3681: Pirâmides egípcias estavam mesmo alinhadas com os pontos da bússola

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

Egypt Ministry of Antiquities

Um novo estudo confirma a ideia de que alguns templos e túmulos egípcios estavam, de facto, orientados para certas regiões do céu.

A ideia de que muitas estruturas antigas foram intencionalmente construídas de forma a estarem alinhadas com objectos celestes não é novidade. No entanto, o autor deste novo estudo, Fabio Silva, considera que a maioria destas investigações sobre esse fenómeno não é confiável, porque não usam testes estatísticos para entender a probabilidade de que os supostos padrões sejam coincidências.

Como tal, o cientista desenvolveu um método estatístico que permite identificar padrões genuínos e não meras obras do acaso, escreve a New Scientist. O estudo será publicado na edição de Junho da revista científica Journal of Archaeological Science.

“Existem muitas estruturas antigas que foram consideradas alinhadas com objectos celestes, como o Stonehenge, mas devemos verificar a hipótese dessas atribuições“, disse Fabio Silva, da Universidade de Bournemouth, citado pela Agenzia Italia. “A maioria dos estudos baseia-se no mapeamento de múltiplas estruturas criadas por uma cultura, ou seja, na procura por padrões que possam estar relacionados às posições das estrelas ou do planeta num determinado período”.

O método da equipa liderada por Fabio Silva considera os factores de erro que afectam tanto o solo como o céu. Um estudo de 2009 identificou sete locais relacionados à posição das estrelas, mas com o método estatístico deste novo estudo, apenas dois desses locais foram confirmados.

Muitas pirâmides foram construídas para serem alinhadas com os quatro pontos cardeais, tanto por razões religiosas como culturais.

“Os antigos egípcios, por exemplo, acreditavam que o norte era ‘o lugar da ascensão da alma’. Por esse motivo, estruturas como a Grande Pirâmide de Gizé tinham entradas viradas para o norte”, explica Bernadette Brady, cientista da Trinity Saint David University, no País de Gales, que não esteve envolvida no estudo.

Também estruturas como o Templo de Karnak estão voltadas para o amanhecer do solstício de Dezembro, que era considerado um evento astronómico relevante em diferentes culturas.

“Algumas investigações são baseadas na ideia de que os construtores reproduziam o padrão de estrelas ou corpos celestes ao observar o céu do centro das estruturas, mas o objectivo e os métodos de trabalho poderiam ter sido diferentes. A principal dificuldade nesse tipo de especulação é que é bastante simples partir de preconceitos inconscientes”, conclui Silva.

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13 Maio, 2020

 

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3544: Crânio sugere que o Homo Erectus surgiu 200 mil anos antes do que se pensava

CIÊNCIA

Um modelo do rosto do Homo erectus

A descoberta de um crânio na África do Sul sugere que o Homo erectus viveu há dois milhões de anos, juntamente com outras espécies humanas mais primitivas.

Com base nas descobertas dos últimos anos, cientistas consideram que o Homo erectus surgiu há 1,8 milhões de anos. Mas, agora, a descoberta de um crânio de uma criança pequena na África do Sul sugere que este nosso antepassado pode ter surgido, afinal, 200 mil anos antes do que se pensava, adianta o jornal ABC.

Os fragmentos do crânio (DNH 134) foram descobertos no local arqueológico sul-africano Drimolen por investigadores da Universidade La Trobe, na Austrália, e da Universidade Washington, na cidade norte-americana de Saint Louis.

Esta foi uma grande surpresa para a equipa de cientistas porque significa que o Homo erectus, o mais parecido com o ser humano, viveu naquilo que hoje é a África do Sul, onde nunca antes tinha sido descoberto.

“Até esta descoberta, sempre assumimos que o Homo erectus se tinha originado na África Oriental. Mas o DNH 134 mostra que possivelmente vem do sul. Isto significaria que mais tarde se mudou para o norte e leste do continente. A partir daí, passou pelo norte de África para povoar o resto do mundo”, acrescenta Stephanie Baker, do Instituto de Paleoinvestigação da Universidade de Joanesburgo.

Além disso, a datação feita permite concluir que ali viveu há dois milhões de anos. “A antiguidade do fóssil DNH 134 mostra que o Homo erectus existiu a 150 mil ou 200 mil anos mais cedo do que se pensava”, afirma Andy Herries, chefe do departamento de Arqueologia e História da universidade australiana.

Segundo o jornal espanhol, a antiguidade deste crânio também mostra que este nosso antepassado viveu com outras espécies humanas mais primitivas, como é o caso do Australopithecus e do Paranthropus robustus.

De acordo com os cientistas, cujo estudo foi publicado, a 3 de Abril, na revista Science, possivelmente estas três espécies seriam diferentes umas das outras e usavam diferentes partes da paisagem para evitar competir umas com as outras.

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9 Abril, 2020

 

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3352: Família encontra fósseis de animal gigante numa praia da Argentina

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

AnitaAD / Wikimedia
Praia de Monte Hermoso, Buenos Aires

Uma família de turistas encontrou restos fósseis pertencentes a um animal da mega-fauna, com idade compreendida entre 10 e 25 mil anos, na região de Monte Hermoso, em Buenos Aires.

Na passada terça-feira, uma família de turistas argentinos encontrou, numa praia em Buenos Aires, restos fósseis pertencentes a um animal da mega-fauna, com idade compreendida entre 10 e 25 mil anos. De acordo com o Russia Today, trata-se de uma espécie não identificada que habitava as costas de Monte Hermoso, uma cidade localizada no sul do distrito de Buenos Aires.

A mãe e o filho encontraram os restos fósseis enterrados na areia e avisaram o Museu de Ciências Naturais Vicente Dimartino. A equipa do museu concedeu uma distinção à família por ter agido correctamente.

