2461: NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

Chama-se 1998 OR2 e é um enorme asteróide que está actualmente numa trajectória para passar pelo nosso planeta. Contudo, este não é um asteróide qualquer. O astro tem órbita excêntrica, é classificado como objecto próximo da Terra e como asteróide potencialmente perigoso do grupo Apollo.

O 1998 OR2 foi descoberto no dia 24 de Julho de 1998. Quem o detectou foram astrónomos do programa NEAT no Observatório de Haleakala, no Havai. Contudo, este é um dos asteróides mais brilhantes e um dos mais perigosos que existe.

Asteróide  de 1998 OR2 é da classe dos mais perigosos que passam pela Terra

Os asteróides – corpos rochosos que vagueiam pelo no espaço – não evocam uma sensação particularmente positiva. Na verdade, cada vez se tem falado mais, após sabermos que não estamos a salvo dos impactos.

Assim, há cada vez mais olhos a vigiar o espaço e, segundo informações recentes, parece que há uma grande rocha prestes a passar por cá. Se entrar na nossa atmosfera, seguramente vai fazer muitos estragos.

Chama-se 1998 OR2, esta rocha está desde há muitos anos na mira da NASA. A agência projectou a sua órbita até ao ano 2197. Pela estimativa da rota, este astro nunca irá colidir com a Terra, a não ser que algo perturbe a sua rota.

NASA classifica como muito grande

O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA revelou que o asteróide 1998 OR2 tem um diâmetro estimado de 4 quilómetros e espera-se que passe pela Terra no dia 29 de Abril de 2020, às 15:26 horas de Portugal Continental.

No seu ponto mais próximo, o asteróide estará a uma distância de aproximadamente 0,04205 unidades astronómicas ou cerca de 6,3 milhões de quilómetros do centro do nosso planeta. Parece seguro, certo? Bem, o curso do asteróide pode ser alterado devido a alguns fenómenos e pode eventualmente colidir com a Terra.

Mas que fenómenos serão esses?

Em primeiro lugar existe o efeito Yarkovsky, que é conhecido por afectar o semieixo maior dos asteróides. Este fenómeno pode ser definido como a força consequente exercida sobre um corpo celeste devido a mudanças na temperatura. Entre as várias razões para esta alteração da temperatura, está a influência da radiação externa ou a gerada internamente.

Dessa forma, este tipo de alteração pode afectar a rotação do asteróide 1998 OR2 e, eventualmente, a sua órbita, fazendo com que este se vire para a Terra.

O segundo factor que poderia levar ao evento catastrófico de colisão de asteróides seria a perturbação da trajectória causada pela Fenda de ressonância gravitacional. Este último pode ser descrito como uma pequena região no espaço em torno de um planeta onde a gravidade do planeta pode alterar a órbita de um corpo celeste que transita por perto. Dessa forma, no caso de um asteróide, a gravidade poderá atrair para dentro da órbita do planeta, levando a uma colisão.

Que consequências resultariam de um impacto deste asteróide o planeta?

Há muitos dados apenas avançados com base em previsões, felizmente não temos registos que atestem a certeza dos factos. Contudo, além do dano tectónico causado pelo asteróide, o impacto também alteraria severamente as condições meteorológicas e atmosféricas do planeta.

17/08/2019

 

2454: Seleccionados os quatro candidatos finais a local de recolha de amostras de Bennu

Na imagem encontram-se os quatro locais candidatos à recolha de amostras do asteróide Bennu pela missão OSIRIS-REx da NASA. “Nightingale” (canto superior esquerdo) encontra-se no hemisfério norte de Bennu. “Kingfisher” (canto superior direito) e “Osprey” (canto inferior esquerdo) encontram-se na região equatorial do asteróide. “Sandpiper” (canto inferior direito) está no hemisfério sul de Bennu. Em Dezembro, um destes locais será o escolhido para o evento de pouso da missão.
Crédito: NASA/Universidade do Arizona

Depois de meses a lutar contra a dura realidade da superfície do asteróide Bennu, a equipa que lidera a primeira missão de retorno de amostras de um asteróide da NASA seleccionou quatro potenciais locais para a nave espacial OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer) tocar o seu parceiro de dança cósmica.

Desde a sua chegada em Dezembro de 2018 que a sonda OSIRIS-REx tem mapeado todo o asteróide com o objectivo de identificar os locais mais seguros e acessíveis para a nave recolher amostras. Estes quatro locais agora serão estudados em mais detalhe a fim de seleccionar os dois últimos alvos – um primário e um local de reserva – em Dezembro.

A equipa originalmente planeava já ter escolhidos os dois últimos locais até este ponto da missão. A análise inicial de observações terrestres sugeriu que a superfície do asteróide provavelmente continha grandes “lagoas” de material fino. As primeiras imagens da nave, no entanto, revelaram que Bennu tem um terreno particularmente rochoso. Desde então, a topografia cheia de pedregulhos criou um desafio para a equipa identificar áreas seguras contendo material amostrável, que deve ser suficientemente fino – menos de 2,5 cm de diâmetro – para o mecanismo de recolha o conseguir recolher.

“Sabíamos que Bennu ia surpreender-nos, de modo que viemos preparados para o que pudéssemos encontrar,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, EUA. “Como acontece com qualquer missão de exploração, lidar com o desconhecido requer flexibilidade, recursos e engenho. A equipa OSIRIS-REx demonstrou estes traços essenciais para superar o inesperado durante todo o encontro com Bennu.”

O cronograma original da missão incluía, intencionalmente, mais de 300 dias de tempo extra para as operações de asteróide a fim de enfrentar tais desafios inesperados. Numa demonstração da sua flexibilidade e engenho em resposta às surpresas de Bennu, a equipa da missão está a adaptar o seu processo de selecção de locais. Em vez de seleccionar os dois últimos locais este verão, a missão vai passar mais quatro meses a estudar os quatro candidatos em mais detalhe, prestando especial atenção na identificação de regiões com material fino e amostrável recorrendo a observações de alta resolução. Os mapas que os “cidadãos contadores de pedregulhos” ajudaram a criar através de observações no início deste ano foram usados como um dos muitos dados considerados na avaliação da segurança de cada local. Os dados recolhidos serão fundamentais para seleccionar os dois últimos alvos mais adequados para a recolha de amostras.

A fim de se adaptar ainda mais à complexa superfície de Bennu, a equipa da OSIRIS-REx fez outros ajustes no processo de identificação do seu local de recolha de amostras. O plano original da missão previa um local de recolha de amostras com um raio de 25 metros. Não existem locais deste tamanho que não tenham pedregulhos, por isso a equipa identificou locais que variam entre 5 e 10 metros em raio. Para que a sonda tenha como alvo um local mais pequeno, a equipa reavaliou as capacidades operacionais da nave a fim de maximizar o seu desempenho. A missão também reforçou os seus requisitos de navegação para guiar a sonda até à superfície do asteróide, e desenvolveu uma nova técnica de amostragem chamada “Bullseye TAG,” que usa imagens da superfície do asteróide para navegar, com alta precisão, a sonda até ao solo. Até agora, o desempenho da missão demonstrou que os novos padrões estão dentro das suas capacidades.

“Embora a OSIRIS-REx tenha sido construída para recolher amostras de um asteróide a partir de uma área semelhante a uma praia, o extraordinário desempenho de voo, até à data, demonstra que seremos capazes de enfrentar o desafio que a superfície acidentada de Bennu representa,” comentou Rich Burns, gerente do projecto da OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. “Este extraordinário desempenho engloba não apenas a nave e os instrumentos, mas também a equipa que continua a enfrentar todos os desafios que Bennu nos lança.”

Os quatro locais candidatos em Bennu são designados “Nightingale” (rouxinol), “Kingfisher” (guarda-rios), “Osprey” (águia-pesqueira) e “Sandpiper” (galinhola) – pássaros nativos do Egipto. O tema da nomenclatura complementa as outras duas convenções de nomenclatura da missão – divindades egípcias (o asteróide e a nave espacial) e aves mitológicas (características à superfície de Bennu).

Os quatro locais são diversos tanto em posição geográfica como em características geológicas. Embora a quantidade de material amostrável em cada local ainda não tenha sido determinada, todos os quatro locais foram cuidadosamente avaliados para garantir a segurança da sonda à medida que desce, toca e recolhe uma amostra da superfície do asteróide.

