27 Julho, 2020

 

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4044: Asteróide passará pela Terra em Setembro a uma distância 5 vezes menor da da Lua

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA / JPL-Caltech

O asteróide ES4 de 2011 vai aproximar-se da Terra no próximo dia 1 de Setembro, de acordo com o Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL) da NASA, que detalha que o corpo rochoso tem um diâmetro entre 22 e 49 metros.

Passará pela Terra a uma velocidade estimada de mais de 29.000 quilómetros por hora.

De acordo com os número da NASA, passará pela Terra a uma distância de 71.800 quilómetros. Para termos de comparação, a Lua está a cerca de 384.400 quilómetros da Terra – o asteróide passará a uma distância cerca de cinco vezes menor.

O asteróide faz parte do grupo Apollo e tem uma órbita muito ampla em torno da Terra e do Sol, com uma trajectória de voo que cruza a órbita da Terra. Apesar do ritmo acelerado, o ES4 2011 não representa uma ameaça, até porque o seu diâmetro é muito pequeno.

Das duas dezenas de objectos listados como potencialmente perigosos para a Terra no próximo século, apenas um – 2018 VP1 – poderia impactar a Terra em 2020 e, até mesmo para este corpo rochoso as probabilidade de impacto são ínfimas.

Apesar de ser muito pouco provável que um asteróide venha a colidir com a Terra nos próximos anos – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, as agências espaciais têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

Nem Asteróide do Apocalipse, nem Deus do Caos. Nenhum asteróide (conhecido) vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

A NASA continua a afirmar que nenhum asteróide conhecido representa um risco significativo de impacto com a Terra nos próximos…

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24 Julho, 2020

 

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4040: Asteróide “potencialmente perigoso” aproxima-se da Terra neste fim de semana

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O asteróide 2020ND está a aproximar-se do nosso planeta e ficará mais perto dele já a partir de amanhã. Segundo a NASA e a ESA, a proximidade desta rocha exige que seja considerada como um objecto potencialmente perigoso. Pese o facto de só ter sido descoberto há algumas semanas, o asteroide mantém, na realidade, uma órbita à volta do Sol que a aproxima do nosso planeta e de Marte de poucos em poucos anos.

Infelizmente não o poderemos ver a olho nu. Mas haveremos ainda de o ter por cá mais vezes.

Asteróide passa amanhã e volta daqui 15 anos

De acordo com os cálculos dos cientistas, 2020ND já nos tinha abordado em 1920, em 1932, 1945, 1960, 1990, e mais recentemente em 2005. E não será a última vez que nos visita, pois a sua trajectória indica que o fará novamente em 2035.

No entanto, esta será a altura em que 2020ND, com 170 metros de diâmetro, se aproxima mais de nós a uma velocidade de 48.000 km/h. Especificamente, este passará a cerca de 5,5 milhões de quilómetros de distância, o que não constitui um risco para nós.

Contudo, a NASA classificou-o como “potencialmente perigoso” (PHA), uma classificação atribuída a todos os Objectos Próximos da Terra (NEOs) que passam a uma distância inferior a 0,05 unidades astronómicas (um AU é a distância entre a Terra e o Sol). 2020ND passará a 0,034 AU, de acordo com a NASA.

Quanto mais pequenas, mais perigosas? Como assim?

Os asteróides são rochas deixadas a gravitar no espaço após a formação do Sistema Solar. Vêm em todos os tamanhos: grandes, médios e pequenos, e todos os dias as agências espaciais e observatórios astronómicos encontram cada vez mais a flutuar à nossa volta.

No entanto, apesar de parecer controverso, quanto mais pequenas são as rochas espaciais, mais perigosas são. Isto porque o seu tamanho torna impossível vê-las se estiverem demasiado afastadas, e não têm de ser demasiado grandes para infligir danos: o meteorito que explodiu no céu sobre a cidade russa de Chelyabinsk e causou mais de 1.000 feridos e danos a centenas de casas tinha apenas 19 metros de diâmetro.

Estima-se que apenas 0,05% dos NEOs entre 30 e 100 metros de comprimento são monitorizados, enquanto apenas 0,01% das rochas com menos de 30 metros são conhecidas. Conforme podemos perceber em páginas como o Centro JPL da NASA ou o portal NEO da ESA, estas agências vigiam em tempo real as “ameaças” destes objectos e a probabilidade de a sua órbita coincidir com a nossa passagem no espaço.