Vicente Museo Dimartino

Hoy por la mañana se realizó la extracción de restos fósiles pertenecientes a una especie que aún no se ha determinado a cúal pertenecía de la Megafauna extinta que habitó nuestras costas. Podría tener una antigüedad de 10 mil a 25 mil años aproximadamente. .

Agradecemos a Virginia Schamberger a su marido e hijo Ciro Ruiz Dias los turistas que lo encontraron y actuaron correctamente, no intentaron extraerlo y avisaron al área responsable. También un agradecimiento a Leandro Lecanda y Tomas Perretti de córdoba por ayudar a la extracción del fósil !!! Muchas gracias!!

A família “entrou no museu para avisar sobre a descoberta e, aproveitando a maré baixa, uma equipa foi remover os restos fósseis”. Segundo Natalia Sánchez, directora do Museu, a equipa continuará os trabalho de limpeza e preparação.

Quando “as peças estiverem prontas, serão classificadas, já que, para já, estão muito profundas no sedimento”. A directora disse ainda que os fósseis são, principalmente, “mandíbulas, mas que ainda não é possível ver a parte mastigável, o que nos daria uma pista para identificar a que espécie pertence”.

De acordo com a autoridade do museu Vicente Dimartino, os animais cujos fósseis foram encontrados “são megamamiferadores, porque são muito grandes – como os que aparecem no filme A Era do Gelo“.

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12 Janeiro, 2020

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3310: Encontrados 220 soldados de Terracota, o lendário exército do primeiro imperador da China

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

sibilino / Flickr

A terceira ronda de escavações arqueológicas do mausoléu de Qin Shihuang, o primeiro imperador da China, revelou 220 soldados do lendário exército de Terracota.

De acordo com os meios locais, numa área de 400 metros quadrados, foram encontrados pelo menos 220 figuras humanas, 12 cavalos, dois carros e um grande número de armas. Os arqueólogos obtiveram muitos materiais novos, incluindo várias peças arquitectónicas e alguns informações adicionais sobre os graus militares do século III a.C.

A armadura e uniforme as figuras permitiu dividi-las em militares de alto escalão, oficiais intermédios, oficiais inferiores e guerreiros comuns. Após um estudo preliminar, os arqueólogos estimam agora que as figuras de grau inferior ainda se subdividiam em dois, algo que implica uma revisão da hierarquia no Exército da época.

Entre os armamento encontrado, abundam espadas e bestas de bronze. Os investigadores também encontraram pratos, caldeirões e o camelo dourado mais antigo já visto na China.

Global Times @globaltimesnews

More than 220 new terracotta warriors with five different official titles, including senior military ranks, were unearthed during the third excavation of Mausoleum of the First Qin Emperor. 12 terracotta horses and a variety of weapons were also found. #archeology

Os trabalhos têm sido levados a cabo no chamado “buraco número 1”, que mede 14.260 metros quadrados, há dez anos, entre 2009 e 2019. De acordo com uma estimativa da distribuição dos números, esta área do complexo funerário de Qin Shi Huang poderia cobrir mais de seis mil guerreiros e cavalos de cerâmica no total.

Além das medidas de protecção convencionais, as relíquias mais importantes são transferidas para o laboratório para conservação. Desta vez, são mais de 100 peças e pelo menos 20 lugares importantes que estão a ser protegidos.

Os primeiros guerreiros de Terracota foram encontrados nos arredores da cidade de Xian, na província de Shaanxi, em 1974. O mítico exército de Qin Shi Huang era composto por mais de oito mil soldados, 130 carruagens com 520 cavalos e 150 cavalos de cavalaria, a maioria das peças ainda permanecem enterradas na proximidades da sua sepultura. Na época, foram enterrado com o imperador, visando protegê-lo na vida após a morte.

A sepultura do imperador chinês Qin Shihuang, localizada debaixo de um monte de enterros, foi aberta ao público em 1979. Nos 40 anos de existência do museu funerário de Qin Shihuang, passaram por lá mais de 120 milhões de turistas, de acordo com a agência chinesa Xinhua.

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4 Janeiro, 2020

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3301: Descoberto palácio da civilização Maia no meio da selva mexicana

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

(dr) Mauricio Marat / INAH

Um antigo palácio da civilização Maia foi descoberto no meio da selva mexicana, no estado de Iucatã, perto da histórica cidade de Kulubá.

A descoberta foi anunciada, na passada terça-feira, através de um comunicado do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH). De acordo com a Newsweek,

O palácio tem 55 metros de comprimento, 15 metros de largura e seis metros de altura.

Os vestígios encontrados apontam para duas fases de ocupação: no período Clássico Tardio (600–900 d.C.) e no período Clássico Terminal (850–1050 d.C.).

“Foi no Clássico Terminal que Chichén Itzá, tornando-se uma metrópole de destaque no nordeste do actual Iucatã, ampliou a sua influência sobre locais como Kulubá, o qual podemos inferir que, devido aos dados e materiais de cerâmica que possuímos, se tornou um enclave de Itzá”, explica Alfredo Barrera Rubio, um dos arqueólogos envolvidos.

Vários outros achados de importância arqueológica foram descobertos perto do palácio, incluindo um altar, duas residências e uma construção redonda que se acredita ter sido um forno.

Este sítio arqueológico fica no meio da selva, o que o torna vulnerável às intempéries. Por isso, foram adicionados pisos e outros revestimentos para proteger os acabamentos originais do palácio.

Os arqueólogos estão neste momento a escavar a área à volta da cidade vizinha de Kulubá. Segundo o Yucatan Times, a antiga metrópole possui templos de até 80 metros de altura.