“Nightingale” é o local mais a norte, situado a 56º N. Existem várias possíveis regiões de recolha de amostras. Encontra-se dentro de uma pequena cratera englobada por uma cratera maior com mais de 140 metros de diâmetro. O local contém principalmente material escuro e fino e tem o menor albedo, ou reflectividade, e a temperatura mais baixa dos quatro alvos.

“Kingfisher” está localizado numa pequena cratera perto do equador de Bennu a 11º N. A cratera tem um diâmetro de 8 metros e é cercada por pedregulhos, embora o local propriamente dito esteja livre de rochas grandes. Dos quatro locais, “Kingfisher” tem a mais forte assinatura espectral de minerais hidratados.

“Osprey” está situada numa pequena cratera, com 20 metros em diâmetro, também localizada na região equatorial de Bennu a 11º N. Existem várias possíveis regiões de recolha de amostras no local. A diversidade de tipos de rochas na área circundante sugere que o rególito de “Osprey” também pode ser diversificado. “Osprey” tem a mais forte assinatura espectral de material rico em carbono dos quatro alvos.

“Sandpiper” está localizado no hemisfério sul de Bennu, a 47º S. O local encontra-se numa área relativamente plana na parede de uma grande cratera com 63 metros em diâmetro. Também estão presentes minerais hidratados, o que indica que “Sandpiper” pode conter material não modificado e rico em água.

Neste outono, a OSIRIS-REx dará início a análises detalhadas dos quatro locais candidatos durante a fase de reconhecimento da missão. Durante o primeiro estágio desta fase, a sonda executará passagens altas sobre cada um dos quatro locais a partir de uma distância de 1,29 km para confirmar que são seguros e contêm material amostrável. A obtenção de imagens detalhadas também ajudará a mapear as características e pontos de referência necessários para a navegação autónoma da sonda até à superfície do asteróide. A equipa usará os dados destas passagens para seleccionar os dois locais de recolha de amostras finais (o primário e o de reserva) em Dezembro.

O segundo e terceiro estágios do reconhecimento vão começar no início de 2020, quando a sonda realizar passagens sobre os dois últimos locais a altitudes ainda mais baixas e captar observações de resolução ainda mais elevada da superfície com o objectivo de identificar características, como agrupamentos de rochas que serão usados para navegar ate à superfície para recolha de amostras. A recolha de amostras da OSIRIS-REx está prevista para a segunda metade de 2020 e a sonda regressará à Terra no dia 24 de Setembro de 2023.

Astronomia On-line
16 de Agosto de 2019

 

2437: Asteróide do tamanho da Grande Pirâmide de Quéops passará “perto” da Terra a 49 mil km/h

Dentro de dias a Terra irá ser visitada por um “novo” asteróide. Segundo a NASA, este astro, do tamanho da Grande Pirâmide de Quéops, vai passar na Terra a uma velocidade de 49 mil km/h. Este é mais um asteróide que no mês de Agosto vem visitar o nosso planeta.

Depois de milhões de anos de anonimato, a gigantesca rocha espacial, com um tamanho estimado de 160 metros de largura, vai fazer por cá o seu primeiro voo registado no dia 28 de Agosto.

Chama-se 2019 OU1 e é um asteróide “novo” a passar pela Terra

O asteróide, apelidado de 2019 OU1, faz parte da classe Apollo de asteróides próximos da Terra – que formam a maioria dos asteróides potencialmente perigosos. Conforme já vimos no passado, meteoritos desta classe podem criar danos, como vimos com o Chelyabinsk.

Este foi o asteróide, que explodiu dramaticamente sobre a cidade russa e deixou os residentes atordoados com cortes de vidro estilhaçado.

Qual a origem destes asteróide classe Apollo?

Pensa-se que os asteróides Apollo têm origem no principal cinturão de asteróides, mas depois são desviados do rumo pelas interacções gravitacionais com Júpiter. Estes asteróides “potencialmente perigosos” são definidos pela NASA como rochas espaciais que passam até 0,05 au da Terra e têm uma magnitude de 22 ou menos.

De acordo com o CNEOS (Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra) da NASA, o asteróide 2019 OU1 deverá passar pela Terra no próximo dia 28 de Agosto. A rocha estará a uma distância de apenas 0,6867 unidades astronómicas ou 1 028 370,82 quilómetros da Terra.

Portanto, o asteróide deve passar pela Terra, mas sem a classificação de “perigoso” pela NASA.

Estamos a demorar muito para identificar a passagem dos asteróides

A parte mais assustadora é que a rocha, chamada 2019 OK, poderia arrasar uma cidade. Tendo poder semelhante ao de uma bomba atómica e nem sequer tinha sido avistada por astrónomos.

Se tivesse 100 metros de diâmetro, deixaria uma cratera com cerca de um quilómetro de diâmetro, e a energia da explosão seria equivalente a cinco megatoneladas de TNT. Contudo, se esse astro batesse nalgum lugar onde não há nada, então não aconteceria muito. Se caísse no oceano, poderia incitar um tsunami, mas não seria um que ameaçasse a vida.

Referiu o professor Kris Stanek ao jornal El Reg.

A nossa capacidade de lidar com os asteróides está a tornar-se mais urgente, à medida que os cientistas tentam desenvolver métodos para proteger a Terra da catástrofe. Na verdade, segundo, o nosso planeta, um dia assistiu a um impacto tão devastador que quase todos os dinossauros foram extintos, deixando apenas algumas aves vivas na Terra.

Nesse sentido, há várias agências, além da NASA, a desenvolver um projecto de escudo planetário. Resta saber se um dia iremos precisar dele e ele funcionará.

Imagem: NASA
Fonte: Mashable

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2421: Vem aí um asteróide maior do que o Empire State Building (mas não há perigo)

(CC0/PD) Frantisek_Krejci / pixabay

Sim, um asteróide maior do que o Empire State Building vai passar pela Terra no próximo sábado. Não, isso não significa que precisemos de ficar preocupados.

No próximo sábado, o asteróide 2006 QQ23 vai passar a 0,049 unidades astronómicas da Terra, a cerca de 16.740 quilómetros por hora. Embora seja uma distância e uma velocidade suficientes para poder classificar este objecto de “asteróide potencialmente perigoso”, não há nada a temer.

Em declarações à CNN, Lindley Johnson e Kelly Fast, que controlam os objectos próximos da Terra com o Gabinete de Coordenação da Defesa Planetária da NASA, afirmam que este asteróide, com quase 570 metros de diâmetro, é “mais ou menos benigno”.

Segundo o canal televisivo, controlar estes objectos funciona principalmente como um mecanismo de defesa, para garantir que nenhum deles fica perto de atingir a Terra. Todos os anos, cerca de seis objectos do tamanho deste asteróide — que é maior do que o emblemático Empire State Building (443 metros) — passam pelo nosso planeta.

Além disso, existem actualmente cerca de 900 objectos espaciais próximos de nós no Sistema Solar que têm quase um quilómetro de diâmetro, ou seja, são muito maiores do que este asteróide 2006 QQ23.

É verdade que se atingisse a Terra, este asteróide poderia devastar uma grande área. No entanto, segundo Johnson, o impacto com a Terra é algo raro, ocorrendo talvez uma vez a cada dois ou três séculos.

E, como escreve a CNN, a NASA possui tecnologia para encontrar estes asteróides e perceber quando vão passar perto da Terra. Por exemplo, no caso do 2006 QQ23, os cientistas seguiram os dados de órbita a começar em 1901 até ao ano de 2200.

Porém, na semana passada, investigadores do Royal Institution of Australia, organização científica australiana sem fins lucrativos, anunciaram que um asteróide “assassino de cidades” passou muito perto da Terra — e quase passou despercebido.

ZAP //

Por ZAP
9 Agosto, 2019

 

Asteróide “potencialmente perigoso” aproxima-se da Terra

Os especialistas estão atentos e, para já, não veem motivos para preocupação.

© iStock Os especialistas estão atentos e, para já, não veem motivos para preocupação.

Um asteróide de 560 metros de diâmetro vai passar junto ao planeta Terra no próximo dia 10 de Agosto.

O corpo rochoso espacial vai passar a uma distância de cerca de 0,049 unidades astronómicas (7,4 milhões de quilómetros) da Terra a uma velocidade de aproximadamente 16.740 quilómetros por hora.

Apesar de ainda ser uma distância longínqua, a verdade é que os especialistas da NASA consideraram este asteróide como “potencialmente perigoso”, uma vez que vai passar a menos de 0,05 unidades astronómicas da terra.

