4335: Urso-das-cavernas com mais de 22 mil anos encontrado intacto numa gruta por pastores de renas

CIÊNCIA/ANTROPOLOGIA

Animal viveu na Idade do Gelo e já foi analisado por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Nordeste, de Yakutsk.

Imagem do focinho do urso encontrado revela o bom estado de conservação da carcaça do animal que viveu na Idade do Gelo.
© NEFU RIAEN

É uma descoberta e tanto. Um urso-das-cavernas com mais de 22 mil anos foi encontrado em bom estado de conservação numa gruta no Árctico russo. A carcaça do animal que viveu na Idade do Gelo foi encontrado na semana passada por um grupo de pesquisadores da NEFU (Universidade Federal do Nordeste) em Yakutsk (Sibéria), depois de alertados para a descoberta por um grupo de pastores de renas nas ilhas Lyakhovsky, no extremo norte da Rússia, entre o mar de Láptev e o mar da Sibéria Oriental.

Segundo os cientistas este é o primeiro exemplar da espécie a ser encontrado com órgãos internos e tecidos moles intactos, incluindo o focinho (ver fotografia). Antes disso, apenas tinham sido encontradas ossadas e carcaças secas de animais desta era. “Esta descoberta é de importância mundial”, segundo Lena Grigorieva, especialista russa em espécies extintas da Idade do Gelo.

O Ursus spelaeus é uma espécie pré-histórica que viveu na Eurásia, extinta há cerca de 15 mil anos. Para já, segundo o pesquisador Maxim Cheprasov, do laboratório do Mammoth Museum em Yakutsk, é necessário, fazer uma análise de radio-carbono para determinar a idade precisa do urso. A análise preliminar sugere que tenha entre 22 mil e 39,5 mil anos.

Os cientistas esperam agora conseguir o ADN do animal, uma vez que ele aparenta estar em bom estado de conservação, e estudar a genética molecular, celular e microbiológica. “A pesquisa está planeada a uma escala tão grande quanto o estudo do famoso mamute na pequena ilha de Liakhovsky”, explicou Grigorieva, referindo-se à descoberta do mamute bebé que viveu há 28 mil anos e que os cientistas estudam agora a possibilidade de clonar.

A descoberta só foi possível devido ao derretimento do permafrost – camada grossa de solo congelado, típico da região do Árctico, que, em teoria, não se derrete. No entanto, com o aquecimento global, corpos de mamutes, rinocerontes-lanosos, potros da Idade do Gelo e de vários bebés de leão-das-cavernas foram encontrados preservados pelo gelo na Sibéria, nos últimos anos.

Diário de Notícias
DN
15 Setembro 2020 — 17:26

 

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4060: Região do Árctico estabelece novo recorde. Registados 21,7 graus no arquipélago dos ursos polares

CIÊNCIA/AQUECIMENTO GLOBAL

Gerard Van der Leun / Flickr

O arquipélago norueguês de Svalbard, no Árctico, registou, no sábado, temperaturas acima de 20ºC, a mais quente dos últimos 40 anos e quase igual ao recorde absoluto, de acordo com o Instituto Meteorológico da Noruega.

Com um pico de 21,2ºC, na tarde de sábado, Svalbard, um território norueguês, banhado pelo oceano Glacial Árctico, experimentou o segundo dia mais quente desde que há registos meteorológicos.

Porém, de acordo com o Diário de Notícias, no final da tarde, por volta das 18h locais, registou 21,7ºC, estabelecendo um novo recorde de todos os tempos.

O recorde da mais alta temperatura no arquipélago anterior foi conseguido em 16 de Julho de 1979, quando os termómetros atingiram 21,3ºC.

O pico de calor deve manter-se até segunda-feira, muito acima das médias sazonais de Julho, o mês mais quente do Árctico, que se situam entre os 5 e os 8ºC.

O verão de 2020 na região tem sido marcado por episódios de calor elevado, com a região russa do Árctico a atingir 5ºC acima do normal, tendo os termómetros chegado aos 38 graus, no início de Julho.

De acordo com um recente relatório oficial norueguês “Clima em Svalbard 2100”, a temperatura média em Svalbard para o período 2070-2100 deve aumentar entre 7 e 10ºC em comparação com o período 1970-2000.

O aquecimento global no Árctico está a acontecer duas vezes mais depressa do que no resto do planeta. A mudança já é visível, segundo o relatório, que revela que “de 1971 a 2017, foi observado um aquecimento de 3 a 5ºC, os maiores aumentos no inverno”.

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O grupo de ilhas, com Spitzbergen à cabeça, a única ilha habitada no arquipélago do norte da Noruega, situa-se a mil quilómetros do Pólo Norte. Conhecida pelos seus ursos polares, Svalbard abriga uma mina de carvão, a energia que emite mais gases de efeito estufa, e uma “Arca de Noé vegetal”, inaugurada em 2008 para proteger as plantas das mudanças climáticas.

Uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, alertou, na semana passada, que a a maioria das populações de ursos polares desaparecerá até ao final do século se o aquecimento global continuar ao ritmo actual.

ZAP // Lusa

Por ZAP
27 Julho, 2020

 

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4045: As sociedades das baleias-brancas são quase tão complexas como as nossas

CIÊNCIA/BIOLOGIA

Tiffany Terry / Flickr
Uma baleia beluga do Árctico

Uma nova investigação mostra que as estruturas sociais da baleia-branca são bastante mais complexas do que se pensava.

De acordo com o site Science Alert, investigadores descobriram que as baleias-brancas (Delphinapterus leucas) espalhadas pelo Árctico, também chamadas belugas, dão-se de uma forma muito mais diversificada do que outras espécies de baleias.

A investigação, liderada pelo Instituto Oceanográfico Harbor Branch, da Florida Atlantic University, confirma as suspeitas de que estes animais interagem regularmente com o lado da família da mãe.

O que os investigadores não estavam à espera eram as frequentes associações com o lado do pai, ou o relacionamento íntimo com primos, ou, ainda mais surpreendente, redes de indivíduos sem nenhuma relação genética próxima.

Além disso, escreve o mesmo site, as belugas também mostraram ser dinâmicas, através de padrões variáveis de interacção que variavam de associações de curta duração a afiliações de vários anos.

“Esta pesquisa irá melhorar a nossa compreensão sobre o porquê de algumas espécies serem sociais, como diferentes indivíduos aprendem com os membros do grupo e como as culturas animais emergem”, diz Greg O’Corry‑Crowe, biólogo marinho e investigador principal do estudo publicado na revista científica Scientific Reports.

“Também tem implicações para as tradicionais explicações baseadas em cuidados matrilineares para uma característica muito rara na natureza, a menopausa, que só foi documentada em certos mamíferos, incluindo baleias beluga e humanos”.

ZAP //

Por ZAP
24 Julho, 2020

 

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4035: Gelo no Árctico continua a desaparecer a ritmo alarmante

CIÊNCIA

Os investigadores registam recordes de temperatura no Árctico, o que está a acelerar o desaparecimento do gelo naquela região

Onde antes se viam mares cheios de gelo, agora registam-se vastos oceanos abertos. A alteração da paisagem deve-se às mudanças climáticas e, naquela região do Árctico, os termómetros estão a marcar o mês de Julho mais quente de sempre. Cientistas como Zachary Labe, da Universidade do Colorado, estimam que o mar de gelo no Árctico esteja 500 mil quilómetros quadrados abaixo do recorde mais baixo de que há registo.