De momento, as advertências são relativamente baixas, pelo que deve reinar a calma.

Se um dia algum estiver numa rota de colisão, o que se pode fazer?

Vários asteróides colidiram com o nosso planeta. Há muitas crateras que provam como a Terra também sofreu estes impactos e até catastróficos,  como um que poderá ter extinguido os dinossauros há mais ou menos 65,5 milhões de anos. Assim, a humanidade deverá perceber que não se trata de saber se algum dia haveremos de ser alvo para estas rochas espaciais, mas sim quando isso irá acontecer.

Várias organizações trabalham há décadas numa solução para desviar um asteroide que esteja em rota de colisão com a Terra. Por exemplo, as missões HERA e DART, o primeiro projecto de defesa planetária, estão já em fases muito avançadas, e outras ideias estão a ser contempladas, tais como o pêndulo cinético ou o plano do tractor, para desviar a órbita de uma destas rochas espaciais.

Portanto, actualmente é primordial vigiar para detectar com tempo que nos deixe espaço para agir.

Pplware
22 Jul 2020

 

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3966: Gaia revoluciona o rastreamento de asteróides

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Impressão de artista do Gaia a mapear as estrelas da Via Láctea.
Crédito: ESA/ATG medialab; fundo – ESO/S. Brunier

O observatório espacial Gaia da ESA é uma missão ambiciosa que tem o objectivo de construir um mapa tridimensional da nossa Galáxia, fazendo medições de alta precisão de mais de mil milhões de estrelas. No entanto, na sua jornada para mapear sóis distantes, o Gaia está a revolucionar um campo científico muito mais perto de casa. Ao mapear com precisão as estrelas, está a ajudar os investigadores a rastrear asteróides perdidos.

Usando estrelas para avistar asteróides

O Gaia mapeia a Galáxia “varrendo” repetidamente o céu inteiro. Ao longo da sua missão planeada, observou cada uma das suas mais de mil milhões de estrelas alvo aproximadamente 70 vezes para estudar como a sua posição e brilho mudam ao longo do tempo.

As estrelas estão tão distantes da Terra que os seus movimentos entre imagens são muito pequenos, por isso o Gaia tem que medir as suas posições com grande precisão a fim de perceber uma diferença. No entanto, às vezes o Gaia vê fontes de luz fracas que se movem consideravelmente de uma imagem de uma determinada região do céu para a seguinte, ou são avistadas apenas numa única imagem antes de desaparecerem.

Para percorrer o campo de visão do Gaia tão rapidamente, estes objectos devem estar localizados muito mais perto da Terra.

Ao verificar as posições destes objectos em relação aos catálogos de corpos conhecidos do Sistema Solar, determina-se que muitos destes objectos são asteróides conhecidos. Alguns, no entanto, são identificados como potencialmente novas detecções e são seguidos pela comunidade astronómica através da Rede de Acompanhamento Gaia para Objectos do Sistema Solar. Graça a este processo, o Gaia descobriu com sucesso novos asteróides.

Perdidos e achados

Estas observações directas de asteróides são importantes para os cientistas do Sistema Solar. No entanto, as medições altamente precisas das posições das estrelas pelo Gaia fornecem ainda outra vantagem mais impactante, mas indirecta, para o rastreamento de asteróides.

“Quando observamos um asteróide, observamos o seu movimento em relação às estrelas de fundo para determinar a sua trajectória e prever onde estará no futuro,” diz Marco Micheli, do NEOCC (Near-Earth Object Coordination Centre) da ESA. “Isto significa que, quanto mais precisamente conhecemos as posições das estrelas, mais confiável é a determinação da órbita de um asteróide que passa à sua frente.”

Em colaboração com o ESO, a equipa de Marco participou numa campanha de observações visando 2012 TC4, um pequeno asteróide que deveria passar perto da Terra. Infelizmente, desde que o asteroide foi avistado pela primeira vez em 2012 que se tornou cada vez mais fraco à medida que se afastava da Terra, tornando-se finalmente inobservável. O local em que apareceria no céu, durante a próxima campanha, não era bem conhecido.

“A possível região do céu onde o asteróide podia aparecer era maior do que a área que o telescópio podia observar ao mesmo tempo,” diz Marco. “Portanto, tivemos que encontrar uma maneira de melhorar a nossa previsão da posição do asteróide.”