Os especialistas Lindley Johnson e Kelly Fast disseram à CNN que não há razões para preocupações, até porque é bastante comum que corpos espaciais deste género passem junto ao planeta Terra.

msn notícias
Notícias ao Minuto
03/08/2019

 

2392: Asteróide “assassino de cidades” passou pela Terra (e ninguém deu por isso)

CIÊNCIA

(CC0/PD) CharlVera / pixabay

Investigadores do Royal Institution of Australia, uma organização científica australiana sem fins lucrativos, disseram que um asteróide com potencial para destruir cidades passou muito perto da Terra – e quase não o vimos.

O asteróide, baptizado de Asteróide 2019 OK, tinha cerca de 57 a 130 metros de largura e movia-se a grande velocidade a uma distância de aproximadamente 73.000 quilómetros da Terra – menos de um quinto da distância até à Lua.

“Deveria preocupar-nos a todos. Não é um filme de Hollywood. É um perigo claro e presente. Seria como uma arma nuclear muito grande“, esclareceu Alan Duffy, investigador do instituto australiano.

“É provavelmente o maior asteróide a passar tão perto da Terra em muitos anos”, disse Michael Brown, astrónomo e professor da Universidade Monash, ao The Post.

O asteróide foi detectado na semana passada por duas equipas de astronomia diferentes, uma no Brasil e outra nos Estados Unidos. Os astrónomos não identificaram o objecto – conhecido como “assassino de cidades” – até pouco tempo antes de se aproximar do nosso planeta a cerca de 61 vezes a velocidade de um jacto comercial.

Os dados sobre o seu tamanho e órbita só foram compilados algumas horas antes de passar pela Terra. Para colocar o tamanho do corpo rochoso em perspectiva, o meteoro que causou o incidente em Chelyabinsk, na Rússia, tinha apenas 20 metros de diâmetro e explodiu com mais energia do que uma arma nuclear.

This is the video of the close encounter of Asteroid 2019 OK we have been Twitting all day with the Earth: https://watchers.news/2019/07/24/asteroid-2019-ok/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter 

Mas a pergunta que se impõe é: como deixamos um asteróide tão grande passar quase despercebido? Justamente por causa do seu tamanho e da sua órbita. Embora seja grande, o Asteróide 2019 OK não é do tamanho da rocha que causou a extinção dos dinossauros, por exemplo. Objectos deste tipo são detectados 90% das vezes por instituições científicas.

Além disso, o asteróide tem uma órbita muito elíptica. Segundo Brown, passou muito além da órbita de Marte, quase na órbita de Vénus,o que dificultou a sua observação. Três dias antes do seu encontro com a Terra, o asteróide era mil vezes mais fraco para se detectar do nosso ponto de vista.

Há ainda a questão da velocidade. Conforme se aproximava do planeta, o asteróide viajava a 24 quilómetros por segundo. As rochas espaciais detectadas recentemente possuíam velocidades entre 4 e 19 quilómetros por segundo, por exemplo.

De acordo com os especialistas, a detecção de último minuto serve como um lembrete da ameaça real que os asteróides podem representar para a Terra. Se nos tivesse atingido, teria, sem dúvida, resultado em incidentes devastadores.

Apesar de a probabilidade de um asteróide “matar” uma cidade inteira ser “modesta”, Brown afirma que vale a pena dedicar recursos para a detecção e prevenção deste tipo de objectos.

O Asteróide 2019 OK prova que existem outros por aí, potencialmente perigosos, dos quais nem sequer temos conhecimento. Estes objectos podem aproximar-se da Terra sem aviso prévio. Segundo o Washington Post, os astrónomos estão a desenvolver duas abordagens para tentar desviar asteróides prejudiciais ao planeta.

Duffy explicou que uma das estratégias envolve empurrar lentamente o asteróide para longe da Terra. A outra, chamada de tractor de gravidade, usa a gravidade de uma aeronave para desviar o objecto, caso seja detectado cedo o suficiente.

ZAP // HypeScience / Futurism

Por ZAP
31 Julho, 2019

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2370: Os asteróides não são assim tão irrelevantes (e cinco motivos mostram-nos porquê)

CIÊNCIA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

A exploração espacial captou desde sempre a atenção dos mais entusiastas. Mas há motivos suficientes para que a atenção dos cientistas se volte para vizinhos muito menores do que a Lua, e muito mais traiçoeiros: os asteróides.

Para muitos parece mais fascinante explorar a Lua ou um planeta como Marte, uma ambição partilhada pela NASA e por Elon Musk. Mas olhar para os asteróides e enviar missões com o propósito de os explorar pode resultar em descobertas igualmente fascinantes. Exemplo disso é a missão OSIRIS-REx, da NASA, que explora o asteróide Bennu.

Para trazer estes “pequenos” corpos rochosos à luz do holofotes, Dimitri Veras, cientista da Universidade de Warwick, e James Blake, da mesma instituição, elencaram num artigo do The Conversation cinco motivos para que os asteróides recebam o devido reconhecimento do grande público, e não só da comunidade científica.

O primeiro é aterrorizador: os asteróides podem matar-nos. Apesar de as possibilidades de um meteoro cair na nossa cabeça serem quase zero, é importante lembrar que os dinossauros foram extintos graças a uma cadeia de eventos que começou com um incidente como este.

Além disso, em Fevereiro de 2013, um meteoro caiu sobre os Montes Urais da Rússia em Chelyabinsk, e causou uma explosão que feriu mais de mil pessoas. O corpo rochoso pesava cerca de 10 toneladas e media cerca de 14 metros de largura.

O meteoro entrou na atmosfera terrestre a uma velocidade de, pelo menos, 53 mil quilómetros por hora, e ninguém viu o asteróide chegar. “E se o mesmo acontecer numa área urbana?”, questionam os autores no artigo.

O segundo motivo prende-se com um elemento fundamental à vida. Existem estudos científicos que levantam a hipótese de a água ter chegado à Terra através de cometas e meteoros, há milhares de milhares de anos. A ideia não é, de todo, absurda se relembrarmos a missão Dawn, da NASA, que revelou que o maior asteróide conhecido – Ceres – é repleto de água congelada.

O terceiro e último lugar do pódio desta lista é misterioso: os asteróides podem revelar segredos antigos do Sistema Solar.

As superfícies dos asteróides não se desgastam, dado que não têm atmosfera. Por esse motivo, as crateras destes corpos estão melhor preservadas em grandes escalas de tempo e carregam em si os impactos e marcas dos últimos milhares de anos. Segundo os autores, os asteróides podem mesmo servir como “túneis do tempo” na procura de provas.

Além disso, podem também mostrar-nos como o Sistema Solar irá morrer. Um dia, daqui a alguns milhares de milhões de anos, o Sol provavelmente transformar-se-á numa anã branca e engolirá Mercúrio, Vénus e a Terra no processo de expansão. Mas pelo menos cinco dos planetas do sistema solar, e muitos asteróides, poderão sobreviver.

Desta forma, os asteróides desempenham um importante papel neste ciclo. Analisar os restos de asteróides partidos dentro das atmosferas de anãs brancas – como acontece hoje – permite determinar a composição química destes corpos rochosos e fazer uma espécie de “autópsia” à distância, que ajudará a identificar a composição química de sistemas planetários além do nosso.

Por último, mas não menos importante: os asteróides podem suportar vida. Um impacto suficientemente grande de um asteróide num planeta poderia gerar energia suficiente para “lançar” material da superfície para o Espaço. Se o planeta em questão for habitado por formas de vida, parte do material lançado pode ser um transporte acidental de microrganismos resistentes.

Se estes microrganismos sobreviverem ao ambiente inóspito do Espaço, há probabilidades de encontrarem um novo planeta habitável como destino final. Apesar de as possibilidades serem pequenas, não são inexistentes, sublinham os investigadores.

Independentemente disso, chegámos à conclusão que cinco motivos chegam para nos convencer de que os asteróides não são assim tão insignificantes.

ZAP // CanalTech

Por ZAP
26 Julho, 2019

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2344: Asteróide Ryugu é semelhante a uma esponja gigante (e pode ter um núcleo denso escondido no interior)

Akademy / Flickr
Asteróide Ryugu numa imagem capturada pela nave espacial japonesa Hayabusa2

O rover espacial MASCOT conseguiu fazer medições que mostraram que, ao contrário do esperado, o asteróide Ryugu está vazio por dentro e a sua estrutura porosa é semelhante à de uma esponja.

A descoberta explica por que razão apenas um número extremamente pequeno de meteoritos deste tipo atinge a superfície da Terra.