A civilização Maia durou quase dois mil anos e teve origem em Iucatã mas, durante o seu auge, estendeu a sua influência a outras partes do México, Guatemala, Belize e Honduras.

Segundo o INAH, as visitas públicas a Kulubá devem começar dentro de pouco tempo.

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3 Janeiro, 2020

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3255: Descoberta muralha construída há 7000 anos por causa da subida do nível do mar

CIÊNCIA

(dr) John McCarthy / Ehud Galili
Reconstrução artística de Tel Hreiz e da muralha

Arqueólogos descobriram uma antiga muralha, construída há sete mil anos, para proteger uma cidade neolítica da subida do nível do mar.

A muralha agora encontrada na costa israelita, com cerca de cem metros, foi construída com rochas de um leito de um rio a mais de um quilómetro de distância para criar uma barreira entre o Mar Mediterrâneo e a cidade antiga de Tel Hreiz, avança a Newsweek.

No estudo publicado, esta quarta-feira, na PLOS ONE, a equipa de investigadores, coordenada por Ehud Galili, da Universidade de Haifa, afirma que este é o mais antigo sistema de defesa costeira conhecido no mundo.

Naquela época, o nível do mar estava a subir à medida que as temperaturas globais aumentavam após o fim da última Era do Gelo. O Mediterrâneo estava a subir até sete milímetros por ano. Ao longo da vida, isso equivaleria a cerca de 20 centímetros.

O assentamento de Tel Hreiz foi descoberto, pela primeira vez, na década de 60, mas a muralha só foi identificada em 2010, depois de uma forte tempestade. Foi então que Galili e a restante equipa começaram a analisar os restos do muro submerso.

Os arqueólogos descobriram que tinha quase três metros de altura e que foi construído na mesma época da cidade. Ao longo das décadas, o paredão terá sofrido com a erosão marinha, dizem.

Apesar desta “demonstração de resiliência” face ao aumento do nível do mar, a população de Tel Hreiz acabou por deixar a cidade e, com o tempo, tanto esta como a muralha construída acabaram engolidas pelo mar.

A equipa aponta para as semelhanças com a situação que a Humanidade enfrenta actualmente. Embora, nos dias de hoje, o aumento seja consideravelmente menor do que aquele que o povo neolítico enfrentou, é expectável que muitas das cidades costeiras sejam impactadas no próximo século.

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24 Dezembro, 2019

 

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3254: Esfinge real descoberta numa área “misteriosa” do Egipto

CIÊNCIA

Ministério das Antiguidades do Egipto

Uma equipa de arqueólogos descobriu uma pequena esfinge real na passada semana, no sul do Cairo, no Egipto. O objecto foi encontrado durante uma inspecção arqueológica na necrópole de Tuna el Yebel, na província de Menia.

Em comunicado, o Ministério das Antiguidades do Egipto explica que se trata de uma pequena esfinge (35 centímetros de altura e 55 centímetros de comprimento) de calcário.

O director-geral do Ministério, Gamal El Samastaui, destacou as “características e detalhes claros e bonitos do rosto” da esfinge. Na sua opinião, este achado e os seus traços demonstram “a capacidade do antigo artista egípcio“.

O mesmo responsável prometeu continuar a investigar e a escavar a área até conseguir explicar como é que a estátua chegou até esta área “misteriosa”.

A esfinge foi encontrada num sítio arqueológico onde, nos últimos três anos de escavações, foi encontrado um vale de múmias, vários cemitérios e catacumbas com muitos caixões de pedra e madeira. Os especialistas acreditam que as múmias encontradas na zona se encontram em boas condições de conservação.

Ministry of Antiquities وزارة الآثار

وزارة الاثار: العثور علي تمثال ملكي علي هيئة ابي الهول بتونا الجبل

كشفت البعثة الأثرية المصرية برئاسة/ سيد عبد المالك عبد الحميد كبير مفتشي أثار ملوى، علي تمثال ملكي صغير الحجم علي هيئة أبي الهول، و ذلك اثناء أعمال المسح الأثري بمنطقة كوم اللولي بجبانة تونا الجبل بمحافظة المنيا.

و اوضح جمال السمسطاوي مدير عام اثار مصر الوسطي ان التمثال مصنوع من الحجرى الجيري و يبلغ ارتفاعه بالقاعدة 35 سم و طولة 55 سم، ذو ملامح و تفاصيل الوجه واضحة و جميلة، مما يعكس مدي مهارة الفنان المصري

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Os especialistas encontraram juntamente com a esfinge uma colecção de amuletos de cerâmica da divindade Bes, bem como vasos de barro de várias formas e tamanhos e uma garrafa de alabastro, segundo o ministério.

As esfinges são um símbolo da realeza do Antigo Egipto, representando a força e o poder do faraó. Além disso, são ainda consideradas símbolos da vida após a morte, sendo muitas vezes encontradas junto a túmulos.

Nos últimos meses, o Egipto tem anunciado uma série de descobertas da Antiguidade, na esperança de animar a indústria turística do país, fonte primária de rendimento nacional. O sector foi muito afectado na última década pela instabilidade que se seguiu à turbulência popular de 2011, que derrubou o então ditador de longa dara Hosni Mubarak.

Nova esfinge descoberta (acidentalmente) no Egipto

Durante obras de reparação numa estrada, na cidade egípcia de Luxor, foi encontrada uma nova esfinge debaixo da terra, revelou…

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22 Dezembro, 2019

 

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3253: Descobertos na Grécia dois grandes túmulos milenares revestidos a ouro

CIÊNCIA

Dois grandes túmulos com 3.500 anos e cujas paredes e tectos estão revestidas a ouro foram descobertos na cidade de Pilos, no sul da Grécia, anunciou o Ministério da Cultura do país helénico.