Segundo o Mashable, que ouviu vários especialistas, há diferentes factores que contribuem para estes acontecimentos:

– a Sibéria está a registar temperaturas anormalmente altas, com uma cidade russa a registar mais de 40 graus centígrados, valor recorde para a região e que contribuiu para o degelo;

– vastas regiões de oceano aberto, o que leva a que a temperatura aumente e que esteja demasiado alta para que a água congele ou se mantenha em gelo;

– o gelo marítimo ser mais fino do que a média, o que faz com que derreta mais cedo;

– os ventos que sopram do sul empurram o gelo marítimo para longe da costa onde há mais gelo;

– os valores mínimos que se registam na zona habitualmente verificam-se em Setembro, pelo que ainda é cedo para se saber se vamos bater um recorde negativo, mas tudo aponta para o pior cenário.

Por outro lado, os investigadores deixam ainda alertas para o panorama geral negativo que se tem vindo a verificar em diferentes vertentes, na região do Árctico. O aquecimento naquela região está a subir a um ritmo três vezes superior ao do resto do mundo; o degelo no Árctico vai conduzir a eventos como ondas de calor prolongadas noutras áreas do planeta; nos últimos dois anos, a zona foi assolada por incêndios sem precedentes, que contribuíram também para a libertação de grandes volumes de dióxido de carbono para a atmosfera; por último, o desaparecimento dos mares leva a que os ursos polares fiquem sem território de caça, com os cientistas a avisar que muitas sub-populações possam desaparecer nos próximos tempos.

Os cientistas deixam mais um aviso: “Sem a redução de grande escala das emissões de gases poluentes, este tipo de eventos vai ser mais frequente no século XXI. 2020 é só mais um alarme”, sublinhou Labe.

Exame Informática
22.07.2020 às 10h08

 

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3989: Mais de um século depois, físicos desvendam o mistério dos barcos encalhados em “água morta”

CIÊNCIA/FÍSICA

Thomas Amour / Flickr

Pela primeira vez, uma equipa interdisciplinar de cientistas franceses explicou o misterioso fenómeno da “água morta”, capaz de travar e encalhar navios em movimento, mesmo que os seus motores funcionem correctamente.

Tal como frisa o portal IFL Science, foi resolvido um mistério com mais de 100 anos.

O fenómeno foi sentido pela primeira vez em 1893 pelo explorador norueguês Fridtjof Nansen, enquanto navegava pelas águas do Árctico no norte da Sibéria. Sentiu o seu navio desacelerar por uma força estranha, cuja natureza era desconhecida, e mal conseguia manobrar a embarcação e não era capaz de atingir a sua velocidade normal.

Em 1904, o físico e oceanógrafo sueco Vagn Walfrid Ekman mostrou em laboratório a formação de ondas sob a superfície desta área do Oceano Árctico, entre as camadas de água salgada e água doce, que interagem com o navio, gerando resistência.

O fenómeno ocorre em todos os mares e oceanos onde águas de diferentes densidades se mistura devido à sua sanidade ou temperatura, referem em comunicado . Podem estar em causa dois tipos de arrasto: o que causa uma velocidade anormalmente baixa, como no caso de Nansen e o caracterizado por oscilações de velocidade no barco preso (Ekman).

Agora, uma nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, põe fim ao mistério.

De acordo com os autores do estudo, as variações na velocidade das embarcações capturados por este fenómenos – conhecido vulgarmente com “água morta” – devem-se à criação de ondas que actuam como uma espécie passadeira rolante ondulatória na qual os navios se movem para trás e para a frente, podendo acabar por encalhar.

Na mesma publicação, os cientistas unificaram as observações de Nansen e Ekman, mostrando que o efeito oscilante demonstrado por Ekman é apenas temporário, uma vez que a embarcação acaba por escapar e atinge a velocidade constante de Nansen.

O IFL refere ainda que este estudo faz parte de um projecto maior que investiga porque é que, durante a Batalha de Actium (31 a.C), na Grécia, os maiores navios de Cleópatra perderam para embarcações bem mais fracas de Otaviano.

De acordo com os cientistas, uma das explicações para explicar a inesperada derrota da governante egípcia pode ser a “água morte” da baía grega, que tem todas as características de um fiorde.

ZAP //

Por ZAP
13 Julho, 2020

 

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3739: Estão a surgir algas na Antárctida devido às alterações climáticas

CIÊNCIA/AMBIENTE

As chamadas “algas da neve” já são conhecidas há algumas décadas no Árctico, mas não se sabia muito bem qual era a sua distribuição na Antárctida.

Por isso, como explica ao site New Scientist Andrew Gray, investigador da Universidade de Cambridge, este “trabalho foi, realmente, a primeira investigação em larga escala” sobre este fenómeno neste local.

Gray e o resto da equipa usaram imagens de satélite para identificar essas manchas verdes na superfície coberta de neve da Península Antárctica e nas ilhas mais próximas, tendo visitado duas delas para confirmar a confiabilidade dos dados de satélite.

Os investigadores descobriram que, no total, houve 1679 florações destas algas, que cobriam até 1,9 quilómetros quadrados da superfície no auge do verão. Segundo o mesmo site, dois factores pareciam determinar a sua localização: a temperatura precisava de ser quente o suficiente para que a neve se tornasse lamacenta e tinha de haver uma fonte de nutrientes (que era sobretudo guano de pinguim, ou seja, os seus excrementos).

Ainda não é certo o que significa este fenómeno para o clima, mas a equipa de cientistas, cujo estudo foi publicado, esta quinta-feira, na revista científica Nature Communications, estima que a proliferação de algas absorva 479 toneladas de dióxido de carbono todos os anos.

“A quantidade de carbono que lá existe é relativamente pequena”, diz Matthew Dave, um dos co-autores da pesquisa, também investigador da universidade britânica. No entanto, isso poderia aumentar se as florações se espalharem mais.

Embora as algas possam remover um pouco de dióxido de carbono, também escurecem a neve, fazendo com que seja absorvido mais calor. Davey e Gray dizem, porém, que ainda não é possível estimar os efeitos destes impactos.

A longo prazo, as alterações climáticas podem causar problemas para as algas, porque as temperaturas podem subir tanto que a neve da península derreterá completamente. “Se aquecer demasiado, todo o sistema pode falhar completamente porque não há neve”.

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24 Maio, 2020

 

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3355: Há uma relação entre a oscilação do Árctico e o risco de incêndio na Sibéria

CIÊNCIA/GEOLOGIA

M.Hoppmann / Alfred Wegener Institute

Segundo uma recente investigação, a oscilação do Árctico pode aumentar as temperaturas do final do inverno na Sibéria, um resultado que pode levar ao aumento dos incêndios florestais na primavera.

Investigadores do Reino Unido, Coreia do Sul e Japão analisaram um período climático global de 20 anos e descobriram que a oscilação do Árctico pode aumentar as temperaturas do final do inverno na Sibéria. Isto, pode levar ao aumento dos incêndios florestais na primavera, adianta o artigo científico, publicado recentemente na Science Advances.

