2870: NASA – Asteróide perigoso passará perto da Terra a uma velocidade de 40 mil km/h

CIÊNCIA

No próximo dia 25, sexta-feira, passará “perto” da Terra um asteróide à velocidade de 40 mil km/h. De acordo com o Centro de Estudo de Objectos Próximos à Terra da NASA, o objecto 162082 (1998 HL1) tem um tamanho de cerca de 700 metros de diâmetro e é da categoria Apollo.

A rocha espacial foi descoberta em 1998 e é vigiada desde então. Segundo os especialistas, se algum dia este asteróide colidir com o nosso planeta, as consequências serão desastrosas.

Asteróide perigoso debaixo de olho da NASA

Conforme está catalogado pela NASA, este é um asteróide do tamanho de um arranha-céus. Descoberto em 1998, foi já visto pela nossa vizinhança pelo menos 408 vezes. A sua classificação refere que é um Asteróide Potencialmente Perigoso (PHA).

No século passado, quando foi descoberto por astrónomos no projecto Lincoln Near-Earth Asteroid Research (LINEAR) em Socorro, Novo México, deram-lhe o nome de 1998 HL1.

1998 HL1 vai passar perto, mas o que é esse “perto”?

De facto vai passar perto. A passagem mais próxima do asteróide Apollo este ano será de 241.401.600 km de distância, ou 16 vezes a distância da Lua. Claro, comparando com a nossa noção de proximidade terrestre, esta rocha vai passar muito longe. Mas na unidade astronómica, ele vai passar aqui mesmo pertinho!

Apesar de ter já passado várias vezes no quintal da Terra ainda irá passar mais algumas vezes “sem entrar”. Segundo os cálculos da NASA, este não tem uma rota de colisão com o planeta nos próximo 120 anos.

A próxima vez que passar perto da Terra, como agora, será somente no dia 26 de Outubro de 2140. Nessa altura, esta rocha passará a uma distância de 6,18 milhões de quilómetros. Mas antes disso, a gigantesca rocha Apollo continuará a girar o Sol uma vez a cada 508 dias enquanto ele se move numa órbita elíptica.

NASA afirma que nenhum asteróide registado vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

Há hoje uma preocupação maior relacionada com os asteróides. Ameaças do asteróide do Apocalipse ou do Deus do Caos estão a ser vigiadas pela NASA que desdramatiza os possíveis casos de colisão com a … Continue a ler NASA afirma que nenhum asteróide registado vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

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Imagem: NASA
20/10/2019

 

2821: O quarto asteróide mais perigoso da lista de riscos da ESA pode atingir a Terra em 65 anos

CIÊNCIA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

A Agência Espacial Europeia (ESA) adicionou um pequeno asteróide recém-descoberto à sua lista de objectos com risco de impacto com a Terra.

O asteróide recém-descoberto é uma rocha espacial com cerca de 14 metros de diâmetro, detectado a 23 de Setembro e identificado como 2019 SU3. De acordo com a ESA, a rocha foi identificada como o quarto asteróide mais perigoso da lista de riscos da agência espacial, que enumera todas as rochas espaciais com probabilidades de impactar com o nosso planeta.

Além de fazer parte da lista de riscos, o SU3 2019 também surge na lista de prioridades da ESA, o que significa que a agência espacial está a monitorizar de perto a sua trajectória, adianta o Europa Press. A probabilidade de este asteróide colidir com a Terra é de uma em 147.

O eventual impacto do asteróide com a Terra poderia ocorrer a 16 de Setembro de 2084. Durante esse período, a ESA estima que o asteróide se aproxime do nosso planeta a uma distância de apenas 0.00079 unidades astronómicas ou aproximadamente 118.000 quilómetros de distância.

A esta curta distância, um leve empurrão no asteróide pode enviá-lo facilmente para a Terra. Isto pode acontecer caso o asteróide seja afectado pela atracção gravitacional de planetas próximos.

Segundo a ESA, o SU3 2019 é um asteróide Apollo com uma órbita muito ampla em torno da Terra e do Sol. Ocasionalmente, a órbita deste asteróide cruza-se com a Terra.

À medida que a SU3 2019 completa a sua órbita, passa perto de outros planetas, incluindo Vénus, Mercúrio e Marte. A atracção gravitacional de qualquer um destes planetas pode alterar facilmente a trajectória do asteróide. Quando atinge a vizinhança da Terra, pode já estar em processo de colisão directa com o planeta.

Ainda assim, o asteróide não é suficientemente grande para causar um evento de grande impacto em caso de colisão com a Terra. Dado o seu diâmetro estimado de 14 metros, é muito provável que expluda na atmosfera.

ZAP //

Por ZAP
12 Outubro, 2019

 

2814: Cientistas ajudam a descobrir como a água é regenerada nos asteróides

CIÊNCIA

Impressão de artista de um asteróide a passar perto da Terra.

Os cientistas descobriram como as moléculas de água podem ser regeneradas nos asteróides que se deslocam pelo espaço, num avanço emocionante que pode estender-se a outros corpos como a Lua.

Publicada na revista Nature Astronomy, a nova investigação mostra que a água pode ser reabastecida à superfície dos asteróides caso o vento solar e os impactos de meteoróides se juntem a temperaturas muito baixas.

A principal autora australiana, a Dra. Katarina Mijkovic, do Centro de Ciência e Tecnologia Espacial da Universidade Curtin, disse que pesquisa provou que dois componentes do clima espacial – electrões e choque térmico – são necessários para manter o abastecimento de moléculas de água nos asteróides, em vez de apenas um, como se pensava anteriormente.

“Este processo complexo para regenerar moléculas de água à superfície também pode ser um mecanismo possível para reabastecer o suprimento de água noutros corpos sem atmosfera como a Lua,” disse a Dra Miljkovic.

“O resultado desta investigação tem implicações potencialmente significativas porque todos sabemos que a disponibilidade de água no Sistema Solar é um elemento extremamente importante para a habitabilidade no espaço.”

O projecto financiado pela NASA viu a equipa pegar num pedaço do meteorito Murchison, que caiu na Austrália há 50 anos, e simular as condições climáticas de uma cintura de asteróides dentro de uma máquina especialmente construída que imita as condições à superfície de um asteróide.

A equipa então usou electrões energizados para simular ventos solares e laseres para imitar pequenos meteoróides que atingiam o asteróide, enquanto monitorizava os níveis das moléculas de água à superfície.

Os impactos de meteoróides deram início à reacção, e depois o vento solar atingiu a superfície, deixando os átomos de oxigénio e hidrogénio unidos, criando água.

O papel da Dra Miljkovic como especialista em impactos, foi o de validar o uso da ablação laser como substituto do bombardeamento de micro-meteoróides.

O artigo foi co-escrito por investigadores da Universidade do Hawaii em Mānoa e da Universidade Estatal da Califórnia em San Marcos.

Astronomia On-line
11 de Outubro de 2019

 

2750: Asteróides perigosos para a Terra podem estar escondidos na sombra de Júpiter

CIÊNCIA

Júpiter e a sua enorme força gravitacional é visto como um escudo protector da Terra contra asteróides potencialmente destrutivos. Assim, a gravitar o maior planeta do sistema solar está um grupo de asteróides e cometas capturados pela força deste astro. Contudo, estas rochas podem representar uma ameaça escondida para a Terra.

Segundo os astrónomos, se existirem mudanças severas nas suas órbitas, as rochas espaciais podem ser lançadas contra Terra e astros vizinhos.

Asteróides e cometas guardados por Júpiter podem ser ameaça para a Terra

Segundo um estudo recente, a conclusão de que estes asteróides podem ser um perigo potencial baseou-se na identificação de pelo menos um objecto que poderia experimentar tal mudança orbital. Assim, identificar e vigiar outros objectos escondidos nesta população poderia ajudar a identificar perigos potenciais para a Terra com muita antecedência.

O maior planeta do sistema solar, Júpiter, esconde muitos asteróides e cometas na sombra. Alguns deles, como as suas luas, estão gravitacionalmente ligados ao planeta. Contudo, outros seguem uma órbita semelhante à de Júpiter, circundando o Sol. Para estes “devotos”, uma alta inclinação, ou um ângulo com o plano do sistema solar de mais de 40 graus, está ligada a uma baixa excentricidade, dando-lhes uma órbita quase circular.

E se uma alteração os levasse a não ter uma baixa inclinação por uma alta excentricidade?

