4136: A Lua pintou-se de vermelho na Argentina (e a causa não é propriamente boa)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/AMBIENTE

alif_abdulrahman / Flickr

Uma estranha lua com tons avermelhados pintou o céu da Argentina. O fenómeno misterioso encheu as redes sociais de fotografias e teorias.

Em diferentes regiões da Argentina, várias pessoas puderam apreciar, nas últimas noites, a Lua com uma intensa cor avermelhada. As redes sociais encheram-se de fotografias do nosso satélite e foram vários os que se chegaram à frente para explicar este misterioso fenómeno.

Alguns escreveram que o fenómeno se tratava de um eclipse. No entanto, avança o Russia Today, alguns especialistas explicaram que o aspecto da Lua não é propriamente um bom sinal, uma vez que é sinónimo da presença de partículas suspensas na atmosfera, fruto da seca e incêndios florestais.

Adrián Arquiola, astrónomo e director do Observatório Astronómico Municipal de Funes, disse que “a razão fundamental” para esta coloração foi, antes de tudo, o fumo proveniente das ilhas do rio Paraná e o “pó de suspensão que é produto da seca” em toda a região.

“Foi um fenómeno que chamou muita a atenção. As pessoas pensaram que era um eclipse, mas não”, sublinhou o especialista.

Foto do perfil, abre a página do perfil no Twitter em uma nova aba

Patricio Manin
@Patriciomanin
Sin filtros ni retoques, así se vió la luna en Arrecifes por el humo de los incendios en Rosario. Una tremenda locura!

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“Não era um eclipse, eram partículas de fumo na atmosfera, que espalham mais luz azul, enquanto a luz vermelha continua recta“, disse Carlos Silva, da Associação de Professores de Física da Argentina, que partilhou uma fotografia da Lua no Twitter.

O fenómeno é conhecido como dispersão de Rayleigh: trata-se da dispersão da luz, ou qualquer outra radiação electromagnética, por partículas muito mais pequenas do que o comprimento de onda dos fotões dispersados. Aliás, a dispersão de Rayleigh da luz solar na atmosfera é a principal razão pela qual o céu é azul.

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Carlos Silva
@carlosmtron
Así estaba la Luna hoy en Rosario. No era un eclipse, eran las partículas de humo en la atmósfera, que dispersan más la luz azul, mientras que la roja sigue derecho. #BastaDeQuemas #LeyDeHumedalesYa #Luna #Moon

Imagem

O professor de Física disse ainda que, “para além da estranha sensação de beleza, hoje o ar é tóxico, irrespirável, carregado de dióxido de carbono“. “Os animais que vivem em áreas húmidas estão a morrer. Este ecocídio urgente deve ser interrompido.”

ZAP //

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9 Agosto, 2020

 

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3840: Cientistas descobrem nova espécie de dinossauro na Patagónia

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

JASoliday / Flickr

Paleontólogos argentinos encontraram, na Patagónia, uma nova espécie de dinossauro com 90 milhões de anos.

De acordo com a agência Europa Press, a descoberta deste dinossauro ocorreu na província de Río Negro, na Patagónia argentina. Trata-se de um animal pequeno e ágil, que não teria mais de um metro e meio de comprimento.

Embora não pudesse voar, este dinossauro podia realizar movimentos semelhantes aos que os pássaros modernos fazem hoje em dia durante o voo, e teria usado as suas asas para se equilibrar quando corria, por exemplo, para atacar presas.

“Esta nova espécie, que chamámos Overoraptor chimentoi, é um novo membro do grupo dos dinossauros carnívoros chamados Paraves, explicou à agência CTyS Matías Motta, investigador do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução de Vertebrados do Museu Argentino de Ciências Naturais (LACEV-MACN-CONICET).

Agencia CTyS – UNLaM @CTyS_UNLaM

Importante aporte a la evolución de la aves 🦅

El doctor Fernando Novas, jefe del @LACEV_MACN, explicó que “las aves no son más que dinosaurios emplumados que viven hoy, comparten el planeta Tierra con nosotros y tuvieron origen en dinosaurios con aspecto de velocirraptores”.