Em algumas partes do mundo, não são precisas interacções humanas para que seja adicionado mais dióxido de carbono à atmosfera – a própria natureza encarrega-se desse trabalho e as regiões do Árctico são um desses lugares.

À medida que a temperatura aumenta, o permafrost derrete, libertando dióxido de carbono armazenado. Este fenómeno fez com que as temperaturas das regiões mais altas do Árctico se tornassem mais quentes, em comparação com outras partes do planeta, adianta o Phys.org.

Devido aos padrões opostos de pressão do ar nas latitudes médias e no Árctico, os padrões de circulação de ar emergem no hemisfério norte. Estes padrões, conhecidos como oscilação do Árctico, podem ter um impacto dramático no clima nas áreas abaixo destes pontos.

Durante a sua “fase positiva”, a pressão do ar no Árctico cai abaixo da dos oceanos Pacífico e Atlântico, empurrando massas de ar para o norte da Sibéria, resultando em Invernos mais quentes – o que, por sua vez, significa derretimento da neve. Os cientistas descobriram ainda que este derretimento pode levar a um aumento de incêndios florestais.

Além de colocar em risco vidas e propriedades na Sibéria, um aumento nos incêndios florestais significa que mais dióxido de carbono é libertado na atmosfera, aumentando ainda mais a quantidade já existente de CO2 e contribuindo para as alterações climáticas.

Estas descobertas são importantes na medida em que os meteorologistas poderão alertar os moradores sobre um eventual derretimento iminente de neve e um aumento subsequente de incêndios florestais caso acompanhem a oscilação do Árctico – o que permitiria à população tomar acções proactivas para de proteger.

ZAP //

Por ZAP
12 Janeiro, 2020

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3262: Investigadores passam o Natal no escuro e no gelo polar pela ciência

CIÊNCIA

Ursos polares registados na missão Árctica Foto: Esther Horvath

Missão de investigação MOSAiC está a estudar o clima do Árctico e as alterações climáticas e investigadores vão ter de passar este Natal no Oceano Árctico em escuridão perpétua (por ser sempre noite).

A história é contada pela Agência Espacial Europeia (ESA) e remete para um grupo de investigadores que vão passar este Natal num dos locais menos confortáveis para a existência humana pelo amor à ciência e com ajuda tecnológica. O grupo vai estar à deriva no Oceano Árctico gelado a bordo do quebra-gelo alemão Polarstern, a temperaturas que podem ir até -45º e na escuridão perpétua do inverno polar.

E quem são eles? Um grupo de participantes na maior e mais longa missão de investigação polar chamada MOSAiC. Apesar da escuridão, os investigadores têm plena noção do que os rodeia graças à ajuda de radares. No total vão ter cerca de 600 investigadores de 20 países que se vão dividindo ao longo de um ano nas várias etapas da expedição do Observatório Multidisciplinar para o Estudo do Clima do Árctico (ou MOSAiC).

Imagens tiradas do navio Polarstern já no Árctico
ESA

Tudo começou em Outubro, quando o Polarstern (cujo nome significa estrela polar) entrou no Oceano Árctico. Agora está a percorrer o Árctico central, cumprindo a distância de 7 km por dia por entre o gelo. O vento e as correntes vão ajudando a levar o veículo para perto do Pólo Norte geográfico antes de sair da zona na próxima primavera ou no verão.

O que fazem por lá? A bordo vão poder realizar várias experiências no gelo do mar em torno do navio para entender melhor o impacto das alterações climáticas no gelo do mar e no ambiente do Árctico, algo que pode ter impacto na subida dos oceanos em todo o planeta. A equipa já colocou centenas de instrumentos no gelo marinho que circunda o navio até uma distância de 50 km.

Enquanto o navio flutua no mar repleto de gelo, os investigadores não estão cegos já que conseguem perceber o que os rodeia com a ajuda de satélites de imagens integrados com o radar do programa Copernicus da Europa, Canadá, Alemanha e Japão.

A tripulação e os cientistas monitorizam o gelo marinho e conseguem elaborar mapas ​​dos blocos de gelo marinho em torno do navio. Esses satélites com radar atravessam o Árctico diariamente e incluem a sua própria fonte de iluminação, o que lhes permite entrar na escuridão do inverno do Árctico à medida que vão mapeando as condições de gelo do mar por baixo.

O navio quebra-gelo Polarstern

Suman Singha, do Instituto de Tecnologia de Sensores Remotos do Centro Aeroespacial Alemão, coordena a recepção de imagens de diferentes satélites e é responsável por retransmitir as informações preciosas para o navio. Em declarações à ESA o especialista indica: “Essa informação é fulcral para Polarstern, especialmente no início da expedição, quando o desafio era encontrar o tipo certo de bloco de gelo capaz de abrigar o Polarstern e implementar todos os instrumentos científicos no gelo”. A ajudar têm imagens de radar de alta resolução do satélite alemão TerraSAR-X para localizar o bloco de gelo mais adequado, que recebeu o nome de Fortaleza.

O Polarstern tem quase 40 anos, 118 metros de comprimento e opera a temperaturas até os -50 graus. Consegue quebrar gelo entre 1,5 e 3 metros de espessura à velocidade de 5 nós (9,26 km/h). Em 1991 tornou-se no primeiro navio motorizado a chegar ao Pólo Norte.

dn_insider
Terça-feira, 24 Dezembro 2019
Por João Tomé

 

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3045: O Árctico pode ficar sem gelo no verão de 2044

CIÊNCIA

Kathryn Hansen / NASA / Flickr

As mudanças climáticas provocadas pelo Homem estão muito perto de tornar o Árctico livre de gelo, já a partir do verão de 2044.

Um artigo científico, publicado recentemente na Nature Climate Change por investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, coloca em foco as previsões dos cientistas para um período de 25 anos – e não são animadoras.

Os cientistas tentaram prever o futuro do gelo do Árctico por várias décadas, contando com uma série de modelos climáticos globais que simulam de que forma o sistema climático reagirá ao dióxido de carbono que entra na atmosfera.

Segundo o Europa Press, as previsões não são unânimes: algumas apontam para um Setembro sem gelo a partir de 2026; enquanto que outras sugerem que o fenómeno começará em 2132.

Chad Thackeray, autor principal do estudo, explica que as previsões sobre a perda de gelo divergem muito dependendo da maneira como as pesquisas interpretam o “feedback de albedo”, um fenómeno que ocorre quando um pedaço de gelo marinho derrete completamente, descobrindo uma superfície de água do mar mais escura e que absorve mais luz solar.

Esta mudança na reflectividade da superfície da luz solar causa um maior aquecimento local, o que leva a um maior derretimento do gelo, adianta o cientista, num comunicado da UCLA. Por sua vez, este ciclo agrava o aquecimento, uma das razões pelas quais o Árctico está a aquecer duas vezes mais rápido do que o resto do mundo.

Para esta investigação, a equipa de investigadores determinaram quais os modelos mais realistas tendo em conta a forma como pesam os efeitos do feedback de albedo.

Este fenómeno acontece durante todo o verão, quando o gelo derrete. Além disso, e felizmente em termos de pesquisa, o feedback de albedo acontece durante longos períodos de tempo, devido à acção das alterações climáticas.

