This ‘Ninja Giant’ is the oldest titanosaur on record

SCIENCE/PALEONTOLOGY

N. zapati would have grown to about 66 feet (20 meters) long and sported the column-like legs and long neck and tail of a typical titanosaur. (Image credit: Jorge A González)

A new long-neck dinosaur discovered in Argentina might be the oldest titanosaur ever discovered.

The dinosaur, dubbed Ninjatitan zapati, lived 140 million years ago, which is 20 million years before the appearance of the next known titanosaur species. The discovery suggests that this group of hefty sauropods first emerged on the supercontinent Gondwana, which was made up of what is now South America, Antarctica, Africa, Australia, New Zealand, the Indian subcontinent and Saudi Arabia.

N. zapati was discovered in 2014 by Jonatan Aroca, a technician of El Chocón Museum in Neuquén, Argentina. Aroca was prospecting at a dig site in southwest Neuquén, located in Patagonia. This site was known for sauropod discoveries, and Aroca was searching for new finds outside of previous excavations when he discovered a titanosaur scapula.

Related: Photos: 100-million-year-old Tanzania titanosaur had heart-shaped tail bones

Further excavations turned up some vertebrae, a femur and a fibula (a lower-leg bone). The remains established that the fossils came from a brand-new titanosaur.

Paleontologists carefully excavated the remains of N. zapati. (Image credit: Jorge A González)

Some titanosaurs could grow up to 131 feet (40 meters) in length, but N. zapati was a relative pipsqueak at 66 feet (20 m) long. It still had the column-like legs and long neck and tail of a typical titanosaur, study author Pablo Ariel Gallina, a paleontologist at the National Scientific and Technical Research Council of Argentina, told Live Science.

The researchers named the dinosaur after vertebrate paleontologist Sebastián “Ninja” Apesteguía, who led the first excavations from 2010 to 2014 of the Bajada Colorado Formation where the dinosaur was discovered. Zapati was chosen to honor Rogelio “Mupi” Zapata, a technician of the Museo Municipal Ernesto Bachman, who also made important discoveries at the site.

The discovery puts titanosaurs in the early Cretaceous period in Gondwana, showing that they were already established by this time, Gallina said. Older long-neck dinosaurs have been discovered before, including members of the broader group that titanosaurs are part of, titanosauriforms, which seems to have arisen in the late Jurassic and also includes the brachiosaurids. But N. zapati is the oldest known member of the titanosaur branch of that family tree.

The find confirms what paleontologists had suspected about the group based on their worldwide distribution: that they arose early in Gondwana and then spread. One 2016 study suggested that titanosaurs originated in what is now South America, rapidly spread around Gondwana and later reached Europe via North Africa. By the middle to late Cretaceous, titanosaurs reached North America from South America and Asia via Europe. The new discovery bolsters that hypothesis, Gallina said.

“The Bajada Colorada dinosaur fauna represents one of the most diverse and unique associations not previously documented from the lowermost Cretaceous deposits worldwide, a moment in dinosaur evolution little explored,” he wrote in an email to Live Science.

Neuquén province has turned up many intriguing titanosaurs, including one yet-unnamed specimen discovered in January that might be the heaviest titanosaur on record. Paleontologists aren’t done excavating the new specimen, but its competition, Patagotitan mayorum, probably weighed 69 tons (62 metric tons), meaning it was more than 10 times heavier than an African elephant.

Originally published on Live Science.
By Stephanie Pappas – Live Science Contributor
08/03/2021


5255: O titanossauro mais antigo do mundo foi descoberto na Patagónia

CIÊNCIA/PALEOBIOLOGIA

(dr) Andrew McAfee / Carnegie Museum of Natural History

Ninjatitan zapatai viveu há aproximadamente 140 milhões de anos, no início do Cretáceo, na actual Patagónia, na Argentina. Segundo os cientistas, o novo espécime fóssil de tiranossauro pode ser o mais antigo do mundo.

Com cerca de 20 metros de comprimento, o Ninjatitan zapatai pertence ao Titanosauria, um grupo diversificado de dinossauros saurópodes que inclui espécies que vão desde os maiores vertebrados terrestres até aos “anões” do tamanho de elefantes.

“Durante a história evolutiva, os saurópodes tiveram diferentes momentos, diferentes pulsos de gigantismo”, explicou Pablo Ariel Gallina, paleontólogo da Fundación Azara da Universidade Maimonides e do CONICET, ambos na Argentina, citado pelo Sci-News.