Anteriormente, os astrónomos acreditavam que a superfície dos asteróides condritos do tipo C estava coberta de poeira fina e seixos cósmicos e que o seu interior era composto de rochas relativamente densas.

No entanto, de acordo com um estudo publicado a 15 de julho na revista Nature Astronomy, tudo aconteceu de maneira diferente quando a MASCOT investigou Ryugu e descobriu que apenas a sua superfície abrigava grandes rochas, enquanto o seu interior estava vazio.

“Ryugu surpreendeu-nos, só vimos grandes fragmentos no asteróide que são muito porosos e provavelmente muito frágeis”, disse Matthias Grott, um dos líderes da missão MASCOT, em comunicado. “Agora podemos confirmar que é muito provável que os fragmentos desses asteróides se quebrem ainda mais quando entram na atmosfera da Terra e, em geral, queimam completamente.” Isso significa que apenas os maiores fragmentos atingem a superfície da Terra.

Esta teoria também é confirmada pelo facto de que o asteróide aquece e arrefece muito lentamente quando a “manhã” e “noite” chegam nas regiões estudadas pela MASCOT. Por outro lado, os cientistas não excluem que um núcleo denso e sólido coberto por uma camada bastante espessa de rochas parcialmente divididas e esmagadas possa estar escondido por dentro.

Os astrónomos assinalam que, neste sentido, Ryugu é parecido com os cometas Churyumov-Gerasimenko e Hartley. Isto, por sua vez, indica que o objecto que originou o asteróide era constituído por material primário do sistema solar e era bastante grande, sendo que o seu diâmetro pode ter superado os 50 quilómetros. Se se confirmar essa teoria, Ryugu poderia ser um fragmento da crosta primária do “embrião” de um planeta.

Por outro lado, também é possível que o progenitor deste corpo celeste fosse um objecto relativamente pequeno, com aproximadamente um quilómetro de largura. Neste caso, deveria ter surgido nos primeiros momentos da vida da família planetária, quando o disco protoplanetário estava suficientemente quente para a existência de água líquida.

A nave espacial Hayabusa-2 foi lançada ao espaço no início de Dezembro de 2014 para estudar, recolher e enviar amostras do asteróide Ryugu. A nave permaneceria perto do asteróide durante um ano e meio para recolher amostras de solo e para depois as trazer para a Terra.

Além disso, a Hayabusa-2 levou ao asteróide os rovers japoneses Rover-1A e Rover-1B, batizados de MINERVA-II-1, bem como o aparelho europeu MASCOT. Os primeiros atingiram a superfície do objeto espacial no final de setembro de 2018 e o MASCOT pousou no Ryugu em Outubro.

O rover realizou com sucesso todas as tarefas científicas recolhendo os dados necessários e tirando fotografias para conhecer melhor o asteróide.

ZAP //

Por ZAP
20 Julho, 2019

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2309: Descoberto um asteróide escondido que está “apaixonado” pelo Sol

O ano passa depressa neste asteróide recém-descoberto. O chamado 2019 LF6 orbita o Sol a cada 151 dias, e detém agora o recorde da menor órbita entre todos os asteróides conhecidos.

Uma equipa de astrofísicos da Caltech acaba de descobrir um enorme asteróide, com uma órbita muito próxima do Sol, que passou até agora despercebido a todos os cientistas e astrónomos que exploram os nossos céus.

O asteróide, designado 2019 LF6, mede aproximadamente um quilómetro de diâmetro. Na sua trajectória, oscila além de Vénus e, por vezes, aproxima-se do Sol mais do que Mercúrio, planeta que dá uma volta à nossa estrela a cada 88 dias.

O 2019 LF6 é um asteróide Atira, ou IEO, objecto cuja órbita se encontra totalmente contida na órbita terrestre. Conhecem-se apenas 20 asteróides Atira.

“Actualmente, os asteróides de um quilómetro de comprimento não são encontrados com muita frequência”, explicou Quanzhi Ye, astrofísico da Caltech que descobriu o 2019 LF6, em comunicado.

“Há 30 anos, as pessoas começaram a organizar buscas metódicas por asteróides, primeiro encontrando objectos maiores, mas agora que a maioria foi encontrada, os maiores são pássaros raros. LF6 é incomum em órbita e tamanho e a sua órbita única explica porque um asteróide tão grande escapou de várias décadas de buscas cuidadosas”, explicou.

O 2019 LF6 foi descoberto através da Zwicky Transient Facility (ZTF), uma câmara de última geração no Palomar Observatory (San Diego, EUA) que examina os céus todas as noites em busca de objectos transitórios, como estrelas em explosão e asteróides em movimento.

ZTF / Caltech Optical Observatories
Imagens da descoberta do asteróide 2019 LF6

Como o ZTF observa o céu tão rapidamente, é ideal para encontrar asteróides Atira, que possuem janelas de observação curtas. “Só temos cerca de 20 a 30 minutos antes do nascer do sol ou depois do pôr do sol para encontrar esses asteróides”, disse Ye.

Para detectar os Atira, a equipa da ZTF tem conduzido uma campanha de observação chamada Twilight, a hora mais apropriada para descobrir os objectos. Até agora, o programa descobriu outro asteróide Atira, chamado 2019 AQ3. Antes de 2019 LF6, 2019 AQ3 tinha o ano mais curto conhecido de qualquer asteróide, orbitando o Sol aproximadamente a cada 165 dias.

“Os dois grandes asteróides Atira que foram encontrados pela ZTF orbitam bem fora do plano do sistema solar”, disse Prince. “Isto sugere que, em algum momento no passado, foram atirados para fora de lá porque se aproximaram muito de Vénus ou Mercúrio”.

ZTF / Caltech Optical Observatories
O corpo celeste recém-descoberto, com cerca de um quilómetro de diâmetro, orbita o Sol a cada 151 dias

Além dos dois objectos Atira, a ZTF encontrou cerca de 100 asteróides próximos da Terra e cerca de 2.000 asteróides a orbitar o Cinturão Principal entre Marte e Júpiter.

ZAP //

Por ZAP
13 Julho, 2019

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2301: Sonda espacial japonesa pousa em asteróide a 244 milhões de quilómetros da Terra

Akademy / Flickr
Asteróide Ryugu numa imagem capturada pela nave espacial japonesa Hayabusa2

Uma sonda espacial japonesa conseguiu nesta quinta-feira pousar num asteróide localizado a 244 milhões de quilómetros da Terra, com o objectivo de recolher amostras que fornecem informações sobre a origem do sistema solar, o culminar da missão iniciada em 2014.

“Foi um sucesso”, indicou a Agência Japonesa de Exploração Espacial (JAXA). De acordo com a JAXA as informações chegaram à estação Hayabusa2 ocorreram pelas 10h20 (1h20 em Lisboa).

A manobra realizada pela sonda espacial Hayabusa2 tinha como objectivo recuperar amostras subterrâneas de uma cratera do asteróide Ryugu, que a mesma sonda tinha aberto em Abril, uma missão arriscada que exigia, por exemplo, que esta se afastasse imediatamente para não ser atingida por fragmentos da explosão.

De acordo com a JAXA, as amostras não foram afectadas pela radiação. As novas amostras podem agora fornecer informações adicionais àquelas recolhidas na superfície em Abril.

A operação desta quinta-feira, explicou a agência, foi especialmente delicada porque a sonda espacial tinha de recolher as amostras na cratera aberta com sete metros de diâmetro.

Em Setembro do ano passado, a Humanidade fez história quando, pela primeira vez, o Homem conseguiu aterrar dois rovers não tripulados num asteróide. Conhecidos por MINERVA-II1, os dois rovers saíram de uma nave espacial de origem japonesa, Hayabusa2, e aterram num asteróide com um quilómetro de largura, o Ryugu.

Um mês antes, a Hayabusa2, lançada no final de 2014 para conseguir amostras deste asteróide, conseguiu a primeira fotografia close-up do asteróide.

Acredita-se que este asteróide seja um dos mais antigos a sobrevoar o espaço e, por isso, abundante em material orgânico que lançará novas evidências sobre a criação do planeta Terra. Em Dezembro de 2019, o Hayabusa2 deixará o asteróide, chegando à Terra no final de 2020. A NASA tem trabalhado numa missão similar prevista para 2023.