Um artigo recente examina o que poderia acontecer se os objectos estáveis que orbitam perto de Júpiter trocassem a sua baixa inclinação por uma alta excentricidade, criando uma órbita mais oval. De acordo com o autor, Kenta Oshima, investigador do Observatório Astronómico Nacional do Japão, tal mudança poderia ser uma má notícia para a Terra.

Apontamos a possibilidade de que populações de asteróides potencialmente perigosos não detectados existem em locais de alta inclinação de [esses objectos].

Escreveu Oshima.

Uma armada escondida

Escondidos na sombra de Júpiter, muitos desses objectos são difíceis de ver da Terra. Neste momento, enquanto as suas órbitas estão estáveis, isso não é um problema. No entanto, se as suas órbitas se deslocarem, eles podem mover-se da segurança de Júpiter para um caminho de colisão com a Terra ou outros planetas internos.

Quando começarem a “dançar” ao redor da Terra, estes devem tornar-se visíveis aos caçadores de objectos potencialmente perigosos. Contudo, o seu perigo inerente significa que os astrónomos devem estar a trabalhar já para os identificar.

Um objecto com uma alta inclinação mergulhará dentro e fora do plano do sistema solar em que os planetas orbitam, por isso, as interacções serão poucas e distantes entre si. Em termos mais práticos, para que possamos entender, este “voo” dos asteróides podem ser exemplificados com o caso dos aviões.

Se os aviões voarem acima do solo, podem colidir com algo enquanto aterram ou descolam. Assim, se voarem muito baixo, a probabilidade de chocar com uma montanha ou mesmo com um edifício aumenta significativamente. O mesmo acontece com os asteróides. Se tiverem uma rota baixa, perto dos astros, há uma probabilidade de colisão muito maior. Essas colisões podem fazer com que mudem de órbita.

Asteróide 2004 AE9 faz “voos rasantes a Marte”

Oshima já identificou um membro potencial desta armada oculta, o 2004 AE9. O objecto orbita cerca de 1,5 unidades astronómicas (UAs; uma unidade astronómica é a distância entre a Terra e o Sol) dentro do caminho de Júpiter.

Ocasionalmente, o asteróide passa por Marte nas suas órbitas, aproximando-se de 0,1 AU. Estes fly-bys mudaram a órbita do asteróide ao longo do tempo. A órbita não só se aproximou do plano do sistema solar, como também se tornou mais excêntrica. Embora não haja o perigo de ela afectar a Terra num futuro próximo. No entanto, o AE9 de 2004 pode um dia mudar a sua órbita o suficiente para deixar Júpiter e colidir com um planeta rochoso.

Objectos que originalmente se movem em órbitas altamente inclinadas, mas quase circulares, têm uma baixa probabilidade de impacto. Se elas se tornarem instáveis e a inclinação for trocada por excentricidade, o caminho pode se tornar um cruzamento de planeta com uma inclinação baixa, o que se traduz numa maior probabilidade de impacto.

Explicou Carlos de la Fuente Marcos, que estuda a dinâmica do sistema solar na Universidade Complutense de Madrid.

De acordo com este investigador, o processo levaria pouco menos de um milhão de anos. É um desenvolvimento bastante rápido em termos astronómicos.

NASA / JPL-Caltech

Júpiter atraiu asteróides troianos

Um punhado de planetas e cometas foram identificados como co-orbitais de Júpiter nos últimos anos. Além disso, o planeta também atraiu um grupo de corpos chamados asteróides troianos, que orbitam imediatamente em frente e atrás de Júpiter, e cujas órbitas provavelmente não mudarão. Contudo, outros perigos futuros podem estar escondidos perto do planeta gigante; identificá-los é importante.

Vale a pena ficar de olho, especialmente catalogando-os para fazer um censo e conhecer melhor o tamanho real dessa população potencialmente perigosa.

Referiu Carlos de la Fuente Marcos.

Se por um lado os caminhos de alta inclinação tornaram estas rochas improváveis causadoras de impactos com a Terra (ou com algo dentro do sistema solar interno), por outro também os tornam difíceis de encontrar. Isso porque a maioria das investigações concentra-se no plano do sistema solar, onde os objectos mais propensos a colidir com a Terra se encontram.

Se os objectos ocultos representam ou não um perigo para a Terra permanece desconhecido, o que não é nada tranquilizador.

Júpiter acabou de ser atingido por algo tão grande que se viu da Terra

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa, e é o quinto mais próximo do Sol. Este astro é observável da Terra a olho nu e recolhe a … Continue a ler Júpiter acabou de ser atingido por algo tão grande que se viu da Terra

2740: Asteróides à espreita na sombra de Júpiter podem ser ameaça oculta para a Terra

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech

Um grupo de asteróides e cometas escondidos na sombra de Júpiter pode representar uma ameaça oculta para a Terra, revelou um novo estudo.

De acordo com a nova publicação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, estas rochas espaciais, quando sujeitas a mudanças fortes nas suas órbitas, podem colidir com a Terra e/ou com os seus vizinhos.

Os cientistas conseguiram identificar pelo menos um destes corpos escondidos na sombra de Júpiter que poderá sofrer uma mudança orbital deste tipo.

Tal como explicaram os especialistas, é muito importante identificar e monitorizar com bastante antecedência estes e outros corpos potencialmente perigosos para a Terra.

Como maior mundo do Sistema Solar, Júpiter esconde muitos asteróides e cometas na sua sombra. Alguns deles, como é o caso das suas luas, estão gravitacionalmente ligados ao planeta, explica o portal Space.com.

Outros há que seguem uma órbita semelhante à de Júpiter em torno do sol. Para estes, uma alta inclinação ou um ângulo com o plano de Sistema Solar a mais de 40 graus, está ligada a uma baixa excentricidade, o que lhes confere uma órbita quase circular.

O novo estudo aponta o que aconteceria caso estes objectos mudassem a sua inclinação para alta excentricidade, isto é, criando uma órbita mais oval. De acordo com os cientistas, esta mudança implicaria más notícias para a Terra.

“Apontamos a possibilidade de populações de asteróides potencialmente perigosos e não detectadas existam em locais de alta inclinação desses objectos”, afirmou o Kenta Oshima, cientista do Observatório Astronómico Nacional do Japão, citado pela Europa Press.

Para já, não há qualquer perigo, uma vez que as órbitas destes objectos escondidos se encontram estáveis. Contudo, alertam os cientistas, uma mudança no plano orbital pode representar uma eventual colisão com a Terra ou com os mundos vizinhos.

“Vale a pena manter um olho nestes objectos, principalmente para os catalogar para ter um censo e conhecer melhor o tamanho real dessa população potencialmente perigosa”, disse Carlos de la Fuente Marcos, que estuda as dinâmicas do Sistema Solar na Universidade de Madrid, em Espanha, em declarações ao Space.com.

“Se forem numerosos, o perigo pode ser potencialmente alto, mas se forem escassos, o perigo pode ser completamente insignificante“, concluiu, dando conta que ainda não se sabe quantos destes corpos existem.

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30 Setembro, 2019

 

2695: NASA vigia atentamente 5 asteróides que vão passar pela Terra

CIÊNCIA

Apesar de não haver nas contas da NASA nenhum asteróide em rota de colisão com a Terra nos próximos 100 anos, tudo pode mudar rapidamente. De facto, neste momento, há 5 asteróides que estão a ser vigiados de forma mais individual.

Segundo as informações, uma das 5 rochas que estão a caminho do nosso planeta é um corpo celeste grande. De tal forma que, se porventura estivesse em rota de colisão com o planeta, poderia destruir uma cidade inteira.

NASA vigia o caminho de 5 asteróides que passarão pela Terra

A NASA está a seguir um total de cinco asteróides que se dirigem agora para a Terra. Um dos asteróides que se aproxima é grande o suficiente para aniquilar uma grande área metropolitana. No entanto, estes não estão numa rota de colisão para tal cenário.

De acordo com o Center for Near Earth Object Studies (CNEOS) da NASA, o primeiro asteróide que se aproximará da Terra é chamado de 523934 (1998 FF14). A agência observou que o asteróide está a viajar actualmente a uma velocidade de cerca de 80 mil km/h. Contudo, este tem um diâmetro estimado de cerca de 430 metros, tornando-o significativamente maior do que a Torre Eiffel.