 

Agencia CTyS – UNLaM @CTyS_UNLaM

Las ilustraciones de @Gabrielluislio nos ayudan a imaginar cómo era este Overoraptor chimentoi que, según el becario @_matiasmotta del @LACEV_MACN, es un nuevo integrante dentro el grupo de dinosaurios carnívoros denominados paravianos.

 

“Este animal tinha uma garra muito afiada no dedo indicador do pé, o que seguramente servia para atacar as suas presas, e tinha uma pata alongada e delicada, o que indica que era um animal corredor“, disse o principal autor do estudo publicado, no final de maio, na revista científica The Science of Nature.

Por sua vez, Federico Agnolín, outro dos autores do estudo, destacou que o que mais os surpreendeu foi o facto de as “suas patas serem como as de um velociraptor, mas os seus membros superiores serem extremamente longos e robustos, semelhantes aos das aves modernas”.

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14 Junho, 2020

 

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3737: Fóssil de um dos últimos megaraptores encontrado na Argentina

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

kabacchi / Flickr

Os restos de um megaraptor com o dobro do tamanho de uma girafa foram encontrados na Estancia La Anita, no sul da Argentina.

De acordo com os paleontólogos responsáveis pela descoberta, este megaraptor tinha cerca de dez metros, o que faz dele um dos maiores já encontrados. É também um dos mais jovens, com os cientistas a descrevê-lo como “um dos últimos representantes deste grupo”, antes de os dinossauros serem extintos, cita a revista Newsweek.

“Este foi o momento, há 65 milhões de anos, em que ocorreu a extinção dos dinossauros. Este novo megaraptor que temos agora de estudar terá sido um dos últimos representantes deste grupo”, afirmou à agência Reuters Fernando Novas, paleontólogo do Museu de Ciências Naturais de Buenos Aires que liderou a escavação.

Os megaraptores foram um grupo de dinossauros carnívoros e bípedes que viveram naquilo que é hoje a América do Sul, a Ásia e a Austrália, durante o período Cretáceo (há 145-66 milhões de anos).

Segundo Matt Lamanna, curador assistente e responsável pela Paleontologia de Vertebrados do Museu Carnegie de História Natural em Pittsburgh, Pensilvânia, este grupo de dinossauros é conhecido pelos seus dentes afiados, crânios pequenos e membros alongados.

Porém, as características que melhor o define, de acordo com um comunicado do museu argentino, eram os braços longos e as garras poderosas, que cresciam até cerca de 35 centímetros de comprimento.

Os paleontólogos acreditam que esses braços fortes eram a principal arma deste dinossauro, e não as suas mandíbulas, como é o caso de outros grupos, nos quais se inclui o Tyrannosaurus rex.

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24 Maio, 2020

 

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3351: Família encontra fósseis de animal gigante numa praia da Argentina

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

AnitaAD / Wikimedia
Praia de Monte Hermoso, Buenos Aires

Uma família de turistas encontrou restos fósseis pertencentes a um animal da mega-fauna, com idade compreendida entre 10 e 25 mil anos, na região de Monte Hermoso, em Buenos Aires.

Na passada terça-feira, uma família de turistas argentinos encontrou, numa praia em Buenos Aires, restos fósseis pertencentes a um animal da mega-fauna, com idade compreendida entre 10 e 25 mil anos. De acordo com o Russia Today, trata-se de uma espécie não identificada que habitava as costas de Monte Hermoso, uma cidade localizada no sul do distrito de Buenos Aires.

A mãe e o filho encontraram os restos fósseis enterrados na areia e avisaram o Museu de Ciências Naturais Vicente Dimartino. A equipa do museu concedeu uma distinção à família por ter agido correctamente.

Vicente Museo Dimartino

Hoy por la mañana se realizó la extracción de restos fósiles pertenecientes a una especie que aún no se ha determinado a cúal pertenecía de la Megafauna extinta que habitó nuestras costas. Podría tener una antigüedad de 10 mil a 25 mil años aproximadamente. .

Agradecemos a Virginia Schamberger a su marido e hijo Ciro Ruiz Dias los turistas que lo encontraron y actuaron correctamente, no intentaron extraerlo y avisaron al área responsable. También un agradecimiento a Leandro Lecanda y Tomas Perretti de córdoba por ayudar a la extracción del fósil !!! Muchas gracias!!