“Havia animais de grande porte no final do período jurássico, como o Apatossauro e o Braquiossauro. Já na linha dos titanossauros, o pulso com os maiores gigantes ocorre em meados do período Cretáceo, com espécies como Patagotitan, Argentinosaurus ou Notocolossus”, acrescentou.

O Ninjatitan zapatai, de pescoço e cauda longos, é uma nova espécie de titanossauro e o registo mais antigo desse grupo. “Esta descoberta é muito importante para o conhecimento da história evolutiva dos saurópodes”, comentou Gallina.

Segundo o portal, os restos fósseis pós-cranianos foram descobertos na Formação Bajada Colorada, na província de Neuquén, na Patagónia.

“A presença de um saurópode titanossauro basal no cretáceo inferior da Patagónia apoia a hipótese de que o grupo foi estabelecido no hemisfério sul e reforça a ideia de uma origem gondwana para os titanossauros”, afirmaram os autores do artigo científico, publicado no dia 28 de Fevereiro na revista científica Ameghiniana.

O hemisfério sul era ocupado pelo super-continente Gondwana, que deu origem à América do Sul, África, Austrália, Antárctida, Índia e Península Arábica.

Por Liliana Malainho
5 Março, 2021


4982: Dinossauro encontrado na Patagónia pode ter sido a maior criatura terrestre de sempre

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

PaleoEquii / Wikimedia
Uma reconstrução de dois patagotitanos ao amanhecer.

Ossos de um dinossauro encontrados na Patagónia podem pertencer ao maior animal que alguma vez existiu. Os ossos pertencem a um Titanossauro, uma espécie extinta de dinossauro herbívoro 

Fósseis de um dinossauro gigantesco estão a emergir do solo argentino, na Patagónia, após 98 milhões de anos. Os investigadores acreditam que esta criatura pode ter sido o maior animal terrestre alguma vez encontrado. Os ossos pertencem a um Titanossauro, uma espécie extinta de dinossauro herbívoro que viveu no fim do período Cretáceo, entre 83 e 65 milhões de anos atrás.

Os paleontólogos não encontraram o esqueleto completo do animal, mas pelas vértebras e ossos pélvicos escavados do local é possível perceber a enorme dimensão desta criatura, escreve o jornal britânico The Independent.

Os autores do estudo publicado este mês na revista científica Cretaceous Research acreditam que o animal pode vir de uma população até agora desconhecida de Saurópodes da Patagónia. O parente mais próximo terá sido o Andessauro, que podia atingir os 18 metros de comprimento.

A verdade é que os fósseis encontrados sugerem que este Titanossauro pode ter sido bem maior do que o seu parente mais próximo. Os autores alegam que o novo espécime é “considerado um dos maiores Saurópodes já encontrados, provavelmente ultrapassando o tamanho do patagotitano”.

Paleontólogos acreditam que o patagotitano era até então o maior animal terrestre de sempre. Esta criatura terá pesado quase 60 toneladas e medido 31 metros de comprimento.

“O registo de saurópodes titanossauros sobre-dimensionados tem sido tradicional e extremamente fragmentário, embora descobertas recentes tenham revelado informações anatómicas significativas anteriormente indisponíveis devido a vieses de preservação”, disseram os investigadores.

“O espécime aqui relatado sugere fortemente a coexistência dos maiores e médios titanossauros com rebbachisaurídeos de pequeno porte (uma família de dinossauros saurópodes) no início do Cretáceo Superior na Província de Neuquén”, acrescentaram.

Por Daniel Costa
21 Janeiro, 2021


4851: O Chile e a Argentina escureceram durante o eclipse solar total (e um novo cometa foi descoberto)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

ESA/NASA/SOHO/Andreas Möller (Arbeitskreis Meteore e.V.)/processed by Jay Pasachoff and Roman Vanur/Joy Ng.
A câmara LASCO C2 no observatório ESA/NASA SOHO mostra o cometa C / 2020 X3 (SOHO) no canto inferior esquerdo

No dia 14 de Dezembro, o eclipse solar total, observado na América do Sul, revelou uma pequena partícula que voava além do Sol. Assim que se aproximou da superfície da nossa estrela, desintegrou-se. Era um cometa.

Enquanto o Chile e a Argentina testemunhavam o eclipse solar total, no dia 14 de Dezembro, uma pequena partícula voava além do Sol: um cometa recentemente descoberto.

Segundo o SciTechDaily, o cometa foi observado, pela primeira vez, em dados de satélite analisados pelo astrónomo tailandês amador Worachate Boonplod, no âmbito do Projecto Sungrazer, financiado pela NASA.