Os túmulos, que foram encontrados nas proximidades do Palácio de Nestor, um importante centro político na era micénica, são tholis, isto é, câmaras subterrâneas em forma de colmeia que se escondem no subsolo, explicaram os arqueólogos Jack Davis e Sharon Stocker, da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, citado pelo Science Alert.

Um dos túmulos, o Tolos VI, tem um diâmetro de 12 metros e as suas paredes têm actualmente 4,5 metros, menos de metade da sua altura original. O outro, o Tolos VII, atinge apenas dois metros de altura e o seu diâmetro é de 8,5 metros.

Os arqueólogos da universidade norte-americana encontraram folhas de ouro em ambas as câmaras a cobrir as paredes e os tectos. Além disso, a equipa encontrou ainda muitos objectos preciosos, como âmbar do Báltico, ametistas egípcias e jóias de ouro.

Os telhados dos túmulos cederam ao longo dos anos, enchendo as câmara com detritos. A degradação, por outro lado, protegeu as estruturas contra roubos.

“Assim como aconteceu com o túmulo do Guerreiro de Griffin, soubemos, no final da primeira semana de escavações, que tínhamos encontrado algo importante“, disse a arqueóloga Sharon Stocker, que liderou a escavação, citada em comunicado.

Selo de ouro e objectos de valor

Os objectos funerários recuperados incluem um selo de ouro com dois touros e talos de cevada. Trata-se, muito provavelmente, da primeira imagem de cereais na arte grega, explicou o professor Jack Davis, que é também da Universidade de Cincinnati.

Outro selo composto de coralina foi também encontrado nas estruturas, retratando duas figuras mitológicas a fazer um ritual num altar. Um detalhe importante neste objecto, frisaram os cientistas, é uma estrela de 16 pontas, um símbolo incomum na iconografia micénica, que aparece também noutros achados já escavados.

Os cientistas encontraram também um pingente de ouro que representa a antiga deusa egípcia Hathor, uma descoberta “particularmente interessante à luz do papel que esta deusa desempenhou no Egipto como protectora dos mortos”, explicou Davis.

Os arqueólogos que levaram a cabo as escavações compararam este dois túmulos ao túmulo do Guerreiro de Griffin – que se acredita pertencer a um dos primeiros reis de Pilos -, datado do mesmo período e encontrado pela mesma equipa há três anos a poucos metros das duas estruturas agora descobertas.

“Estas pessoas eram, provavelmente, muito sofisticadas para a época. Deixaram um lugar na história onde havia poucos objectos de luxo e mercadorias importadas. E, de reprende, na época das primeiras lápides, surgem itens de luxo na Grécia”, rematou Stocker.

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23 Dezembro, 2019

 

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3245: Encontrado na China esqueleto com 5.000 anos com caso raro de nanismo

CIÊNCIA

(dr) Halcrow et al. 2019

Arqueólogos descobriram, na China, um esqueleto humano com uma forma rara de nanismo, chamado pelos investigadores de “nanismo proporcional”.

Segundo o Live Science, o esqueleto foi encontrado num local de enterro perto do Rio Amarelo, na China, juntamente com outros restos mortais de pessoas que viveram entre 3300 e 2900 A.C.

Todos os esqueletos foram descobertos com as mãos colocadas em cima dos corpos, com a excepção de um, cujas mãos estavam enfiadas nas costas. Os ossos deste esqueleto pareciam mais curtos e fracos. Após uma análise mais aprofundada, os arqueólogos perceberam que este jovem adulto sofria de um nanismo raro.

A displasia esquelética é bastante rara nos dias que correm e, ao que parece, também é incomum nos registos arqueológicos — até agora, foram descobertos menos de 40 casos. Deste número, a maioria representa uma forma relativamente comum de nanismo chamada acondroplasia.

Mas, neste caso, os arqueólogos perceberam que se tratava de algo mais invulgar. Os membros do esqueleto pareciam curtos, assim como os ossos da cabeça e do tronco pareciam pequenos. A equipa diagnosticou o esqueleto com uma condição conhecida como “nanismo proporcional”.

De acordo com os cientistas, a baixa estatura deste jovem adulto resultou provavelmente do hipopituitarismo e hipotiroidismo” nos primeiros anos de vida (duas doenças relacionadas com a produção de hormonas na hipófise e na tiroide, respectivamente). Ambas podem prejudicar o crescimento ósseo, o desenvolvimento cognitivo e a função cardíaca e pulmonar.

Embora o esqueleto de baixa estatura tenha sido enterrado de forma diferente dos restantes, os arqueólogos não têm a certeza se ou como este indivíduo foi tratado em vida. E os textos confucionistas do século IV A.C. sugerem que pessoas com diferenças físicas não teriam sido excluídas nesta época.

Porém, esse sentimento colide com relatos históricos do século II A.C., que sugerem que pessoas com nanismo “eram vistas como outsiders“, observam os autores no artigo publicado na revista científica International Journal of Paleopathology.

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21 Dezembro, 2019

 

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3223: Eis Lola, a menina reconstruida a partir do ADN guardado numa chiclete com 5.700 anos

CIÊNCIA

Tom Björklund

Os cientistas encontraram o genoma de uma pessoa que viveu há 5.700 anos. O ADN estava guardado numa antiga “chiclete”. Apesar dos milénios que se passaram, o pedaço de resina ainda nos pode dizer muito sobre o seu dono.

Ao escavar um local Neolítico Primitivo no sul da Dinamarca, os arqueólogos encontraram um antigo pedaço de bétula mastigado, uma substância criada pelo aquecimento da casca de uma bétula, amplamente usada como adesivo e desinfectante. O pedaço de bétula estava coberto por marcas de mordida humanas bem definidas, sugerindo que foi mastigado como chiclete, como uma forma de medicamento para as dores de dentes ou para uma infeção.