A família “entrou no museu para avisar sobre a descoberta e, aproveitando a maré baixa, uma equipa foi remover os restos fósseis”. Segundo Natalia Sánchez, directora do Museu, a equipa continuará os trabalho de limpeza e preparação.

Quando “as peças estiverem prontas, serão classificadas, já que, para já, estão muito profundas no sedimento”. A directora disse ainda que os fósseis são, principalmente, “mandíbulas, mas que ainda não é possível ver a parte mastigável, o que nos daria uma pista para identificar a que espécie pertence”.

De acordo com a autoridade do museu Vicente Dimartino, os animais cujos fósseis foram encontrados “são megamamiferadores, porque são muito grandes – como os que aparecem no filme A Era do Gelo“.

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12 Janeiro, 2020

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2571: Descoberta uma espécie idêntica ao “esquilo” da Idade do Gelo

CIÊNCIA

(dr) Jorge A. González
Ilustração do Pseudotherium argentinus

A criatura pré-histórica é tão parecida com Scrat, personagem do filme de animação “A Idade do Gelo”, que o paleontólogo responsável pela sua descoberta pensou baptizar a espécie com o seu nome.

Segundo o IFLScience, o Pseudotherium argentinus foi descoberto no Parque Provincial de Ischigualasto, San Juan, no noroeste da Argentina, com base num crânio adulto de 6,9 centímetros que sugere que este animal tinha 25 centímetros de comprimento.

Esta criatura pré-histórica foi classificada de mammaliamorph — um grupo de parentes próximos dos mamíferos — e viveu há 231 milhões de anos, durante o Triássico Superior, quando os dinossauros ainda estavam no seu auge.

De acordo com o estudo publicado em Agosto na revista científica PLOS One, o Pseudotherium pode estar intimamente relacionado a um ancestral dos mamíferos, mas faltam as distintas regiões cerebrais expandidas que separam os mamíferos dos nossos predecessores.

O facto curioso é que este animal mostra grandes semelhanças com Scrat, uma das personagens do filme de animação “A Idade do Gelo”. “A espécie tem um focinho muito longo, plano e raso e as suas presas muito longas localizadas quase na ponta do focinho, por isso as parecenças são tremendas”, disse o paleontólogo Ricardo Martinez, da Universidade Nacional de San Juan, à Agência CTyS, acrescentando que até considerou nomear a espécie tendo em conta a personagem.

Esta não é a primeira criatura que os cientistas descobrem que se parece com Scrat. O Cronopio dentiacutus era um verdadeiro mamífero — com o tamanho e forma semelhantes ao Pseudotherium — que viveu há 95 milhões de anos, durante o Cretáceo, e cuja descoberta em 2011 também se seguiu aos filmes.

Com apenas um espécime para analisar, os investigadores não sabem ainda muitas coisas sobre o estilo de vida deste animal ou porque é que precisava de dentes tão ameaçadores. É provável que tivesse uma dieta à base de insectos ou animais menores, sendo que os dentes-de-sabre poderiam ter sido usados para apanhar presas, mas também para lutar por territórios ou companheiros, sobretudo se o espécime encontrado fosse macho.

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4 Setembro, 2019

 

2099: As abelhas já fazem ninhos com o lixo plástico humano

CIÊNCIA

Jeffrey W. Lotz / Wikimedia
Abelha africanizada, também conhecida como “abelha assassina”

Na Argentina, as abelhas têm construído ninhos para as crias com materiais estranhos. Pela primeira vez, foi encontrado um ninho feito de lixo plástico.

Um monte de plástico em forma de embalagens chega às quintas e, muitas vezes, entra na paisagem. O mundo está a mudar e a vida selvagem está a ter de se adaptar.

Investigadores do Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola da Argentina descobriram os ninhos de plástico como parte das suas investigações sobre polinizadores de chicória. A equipa montou 63 “armadilhas” em volta dos campos, com longos tubos ocos, semelhantes aos buracos de favo de mel onde as larvas de abelhas crescem.

As abelhas podem revestir as cavidades com materiais, como lama, folhas, pedras, pétalas e resina. O objectivo é criar um ninho aconchegante na cavidade, separados em células ao longo do comprimento, cada qual contendo uma larva de abelha em crescimento.