ZAP // Lusa

Por ZAP
11 Julho, 2019

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Asteróide Vesta sofreu “toque e fuga”

Impressão de artista de uma gigantesca colisão “toque e fuga” no asteróide Vesta.
Crédito: Mikiko Haba

A cintura de asteróides entre Marte e Júpiter preserva os processos de formação planetária, congelados no tempo. Vesta, o segundo maior asteróide nesta cintura, fornece uma excelente oportunidade para os cientistas investigarem a origem e a formação dos planetas. Em particular, Vesta manteve a sua crosta, manto e núcleo metálico, tal como a Terra. O mapeamento cuidadoso de Vesta pela missão Dawn da NASA mostrou que a crosta no pólo sul de Vesta é excepcionalmente espessa.

Num artigo publicado recentemente na revista Nature Geoscience, a Dra. Yi-Jen Lai, do Centro de Investigação Planetária da Universidade Macquarie e colegas propuseram uma nova história evolutiva de Vesta, envolvendo um impacto gigantesco. Isto é baseado em determinações precisas de idade dos cristais de zircónio dos mesossideritos, um tipo enigmático de meteorito Vestano, e resolve passadas incertezas sobre a evolução de Vesta.

Os mesossideritos são um tipo de meteorito rochoso de ferro, consistindo de materiais da crosta e do núcleo derretido de um asteróide/asteróides. Estes misteriosos e raros meteoritos proporcionam uma visão única da catastrófica fragmentação de asteróides diferenciados (com camadas), provavelmente Vesta.

A autora principal do estudo, a Dra. Makiko Haba do Instituto de Tecnologia de Tóquio, diz que “o principal desafio é que menos de 10 grãos de zircónio, favoráveis à datação, foram relatados ao longo de algumas décadas. Desenvolvemos um novo método para encontrar zircónio em mesossideritos e, eventualmente, preparámos grãos suficientes para este estudo.”

A equipa realizou uma datação de alta precisão usando os isótopos de urânio e chumbo de duas dúzias de grãos de zircónio em mesossideritos na principal universidade de investigação de geociências do mundo, a ETH Zurique na Suíça.

A Dra. Yi-Jen Lai comentou: “Nós descobrimos duas datas significativas: há 4.558,5 e 4.525,39 milhões de anos, que se relacionam com a formação da crosta inicial e com a mistura de metal-silicato provocada por uma colisão cósmica de ‘toque e fuga’.”

Os cientistas propõem a nova explicação de “toque e fuga” para estes dois importantes novos momentos. No novo modelo, depois de Vesta já se ter diferenciado em camadas distintas de crosta, manto e núcleo, outro asteróide com aproximadamente um-décimo do tamanho de Vesta colidiu com ele, provocando a ruptura em grande escala do hemisfério norte. Os destroços desse impacto, compostos de todas as três camadas de Vesta, ficaram presos no hemisfério sul de Vesta, explicando a crosta anormalmente espessa que a sonda Dawn da NASA detectou no polo sul de Vesta. O novo modelo também explica com sucesso a forma distinta de Vesta e a ausência do mineral olivina do manto nos meteoritos Vestanos.

A equipa pensa que o conceito pode ser aplicado a outros corpos planetários a fim de reconstruir as suas histórias.

Astronomia On-line
9 de Julho de 2019

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2282: O asteróide Vesta é fruto de uma peculiar colisão cósmica

NASA
O protoplaneta Vesta em imagem captada pela sonda espacial Dawn.

Novas informações recolhidas pela sonda espacial Dawn da NASA revelaram que o asteróide Vesta, o segundo maior do cinturão de asteróides, é fruto de uma colisão cósmica peculiar, uma vez que se formou num impacto de “golpe e fuga”.

Vesta, também conhecido como 4 Vesta, é um corpo rochoso gigante. Mede mais de 500 quilómetros de diâmetro e conta com cerca de 800 mil quilómetros quadrados de área. Contas feitas, é nove vezes maior do que Portugal e 50 vezes maior do que o meteoro que poderá ter levado à extinção dos dinossauros.

Os novos dados da agência espacial norte-americana revelam que este gigante manteve a sua crosta, manto e núcleo metálico, assim como a Terra. Contudo, o seu pólo sul é incomummente espesso, tal como noticia a agência noticiosa Europa Press.

Visando justificar esta particularidade, o cientista Yi-Jen Lai, da Universidade de Macquarie, na Austrália, e a sua equipa internacional de especialistas propõem agora uma nova história evolutiva para o Vesta tendo por base uma teoria sobre um enorme impacto.

O novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Nature Geoscience, é baseado em determinações precisas da idade de cristais de zircónio dos mesossideritos – um tipo de enigmático meteorito de Vesta – e tem como objectivo resolver as incertezas relacionadas com o passado evolutivo do asteróide.

Os mesossideritos são um tipo de meteorito de ferro, composto por materiais da crosta e do núcleo fundido de um asteróide. Estes meteoritos misteriosos e raros oferecem uma visão única sobre a desintegração catastrófica de asteróides diferenciados, isto é corpos rochosos em camadas, tal como é o caso do Vesta.

“O principal desafio é que menos de 10 grãos de zircão favoráveis para datação de idades ​​foram relatados em décadas. Desenvolvemos um novo método para encontrar zirconitos em mesossideritos. E, finalmente, preparamos grãos suficientes para este estudo”, explicou o principal autor do estudo, Makiko Haba, da Universidade de Tóquio, no Japão.

A equipa conduziu depois estudos de datação de alta precisão recorrendo a isótopos de urânio e chumbo e encontrou dois momento importantes, tal como explicou Yi-Jen Lai. “Descobrimos duas datas importantes: 4.558,5 e 4.525.39 milhões de anos atrás, que estão relacionadas com a formação inicial da crosta e com a mistura de metal-silicato causada por uma colisão cósmica de ‘golpe e fuga’”.

Perante estas datas, os cientistas apresentam uma nova explicação para estes dois momentos cruciais. Segundo sustenta a equipa na publicação, no primeiro momento, depois de o Vesta já se ter diferenciado em diferentes camadas de crosta, manto e núcleo, um outro asteróide – com cerca de um décimo do Vesta – impactou-o, causando uma ruptura em grande escala no hemisfério norte.

Os destroços deste impacto, compostos pelas três “capas” do Vesta, ficaram presos no hemisfério sul do corpo rochoso, explicando assim a crosta anormalmente espessa detectada pela sonda da NASA. Este modelo de impacto e fuga explica ainda a forma distinta de Vesta, bem como a falta de olivina do manto nos meteoritos do asteróide.

A equipe acredita ainda que o conceito pode também ser aplicado a outros corpos planetários para reconstruir as suas histórias evolutivas.

ZAP //

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6 Julho, 2019

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2253: Asteróide explodiu na atmosfera perto de Porto Rico horas após ser detectado pela primeira vez

Astrónomos descobriram um asteróide de um tamanho de um carro horas antes de atingir a Terra e queimar na atmosfera no fim de semana passado.

Cientistas no Hawai viram o asteróide, chamado 2019 MO, no sábado, dia 22 de Junho. Pouco depois, o objecto explodiu numa grande bola de fogo à medida que atingiu a atmosfera a cerca de 380 quilómetros a sul de San Juan, em Porto Rico, de acordo com a Universidade do Hawai.

Esta é a quarta vez na História que os astrónomos detectam um asteróide tão perto do impacto. As outras três identificações ocorreram nos últimos 11 anos – 2008 TC3, 2014 AA e 2018 LA, que aterrou como meteorito na África do Sul sete horas depois de ser identificado pelos cientistas.

Ao contrário do 2018 LA, o último visitante da Terra foi inofensivo e não chegou ao chão. Mas o asteróide, de quatro metros de comprimento, ainda fez uma bola de fogo que equivaleu a cerca de seis mil toneladas de explosivos TNT, segundo o Centro de Estudos de Objetos da Terra Próxima (CNEOS), dirigido pelo Jet Propulsion Lab Pasadena, Califórnia.

O impacto do asteróide foi tão poderoso que até os satélites em órbita o avistaram. Satélites operados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) registaram o seu impacto e destruição às 21h25.

No momento do impacto, 2019 MO viajava a cerca de 14,9 quilómetros por segundo. O Geostationary Lightning Mapper da NOAA a bordo do satélite GOES-East também mapeou o asteróide, de acordo com o The Weather Channel.

O facto de os cientistas terem detectado o asteróide antes da sua aniquilação é motivo de comemoração. Esta é a primeira vez que dois telescópios – o ATLAS da Universidade do Hawai e o Pan-STARRS mostraram que podem “fornecer suficiente advertência para afastar as pessoas” do local de impacto de um asteróide.