A equipa analisou a representação de 23 modelos de degelo sazonal entre 1980 e 2015 e compararam-nos com observações de satélite. Depois, mantiveram os seis modelos “mais realistas” e descartaram todos os outros, o que lhes permitiu reduzir o intervalo de previsões de um Árctico livre de gelo.

De acordo com a investigação, avizinha-se um período infeliz. Ainda que seja difícil imaginar, os cientistas afirmam que estamos a caminho de tornar o Árctico livre de gelo marinho, durante um certo período de tempo (nomeadamente o verão de cada ano), a partir do ano 2044 até 2067.

ZAP //

Por ZAP
18 Novembro, 2019

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3034: O “último refúgio” do Árctico está prestes a desaparecer

CIÊNCIA

O mais antigo e mais espesso gelo marinho do Árctico está a desaparecer duas vezes mais depressa do que o gelo no resto do Oceano Árctico.

Um novo vídeo, criado pela União Geofísica Americana, mostra a era do gelo marinho no Oceano Árctico a norte da Gronelândia desde 1984, logo após o início de observações confiáveis por satélite.

No vídeo, é possível ver que a região outrora robusta de gelo marino mudou drasticamente nas últimas décadas, tornando-o progressivamente mais jovem e mais fina com o passar do tempo.

O vídeo foi feito com base em dados divulgados num novo estudo publicado a 15 de Outubro na revista especializada Geophysical Research Letters. Estudos anteriores sugeriram que este seria o último lugar a perder a sua cobertura de gelo permanente. No entanto, os novos modelos mostram que as investigações estavam erradas, uma vez que o gelo está a desaparecer duas vezes mais depressa do que o resto do gelo do Árctico.

A nova investigação usou observações de satélite e dados atmosféricos para mostrar  a forma como a espessura do gelo em duas sub-regiões do “último refúgio de gelo” flutua cerca de 1,2 metros de ano para ano. No entanto, também detalha uma perda total de 0,4 metros de espessura de gelo por década, totalizando uma perda de 1,5 metros desde o final da década de 1970.

A mudança na previsão acontece porque o gelo é muito mais móvel do que se pensava anteriormente. Embora as sub-regiões sejam antigas, estão sujeitas a fortes correntes oceânicas e ventos atmosféricos que resultam no fluxo de gelo mais antigo da região.

De acordo com o IFLScience, a extensão e espessura do gelo marinho diminui e flui ao longo do ano, dependendo da estação. Além disso, algumas sub-regiões do gelo podem flutuar mais do que outras.

“Não podemos tratar a última área de gelo como uma área monolítica de gelo que vai durar muito tempo”, disse Kent Moore, autor principal do estudo e físico atmosférico da Universidade de Toronto, no Canadá, em comunicado. “Na verdade, há muita variabilidade regional”.

A vida selvagem que vivem nas partes superiores do Hemisfério Norte, desde aves marinhas a ursos polares, depende do gelo marinho para refúgio, descanso, nidificação, forrageamento e caça. Além disso, o gelo do mar desempenha um papel crucial no transporte e distribuição de nutrientes para a água do mar. Portanto, se o gelo do mar colapsar, a cadeia alimentar do Árctico será a próxima.

ZAP //

Por ZAP
16 Novembro, 2019

 

2741: Ursos polares estão a ficar sem comida

CIÊNCIA

Scott Schliebe / U.S. Fish and Wildlife Service

Segundo um especialista da Polar Bears International, a perda de gelo no Árctico está a afectar a alimentação dos ursos polares.

O Árctico está a perder gelo a um ritmo mais acelerado do que o previsto pelos cientistas, e isto é uma má notícias para os ursos polares. De acordo com um relatório do Painel Inter-governamental para as Alterações Climáticas (IPCC), criado pelas Nações Unidas e divulgado esta semana, a alimentação destes animais está a ser prejudicada.

Segundo o relatório, dedicado ao impacto das alterações climáticas nos oceanos e na criosfera, caso não haja uma acção urgente para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, os gelos permanentes vão derreter a um ritmo sem precedentes.

Um especialista entrevistado pelo The Guardian adianta que a situação está a afectar as populações de ursos polares que vivem e caçam na encosta norte do Alasca, bem como aquelas que vivem nos blocos de gelo no mar de Bering, que diz respeito a uma extensão marítima no extremo norte do oceano Pacífico.

“Agora que o gelo se afastou muito da zona costeira sabemos que os ursos não se estão a alimentar, e os que são forçados a ir para terra não encontram muito o que comer”, explica Steven Amstrup, da Polar Bears International, uma organização de conservação de ursos polares sem fins lucrativos.

Segundo o Observador, em 2015, o mesmo grupo adiantou que a população de ursos polares no mar de Beaufort, que faz parte do oceano Árctico, diminuiu em 40% na década anterior.

ZAP //

Por ZAP
30 Setembro, 2019

 

2677: Maior expedição científica de sempre ao Árctico parte hoje da Noruega

CIÊNCIA

M.Hoppmann / Alfred Wegener Institute
A expedição MOSAIC vai estudar o Árctico através do navio quebra-gelo RV Polarstern

A maior expedição científica de sempre ao Árctico parte hoje para estudar durante um ano os efeitos visíveis das alterações climáticas no Pólo Norte.

O quebra-gelo Polarstern, do instituto Alfred-Wegener, de Bremerhaven, na Alemanha, partirá do porto de Tromso, na Noruega, levando a bordo a equipa internacional que irá sendo rendida, envolvendo no total cerca de 600 investigadores.

Espera-os uma viagem de 2.500 quilómetros até um destino onde estarão 150 dias na penumbra do Árctico, debaixo de temperaturas que poderão cair até aos 45 graus negativos.

Os ursos polares, a atmosfera, o oceano, o gelo e todo o ecossistema serão objectos de estudo para os cientistas, que esperam recolher dados para avaliar como as alterações climáticas afectam a região e o mundo inteiro.

“Nenhuma outra parte da Terra aqueceu tão depressa nas últimas décadas como o Árctico”, salientou o chefe da missão, Markus Rex, notando que é lá que “praticamente se situa o epicentro do aquecimento global” e que é uma região ainda “muito pouco compreendida”.

É impossível “fazer previsões corretas em relação ao clima” sem dados fiáveis sobre o Árctico, assinalou, considerando que a situação é preocupante quando, como no início do ano, “no centro do Árctico fez tanto calor como na Alemanha”.

O “Polarstern” faz parte de uma frota com outros quatro quebra-gelo da Rússia, China e Suécia, apoiada por aviões e helicópteros para reabastecer e transportar as equipas em rotação.

O orçamento de 140 milhões de euros é partilhado por 60 instituições de 19 países.

ZAP // Lusa

Por Lusa
20 Setembro, 2019

 

2580: Um enorme navio quebra-gelo vai ficar preso (de propósito) no oceano Árctico

CIÊNCIA

O navio quebra-gelo RV Polarstern vai sair da Noruega nas próximas semanas, com destino ao Árctico, para estudar nos próximos meses como as alterações climáticas estão a remodelar este oceano.