A equipa de bio-arqueologistas liderada pela Universidade de Copenhaga conseguiu extrair o ADN antigo desta “chiclete” e sequenciar todo o genoma da pessoa que o mastigou. É a primeira vez que um genoma humano completo é extraído de algo que não sejam ossos.

“É incrível ter obtido um genoma humano antigo completo de qualquer coisa que não seja osso”, disse Hannes Schroeder, do Globe Institute da Universidade de Copenhaga e autor principal do estudo, em comunicado, citado pelo IFLScience.

De acordo com o estudo publicado esta semana na revista científica Nature Communications, o genoma revelou algumas percepções sobre a pessoa que mastigou a chiclete há quase seis mil anos.

A pessoa, a quem os investigadores chamaram Lola, era biologicamente feminina e geneticamente mais próxima dos caçadores-colectores da Europa continental, em comparação com aqueles que viviam na região central da Escandinávia na época. Provavelmente teria pele escura, cabelos escuros e olhos azuis, semelhantes a muitos outros caçadores europeus da época, mais conhecido como “Cheddar Man”, um dos primeiros habitantes do que hoje é o Reino Unido.

(dr) Theis Jensen
A chiclete era um pedaço de bétula mastigado

Fragmentos de ADN de plantas e animais também foram encontrados na chiclete, especificamente avelãs e patos, que podem ter sido parte da dieta do indivíduo.

Os investigadores também colheram ADN pertencente a diferentes bactérias e vírus, provavelmente da microbiota oral. Uma dessas bactérias era o Porphyromonas gingivalis, o patógeno associado à doença gengival. Também descobriram um DNA pertencente ao vírus Epstein-Barr, o patógeno responsável pela febre glandular.

De acordo com o investigador, estas descobertas “podem ajudar a entender como os patógenos evoluíram e se espalharam ao longo do tempo e o que os torna particularmente virulentos num determinado ambiente. Ao mesmo tempo, pode ajudar a prever como um patógeno se comportará no futuro e como poderá ser contido ou erradicada”.

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19 Dezembro, 2019

 

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3206: “Raro” busto do faraó Ramsés II encontrado no Egipto

CIÊNCIA

Ministério das Antiguidades do Egipto

Um “raro” busto do faraó Ramsés II foi encontrado num terreno particular perto do templo de Ptah, perto da antiga cidade Memphis, a 30 quilómetros a sul do Cairo, anunciou esta semana o Ministério das Antiguidades do Egipto.

Em Dezembro, o proprietário do terreno levou a cabo escavações clandestinas e acabou por encontrar blocos de pedra submersos nas águas subterrâneas, conta o Cairo Science.

A polícia acabou por prender o proprietário e, depois de uma semana de escavações, os arqueólogos conseguiram recuperar a estátua de Ramsés II, o terceiro faraó da 19.º dinastia do Egipto, que governou entre 1.279 e 1.213 a.C.

O busto tem 105 centímetros de altura e 55 centímetros de comprimento.

De acordo com um comunicado do ministério egípcio, citado pela agência noticiosa AFP, este é o primeiro busto de granito cor de rosa já encontrado de Ramsés II que inclui o símbolo “ka” gravado, fazendo desta uma peça “rara”.

No antigo Egipto, “ka” representava o espírito de um humano ou deus que podia viver numa estátua de uma pessoa ou divindade após a sua morte.

A estátua é “um símbolo de força, vitalidade e espírito“, acrescenta o ministério, sublinhando que, tendo em conta as características do busto, este achado é uma das descobertas arqueológicos mais raras até agora encontradas.

O busto do faraó e os restantes blocos encontrados durante as escavações foram transferidos para um museu para serem restaurados e preservados.

Nos últimos meses, o Egipto tem anunciado uma série de descobertas da Antiguidade, na esperança de animar a indústria turística do país, fonte primária de rendimento nacional. O sector foi muito afectado na última década pela instabilidade que se seguiu à turbulência popular de 2011, que derrubou o então ditador de longa data Hosni Mubarak.

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16 Dezembro, 2019

 

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3156: Múmias milenares tinham tatuagens escondidas (e já podemos vê-las)

CIÊNCIA

Anne Austin

As tatuagens escondidas em antigas múmias egípcias estão agora a ser reveladas pelos cientistas, usando uma nova tecnologia de infravermelho, permitindo vislumbrar como os membros da sociedade há três mil anos viviam e trabalhavam.

Tatuagens semelhantes já tinham sido previamente identificadas pela arqueóloga Anne Austin num estudo publicado em 2017, que descreveu símbolos identificáveis de conotação religiosa, bem como representações de motivos florais, animais e divindades.

Na época, as medidas fotográficas revelaram dezenas de tatuagens no pescoço, ombros, braços e costas da múmia, incluindo um “par de tatuagens de flor de lótus” conectado por uma linha pontilhada nos quadris de uma mulher. Foi determinado que todas as tatuagens foram feitas antes da mumificação e em locais que exigiam que alguém as aplicasse.

“Em 2014, a missão do Institut Français d’Archéologie Orientale (IFAO) identificou uma múmia amplamente tatuada da necrópole de Deir el-Medina, a comunidade dos trabalhadores que cortavam e decoravam os túmulos reais do Novo Reino”, de acordo com o resumo do estudo. “Desde então, identificamos vários outros indivíduos com tatuagens entre os muitos restos humanos não publicados no local”.

Anne Austin, juntamente com a sua equipa, examinou as múmias em 2016 e, novamente, este ano. As novas descobertas, que foram apresentadas na reunião anual da American Schools of Oriental Research identificam novos indivíduos tatuados, além dos descritos anteriormente.

