3435: NASA detecta asteróide de 1 Km que vem numa aproximação rápida à Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A NASA está a vigiar um asteróide que passará “perto” do planeta no próximo fim de semana. Apesar de estar numa aproximação rápida, esta passagem não traz agora qualquer problema à Terra. Contudo, dada a sua dimensão, um impacto causaria uma destruição em escala global, como confirmou a agência espacial norte-americana.

Este viajante do espaço tem o nome de 2002 PZ39 e está referenciado no grupo dos asteróides Apollo. Aquelas rochas cujas órbitas estão localizadas próximas à da Terra.

Asteróide que viaja a uma velocidade infernal

A NASA está a seguir um asteróide “potencialmente cataclísmico” apelidado de 2002 PZ39. Segundo a estimativa da agência americana, a rocha deverá medir um quilómetro de diâmetro. O colossal asteróide está actualmente a correr pelo espaço a velocidades superiores a 57 240 km/h.

A este ritmo, a NASA referiu que o asteróide fará uma “passagem próxima” à Terra antes do meio-dia de sábado, 15 de Fevereiro.

De acordo com a agência espacial, qualquer rocha deste tamanho tem o potencial de matar milhões incontáveis após o impacto.

Se um meteoroide rochoso maior que 25 m, mas menor que um quilómetro – um pouco mais de 800 metros – atingisse a Terra, provavelmente causaria danos locais na área de impacto.

Acreditamos que qualquer coisa maior que um a dois quilómetros  poderia ter efeitos a nível mundial.

Referiu a agência espacial norte-americana.

NEOs são os perigosos asteróides que estão permanentemente a ser vigiados

O potencial destrutivo de tais asteróides também foi delineado num relatório da Casa Branca de 2018 sobre os chamados objectos quase terrestres ou NEOs. A Estratégia Nacional de Preparação para Objectos Próximos da Terra e o Plano de Acção advertiu que asteróides de até 1 km de diâmetro podem iniciar uma cadeia de cataclismos naturais devastadores.

Objectos próximos e maiores que um quilómetro podem causar danos em escala global. Podem provocar terremotos, tsunamis e outros efeitos secundários que vão muito além da área de impacto imediato.

Pensa-se que um asteróide de até 10 quilómetros de largura tenha causado a extinção dos dinossauros quando atingiu a península de Yucatan há cerca de 65 milhões de anos.

Refere o relatório.

Depois do dia dos namorados… visita-nos o 2002 PZ39

A 15 de Fevereiro, o asteróide 2002 PZ39 deverá aproximar-se do planeta por volta das 11.05 GMT. Assim, quando isto acontecer, a rocha oscilará pelo planeta a uma velocidade de cerca de 15,19km por segundo ou 57 240 km/h.

Apesar do seu tamanho, velocidade e etiqueta de perigosidade, a rocha passará ao largo da Terra. Segundo os dados, a distância mais próxima atingirá os 5,7 milhões de quilómetros do nosso planeta. Portanto, algo como 15 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

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