Asteróides que mesmo pequenos podem causar danos… se caíssem na Terra

Dado o enorme tamanho do asteróide, este poderia causar danos significativos se atingir a Terra. Ao contrário dos asteróides mais pequenos que normalmente explodem em pleno ar, o 523934 (1998 FF14) poderia muito provavelmente atravessar a nossa atmosfera e causar um evento de impacto maciço.

Se o asteróide atingir o planeta, pode criar uma cratera com cerca de alguns quilómetros de largura e nivelar uma área tão grande quanto uma cidade.

De acordo com o CNEOS, o asteróide aproximar-se-á da Terra amanhã, 24 de Setembro às 8:27 horas (hora de Lisboa). Durante este tempo, o asteróide estará a cerca de 0,02780 unidades astronómicas ou a aproximadamente 4.1 milhões de quilómetros de distância.

Pequenos mas muito velozes

A segunda rocha que passará pela Terra chama-se 2019 SW1. Move-se a uma velocidade perto dos 46 mil km/h e tem um diâmetro estimado de 21 metros. O CNEOS prevê que a 2019 SW1  passará pela Terra também a 24 de Setembro, pelas 11:52 horas (hora de Lisboa). Contudo, o asteróide estará a cerca de 0,00769 unidades astronómicas ou aproximadamente 1.1 milhões de quilómetros do centro da Terra. No fundo, estamos a falar em cerca de três vezes a distância entre o planeta e a Lua.

Posteriormente, chega o terceiro asteróide conhecido como 2019 QY3. Esta rocha viaja a uma velocidade de 30 mil km/h e possui um diâmetro estimado de 66 metros. De acordo com o CNEOS, o 2019 QY3 irá passar pela Terra no dia 26 de Setembro às 8:35 da manhã. A sua distância mais próxima à Terra durante a sua aproximação será de cerca de 5 milhões de quilómetros de distância.

O quarto asteróide, o 2017 KP27, viaja à velocidade estimada de cerca de 17 mil km/h. Segundo as informações do CNEOS, este asteróide tem cerca de 45 metros de comprimento e passará pelo nosso planeta no dia 26 de Setembro às 20:36. Durante este tempo, o asteróide estará a aproximadamente 1.6 milhões de quilómetros do centro do planeta.

Por fim, chega o 2006 QV89. Este asteróide voa a uma velocidade de cerca de 15 mil km/h. O organismos da NASA notou que este asteróide tem cerca de 52 metros de comprimento. Assim sendo, este passará já na madrugada do dia 27 de Setembro pelas 04:54.

NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

Chama-se 1998 OR2 e é um enorme asteróide que está actualmente numa trajectória para passar pelo nosso planeta. Contudo, este não é um asteróide qualquer. O astro tem órbita excêntrica, é classificado como objecto … Continue a ler NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

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Imagem: NASA
Fonte: Business Times

 

2690: Colisão gigante de asteróides no Espaço provocou um boom de vida na Terra

CIÊNCIA

JPL-Caltech / NASA

Os asteróides desempenharam um “papel divino” na história da vida na Terra. Um novo estudo sugere que um gigantesco boom de biodiversidade na Terra, há cerca de 470 milhões de anos, poderá ter acontecido devido a uma colisão cataclísmica no cinturão de asteróides.

Há cerca de 466 milhões de anos, a Terra embarcou numa das explosões mais monumentais da biodiversidade de sua história, no que é agora chamado de Great Ordovician Biodiversification Event (GOBE).

Durante esse evento, a biodiversidade marinha teve um aumento espectacular, principalmente dentro dos filos estabelecidos durante a Explosão dos Cambrianos, período em que os principais filos animais surgiram no registo fóssil há cerca de 541 milhões de anos. O GOBE abriu o caminho para a evolução de algas verdes, peixes primitivos, cefalópodes, corais e um monte de outras criaturas que reconheceríamos hoje.

De acordo com o novo estudo, publicado este mês na revista especializada Science Advances, cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, argumentam que este evento foi desencadeado por uma colisão no cinturão de asteróides em algum lugar entre Marte e Júpiter, envolvendo um asteróide de 150 quilómetros de largura.

De acordo com a sua hipótese, a poeira lançada pelo acidente impediu que uma quantidade significativa de luz solar chegasse à Terra, causando a queda das temperaturas e o surgimento de uma mini era glacial. No processo de adaptação ao novo clima – mais frio, mas mais adequado para a vida -, surgiu uma grande diversidade de invertebrados.

“Os nossos resultados mostram pela primeira vez que este pó arrefeceu drasticamente a Terra. Os nossos estudos podem fornecer uma compreensão empírica mais detalhada de como isto funciona, e isso, por sua vez, pode ser usado para avaliar se simulações de modelos são realistas”, explicou Birger Schmitz, professor de geologia da Universidade de Lund e líder do estudo, em comunicado.

A equipa chegou a essa conclusão ao estudar a composição de sedimentos petrificados no fundo do mar em Kinnekulle, no sul da Suécia. A presença de um isótopo de hélio e outras substâncias aprisionadas nos sedimentos só pode ser explicada pelo vento solar, que terá bombardeado a poeira, enriquecendo-a com estes elementos antes de cair na Terra.

“Este resultado foi completamente inesperado. Nos últimos 25 anos, inclinamo-nos para hipóteses muito diferentes em termos do que aconteceu. Só nas últimas medições de hélio é que tudo foi resolvido”, rematou Schmitz.

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23 Setembro, 2019

 

2682: Já se sabe o que colidiu com Júpiter em Agosto

CIÊNCIA

(cv)

No mês passado, recebemos a notícia de um raro flash de luz em Júpiter, suficientemente brilhante para ser visto através de telescópios.

De acordo com uma nova análise, a causa desse acidente foi um pequeno asteróide, com uma densidade consistente com meteoros que têm partes iguais de pedra e ferro.

O meteoro explodiu na atmosfera superior de Júpiter, cerca de 80 quilómetros acima do topo das nuvens, libertando energia equivalente a 240 quilo-toneladas de TNT – pouco mais da metade da energia da explosão de 440 quilo-toneladas de meteoro de Chelyabinsk em 2013.

Os resultados foram apresentados na Reunião Conjunta EPSC-DPS 2019 em Genebra. O impacto foi capturado inteiramente por acidente pelo astro-fotógrafo Ethan Chappel em 7 de Agosto de 2019. “Acredito que estava a olhar para o céu à procura de meteoros Perseidas quando aconteceu, não vi o flash durante a gravação”, disse Chappel. “Só percebi depois graças a um excelente software chamado DeTeCt, de Marc Delcroix, que foi projectado especificamente para encontrar estes flashes”.

@ChappelAstro

Imaged Jupiter tonight. Looks awfully like an impact flash in the SEB. Happened on 2019-08-07 at 4:07 UTC.

Acredita-se que as explosões atmosféricas de meteoros – chamadas bólidos – não sejam particularmente raras em Júpiter, já que o planeta é maciço e próximo de um cinturão de asteróides.

No entanto, Júpiter está longe e os flashes são fracos e breves. É aí que entra o software DeTeCt de código aberto. Desenvolvido pelo astrónomo amador Marc Delcroix e pelo físico Ricardo Hueso, o software é projectado especialmente para detectar flashes de impacto em Júpiter e Saturno.

“Fiquei emocionado quando Ethan entrou em contacto comigo”, disse Delcroix em comunicado. “Este é o primeiro flash de impacto encontrado em Júpiter usando o software DeTeCt. Essas detecções são extremamente raras porque os flashes de impacto são fracos, curtos e podem ser facilmente perdidos enquanto observamos os planetas durante horas”.

“No entanto, quando um flash é encontrado numa gravação de vídeo, pode ser analisado para quantificar a energia necessária para torná-lo visível a uma distância de 700 milhões de quilómetros”. Essa análise foi conduzida pelos astrónomos Ramanakumar Sankar e Csaba Palotai, do Instituto de Tecnologia da Florida.

Com base no flash, determinaram que o objecto tinha provavelmente 12 a 16 metros de diâmetro e uma massa de cerca de 450 toneladas. A curva de luz da explosão sugere uma composição de ferro pedregoso, com partes iguais de ferro meteórico e silicatos – com maior probabilidade de ser, portanto, um asteróide do que um cometa. Isso é consistente com o que Hueso encontrou, com base nas suas comparações com flashes de impacto anteriores detectados em Júpiter.

