3785: Cientistas identificam a região com o ar mais limpo à face da Terra

CIÊNCIA/AMBIENTE/ANTÁRCTIDA

GRID Arendal / Flickr

Uma equipa de cientistas da Universidade Estadual do Colorado (EUA) identificou a região atmosférica que possui o ar mais limpo à face da Terra.

Os especialistas, liderados pela professora Sonia Kreidenweis, descobriram que a camada limite do ar que alimenta as nuvens mais baixas sobre o Oceano Antárctico permanece quase totalmente inalterado pela actividade Humana, conta o portal Tech Explorist.

O ar desta região é prístino, quase totalmente livre de partículas poluentes resultantes de actividades antropogénicas ou transportadas de outras regiões distantes, detalharam os cientistas na nova investigação, cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.

Partindo do pressuposto que o ar que está sobre o remoto Oceano Antárctico seria um dos menos afectados pela actividade humanos, os cientistas levaram a cabo esta investigação para descobrir os compostos que estavam no ar e qual a sua origem.

“Conseguimos utilizar as bactérias existentes no ar sobre o Oceano Antárctico como uma ferramenta de diagnóstico para inferir as principais propriedades da atmosfera mais baixa”, começou por explicar Thomas Hill, co-autor do estudo, citado em comunicado.

Através deste método, continuou, “[descobrimos], por exemplo, que os aerossóis que controlam as propriedades das nuvens do Oceano Antárctico estão fortemente ligados aos processos biológicos oceânicos e que a Antárctida parece estar isolada da dispersão de micro-organismos para sul (…).

“Globalmente, [a nossa investigação] sugere que o Oceano Antárctico é um dos poucos lugares à face da Terra que foi minimamente afectado por actividade antropogénicas”.

O facto de o ar encontrado ser tão limpo acabou por “prejudicar” os objectivos desta investigação – afinal, havia muito pouco para analisar. “O ar sobre o Oceano Antárctico estava tão limpo que havia muito pouco ADN para trabalhar”, escreveram os cientistas.

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Por ZAP
4 Junho, 2020

 

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