No entanto, os investigadores ainda não conseguiram identificar os símbolos ou para que podem ter sido utilizados. As identidades das múmias também permanecem desconhecidas.

Anne Austin

Os desenhos e a colocação das tatuagens variam amplamente entre os indivíduos, mas o número de tatuagens descobertas sugere que a prática provavelmente terá sido uma grande parte da cultura Deir el-Medina.

“A distribuição, exibição e conteúdo dessas tatuagens revelam como foram usadas na prática religiosa e para forjar identidades públicas permanentes”, escreveram os investigadores, citados pelo IFLScience. “As tatuagens extensas numa múmia feminina demonstram o uso de tatuagens para identificar e permitir que essa mulher actue como uma praticante religiosa essencial para a comunidade Deir el-Medina.”

Deir El-Medina foi uma antiga vila onde viviam artesãos que construíram os túmulos reais no Vale dos Reis e no Vale das Rainhas, de acordo com a Enciclopédia da História Antiga. Ao contrário de muitas outras civilizações da época, Deir El-Medina era uma comunidade planeada com o objectivo de abrigar trabalhadores que eram conhecidos como “Servos no Lugar da Verdade”.

O local foi escavado desde o início do século XX e fornece uma riqueza de informações sobre a vida quotidiana das pessoas que lá moravam, bem como o seu papel na construção dos eternos lugares de descanso da realeza.

Estas descobertas oferecem algumas das “evidências mais abrangentes que temos até hoje sobre a prática de tatuar no Egipto antigo”. Os egiptólogos identificaram tatuagens em apenas algumas múmias que abrangem a história com mais de três mil anos do Egipto faraónico – e pouco se sabe sobre a importância da prática no Egipto Antigo.

As tatuagens figurativas mais antigas foram eternizadas em duas múmias egípcias alojadas no Museu Britânico de Londres, datadas de 5.300 anos.

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7 Dezembro, 2019

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3108: Descobertas múmias de leões e dezenas de estátuas de criaturas raras no Egipto

ARQUEOLOGIA

Ministério das Antiguidades do Egito

O ministro das Antiguidades do Egipto, Khaled al Anani, apresentou algumas das peças descobertas pelos arqueólogos que trabalham na antiga necrópole de Saqqara, a 30 quilómetros do Cairo.

De acordo com o comunicado, publicado na página do Facebook, os objectos datam do século VII a.C, quando o país entrou no chamado período tardio, que durou até à conquista do vale do Nilo por Alexandre, o Grande.

A descoberta mais importante são cinco múmias de grandes felinos, que, aliás, já tinham sido anunciadas pelo ministério. Um exame radiográfico preliminar mostrou que é muito provável que  contenham leões jovens com cerca de oito meses de idade. Segundo o ministro, é a primeira vez que os arqueólogos encontram múmias de crias desse animal.

“Se for uma chita, um leopardo, uma leoa, uma pantera – seja qual for, será único”, disse Mostafa Waziry, chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, de acordo com o The Observer.

Os arqueólogos encontram frequentemente gatos mumificados, mas a descoberta de um leão é rara. Em 2004, foi encontrado o primeiro esqueleto de leão, revelando o estatuto sagrado do animal durante tempos ancestrais.

Hoje, todos os leões selvagens vivem em populações dispersas na África Subsariana, além de uma população criticamente ameaçada no oeste da Índia. Historicamente, no entanto, chegaram a viver no norte da África, grande parte do Médio Oriente e até no sul da Europa.

Ministry of Antiquities وزارة الآثار

Minister of Antiquities, Dr. Khaled El-Enany announces today in a press conference a new discovery in Saqqara necropolis carried out by an Egyptian archaeological mission led by Dr. Mostafa Waziri, Secretary General of the Supreme Council of Antiquities, at the sacred animals necropolis, where dozens of mummified cats and meticulously mummified scarab beetles along with other mummies of cobras and crocodiles, along with the exceptionally well preserved tomb of the fifth Dynas

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Entre os outros objectos desenterrados estão também 75 estátuas de gatos de diferentes tamanhos e formas, feitos de madeira e bronze. Além dos felinos, também existem figuras de outros animais, como crocodilos, touros e pássaros diferentes.

O ministério também apresentou dezenas de estátuas antropomórficas: 73 peças representam Osíris (o deus do submundo), seis são de Ptah-Socar (patrono de Saqqara) e 11 de Sekhmet (a deusa do poder e da guerra).

Além disso, os investigadores também encontraram 25 caixas de madeira decoradas com inscrições hieroglíficas. Alguns deles serviram como sarcófagos para múmias de gatos.

Waziri disse aos jornalistas presentes na conferência de imprensa que a sua descoberta favorita foi uma rara escultura de pedra de um escaravelho, descrita como “a maior do mundo”, de acordo com o Times Of Israel.

Segundo Al Anani, esta é apenas uma parte das descobertas desta temporada. O resto das descobertas será revelado em Dezembro.

O Egipto intensificou a promoção dos seus tesouros arqueológicos na esperança de reavivar o sector do turismo, que recupera lentamente desde a revolta de 2011 que derrubou o regime de longa data Hosni Mubarak.

ZAP //

Por ZAP
28 Novembro, 2019

 

3062: Pintores rupestres da Idade da Pedra eram obcecados por cavalos (e ninguém sabe porquê)

CIÊNCIA

Witkoppen / Wikimedia

O arqueólogo George Sauvet notou que os pintores rupestres europeus da Idade da Pedra tinham um particular fascínio por cavalos. A comunidade científica ainda não sabe explicar porquê.