“Com seis flashes de impacto observados em dez anos desde que o primeiro flash foi descoberto em 2010, os cientistas estão a ficar mais confiantes nas suas estimativas da taxa de impacto desses objectos em Júpiter”, disse Hueso. “Muitos desses objectos atingem Júpiter sem serem vistos pelos observadores na Terra. No entanto, agora estimamos entre 20 a 60 objectos semelhantes a Júpiter a cada ano”.

No entanto, quando se trata de impactos de Saturno, ainda precisa de ser feito muito trabalho. Nos seus resultados, o par observou que o banco de dados DeTeCt actualmente possui 103 dias de observações de Júpiter, mas apenas 13 dias para Saturno – o que significa que ainda é muito cedo para estimar as taxas de impacto no planeta.

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21 Setembro, 2019

 

2678: Asteróide “sorrateiro” pregou um susto à NASA e quase colidiu com a Terra em Julho

CIÊNCIA

State Farm / Wikimedia

Em finais de Julho, um asteróide do tamanho de um campo de futebol pregou um susto à NASA quando passou a apenas 65.0175 quilómetros da Terra. Foi a maior rocha espacial a passar tão perto num século.

Mais alarmante do que o sobrevoo em si, foi o quanto o asteróide apanhou a NASA de surpresa. “Este apareceu na nossa frente”, escreveu um especialista da NASA em um e-mail interno, de acordo com documentos internos da agência obtidos pelo BuzzFeed News.

O asteróide, que recebeu o nome de 2019 OK – como para tranquilizar os astrónomos – passou de forma quase imperceptível no espaço, passando a uma distância aproximadamente cinco vezes mais próxima da Terra do que a lua a 88 mil quilómetros por hora.

“Se 2019 OK tivesse entrado na atmosfera terrestre, a onda de explosão poderia ter causado devastação localizada numa área de aproximadamente 80 quilómetros de diâmetro”, de acordo com um comunicado de imprensa enviado pelo Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA quando finalmente notaram a rocha gigante a passar pelo nosso planeta.

Apesar de a NASA notar que o asteróide não era um perigo para a Terra, o que é posto em cima da mesa é o facto de não ter sido detectado com maior antecedência.

“Este objecto deslizou por toda uma série das nossas redes de captura”, escreveu Paul Chodas, do JPL, num e-mail obtido pelo BuzzFeed dois dias após o asteróide passar, observando que era uma pequena rocha espacial “sorrateira”.

Embora a NASA tenha desculpas por não ter percebido que a rocha espacial vinha a caminho, este não é um grande começo para o Departamento de Coordenação de Defesa Planetária (PDCO), cujo objectivo era “encontrar e caracterizar asteróides e cometas que passam perto da órbita da Terra ao redor do sol”.

Em 2005, os legisladores ordenaram que a agência espacial norte-americana detectasse 90% dos asteróides perigosos, mas não financiaram telescópios e naves espaciais suficientemente grandes para fazer esse trabalho, segundo concluíram as Academias Nacionais de Ciências dos EUA num relatório de Junho.

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20 Setembro, 2019

 

Asteróide 2 vezes maior que Mosteiro dos Jerónimos passa “perto” da Terra

CIÊNCIA

Um segundo asteróide já passou a cerca de 5,6 milhões de quilómetros do nosso planeta, segundo a NASA

Asteróide
© NASA

Um asteróide que pode ser duas vezes maior que o mosteiro dos Jerónimos, cuja fachada mede 300 metros, passou esta noite a 5,6 milhões de quilómetros da Terra, segundo a NASA. Foi o segundo asteróide de tamanho médio a passar perto do nosso planeta este sábado.

O asteróide 2010 C01, que tem entre 120 e 250 metros de comprimento, esteve mais próximo da Terra na madrugada de sábado, quando eram 02.42 em Lisboa. Já o segundo asteróide, 2000 QW7, um pouco maior com 290 a 650 metros em comprimento, esteve mais próximo do nosso planeta às 22.54 de sábado.

“Estes asteróides estão bem observados — um desde 2000 e outro desde 2010 — e as órbitas são bem conhecidas”, disse Lindley Johnson, do Gabinete de Coordenação da Defesa Planetária da NASA, em Washington. “Ambos os asteróides estão a passar a cerca de 14 distâncias lunares da Terra, ou cerca de 5,6 milhões de quilómetros, mas pequenos asteróides passam pela Terra tão perto o tempo todo”, acrescentou, citado pela agência espacial norte-americana.

O 2010 C01 é um “visitante” assíduo, tendo feito outra aproximação à Terra no ano passado, a 11 de Setembro. As visitas serão anuais até 2023, afastando-se depois da Terra até 2061.

A última vez que o 2000 QW7 tinha passado perto da Terra foi quando foi identificado, a 1 de Setembro de 2000, e só voltará a passar assim perto a 19 de Outubro de 2038.

Diário de Notícias
Susana Salvador
14 Setembro 2019 — 18:16

 

2621: Mais de 800 asteróides podem colidir com Terra nos próximos 100 anos

CIÊNCIA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

A Agência Espacial Europeia (ESA) estima que existam, anualmente, 878 asteróides na lista dos potencialmente perigosos que podem colidir com o nosso planeta.

A ideia de um enorme asteróide colidir com o planeta Terra pode parecer um enredo de ficção científica, mas, de acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), pode-se tornar realidade.

Segundo o britânico Mirror, a ESA estima que há 878 rochas espaciais que podem esbarrar contra o nosso planeta. “A lista da ESA junta todos os asteróides dos quais temos conhecimento e que têm hipóteses ‘não nulas’ de colidir com a Terra nos próximos 100 anos – destacando que o impacto, sendo bastante improvável, não pode ser excluído.”

Além disso, a ESA adianta que mesmo uma colisão com um asteróide de pequenas dimensões poderia causar “destruições graves”.

Para reduzir o risco de que algo aconteça do futuro, a Agência Espacial Europeia uniu esforços com outros parceiros internacionais, nomeadamente a NASA, em missões de busca destes corpos celestes e no desenvolvimento de tecnologias para desviá-los do seu percurso.

Nos próximos dias, especialistas em defesa planetária vão encontrar-se em várias cidades europeias para coordenar os esforços conjuntos. O primeiro encontro terá lugar em Roma, na Itália, onde os cientistas irão discutir os planos do projecto da NASA – Teste de Redireccionamento de Asteróide Duplo (DART) -, que consiste num impacto cinético no asteróide duplo Didymos B.

Nos dias 12 e 13 de Setembro, os especialistas discutirão em Munique, na Alemanha, a recente passagem de raspão pela Terra, no dia 9 deste mês, do asteróide 2006 QV89 que não tinha sido detectado.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
12 Setembro, 2019

 

“CSI marciano” revela como os impactos de asteróide criaram água corrente no Planeta Vermelho

CIÊNCIA

O Dr. Luke Daly, investigador em Ciência do Sistema Solar da Escola de Ciências Geográficas da Terra da Universidade de Glasgow, segurando um pedaço de um meteorito naklhite marciano.
Crédito: Universidade de Glasgow

Análises modernas de meteoritos marcianos revelaram detalhes sem precedentes sobre como os impactos dos asteróides ajudam a criar fontes temporárias de água corrente no Planeta Vermelho.

Este estudo ajuda a restringir a potencial localização da cratera de impacto na superfície marciana que explodiu algumas dessas rochas marcianas para o espaço há milhões de anos atrás.

As descobertas são o resultado de um tipo de “CSI marciano” que usa técnicas sofisticadas para reconstruir grandes eventos que moldaram a rocha desde que se formou em Marte, há cerca de 1,4 mil milhões de anos.

No novo artigo, publicado na revista Science Advances, os cientistas planetários da Universidade de Glasgow e colegas de Leeds, da Itália, Austrália e Suécia descrevem como usaram uma técnica conhecida como difracção de retro-dispersão de electrões para examinar “fatias” de dois meteoritos marcianos diferentes conhecidos como “nakhlites”.

Os nakhlites são um grupo de meteoritos marcianos vulcânicos em homenagem a El Naklha, no Egipto, onde o primeiro deles caiu na Terra em 1911. Estes meteoritos preservam evidências da acção da água líquida na superfície marciana há aproximadamente 633 milhões de anos. No entanto, o processo que gerou estes fluidos tem sido um mistério até agora.

O Dr. Luke Daly, associado de pesquisa em Ciência do Sistema Solar na Escola de Ciências Geográficas e da Terra da Universidade de Glasgow, é o principal autor do artigo.