Um dos navios mais indestrutíveis do mundo — RV Polarstern — vai partir da Noruega no próximo dia 20 de Setembro, em direcção ao Oceano Árctico, onde ficará preso nos próximos 13 meses (de forma propositada). O quebra-gelo tem um objectivo ambicioso: determinar como as alterações climáticas estão a remodelar este oceano, escreve o Live Science.

A expedição, chamada de Multidisciplinary drifting Observatory for the Study of Arctic Climate (MOSAIC) — algo como Observatório Multidisciplinar de Deriva para o Estudo do Clima do Árctico —, está a ser planeada há anos. Com um investimento de mais de 118 milhões de euros, vai exigir a participação de mais de 600 pessoas, entre cientistas e equipa técnica.

O líder da expedição, Markus Rex, do Instituto Alfred Wegener (que opera o Polarstern), afirma que o navio vai entrar provavelmente no gelo marinho flutuante em meados de Outubro e depois ficará à deriva no Árctico, cercado de gelo, até ao próximo verão, antes de voltar ao seu porto de origem em Bremerhaven, na Alemanha, no outono.

A MOSAIC vai investigar as fontes de energia ambiental envolvidas no derretimento e movimentação do gelo marinho; a formação e precipitação das nuvens do Árctico e os efeitos das transferências de calor e massa entre a atmosfera, o gelo e o oceano. Depois, as descobertas serão usadas para refinar os modelos computacionais do clima global.

Em diferentes fases da expedição, centenas de pessoas vão ser transportadas para este navio através de outros quatros quebra-gelo — a partir da Suécia, Rússia e China — e por aeronaves que vão pousar numa pista de gelo construída nas proximidades.

Ao contrário de outras expedições científicas, os cientistas vão estudar o ambiente do Árctico durante todo o seu ciclo anual de congelamento e descongelamento, desde o crescimento do gelo marinho no outono até à sua ruptura no verão seguinte.

Quando o gelo for espesso o suficiente (cerca de 1,5 quilómetros de espessura), vão ser instalados acampamentos e instrumentos científicos a até 50 quilómetros do navio. As medições serão feitas até quatro mil metros abaixo da superfície e a altitudes superiores a 35 mil metros.

A nova expedição recorda a viagem realizada, no final do século XIX, pelo Fram, navio de Fridtjof Nansen. O cientista norueguês e a sua equipa de 12 elementos deixaram Tromsø, a mesma cidade de onde vai partir agora o RV Polarstern, em Julho de 1893, e começaram a flutuar pelo gelo marinho em Outubro, perto das Ilhas da Nova Sibéria.

Depois de andar à deriva durante quase dois anos, Nansen ficou insatisfeito com o progresso do navio, tendo decidido deixá-lo, em Março de 1895, na tentativa de alcançar o Polo Norte sobre o gelo, juntamente com Hjalmar Johansen, um dos tripulantes.

Mas menos de um mês mais tarde, o frio intenso e o agravamento do clima obrigaram os dois exploradores a suspender a expedição e a passar o inverno polar na Terra de Francisco José, um arquipélago polar russo.

Nansen e Johansen acabariam por ser resgatados por outra expedição no Árctico, e o Fram permaneceu congelado até Agosto de 1896, antes de voltar com a restante equipa para a Noruega.

ZAP //

Por ZAP
5 Setembro, 2019

 

2550: A Rússia tem cinco novas ilhas (e isso é má notícia)

CIÊNCIA

Christopher Michel / Wikimedia

Investigadores encontraram cinco novas ilhas nas águas geladas da costa norte da Rússia. Embora novas descobertas sejam tipicamente algo para comemorar, desta vez, é má notícia.

As ilhas encontradas na Rússia só foram reveladas graças ao derretimento glacial acelerado das mudanças climáticas.

A presença de novas ilhas na área foi sugerida pela primeira vez por uma estudante universitária que estudava imagens de satélite enquanto escrevia o seu trabalho final no fim de 2016. A presença de pelo menos cinco novas ilhas foi confirmada esta semana pelo Ministério da Defesa da Rússia após uma expedição recente pelo Vizir, um navio de investigação da Marinha Russa.

“Foi realizada uma investigação topográfica nas novas ilhas”, disseram os militares em comunicado. “Foram descritos em detalhes e fotografados.” As novas ilhas, com tamanho entre 900 a 54.500 metros quadrados, podem ser encontradas perto de Novaya Zemlya e Franz Josef Land, no Oceano Árctico, dois arquipélagos de centenas de ilhas habitadas apenas por militares.

Todas as ilhas foram anteriormente engolidas pelo gelo do glaciar Nansen, também conhecida como Vylka. No entanto, foram expostas após o recuar do gelo devido ao aumento da temperatura do ar e do oceano.

O Círculo Polar Árctico está a experimentar alguns dos aumentos mais acentuados no clima mais quente do mundo, especialmente no ano passado, que registou um calor recorde em grande parte do Árctico. Num exemplo particularmente chocante, as temperaturas numa vila sueca no Círculo Polar Árctico atingiram 34,8°C em 26 de Julho de 2019. O noroeste da Rússia também viu as temperaturas subirem para 29°C..

Com as temperaturas quentes, vem o degelo do gelo e o derretimento dos glaciares. Os principais episódios de derretimento de superfície ocorreram em muitas partes do Árctico este ano, principalmente na Gronelândia, onde cerca de 197 mil milhões de toneladas de gelo derreteram apenas no mês de Julho.

Um estudo de 2018, publicado na revista especializada Remote Sensing of Environment, analisou os glaciares em redor do arquipélago de Franz Josef Land e descobriu que a perda de massa de gelo entre 2011 e 2015 duplicou em comparação com os intervalos de tempo anteriores.

“Actualmente, o Árctico está a aquecer duas a três vezes mais rápido que o resto do mundo, por isso, naturalmente, glaciares e calotas polares reagirão mais depressa”, disse Simon Pendleton, da Universidade do Colorado, no Instituto de Pesquisa Árctica e Alpina de Boulder, que não está envolvido nesta nova descoberta, em Janeiro.

Além da descoberta de novas terras, as dramáticas mudanças no Árctico estão a causar um efeito devastador na biodiversidade e assentamentos humanos na área e fora dela.

ZAP //

Por ZAP
30 Agosto, 2019

 

2366: O Árctico está a arder. Os “maiores fogos do planeta” não param há um mês

Vastas áreas do Árctico que estavam habitualmente congeladas ou encharcadas estão a arder há cerca de um mês. Uma situação alarmante motivada pelas altas temperaturas que se têm sentido na região e que é mais um sinal preocupante das alterações climáticas.

Grandes incêndios florestais estendem-se desde o Alasca até à Gronelândia e à Sibéria. Localizados em áreas remotas, estes fogos captados por imagens de satélite estão a arder há vários dias – um grande incêndio no Lago Swan, no Alasca, arde desde 5 de Junho e a previsão é de que só consiga ser extinto no final de Agosto.

O Programa Copérnico da União Europeia, que monitoriza a atmosfera, já registou “mais de 100 incêndios intensos e de longa duração no Círculo Árctico”, segundo diz a WMO, Organização Meteorológica Mundial.

