1410: Um cometa verde vai passar pela Terra na segunda-feira (e qualquer pessoa vai poder vê-lo)

Pepe Manteca / Flickr

A cada 5,4 anos, o cometa 46P/Wirtanen orbita o Sol, passando pelos céus da Terra durante o caminho. Este ano, a sua visita é este mês.

Geralmente, o cometa 46P/Wirtanen está demasiado longe para o podermos ver. Mas, desta vez, o corpo celeste vai fazer a sua maior aproximação em 70 anos – passando a uma distância de 11,6 milhões de quilómetros, isto é, 30 vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Está previsto que o cometa faça a sua maior aproximação ao Sol no dia 12, quarta-feira, e à Terra no dia 17, próxima segunda-feira. Já é possível vê-lo com um telescópio.

O Cometa 46P/Wirtanen foi descoberto em Janeiro de 1948 pelo astrónomo norte-americano Carl Wirtanen, e é um dos poucos cometas que são, às vezes, visíveis a olho nu – fica tão brilhante como uma estrela fraca.

Ainda não se sabe se vai ser suficientemente brilhante para ser visível a olho nu desta vez. Mas certamente será visível com binóculos. Como acontece com todas as estrelas, será possível ver melhor em locais sem poluição luminosa.

A cauda do cometa aponta para o lado contrário da Terra, por isso, a maior parte do tempo, esta parte não será visível. No entanto, pode aparecer entre dia 13 e 14. “Existe a possibilidade de observar uma cauda de poeira, quando a Terra atravessa o plano orbital do cometa”, escreve o site australiano Southern Comets.

Como muitos outros cometas, como Lovejoy e Machholz, vai brilhar com luz verde. Isto ocorre porque o coma – a nuvem de partículas em redor do núcleo – contém cianogénio e carbono diatómico, que brilham com cor verde quando ionizados pela luz solar.

Cometas movem-se por isso a sua posição vai mudar no céu nocturno. O Time and Date tem um prático mapa nocturno interactivo no seu site, que permite localizar o cometa, seja no hemisfério Norte ou Sul.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
13 Dezembro, 2018

 

1219: Sonda Parker Solar Probe bate recordes de aproximação ao Sol e velocidade

Lembram-se da Sonda Parker Solar Probe da NASA que foi lançada em Agosto de 2018? Esta sonda será a primeira que vai “tocar” no Sol e, de acordo com dados recentes, há já recordes alcançados.

Esta sonda espacial, lançada há 78 dias, já bateu dois recordes: está mais perto do Sol do que qualquer outro engenho fabricado pelo Homem e é a mais rápida da História da conquista do espaço.

Foi esta segunda-feira que a sonda espacial Parker Solar Probe superou o recorde de aproximação do Sol. De acordo com a NASA, a sonda lançada a 12 de Agosto está a apenas 42,73 milhões de quilómetros do astro rei, batendo o recorde de Abril de 1976 conseguido pela sonda americano-alemã Helios-2.

Nos próximos sete anos esta sonda vai efectuar 24 aproximações ao Sol acabando por chegar a cerca de 6 milhões de quilómetros de distância em 2024. De acordo com a NASA, a sonda aproximar-se-à ainda mais do sol já a 31 de Outubro e tentará ficar ainda mais próxima já no dia 5 de Novembro.

Além do recorde de aproximação, esta sonda bateu também o recorde do engenho espacial mais rápido da História, ao conseguir atingir 247 mil quilómetros por hora. De relembrar que o anterior recorde pertencia também à sonda Helios-2 que conseguiu bater o recorde de velocidade em 1976.

Sonda tem de sobreviver a temperaturas elevadíssimas

A Sonda espacial Parker Solar Probe tem de conseguir superar temperaturas de 1400 K (1127 °C). Para tal, a sonda tem um escudo térmico, feito à base de carbono, que lhe permite superar tais temperaturas. À superfície, a temperatura do Sol atinge os 5.500ºC. Na coroa, a parte mais exterior da sua atmosfera, visível como um anel durante os eclipses, os termómetros chegam aos 2 milhões de graus Celsius, segundo revela a SIC notícias.