O entusiasta por astronomia descobriu o cometa um dia antes do eclipse e estava ansioso para ver se a sua descoberta espreitava na atmosfera externa do Sol, aparecendo como uma pequena mancha nas fotografias do eclipse.

O C/2020 X3 (SOHO), assim baptizado, é classificado como um cometa rasante Kreutz, o que significa que faz parte da família de cometas que tiveram origem num objecto maior que se fragmentou há milhares de anos e continuam a orbitar a nossa estrela.

No momento em que a imagem do eclipse foi tirada, o cometa viajava a cerca de 700 mil quilómetros por hora, aproximadamente a quatro milhões de quilómetros da superfície do Sol, adianta o comunicado da NASA.

O cometa tinha cerca de 15 metros de diâmetro e desintegrou-se devido à intensa radiação solar, poucas horas antes de chegar ao seu ponto mais próximo do Sol.

Por Liliana Malainho
22 Dezembro, 2020


4136: A Lua pintou-se de vermelho na Argentina (e a causa não é propriamente boa)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/AMBIENTE

alif_abdulrahman / Flickr

Uma estranha lua com tons avermelhados pintou o céu da Argentina. O fenómeno misterioso encheu as redes sociais de fotografias e teorias.

Em diferentes regiões da Argentina, várias pessoas puderam apreciar, nas últimas noites, a Lua com uma intensa cor avermelhada. As redes sociais encheram-se de fotografias do nosso satélite e foram vários os que se chegaram à frente para explicar este misterioso fenómeno.

Alguns escreveram que o fenómeno se tratava de um eclipse. No entanto, avança o Russia Today, alguns especialistas explicaram que o aspecto da Lua não é propriamente um bom sinal, uma vez que é sinónimo da presença de partículas suspensas na atmosfera, fruto da seca e incêndios florestais.

Adrián Arquiola, astrónomo e director do Observatório Astronómico Municipal de Funes, disse que “a razão fundamental” para esta coloração foi, antes de tudo, o fumo proveniente das ilhas do rio Paraná e o “pó de suspensão que é produto da seca” em toda a região.

“Foi um fenómeno que chamou muita a atenção. As pessoas pensaram que era um eclipse, mas não”, sublinhou o especialista.

Foto do perfil, abre a página do perfil no Twitter em uma nova aba

Patricio Manin
@Patriciomanin
Sin filtros ni retoques, así se vió la luna en Arrecifes por el humo de los incendios en Rosario. Una tremenda locura!

Imagem

“Não era um eclipse, eram partículas de fumo na atmosfera, que espalham mais luz azul, enquanto a luz vermelha continua recta“, disse Carlos Silva, da Associação de Professores de Física da Argentina, que partilhou uma fotografia da Lua no Twitter.

O fenómeno é conhecido como dispersão de Rayleigh: trata-se da dispersão da luz, ou qualquer outra radiação electromagnética, por partículas muito mais pequenas do que o comprimento de onda dos fotões dispersados. Aliás, a dispersão de Rayleigh da luz solar na atmosfera é a principal razão pela qual o céu é azul.

Foto do perfil, abre a página do perfil no Twitter em uma nova aba

Carlos Silva
@carlosmtron
Así estaba la Luna hoy en Rosario. No era un eclipse, eran las partículas de humo en la atmósfera, que dispersan más la luz azul, mientras que la roja sigue derecho. #BastaDeQuemas #LeyDeHumedalesYa #Luna #Moon

Imagem

O professor de Física disse ainda que, “para além da estranha sensação de beleza, hoje o ar é tóxico, irrespirável, carregado de dióxido de carbono“. “Os animais que vivem em áreas húmidas estão a morrer. Este ecocídio urgente deve ser interrompido.”

ZAP //

Por ZAP
9 Agosto, 2020

 

 

3840: Cientistas descobrem nova espécie de dinossauro na Patagónia

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

JASoliday / Flickr

Paleontólogos argentinos encontraram, na Patagónia, uma nova espécie de dinossauro com 90 milhões de anos.

De acordo com a agência Europa Press, a descoberta deste dinossauro ocorreu na província de Río Negro, na Patagónia argentina. Trata-se de um animal pequeno e ágil, que não teria mais de um metro e meio de comprimento.

Embora não pudesse voar, este dinossauro podia realizar movimentos semelhantes aos que os pássaros modernos fazem hoje em dia durante o voo, e teria usado as suas asas para se equilibrar quando corria, por exemplo, para atacar presas.