“Só em Junho, estes fogos emitiram 50 mega-toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera, o que é equivalente ao total anual de emissões da Suécia“, acrescenta a WMO, frisando que é uma quantidade superior à libertada nos fogos do Árctico “no mesmo mês entre 2010 e 2018 juntos”.

Os fogos na região árctica são habituais entre Maio e Outubro, mas neste ano, a sua intensidade, duração e localização está a surpreender os cientistas.

Mark Parrington que integra o Centro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio Prazo refere que os fogos atingiram “níveis sem precedentes”. Há, pelo menos, 10.000 anos que não se vivia uma situação tão preocupante, segundo a WMO.

Pierre Markuse / flickr
Incêndio no Lago Swan, no Alasca (EUA), a 4 de Julho de 2019.

“Os maiores fogos do planeta”

“São alguns dos maiores fogos do planeta” que estão a ocorrer a uma “magnitude sem precedentes em 16 anos de registos de satélite”, reforça o professor do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres, Thomas Smith, em declarações citadas pelo USA Today.

Os incêndios “mais graves” ocorreram no Alasca e na Sibéria, onde “alguns foram grandes o suficiente para cobrir quase 100.000 campos de futebol“, segundo a WMO. “Em Alberta, Canadá, estima-se que um fogo foi maior do que 300.000 campos”, acrescenta a organização, frisando que o Programa Copérnico registou “quase 400 incêndios florestais” só no Alasca, neste ano.

Estão a acontecer “novas ignições todos os dias”, segundo a WMO que reforça que “a parte norte do mundo está a aquecer mais depressa do que o planeta como um todo“. “Esse calor está a secar florestas e a torná-las mais susceptíveis de arderem”, afiança a organização.

No Twitter, o especialista em fotografias de satélite Pierre Markuse divulga várias imagens, cruzando dados de diferentes sistemas de satélite, onde é possível atestar o fumo de incêndios em vastas áreas florestais.

@Pierre_Markuse

Several wildfires and smoke between about 62°N and 69°N in , , and the , 22 July 2019 Enh. nat. col. with hot spots Full-size: https://flic.kr/p/2gENVnp  album: https://flic.kr/s/aHsm25FPDN 

Look at the many wildfires and smoke plumes between 57°N and 70°N in and , 21 July 2019 Enh. nat. col. with hot spots Full-size: https://flic.kr/p/2gDVSat  album: https://flic.kr/s/aHsm25FPDN 

Porque é que nos devemos preocupar

Estes grandes incêndios do Árctico estão directamente relacionados com o aumento das temperaturas e das condições secas na região – circunstâncias que resultam das alterações climáticas.

Os registos do Programa Copérnico indicam que Junho de 2019 foi o mês mais quente de sempre na Terra, e ficou marcado por ondas de calor na Europa e nos EUA.

No Árctico, a temperatura média tem crescido a olhos vistos – 2018 foi o segundo ano mais quente na região desde 1900, quando começaram a ser efectuados os registos de temperaturas. Além disso, o aumento das temperaturas foi duas vezes mais rápido do que a média mundial, segundo um relatório da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Os incêndios são “um sintoma de um Árctico doente” realça o professor Thomas Smith no seu perfil do Twitter. E o problema é que tendem a ser cada vez mais frequentes devido às alterações climáticas, contribuindo também para agravar o aquecimento global numa bola de neve viciada.

Dr Thomas Smith  @DrTELS

These Arctic fires have been burning for over a month now. This thread takes a closer look at what might have caused these fires, what exactly is burning, & why we should be concerned… [images are from the same location in the Sakha Republic, Russia, 65–70°N]
[THREAD 1/9]

“Os fogos estão a arder através de reservas de carbono de longo prazo (solos de turfa) emitindo gases com efeito de estufa, o que vai exacerbar ainda mais o aquecimento do efeito de estufa, levando a mais incêndios”, refere Thomas Smith citado pelo USA Today.

Ao contrário dos fogos florestais que vão progredindo no terreno, os fogos de turfa podem durar durante dias ou meses porque ardem debaixo do solo.

“Eles libertam carbono antigo na forma de emissões de CO2 e metano, exacerbando o aquecimento global, e deixam para trás uma superfície escura e carbonizada, levando a um aquecimento localizado”, explica ainda Thomas Smith.

Este é um dado especialmente “preocupante”, segundo a WMO que refere que o escurecimento do gelo leva a luz solar a ser “absorvida ao invés de reflectida, o que pode exacerbar o aquecimento global”.

Outro dado preocupante é que a “turfa não deveria estar disponível para arder“, sustenta Thomas Smith, realçando que esta só arde “quando é perturbada por alguma mudança ambiental significativa” como a “drenagem” ou a “seca”.

“As turfeiras da Sibéria devem estar húmidas ou congeladas durante o Verão, mas a onda de calor deste ano secou-as”, nota Thomas Smith.

SV, ZAP //

Por SV
24 Julho, 2019

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2215: As hienas viveram no Árctico na última Era Glacial

CIÊNCIA

(dr) Julius T. Csotonyi
Impressão artística de hienas ancestrais que viviam no Árctico

Durante a última Era Glacial, hienas que esmigalhavam ossos vaguearam no Árctico canadiano, satisfazendo os seus desejos de carne caçando renas, cavalos e carcaças de mamutes.

A grande descoberta de que as hienas antigas viviam no Árctico norte-americano é baseada em dois pequenos dentes, encontrados por arqueólogos no território de Yukon, no norte do Canadá. Os dois dentes preenchem um buraco no registo fóssil.

Os investigadores já tinham evidências de que a hiena do tamanho de um lobo conhecida como Chasmaporthetes vivia na Mongólia e – depois de cruzar a ponte terrestre do Estreito de Bering – Kansas e centro do México. Os novos dentes mostram onde os Chasmaporthetes moravam entre esses dois lugares: a 6.500 quilómetros do Velho Mundo, na Mongólia, e quatro mil quilómetros ao norte do Kansas.

O Chasmaporthetes conseguiu adaptar-se a todos os tipos de ambientes, segundo disse Jack Tseng, paleontólogo de vertebrados da Universidade de Buffalo, em Nova Iorque, à Live Science.

Os arqueólogos encontraram os dois dentes fósseis nos anos 1970, num sítio conhecido como Old Crow Basin. Mas ninguém publicou estudos sobre os dentes, que se arrastaram duranre décadas nas colecções do Museu Canadiano da Natureza em Ottowa, Ontário.

Tseng só soube da existência dos dentes através do boca a boca. Intrigado, conduziu o seu carro seis horas de Buffalo para Ottawa em Fevereiro. Os dentes, um molar e pré-molar, eram tão distintos, que “nos primeiros 5 minutos, tinha certeza de que eram Chasmaporthetes”, disse.

Quando a maioria das pessoas pensa em hienas, imaginam os carnívoros que vagueiam pela África actualmente. Mas as hienas surgiram na Europa ou na Ásia há cerca de 20 milhões de anos. Só mais tarde chegaram a África e um número ainda menor atravessou a ponte de terra do Estreito de Bering para a América do Norte.

De acordo com o estudo publicado na revista Open Quaternary, estes dentes são desafiadores porque foram encontrados na curva interna de um rio – o que significa que a corrente os levou para longe do seu local de repouso original. Mas com base na geologia da bacia, os dentes têm entre 1,4 e 850 mil anos. Esses dentes não são das hienas mais velhas da América do Norte. Esse prémio vai para os fósseis de hiena de 4,7 milhões de anos encontrados no Kansas.