Qual a missão desta sonda?

A sonda tem como principais objectivos investigar as partículas de energia, as flutuações magnéticas e os ventos solares. Os cientistas da NASA esperam obter fotografias para melhor compreenderem “um ambiente tão estranho para nós”, diz um especialista sobre o Sol da NASA Alex Young.

A missão só terminará em 2024.

pplware
30 Out 2018

 

820: Marte está (ainda) hoje apenas a 57,6 milhões de quilómetros da Terra

Amanhã, Marte começa a afastar-se do planeta Terra e só daqui a dois anos se aproximará de novo tanto como aconteceu hoje. Mas há 15 anos que nunca tinha estado tão perto e tão visível no céu.

Uma imagem da NASA de Marte no dia 26 © NASA

Ainda vai a tempo de ver Marte como desde 2003 não se observava desde a Terra: está o mais próximo possível do nosso planeta e será mais do que aquele pontinho alaranjado no espaço. Aviso, amanhã começará a afastar-se e só daqui a dois anos se aproximará de novo e o máximo que a sua órbita permite.

Com a sua cor alaranjada, o facto de estar muito perto dos seres humanos não evita que a distância entre os dois planetas seja da ordem dos 57,6 milhões de quilómetros, nada que impeça a observação por qualquer um dos muitos que acha que esse planeta pode ser num futuro próximo um destino para a Humanidade. Basta olhar para o céu e Marte destaca-se, tal como Júpiter.

Se quer ver Marte, espere pelo pôr-do-Sol e a bola laranja surge em toda a força e de uma forma impossível de se confundir com Vénus ou Júpiter. Uma situação que se deve ao facto do movimento de translação do planeta em redor do Sol, uma órbita que leva 26 meses em vez dos 365 dias e 6 horas da Terra.

A melhor visão de Marte teria sido esta manhã às 8.48, mas como estava fora do horizonte a segunda melhor opção será mesmo a partir das 20.55, a hora em que surgirá como uma bola alaranjada – há que diga que é uma bola avermelhada – e só desaparecerá amanhã, pelas 6.01.

Marte tem rivalizado nos últimos dias com a Lua, que teve um eclipse raro há cinco dias, tendo estado no dia 27 alinhado numa linha recta com o Sol e a Terra. Um alinhamento que o Observatório Astronómico de Lisboa explica que ocorre a cada 778 dias (dois anos, um mês e 18 dias) porque a Terra viaja mais rápido em redor do Sol, de que está mais perto, enquanto Marte está mais distante e leva 687 dias para fazer o mesmo percurso. Uma órbita que no caso da Terra e de Vénus é um círculo quase perfeito, mas que em Marte e Mercúrio se transforma em órbitas elípticas.

Uma curiosidade: menor que a Terra, Marte não é tão luminoso, mas como se aproxima muito do nosso planeta, reflecte o seu brilho e ganha essa aparência.

O que ainda há para ver este ano?

11 de Agosto: eclipse parcial do Sol. O melhor local para se observar é na Rússia e na China, mas também é visível em zonas altas da América do Norte, da Europa, da Gronelândia, da Islândia e da Ásia.

12 e 13 de Agosto: chuva de meteoros Perseidas. É uma das mais grandiosas chuvas de meteoros anuais. Visível no hemisfério norte.

12 de Dezembro: encontro de cometas. Há mais de cinco anos que nenhum cometa é capaz de igualar o brilho que o cometa 46P/ Wirtanen exibirá no hemisfério norte nesta data, provavelmente possível ver-se a olho nu. O cometa vai passar perto da Terra, apenas a 11,6 milhões de quilómetros antes de voltar para a sua viagem para fora do sistema solar.