Por que razão os cavalos eram tantas vezes retratados em pinturas rupestres é uma incógnita para a comunidade científica. Principalmente porque durante a Idade da Pedra, os cavalos eram um animal relativamente raro. Um novo estudo tem uma teoria intrigante — mas questionável — que pode explicar este fenómeno.

De acordo com a NewScientist, desde os anos 90, Georges Sauvet, da Universidade de Toulouse-Jean Jaurès, tem compilado uma base de dados da arte europeia da Idade da Pedra. Com informações de mais de 4.700 desenhos de França e Espanha, verifica-se que quase um em cada três animais pintados eram cavalos.

Sauvet sugere que os humanos tinham uma espécie de sistema hierárquico para os animais e que o cavalo estava bem no topo. O investigador gaulês notou que os cavalos eram representados com bastante mais frequência do que os outros animais, apesar da sua raridade na altura.

Até mesmo através da interpretação da semiótica das pinturas rupestres, os cavalos eram figura de destaque, com um posicionamento central na pintura. Em muitas da pinturas europeias, os cavalos até assumiam o papel principal, destaca o Tekniikan Maailma. Por exemplo, numa pintura em que estão representados mamutes e rinocerontes, até o cavalo é maior do que estes animais.

Os resultados estão detalhados num artigo científico a ser publicado em Dezembro, na revista científica Journal of Archaeological Science: Reports.

Sauvet notou que os humanos europeus da Idade da Pedra poder ter tido um sistema de crenças bastante avançado, no qual os animais eram considerados quase como divindades da Grécia Antiga. No entanto, isto não passa de uma suposição, ficando ainda por explicar o porquê de tamanha admiração pelos cavalos.

“Temos poucas ferramentas teóricas para interpretar isso. Estamos a lidar com as comunidades humanas da Idade da Pedra, não sabemos como é que elas organizaram o reino animal de acordo com o seu próprio sistema”, observou Randall White, investigador na Universidade de Nova Iorque.

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Por ZAP
20 Novembro, 2019

 

3044: Reconstruida mulher xamã que foi uma das últimas caçadoras-colectoras da Suécia

CIÊNCIA

Uma mulher caçadora-colectora que viveu há sete mil anos no que é actualmente a Suécia foi trazida à vida numa reconstrução.

A mulher de olhos azuis usava uma capa de penas, um colar de ardósia e um cinto feito de 130 dentes de animal. A sua pele escura estava pintada com padrões brancos e sentava-se pernas cruzadas num “trono” de chifres de veado, de acordo com a descrição do LiveScience.

O seu corpo foi encontrado nos anos 80, enterrado na vertical numa sepultura em Skateholm – um sítio arqueológico na costa sul da Suécia – entre outros enterros que datam de 5.500 a.C. a 4.600 a.C, de acordo com a National Geographic.

Como o seu corpo estava tão ricamente enfeitado, acredita-se que a mulher tenha sido uma pessoa importante na sua comunidade de caçadores-colectores.

A reconstrução em tamanho real será revelada ao público numa exposição que será inaugurada em 17 de Novembro no Museu Trelleborg da Suécia, segundo anunciaram representantes do museu em comunicado.

Conhecida como Enterro XXII pelos arqueólogos, a mulher tinha entre 30 e 40 anos quando morreu e tinha cerca de dois metros de altura. Com base nas evidências de ADN recolhidas noutras sepulturas em Skateholm, os cientistas determinaram que as pessoas que viviam na região na época tinham olhos de cor clara e pele escura.

Durante esta época da Idade da Pedra, por volta de 10.000 a.C. até 8.000 a.C., os humanos europeus antigos estavam a voltar-se para a agricultura e a abandonar o estilo de vida de caçadores-colectores. No entanto, os enterros de Skateholm e outros locais na Europa sugerem que grupos de caçadores-colectores persistiram por quase 1.000 anos após o surgimento da agricultura, segundo Nat Geo.

Foi Oscar Nilsson, arqueólogo e escultor especializado em reconstruções faciais, que criou o rosto expressivo da mulher. Trabalhando a partir de uma tomografia computorizada do crânio, Nilsson juntou o rosto músculo por músculo, construindo a sua expressão singular através de camadas de cartilagem e tecidos moles.

“O rosto humano é um motivo que nunca deixa de me fascinar: a variação da estrutura subjacente e a variedade de detalhes parecem infinitas”, escreve Nilsson no seu site. “E todos os rostos que reconstruo são únicos. São todos individuais.”

Durante a reconstrução, Nilsson imaginou a mulher caçadora-colectora como xamã. De facto, o seu enterro ornamentado sugere que ocupava “algum tipo de posição especial na sociedade”, mas é impossível dizer com certeza qual era seu papel, segundo disse Ingela Jacobsson, directora do Museu Trelleborg.

ZAP //

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18 Novembro, 2019

 

3040: Encontrado templo milenar usado em rituais pagãos de veneração da água

CIÊNCIA

(h) Andina

O local tem 3.000 anos, onde investigadores encontraram 21 sepulturas, bem como várias peças de cerâmica e anéis de cobre. O templo era usado em rituais pagãos de veneração da água.

Uma equipa de arqueólogos encontrou um templo cerimonial com 3 mil anos na região de Lambayeque, no noroeste do Peru. No sítio arqueológico também foram achadas 21 sepulturas e uma série de itens usados como oferendas durante os enterros da época, relata a Agencia Andina.

O templo tem 40 metros de largura e 56 metros de comprimento. A descoberta, entre grandes blocos de granito, possui também sinais de gravuras rupestres, e é a única estrutura megalítica da região. “É um templo para venerar a água, porque na frente há um altar com buracos, que eram altares ligados à adoração da água“, explicou Walter Alva, director do Museu das Tumbas Reais de Sipán, à agência peruana.