O Dr. Daly disse: “existem muitas informações sobre Marte ‘trancadas’ dentro dos pequenos pedaços do Planeta Vermelho que caíram na Terra como meteoritos, que novas técnicas analíticas podem nos permitir aceder.

“Ao aplicar esta técnica de difracção de retro-dispersão de electrões, conseguimos observar muito atentamente a orientação e a deformação dos minerais em toda a área destas amostras de rocha marciana para procurar padrões.

“O que vimos é que o padrão de deformação nos minerais corresponde exactamente à distribuição das veias de erosão formadas a partir dos fluídos marcianos. Esta coincidência fornece-nos dados empolgantes sobre dois grandes eventos da história destas rochas. O primeiro é que, há aproximadamente 633 milhões de anos, foram atingidas por um asteróide que as deformou em parte de uma cratera de impacto.

“Este impacto foi grande o suficiente e quente o suficiente para derreter o gelo sob a superfície marciana e enviá-lo através de fissuras recém-formadas na rocha – efectivamente formando um sistema hidrotermal temporário por baixo da superfície de Marte, que alterou a composição dos minerais nas rochas, perto destas fissuras. Isto sugere que o impacto de um asteróide foi o mecanismo misterioso, para produzir água líquida, nos naklhites muito tempo depois do vulcão que os formou em Marte ter ficado extinto.

“A segunda coisa excitante que nos diz é que as rochas devem ter sido atingidas duas vezes. Um segundo impacto, há cerca de 11 milhões de anos atrás, teve a combinação certa de ângulo e força para explodir as rochas da superfície do planeta e para começar a sua longa jornada pelo espaço em direcção à Terra.”

A equipa pensa que os seus achados fornecem novas informações sobre a formação da paisagem marciana. Os bombardeamentos regulares de asteróides podem ter tido efeitos semelhantes no gelo subterrâneo ao longo da história marciana, criando sistemas hidrotermais temporários por todo o planeta e importantes fontes de água líquida.

A sua análise também fornece pistas importantes que podem ajudar a identificar exactamente onde os naklhites tiveram origem em Marte.

O Dr. Daly acrescentou: “Actualmente, estamos a tentar entender a geologia marciana através destes meteoritos sem saber de que parte da superfície de Marte estes naklhites vieram. As nossas novas descobertas restringem firmemente as possíveis origens dos naklhites – sabemos agora que estamos à procura de uma complexa estrutura vulcânica, com cerca de 1,3 a 1,4 mil milhões de anos, com uma cratera com mais ou menos 633 milhões de anos e outra com 11 milhões de anos. Pouquíssimos lugares em Marte correspondem a estes elementos.”

“É um trabalho de detective interplanetário que ainda está em andamento, mas estamos ansiosos por resolver o caso.”

Os investigadores, da Universidade de Glasgow, da Universidade de Leeds, da Universidade de Uppsala, Oxford Instruments Nanoanalysis, da Universidade de Pisa, da Universidade de Nova Gales do Sul e da Universidade Curtin, analisaram amostras de dois nakhlites.

Um deles, conhecido como “Miller Range 03346”, foi encontrado e recuperado das montanhas da cadeia Miller na Antárctica em 2003 pela expedição de pesquisa ANSMET (Antarctic Search for Meteorites). A professora Gretchen Benedix, co-autora do estudo, fez parte da expedição que recuperou Miller Range 03346. O segundo, “Lafayette”, encontrava-se na colecção de amostras rochosas da Universidade de Purdue em 1931.

Astronomia On-line
10 de Setembro de 2019

 

2606: 3 Asteroids Are Zipping Past Earth Today

But don’t worry — they’re at least as far away as the moon is.

Hundreds of orbiting comets and asteroids are thought to present some risk of colliding with Earth, but the threat is typically very small.
(Image: © Shutterstock)

Three asteroids are expected to hurtle past Earth today (Sept. 9). One will pass as near as 310,000 miles (500,000 kilometers) — closer than any potential asteroid near-miss for the next three months.

Asteroid 2019 QZ3 flew by at 6:49 a.m. ET; asteroid 2019 RG2 follows at around 3:13 p.m. ET, and the third, asteroid 2019 QY4, flashes past at 9:10 p.m. ET, the International Business Times reported.

QZ3 is the biggest of the trio, with a diameter of 220 feet (67 meters), while RG2 and QY4, respectively measure approximately 66 feet (20 m) and 52 feet (16 m) in length, according to NASA’s Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS).

Space rocks such as these, known as near-Earth objects (NEOS), are nudged by the gravity of neighboring planets into orbital paths that carry them fairly close to our cosmic address. But “close” in space is a relative term: At the closest point in their passage, all three of today’s asteroid visitors will be farther from Earth than the moon is, according to CNEOS.

RG2 is the fastest asteroid, speeding by at a velocity of nearly 50,000 miles per hour (80,000 kilometers/hour), while QY4 is moving at just over 17,000 mph (27,000 km/h). QZ3 is the slowpoke of the group, at 16,700 mph (26,800 km/h), according to IBT. Though QZ3 is the biggest asteroid, it is also the furthest from Earth, at a distance of approximately 2.3 million miles from our planet, CNEOS reported.

Another asteroid — 2006 QV89 — was previously thought to potentially follow a trajectory that could slam into Earth, with a 1-in-7,299 chance of an impact on Sept. 9. But experts announced in July that the asteroid did not appear in the area of the sky where it would have shown up if it were on a collision course with our planet, representatives with the European Southern Observatory (ESO) said in a statement.

CNEOS representatives confirmed on Aug. 15 that QV89 was no threat to Earth, and that the asteroid would instead rocket past our planet on Sept. 27 “at a comfortable distance of 4.3 million miles (6.9 million km), about 18 times the distance of the Moon.”

Currently, there are 878 NEOs that demonstrate some risk — however small it might be — of colliding with Earth, according to a list maintained by the European Space Agency (ESA). Of these, the biggest (and second on the list) is asteroid 1979 XB. Measuring about 2,300 feet (700 m) in length and traveling at more than 58,000 mph (93,300 km/h), the massive space rock is expected to come calling on Dec. 14, 2113, ESA reported.

Live Science
By Mindy Weisberger – Senior Writer
09/09/2019

 

2559: Astrónomos intrigados com estranho asteróide que muda de cor e age como um cometa

Segundo o comunicado do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), foi captado um asteróide estranho. De acordo com os astrónomos, este corpo celeste muda de cor do vermelho para azul no espectro próximo ao infravermelho.

Este astro tem uma órbita entre Marte e Júpiter e a sua condição está a deixar os astrónomos intrigados.

Asteróide muda de vermelho para azul e confunde-se com um cometa

O evento captado tornou-se assim no primeiro fenómeno deste tipo observado em tempo real. Conforme informações, cientistas do MIT acham que o comportamento estranho do asteróide pode ser causado pela sua rotação muito rápida ejectando camadas de poeira da sua superfície para o espaço.

Este astro peculiar, baptizado de 6487 Gault, está localizado dentro do cinturão de asteróides entre as órbitas de Marte e de Júpiter. O comportamento do asteróide anteriormente tinha sido associado com o dos cometas, que deixam dois rastros de poeira na passagem.

Descoberta foi uma grande surpresa

Os investigadores descreveram tal desenvolvimento como uma “grande surpresa”. Segundo Michael Marsset, especialista do Departamento de Estudos Terrestres, Atmosféricos e Planetários do MIT, a equipa de cientistas julga que “testemunhou o asteróide a perder a sua poeira avermelhada no espaço”.

Desse modo, os cientistas agora julgam estar a observar “as camadas subjacentes, frescas e azuis”.

Os astrónomos entendem que tal mudança de cor e actividade semelhante à de um cometa podem ser provocadas pelo facto deste astro ter a “rotação rápida sendo o suficiente para despir camadas de poeira da sua superfície, graças à força centrifuga”.

Conforme foi dado a conhecer, os cientistas pretendem agora estudar o asteróide. A ideia é obter mais pistas sobre a actividade, quando este aparecer no céu da próxima vez.

Imagem: MT
Fonte: MIT

pplware
01 Set 2019

 

2515: Asteróide quase do tamanho do Burj Khalifa passa pela Terra em Setembro

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

De acordo com a NASA, um asteróide que quase rivaliza com a altura do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, em Abu Dhabi, vai passar pela Terra em Setembro.