As hienas antigas nunca se depararam com um humano. Os animais extinguiram-se na América do Norte entre um milhão e 500.000 anos atrás, muito antes de os humanos chegarem às Américas. Não se sabe a razão para o desaparecimento destas hienas, mas é possível que outros carnívoros vorazes da idade do gelo, como o cão (Borophagus), Urso gigante de cara curta (Arctodus) ou canídeo semelhante a um cão de caça (Xenocyon) tenham assumido os seus habitats e os superaram em busca de presas.

Hoje, existem apenas quatro espécies vivas de hiena. Dado que Chasmaporthetes era um triturador de ossos, provavelmente desempenhou um grande papel na eliminação de carcaças na antiga América do Norte.

ZAP //

Por ZAP
22 Junho, 2019

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2205: Há uma cidade que quer abolir o tempo

Todos os dias, a Terra gira em torno de si própria. O Sol aparece no horizonte de manhã e, passado umas horas, deita-se. A vida humana está construída em volta desta periodicidade, com os dias divididos em horas, minutos e segundos.

Mas, em alguns lugares do planeta, o Sol só nasce uma vez por ano. Com o conceito de “dia” já tão distante do resto do mundo, uma população do Árctico começou a pensar: e se abandonássemos completamente o conceito de tempo?

Essa é a ideia do norueguês Kjell Ove Hveding, que vive ao norte do Círculo Árctico numa cidade chamada S. A ideia já descolou e foi apresentada pela agência de notícias estatal da Noruega e pelo menos por um dos grandes jornais nacionais do país.

Hveding encontrou-se com o seu membro local do parlamento para entregar uma petição para se livrar do tempo na cidade. O objectivo é fazer de Sommarøy um lugar onde as pessoas possam fazer o que quiserem quando quiserem.

“Temos que ir trabalhar e, mesmo depois do trabalho, o relógio toma o seu tempo”, disse Hveding ao Gizmodo. “Tenho que fazer isto, tenho que fazer isto. A minha experiência é que as pessoas esqueceram-se de como serem impulsivas, de decidir que o tempo está bom, o Sol está a brilhar, posso simplesmente viver. Mesmo que seja às três da manhã”.

No entanto, a proposta é escassa em detalhes. Está ligada à discussão sobre a utilidade do horário de verão, que a União Europeia descartou este ano. Essas discussões não têm nenhuma importância para Sommarøy, cidade com 321 habitantes em 2017, já que o Sol só se põe uma vez por ano.

Sem tempo, as lojas estariam abertas sempre que o lojista quisesse, as pessoas poderiam sair quando quisessem e, em vez de marcar, as pessoas poderiam encontrar-se impulsivamente.

Mas podem os humanos abandonar os relógios? Vivemos numa sociedade que depende de dias divididos em horas e minutos. Remover os relógios pode fazer as coisas parecerem mais flexíveis para um grupo que escolhe viver fora das regras, mas, em última análise, o trabalho, a escola e o transporte dependem do tempo.

“O problema é que os seres humanos não evoluíram no Árctico”, disse Hanne Hoffman, professor assistente de ciência animal que estuda o ritmo circadiano, ao Gizmodo. “Os nossos corpos adaptaram-se ao ciclo de 24 horas gerado pela rotação da Terra. Não podemos ir contra a evolução e é isso que está a acontecer nesses locais”.

Normalmente, as pessoas no Árctico compensam, apagando a luz nas suas casas durante o que seriam horas da noite. Uma série de hormonas e processos metabólicos respondem à luz e ao tempo, dizendo ao corpo como se comportar em diferentes pontos durante o dia. Mesmo os processos em que se pode não pensar, como a digestão e a temperatura corporal, estão ligados a esse ritmo. O desalinhamento do ritmo circadiano, onde o corpo está a trabalhar numa programação separada da mente, é um factor de risco para a doença.

Hoffman está especialmente preocupado com o facto de as crianças, que já enfrentam mudanças no seu ritmo circadiano ao entrarem na puberdade, poderem sofrer na escola em tal ambiente.

Experiências anteriores mostraram que os humanos não perdem o ritmo, mesmo na ausência de luz. Exemplo disso é Michel Siffre, explorador subterrâneo francês que se escondeu numa caverna escura durante dois meses. Embora a sua agenda lentamente tenha saído da sincronia do resto do mundo, ainda mantinha um ritmo de 24 horas.

ZAP //

Por ZAP
20 Junho, 2019

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2197: Degelo na Gronelândia: Esta foto é a prova de que precisa para acreditar

© Twitter Superfície de gelo é agora água.

Uma imagem captada pelo climatólogo Steffen M. Olsen, no passado dia 13 de Junho, prova o impacto que as alterações climáticas estão a ter no Árctico.

O dinamarquês estava no noroeste da Gronelândia, sendo que uma das suas funções seria recuperar os dispositivos de medição que tinham sido colocados no gelo no âmbito da missão Acção Azul. Preparava-se para fazê-lo, a bordo de um trenó guiado por cães, quando percebeu que os caminhos de gelo percorridos pelos animais estavam, afinal, transformados em água.

“As comunidades na Gronelância contam com o gelo para transporte, caça e pesca. Eventos extremos, neste caso a inundação pelo início abrupto do derretimento da superfície, exige uma capacidade de previsão mais apurada no Árctico”, alertou Steffen M. Olsen, no Twitter.

16:08 – 14 de jun de 2019

A sua publicação está a tornar-se viral e um verdadeiro exemplo, alertando para a rapidez com que o gelo do árctico está a derreter.

A Gronelândia tem vindo a perder gelo nas últimas décadas devido ao aquecimento progressivo. Desde os anos 1990 que as temperaturas médias sobre o manto de gelo subiram 1,8 graus celsius no verão e até 3 graus no inverno.

Estimativas indicam que o manto gelado esteja a perder 270 mil milhões de toneladas de gelo em cada ano. Até recentemente grande parte do gelo perdia-se em icebergues, mas agora o derretimento directo já representa 70% das perdas, especialmente por causa da chuva, dizem os investigadores.

msn meteorologia
Notícias Ao Minuto
18/06/2019

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2109: Turistas já fazem reservas para assistir ao degelo dos glaciares do Alasca

DESTAQUE

Smial / Wikimedia

O rápido degelo dos glaciares devido às alterações climáticas criou um novo mercado para os operadores turísticos do Alasca, nos Estados Unidos.

O jornal Anchorage Daily News noticiou que as operadoras de várias empresas de turismo estão a registar um aumento em reservas de viagens de grupos que querem assistir ao recuo do único estado árctico do país.

“As pessoas querem ver os glaciares enquanto há acesso“, disse Paul Roderick, director de operações da “Talkeetna Air Taxi”, que faz viagens aéreas no Alasca. “As pessoas sabem mais sobre glaciares do que antes. Perguntam quão depressa estão a recuar, quando antes mal sabiam o que era um glaciar”, acrescentou, em declarações à mesma publicação.