“Debrucei-me sobre as observações iniciais de 2012. O Gaia desde então fez medições mais precisas das posições de algumas estrelas de fundo das imagens, e usei-as para actualizar a nossa compreensão da trajectória do asteróide e para prever onde apareceria.”

“Apontámos o telescópio para a área prevista do céu usando os dados do Gaia e encontrámos o asteróide na nossa primeira tentativa.”

“O nosso próximo objectivo era medir com precisão a posição do asteroide, mas tínhamos muito poucas estrelas na nossa imagem para usar como referência. Havia 17 estrelas listadas num catálogo mais antigo e apenas quatro estrelas medidas pelo Gaia. Fiz cálculos usando os dois conjuntos de dados.”

“No final do ano, quando o asteroide foi observado várias vezes por outras equipas e a sua trajectória era mais conhecida, ficou claro que as medições que fiz usando apenas quatro estrelas do Gaia eram muito mais precisas do que as que usavam as 17 estrelas. Isto foi realmente incrível.”

Mantendo a Terra segura

Esta mesma técnica está a ser aplicada a asteróides que nunca foram perdidos, permitindo que os investigadores usem dados do Gaia para determinar as suas trajectórias e propriedades físicas com a mais alta precisão até agora.

Isto ajuda-os a actualizar os modelos populacionais de asteróides e a aprofundar a nossa compreensão de como as órbitas dos asteróides se desenvolvem, por exemplo, medindo efeitos dinâmicos subtis que desempenham um papel fundamental na inserção de pequenos asteróides em órbitas que os colocam em rota de colisão com a Terra.

Dançando com a luz do Sol

Para fazer medições tão precisas das posições de outras estrelas, o Gaia tem um relacionamento complicado com a nossa própria estrela.

O Gaia orbita no segundo ponto de Lagrange, L2, do sistema Sol-Terra. Esta posição mantém o Sol, a Terra e a Lua todos por trás do Gaia, permitindo observar uma grande parte do céu sem a sua interferência. Também está num ambiente de radiação térmica uniforme e mantém uma temperatura estável.

No entanto, o Gaia não pode cair na sombra da Terra, pois a espaço-nave ainda depende da energia solar. Dado que a órbita no ponto L2 é instável, pequenos distúrbios podem acumular-se e encaminhar a sonda para um eclipse.

A equipa de controle de voo do Gaia no centro de missões ESOC da ESA em Darmstadtm, Alemanha, é responsável por fazer correcções na trajectória da nave a fim de mantê-la na órbita correta e fora da sombra da Terra. Garantem que o Gaia continua a ser uma das naves espaciais mais estáveis e precisas de todos os tempos. No dia 16 de Julho de 2019, a equipa executou com sucesso uma manobra crucial para evitar eclipses, movendo o Gaia para a fase estendida da sua missão e permitindo que continue a examinar o céu por mais alguns anos.

Astronomia On-line
7 de Julho de 2020

 

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3960: Northolt Branch Observatories

The NEOCP object, ZTF0DcQ, that we observed last night, has now been designated 2020 NB. It is an Apollo-type asteroid with a diameter of 17-38 metres.

2020 NB was first observed at Zwicky Transient Facility, Palomar Mountain on July 6th. It made a close approach on the July 5th, at a distance of 0.0012au (179,500 km) from Earth.

We observed it when it was visible at +17.8 mag moving at 34″/min through the constellation of Draco.
https://www.minorplanetcenter.net/mpec/K20/K20N20.html

O objecto NEOCP, ZTF0DcQ, que observámos ontem à noite, foi agora designado como 2020 NB. É um asteróide do tipo Apollo com um diâmetro de 17-38 metros.

2020 NB foi observada pela primeira vez na Zwicky Transient Facility, Montanha Palomar, no dia 6 de Julho. Fez uma aproximação próxima no dia 5 de Julho, a uma distância de 0.0012 au (179,500 km) da Terra.

Observámo-lo quando era visível a + 17.8 mag movendo-se a 34 “/ min através da constelação de Draco.
https://www.minorplanetcenter.net/mpec/K20/K20N20.html

Northolt Branch Observatories
Asteroid Day
NEOShield-2
Qhyccd

 

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3839: Northolt Branch Observatories

Os objectos NEOCP A10nfg9 e C2XC572, que observámos ontem à noite, foram agora designados 2020 LK e 2020 LL.