Segundo o Live Science, o asteróide 2000 QW7 é incrivelmente volumoso: mede entre 290 e 650 metros de diâmetro, quase podendo rivalizar com o Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, em Abu Dhabi (828 metros).

De acordo com o Center for Near Earth Object Studies (CNEOS) da NASA, o asteróide é tão gigantesco que tem quase o dobro da altura do Empire State Building, famoso edifício em Nova Iorque, nos Estados Unidos, com 381 metros de altura (embora possa chegar aos 443 metros, se incluirmos a sua torre de antena).

O CNEOS diz que o asteróide vai passar pela Terra a 14 de Setembro e, além disso, extremamente depressa, mais concretamente a cerca de 23 mil quilómetros por hora.

No entanto, como seria de esperar, não há motivos para preocupação porque, embora seja considerado um objecto próximo da Terra, vai estar bastante longe. O 2000 QW7 vai passar a 0,03564 unidades astronómicas, o equivalente a 5,3 milhões de quilómetros.

Tal como a Terra, este asteróide orbita o Sol, porém, só atravessa o seu caminho com o do nosso planeta de forma esporádica. A última vez que isso aconteceu foi a 1 de Setembro de 2000. Segundo o Jet Propulsion Laboratory, depois de 14 de Setembro, só voltará a passar a 19 de Outubro de 2038, ou seja, quase vinte anos depois.

No início de Agosto, o asteróide 2006 QQ23, maior do que o já referido Empire State Building, passou pelo nosso planeta a 0,049 unidades astronómicas, a cerca de 16.740 quilómetros por hora.

Os asteróides e outros materiais espaciais são considerados objectos próximos da Terra se passarem dentro de 1,3 unidades astronómicas do nosso planeta. Uma unidade astronómica equivale à distância entre a Terra e o Sol, ou seja, 149,6 milhões de quilómetros.

ZAP //

Por ZAP
26 Agosto, 2019

[posr-views]

 

2488: Cientista americana diz estar certa de que a Terra será atingida por asteróide

Uma cientista americana de uma ONG dedicada a proteger a Terra diz que é 100% certo que um asteróide atingirá o nosso planeta. A cientista é Danica Remy, presidente da Fundação B612.

Após um asteróide não ter passado longe da Terra no início deste mês, uma cientista declarou que um futuro impacto é inevitável. Embora ainda não esteja claro quando ocorrerá, a cientista disse que a certa altura, um asteróide acabará por atingir a Terra.

No último dia 10 de Agosto, uma enorme rocha espacial aproximou-se bastante do nosso planeta. Identificado como 2006 QQ23, o asteróide tinha cerca de 570 metros de comprimento (maior que a Torre Eiffel, em Paris), e viajava a uma velocidade de 16.700 quilómetros por hora.

Após a passagem próxima do asteróide, Danica Remy, a actual presidente da ONG B612 Foundation, na Califórnia, disse que uma colisão entre um asteróide e o planeta Terra está prestes a acontecer.

“É 100% certo de que vamos ser atingidos, mas não se sabe com 100% de certeza quando é que isso vai acontecer”, disse Remy à NBC News.

Apesar da certeza do impacto com um asteróide, Remy acredita que a Terra não corre o risco de ser atingida por rochas espaciais que poderiam acabar com a vida no planeta, que são aquelas rochas com mais de um quilómetro de comprimento.

Devido ao seu enorme tamanho, estes asteróides podem ser facilmente identificados e detectados por agências espaciais. Com base nas suas últimas descobertas, a Terra não corre o risco de ser atingida por um desses asteróides gigantes.

Embora a Terra esteja relativamente segura dessas gigantescas rochas espaciais, o mesmo não pode ser dito para os asteróides menores, que têm maiores hipóteses de atingir a Terra, uma vez que são pequenos o suficiente para serem atraídos pelas forças gravitacionais do planeta.

Ao contrário dos asteróides que poderiam acabar com a vida no planeta, a destruição causada pelo impacto de um asteróide menor será localizada. Mesmo assim, Remy observou que um impacto desses ainda pode ter um efeito devastador em algumas regiões do mundo.

“O tipo de devastação que estaríamos observando é mais regional do que um nível planetário”, disse Remy. “Mas ainda vai ter um impacto global, nos transportes, na rede e no clima”.

ZAP // Oficina da Net

Por ZAP
21 Agosto, 2019

 

2460: NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

Chama-se 1998 OR2 e é um enorme asteróide que está actualmente numa trajectória para passar pelo nosso planeta. Contudo, este não é um asteróide qualquer. O astro tem órbita excêntrica, é classificado como objecto próximo da Terra e como asteróide potencialmente perigoso do grupo Apollo.

O 1998 OR2 foi descoberto no dia 24 de Julho de 1998. Quem o detectou foram astrónomos do programa NEAT no Observatório de Haleakala, no Havai. Contudo, este é um dos asteróides mais brilhantes e um dos mais perigosos que existe.

Asteróide  de 1998 OR2 é da classe dos mais perigosos que passam pela Terra

Os asteróides – corpos rochosos que vagueiam pelo no espaço – não evocam uma sensação particularmente positiva. Na verdade, cada vez se tem falado mais, após sabermos que não estamos a salvo dos impactos.

Assim, há cada vez mais olhos a vigiar o espaço e, segundo informações recentes, parece que há uma grande rocha prestes a passar por cá. Se entrar na nossa atmosfera, seguramente vai fazer muitos estragos.

Chama-se 1998 OR2, esta rocha está desde há muitos anos na mira da NASA. A agência projectou a sua órbita até ao ano 2197. Pela estimativa da rota, este astro nunca irá colidir com a Terra, a não ser que algo perturbe a sua rota.

NASA classifica como muito grande

O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA revelou que o asteróide 1998 OR2 tem um diâmetro estimado de 4 quilómetros e espera-se que passe pela Terra no dia 29 de Abril de 2020, às 15:26 horas de Portugal Continental.

No seu ponto mais próximo, o asteróide estará a uma distância de aproximadamente 0,04205 unidades astronómicas ou cerca de 6,3 milhões de quilómetros do centro do nosso planeta. Parece seguro, certo? Bem, o curso do asteróide pode ser alterado devido a alguns fenómenos e pode eventualmente colidir com a Terra.

Mas que fenómenos serão esses?

Em primeiro lugar existe o efeito Yarkovsky, que é conhecido por afectar o semieixo maior dos asteróides. Este fenómeno pode ser definido como a força consequente exercida sobre um corpo celeste devido a mudanças na temperatura. Entre as várias razões para esta alteração da temperatura, está a influência da radiação externa ou a gerada internamente.

Dessa forma, este tipo de alteração pode afectar a rotação do asteróide 1998 OR2 e, eventualmente, a sua órbita, fazendo com que este se vire para a Terra.

O segundo factor que poderia levar ao evento catastrófico de colisão de asteróides seria a perturbação da trajectória causada pela Fenda de ressonância gravitacional. Este último pode ser descrito como uma pequena região no espaço em torno de um planeta onde a gravidade do planeta pode alterar a órbita de um corpo celeste que transita por perto. Dessa forma, no caso de um asteróide, a gravidade poderá atrair para dentro da órbita do planeta, levando a uma colisão.

Que consequências resultariam de um impacto deste asteróide o planeta?

Há muitos dados apenas avançados com base em previsões, felizmente não temos registos que atestem a certeza dos factos. Contudo, além do dano tectónico causado pelo asteróide, o impacto também alteraria severamente as condições meteorológicas e atmosféricas do planeta.

17/08/2019

 

2453: Seleccionados os quatro candidatos finais a local de recolha de amostras de Bennu

Na imagem encontram-se os quatro locais candidatos à recolha de amostras do asteróide Bennu pela missão OSIRIS-REx da NASA. “Nightingale” (canto superior esquerdo) encontra-se no hemisfério norte de Bennu. “Kingfisher” (canto superior direito) e “Osprey” (canto inferior esquerdo) encontram-se na região equatorial do asteróide. “Sandpiper” (canto inferior direito) está no hemisfério sul de Bennu. Em Dezembro, um destes locais será o escolhido para o evento de pouso da missão.
Crédito: NASA/Universidade do Arizona

Depois de meses a lutar contra a dura realidade da superfície do asteróide Bennu, a equipa que lidera a primeira missão de retorno de amostras de um asteróide da NASA seleccionou quatro potenciais locais para a nave espacial OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer) tocar o seu parceiro de dança cósmica.