Usando estes telescópios, os astrónomos observaram 2019 MO quatro vezes em apenas 30 minutos, quando o asteróide estava a apenas 500 mil quilómetros da Terra – 1,3 vezes a distância da Terra à Lua.

No início, os cientistas deram uma classificação de dois em quatro, o que significa que parecia improvável que atingisse a Terra. Mas à medida que mais dados chegavam, actualizaram 2019 MO para quatro. A rede climática Nexrad, em Porto Rico, que é operada pelo Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA, também localizou o asteróide, identificando o seu local de entrada, de acordo com a Cnet.

2019 MO foi muito menor que o meteoro de 20 metros que explodiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. A energia liberta por esse meteoro foi equivalente a cerca de 440 mil toneladas de TNT.

Agora que o ATLAS está instalado e a funcionar, detectará todos os tipos de asteróides, grandes e pequenos. Os dois telescópios do sistema, situados a 160 quilómetros de distância, analisam o céu nocturno em busca de asteróides a cada duas noites. Desde então, descobriram cerca de 100 asteróides com mais de 30 metros de diâmetro por ano.

Em teoria, o ATLAS deverá conseguir encontrar asteróides menores, como 2019 MO, cerca de meio dia antes de chegar e objectos maiores, como o meteoro de Chelyabinsk, alguns dias antes de chegarem.

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30 Junho, 2019

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2250: Há um asteróide que poderia tornar todos os habitantes da Terra multimilionários

CIÊNCIA

Os cientistas descobriram que o asteróide Psyche 16 é composto por metais pesados cujo valor se estima em 700 triliões de dólares – equivalente a 615 triliões de euros -, o que significa que poderia converter todos os habitantes da Terra em multimilionários.

De acordo com o Oil Price, este objecto espacial, localizado entre Marte e Júpiter, a cerca de 750 mil milhões de quilómetros da Terra, contem suficientes metais pesados (como ouro, ferro e níquel) para que cada habitante do nosso planeta receba mil milhões de dólares.

O seu diâmetro tem mais de 250 quilómetros e a sua massa é quase 1% de toda a massa existente na cintura de asteróides. Psyque foi o 16º objecto descoberto no cinturão de asteróides, por Annibale de Gasparis a 17 de Março de 1852 em Nápoles e foi baptizado em honra de Psiquê, a bela mortal por quem Eros se apaixonou na mitologia antiga.

Em Julho de 2017, a agência espacial norte-americana NASA anunciou que iria apressar os seus planos de visitar o valiosíssimo asteróide metálico. A sonda da NASA deve chegar ao asteróide quatro anos mais cedo do que o inicialmente previsto, graças à descoberta de uma trajectória mais eficiente que vai levá-la ao seu destino em 2026. Felizmente para a estabilidade económica do nosso planeta, a agência espacial só planeia observar, até porque provavelmente ainda não consegue extrair nada.

“Os titãs do ouro agora controlam centenas das propriedades mais produtivas do mundo, mas os 114 ou 141 milhões de gramas de ouro que trazem para o mercado por ano são piores em comparação às conquistas disponíveis no espaço“, disse Scott Moore, director executivo da EuroSun Mining.

No entanto, John Zarnecki, professor e presidente da Royal Astronomical Society do Reino Unido, estima que demoraríamos cerca de 25 anos para obter uma “demonstração conceptual” sobre se é possível extrair ouro do espaço e meio século para iniciar a produção comercial. Tudo isso dependeria de dois factores-chave: a sua viabilidade económica e o desenvolvimento da nossa tecnologia espacial.

De momento, potências como os EUA e a China já estão a tomar posições para o que será, de acordo com Mitch Hunter-Scullion, fundador da Asteroid Mining Company, o próximo boom na indústria de mineração. A Europa e o Japão também demonstraram interesse.

“Uma vez que a infraestrutura esteja configurada, as possibilidades são quase infinitas”, afirmou Hunter-Scullion, acrescentando que aqueles que sabem aproveitar essa “corrida aos asteróides” podem ganhar “uma quantia astronómica de dinheiro”.

Scott Moore acredita que a Psique 16 será apenas “a primeira paragem nesta aventura” de exploração espacial para obter ouro, já que existem outros asteróides próximos ao nosso planeta que poderiam ser atraídos para uma órbita na qual é possível extrair vários recursos.

Além disso, a Lua abriga ouro e platina, bem como metais de terras raras, e os cientistas dizem que o satélite tem suficiente gravidade para uma actividade de mineração. Enquanto isso, na mesma região do Psique 16 está localizado outro pequeno asteróide de 200 metros de comprimento com uma quantidade de platina que se acredita que poderia valer cerca de 30 mil milhões de dólares.

Estima-se que o mercado global de mineração de asteróides atinja os 3.800 milhões de dólares em 2025, levando em conta as missões actuais e futuras, bem como aumentando os investimentos em tecnologias para o sector, por exemplo, naves espaciais especializadas para esta atribuição. Outras previsões colocam este mercado em 2,7 mil milhões de dólares para o ano de 2040.

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29 Junho, 2019

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2248: Asteróide explode na atmosfera terrestre por cima das Caraíbas

Pode parecer algo que só acontece na ficção científica, mas na realidade e mais comum do que pensamos. Assim, foi detectada uma rocha espacial de 3 metros de comprimento que atingiu a Terra sobre Porto Rico. O asteróide 2019 MO explodiu com uma energia de 3 a 5 quilo-toneladas de TNT.

Segundo os astrónomos, tais eventos acontecem uma ou duas vezes por ano. Contudo, a maioria é inesperada, mas esta rocha espacial foi detectada horas antes de atingir a atmosfera.

Explosão foi gravada pelos satélites meteorológicos

Cientistas confirmaram um impacto de meteorito na atmosfera da Terra, por cima da Caraíbas, no último fim de semana. O clarão luminoso foi detectado pelo satélite GOES-16 da NOAA e outros satélites meteorológicos. Surpreendentemente o evento ocorreu no sábado, 22 de Junho de 2019, por volta 21:25 (hora de Lisboa), a cerca de 274 km ao sul de Porto Rico.

O astrónomo Peter Brown, especialista em meteoros da Universidade de Western Ontário, no Canadá, referiu que uma estação de infrassom, localizada nas Bermudas, detectou ondas aéreas produzidas pelo impacto da rocha espacial na atmosfera. Além disso, o especialista referiu também que era uma rocha incomum. Isto porque o pequeno asteróide foi detectado antes do seu impacto – nas horas anteriores – pelo Atlas (sistema de alerta de impacto de asteróide terrestre) no Havai.

Asteróide libertou energia de 3 a 5 quilo-toneladas de TNT

Quando se colocam valores desta natureza, é importante apresentar algo que nos faça perceber a magnitude. Assim, a bomba atómica lançada sobre Hiroxima em 6 de Agosto de 1945 explodiu com uma energia de cerca de 15 quilo-toneladas de TNT.

Tanto a energia libertada, como as observações feitas pelo Observatório Atlas, sugerem que a rocha espacial, de 22 de Junho, tinha cerca de 4 metros de diâmetro. Originalmente designado por A10eoM1, a rocha foi agora designada como asteróide 2019 MO.

Frankie Lucena @frankie57pr

Here is the event captured by the GLM. It shows that it was detected just south of Puerto Rico. here is the link to the RAMMB slider: https://col.st/PlKVS 

O escudo natural da Terra, a atmosfera, parou a “bomba”

Embora as pequenas rochas espaciais e fragmentos caiam continuamente na atmosfera terrestre, este não é assim tão frequente. Segundo os especialistas do Centro de Estudos de Objectos da Terra, da NASA, grandes eventos como o de 22 de Junho ocorrem uma ou duas vezes por ano.

A atmosfera da Terra faz o seu trabalho em nos proteger nesses casos. Como tal, o nosso escudo causa arrasto ou fricção que desintegra a maioria destes pequenos objectos antes que eles atinjam o chão (embora alguns resistam e caiem no solo, mais no oceano).

pplware
Imagem: NASA
Fonte: Earthsky

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2239: Asteróide semelhante ao Apophis vai passar pela Terra esta quinta-feira

Um asteróide com cerca de 330 metros de diâmetro, três vezes mais que um campo de futebol, vai aproximar-se da vizinhança da Terra esta quinta-feira a uma velocidade de 40.800 quilómetros por hora.