2020 LK é um asteróide do tipo Apollo com um diâmetro de 63-142 metros.
Foi observado pela primeira vez no ATLAS-MLO, Mauna Loa a 11 de Junho. Fez uma aproximação próxima no mesmo dia, a uma distância de 0.0282 UA (4.2 milhões de km) da Terra.

Observámo-lo quando estava visível em + 17.9 mag, movendo-se a 45 “/ min através da constelação de Bootes.
https://www.minorplanetcenter.net/mpec/K20/K20L47.html
——————————————————————————————

2020 LL é um asteróide do tipo Apollo com um diâmetro de 24-54 metros.
Foi observado pela primeira vez em Monte. Pesquisa de Lemmon no dia 11 de Junho. Faz uma aproximação estreita a 14 de Junho, a uma distância de 0.0142 UA (2.1 milhões de km) da Terra.

Observámo-lo quando estava visível em + 18.7 mag, movendo-se a 61 “/ min através da constelação de Serpens.
https://www.minorplanetcenter.net/mpec/K20/K20L48.html

Northolt Branch Observatories
Asteroid Day
NEOShield-2
Qhyccd

 

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3829: Impactos antigos de asteróides criaram os ingredientes da vida na Terra e em Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(dr) NASA / AMES / JPL–CALTECH

Um novo estudo mostra que os locais de impacto de asteróides no oceano podem possuir um elo crucial para explicar a formação de moléculas essenciais para a vida na Terra.

De acordo com a agência Europa Press, cientistas japoneses da Universidade de Tohoku, do Instituto Nacional da Ciência de Materiais (NIMS), do Centro de Investigação Avançada de Ciência e Tecnologia de Alta Pressão (HPSTAR) e da Universidade de Osaka simularam as reacções envolvidas quando um meteorito colide com o oceano.

Para isso, a equipa investigou as reacções entre o dióxido de carbono, o azoto, a água e o ferro. A simulação revelou a formação de aminoácidos como a glicina e a alanina, componentes directos das proteínas, que catalisam muitas reacções biológicas.

Segundo a agência espanhola, os investigadores utilizaram dióxido de carbono e azoto porque estes gases são considerados os dois principais componentes da atmosfera no Hadeano, há mais de quatro mil milhões de anos.

“Fazer com que as moléculas orgânicas formem compostos reduzidos como o metano e o amoníaco não é difícil, mas são considerados componentes menores na atmosfera daquela época”, explica Yoshihiro Furukawa, cientista da Universidade de Tohoku, citado pelo site Eureka Alert.

“A descoberta da formação de aminoácidos a partir do dióxido de carbono e do azoto molecular demonstra a importância de criar bloco de construção da vida a partir desses compostos omnipresentes”, acrescenta o investigador, um dos autores do estudo publicado, esta segunda-feira, na revista científica Scientific Reports.

A hipótese de já ter existido um oceano em Marte também cria caminhos interessantes para a exploração. É provável que o dióxido de carbono e o azoto tenham sido os principais gases constituintes da atmosfera marciana quando o oceano existia. Assim, a formação de aminoácidos induzida pelo impacto também fornece uma possível fonte de ingredientes da vida em Marte antigamente.

ZAP //

Por ZAP
12 Junho, 2020

 

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3823: Queda de asteróides em oceanos pode ter gerado vida na Terra e até Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Quedas de asteróides em oceanos podem ter gerado ingredientes para início da vida Imagem: Getty Images

A vida na Terra e, quem sabe, em Marte pode ter surgido graças ao impacto de asteróides nos oceanos no início da formação dos dois planetas. Isso é o que mostra um estudo realizado pela Universidade de Tohoku, no Japão. Os pesquisadores descobriram que a queda dos asteróides fez surgir aminoácidos que servem como blocos de construção de proteínas e que foram fundamentais para a vida de moléculas no começo do planeta Terra.