Desde a sua chegada em Dezembro de 2018 que a sonda OSIRIS-REx tem mapeado todo o asteróide com o objectivo de identificar os locais mais seguros e acessíveis para a nave recolher amostras. Estes quatro locais agora serão estudados em mais detalhe a fim de seleccionar os dois últimos alvos – um primário e um local de reserva – em Dezembro.

A equipa originalmente planeava já ter escolhidos os dois últimos locais até este ponto da missão. A análise inicial de observações terrestres sugeriu que a superfície do asteróide provavelmente continha grandes “lagoas” de material fino. As primeiras imagens da nave, no entanto, revelaram que Bennu tem um terreno particularmente rochoso. Desde então, a topografia cheia de pedregulhos criou um desafio para a equipa identificar áreas seguras contendo material amostrável, que deve ser suficientemente fino – menos de 2,5 cm de diâmetro – para o mecanismo de recolha o conseguir recolher.

“Sabíamos que Bennu ia surpreender-nos, de modo que viemos preparados para o que pudéssemos encontrar,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, EUA. “Como acontece com qualquer missão de exploração, lidar com o desconhecido requer flexibilidade, recursos e engenho. A equipa OSIRIS-REx demonstrou estes traços essenciais para superar o inesperado durante todo o encontro com Bennu.”

O cronograma original da missão incluía, intencionalmente, mais de 300 dias de tempo extra para as operações de asteróide a fim de enfrentar tais desafios inesperados. Numa demonstração da sua flexibilidade e engenho em resposta às surpresas de Bennu, a equipa da missão está a adaptar o seu processo de selecção de locais. Em vez de seleccionar os dois últimos locais este verão, a missão vai passar mais quatro meses a estudar os quatro candidatos em mais detalhe, prestando especial atenção na identificação de regiões com material fino e amostrável recorrendo a observações de alta resolução. Os mapas que os “cidadãos contadores de pedregulhos” ajudaram a criar através de observações no início deste ano foram usados como um dos muitos dados considerados na avaliação da segurança de cada local. Os dados recolhidos serão fundamentais para seleccionar os dois últimos alvos mais adequados para a recolha de amostras.

A fim de se adaptar ainda mais à complexa superfície de Bennu, a equipa da OSIRIS-REx fez outros ajustes no processo de identificação do seu local de recolha de amostras. O plano original da missão previa um local de recolha de amostras com um raio de 25 metros. Não existem locais deste tamanho que não tenham pedregulhos, por isso a equipa identificou locais que variam entre 5 e 10 metros em raio. Para que a sonda tenha como alvo um local mais pequeno, a equipa reavaliou as capacidades operacionais da nave a fim de maximizar o seu desempenho. A missão também reforçou os seus requisitos de navegação para guiar a sonda até à superfície do asteróide, e desenvolveu uma nova técnica de amostragem chamada “Bullseye TAG,” que usa imagens da superfície do asteróide para navegar, com alta precisão, a sonda até ao solo. Até agora, o desempenho da missão demonstrou que os novos padrões estão dentro das suas capacidades.

“Embora a OSIRIS-REx tenha sido construída para recolher amostras de um asteróide a partir de uma área semelhante a uma praia, o extraordinário desempenho de voo, até à data, demonstra que seremos capazes de enfrentar o desafio que a superfície acidentada de Bennu representa,” comentou Rich Burns, gerente do projecto da OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. “Este extraordinário desempenho engloba não apenas a nave e os instrumentos, mas também a equipa que continua a enfrentar todos os desafios que Bennu nos lança.”

Os quatro locais candidatos em Bennu são designados “Nightingale” (rouxinol), “Kingfisher” (guarda-rios), “Osprey” (águia-pesqueira) e “Sandpiper” (galinhola) – pássaros nativos do Egipto. O tema da nomenclatura complementa as outras duas convenções de nomenclatura da missão – divindades egípcias (o asteróide e a nave espacial) e aves mitológicas (características à superfície de Bennu).

Os quatro locais são diversos tanto em posição geográfica como em características geológicas. Embora a quantidade de material amostrável em cada local ainda não tenha sido determinada, todos os quatro locais foram cuidadosamente avaliados para garantir a segurança da sonda à medida que desce, toca e recolhe uma amostra da superfície do asteróide.

“Nightingale” é o local mais a norte, situado a 56º N. Existem várias possíveis regiões de recolha de amostras. Encontra-se dentro de uma pequena cratera englobada por uma cratera maior com mais de 140 metros de diâmetro. O local contém principalmente material escuro e fino e tem o menor albedo, ou reflectividade, e a temperatura mais baixa dos quatro alvos.

“Kingfisher” está localizado numa pequena cratera perto do equador de Bennu a 11º N. A cratera tem um diâmetro de 8 metros e é cercada por pedregulhos, embora o local propriamente dito esteja livre de rochas grandes. Dos quatro locais, “Kingfisher” tem a mais forte assinatura espectral de minerais hidratados.

“Osprey” está situada numa pequena cratera, com 20 metros em diâmetro, também localizada na região equatorial de Bennu a 11º N. Existem várias possíveis regiões de recolha de amostras no local. A diversidade de tipos de rochas na área circundante sugere que o rególito de “Osprey” também pode ser diversificado. “Osprey” tem a mais forte assinatura espectral de material rico em carbono dos quatro alvos.

“Sandpiper” está localizado no hemisfério sul de Bennu, a 47º S. O local encontra-se numa área relativamente plana na parede de uma grande cratera com 63 metros em diâmetro. Também estão presentes minerais hidratados, o que indica que “Sandpiper” pode conter material não modificado e rico em água.

Neste outono, a OSIRIS-REx dará início a análises detalhadas dos quatro locais candidatos durante a fase de reconhecimento da missão. Durante o primeiro estágio desta fase, a sonda executará passagens altas sobre cada um dos quatro locais a partir de uma distância de 1,29 km para confirmar que são seguros e contêm material amostrável. A obtenção de imagens detalhadas também ajudará a mapear as características e pontos de referência necessários para a navegação autónoma da sonda até à superfície do asteróide. A equipa usará os dados destas passagens para seleccionar os dois locais de recolha de amostras finais (o primário e o de reserva) em Dezembro.

O segundo e terceiro estágios do reconhecimento vão começar no início de 2020, quando a sonda realizar passagens sobre os dois últimos locais a altitudes ainda mais baixas e captar observações de resolução ainda mais elevada da superfície com o objectivo de identificar características, como agrupamentos de rochas que serão usados para navegar ate à superfície para recolha de amostras. A recolha de amostras da OSIRIS-REx está prevista para a segunda metade de 2020 e a sonda regressará à Terra no dia 24 de Setembro de 2023.

Astronomia On-line
16 de Agosto de 2019

 

2436: Asteróide do tamanho da Grande Pirâmide de Quéops passará “perto” da Terra a 49 mil km/h

Dentro de dias a Terra irá ser visitada por um “novo” asteróide. Segundo a NASA, este astro, do tamanho da Grande Pirâmide de Quéops, vai passar na Terra a uma velocidade de 49 mil km/h. Este é mais um asteróide que no mês de Agosto vem visitar o nosso planeta.

Depois de milhões de anos de anonimato, a gigantesca rocha espacial, com um tamanho estimado de 160 metros de largura, vai fazer por cá o seu primeiro voo registado no dia 28 de Agosto.

Chama-se 2019 OU1 e é um asteróide “novo” a passar pela Terra

O asteróide, apelidado de 2019 OU1, faz parte da classe Apollo de asteróides próximos da Terra – que formam a maioria dos asteróides potencialmente perigosos. Conforme já vimos no passado, meteoritos desta classe podem criar danos, como vimos com o Chelyabinsk.

Este foi o asteróide, que explodiu dramaticamente sobre a cidade russa e deixou os residentes atordoados com cortes de vidro estilhaçado.

Qual a origem destes asteróide classe Apollo?

Pensa-se que os asteróides Apollo têm origem no principal cinturão de asteróides, mas depois são desviados do rumo pelas interacções gravitacionais com Júpiter. Estes asteróides “potencialmente perigosos” são definidos pela NASA como rochas espaciais que passam até 0,05 au da Terra e têm uma magnitude de 22 ou menos.