“Esta nova espécie, que chamámos Overoraptor chimentoi, é um novo membro do grupo dos dinossauros carnívoros chamados Paraves, explicou à agência CTyS Matías Motta, investigador do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução de Vertebrados do Museu Argentino de Ciências Naturais (LACEV-MACN-CONICET).

Agencia CTyS – UNLaM @CTyS_UNLaM

Importante aporte a la evolución de la aves 🦅

El doctor Fernando Novas, jefe del @LACEV_MACN, explicó que “las aves no son más que dinosaurios emplumados que viven hoy, comparten el planeta Tierra con nosotros y tuvieron origen en dinosaurios con aspecto de velocirraptores”.

 

Agencia CTyS – UNLaM @CTyS_UNLaM

Las ilustraciones de @Gabrielluislio nos ayudan a imaginar cómo era este Overoraptor chimentoi que, según el becario @_matiasmotta del @LACEV_MACN, es un nuevo integrante dentro el grupo de dinosaurios carnívoros denominados paravianos.

 

“Este animal tinha uma garra muito afiada no dedo indicador do pé, o que seguramente servia para atacar as suas presas, e tinha uma pata alongada e delicada, o que indica que era um animal corredor“, disse o principal autor do estudo publicado, no final de maio, na revista científica The Science of Nature.

Por sua vez, Federico Agnolín, outro dos autores do estudo, destacou que o que mais os surpreendeu foi o facto de as “suas patas serem como as de um velociraptor, mas os seus membros superiores serem extremamente longos e robustos, semelhantes aos das aves modernas”.

ZAP //

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14 Junho, 2020

 

 

3737: Fóssil de um dos últimos megaraptores encontrado na Argentina

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

kabacchi / Flickr

Os restos de um megaraptor com o dobro do tamanho de uma girafa foram encontrados na Estancia La Anita, no sul da Argentina.

De acordo com os paleontólogos responsáveis pela descoberta, este megaraptor tinha cerca de dez metros, o que faz dele um dos maiores já encontrados. É também um dos mais jovens, com os cientistas a descrevê-lo como “um dos últimos representantes deste grupo”, antes de os dinossauros serem extintos, cita a revista Newsweek.

“Este foi o momento, há 65 milhões de anos, em que ocorreu a extinção dos dinossauros. Este novo megaraptor que temos agora de estudar terá sido um dos últimos representantes deste grupo”, afirmou à agência Reuters Fernando Novas, paleontólogo do Museu de Ciências Naturais de Buenos Aires que liderou a escavação.

Os megaraptores foram um grupo de dinossauros carnívoros e bípedes que viveram naquilo que é hoje a América do Sul, a Ásia e a Austrália, durante o período Cretáceo (há 145-66 milhões de anos).

Segundo Matt Lamanna, curador assistente e responsável pela Paleontologia de Vertebrados do Museu Carnegie de História Natural em Pittsburgh, Pensilvânia, este grupo de dinossauros é conhecido pelos seus dentes afiados, crânios pequenos e membros alongados.

Porém, as características que melhor o define, de acordo com um comunicado do museu argentino, eram os braços longos e as garras poderosas, que cresciam até cerca de 35 centímetros de comprimento.

Os paleontólogos acreditam que esses braços fortes eram a principal arma deste dinossauro, e não as suas mandíbulas, como é o caso de outros grupos, nos quais se inclui o Tyrannosaurus rex.

ZAP //

Por ZAP
24 Maio, 2020

 

 

3351: Família encontra fósseis de animal gigante numa praia da Argentina

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

AnitaAD / Wikimedia
Praia de Monte Hermoso, Buenos Aires

Uma família de turistas encontrou restos fósseis pertencentes a um animal da mega-fauna, com idade compreendida entre 10 e 25 mil anos, na região de Monte Hermoso, em Buenos Aires.

Na passada terça-feira, uma família de turistas argentinos encontrou, numa praia em Buenos Aires, restos fósseis pertencentes a um animal da mega-fauna, com idade compreendida entre 10 e 25 mil anos. De acordo com o Russia Today, trata-se de uma espécie não identificada que habitava as costas de Monte Hermoso, uma cidade localizada no sul do distrito de Buenos Aires.

A mãe e o filho encontraram os restos fósseis enterrados na areia e avisaram o Museu de Ciências Naturais Vicente Dimartino. A equipa do museu concedeu uma distinção à família por ter agido correctamente.