Durante a primavera e o verão de 2017 e 2018, a equipa verificou mensalmente os ninhos para procurar sinais de actividade das abelhas. Só encontraram três ninhos que as abelhas usavam. Dois foram construídos com lama e pétalas e cinco abelhas adultas saudáveis ​​emergiram delas.

O terceiro tinha três células inteiramente feitas de plástico, cuidadosamente cortadas em formas longas e ovais pela abelha e dispostas de maneira sobreposta. As primeiras duas células foram construídas de plástico fino, azul claro, semelhante a um saco plástico. A terceira célula foi feita de plástico branco mais espesso.

“Entre as três células, uma continha uma larva morta; a outra, o adulto parecia ter emergido do ninho; e a terceira célula não estava terminada”, escreveram os cientistas no estudo publicado na revista Apidologie. Assim, das duas células ocupadas, uma larva morreu e a outra cresceu até a idade adulta – indicando que o plástico pode não ser a melhor escolha de material de construção, mas também pode não ser o pior.

A equipa não conseguiu identificar positivamente a abelha que tinha construído o ninho, mas acredita que pode ter sido uma abelha de alfafa (Megachile rotundata). Esta é uma espécie europeia introduzida que a equipe já tinha visto no local do estudo.

É uma abelha solitária que, fiel ao seu nome, corta folhas para forrar os seus ninhos, semelhante à maneira como os fragmentos de plástico foram aparados. Na América do Norte, cientistas documentaram essa abelha em particular a usar plástico para construir células de crias individuais dentro de um ninho maior.

Isto pode significar que as abelhas têm uma flexibilidade adaptativa que lhes permitirá acompanhar as rápidas mudanças ambientais. Ou pode significar que os herbicidas usados ​​nos campos estão a reduzir o número de plantas que as abelhas preferem usar nos seus ninhos. A abelha, neste caso, pode também esse material por outro motivo.

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2 Junho, 2019



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1198: Cientistas descobrem ancestral de jacaré com 65 milhões de anos

CIÊNCIA

Papa Pic / Flickr

Uma equipa de paleontólogos argentinos descobriu ossadas pertencentes a um ancestral de jacaré que terá habitado a Patagónia há 65 milhões de anos, quando o país sul-americano tinha um clima subtropical.

De acordo com a Agência para a Ciência e Tecnologia (CyTA), que avançou a descoberta nesta segunda-feira, os especialistas acreditam que o fóssil encontrado tem o dobro do tamanho comparativamente à espécie actual.

Os paleontólogos decidiram apelidar o espécime de peligrensis Protocaiman, uma vez que os restos fósseis foram encontrados em Punta Perigo, região localizada no Golfo San Jorge, entre as cidades argentinas de Comodoro Rivadavia e Bahía Bustamente, na província de Chubut.

Segundo a CyTA, estes jacarés pertencem a um grupo de crocodilos que habitaram os sistemas de água doce na América Central e do Sul. No entanto, salientam, a história evolutiva destes animais é ainda pouco conhecida, uma vez que os restos fósseis até agora encontrados estavam em mau estado de conservação.

A descoberta, publicada recentemente na revista Proceedings of the Royal Society of London, é especialmente importante para os cientistas da região pois permite traçar com mais detalhe o percurso da espécie pelas Américas.

“Permite uma revisão da árvore genealógica dos crocodilos e propõe, pela primeira vez, que os jacarés habitaram a América do Norte durante a época dos dinossauros e deslocaram-se para a América do Sul no Cretáceo – período que se estende entre 145 e 66 milhões de anos -, onde se dispersaram e diversificaram”, explicou a investigadora Paula Bona, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET).

CyTA-Fundación Leloir
Fotomontagem do fóssil encontrado

Os investigadores acreditam ainda que o ancestral terá atingido, aproximadamente, o dobro do tamanho de um jacaré actual, aponta a CNN, citando a agência.

“Esta nova espécie representa um dos mais antigos fósseis de jacaré já encontrados”, rematou Paula Bona.

ZAP // RT
Por ZAP
26 Outubro, 2018

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