Existem duas explicações para as origens das moléculas que criaram vida na Terra: podem ter vindo de fora do nosso planeta, como o exemplo dos asteróides, ou por formação endógena. A presença de aminoácidos e outras bio-moléculas em asteróides apontam que a primeira hipótese é a mais provável. Por isso, os pesquisadores da Universidade de Tohoku, do Instituto Nacional de Ciência dos Materiais (Nims), do Centro de Pesquisa Avançada em Ciência e Tecnologia de Alta Pressão (Hpstar) e da Universidade de Osaka simularam as reacções que surgem quando um asteroide cai no oceano. Para isso, eles investigaram as reacções entre dióxido de carbono, nitrogénio, água e ferro em um laboratório.

O dióxido de carbono e o nitrogénio foram usados porque esses gases eram os componentes principais da atmosfera da Terra no período Hadeano, há mais de 4 bilhões de anos. A simulação revelou a formação de aminoácidos como a glicina e a alanina, que compõem as proteínas dos seres vivos e que catalisam muitas reacções biológicas. A partir desses resultados, os autores afirmam que o impacto dos asteróides pode ter resultado em uma fonte de aminoácidos no início do nosso planeta.

“Fazer moléculas orgânicas formarem compostos reduzidos como metano e amónia não é difícil, mas eles são considerados componentes menores na atmosfera da época. A descoberta da formação de aminoácidos a partir do dióxido de carbono e do nitrogénio molecular demonstra a importância de criar blocos de construção da vida a partir desses compostos omnipresentes”, afirmou o pesquisador Yoshihiro Furukawa, da Universidade Tohoku. A hipótese de que Marte já teve um oceano também traz algumas suposições interessantes, já que é provável que o dióxido de carbono e o nitrogénio também tenham sido os principais gases que constituíam a atmosfera marciana. Por isso, a formação de aminoácidos induzida pelas colisões dos asteróides também pode ter sido fonte de ingredientes para o surgimento de vida em Marte no passado.

“As pesquisas futuras vão revelar mais sobre o papel dos meteoritos em trazer bio-moléculas mais complexas para a Terra e Marte”, disse Furukawa.

Tilt
Thiago Varella
Colaboração para Tilt
08/06/2020 15h50

 

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3820: Cinco asteróides passam pela Terra pela segunda semana consecutiva (e levantam uma preocupação)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

ESO

A NASA alertou para uma nova série de cinco asteróides que se vão aproximar da Terra esta semana e relembrou a necessidade de desenvolver sistemas de defesa planetária contra objectos celestes.

O evento começará com dois asteróides – o 2013 XA22 e o 2020 KZ3, de 94 e 20 metros, respectivamente – que passaram perto do nosso planeta nesta segunda-feira, a distâncias de 2,9 milhões e 1,2 milhões de quilómetros.

A distância média da Terra à Lua é de 385 mil quilómetros, portanto, a passagem relativamente próxima do 2020 KZ3 não representa ameaça ao nosso planeta.

O asteróide 2020 KY, que mede 20 metros, aparecerá na quarta-feira e passará a uma distância segura de 6,6 milhões de quilómetros.

Este asteróide será seguido por outro de tamanho semelhante, que chegará a 5,8 milhões de quilómetros na quinta-feira. No mesmo dia, outro corpo rochoso de 18 metros passará a uma distância mais próxima de 3,7 milhões de quilómetros.

Embora nenhum dos cinco corpos celestes permita prever o Apocalipse, são considerados pela NASA fontes de preocupação. Quatro deles foram detectados apenas em meados do mês passado. Se tivessem ameaçado a Terra, teriam deixado a humanidade com muito pouco tempo para se preparar para o impacto ou para tentar desviá-los.

É a segunda semana consecutiva que vê a passagem de pelo menos cinco asteróides, algo que relembra a ameaça potencial que estes objectos representam para a Terra, bem como a necessidade de desenvolver sistemas de alerta precoce.

Por exemplo, em Julho do ano passado, um asteróide do tamanho de um campo de futebol pregou um susto à NASA quando passou a apenas 65 mil quilómetros da Terra. Foi a maior rocha espacial a passar tão perto num século.

O asteróide, que recebeu o nome de 2019 OK, passou de forma quase imperceptível, 88 mil quilómetros por hora, a apenas um quinto da distância da Terra à Lua.

Em 2022, a NASA terá a oportunidade de testar a sua primeira missão de defesa planetária, o Teste de Direccionamento de Asteróides Duplos (DART), ao desviar uma pequena lua para o sistema binário de asteróides Didymos.