Vicente Museo Dimartino

Hoy por la mañana se realizó la extracción de restos fósiles pertenecientes a una especie que aún no se ha determinado a cúal pertenecía de la Megafauna extinta que habitó nuestras costas. Podría tener una antigüedad de 10 mil a 25 mil años aproximadamente. .

Agradecemos a Virginia Schamberger a su marido e hijo Ciro Ruiz Dias los turistas que lo encontraron y actuaron correctamente, no intentaron extraerlo y avisaron al área responsable. También un agradecimiento a Leandro Lecanda y Tomas Perretti de córdoba por ayudar a la extracción del fósil !!! Muchas gracias!!

A família “entrou no museu para avisar sobre a descoberta e, aproveitando a maré baixa, uma equipa foi remover os restos fósseis”. Segundo Natalia Sánchez, directora do Museu, a equipa continuará os trabalho de limpeza e preparação.

Quando “as peças estiverem prontas, serão classificadas, já que, para já, estão muito profundas no sedimento”. A directora disse ainda que os fósseis são, principalmente, “mandíbulas, mas que ainda não é possível ver a parte mastigável, o que nos daria uma pista para identificar a que espécie pertence”.

De acordo com a autoridade do museu Vicente Dimartino, os animais cujos fósseis foram encontrados “são megamamiferadores, porque são muito grandes – como os que aparecem no filme A Era do Gelo“.

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12 Janeiro, 2020

 

2571: Descoberta uma espécie idêntica ao “esquilo” da Idade do Gelo

CIÊNCIA

(dr) Jorge A. González
Ilustração do Pseudotherium argentinus

A criatura pré-histórica é tão parecida com Scrat, personagem do filme de animação “A Idade do Gelo”, que o paleontólogo responsável pela sua descoberta pensou baptizar a espécie com o seu nome.

Segundo o IFLScience, o Pseudotherium argentinus foi descoberto no Parque Provincial de Ischigualasto, San Juan, no noroeste da Argentina, com base num crânio adulto de 6,9 centímetros que sugere que este animal tinha 25 centímetros de comprimento.

Esta criatura pré-histórica foi classificada de mammaliamorph — um grupo de parentes próximos dos mamíferos — e viveu há 231 milhões de anos, durante o Triássico Superior, quando os dinossauros ainda estavam no seu auge.

De acordo com o estudo publicado em Agosto na revista científica PLOS One, o Pseudotherium pode estar intimamente relacionado a um ancestral dos mamíferos, mas faltam as distintas regiões cerebrais expandidas que separam os mamíferos dos nossos predecessores.

O facto curioso é que este animal mostra grandes semelhanças com Scrat, uma das personagens do filme de animação “A Idade do Gelo”. “A espécie tem um focinho muito longo, plano e raso e as suas presas muito longas localizadas quase na ponta do focinho, por isso as parecenças são tremendas”, disse o paleontólogo Ricardo Martinez, da Universidade Nacional de San Juan, à Agência CTyS, acrescentando que até considerou nomear a espécie tendo em conta a personagem.

Esta não é a primeira criatura que os cientistas descobrem que se parece com Scrat. O Cronopio dentiacutus era um verdadeiro mamífero — com o tamanho e forma semelhantes ao Pseudotherium — que viveu há 95 milhões de anos, durante o Cretáceo, e cuja descoberta em 2011 também se seguiu aos filmes.

Com apenas um espécime para analisar, os investigadores não sabem ainda muitas coisas sobre o estilo de vida deste animal ou porque é que precisava de dentes tão ameaçadores. É provável que tivesse uma dieta à base de insectos ou animais menores, sendo que os dentes-de-sabre poderiam ter sido usados para apanhar presas, mas também para lutar por territórios ou companheiros, sobretudo se o espécime encontrado fosse macho.

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4 Setembro, 2019

 

2099: As abelhas já fazem ninhos com o lixo plástico humano

CIÊNCIA

Jeffrey W. Lotz / Wikimedia
Abelha africanizada, também conhecida como “abelha assassina”

Na Argentina, as abelhas têm construído ninhos para as crias com materiais estranhos. Pela primeira vez, foi encontrado um ninho feito de lixo plástico.

Um monte de plástico em forma de embalagens chega às quintas e, muitas vezes, entra na paisagem. O mundo está a mudar e a vida selvagem está a ter de se adaptar.