O asteróide, chamado 2008 A KV2, vai passar a uma distância de 6,7 milhões de quilómetros (17 vezes o que nos separa da Lua). Embora seja considerado potencialmente perigoso, não representa uma ameaça para Terra, mas sim a oportunidade para os cientistas aprenderem mais sobre esses corpos espaciais.

De acordo com a Live Science, astrónomos do Centro de Estudos de Objectos Próximos da Terra (CNEOS) da NASA descobriram o asteróide em 2008, mas não foi a primeira vez que nos visitou. De facto, veio com frequência no passado e continuará a fazê-lo no futuro.

A última vez que sobrevoou a Terra foi há menos de um ano, em 11 de Dezembro de 2018, aproximando-se de uma distância de 0,47 unidades astronómicas ou cerca de 70 milhões de quilómetros. Agora passará a 0,04548 unidades astronómicas. A próxima vez que o asteróide visitará a Terra será uma vez em 2021 e duas vezes em 2022, de acordo com o Jet Propulsion Laboratory (JPL) em Pasadena, Califórnia.

2008 A KV2 é o que a NASA considera um Near Earth Object (NEO), uma vez que voa a menos de 50 milhões de quilómetros do nosso planeta. Devido à sua trajectória e tamanho, também é classificado como potencialmente perigoso. Os asteróides podem mudar o seu “plano de voo” pela atracção gravitacional exercida pelos planetas próximos.

No caso do KV2, modifica-se sempre que passa perto da Terra e de Vénus, o que por sua vez modifica a cada ano a distância que o separa desses planetas. É por isso que, embora hoje pareça seguro, os astrónomos têm que continuar a observar esta grande rocha.

Devido ao seu enorme tamanho, semelhante ao que se acredita tenha o famoso asteróide Apophis, um impacto com a Terra teria consequências devastadoras, o equivalente à explosão de 20 mil bombas atómicas. Centenas de quilómetros ao redor da zona de impacto seriam devastados e poderiam ter repercussões no clima, alterando o modo de vida.

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27 Junho, 2019

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2233: Asteróide três vezes maior que campo de futebol passa perto da Terra esta semana

Estrela passará perto do planeta a 40,800 km/h.

Foto: Getty Images

Há um viajante cósmico a aproximar-se da Terra: trata-se um asteróide gigante, três vezes maior do que um campo de futebol regular e com cerca de 330 metros de largura. O asteróide irá passar na quinta-feira, dia 27 de Junho, perto da Terra, a cerca de 6,7 milhões de quilómetros. A distância parece grande, mas no espaço não é nada.

Para colocar em perspectiva, este objecto espacial, descoberto em 2008 e baptizado com o nome de s 2008 KV2, estará a localizado a 17 vezes a distância da Lua à Terra, que fica a 384,400 quilómetros.

As investigações dos cientistas que o descobriram concluíram que o 2008 KV2 irá continuar a viajar pelo espaço até 2199, algo que já faz desde 1990. Além disso, é um visitante frequente da Terra, tendo em conta que orbita o Sol. Irá passar novamente pela Terra em 2021 e duas vezes em 2022, de acordo com a NASA, que está a monitorizar o asteróide por ser uma “ameaça potencialmente perigosa”.

A verdade é que mal daremos pela passagem deste turista espacial: o asteróide irá passar a 40,800 km/h pela Terra.

cm 25/06/2019
10:55

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2222: Asteróide do tamanho da Torre Eiffel vai passar pela Terra. É a segunda maior aproximação em 120 anos

(CC0/PD) 9866112 / Pixabay

Na segunda-feira, dia de S. João no Porto, um asteróide muito grande – que pode ser tão grande como a Torre Eiffel – vai passar pela Terra a mais de 45 mil quilómetros por hora.

O asteróide, conhecido como 441987 (2010 NY65), deverá medir entre 130 e 300 metros de diâmetro, de acordo com o Centro para Objectos Próximos à Terra – ou Near Earth Objects (NEOs) – da NASA.

As estimativas apontam que o objecto fará a sua maior aproximação à Terra esta segunda-feira às 16h59, passando a cerca de 2,92 milhões de quilómetros do nosso planeta – cerca de 7,5 vezes a distância da Terra à Lua.

Apesar de, em termos cósmicos, esta distância não ser muito grande, o asteróide não tem nenhuma probabilidade de atingir o nosso planeta.

Sendo que orbita o Sol, o NY65 aproxima-se da Terra uma vez por ano. De facto, a passagem esta segunda-feira será a segunda mais próxima desde, pelo menos, 1900, de acordo com as projecções dos seus movimentos passados. A única passagem mais próxima aconteceu o ano passado, quando o asteróide passou a 2,78 milhões de quilómetros do planeta.

Descoberto pela primeira vez em Julho de 2010 pelo Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE) da NASA, o NY65 é particularmente interessante para os astrónomos porque as suas abordagens recentes levaram-no muito próximo da Terra, havendo tendência de continuar assim durante vários anos.

Isso faz com que seja um bom candidato a estudar o chamado “efeito Yarkovsky – uma força que actua num corpo giratório no espaço – que exige que os cientistas tomem medições de radar em múltiplos encontros próximos”, segundo a NASA. Tais observações podem ajudar os investigadores a entender mais sobre o objecto e poderia fornecer uma estimativa sobre a sua massa.

Observações anteriores realizadas em 2015 usando o radar de Arecibo em Porto Rico, por exemplo, forneceram algumas informações básicas sobre o tamanho do objecto e a taxa de rotação. Também revelaram uma característica na superfície que poderia ser uma cratera.

O asteróide também é interessante para os cientistas porque é classificado como um Near Earth Object (NEO), que é considerado “potencialmente perigoso”. NEO é um termo que se refere a qualquer asteróide ou cometa cuja órbita o faça dentro de 194 milhões de quilómetros do Sol, bem como dentro de aproximadamente 48 milhões de quilómetros da Terra.

A classificação “potencialmente perigosa” refere-se a qualquer NEO que tenha uma probabilidade (tipicamente pequena) de colidir com a Terra – ou seja, a distância de aproximação mínima prevista é inferior a 7,4 milhões de quilómetros – e é potencialmente maior que 140 metros de diâmetro.

Se uma rocha espacial deste tamanho atingisse a Terra, causaria devastação em regiões localizadas no caso de impacto sobre a terra, ou um tsunami que poderia danificar seriamente as áreas baixas se atingisse o oceano. Segundo a NASA, estes impactos ocorrem aproximadamente a cada dez mil anos em média.

A colisão de um asteróide de 300 metros teria efeitos ainda mais amplos e poderia resultar em mudanças climáticas globais que poderiam durar anos. O impacto poderia produzir uma força explosiva contendo 65 mil vezes mais energia do que a bomba atómica de Hiroxima.

Felizmente, estes impactos são extremamente raros. A grande maioria dos objectos que colidem com o nosso planeta é pequena – menos de 9 metros –  e queima na atmosfera, por isso nem sequer notamos.

Actualmente, os investigadores sabem da existência de mais de 19.000 NEOs – dos quais cerca de 2.000 são considerados potencialmente perigosos – com cerca de 30 novas descobertas por semana. A NASA estima que dois terços dos NEOs com mais de 140 metros ainda precisam de ser descobertos.

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24 Junho, 2019

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2166: Asteróide do tamanho de um campo de futebol pode atingir a Terra em Setembro

CIÊNCIA

(dr) Detlev van Ravenswaay

Em Setembro, a Terra tem uma probabilidade de 1 em 7.000 de ser visitada pelo asteróide 2006 QV89. Aliás, há menos probabilidade de ganhar a lotaria do que sermos atingidos pelo objecto celeste – 1 em 100.000.

De acordo com a lista de objectos espaciais da Agência Espacial Europeia (ESA) que poderia colidir com a Terra, a rocha espacial deve visitar-nos em 9 de Setembro de 2019. A lista actualizada em 6 de Junho e, entre os 10 objectos incluídos, o asteróide 2006 QV89 ficou em quarto lugar.

Comparado com o asteróide de dez quilómetros que aniquilou os dinossauros há cerca de 66 milhões de anos, o 2006 QV89 é muito menor, medindo apenas 40 metros de diâmetro. Apesar disso, este asteróide tem o tamanho de um campo de futebol.

A ESA está actualmente a monitorizar o caminho do asteróide, embora ainda seja improvável que a rocha vá realmente atingir a Terra. De acordo com o modelo da agência, o 2006 QV89 está provavelmente a 6,7 ​​milhões de quilómetros do planeta – a Lua está a 384.400 quilómetros de distância.