Asteróide “sorrateiro” pregou um susto à NASA e quase colidiu com a Terra em Julho

Em finais de Julho, um asteróide do tamanho de um campo de futebol pregou um susto à NASA quando passou…

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9 Junho, 2020

 

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3789: Asteróide que matou os dinossauros criou uma província hidrotermal nove vezes maior do que Yellowstone

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Chase Stone

O asteróide que dizimou os dinossauros da face da Terra criou uma província hidrotermal nove vezes maior do que a caldeira do super-vulcão Yellowstone, localizado nos Estados Unidos, conclui um novo estudo agora divulgado.

De acordo com a nova investigação, o meteorito Chicxulub, que caiu na Península de Yucatán, no México, há cerca de 66 milhões de anos, matando os dinossauros e 75% das espécies à face da Terra, criou na região uma enorme província hidrotermal.

Uma equipa de cientistas descobriu agora vestígios de um antigo sistema de ventilação hidrotérmica sob a cratera deixada pelo Chicxulub.

Tal como frisa o portal IFL Science, esta cratera, que a maior bacia de impacto deixada na Terra, é uma boa “janela” de estudo para os geólogos.

O Programa Internacional de Descoberta dos Oceanos, conta o mesmo portal de Ciência, perfurou a cratera até uma profundidade de 1.335 metros, visando estudar como é que a crosta terrestre responde depois de ser atingida por um impacto desta natureza.

Os cientistas encontraram um sistema de fluídos vulcânicos quentes a circular a uma profundidade de pelo menos 700 metros, ultrapassando largamente as medições anteriores. A partir da composição das rochas, a equipa foi ainda capaz de reconstruir as condições de cratera após o impacto do meteorito.

As temperaturas devem ter atingido os 300ºC para permitir a dispersão de algumas substâncias pelo sistema, concluíram os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Science Advances.

Rochas ricas em ferro revelaram ainda mudanças no campo magnético da Terra, mostrando que foram necessários cerca de 2 milhões de anos para a crosta sob o pico central arrefecer até aos 90ºC, escreve ainda o IFL Science.

A maioria dos cientistas envolvidos nesta investigação participaram também num outro estudo revelado na semana passada que dá conta que o asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”.

Asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”

O asteróide que dizimou os asteróides e 75% de todas espécies à face da Terra há 65 milhões de anos…

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5 Junho, 2020

 

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3782: Os asteróides Ryugu e Bennu podem ser “filhos” de um mesmo pai

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTERÓIDES

NASA / Goddard / University of Arizona
Asteróide Bennu

Os asteróides Ryugu e Bennu podem ter sido formados a partir de um outro asteróide de grandes dimensões, sugere uma investigação internacional.

Simulações numéricas de grandes rupturas de asteróides, como as que ocorrem no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, mostram que, durante estes eventos, fragmentos são ejectados e, em seguiam, volta a a juntar-se, formando agregados, alguns dos quais em forma de piões, começam por explicar os cientistas em comunicado.

As mesmas simulações levadas a cabo na nova investigação, liderada por Patrick Michel, do CNRS (França), e por Ronald-Louis Ballouz, da Universidade do Arizona (Estados Unidos), mostram ainda que Bennu e Ryugu podem ter-se formado a partir do rompimento de um mesmo asteróide parental, apesar de os seus níveis de hidratação serem diferentes.

Na prática, estes dois asteróides podem ter surgido da destruição de um outro asteróide de maiores dimensões – serão “filhos” de um mesmo corpo rochoso, explicam os cientistas no novo estudo cujos resultados foram publicados no fim de maio na Nature Communications.

Os cientistas acreditam que as propriedades gerais destes dois asteróides podem resultar directamente da perturbação do seu “corpo-pai”, o objecto que lhes terá dado origem.

A análise das amostras de Ryugu e Bennu que as sondas Hayabusa2 (JAXA) e OSIRIS-REx (NASA) estão a recolher vão permitir determinar com precisão a composição destes corpos, determinando se os dois asteróides são ou não “irmãos”.

O asteróide Bennu gira cada vez mais depressa (e ninguém sabe ao certo porquê)

O asteróide Bennu, alvo da missão OSIRIS-Rex da agência espacial norte-americana, está a girar cada vez mais depressa com o…

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4 Junho, 2020

 

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3766: Cientistas propõem desviar asteróides perigosos com naves cheias de rochas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTERÓIDES

NASA / JPL-Caltech

Uma equipa de cientistas do Centro Nacional de Ciências Espaciais (NSSC) da Academia Chinesa apresentou uma nova técnica para desviar asteróides potencialmente perigosos da Terra.