Investigadores do Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola da Argentina descobriram os ninhos de plástico como parte das suas investigações sobre polinizadores de chicória. A equipa montou 63 “armadilhas” em volta dos campos, com longos tubos ocos, semelhantes aos buracos de favo de mel onde as larvas de abelhas crescem.

As abelhas podem revestir as cavidades com materiais, como lama, folhas, pedras, pétalas e resina. O objectivo é criar um ninho aconchegante na cavidade, separados em células ao longo do comprimento, cada qual contendo uma larva de abelha em crescimento.

Durante a primavera e o verão de 2017 e 2018, a equipa verificou mensalmente os ninhos para procurar sinais de actividade das abelhas. Só encontraram três ninhos que as abelhas usavam. Dois foram construídos com lama e pétalas e cinco abelhas adultas saudáveis ​​emergiram delas.

O terceiro tinha três células inteiramente feitas de plástico, cuidadosamente cortadas em formas longas e ovais pela abelha e dispostas de maneira sobreposta. As primeiras duas células foram construídas de plástico fino, azul claro, semelhante a um saco plástico. A terceira célula foi feita de plástico branco mais espesso.

“Entre as três células, uma continha uma larva morta; a outra, o adulto parecia ter emergido do ninho; e a terceira célula não estava terminada”, escreveram os cientistas no estudo publicado na revista Apidologie. Assim, das duas células ocupadas, uma larva morreu e a outra cresceu até a idade adulta – indicando que o plástico pode não ser a melhor escolha de material de construção, mas também pode não ser o pior.

A equipa não conseguiu identificar positivamente a abelha que tinha construído o ninho, mas acredita que pode ter sido uma abelha de alfafa (Megachile rotundata). Esta é uma espécie europeia introduzida que a equipe já tinha visto no local do estudo.

É uma abelha solitária que, fiel ao seu nome, corta folhas para forrar os seus ninhos, semelhante à maneira como os fragmentos de plástico foram aparados. Na América do Norte, cientistas documentaram essa abelha em particular a usar plástico para construir células de crias individuais dentro de um ninho maior.

Isto pode significar que as abelhas têm uma flexibilidade adaptativa que lhes permitirá acompanhar as rápidas mudanças ambientais. Ou pode significar que os herbicidas usados ​​nos campos estão a reduzir o número de plantas que as abelhas preferem usar nos seus ninhos. A abelha, neste caso, pode também esse material por outro motivo.

ZAP //

Por ZAP
2 Junho, 2019



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1198: Cientistas descobrem ancestral de jacaré com 65 milhões de anos

CIÊNCIA

Papa Pic / Flickr

Uma equipa de paleontólogos argentinos descobriu ossadas pertencentes a um ancestral de jacaré que terá habitado a Patagónia há 65 milhões de anos, quando o país sul-americano tinha um clima subtropical.

De acordo com a Agência para a Ciência e Tecnologia (CyTA), que avançou a descoberta nesta segunda-feira, os especialistas acreditam que o fóssil encontrado tem o dobro do tamanho comparativamente à espécie actual.

Os paleontólogos decidiram apelidar o espécime de peligrensis Protocaiman, uma vez que os restos fósseis foram encontrados em Punta Perigo, região localizada no Golfo San Jorge, entre as cidades argentinas de Comodoro Rivadavia e Bahía Bustamente, na província de Chubut.

Segundo a CyTA, estes jacarés pertencem a um grupo de crocodilos que habitaram os sistemas de água doce na América Central e do Sul. No entanto, salientam, a história evolutiva destes animais é ainda pouco conhecida, uma vez que os restos fósseis até agora encontrados estavam em mau estado de conservação.

A descoberta, publicada recentemente na revista Proceedings of the Royal Society of London, é especialmente importante para os cientistas da região pois permite traçar com mais detalhe o percurso da espécie pelas Américas.

“Permite uma revisão da árvore genealógica dos crocodilos e propõe, pela primeira vez, que os jacarés habitaram a América do Norte durante a época dos dinossauros e deslocaram-se para a América do Sul no Cretáceo – período que se estende entre 145 e 66 milhões de anos -, onde se dispersaram e diversificaram”, explicou a investigadora Paula Bona, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET).

CyTA-Fundación Leloir
Fotomontagem do fóssil encontrado

Os investigadores acreditam ainda que o ancestral terá atingido, aproximadamente, o dobro do tamanho de um jacaré actual, aponta a CNN, citando a agência.

“Esta nova espécie representa um dos mais antigos fósseis de jacaré já encontrados”, rematou Paula Bona.

ZAP // RT
Por ZAP
26 Outubro, 2018

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