As operadoras turísticas dizem que os turistas são, maioritariamente, oriundos da Austrália e de mercados emergentes como China e Índia. “Há mais interesse”, disse Peter Schadee, da “Anchorage Helicopter Tours”, que faz voos de helicóptero naquela região. “Temos assistido ao interesse em glaciares de pessoas de todo o Mundo”, acrescentou.

“As pessoas querem muito ver os glaciares, mas estão a derreter muito depressa“, contou Matt Szunday, dono da Ascending Path, uma empresa que faz passeios turísticos a glaciares do Alasca.

O recuo destas gigantes e antigas massas de gelo criou um nicho de mercado, com turistas a fazer marcações para ver os glaciares “antes que seja tarde de mais”.

Uma nova revisão dos dados de pesquisas publicada no Jornal da Glaciologia prevê que os 25 mil glaciares do Alasca perderão entre 30% e 50% de sua massa até ao final deste século. A nível global, os glaciares devem perder entre 18 e 365 da massa, o que poderá resultar numa subida de 25 centímetros no nível da água do mar.

ZAP // Lusa

Por ZAP
4 Junho, 2019



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1708: Temperatura no Árctico vai aumentar entre 3 e 5 graus até 2050

© TVI24 Fotografia aérea mostra o desaparecimento do gelo do Árctico. REUTERS/Kathryn Hansen/NASA

A temperatura no Árctico vai aumentar entre 3 e 5 graus centígrados até 2050, levando à devastação da região e ao aumento do nível dos oceanos em todo o planeta, estima um relatório apresentando esta quarta-feira no Quénia.

Segundo o documento, apresentando na IV Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, o degelo no Árctico pode causar a emissão de mais gases com efeito de estufa e aumentar a acidificação e contaminação dos oceanos.

Muitas das alterações na região serão irreversíveis e podem afectar a sua população e a biodiversidade, assinalou Björn Alfthan, porta-voz da fundação norueguesa GRID-Arendal, co-autora do relatório, que se baseia em dados do Conselho Árctico, uma organização intergovernamental composta por oito países e vocacionada para o desenvolvimento sustentável e a protecção ambiental da região.

No Árctico vivem mais de quatro milhões de habitantes, dos quais perto de 10% são indígenas que se dedicam a actividades como a pesca, a mineração e a indústria madeireira.

Além do degelo de terrenos que permanecem congelados mais de dois anos a altas latitudes, o Árctico enfrenta também a contaminação por plásticos.

Especialistas estimam que o gelo marinho do Árctico tenha diminuído 40% desde 1979 e que os Verões na região deixarão de ser gelados antes de 2030 a continuarem as actuais emissões de dióxido de carbono, gás poluente com implicações no aquecimento global.

A IV Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, que decorre até sexta-feira na capital do Quénia, Nairobi, conta com a participação de mais de 95 chefes de Estado, ministros e vice-ministros e delegados de mais de 160 países.

A delegação portuguesa é liderada pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, que intervém na quinta-feira numa sessão sobre energias renováveis.

msn notícias
Redacção TVI24
13/03/2019

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1661: O céu pode ficar sem nuvens e deixar a Terra a “arder”

Jonas Witt / Flickr

Uma nova investigação científica adverte que uma alta concentração de dióxido de carbono na atmosfera da Terra pode fazer com que as nuvens desaparecerem do céu. Como resultado, o oceano ficará mais vulnerável à luz do Sol.

De acordo com uma nova investigação, levada a cabo por uma equipa de cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, os estrato-cúmulos — nuvens baixas com massas arredondadas e cilíndricas com o topo e a base relativamente planos — servem para proteger a Terra do calor excessivo.

Ou seja, se estas nuvens desaparecerem, a temperatura no planeta subiria oito graus Celsius. Além disso, importa frisar, há ainda o aumento estimado entre 2 a 4 graus Celsius causado pelo efeito de estufa. Esta mudança, por sua vez, levaria a sérios cataclismos e causaria a extinção em massa de animais e plantas.

Segundo a investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista especializada Nature Geoscience, a Terra sofreu já um fenómeno similar há 55 milhões de anos: o planeta aqueceu a tal ponto que os crocodilos passaram a nadar nas águas do Árctico, tendo várias espécies de mamíferos sido extintas.

Esta drástica mudança climática ficou conhecida como o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno. Foi um dos cataclismos climáticos mais significativos da era Cenozoica, que alterou a circulação oceânica e atmosférica, causando uma grande mudança na fauna terrestre.

Para os cientistas, o aquecimento poderia ter sido desencadeado por variadas causa, mas os principais factores foram a intensa actividade vulcânica e a libertação do metano armazenado nos sedimentos oceânicos.

Neste sentido, Kerry Emanuel, especialista em meteorologia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, afirma que o alarmante prognóstico dos cientistas da Califórnia parece ser bastante plausível.

Quanto ao desaparecimento das nuvens, os cientistas também asseguram tratar-se de um processo que se deve a vários factores. No entanto, as estatísticas sobre a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera são realmente alarmantes. Desde 1955, a concentração deste gás cresceu cerca de um terço. Se o processo continuar com ao mesmo ritmo, a humanidade pode chegar a um ponto sem retorno antes do fim do século.

Contudo, e segundo advertem os cientistas, a humanidade é capaz de evitar a repetição do cataclismo devastador do Paleoceno-Eoceno se cumprir os termos do Acordo de Paris.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
5 Março, 2019

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1653: Já há data para o primeiro verão sem gelo no Árctico

NASA GODDARD/ KATY MERSMANN

O oceano Árctico pode ficar sem de gelo durante o verão nos próximos 20 anos devido a uma fase de aquecimento natural que se faz sentir já há algum tempo no Pacífico tropical, sendo depois exacerbada pela actividade do Homem.

Modelos computacionais preveem que a mudança climática tornará o Árctico quase livre de gelo marinho durante o verão em meados deste século, a menos que as emissões de gases de efeito de estufam sejam reduzidas em grande medida pelos humanos.

Contudo, uma análise mais detalhada sobre os ciclos de temperatura a longo prazo no Pacífico tropical aponta para um Árctico sem gelo em Setembro, o mês com menos gelo marinho, segundo descreve um novo estudo esta semana publicado na científica Geophysical Research Letters.

“A trajectória aponta para a ausência de gelo no verão, mas não se sabe ao certo quando acontecerá”, explicou James Screen, professor associado de ciência do clima da Universidade de Exeter, no Reino Unido, e autor principal do estudo em comunicado.

Existem vários modelos climáticos utilizados pelos cientistas para prever quando ocorrerá o primeiro Setembro sem gelo. A maioria dos modelos projecta que haverá menos de 1 milhão de quilómetros quadrados de gelo marinho até meados deste século, as projecção de quando isso acontecerá variam em janelas de tempo de 20 anos devido a flutuações climáticas naturais.

O modelo climático utilizado no novo estudo prevê um verão árctico sem gelo entre 2030 e 2050, se os gases de efeito estufa continuarem a subir ao ritmo actual.

Tendo em conta a fase de aquecimento de longo prazo no Pacífico tropical, uma nova investigação aponta que é mais provável que um Árctico sem gelo ocorra mais perto de 2030 do que em 2050.

ZAP //

Por ZAP
2 Março, 2019

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