3202: Descoberta nova espécie de aranha-violinista no Vale do México

CIÊNCIA

Uma aranha-violinista ()

Cientistas identificaram, no México, uma nova espécie de aranha com um veneno que, apesar de não ser fatal, é capaz de causar necrose na pele humana.

Uma equipa de cientistas da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM) descobriu uma nova espécie de aranha, agora baptizada de Loxosceles tonochtitlan, no Vale do México, conta a revista Newsweek.

O aracnídeo pertence a um género conhecido como Loxosceles, um grupo de espécies comummente referidas como aranhas-violinistas que, embora não tenham uma picada fatal, pode causar necrose na pele humana, deixando uma cicatriz permanente.

De acordo com os investigadores, o México tem a maior diversidade destas aranhas, tendo sido lá encontradas 40 das 140 já conhecidas. Neste caso, a espécie agora identificada é a primeira considerada nativa da região do Vale do México.

Embora estas aranhas tentem evitar o contacto com os humanos, podem atacar se se sentirem ameaçadas. Nas áreas urbanas, tendem a viver em lugares como armazéns, no lixo (sítio que atrai alguns dos insectos que comem), ou mesmo dentro de casa, podendo esconder-se entre roupas, móveis e paredes.

Segundo nota Alejandro Valdez-Mondragón, professor do Instituto de Biologia da UNAM, a picada deste aracnídeo tem características muito comuns: começa com uma ferida que se torna roxa e que à volta é rosada.

Porém, é difícil identificar o quadro clínico porque a sua picada muitas vezes não é dolorosa e pode confundir-se com uma infecção cutânea, uma picada de outro insecto ou urticária produzida por uma planta, entre outras razões.

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