De acordo com o CNEOS (Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra) da NASA, o asteróide 2019 OU1 deverá passar pela Terra no próximo dia 28 de Agosto. A rocha estará a uma distância de apenas 0,6867 unidades astronómicas ou 1 028 370,82 quilómetros da Terra.

Portanto, o asteróide deve passar pela Terra, mas sem a classificação de “perigoso” pela NASA.

Estamos a demorar muito para identificar a passagem dos asteróides

A parte mais assustadora é que a rocha, chamada 2019 OK, poderia arrasar uma cidade. Tendo poder semelhante ao de uma bomba atómica e nem sequer tinha sido avistada por astrónomos.

Se tivesse 100 metros de diâmetro, deixaria uma cratera com cerca de um quilómetro de diâmetro, e a energia da explosão seria equivalente a cinco megatoneladas de TNT. Contudo, se esse astro batesse nalgum lugar onde não há nada, então não aconteceria muito. Se caísse no oceano, poderia incitar um tsunami, mas não seria um que ameaçasse a vida.

Referiu o professor Kris Stanek ao jornal El Reg.

A nossa capacidade de lidar com os asteróides está a tornar-se mais urgente, à medida que os cientistas tentam desenvolver métodos para proteger a Terra da catástrofe. Na verdade, segundo, o nosso planeta, um dia assistiu a um impacto tão devastador que quase todos os dinossauros foram extintos, deixando apenas algumas aves vivas na Terra.

Nesse sentido, há várias agências, além da NASA, a desenvolver um projecto de escudo planetário. Resta saber se um dia iremos precisar dele e ele funcionará.

Imagem: NASA
Fonte: Mashable

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2420: Vem aí um asteróide maior do que o Empire State Building (mas não há perigo)

(CC0/PD) Frantisek_Krejci / pixabay

Sim, um asteróide maior do que o Empire State Building vai passar pela Terra no próximo sábado. Não, isso não significa que precisemos de ficar preocupados.

No próximo sábado, o asteróide 2006 QQ23 vai passar a 0,049 unidades astronómicas da Terra, a cerca de 16.740 quilómetros por hora. Embora seja uma distância e uma velocidade suficientes para poder classificar este objecto de “asteróide potencialmente perigoso”, não há nada a temer.

Em declarações à CNN, Lindley Johnson e Kelly Fast, que controlam os objectos próximos da Terra com o Gabinete de Coordenação da Defesa Planetária da NASA, afirmam que este asteróide, com quase 570 metros de diâmetro, é “mais ou menos benigno”.

Segundo o canal televisivo, controlar estes objectos funciona principalmente como um mecanismo de defesa, para garantir que nenhum deles fica perto de atingir a Terra. Todos os anos, cerca de seis objectos do tamanho deste asteróide — que é maior do que o emblemático Empire State Building (443 metros) — passam pelo nosso planeta.

Além disso, existem actualmente cerca de 900 objectos espaciais próximos de nós no Sistema Solar que têm quase um quilómetro de diâmetro, ou seja, são muito maiores do que este asteróide 2006 QQ23.

É verdade que se atingisse a Terra, este asteróide poderia devastar uma grande área. No entanto, segundo Johnson, o impacto com a Terra é algo raro, ocorrendo talvez uma vez a cada dois ou três séculos.

E, como escreve a CNN, a NASA possui tecnologia para encontrar estes asteróides e perceber quando vão passar perto da Terra. Por exemplo, no caso do 2006 QQ23, os cientistas seguiram os dados de órbita a começar em 1901 até ao ano de 2200.

Porém, na semana passada, investigadores do Royal Institution of Australia, organização científica australiana sem fins lucrativos, anunciaram que um asteróide “assassino de cidades” passou muito perto da Terra — e quase passou despercebido.

ZAP //

Por ZAP
9 Agosto, 2019

 

Asteróide “potencialmente perigoso” aproxima-se da Terra

Os especialistas estão atentos e, para já, não veem motivos para preocupação.

© iStock Os especialistas estão atentos e, para já, não veem motivos para preocupação.

Um asteróide de 560 metros de diâmetro vai passar junto ao planeta Terra no próximo dia 10 de Agosto.

O corpo rochoso espacial vai passar a uma distância de cerca de 0,049 unidades astronómicas (7,4 milhões de quilómetros) da Terra a uma velocidade de aproximadamente 16.740 quilómetros por hora.

Apesar de ainda ser uma distância longínqua, a verdade é que os especialistas da NASA consideraram este asteróide como “potencialmente perigoso”, uma vez que vai passar a menos de 0,05 unidades astronómicas da terra.

Os especialistas Lindley Johnson e Kelly Fast disseram à CNN que não há razões para preocupações, até porque é bastante comum que corpos espaciais deste género passem junto ao planeta Terra.

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Notícias ao Minuto
03/08/2019

 

2391: Asteróide “assassino de cidades” passou pela Terra (e ninguém deu por isso)

CIÊNCIA

(CC0/PD) CharlVera / pixabay

Investigadores do Royal Institution of Australia, uma organização científica australiana sem fins lucrativos, disseram que um asteróide com potencial para destruir cidades passou muito perto da Terra – e quase não o vimos.

O asteróide, baptizado de Asteróide 2019 OK, tinha cerca de 57 a 130 metros de largura e movia-se a grande velocidade a uma distância de aproximadamente 73.000 quilómetros da Terra – menos de um quinto da distância até à Lua.

“Deveria preocupar-nos a todos. Não é um filme de Hollywood. É um perigo claro e presente. Seria como uma arma nuclear muito grande“, esclareceu Alan Duffy, investigador do instituto australiano.

“É provavelmente o maior asteróide a passar tão perto da Terra em muitos anos”, disse Michael Brown, astrónomo e professor da Universidade Monash, ao The Post.

O asteróide foi detectado na semana passada por duas equipas de astronomia diferentes, uma no Brasil e outra nos Estados Unidos. Os astrónomos não identificaram o objecto – conhecido como “assassino de cidades” – até pouco tempo antes de se aproximar do nosso planeta a cerca de 61 vezes a velocidade de um jacto comercial.

Os dados sobre o seu tamanho e órbita só foram compilados algumas horas antes de passar pela Terra. Para colocar o tamanho do corpo rochoso em perspectiva, o meteoro que causou o incidente em Chelyabinsk, na Rússia, tinha apenas 20 metros de diâmetro e explodiu com mais energia do que uma arma nuclear.

This is the video of the close encounter of Asteroid 2019 OK we have been Twitting all day with the Earth: https://watchers.news/2019/07/24/asteroid-2019-ok/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter 

Mas a pergunta que se impõe é: como deixamos um asteróide tão grande passar quase despercebido? Justamente por causa do seu tamanho e da sua órbita. Embora seja grande, o Asteróide 2019 OK não é do tamanho da rocha que causou a extinção dos dinossauros, por exemplo. Objectos deste tipo são detectados 90% das vezes por instituições científicas.

Além disso, o asteróide tem uma órbita muito elíptica. Segundo Brown, passou muito além da órbita de Marte, quase na órbita de Vénus,o que dificultou a sua observação. Três dias antes do seu encontro com a Terra, o asteróide era mil vezes mais fraco para se detectar do nosso ponto de vista.

Há ainda a questão da velocidade. Conforme se aproximava do planeta, o asteróide viajava a 24 quilómetros por segundo. As rochas espaciais detectadas recentemente possuíam velocidades entre 4 e 19 quilómetros por segundo, por exemplo.

De acordo com os especialistas, a detecção de último minuto serve como um lembrete da ameaça real que os asteróides podem representar para a Terra. Se nos tivesse atingido, teria, sem dúvida, resultado em incidentes devastadores.

Apesar de a probabilidade de um asteróide “matar” uma cidade inteira ser “modesta”, Brown afirma que vale a pena dedicar recursos para a detecção e prevenção deste tipo de objectos.

O Asteróide 2019 OK prova que existem outros por aí, potencialmente perigosos, dos quais nem sequer temos conhecimento. Estes objectos podem aproximar-se da Terra sem aviso prévio. Segundo o Washington Post, os astrónomos estão a desenvolver duas abordagens para tentar desviar asteróides prejudiciais ao planeta.

Duffy explicou que uma das estratégias envolve empurrar lentamente o asteróide para longe da Terra. A outra, chamada de tractor de gravidade, usa a gravidade de uma aeronave para desviar o objecto, caso seja detectado cedo o suficiente.

ZAP // HypeScience / Futurism

Por ZAP
31 Julho, 2019

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