Alva afirmou que a descoberta teve lugar numa zona onde se encontram dois rios, um ponto conhecido como Tinkuy, que era considerado um espaço sagrado pelas culturas da época.

Nas sepulturas estavam localizadas peças cerâmicas, elementos metálicos como facas e tupus (ornamentos usados pelas mulheres incas) e anéis de cobre de criança.

Além disso, os objectos também forneceram pistas para conhecer as diferentes fases do templo. “Todos eles tinham vasos colocados como oferendas e mostram que depois de quase 2 mil anos, eles usaram este lugar novamente como um espaço para enterros populares“, acrescentou o director do museu.

Alva acredita que a descoberta é importante para o desenvolvimento de investigações sobre Lambayeque.

ZAP // Sputnik News

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16 Novembro, 2019

 

3030: Cientistas reconstruiram a cara mutilada de uma guerreira Viking

CIÊNCIA

(dr) National Geographic

Um esqueleto encontrado num cemitério Viking em Solør, na Noruega, tinha sido identificado como sendo de uma mulher há vários anos, mas os especialistas não tinham a certeza se tinha sido verdadeiramente uma guerreira.

Agora, a reconstrução da sua face mutilada parece confirmar o seu estatuto. Ao jornal britânico The Guardian, Ella Al-Shamahi, arqueóloga, explicou que que esta última parte só estava em disputa “porque a ocupante era uma mulher” – apesar do seu local de enterro estar preenchido com um arsenal de armas que incluía flechas, espada, escudo, lança e um machado.

Cientistas britânicos assumem que o aparente ferimento na cabeça no seu crânio tenha tido origem numa espada, embora ainda não se saiba se essa foi a causa da morte da mulher. O exame aos seus restos mortais mostrou sinais de cura, o que pode indicar que essa lesão era muito mais antiga.

No entanto, a reconstrução facial 3D trouxe o seu rosto completo de lacerações brutais de volta à vida depois de mais de mil anos. Al-Shamahi acredita que esta é “a primeira evidência já encontrada de uma mulher viking com um ferimento de batalha“.

Para Al-Shamahi, olhar para a reconstrução da mulher, cujos restos mortais estão agora preservados no Museu de História Cultural de Oslo, foi uma vitória científica.

Caroline Erin, que trabalhou na reconstrução na Universidade de Dundee, no Centro de Anatomia e Identificação Humana, deixou claro que os resultados não são perfeitos. O processo começou por adicionar tecido muscular e depois estratificar a pele. “A reconstrução resultante nunca é 100% precisa, mas é suficiente para gerar reconhecimento de alguém que os conhecia bem na vida real”, explicou.

“Estou tão empolgada porque este rosto não era visto há mil anos”, disse Al-Shamahi. “De repente, tornou-se realmente real”, disse, acrescentando que o túmulo estava “completamente cheio de armas”. Segundo o Ancient Origins, muitos guerreiros vikings acreditavam que as armas poderiam ser usadas na vida após a morte.

Para o especialista em Vikings e consultor arqueológico do projecto, Neil Price, estas últimas descobertas são apenas o começo. Price acredita que as mulheres desempenharam um papel substancial na guerra viking.

Al-Shamahi deverá apresentar um próximo documentário da National Geographic sobre a conquista.

Esta evidência contraria a ideia de que as mulheres Viking não eram guerreiras. Mas, de acordo com o All That’s Interesting, não é a primeira vez que esse conceito é contrariado, uma vez que, em 2017, um teste de ADN confirmou que um esqueleto Viking enterrado com armas e cavalos na Suécia era, ao contrário do que se pensava, do sexo feminino.

ZAP //

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15 Novembro, 2019

 

3008: Sapiens com herança neandertal migraram da Europa para o Médio Oriente

CIÊNCIA

Gleiver Prieto / University of Tübingen

Uma equipa de cientistas israelitas examinou restos de dentes que provam que os aurignacianos, uma civilização pré-histórica do Paleolítico Superior, migraram da Europa para o Médio Oriente há 40 mil anos atrás.

Acredita-se que este povo tenha aparecido pela primeira vez no Velho Continente 3 mil anos antes disso. De acordo com a Europa Press, os aurignacianos são conhecidos por produzirem ferramentas ósseas, artefactos, jóias, instrumentos musicais e pinturas rupestres.

A descoberta dos arqueólogos israelitas corrobora a teoria que, em vez de desaparecerem, os neandertais foram assimilados a populações modernas de imigrantes humanos na Europa.

Os seis dentes encontrados mostram que os aurignacianos chegaram a Israel, vindos da Europa, há cerca de 40 mil anos atrás, e que eram neandertais e homo sapiens. O estudo com os resultados foi publicado no mês passado na revista Journal of Human Evolution.

“Ao contrário dos ossos, os dentes ficam bem preservados porque são feitos de esmalte — a substância no corpo humano mais resistente aos efeitos do tempo”, explicou a líder da investigação, Rachel Sarig.

“A estrutura, forma e topografia na superfície dos dentes forneceram informações genéticas importantes. Conseguimos usar a forma externa e interna dos dentes encontrados na caverna para associá-los aos grupos hominídeos típicos: neandertal e homo sapiens”, acrescentou.

Rachel Sarig

Os resultados da análise aos dentes surpreenderam os investigadores, mostrando traços tanto de neandertais como de homo sapiens.

“Após a migração das populações europeias para essa região, houve uma nova cultura no Médio Oriente por um curto período, aproximadamente de 2 mil a 3 mil anos. Depois desapareceu sem motivo aparente. Agora sabemos algo sobre a sua ‘maquilhagem’“, disse Sarig.

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10 Novembro, 2019