4089: Há um segredo “explosivo” escondido debaixo de vulcões aparentemente tranquilos

CIÊNCIA/GEOLOGIA/VULCANOLOGIA

Gabriel Salazar / La Pinta Yacht Expedition

Uma equipa internacional de vulcanólogos que trabalham em ilhas remotas no arquipélago de Galápagos descobriu que vulcões que produzem de forma confiável pequenas erupções de lava basáltica escondem magmas quimicamente diversos nos seus sistemas de canalização subterrâneos. Alguns podem gerar actividade explosiva.

Muitos vulcões produzem tipos semelhantes de erupção ao longo de milhões de anos. Por exemplo, vulcões na Islândia, no Havai e nas Ilhas Galápagos entram em erupção de forma consistente com fluxos de lava – compostos por rochas basálticas derretidas – que formam longos rios de fogo pelos flancos.

Embora esses fluxos de lava sejam potencialmente prejudiciais para as casas próximas do vulcão, geralmente não representam o mesmo risco que erupções explosivas maiores, como as do Vesúvio ou do Monte de Santa Helena. Essa consistência de longo prazo no comportamento eruptivo de um vulcão ajuda no planeamento de riscos das autoridades locais.

A equipe de investigação, liderada por Michael Stock, do Trinity College Dublin, e composta por cientistas dos Estados Unidos, Reino Unido e Equador, estudou dois vulcões dos Galápagos, que só explodiram fluxos de lava basáltica composicionalmente uniformes na superfície da Terra durante toda a vida.

Ao decifrar as composições de cristais microscópicos nas lavas, a equipa conseguiu reconstruir as características químicas e físicas dos magmas armazenados no subsolo sob os vulcões.

A análise mostrou que, em contraste com as lavas basálticas monótonas que explodiram na superfície da Terra, os magmas debaixo dos vulcões são extremamente diversos e incluem composições semelhantes às erupções do Monte de Santa Helena.

Os investigadores acreditam que a uniformidade observada nas erupções ocorre quando a quantidade de magma que flui no subsolo é suficientemente grande para “sobrepor” qualquer diversidade química. Isto pode acontecer quando os vulcões estão perto de um “ponto quente”, ou seja, uma coluna muito quente de magma que sobe à superfície do interior da Terra.

No entanto, os magmas quimicamente diversos que a equipa descobriu podem tornar-se móveis e subir em direcção à superfície sob certas circunstâncias.

Nesse caso, vulcões que produziram erupções de lava basáltica durante milénios de forma confiável podem sofrer alterações e ter actividades mais explosivas no futuro.

O magma está a mover-se debaixo de um silencioso vulcão alemão (e pode acordá-lo)

É fácil esquecer que muitos vulcões em todo o mundo há muito tempo que se mantêm em silêncio. Mas os países…

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“Embora não haja sinal de que estes vulcões de Galápagos sofrerão uma transição no estilo de erupção em breve, os nossos resultados mostram porque é que outros vulcões podem ter mudado o seu comportamento eruptivo no passado. O estudo também ajudará a entender melhor os riscos apresentados pelos vulcões noutras partes do mundo – só porque sempre surgiram de uma maneira específica no passado não significa que se pode confiar que continuem a fazer a mesma coisa indefinidamente no futuro”, disse Stock, em comunicado divulgado pelo EurekAlert.

Este estudo foi publicado esta semana na revista científica Nature Communications.

ZAP //

Por ZAP
1 Agosto, 2020

 

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3359: Erupção de vulcão no arquipélago das Galápagos ameaça espécies únicas

CIÊNCIA/VULCANISMO

No domingo, o vulcão La Cumbre entrou em erupção na ilha Fernandina, que, embora não seja habitada, tem um elevado “valor ecológico” devido à sua fauna e flora únicos no mundo.

Iguanas terrestres e marinhas, corvos-marinhos não voadores, pinguins, cobras e ratos endémicos estão entre as muitas espécies que podem estar ameaçadas com a erupção do vulcão La Cumbre, na ilha Fernandina, a oeste do arquipélago das Galápagos (Equador), património mundial pela UNESCO pela sua flora e fauna únicas. A actividade vulcânica começou na noite de domingo com lava e gases a serem expelidos, anunciou o Parque Nacional das Galápagos (PNG). ​​​​​

A ilha Fernandina não é habitada, mas o “seu valor ecológico” é muito rico, uma vez que “os seus ecossistemas abrigam espécies únicas”, salienta, em comunicado, o PNG, responsável pela reserva natural que fica situada a 1000 quilómetros da costa do Equador.

O PNG acrescentou que as primeiras imagens registam uma fissura ao longo da encosta sudeste da cratera de 1476 metros de altitude e mostram “fluxos de lava a descer para a costa” de uma das ilhas mais jovens das Galápagos.

O arquipélago serviu de laboratório para o naturalista inglês Charles Darwin desenvolver a Teoria da Evolução das Espécies.

Parque Galápagos @parquegalapagos

[BOLETÍN] Nueva erupción de volcán La Cumbre en Galápagos, lee más en https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2507224772721889&id=336795426431512 

O Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional explicou que o vulcão apresentou “uma nova agitação sísmica e consequente erupção”.

“Depois do evento sísmico de magnitude 4,7 ocorrido às 16h42, foram registados 29 eventos, cuja magnitude permaneceu abaixo de 3,1”, especificou o organismo.

A última actividade eruptiva do vulcão La Cumbre ocorreu há 19 meses (16 a 18 de Junho de 2018), precedida por outra a 4 de Setembro de 2017, de acordo com o Instituto Geofísico.

Parque Galápagos @parquegalapagos

[BOLETÍN] Nueva erupción de volcán La Cumbre en Galápagos
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O Parque Nacional das Galápagos anunciou que vai continuar monitorizar a actividade vulcânica de modo a registar as mudanças que possam ocorrer no ecossistema das Ilhas Galápagos, Património Mundial pela sua flora e fauna únicas no mundo.

O arquipélago recebeu o nome das tartarugas gigantes que chegaram há três a quatro milhões de anos ao arquipélago vulcânico do Pacífico.

O Equador é uma dos países que fica situado no chamado “anel de fogo”, área de grande actividade sísmica e vulcânica.

Diário de Notícias

DN/AFP

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