Diário de Notícias
João Céu e Silva
31 Julho 2018 — 12:35

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819: Efemérides Marcianas neste Verão

MOVIMENTO RETRÓGRADO

Marte irá inverter a sua trajectória no céu no dia 28 de Junho de 2018. Durante dois meses Marte terá movimento retrógrado de 28 de Junho a 28 de Agosto. Será possível ver Marte, um pouco antes da meia-noite, no céu a Sudeste, quase alinhado com os planetas Saturno e Júpiter, brilhará cada vez mais cedo a cada semana que passa.

Fig. 1 – Céu visível à 1h30min do dia 28 de Junho em Lisboa mostrando os planetas Marte, Saturno e Júpiter.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana, ocaso e magnitude do planeta MarteOPOSIÇÃO

No dia 27 de Julho de 2018 pelas 05 horas (hora legal de Portugal Continental e na Região autónoma da Madeira) Marte estará em oposição em que será visível durante toda a noite e observar-se-á mais brilhante e maior, encontrando-se no céu nocturno a brilhar com uma magnitude de -2,8 na constelação de Capricórnio. Neste dia, ocorre um evento celeste raro, é quando o planeta vermelho Marte estará alinhado em uma linha recta com o Sol e a Terra.

Este alinhamento cósmico, chamado oposição de Marte ocorre a cada 778 dias ou de dois anos, um mês e 18 dias. A Terra viaja mais rápido, pois encontra-se mais perto do Sol, completando uma volta em 365,25 dias, enquanto Marte é mais distante do Sol e leva 687 dias para viajar.

Vénus e a Terra são alguns planetas que viajam em círculos quase perfeitos, enquanto outros planetas, como Marte e Mercúrio viajam em órbitas mais excêntricas ou elípticas.

Depois de cinco dias da ocorrência deste evento da oposição de Marte, o planeta vermelho Marte estará à distância mínima da Terra.

DISTÂNCIA MÍNIMA DA TERRA

No dia 31 de Julho, Marte estará muito perto de nós!

No período da manhã de dia 31, mais precisamente às 08h48min (em Portugal continental), Marte estará à distância mínima da Terra. A esta hora não será possível observar Marte, pois nesse preciso momento estará abaixo do horizonte.

Marte nasce mais cedo às 20h55min no início da noite, e põe-se de manhã às 06h01min altura em que se deixa de ver. Observar-se-á Marte durante toda a noite como um objecto brilhante avermelhado! O planeta Marte estará mais próximo da Terra e, por isso mesmo, mais brilhante. Este fenómeno acontece de 26 em 26 meses, sempre que a Terra ultrapassa Marte no movimento de translação em torno do Sol (o nosso planeta é mais rápido neste movimento).

Assim, Marte estará aproximadamente apenas a 57,6 milhões de quilómetros da Terra. Será a maior aproximação à Terra desde Agosto de 2003!

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
26 Jun 2018

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818: Marte encontra-se à menor distância da Terra dos últimos 15 anos

 

Hoje, dia 31 de Julho, Marte estará muito perto de nós!

No período da manhã, mais precisamente às 08h48min (em Portugal continental), Marte estará à distância mínima da Terra. A esta hora não será possível observar Marte, pois nesse preciso momento estará abaixo do horizonte.

Marte nasce mais cedo às 20h55min no início da noite, e põe-se de manhã às 06h01min altura em que se deixa de ver. Observar-se-á Marte durante toda a noite como um objecto brilhante avermelhado! O planeta Marte estará mais próximo da Terra e, por isso mesmo, mais brilhante. Este fenómeno acontece de 26 em 26 meses, sempre que a Terra ultrapassa Marte no movimento de translação em torno do Sol (o nosso planeta é mais rápido neste movimento).

Assim, Marte estará aproximadamente apenas a 57,6 milhões de quilómetros da Terra. Será a maior aproximação à Terra desde Agosto de 2003!

Mais informações sobre as efemérides de Marte encontram-se em: http://oal.ul.pt/efemerides-marcianas-neste-verao-de-2018/

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Jul 2018

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