A nova técnica consiste numa nave espacial que é capaz de recolher mais de cem toneladas de rochas de um objecto próximo da Terra e de atingir depois o asteróide, desviando da sua trajectória, noticia a agência espanhola Europa Press.

Trata-se de um conceito melhorado do conceito de impacto cinético para o desvio de asteróides potencialmente perigosos para a Terra.

De acordo com a nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista Nature, a nave espacial em causa não seria tripulada, passando a sua missão por recolher mais de cem toneladas de um asteróide próximo da Terra para que estas pudessem depois ser utilizadas para atingir o outro asteróide potencialmente perigoso.

Simulações computorizadas levadas a cabo pelos cientistas chineses mostraram que esta técnica é mais eficaz do que um impacto cinético clássico.

Em declarações à agência noticiosa chinesa Xinhua, Li Mingtao, um dos autores da nova investigação frisa que a nova técnica não está limitada pela necessidade de um lançamento terrestre de um impactador artificial, prometendo aumentar significativamente a defesa planetária contra asteróides de grandes dimensões.

Apesar de ser pouco provável – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, que um asteróide atingir a Terra nos próximos anos ser mínima, as agências espaciais e cientistas de todo o mundo têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

Várias tecnologias de defesa planetária foram já propostas, incluindo explosões nucleares, impactos cinéticos, ablação a laser, entre outros.

Nem Asteróide do Apocalipse, nem Deus do Caos. Nenhum asteróide (conhecido) vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

A NASA continua a afirmar que nenhum asteróide conhecido representa um risco significativo de impacto com a Terra nos próximos…

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2 Junho, 2020

 

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3763: Northolt Branch Observatories

=== May NEO Confirmations ===

In May we helped to confirm seven new near-Earth Asteroids.

Three were found by the Catalina Sky Survey, three by ATLAS, and one was discovered by Pan-STARRS 1.

Of the seven, six were Apollo-type asteroids, with the other being an Amor. None were classified as a potentially hazardous asteroid (PHA).

===

• Nearest miss: 2020 KV5 made a close approach to the Earth on May 22nd at a distance of 852,000km (0.0057au)

• Smallest: 2020 JY1 24-55 metres

• Largest: 2020 KQ5 276-618 metres

• Faintest object: 2020 JY1 at mag +19.5

• Interesting Objects: 2020 KQ5 is moving in an eccentric, comet-like orbit that crosses the orbits of five planets (Mercury, Venus, Earth, Mars and Jupiter).

It is an Apollo-type asteroid with a diameter of 10-22 metres, was just 372,000 km away when we last observed it on May 29th, shortly after its closest approach at 369,000 km.

*Orbital diagram courtesy of: Catalina Sky Survey. D. Rankin*

Northolt Branch Observatories
Asteroid Day
NEOShield-2
Qhyccd

=== Que NEO Confirmações ===

Em Maio ajudámos a confirmar sete novos asteróides perto da Terra.

Três foram encontrados pela Catalina Sky Survey, três pelo ATLAS, e um foi descoberto por Pan-STARRS 1.

Dos sete, seis eram asteróides do tipo Apolo, com o outro sendo um Amor. Nenhum foi classificado como um asteróide potencialmente perigoso (PHA).

===

• Miss mais próxima: 2020 KV5 fez uma aproximação próxima da Terra no dia 22 de maio a uma distância de 852,000 km (0.0057 au)

• Pequeno: 2020 JY1 24-55 metros

• Maior: 2020 KQ5 276-618 metros

• Objecto mais fraco: 2020 JY1 na Mag + 19.5

• Objectos interessantes: 2020 KQ5 está se movendo em uma órbita excêntrica, semelhante a cometa que atravessa as órbitas de cinco planetas (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte e Júpiter).

É um asteróide tipo Apollo com um diâmetro de 10-22 metros, estava apenas a 372,000 km de distância quando o observámos pela última vez no dia 29 de maio, pouco depois de sua aproximação mais próxima a 369,000 km.

* Diagrama orbital cortesia de: Catalina Sky Survey. D. Rankin *

Northolt Branch Observatories
Asteroid Day
NEOShield-2
Qhyccd

 

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