Este asteróide foi descoberto em 29 de Agosto de 2006 através do Catalina Sky Survey, uma organização sediada num observatório perto de Tucson, no Arizona, quando estava a três mil milhões de quilómetros do nosso planeta. Na realidade, este asteróide até é um visitante frequente da Terra. Após o seu sobrevoo previsto para 2019, espera-se que o objecto volte a passar pelo Planeta Azul em 2032, 2045 e 2062.

A NASA, que rastreia objectos próximos da Terra, emparelhou-se com a ESA no mês passado para publicar informações sobre como o governo e os cientistas deveriam lidar com um ataque real de asteróides.

Um estudo publicado em Março na revista Icarus descobriu que quanto maior o asteróide, mais difícil será explodi-lo. De acordo com um relatório de 2018, há mais de 18 mil objectos próximos da Terra – ou Near Earth Objects (NEO).

Casos de colisão de asteróides com a Terra são raros, mas é conhecido o incidente do ano 1908, o Evento de Tunguska, quando a queda de um meteorito na Rússia provocou uma grande explosão e destruiu 2.000 quilómetros quadrados de floresta.

No ano de 2013, um asteróide destruiu-se, entrando na atmosfera da Terra e os estilhaços do meteorito que caíram provocaram cerca de 2.000 feridos e causaram vários danos na região russa de Chelyabinsk.

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13 Junho, 2019

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2158: Localizada na Escócia a cratera da maior colisão de meteorito da história

CIÊNCIA

Universidade de Oxford

Uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford detectou evidências da existência de uma cratera de 20 quilómetros de diâmetro gerada pelo impacto de um asteróide de um quilometro de comprimento.

A descoberta, que foi publicada no Journal of the Geological Society, foi produzida pelo exame de rochas localizadas na costa norte da Escócia, mas não permitiu localizar a posição exacta da cratera.

“O material libertado após o impacto de um meteorito gigante raramente é preservado na superfície, porque sofre erosão muito rapidamente”, disse Ken Amor, director da investigação, em comunicado. “Este é um achado realmente empolgante.”

Especialistas concluíram que um meteorito atingiu a Terra há 1.200 milhões de anos numa faixa de terra que agora está na Escócia, mas que, naquela época, era uma área árida perto do Equador. Naquela época, a vida na Terra estava confinada aos oceanos.

“Teve de ser um espectáculo considerável ver este grande meteoro a atingir uma paisagem estéril, libertando poeira e detritos de rocha numa grande área”, disse Amon. Neste momento, a superfície poderia ter sido semelhante à que Marte teve no passado, quando foi coberta por oceanos de água líquida, segundo os cientistas.

Investigadores  localizaram a posição da cratera a 15 ou 20 quilómetros de uma região próxima à costa escocesa, sob rochas jovens e água da bacia de Minch. “O próximo passo será realizar uma pesquisa geofísica em profundidade nessa área”, disse Amon.

Os cientistas descobriram os primeiros traços dessa colisão em 2008, quando detectaram traços de irídio, um elemento químico encontrado em meteoritos em altas concentrações. Até então, este irídio estava localizado numa camada de rochas localizada ao norte de Ullapool, uma cidade na região norte da Escócia.

Inicialmente, concluiu-se que as rochas provinham de uma erupção vulcânica, mas análises subsequentes revelaram a origem extraterrestre desses materiais. “Temos sido muito sortudo por podermos estudar estas pedras, porque podemos dizer muito sobre como a superfície de planetas, como Marte, é modificado pelos impactos de grandes meteoritos”, disse John Parnell.

Neste caso, os dados recolhidos no campo permitiram-lhes localizar a direcção de onde veio a meteoritos e, por conseguinte, localizar a área onde a cratera presumivelmente será encontrada.

Estima-se que os impactos com objectos de cerca de um quilómetro ocorram com uma frequência de um por 100.000 a um milhão de anos. Essa imprecisão em saber a sua frequência deve-se, precisamente, ao escasso registo de crateras de impacto. A maioria desaparece devido à erosão, dos movimentos das placas tectónicas ou acabam enterrados.

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11 Junho, 2019

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2141: This Asteroid Has a 1-in-7,000 Chance of Hitting Earth This Fall

Credit: Shutterstock

This fall, Earth has about a 1-in-7,000 chance of getting an uninvited extraterrestrial visitor: asteroid 2006 QV89.

The space rock is expected to whiz by our planet on Sept. 9, 2019, according to European Space Agency’s (ESA) list of space objects that could collide with Earth. That list was updated online June 6. Out of 10 objects on the list, 2006 QV89 ranked fourth.

Compared to the 6-mile-long (10 kilometers) asteroid that killed the nonavian dinosaurs about 66 million years ago, 2006 QV89 is pretty dinky, measuring just 130 feet (40 meters) in diameter, or about the length of two bowling alleys placed end to end. [Images: Russian Meteor Explosion]

The ESA is monitoring the asteroid’s route, but the space rock is unlikely to careen into Earth. According to the ESA’s modeling, 2006 QV89 will likely get as close as about 4.2 million miles (6.7 million km) to the planet. To put that in perspective, the moon is 238,900 miles (384,400 km) away.

That said, there is a 1-in-7,299 chance that 2006 QV89 will hit the planet, the ESA said.

As its name suggests, asteroid 2006 QV89 was discovered on Aug. 29, 2006; it was spotted by the Catalina Sky Survey, an organization based at an observatory near Tucson, Arizona. The asteroid is actually quite a frequent visitor to our planet. After its 2019 flyby, the object is expected to swoop by Earth in 2032, 2045 and 2062, the ESA reported.

NASA, which also tracks near-Earth objects, paired up with the ESA last month to live-tweet information about how the government and scientists should handle an actual asteroid strike. However, fans of the movie “Armageddon” should forget about blowing up big asteroids with bombs. A study that came out in March in the journal Icarus found that the larger the asteroid, the harder it will be to blow up.

Originally published on Live Science.
By Laura Geggel, Associate Editor

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2114: Raro asteróide duplo foi fotografado enquanto passava perto da Terra

CIÊNCIA

ESO / M. Kornmesser

O Very Large Telescope (VLT), localizado no Chile, conseguiu captar fotografias detalhadas do asteróide 1999 KW4, que passou perto da Terra este fim de semana a uma velocidade de 70 mil quilómetros por hora.

“Estes dados, combinados com todos os outros obtidos pelos vários telescópios da campanha IAWN, serão essenciais para avaliar estratégias eficazes de deflexão [de asteróide], na eventualidade de encontrarmos um asteróide em rota de colisão com a Terra”, disse o astrónomo Olivier Hainaut do Observatório Europeu do Sul (ESO), que publicou as primeiras fotografias do corpo celeste.

Nas últimas décadas, vários cientistas de todo o mundo têm estudado de forma activa os asteróides que orbitam perto da Terra, tentando catalogar quais destes corpos celestes é que são perigoso para a Terra. Segundo as estimativas actuais da NASA, o número de pequenos objectos na cintura principal de asteróides pode atingir um milhão. Destes, conhecemos apenas alguns milhares.

No passado fim de semanas, as astrónomos aproveitaram uma oportunidade única para enriquecer o catálogo destes corpos, observando um raro asteróide duplo que se aproximou da Terra. O corpo passou a 5,2 milhões de quilómetros do nosso planeta, ou seja, a uma distância 13 vezes maior do que a distância da Terra à Lua.

O 1999 KW4 pertence ao grupo dos asteróides Aton, um grupo próximo da Terra que orbita perto do Sol. Estes asteróides atravessam a órbita da Terra quando estão à distância máxima do Sol. Por este motivo, o corpo foi classificado como potencialmente perigoso.

Este grupo de asteróide chama à atenção dos especialistas por várias razões, mas sobretudo porque tem um diâmetro de cerca de 1,3 quilómetros e a sua própria “lua” de 350 metros. Além disso, possuiu formas e órbitas extraordinárias.

Em comunicado, o ESO frisa que as novas imagens e os novos dados científicos recolhidos pelo VLT e por vários outros telescópios podem ajustar a definir as características do corpo celeste. De acordo com os cientistas, o 1999 KW4 é semelhante com um outro asteróide mais perigoso, o Didim, que está também na “mira” dos cientistas.

Os cientistas esperam que os dados agora recolhidos possam ajudar a esclarecer a probabilidade real de, no futuro, se conseguir alterar a trajectória de um asteróide.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
4 Junho, 2019



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